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Angústia, Ansiedade e Soluções

quinta-feira, 18 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

Geralmente usamos a palavra “ansiedade” para designar um mal estar psicológico ou emocional, e usamos “angústia” para um sofrimento existencial, algo do campo filosófico e espiritual. Alguns autores definem ansiedade como um tipo de aflição na cabeça, enquanto que angústia seria um mal estar emocional vivido com uma sensação de aperto no peito. Muitas vezes a ansiedade excessiva é uma luz vermelha que acende na vida da pessoa indicando que existem conflitos em andamento, conscientes, à espera de solução ou existentes no inconsciente, fora do alcance da percepção.

Há diferentes transtornos ligados à ansiedade ou angústia exagerada, como a Ansiedade Generalizada, Crise de Pânico, Fobia (medo exagerado) Simples, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, entre outros. Na Crise de Pânico, por exemplo, o excesso de angústia ou ansiedade se manifesta por sintomas físicos como taquicardia, dificuldade de respirar, sudorese, tremores, aflição na cabeça, aperto no peito. Isto pode confundir com sintomas cardíacos, assim como pode confundir quando a angústia se manifesta através de sensação de bolo na garganta, dando a impressão de ser algum problema em algum órgão digestivo.

Existe a ansiedade estado e a ansiedade traço. Ansiedade estado é quando você está vivendo alguma situação de estresse e fica mais ansioso do que o seu normal. Pode ser num momento de uma entrevista para um emprego, fazer uma prova na faculdade, ou outra situação que aumenta a ansiedade, mas de forma temporária. Assim que passar o evento, a ansiedade excessiva diminui automaticamente.

Já ansiedade traço tem que ver com um perfil de personalidade. Uma pessoa com esse tipo de ansiedade é assim, ansiosa, por longos anos, talvez desde criança. Mas é importante compreender que a ansiedade excessiva ou a angústia tem uma dimensão psicológica, mas também espiritual. Filósofos falam de angústia existencial como ligada à consciência de nossa finitude, ou seja, por saber que estamos caminhando para a morte.

A angústia é um estado mental desagradável, dolorido, no qual há sentimentos de desamparo. Os estados de angústia podem ser desencadeados por algo ocorrido no presente, mas que servem para reativar temores e conflitos do passado. A angústia surge como sinal de conflito e é experimentada como vivência de perigo para aquela pessoa. Para que a angústia seja percebida e integrada como um sinal de conflito intrapsíquico e mobilizar mecanismos de defesa no eu, a pessoa deve ter a capacidade de administrar a angústia em vez de ser dominado por ela. A sensação de perigo que a pessoa experimenta com a angústia parece se relacionar com a perda do objeto de ligação afetiva nos relacionamentos primários, geralmente pai e mãe. A angústia pode ser ligada ao conflito entre a necessidade de dependência por um lado, e o medo de rompê-la, por outro lado. Os ataques de pânico, que são um transbordamento da angústia ou da ansiedade, poder ser o início de uma depressão e reações psicossomáticas, que são alterações no corpo que se originam na mente.

Solução para a ansiedade excessiva, dependendo de como ela afeta o indivíduo, pode envolver o uso temporário de algum medicamento para reduzi-la e auxílio com psicoterapia. Para a angústia de origem espiritual, na visão cristã, vai ajudar a oração na qual você se dirige ao Deus Criador do Universo usando suas palavras espontaneamente, como numa conversa com um amigo, abrindo seu coração, expondo suas lutas e pedindo ajuda com fé de que Deus trará alguma solução. Ajuda também a aliviar a ansiedade, ao você ler e meditar em textos das Escrituras Sagradas que falam de auxílio divino. Fonte de apoio também é o que pode ser obtido em sua comunidade religiosa além de fazer esforços para ajudar alguém de forma altruísta e sem conflito de interesses.

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Dr. Cesar Vasconcellos de Souza 

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A herança genética produz a depressão?

quinta-feira, 11 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Duas vezes mais mulheres do que homens sofrem de depressão grave. O Brasil é o país da América Latina com mais depressão na população com 5,8%, e o segundo se considerarmos as três Américas. Os Estados Unidos são o país com mais depressão no mundo, com 5,9%.

Uma das formas com que cientistas avaliam se existe influência genética sobre alguma doença é observando irmãos gêmeos. Eles procuram pessoas com uma doença que são gêmeos idênticos por terem 100% de seus genes iguais, enquanto gêmeos não idênticos têm 50% de seus genes iguais. Se existe uma influência genética numa doença, espera-se que o gêmeo idêntico de um paciente tenha um risco muito maior de desenvolver esta doença, do que o gêmeo não idêntico da pessoa com a doença. Verificou-se que isso ocorre na depressão.

