Blogs

Crianças são presentes, se as aceitarmos

quinta-feira, 03 de abril de 2025

Com esse título a escritora Kathleen Turner Crilly comenta sobre um texto de Melody Beattie, especialista sobre codependência afetiva. Vou citar parte do texto junto com ideias minhas, para nossa reflexão hoje.

Com esse título a escritora Kathleen Turner Crilly comenta sobre um texto de Melody Beattie, especialista sobre codependência afetiva. Vou citar parte do texto junto com ideias minhas, para nossa reflexão hoje.

Não tenho dúvidas de que crianças são presentes. Elas são como flores que enfeitam nossa casa. Alegram o ambiente com sua espontaneidade e pureza. Nossos filhos, se tivermos filhos, são um presente para nós. Pense bem que nós, como filhos, éramos presentes para nossos pais, não é mesmo? Entretanto, é verdade e uma infelicidade, que muitos de nós não recebemos a mensagem de nossos pais de que éramos presentes para eles e para o Universo. Talvez nossos pais estivessem sofrendo; talvez eles estivessem esperando que fôssemos seus cuidadores; talvez tenhamos nascido em um momento difícil na vida deles; talvez eles tivessem seus próprios problemas e simplesmente não foram capazes de aproveitar, aceitar e nos apreciar pelos presentes que somos.

Atendi em meu consultório ao longo do tempo muitas pessoas que sofriam com uma insegurança emocional de tal maneira que ao terem filhos se sentiam despreparados para isso e por causa dessa fraqueza emocional, não puderam curtir seus filhos, pelo menos nos anos em que o problema emocional os perturbava.

Muitos têm uma crença profunda, às vezes subconsciente, de que eram e são um fardo para o mundo e as pessoas ao redor. Essa crença pode bloquear a capacidade de aproveitar a vida e relacionamentos com os outros. Essa crença pode até prejudicar o relacionamento com Deus, o Criador do Universo.

Tem gente que sente ser um fardo para Deus. Essa sensação pode ser mesmo baseada nas experiências vividas ao longo da infância com pai e mãe, um ou outro, ou ambos, despreparados para a paternidade e a maternidade. Esse despreparo emocional é muito comum hoje em dia em milhares de jovens rapazes que engravidam garotas e nessas jovens que dão à luz crianças que sofrerão por falta de condições emocionais dos pais cuidarem delas.

Se você tem essa crença de ser um fardo para as pessoas e até para Deus, é hora de deixá-la ir embora. É hora de acabar com ela. É hora de começar a lutar para não permitir que ela fique em sua consciência perturbando. Você não é um fardo. Nunca foi, ainda que tenha sido uma criança mais peralta. Se você recebeu essa mensagem de seus pais, é hora de reconhecer que esse problema é deles para eles resolverem. Eles é que precisariam ou precisarão refletir sobre isso e aceitar que erraram com os filhos de uma forma que favoreceu o surgimento da crença psicológica na mente das crianças que diz que elas são um fardo.

Você tem o direito de lidar consigo mesmo como um presente para si, para os outros, para o mundo e para o Universo. Eu e você estamos aqui na vida e temos esse direito que nos foi dado pelo Criador.

Se você luta com este tipo de crença destrutiva, se achando um fardo, pense e decida agir com você mesmo dizendo assim: “Hoje, tratarei a mim mesmo e a quaisquer filhos que eu tiver como sendo um presente. Deixarei de lado quaisquer crenças que eu tenha sobre ser um fardo, e isso para meu Deus, para meus amigos, minha família e para mim mesmo.” E sendo pai ou mãe, pense: “Meus filhos são presentes especiais para mim.”

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

www.youtube.com/claramentent

Tik-Tok  @claramentent

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Rumo à Itália

quinta-feira, 03 de abril de 2025

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

       A participação da Helena é de extrema importância para a trajetória esportiva da atleta, e para conseguir concretizar esse objetivo, a família, a equipe e os amigos se empenham para angariar os recursos necessários. Desta forma, está promovendo uma rifa, no valor de R$ 20. Para participar e contribuir com mais um grande talento do esporte friburguense, basta entrar em contato pelo WhatsApp: (22) 99851 3283, ou através das redes sociais de Helena.

Dentre os prêmios estão diárias de hospedagem, vale-compra em uma loja de artigos esportivos da cidade, passeios e a oportunidade de fazer rapel e rafting, através do Lumiar Aventura.

Uma trajetória de conquistas

        Helena Barroso vem se destacando ao longo dos últimos meses, e o potencial a levou a ser uma das atletas beneficiadas com o Bolsa Atleta Municipal, nível Internacional, no valor de R$ 6.000,00. Friburguense de nascimento e de coração, ela ingressou no projeto Jiu-Jítsu Para a Vida, do professor Juramidam Gracie, no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, há pouco mais de um ano. A dedicação à rotina de treinos, a técnica e a aptidão para a prática da modalidade logo despertou a atenção do treinador, que a incentivou a federar-se na Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu e participar de competições de alto rendimento.

