Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

13/01/2020

 

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06/01/2020

Estou com o livro de David Massena nas mãos, Zuzu, editado em 2019 pelo autor, e belissimamente ilustrado por Rodrigo Macedo. Fazia tempo que queria escrever a respeito dessa obra, que aborda um tema que marcou o final de minha adolescência e o início da vida adulta: a incansável busca de Zuzu pelo seu filho Stuart Angel Jones, desaparecido, torturado e morto, na época da ditadura militar, bem como a trágica morte dessa mulher. Mesmo compreendendo que o momento histórico que vivemos hoje é outro, aqueles fatos tocaram uma geração e ainda me sensibilizam.

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30/12/2019

Ao pensar sobre o que abordar nesta coluna de final de ano, uma palavra tomou conta do meu processo de escrita, sandália. Eu me perguntei por que o ano de 2020 estaria relacionado com esta ideia e passei a manhã sem entender a relação, a princípio estranha. Eu me pus a pesquisar com serenidade e fui surpreendida com os significados que esta peça milenar do vestuário reúne. 

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23/12/2019

Será que alguém já se perguntou por que Papai Noel usa luvas? Acredito que não seja apenas por questões de elegância, para compor o figurino e dar um toque de sobriedade, beleza e harmonia, principalmente as brancas, que tão bem combinam com o vermelho.  

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16/12/2019

A comédia ou o canto do Kómos

 

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09/12/2019

Hoje acordei pensando na relação entre árvores e livros por causa do convite que recebi da montagem e desmontagem da oitava edição da Árvore que dá Livros, que será realizado no Espaço Café da Usina Cultural Energisa, em 15 de dezembro. 

Deixei minhas reflexões e sensações flutuarem sobre as possíveis relações entre o que a natureza gesta e o homem cria. Árvores e livros surgem através de nascimentos que precisam de fecundação e tempo de preparo. 

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02/12/2019

A tragédia ou o canto ao bode

 

Na Grécia antiga, o divino iluminou as manifestações populares que expressavam a admiração pelo heroísmo e pelas divindades, narravam a origem do homem, os significados da vida, as aventuras, os infortúnios e os modos de viver. As práticas ritualistas possuíam caráter explicativo como meio de abordar os fenômenos naturais e mostrar os limites da ação humana, do amor ao ódio extremo.  

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25/11/2019

Meus olhos se perderam pelo teatro de Pompéia, construído no século II a.C., e soterrado pelas cinzas do Vesúvio no século l d.C. Fiquei imaginando como seria o público, os habitantes de Pompéia e das cidades próximas. Sentada no palco, pensei nos espectadores que moravam distantes que, para assistir a um espetáculo no teatro, situado no alto do morro, precisavam percorrer um longo caminho, que podia ser trilhado a pé, no lombo de animais ou carroças, muito diferente da nossa ida ao teatro, que nele chegamos de modo confortável, perfumados, com roupa arrumada e cabelo ajeitado.

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18/11/2019

Em outubro fiz uma viagem à Itália, quando visitei algumas cidades ao centro-sul do país, a maioria litorânea. É um território banhado pelo mar Mediterrâneo, que ganha nomes diversos ao longo da costa, como Tirreno, Jônico, Adriático. É um mar de águas calmas e aquecidas por serem abrigadas e receberem o calor do deserto de Saara.

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11/11/2019

Eis uma interessante e misteriosa pergunta: onde está a literatura na cozinha? Será nos livros de receitas? Será nas aventuras culinárias que os livros de receitas estimulam? Ou será nos segredos que as paredes da cozinha guardam? Ah... é um mistério para os leigos, mas não uma questão para os mestres das letras. Na verdade, ouso até falar um pouco por eles, e que me perdoem se vou dizer asneiras. A literatura é a arte que se faz com palavras pesquisadas e cuidadas, e os alimentos são elaborados e feitos com ingredientes certos.

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