Estes cientistas da Universidade Stanford afirmam que o fator hereditário contribui para a depressão entre 40% a 50%. Isso pode significar que, na maioria dos casos de depressão, cerca de 50% da causa é genética. Ou pode significar que, em alguns casos, a tendência de ficar deprimido é quase completamente genética e, em outros casos, não é genética. Se uma pessoa tem um pai, mãe ou irmão com depressão grave, ela pode ter um risco 2 ou 3 vezes maior de desenvolver depressão comparado com quem não tem parente com esse diagnóstico.

Quanto a fatores não genéticos para a depressão, abuso físico ou sexual grave na infância, negligência emocional e física na infância e estresse grave na vida são fatores de risco, e existem outros fatores ainda não conhecidos. Perder um dos pais no início da vida pode aumentar o risco até certo ponto.

Algumas doenças raras são causadas por um único gene defeituoso. Muitos distúrbios como depressão, diabetes e pressão alta, são influenciados por genes. Nesses distúrbios parece haver combinações de mudanças genéticas que predispõem algumas pessoas a adoecer. Ainda não sabemos quantos genes estão envolvidos na depressão, mas é duvidoso que algum gene cause depressão em um grande número de pessoas. Não se “herda” a depressão da mãe ou do pai. Cada pessoa herda uma combinação única de genes de sua mãe e pai, e certas combinações podem predispor a uma doença específica.

A maioria das pessoas com depressão grave não tem parentes próximos com transtorno bipolar, mas os parentes de pessoas com transtorno bipolar correm maior risco de depressão maior e transtorno bipolar.

E quanto aos transtornos graves de depressão e ansiedade? Provavelmente existem mudanças genéticas que podem aumentar a predisposição tanto para a depressão maior quanto para certos transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e fobia social. Além disso, algumas pessoas têm uma maior tendência ao longo da vida de experimentar emoções desagradáveis e ansiedade em resposta ao estresse.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – a depressão deverá ser a doença número 1 no mundo em 2030. A perda da esperança é um dos fatores principais no surgimento do estado mental depressivo. Por que a sociedade em geral está perdendo a esperança?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Depressão e justiça social

quinta-feira, 04 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Necessitamos de justiça. As famílias, a comunidade, o município, o estado e o país necessitam dela. Sem justiça não há ordem, respeito, igualdade, nem condições de vida digna. Sem ela a maldade impera disfarçada de democracia ou explícita numa ditadura. Sem justiça, a saúde mental da população é prejudicada pois tira a esperança da existência de uma sociedade equilibrada. A perda da esperança é um fator central no surgimento da depressão mental.

Necessitamos de justiça. As famílias, a comunidade, o município, o estado e o país necessitam dela. Sem justiça não há ordem, respeito, igualdade, nem condições de vida digna. Sem ela a maldade impera disfarçada de democracia ou explícita numa ditadura. Sem justiça, a saúde mental da população é prejudicada pois tira a esperança da existência de uma sociedade equilibrada. A perda da esperança é um fator central no surgimento da depressão mental.

Dan Blazer, professor de psiquiatria da Universidade Duke, Carolina do Norte, EUA, diz que a sociedade caminha para a desesperança, fala do perigo de se medicalizar as emoções, e que a violência social aumenta sem perspectiva de melhora. Sem justiça vem a desesperança. Viver em desesperança gera, segundo Dean Ornish, cardiologista professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, o “cinismo social”. Rollo May, profundo pensador e ex-presidente da Associação de Psicologia de Nova Iorque, também descreveu este fenômeno. Cinismo social é o acostumar-se com desgraças da sociedade de modo que você passa a brincar com elas, faz piadas em cima da dor, faz charges engraçadas com as corrupções no mundo político e empresarial.

Justiça é perdão ao pensarmos nos escritos de Paulo aos Romanos, que dizem que ao você ser justificado pela fé, mediante a graça, é perdoado e surge a paz e a esperança. Ou seja, a corrupção do caráter tem jeito para quem quer a cura. Mas quem não a quer, ou quer, mas fica só no desejo e não dá passos concretos para obtê-la, já está julgado, permanece injusto, culpado. O corrupto que ousa dizer “Graças a Deus conseguimos esta propina!”, está pior do que o que dá graças ao diabo, originador de toda corrupção, por uma fraude contra a população.

A maldade destrói a própria pessoa que a comete. O bem, a justiça verdadeira, destrói a maldade dos maus. “A malícia matará o ímpio.” Salmo 34:21. Mas os corruptos talvez não entendem isto, e vivem com cinismo disfarçado tantas vezes e frequentemente de frases pré-fabricadas visando o aplauso popular e a manutenção do poder. Não faz nenhum sentido permanecerem com o poder. Mas permanecem e, pior, são reeleitos. O que isto diz de nós, povo?