        A partir de então, a jovem tem disputado diversas competições, e fechou a temporada 2024 na primeira colocação no ranking da Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro, e na sexta colocação do ranking da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation.  Dentre outras conquistas, foi primeiro lugar na competição Rei do Rio, no Rolls Gracie, Open Barra de São João e da 19ª Copa Transformação de Jiu-Jítsu. Foi ainda vice-campeã brasileira e participou e conquistou medalhas em diversas outras competições.

        A atleta friburguense está se preparando e programando para participar de, nada menos, que 18 campeonatos ao longo deste ano, demonstrando seu compromisso e dedicação ao esporte. A recente vitória no Campeonato Rio Summer, organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu, foi outro marco importante na carreira de Helena.

  • Foto da galeria

    Helena e suas diversas medalhas conquistadas no ano passado: busca por desafio internacional (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Menina prodígio, a atleta friburguense mira primeira competição fora do país e busca recursos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Envelhecer entre bancos de praça: o lazer esquecido dos idosos em Nova Friburgo

quinta-feira, 03 de abril de 2025

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

O lazer desempenha um papel fundamental na promoção da saúde física e mental dos idosos. Atividades recreativas ajudam a aumentar a autoestima, reduzir o isolamento social e prevenir doenças. No entanto, em Nova Friburgo, as opções de lazer específicas para essa faixa etária são praticamente inexistentes.

Sem espaços apropriados, muitos idosos acabam isolados, sem estímulos que favoreçam um envelhecimento saudável e ativo. Além da falta de atividades de lazer, a escassez de oportunidades de aprendizado contínuo também preocupa. Aprender novas habilidades não só mantém a mente ativa, mas também oferece um senso de propósito e pertencimento.

Cursos e oficinas culturais ou tecnológicas poderiam estimular os idosos e integrá-los à sociedade. Contudo, a cidade não dispõe e nem parece ter interesse em investir em programas acessíveis para esse público, limitando suas possibilidades de desenvolvimento pessoal na melhor idade.

O envelhecimento não deveria ser sinônimo de estagnação, mas a realidade imposta pela ausência de políticas públicas eficientes sugere o contrário. Enquanto crianças e jovens têm acesso a escolas, cursos e espaços de cultura e esporte, os idosos são frequentemente esquecidos no banco das praças.

A estrutura urbana também não colabora, pois faltam centros comunitários e equipamentos públicos adaptados para essa população que carecem de uma atenção especial, porque além de tudo foram e são contribuintes ao longo de toda uma vida. O descaso com o envelhecimento ativo precisa ser discutido com seriedade.

Aprendizado por toda a vida

Iniciativas que estimulam o aprendizado e o convívio social deveriam ser incentivadas e ampliadas. Infelizmente, os idosos de Nova Friburgo acabam limitados a uma rotina monótona, sem perspectivas de crescimento intelectual ou novas experiências. Essa situação reforça o sentimento de exclusão e desvalorização.

As pessoas pensam que pela elevada idade não se pode mais aprender, no entanto, é o momento mais livre que uma pessoa possui para aprender algo diferente. A ampliação do acesso a cursos gratuitos e acessíveis contribuiria para um envelhecimento mais digno e valorizado.

É essencial que o poder público, tanto na Câmara Municipal como na prefeitura, una esforços para mudar esse cenário. Criar centros de convivência voltados à terceira idade, com atividades culturais, esportivas e educacionais, seria um passo significativo. Ignorar essa demanda significa negligenciar uma parte importante da população.

Idoso quer liberdade de escolhas

O que se observa hoje em Nova Friburgo é um envelhecimento marcado pela falta de alternativas. O idoso que deseja sair de casa e interagir socialmente encontra poucas opções além das praças. É inaceitável que uma cidade com potencial turístico e cultural não ofereça o mínimo de infraestrutura adequada para essa parcela da população.

Se a sociedade deseja um futuro mais inclusivo, é preciso investir em políticas públicas que garantam aos idosos mais do que bancos de praça e caminhadas. Criar espaços e atividades que valorizem essa população não é um favor, mas uma necessidade urgente da cidade, que ano após ano, fica mais esquecida.

O envelhecimento deve ser visto como uma etapa rica em possibilidades, não como um período de abandono. Nova Friburgo precisa cuidar melhor dos seus idosos, antes que o silêncio das praças seja o único testemunho de seu descaso.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A inveja mata, deixem o Botafogo em paz

quarta-feira, 02 de abril de 2025

A rodada inicial do Campeonato Brasileiro 2025, começou no último domingo, 29 de março, e terminou na segunda-feira, 31. Antes mesmo do torneio começar, a imprensa safada, com jornalistas esportivos mal-intencionados, já alardeavam que o Botafogo era a quinta força do campeonato. Colocavam o Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional, como prováveis campeões, num torneio de 38 rodadas. Além de maus profissionais ainda se travestem de adivinhos.

