Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

15/10/2018

O amor entre Romeu, filho dos Montecchios, e Julieta, filha dos Capuletos, foi além da mortal inimizade, que se estendia ao mais remoto passado, envolvendo todos os seus parentes, dependentes e servidores das duas ricas famílias de Verona. Se, por ventura, um Montechio se encontrava com um Capuleto em alguma rua da cidade, havia violenta troca de palavras, chegando a ter derramamento de sangue. Os conflitos entre as essas pessoas era o desatino.

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08/10/2018

O processo de escrita tem fases distintas. A primeira é solitária, silenciosa; é uma conversa, quase interminável, com nossos bolsos e botões, que reúnem momentos suspirosos, de certa forma angustiantes diante da folha em branco, que suscita a construção de um texto. É um trabalho de rendeiro, que vai tecendo, linha após linha, os fios de uma ideia, concretizando-os em literatura.

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01/10/2018

A inspiração acontece da forma mais inusitada, até porque não existem
receitas para as ideias surgirem, que, certamente, não brotam com elegância,
nem possuem vozes afinadas. Vivem, dentro de nós, na mais completa
desordem. Nossa mente é multicor, cheia de subterfúgios vivos, com
passagens a outras paisagens. Às vezes, é arejada com ares de Medeia;
outras de Penélope. Nosso pensamento tem caminhos abertos. Livres.
Foi com este movimento mental, sem silêncios e cheios de janelas, que

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24/09/2018

Tão logo adentrei a sala, vi um embrulho com o selo dos correios. Com curiosidade, abri o pacote e coloquei em meus braços o livro, “Maria Madalena: o evangelho segundo Maria, lançado em 2018, pela Geração Editorial, cujo autor é Armando Avena, um primo, que mergulhou com delicadeza e profundidade na alma feminina através de Maria e de Maria Madalena, figuras religiosas que trazem em suas trajetórias literárias a essência da mulher.

Armandinho foi corajoso em escrever a respeito de um tema tão instigante, emocionante e audacioso, pensei.   

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18/09/2018

No dia 14 de setembro, a Academia Friburguense de Letras esteve florida e com ares rejuvenescedores. Seu Anexo Jovem, criado na reforma estatutária de 2016, deu posse a três escritores: Conrado Moura Puga de Lima, Wallace da Silva Cavalcante e Pedro Henrique de Oliveira Silva.

Fiz questão de saudá-los com uma frase de Charles Chaplin. “Que os nossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível”.

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10/09/2018

Realmente, a palestra da escritora Linfa Parreiras, “Desde o colo literatura para todas as idades”, apresentada na Academia Friburguense de Letras, no dia 31 de agosto, ofereceu-me algumas ideias interessantes. Uma fez meu pensamento abrir as asas e voar.

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03/09/2018

Depois de ter assistido a palestra da escritora Linfa Parreiras, “Desde o colo: literatura para todas as idades”, na Academia friburguense de Letras, promovido pelo Clube de Leitura, acordei, hoje, pensando no tema que iria abordar nesta coluna. Repentinamente, um título brilhou no teto do meu quarto, casa de sapato.

Passei de mais de um pequeno tempo, refletindo e tentando compreender o que aquela ideia excêntrica poderia significar. Afinal de contas, casa de sapato tem uma sonoridade gostosa, mas é completamente sem sentido, cujo significado eu precisaria desvendar.

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27/08/2018

O escritor não é diferente de ninguém. Meramente, tem o prazer de escrever e, quando o faz, a sensibilidade e a arte iluminam sua alma. Talvez, porque fique estonteado com sonhos transformadores que explodem em sua mente, fazendo seu pensamento inebriar e rodopiar dias afora.  É, decerto, uma pessoa insatisfeita, que deseja mais e mais; o que a vida lhe oferece é insuficiente. Ah, é um sujeito sujeitado, limitado por um pequeno corpo sem asas. É um ser interrompido a todo o instante, cujo olhar vai além do horizonte.

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20/08/2018

A inteireza do texto, especialmente com relação à crônica, é uma questão
a ser pensada com cuidado. A busca por uma leitura diária é motivada por
razões diversas, entretanto uma razão é inquestionável: a necessidade de
melhor compreender os fatos do aqui e agora. A crônica é muito lida,
possivelmente porque é publicada diariamente nos jornais, revistas e páginas
da internet, bem como por ser estilo literário que expõe questões quotidianas
instigantes. Todos nós estamos implicados no universo diário, que pode ser

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13/08/2018

Amanhã, será o dia dos pais. Hoje, sábado, quis reverenciar esta pessoa tão importante na vida de alguém, talvez pelo fato de não tê-lo tido porque meu pai, o Caluca, foi-se encantado para o universo tão logo cheguei neste mundo. Mas tive dois avôs, que o substituíram e acolheram-me como filha. Entre nós houve um profundo amor, e a minha primeira lembrança foi estar no colo do Vovô Tonico quando ele me fazia ninar, andando pelo quarto, à pouca luz. Até hoje, sinto o balançar dos seus passos, o calor dos seus braços, o amor que emanava da sua respiração.

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