Sem mudança de caráter do indivíduo, nada muda no social que seja duradouro, de valor ético, sem conflito de interesses, com benefício para as classes menos favorecidas. Pense: a corrupção diminuiu? A sociedade está mais tranquila porque a violência também diminuiu?

“Quando me interrogo por que sempre me empenhei por ser honesto e compreensivo para com os outros, e se possível sempre bondoso, e por que não desisti mesmo quando percebi que com isso a gente se prejudica, a gente passa a ser bigorna porque os outros são cruéis e não merecem confiança, na verdade não sei a resposta.” Neurologista James Putnam, da Universidade de Harvard, citado por Hans Küng em “Freud e a questão da religião”, p.100, Verus Editora, 2005.

Uma coisa é certa: os que têm assumido papéis de poder na sociedade terão que prestar contas um dia de seus atos. A impunidade não existirá para sempre. “Ele [o Criador do Universo] mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.” Salmo 9:8. Por isso, não perca a esperança. Não coloque a esperança em soluções humanas. Se não você pode ficar deprimido.

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Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

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Competição e sua saúde

quinta-feira, 28 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos numa sociedade competitiva, com competição cruel, desumana, muitas vezes desonesta e muito ruim para a saúde mental. Competição saudável é aquela na qual a pessoa busca superar a si mesma, especialmente em termos de melhoria nos estudos, na cultura, no desenvolvimento de um caráter de valor.

Vivemos numa sociedade competitiva, com competição cruel, desumana, muitas vezes desonesta e muito ruim para a saúde mental. Competição saudável é aquela na qual a pessoa busca superar a si mesma, especialmente em termos de melhoria nos estudos, na cultura, no desenvolvimento de um caráter de valor.

O neurologista Dr. James Putnam, da Universidade de Harvard, afirmou: “Quando me interrogo por que sempre me empenhei por ser honesto e compreensivo para com os outros, e se possível sempre bondoso, e por que não desisti mesmo quando percebi que com isso a gente se prejudica, a gente passa a ser bigorna porque os outros são cruéis e não merecem confiança, na verdade não sei a resposta.” (citado por Hans Küng, “Freud e a Questão da Religião, p.100, 2005, Verus Editora). Você sabe a resposta?

O corpo humano é composto de sistemas, como o cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, etc. Cada sistema possui órgãos, como o fígado, estômago, cérebro, etc. Cada órgão possui tecidos com células especiais. Cada célula possui uma membrana, uma parte interior, o citoplasma, e o núcleo. No núcleo estão os cromossomos formados de genes. Cada gene é formado de DNA e o DNA é formado de aminoácidos.

Telômeros são sequências duplas repetidas de cadeias de DNA localizadas no fim dos cromossomos. São as pontas dos cromossomos. Quanto maior a extensão dos telômeros, mais tempo de vida você terá. Na medida em que se vai vivendo e as células vão sendo divididas, estas partes finais dos cromossomos – os telômeros – encurtam. Telomerase é uma enzima que aumenta a extensão dos telômeros por adicionar ou repetir sequências do DNA. As funções dos telômeros e da telomerase são importantes na divisão celular, no desenvolvimento normal e no envelhecimento.

Após cada divisão da célula o telômero encurta. Quando os telômeros foram usados, o DNA não pode mais duplicar e a célula morre. Pesquisadores encontraram que o encurtamento dos telômeros em mulheres estressadas era proporcional ao envelhecimento de suas células dez anos mais rápido do que nas menos estressadas. Quanto mais estressado você for, menos tempo de vida terá. O cientista Epeil e equipe verificaram que mulheres que experimentam alto estresse tiveram encolhimento mais rápido dos telômeros dentro de suas células. (“Accelerated telomere shortening in response to life stress.” “Encurtamento acelerado do telômero em resposta ao estresse da vida”, Dept. Psiquiatria, Universidade da Califórnia em São Francisco, Proc Natl Acad Sci U S A. 2004 Dec 14;101(50):17323-4. )

Na revista Biologic Psychiatry, (2006 Sep 1;60(5):432-5. Epub 2006 Apr 11), equipe do Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral da Escola de Medicina de Harvard, no artigo “Telomere shortening and mood disorders: preliminary support for a chronic stress model of accelerated aging.” (“Encurtamento do telômero e desordens do humor: apoio preliminar para um modelo de estresse crônico de envelhecimento acelerado”) propõem que estresse crônico e desordens do humor podem contribuir para doenças na velhice como doença cardiovascular e certos tipos de câncer. Encontraram também que o comprimento dos telômeros era bem mais curto nas pessoas com desordens do humor e acelerando em dez anos a velhice.