A rodada inicial do Campeonato Brasileiro 2025, começou no último domingo, 29 de março, e terminou na segunda-feira, 31. Antes mesmo do torneio começar, a imprensa safada, com jornalistas esportivos mal-intencionados, já alardeavam que o Botafogo era a quinta força do campeonato. Colocavam o Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional, como prováveis campeões, num torneio de 38 rodadas. Além de maus profissionais ainda se travestem de adivinhos.

Isso tudo porque o atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Fogão, começou a temporada pouco inspirado. Esqueceram que o Glorioso só entrou de férias uma semana antes do Natal, em função do antigo campeonato mundial promovido pela Fifa, e quando o torneio do estado começou, o time tinha apenas dez dias de pré-temporada. John Textor, presidente da SAF Botafogo nunca escondeu seu desprezo pelo torneio caça votos promovido pela Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e sabia que não teria muitas chances contra o Flamengo na Super Copa e contra o Racing, da Argentina, times que já tinham começado a pré-temporada pelo menos 15 dias antes do Fogão.

Além do mais, com a saída do técnico Artur Jorge, o time ficou sem técnico mais de um mês. Some-se a isso a perda de Luís Henrique e Almada, que fazem falta a qualquer plantel, mas não são insubstituíveis. Só Pelé o era. Na realidade, fora do malfadado carioca, o Fogão teve 30 dias de preparação, antes da estreia no Brasileirão. Já com novo técnico, desprezado por essa mesma mídia, pela sua pífia campanha no Bahia, ano passado. Esqueceram que o badalado Arthur Jorge, campeão pelo Botafogo, em 2025, está com uma atuação para lá de morna à frente do Al-Rayyan da Arábia Saudita, com ameaça de dispensa.

No entanto, o time da Rua General Severiano incomoda, pelo seu passado glorioso, o maior fornecedor de jogadores para a seleção brasileira, quando essa era formada só por profissionais que atuavam no Brasil e era de encher os olhos, vencedora nata. E, também, pela sua trajetória dentro da história do futebol brasileiro. O Botafogo sempre marcou presença nos torneios sérios que disputou.

Terminada a rodada inicial da competição nacional, tivemos cinco jogos que terminaram empatados e cinco que terminaram com um vencedor. No entanto, Botafogo 0 x Palmeiras 0, Flamengo 0 x Internacional 0 foram jogos que não tiveram um vencedor por um detalhe, a falta de gols, mas foram disputados em alto nível.

Aliás, diga-se de passagem, para calar a boca dessas aves de mau agouro da nossa imprensa esportiva, o Fogão fez uma senhora partida, encurralou o Palmeiras e só não saiu vencedor, no Alianz Park, estádio do verdão paulista, pela má pontaria de seus atacantes e pela ótima atuação de Weverton, goleiro palmeirense. A atuação de Arthur, substituto de Luís Henrique, mostrou que ao ganhar ritmo e entrosamento no time alvinegro fará uma ótima temporada, tem futebol para isso. O mesmo podemos dizer de Patrick de Paula, substituto de Almada, que após ficar um ano parado por causa de uma contusão para lá de séria, aos poucos vai recuperando o futebol que o fez ser a contratação mais cara do Botafogo, antes de Luís Henrique e Almada.

O mais curioso é que terminada a rodada, os “coleguinhas” mudaram o tom e reconheceram a boa atuação do Fogão, que na realidade começou no domingo a sua temporada oficial. Como disse antes, John Textor despreza o cariocão, pois sabe que é com ele que o presidente da Ferj se reelege sempre e passa a ocupar o cargo de maneira vitalícia. É também uma maneira de ajudar o Flamengo que adora ser campeão, num torneio que não representa nada, a não ser o treinamento dos chamados grandes do Rio de Janeiro, para o restante da temporada. Isso é corroborado pelas baixas rendas que o campeonato acarreta. Botafogo X Flamengo, que em campeonatos sérios leva mais de 40 mil torcedores ao estádio, teve pouco mais de oito mil torcedores no estádio Nilton Santos.

Concluindo, o Botafogo não precisa desses maus profissionais e, é sim, sério candidato ao bicampeonato do Brasileirão e da Libertadores da América.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Melhor do ano

quarta-feira, 02 de abril de 2025

Gilberto Frossard recebe o “Oscar do Kickboxing” por desempenho em 2024

Presença recorrente nas matérias esportivas de A VOZ DA SERRA, geralmente com as suas conquistas, Gilberto Frossard recebeu o devido reconhecimento por mais um ano recheado de títulos. No último sábado, 29, o atleta de Nova Friburgo recebeu a premiação de melhor atleta do ano de 2024, por ter sido o primeiro colocado do ranking da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FKBERJ). A premiação ocorreu no Teatro Municipal de São Gonçalo.

Gilberto Frossard recebe o “Oscar do Kickboxing” por desempenho em 2024

Presença recorrente nas matérias esportivas de A VOZ DA SERRA, geralmente com as suas conquistas, Gilberto Frossard recebeu o devido reconhecimento por mais um ano recheado de títulos. No último sábado, 29, o atleta de Nova Friburgo recebeu a premiação de melhor atleta do ano de 2024, por ter sido o primeiro colocado do ranking da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FKBERJ). A premiação ocorreu no Teatro Municipal de São Gonçalo.