Na revista Psychoneuroendocrinology. (2006 Apr;31(3):277-87. Epub 2005 Nov 17), no artigo “Cell aging in relation to stress arousal and cardiovascular disease risk factors.” “Envelhecimento em relação com o surgimento do estresse e fatores de risco para doença cardiovascular.”, Dept. Psiquiatria da Univ. da Califórnia, São Francisco, os autores sugerem que baixo nível de telomerase no leucócito constitui num marcador mais cedo de doença cardiovascular possivelmente vindo antes do encurtamento dos telômeros resultado em parte do surgimento de estresse crônico.

Estresse doentio é quando problemas ou exigências da vida estão mais fortes do que você pode suportar. Estresse crônico é quando tais problemas não param, daí o corpo e a mente se esgotam. Viver em competição é estresse que conduz ao envelhecimento precoce. Viver competindo é lesivo para sua saúde. Pode prejudicar o bom funcionamento do sistema imunológico, lesar o cérebro, destruir a esperança, romper relacionamentos, bloquear a compaixão. Vive você competindo? Para quê? Faz sentido viver assim numa vida tão curta?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Transtornos de Personalidade

quinta-feira, 21 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter da pessoa. Existem vários tipos. Nossa personalidade nos torna quem somos, influenciando como nos expressamos, como vemos o mundo e como interagimos com os outros. Uma pessoa com uma personalidade saudável consegue lidar com o estresse da vida, cultiva relacionamentos íntimos e desenvolve boas amizades. Mas, há pessoas com padrões de pensamento, sentimento e comportamento que diferem muito das expectativas de uma população. Esses casos são diagnosticados com o que chamamos transtorno de personalidade.

Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter da pessoa. Existem vários tipos. Nossa personalidade nos torna quem somos, influenciando como nos expressamos, como vemos o mundo e como interagimos com os outros. Uma pessoa com uma personalidade saudável consegue lidar com o estresse da vida, cultiva relacionamentos íntimos e desenvolve boas amizades. Mas, há pessoas com padrões de pensamento, sentimento e comportamento que diferem muito das expectativas de uma população. Esses casos são diagnosticados com o que chamamos transtorno de personalidade.

O Manual DSM-5-TR classifica estes transtornos em 3 Grupos ou Clusters. No Grupo A estão: 1)Transtorno de personalidade paranoica: desconfiança crônica e generalizada de outras pessoas; suspeita de ser enganado ou explorado por amigos, familiares e parceiros. 2)Transtorno de personalidade esquizoide: há isolamento social e indiferença em relação aos outros, atinge um pouco mais homens do que mulheres, são pessoas frias ou retraídas, sem contatos próximos, preocupadas com introspecção e fantasia. 3)Transtorno de personalidade esquizotípica: comportamento, fala, aparência, crenças estranhas e dificuldade em formar relacionamentos.

No Grupo B estão: 1)Transtorno de personalidade antissocial: surge mais na infância, ao contrário da maioria dos outros transtornos de personalidade que iniciam na adolescência ou idade adulta. Sintomas incluem desconsiderar regras e normas sociais e falta de remorso pelos outros. 2)Transtorno de personalidade limítrofe: instabilidade nas relações interpessoais, emoções, autoimagem e comportamentos impulsivos. 3)Transtorno de personalidade histriônica: com emocionalidade excessiva e busca de atenção levando à comportamentos socialmente inadequados para chamar atenção. 4)Transtorno de personalidade narcisista: ligado ao egocentrismo, autoimagem exagerada, falta de empatia pelos outros, muitas vezes impulsionado por fragilidade de si mesmo. Esses tipos de transtorno têm taxa de suicídio 50 vezes maior do que a da população em geral.

No Grupo C estão: Transtorno de personalidade evasiva: inibição social e evitação alimentado por medos de inadequação e críticas. 2)Transtorno de personalidade dependente: medo de ficar só fazendo que leva a tentar fazer com que outras pessoas cuidem deles. 3)Transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo: preocupação com a ordem, perfeição e controle dos relacionamentos.

Quem tem transtorno de personalidade em geral não reconhecem esse sofrimento, e perturbam as pessoas ao redor. Fatores genéticos e ambientais, traumas infantis, incluindo abuso verbal contra a criança, favorecem o surgimento desse problema de saúde mental. Estudos sugerem que crianças que sofrem abuso verbal têm três vezes mais chances de ter transtorno de personalidade limítrofe, narcisista, obsessivo-compulsivo ou paranoico na adolescência e na idade adulta.

Estes transtornos são difíceis de tratar por serem padrões de personalidade de longa data. O tratamento visa reduzir sintomas como ansiedade e depressão; ajudar a pessoa a entender os problemas dentro dela; mudar comportamentos socialmente indesejados como a imprudência, isolamento social, falta de assertividade, explosões de temperamento e modificar traços de personalidade problemáticos como dependência, desconfiança, arrogância e manipulação.

A medicação pode ser útil para tratar a depressão ou ansiedade associada ao transtorno. Dependendo dos sintomas a pessoa pode precisar de medicamentos para ansiedade, antidepressivo, antipsicótico ou estabilizador do humor.

Quem sofre de um transtorno desses, quanto mais souber sobre a doença, melhor entenderá e lidará com os sintomas. A prática de exercícios físicos, alimentação natural e bom sono auxilia na melhora da ansiedade e depressão, assim como evitar álcool e outras drogas ilícitas favorece alguma melhora.

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Mantendo a saúde de seu cérebro para a velhice

quinta-feira, 14 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

No Healthbeat, uma newsletter da Harvard Health Publishing, de 11 agosto de 2025, estão informações que auxiliam a preservação de um cérebro com bom funcionamento ao longo dos anos. Vejamos esses dados do Healthbeat acrescidos de outras dicas de outras fontes, para sua saúde cerebral.

No Healthbeat, uma newsletter da Harvard Health Publishing, de 11 agosto de 2025, estão informações que auxiliam a preservação de um cérebro com bom funcionamento ao longo dos anos. Vejamos esses dados do Healthbeat acrescidos de outras dicas de outras fontes, para sua saúde cerebral.

É importante mantermos a qualidade do funcionamento de nossa mente à medida que envelhecemos. Ao criar a humanidade, Deus colocou em nosso cérebro um mecanismo que auxilia a manutenção de uma mente afiada, que é a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar, aprender e se reconectar ao longo da vida. Praticando hábitos saudáveis é possível manter ou até mesmo melhorar a aptidão cognitiva ou a capacidade de pensar ou raciocinar.

O boletim da Harvard cita o Dr. Andrew E. Budson, da Escola Médica de Harvard, que explica: "Neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de aprender, lembrar e mudar quando apropriado para as circunstâncias". Sua capacidade de pensar, aprender e lembrar depende bastante desse mecanismo do cérebro.

Para fortalecer a função cognitiva (pensar, aprender, lembrar) cerebral, faça o seguinte:

(1)Pratique exercícios físicos. Eles melhoram a neuroplasticidade, aumentando o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína essencial para o crescimento das células cerebrais. Níveis baixos de BDNF podem contribuir para o declínio cognitivo, afetando a memória, a concentração e a capacidade de aprendizagem. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA recomenda pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana.

(2)Dietas ricas em vegetais, frutas em geral e vermelhas, grãos integrais, peixes, nozes e gorduras saudáveis estão associadas a melhor saúde cerebral e redução do declínio cognitivo. Evite alimentos processados e açúcar refinado para preservar a clareza mental e manter bons níveis de BDNF. Melhor é a dieta vegetariana. Coma em horas certas, e use somente água pura, 8 copos por dia, entre as refeições que podem ser forte desjejum, almoço normal e jantar leve.

(3)Desafios mentais fortalecem as conexões cerebrais e constroem reserva cognitiva. O aprendizado protege o cérebro. Para isso, aprenda uma nova habilidade, idioma ou instrumento musical; leia livros úteis; monte quebra-cabeças; participe de eventos culturais saudáveis; viaje para lugares desconhecidos, envolva-se em hobbies criativos.

(4)O sono ajuda a memória, elimina toxinas e repara as vias neurais. Adultos com mais de 70 anos precisam de 7 a 9 horas de sono por noite. Melhore o sono por meio de: manter horário de dormir regular; tomar sol pela manhã; evitar cafeína e bebidas alcoólicas, evitar exposição a telas de noite; criar ambiente calmo para dormir, exercitar-se regularmente, não perto da hora de dormir.

(5)O estresse crônico aumenta o cortisol, que pode danificar neurônios e inibir a neuroplasticidade. Meditação, oração, contemplação, respiração profunda, música calma e convívio na Natureza reduzem o estresse e estimulam a neuroplasticidade.

(6)Conexões sociais auxiliam a memória e a clareza mental. Conversar sobre temas interessantes, úteis, de descontração, estimula funções cerebrais importantes e ajuda a construir reserva cognitiva. Mantenha conexão social por meio de viagens ou explorar novos lugares; visitar museus; participar de grupos comunitários ou de hobby; passar tempo com entes queridos, se envolver em atividades filantrópicas de forma voluntária.

Ao se manter ativo física, mental e socialmente, além da busca do crescimento espiritual, a neuroplasticidade em seu cérebro o ajudará a se manter ativo e independente à medida que envelhece.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Competir ou ajudar?

quinta-feira, 07 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Em certos casos o esposo ou esposa, pode ter uma atitude competitiva no casamento por ter copiado o papel de competidor no modelo que via no relacionamento de seus pais. E pode se tratar de uma pessoa autoritária que costuma agir com espírito de competição talvez sem perceber. A pessoa pode ter habituado a agir assim, crê ser isso normal e que não precisa de ajuste.