O evento foi organizado pela FKBERJ, e recebe o nome de "Oscar do Kickboxing", pela sua importância e por premiar aqueles que de fato de destacam pelo desempenho durante a temporada. Algumas das vitórias de Gilberto ajudam a entender e justificar mais esse gesto de reconhecimento.

Na Modalidade k1 Style, por exemplo, o lutador se sagrou campeão Estadual, em São Gonçalo (RJ), além de ter sido Campeão Intermunicipal Adulto. Frossard também foi vice-campeão Brasileiro, em Vila Velha, no Espírito Santo, sendo também o vencedor no Campeonato da Seleção Brasileira para o Panamericano, em Cascavel, no Paraná. Vencedor no WGP 77, em Brasília, foi ainda o quinto colocado no Campeonato Panamericano, realizado em Santiago, no Chile.

Além de todos esses resultados, Gilberto Frossard também foi Campeão Intermunicipal Universitário, na modalidade Light Contact.

 

Novidade

Alto do Floresta deve ter o campo de futebol reformado

Através de suas redes sociais, o prefeito Johnny Maycon anunciou, recentemente, que o campo de futebol do Alto do Floresta vai passar por requalificação. De acordo com o projeto apresentado, o espaço ganhará um campo totalmente revitalizado, com novo gramado, e será cercado com alambrado. Dentre outras atividades, o espaço abriga um projeto social.

A obra está sendo executada através de parceria entre a Prefeitura de Nova Friburgo e o Governo do Estado, por meio da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop). “Por isso, registramos nosso agradecimento ao presidente da Emop, André Braga, ao governador Cláudio Castro e ao deputado estadual Chico Machado”, disse o prefeito.

Segundo o chefe do Executivo municipal, a Prefeitura também adquiriu outro terreno, na Rua Aurélio Barbosa Faria, próximo à Escola Municipal Lafayette Bravo Filho, onde em breve deve ser construída a quadra do Alto do Floresta.

  • Foto da galeria

    Atleta friburguense fatura mais uma premiação individual, ampliando a galeria recheada de conquistas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Prêmio recebido no Rio de Janeiro é considerado o Oscar da modalidade (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Gilberto Frossard tem se destacado, em alto nível, no cenário do kickboxing nos últimos anos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Menina dourada

terça-feira, 01 de abril de 2025

Manuella Martins, do Solução, é ouro no Brasileiro Regional de Judô

        Um resultado fantástico para o individual e o coletivo. No retorno de Nova Friburgo ao cenário nacional do judô, a talentosa Manuella Martins Mafort conquistou a medalha de ouro do Campeonato Brasileiro Regional, competindo no Super-pesado, categoria Sub-13. Manuella venceu, de virada, a luta final contra a atleta mineira Sofia Costa.

Manuella Martins, do Solução, é ouro no Brasileiro Regional de Judô

        Um resultado fantástico para o individual e o coletivo. No retorno de Nova Friburgo ao cenário nacional do judô, a talentosa Manuella Martins Mafort conquistou a medalha de ouro do Campeonato Brasileiro Regional, competindo no Super-pesado, categoria Sub-13. Manuella venceu, de virada, a luta final contra a atleta mineira Sofia Costa.

A oponente de friburguense, logo nos segundos iniciais do combate, a derrubou com um “yuko”, um tipo de pontuação, porém passou o restante da luta fugindo do combate, o que gerou três punições classificadas como “falsos ataques”. O fato deu a vitória a Manuella.

Outro friburguense que se classificou para representar o estado do Rio de Janeiro foi Bernardo Fragoso Paes Kleiber, também do Sub-13 e do Projeto Solução. Apesar de ter feito uma boa luta no meio-pesado, perdeu o seu primeiro combate e não seguiu às fases seguintes. Manu e Bernardo, coincidentemente, alunos do colégio Assed, retornaram ainda neste domingo, 30, para não perderem as aulas de segunda-feira, com histórias para contar e para motivar os seus colegas de treino.

“As últimas conquistas do Projeto Solução nos campeonatos brasileiros de judô foram em 2010, e ao que tudo indica, muitas outras conquistas virão com a nova safra de atletas. A medalha da Manuella era o combustível que faltava para impulsionar isso. Quem viver verá”, comemora o professor Carlos Hespanha, idealizador e coordenador do Solução.

 

Resultados dos atletas do Projeto Solução ao longo dos anos

  • Emanuelle Pereira Oliveira: Campeonato Brasileiro Regional - 08 12/04/2008, campeã
  • Diogo de Souza Santos: Campeonato Brasileiro Regional -08 12/04/2008, campeão
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Regional - 12/04/2008, campeã
  • Guilherme Ferreira Cordeiro: Campeonato Brasileiro Regional - 12/04/2008, 2º lugar
  • Emanuelle Pereira Oliveira: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, 3º lugar
  • Guilherme Ferreira Cordeiro: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, campeão
  • Thaís Targueta Hespanha Matt: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, campeã
  • Genaina da Silva Santos: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, 3º lugar
  • Flávio Alessandro Féu Vianna: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, 3º lugar
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Regional - 24/04/2010, campeã
  • Guilherme Ferreira Cordeiro: Campeonato Brasileiro Sub-20 - 07/08/2010, 2º lugar
  • Guilherme Ferreira Cordeiro: Campeonato Brasileiro Sub-23 - 17/07/2010, 3º lugar
  • Manuella Martins Mafort: Campeonato Brasileiro Regional - 29/03/2025 - campeã
  • Bernardo Fragoso Paes Kleiber: Campeonato Brasileiro Regional - 29/03/2025, Participação
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Regional - 08/03/2011, 2º lugar
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Regional- 04/05/2009, 2º lugar
  • Guilherme Ferreira Cordeiro: Campeonato Brasileiro Regional - 04/05/2009, 2º lugar
  • Thaís Targueta Hespanha Matt: Campeonato Brasileiro Sub-13 - 07/08/2010, 3º lugar
  • Emanuelle Pereira Oliveira: Campeonato Brasileiro Sub-15 - 20/06/2009, Participação
  • Emanuelle Pereira Oliveira: Campeonato Brasileiro Sub-15 - 28/08/2010, 3º lugar
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Sub-20 - 05/07/2009, 3º lugar
  • Christina Queiroz Amaral Duarte: Campeonato Brasileiro Sub-20 - 06/07/2009, 2º lugar
  • Foto da galeria

    Solução volta ao topo de uma competição nacional de judô, através da brilhante Manuella (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Retorno em alto nível ao Campeonato Brasileiro é o combustível para o Projeto seguir evoluindo (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Tempo de conversão pessoal, comunitária e pastoral

terça-feira, 01 de abril de 2025

A quaresma é um tempo litúrgico da Igreja de 40 dias de preparação para a Páscoa, que se torna propício para uma reflexão mais aprofundada sobre a nossa vida espiritual, para nos arrependermos de nossos pecados e nos reaproximarmos da graça de Deus, numa conversão pessoal, social e pastoral.

A volta à unidade com Deus e com a própria consciência

A quaresma é um tempo litúrgico da Igreja de 40 dias de preparação para a Páscoa, que se torna propício para uma reflexão mais aprofundada sobre a nossa vida espiritual, para nos arrependermos de nossos pecados e nos reaproximarmos da graça de Deus, numa conversão pessoal, social e pastoral.

A volta à unidade com Deus e com a própria consciência

O afastamento de Deus, a falta de oração, a vaidade, a confiança demasiada nas próprias forças e capacidades, a frieza e indiferença ao projeto de Deus. Tudo isso faz com que nos percamos em nossos próprios planos e interesses e coloquemos pouco a pouco a Palavra de Deus em segundo lugar. Aí servimos não mais ao Senhor, mas a nós mesmos. Sem a referência da verdade de Deus, nos desfiguramos, desintegramos nossa personalidade, quebramos a nossa integridade, desrespeitamos a nossa dignidade, violamos a nossa própria consciência.

É preciso voltar à comunhão com Deus, com humildade, pela entrega na oração, agradecendo pelos dons e capacidades, bebendo da misericórdia divina, harmonizando o coração, reequilibrando a razão interior para ser verdadeiro discípulo e missionário, com a dignidade de filhos de Deus, reluzente, com uma só face, na paz de quem segue o Mestre que é o Caminho, Verdade e Vida. Peçamos perdão ao Senhor por nos afastarmos da Sua Luz e nos enfraquecermos. Por nos distanciarmos da Sua Força e nos enchermos de trevas e confusão. Por nos desintegrarmos, sem a Sua verdade, enchendo-nos de mentiras e justificativas para nossas vaidades.

A volta à unidade com os irmãos

Quando nos fechamos a Deus, perdemos a nossa referência ética, nos escravizamos ao nosso próprio egoísmo e queremos virar o centro de tudo, relativizando os princípios morais, conforme a nossa conveniência. Isto, é claro, nos afasta também dos outros. Pois, sem vermos Deus como Pai, já não os vemos como irmãos, mas simplesmente como "concorrentes" que devem ser derrotados. Ou por nos sentirmos maiores ou melhores, os vemos apenas como peças manipuladas para o aumento do nosso Poder, do nosso Prazer ou nosso Dinheiro.

Esta tríplice idolatria já é acusada na 3ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Celam) em Puebla, em 1979. E a realidade de uma multidão de excluídos e da indignidade da miséria de muitos lázaros no continente latino americano, com enormes desigualdades sociais, já havia sido apontada na II Conferência em Medellin, em 1968. Tudo fruto da ambição, da soberba, da falta de amor ao próximo, pela falta de amor a Deus e de reconhecimento de sua vontade como verdade da ética pessoal e social.