Na mentalidade competidora o que está implícito é: “sou melhor que você”, “vou te derrubar”, “você que se vire”, “sou mais importante do que você”, “sou o mais preferido de todos”. Na mente competidora disfuncional existe a influência de espírito narcisista, egocêntrico, vaidoso, de vingança, de orgulho, de crueldade, de ambição desmedida. A pessoa está dominada por isso e pode se achar livre.

Creio que o modelo perfeito a ser copiado quanto à competição é Jesus Cristo. Analisando Seu comportamento ao viver aqui, não achamos nada de competição. Mesmo com os que agiam para com Ele de forma agressiva, Jesus não manifestava um espírito competidor, mas ajudador, perdoador, repreendedor, altruísta. É admirável!

No casamento, esposo e esposa, podem adotar um papel competitivo para com o cônjuge por vingança ou reação agressiva porque o companheiro ou companheira não preenche tudo o que se esperava dele, dela, quanto à carinho, atenção, valorização. É como se fosse uma punição impulsiva. A frustração no casamento pode levar homens e mulheres a terem atitude de competição gerando um clima de estresse, angústia e piora da frustração.

Quando você cultiva uma atitude mental de “como posso te ajudar?”, sem depender de como é tratado, isso desmonta a crueldade competitiva e pode ajudar para que a pessoa cruel se perceba e possa, então, escolher se tornar gentil ou continuar com competição talvez por orgulho, arrogância, falta de autocontrole emocional.

Sinais de comportamento competitivo no casamento incluem: 1- Se gabar de ser melhor que o cônjuge, depreciar as conquistas dele. 2 - Pequenas discussões que se transformam em lutas de poder. 3 - Exagerar em se achar certo em seu ponto de vista. 4 - Invejar o que o outro conseguiu.

Também a mentalidade de competição pode surgir no casamento por insegurança de um dos dois sobre seu valor como pessoa e suas habilidades. Se ambos são proativos e empreendedores no trabalho, isso pode invadir o relacionamento familiar e perturbar a harmonia no casal. Se ambos não falam claramente de suas necessidades e sentimentos, isso favorece o surgimento de competição. Alguns esposos ou esposas ao não se sentirem apreciados, podem reagir com atitudes competitivas na tentativa de conseguir reconhecimento.

Para melhorar o relacionamento evitando competição, pode ajudar: 1- Reconhecer que existe o espírito de competição e ver como isso está prejudicando o relacionamento. 2 - Falar com sinceridade, sem agressão verbal, sobre seus sentimentos de insegurança, se for o caso, e como o outro pode ajudar para valorizar a pessoa. 3 - Trabalhar em sua mente para trocar a mentalidade de competição para a de cooperação, considerando que ambos estão no mesmo time. 4 - Manifestar gratidão sempre que o outro ajudar em algo, mesmo simples, ou por ter demonstrado disposição de ajudar. Um bom casamento é construído num clima de ajuda mútua, parceria, trabalho em equipe, respeito, e não competição.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Pessoa impertinente

quinta-feira, 31 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A pessoa impertinente tem um comportamento inadequado, desrespeitoso ou inconveniente, apresentando atitudes ou palavras desagradáveis injustificáveis. A impertinência é uma maneira da pessoa demonstrar falta de boa educação e que pode causar desconforto, irritação e conflitos entre as pessoas envolvidas.

A pessoa impertinente tem um comportamento inadequado, desrespeitoso ou inconveniente, apresentando atitudes ou palavras desagradáveis injustificáveis. A impertinência é uma maneira da pessoa demonstrar falta de boa educação e que pode causar desconforto, irritação e conflitos entre as pessoas envolvidas.

A impertinência revela falta de respeito pelos outros por envolver interrupções constantes, ignorar opiniões alheias, fazer comentários ofensivos ou desconsiderar os sentimentos dos outros. Os impertinentes têm falta de empatia porque não se colocam no lugar dos outros e não consideram como suas palavras ou ações podem afetar negativamente as pessoas com quem se relacionam.

Impertinentes podem intencionar provocar ou irritar os outros, com comentários sarcásticos, brincadeiras de mau gosto ou atitudes provocativas com a finalidade de perturbar ou desestabilizar emocionalmente as pessoas. São atrevidos, inconvenientes, se intrometem em assuntos que não lhe dizem respeito. A pessoa com esse comportamento não respeita os limites e privacidade alheia, agindo de modo invasivo, pode ser rabugenta e reclamar demais, sempre insatisfeita, com tendência a encontrar defeito em tudo, e tem falta de tato. Pode incluir crianças que interrompem os idosos, incomodam os outros, gritam em locais de silêncio.