Também o fechamento em si mesmo, nos torna insensíveis à cultura dos outros, nos achando "superiores", na autoidolatria de nossa linguagem, nossas expressões e valores, querendo impô-los aos irmãos. É o caso das discriminações culturais, étnicas, por motivos físicos, sociais etc... Menospreza-se o negro, o indígena, o pobre, a pessoa com deficiência. E estamos, muitas vezes, bloqueados no coração e na razão para a inculturação do Evangelho, ou seja, a evangelização a partir das "sementes do Verbo", das riquezas e valores próprios do Bem de cada cultura, na autêntica promoção humana. Sobre isto nos fala a IV Conferência de Santo Domingo, em 1992. Na linha do discipulado missionário, a partir de Cristo, modelo perfeito de amor e doação ao próximo, o qual deve provocar em nossas comunidades uma verdadeira conversão pastoral, como apresenta a V Conferência de Aparecida, em 2007. 

Peçamos perdão ao Senhor e mostremos a Ele que queremos voltar à unidade com os nossos irmãos, na solidariedade, no amor fraterno que nos leva a uma autêntica opção preferencial pelos mais pobres e o abandono de todas as vaidades e ambições. Queremos ser discípulos missionários, despojados de toda ilusão de poder, de toda embriaguez dos prazeres e de todo apego ao dinheiro. Queremos compreender os valores de cada cultura, de cada irmão, com a humildade e a compaixão de Cristo, aproveitando de cada realidade as sementes divinas espalhadas na Sabedoria da criação, livres de toda soberba, preconceito ou sentimento de superioridade em relação aos outros.

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA tem poesia em seu trabalho feito com amor e dedicação

terça-feira, 01 de abril de 2025

         Embarcar no Caderno Z é a garantia de uma viagem de surpresas. Na bagagem, apenas o Jornal A VOZ DA SERRA e o prazer de caçar elementos para minha coluna das terças-feiras. No tema “Poesia”, lá vou eu remando versos e autores, onde, por gentilezas do convite recebido, estou inserida entre grandes nomes. Não sou poeta, mas dizem que minha prosa é poética e assim me sirvo das palavras para compartilhar minhas vivências e só posso resumir que na infância, “lá em casa a poesia não dormia”.

         Embarcar no Caderno Z é a garantia de uma viagem de surpresas. Na bagagem, apenas o Jornal A VOZ DA SERRA e o prazer de caçar elementos para minha coluna das terças-feiras. No tema “Poesia”, lá vou eu remando versos e autores, onde, por gentilezas do convite recebido, estou inserida entre grandes nomes. Não sou poeta, mas dizem que minha prosa é poética e assim me sirvo das palavras para compartilhar minhas vivências e só posso resumir que na infância, “lá em casa a poesia não dormia”. E, já que “eu cresci com hábitos de beber poesia em goles exagerados”, aprecio aqueles que não deixam a poesia dormir, como tem feito Álvaro Ottoni. A sua “Árvore que fugiu do quintal” fez muito bem de fugir para contar ao mundo literário que despontaria um escritor e dos bons.  Parabéns, Companhia Arteira por nos trazer Ottoni, nosso ícone literário, sempre amado.

         A poesia como forma de arte é um veículo que alcança distancias inimagináveis, quer sejam no tempo ou no espaço. Nela cabem todos os formatos e circunstâncias. A diferença entre os estilos não interfere na poética dos enunciados, pois tudo acaba em encantamentos e sutilezas. O haicai, por exemplo, em sua síntese, torna-se um instantâneo, um clique na rapidez de um acontecimento. Em sua definição na origem japonesa, é passageiro como tudo no mundo, buscando exibir uma relação com a natureza. Entretanto, sua estrutura ganhou liberdade e há poetas que se utilizam de sua brevidade para traduzir as mais variadas ocorrências. Guilherme de Almeida, “o poeta das pazes de meus pais”, também se dedicou ao haicai e lembrou a infância: Um gosto de amora / comida com Sol. A vida / chamava-se ‘Agora’!

         Nossos primeiros habitantes foram os indígenas. E poderia haver coisa alguma mais poética do que adorar o Sol, a Lua, as águas, as matas e tudo o mais ao redor, tendo com eles uma relação de amor e respeito? “A poesia estava ali, só faltava ser escrita...”. Contudo, nem se concebe mais a poesia apenas em sua forma escrita. A poesia está em toda a parte. No céu azul, nas noites estreladas, nas flores, no sorriso da criança, na planta que vence o concreto, na ave que voa e vem beijar a flor; na luz, na escuridão, na alegria, nas dores, em todas as antíteses, nos extremos, em tudo o que se possa imaginar e até na inexistência das coisas. Sua presença marca inícios e finais, chegadas e partidas, é presença constante no grito e no silêncio... Na vida, no além. A diversidade do verso é tanta que o Universo é pequeno para tantas vertentes poéticas. Tudo o que nos rodeia tem ao menos uma gota de poesia e, como uma vacina, é aquela gotinha que salva.