Consequências que surgem quando a pessoa age com impertinência incluem desconforto e irritação nas pessoas que são alvo desse comportamento. As atitudes de falta de respeito, opiniões inadequadas, sempre cortar a fala do outro, podem favorecer o surgimento de sentimentos negativos e atrapalhar o relacionamento, por causa da tensão emocional que a atitude impertinente favorece nos outros, podendo surgir brigas verbais e mesmo agressão física. Isso facilita o afastamento entre as pessoas e o desprazer no convívio, cortando vínculos importantes.

Ao lidar com alguém impertinente, mantenha a calma. Pense que você não é culpado da atitude desrespeitosa dela, já que você não causou isso, não pode controlar isso e não pode curar isso. Não se deixe levar pela irritação que aparece ao lidar com o impertinente, para evitar criar mais estresse e gerar mais conflitos.

Se o convívio com a pessoa impertinente é frequente, então estabeleça limites claros e firmes quando lidar com ela. Deixe claro para a pessoa que o comportamento dela não é adequado e que você não tolerará esse tipo de abuso, o que significa, por exemplo, que talvez terá que se afastar dela naquele momento depois de dizer que ela está agindo de forma inadequada e ela continuar assim.

Pode ser que a pessoa impertinente esteja assim em alguns momentos, não sendo uma característica crônica dela. Nesse caso, procure entender o ponto de vista dela, veja o que a está perturbando e pratique a empatia. Isso não significa que você vai justificar ou concordar com o comportamento inadequado dela, mas vai procurar compreender as motivações que a levam a agir dessa forma e incentivar outras formas de comunicação respeitosas e agradáveis.

Importante considerar que nem sempre será necessário responder a todas as provocações produzidas pelo impertinente. Em muitos casos, ignorar a impertinência pode ser a melhor estratégia a usar naquele momento. Ou seja, evite responder à provocação consciente ou não do impertinente.

Na convivência diária com um impertinente que não muda o jeito abusivo de ser, você precisa ter momentos de alívio, estando com familiares e amigos agradáveis com quem o respeito funciona, ficando sozinho para meditar, orar, ler, ou realizar outra tarefa agradável para você.

Aceite que você não pode mudar o comportamento impertinente da pessoa, mas pode mudar a forma como reage a ele. E pode se proteger.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Traços de personalidade de uma pessoa má

quinta-feira, 24 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Num artigo publicado pela BBC News Brasil em 25 abril de 2019, foi explicado sobre caraterísticas de comportamento que podem revelar se uma pessoa é má. Vamos ver isso a seguir. https://www.bbc.com/portuguese/geral-48047457

Num artigo publicado pela BBC News Brasil em 25 abril de 2019, foi explicado sobre caraterísticas de comportamento que podem revelar se uma pessoa é má. Vamos ver isso a seguir. https://www.bbc.com/portuguese/geral-48047457

Existem pessoas más, ruins, perversas. A Psicologia não consegue explicar completamente a origem disso. Não tenho dúvidas de que existe uma soma de fatores psicológicos e espirituais no comportamento humano. No dia a dia não lidamos só com dificuldades psicológicas, mas também com as do campo espiritual.

O apóstolo Paulo deixa isso claro em sua carta aos Efésios capítulo 6, versículo 12: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Jesus Cristo muitas vezes Se referiu à presença de seres espirituais maus enquando Ele vivia entre os seres humanos. Ver por exemplo: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30.

Dentre as centenas de pessoas que Jesus curou, muitas estavam enfermas por causa dessa guerra espiritual, e foram libertas de seres diabólicos. Por exemplo: “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” Lucas 13:16.

Reduzindo problemas comportamentais aos ligados à dimensão psicológica, uma pessoa má tem características como o narcisismo, com fantasias de ter poder ilimitado, desejando sempre a admiração de todos. Tendo psicopatia, não sente empatia pelos outros, não se importando com os sentimentos ou interesses de outras pessoas. A pessoa má apresenta comportamento cínico e usa estratégias para obter benefícios pessoais. É fria emocionalmente, sem humildade, podendo ser corrupta.

Outra característica da pessoa má é o sadismo, ou seja, tendência de se envolver em comportamentos cruéis ou agressivos em busca de prazer ou dominação. Sádica é a pessoa que gosta de causar sofrimento nos outros.

Minna Lyons, pesquisadora da escola de psicologia da Universidade de Liverpool, diz que é importante estudar esses comportamentos entre pessoas em geral, não só nas diagnosticadas com distúrbio de personalidade, para ver como essas características se entrelaçam com outros comportamentos.

A pessoa má com psicopatia pode apresentar comportamentos antissociais, incluindo agressividade e impulsividade, mas nem todos que têm traços psicopáticos são violentos ou criminosos. A psicopatia não é uma doença mental em si, mas um conjunto de características que podem estar presentes em pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Psicopatas podem parecer amigáveis e bem-sucedidos, o que pode dificultar a identificação do transtorno. Eles estão por aí na sociedade, em qualquer posição e função.