         Depois do banho de poesia que o Caderno Z nos proporcionou estamos mais leves, mais sensíveis, mais prontos para apreciar até mesmo o quintal da nossa casa. E a nossa apreciação não pode ser impedida de visitar a mostra de artes visuais do Projeto Resistência Artística – “Nativa”. A exposição na Usina Cultural Energisa fica em cartaz até 24 de maio, trazendo ao público “uma imersão em ambientes temáticos com obras em diversas abordagens, proporcionando a experiência em instalações artísticas, lúdicas e questionadoras”. É estar num mundo além da imaginação em pleno centro da cidade.

         A Usina Cultural Energisa no projeto Usina Viva promoverá o curso gratuito de teatro com inscrições até a próxima quinta-feira, 03 de abril. O curso será ministrado pelo professor, ator e diretor Tomás Braune e terá aulas às terças e quartas-feiras, das 19h às 21h, na sede da própria Usina Cultural, na Praça Getúlio Vargas, 65. O estudo terá dois eixos: dimensão psicofísica e composição de cenas. Vamos descobrir novos dons!

         “Cansaço ou fadiga?” – Sabemos identificar as diferenças entre essas duas ocorrências?  Em resumo – o cansaço passa com boa alimentação, descanso e hidratação. A fadiga insiste, interfere em nosso humor e no bem-estar geral. Precisa de cuidados. E vamos que vamos festejar o mês de abril. Agora é reta de chegada. Faltam 06 dias para o esperado 07 de Abril. Na próxima terça-feira, A VOZ DA SERRA estará com seus 80 anos, mais jovem, mais atual e, cada vez mais, a Voz de Nova Friburgo para o mundo!

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O ponto final

terça-feira, 01 de abril de 2025

Acredito que as pessoas já se depararam com os desafios de terminar algo, colocar um ponto final ou mesmo, como se diz por aí, virar a página. O que começa termina e, se assim não for, o acontecer perde seus sentidos. Se toda praça termina numa rua, como os mares acolhem as águas dos rios, o que finda abre um leque de possibilidades; o fim não extingue as energias. Como dizia Lavoisier, na natureza tudo se transforma, e o que resta tem energia suficiente para fazer novo começo acontecer, uma força capaz de nos permitir dar uma volta no rumo da vida e não nos deixar à deriva da história.

Acredito que as pessoas já se depararam com os desafios de terminar algo, colocar um ponto final ou mesmo, como se diz por aí, virar a página. O que começa termina e, se assim não for, o acontecer perde seus sentidos. Se toda praça termina numa rua, como os mares acolhem as águas dos rios, o que finda abre um leque de possibilidades; o fim não extingue as energias. Como dizia Lavoisier, na natureza tudo se transforma, e o que resta tem energia suficiente para fazer novo começo acontecer, uma força capaz de nos permitir dar uma volta no rumo da vida e não nos deixar à deriva da história.

Ao pensar na literatura, também estou me referindo à vida, a arte que espelha o existir. Todo o começo se direciona ao findar, já que não há infinitudes na vida do Planeta Terra. Mesmo quando construímos uma ideia e não conseguimos visualizar seus desdobramentos finais, temos a certeza de que será preciso criar caminhos que os levarão até lá. A beleza da literatura está na inteligência que o autor tem para criar, ou seja, decidir sobre os fatos que vão compor o enredo, sempre fatídico a findar.

Agora mesmo estou percebendo que o mais significativo a este tema são os caminhos desbravados a cada etapa do texto, sendo o fim não mais do que mera consequência. São os detalhes das cenas que vão dar grandeza ao final composto de muitos pormenores, como em tudo na vida.

Não há regras para se construir um final, bem como não pode ser estigmatizado como bom ou ruim. Penso que deva ser avaliado não de modo fantasioso, mas com realismo a partir das relações de causas e consequências estabelecidas ao longo do texto. A imaginação do escritor tem que visualizar a verossimilhança que não pode fugir da coerência das probabilidades.

O fim tem harmonia com os fatos da história. A diferença entre quem escreve uma história e quem vive a vida está no controle dos acontecimentos. Não é fácil escrever uma história, mais difícil ainda é experimentar a vida, a mais interessante e repleta de aventuras de todas as histórias de ficção. Eu li a obra da Ana Cláudia Quintana Arantes, médica referência em Cuidados Paliativos no Brasil, “A morte é um dia que vale a pena viver”, em que aborda a finitude, observada ao acompanhar os pacientes terminais. Segundo a Dra. Ana Claudia, os momentos finais da vida são decorrentes do modo como eles a viveram e tomaram suas decisões, como amaram e estabeleceram relações com seus familiares e amigos, cuidaram de si e do ambiente em que viveram, quais esforços fizeram para realizar seus propósitos, bem como o que aprenderam e de que forma seus conhecimentos na vida.