Os psicopatas e o fascínio que exercem entre as pessoas foram debatidos no 3º Congresso de Psicologia do Cerrado (2016) no Centro Universitário de Várzea Grande. Para o psicólogo Shouzo Abe, especialista em Psicologia Jurídica, a maioria dos psicopatas não são diagnosticados e com base nos sintomas, pode-se suspeitar que muitos atuam como políticos. Para explicar sua teoria, Abe afirma que “o sinal mais forte do transtorno de personalidade antissocial é não se importar com a morte e/ou sofrimento do outro e não sentir culpa ou remorso das suas ações, e quando um político rouba milhões de áreas como a saúde, por exemplo, ele está tirando a vida de pessoas e em muitos casos, sem sentir nada a respeito disso.”

            O especialista em Psicologia Jurídica disse: “Os maiores psicopatas estão na política.” “Mas é claro que para afirmar que determinado político é psicopata, não é tão simples. É um processo que demanda tempo”, esclarece o psicólogo no artigo do site do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso. (https://crpmt.org.br/noticias/os-piores-psicopatas-estao-na-politica-afirma-especialista-em-psicologia-juridica)

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Tenho câncer. E agora?

quinta-feira, 17 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Entre 2023 e 2025 devem surgir 704 mil novos diagnósticos de câncer no Brasil segundo o Inca, Instituto do Câncer. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer prevê que cerca de dois milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer só em 2025. Receber um diagnóstico de câncer atinge a pessoa profundamente.

Entre 2023 e 2025 devem surgir 704 mil novos diagnósticos de câncer no Brasil segundo o Inca, Instituto do Câncer. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer prevê que cerca de dois milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer só em 2025. Receber um diagnóstico de câncer atinge a pessoa profundamente.

As reações iniciais que uma pessoa experimenta ao saber que tem câncer são choque, negação, sensação de perda de controle sobre sua vida, incerteza, medo, ansiedade, depressão, revolta. O medo e a ansiedade se relacionam com a dúvida do que virá no futuro a curto, médio e longo prazo. Como será o tratamento? Vai sobreviver? Vai sofrer muito?

Um em cada quatro pacientes com câncer acaba entrando em depressão, infelizmente, e apenas 5% deles procuram um profissional em saúde mental e isso nos Estados Unidos, país de primeiro mundo. A pessoa com câncer também pode experimentar raiva e negação, dizendo a si mesma que não pode ser verdade esse diagnóstico. A negação é uma fuga da realidade até que a pessoa esteja pronta para aceitar e encarar a verdade de que tem a doença. Outros indivíduos ao saberem que têm um câncer se culpam por sentirem que elas provocaram a doença ou por pensar que irão sobrecarregar a família e amigos.

Importante entender que cultivar esperança, seja no caso de um diagnóstico de câncer ou de outro problema, auxilia no tratamento porque a atitude mental de esperança ativa a produção de neurotransmissores que favorecem um bom funcionamento do sistema imunológico, essencial na luta contra câncer, infecções, viroses e outras enfermidades.

Ter pessoas que dão apoio também é importante no enfrentamento do câncer. Esse apoio pode ser através de grupo de apoio presencial ou online, pode ser num atendimento em aconselhamento profissional. Escrever uma espécie de diário onde você descreve seus sentimentos dia a dia, auxilia também. E a pessoa com câncer precisa se proteger daqueles indivíduos que sugam com perguntas, conselhos não pedidos, lamentos, sugestões de tratamento, que apesar disso poder ser feito com boa intenção, pode estressar a pessoa com câncer.

O portador do câncer se beneficia praticando uma tarefa que para ela é relaxante, como cuidar de plantas, bordar, fazer tapeçaria, ler, e ter atividade ao ar livre em meio à natureza em ambiente de ar puro, luz solar, longe da agitação urbana. Deve priorizar o descanso, pedir ajuda para evitar multitarefas, usar alimentação vegetariana equilibrada sob orientação de um nutricionista.

Expressar os sentimentos num ambiente protetor, acolhedor e empático, como num grupo de apoio, ou num atendimento individual de apoio psicológico, ou ainda num aconselhamento pastoral, e mesmo com parentes mais próximos e amigos, ajuda a aliviar a tensão, o medo, a ansiedade e a tristeza. Dependendo do tipo de câncer, manter uma atividade física aeróbica que pode ser caminhada ao ar livre em meio à natureza, fortalece o sistema de defesa do corpo e auxilia no combate à essa doença. E fundamental para proteção do seu corpo e mente é abandonar o tabagismo, o consumo alcoólico, usar café de cevada ou de milho em lugar do café convencional, e fazer todo o possível para abandonar produtos da dieta que tenha origem animal, dando preferência a uma alimentação com cereais integrais, frutas, verduras, legumes.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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