Os anos que vivemos e as páginas que escrevemos nos amadurecem e nos melhoram por estarem repletos de finais e novos começos. Segundo Nietzsche, a vida é um constante devir. Deve ser vivida em sua plenitude.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Meningite tem vacina em Nova Friburgo

sábado, 29 de março de 2025

Edição de 29 e 30 de março de 1975

Manchetes: 

Edição de 29 e 30 de março de 1975

Manchetes: 

Meningite tem vacina em Nova Friburgo - Os friburguenses, finalmente, poderão ser vacinados contra a meningite. Todo um esquema já se encontra funcionando no Jardim de Infância Eliza Teixeira de Uzêda, no centro da cidade. A vinda da vacina para Friburgo foi promovida graças a ação da professora Carlinda Vianna junto às autoridades sanitárias do Rio de Janeiro, quando de sua visita, juntamente com os alunos do Jardim de Infância, àquela cidade no último dia 21, para a vacinação contra meningite.

A VOZ DA SERRA celebra o 30º aniversário - No próximo dia 7 de abril deste 1975, estaremos completando 30 anos de luta. A VOZ DA SERRA, fundada em 7 de abril de 1945, jamais sofreu interrupção em sua circulação normal. Dezenas de mensagens congratulatórias já começam a chegar à nossa redação. Desde já agradecemos ao comércio, indústria, associações de classes, profissionais liberais, clubes sociais que nos honraram, procurando-nos para suas mensagens congratulatórias e publicitárias. Continuamos recebendo mensagens de quantos queiram participar da edição especial, comemorativa dos nossos 30 anos que está sendo orgulhosamente preparada.

Plantão das farmácias - Há cerca de dois anos estamos denunciando neste jornal o absurdo que acontece em Friburgo. Uma cidade com cerca de 100 mil habitantes ainda não tem farmácias funcionando com plantões noturnos. As reclamações continuam a chegar em nossa redação. Apelamos, mais uma vez, pela sensibilidade do sr. secretário municipal de Saúde uma solução para esse apelo coletivo.      

Rotary movimenta a cidade - O Rotary Club de Friburgo se apresenta na 46ª Conferência Distrital com dois trabalhos que estão sendo aguardados com grande expectativa: “Poluição do Meio Ambiente”, do arquiteto George Henze e “Prospecção Social de Casas da Amizade”, à cargo da professora Suzi Soares da Cunha. Um grande jantar de confraternização reunindo os 800 rotarianos e convidados, encerrará a 46ª Conferência Distrital que ocorrerá no salão social do Nova Friburgo Country Clube.

Câmara aplaude A Câmara Municipal de Friburgo, através do vereador Carlos Schuenck, apresentou no plenário, aplausos ao jornal A VOZ DA SERRA pelo artigo inserido na coluna “Cidade”, onde focaliza o papel da Câmara junto a comunidade friburguense. O vereador Carlos enalteceu o jornal como uma fonte noticiosa onde aborda problemas da comunidade de maneira sincera com alto espírito de produzir um jornalismo sério e objetivo.

Trabalhador ganha 43% - Acordo coletivo, vigorando desde o último 1º de março, foi firmado entre os sindicatos dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de Nova Friburgo (empregados) e o de Hotéis e Similares de Nova Friburgo (patrões). Pelo acordo assinado entre as duas entidades de classe, os trabalhadores do ramo hoteleiro tiveram seus salários elevados em  43%.

Aleluia! Aleluia! – Friburgo recebe uma população extra, calculada em cerca de 15 mil visitantes. A rede hoteleira, como sempre, preparou-se e encontrou-se à altura das contingências. Churrascarias, supermercados, bares, lanchonetes e restaurantes procuraram reforçar seus estoques de mercadorias para a Semana Santa.

Merenda escolar A seção Merenda Escolar de Friburgo lançou o concurso “Melhor Horta Escolar” do município. O concurso comemora a Semana da Alimentação. As professoras interessadas deverão inscrever suas escolas no serviço “Merenda Escolar”, onde receberão as sementes e a orientação sobre a formação da horta que deverá ser trabalhada nas escolas com os alunos. O encerramento do concurso será em setembro.

Setas - A Prefeitura de Friburgo publicou no jornal O Fluminense, de Niterói, um aviso de concorrência pública para aquisição de setas indicadoras de ruas, paradas de ônibus e turismo. No dia da publicação do edital, uma kombi percorreu as 12 bancas de jornal da cidade e seu motorista comprou todos os jornais com a publicação do edital.  

 

E mais: 

  • Homem morre atropelado na Avenida Roberto Silveira 
  • Colisão entre kombi e Fusca deixa um ferido na Rua São Paulo

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Maria de Lourdes Souza, Ronaldo Duque, Brasília Moreira e Eugênio Francisco (1º de abril); Luiz Pecci, José dos Santos, Eliana Baptista, Jayme Siqueira e Augusto Claudio (2); Elizabeth Ventura (3); Denise Coutinho (4); Ary Quaresma (5); Alba Maria Caputo, Cid Cardoso e Vitória Hepp (6).

Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.