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Força contra o mal

quinta-feira, 10 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Quando você quer viver uma vida digna, útil, baseada em verdades em seu campo de atuação profissional e de relacionamentos, a guerra fica acirrada entre o bem e o mal porque sistemas de funcionamento social no mundo em geral não se importam com os meios usados para se conseguir os alvos.

Quando você quer viver uma vida digna, útil, baseada em verdades em seu campo de atuação profissional e de relacionamentos, a guerra fica acirrada entre o bem e o mal porque sistemas de funcionamento social no mundo em geral não se importam com os meios usados para se conseguir os alvos.

Precisamos coragem para viver uma vida honesta. Coragem para essa qualidade sublime de vida não nasce da força física, mas da consciência do recebimento de força espiritual do bem. Nesse mundo somos cercados de medo, mentiras e batalhas que podem parecer ocorrer e originar somente no campo dos negócios, da política, das relações familiares, mas os conflitos nessas áreas da vida vão além do visível, estão, no fundo, enraizados no campo sobrenatural.

Davi precisou enfrentar o gigante Golias, mas ele não o enfrentou e venceu por causa de sua força, mas porque havia Alguém com ele que era maior do que o gigante humano. (veja na sua Bíblia em 1 Samuel 17.45). As neurociências têm afirmado sobre a importância do desenvolvimento espiritual para a boa saúde mental. E isso é diferente de ter uma religião. É uma capacitação espiritual que vem pela fé e que ajuda a vencer o medo, a ansiedade, a tristeza, a insegurança. Davi venceu porque teve fé no Deus da Bíblia, que Ele sim, daria vitória diante de sua grande desproporção entre seu corpo e a força muscular do gigante filisteu.

Os Alcoólicos Anônimos engajados no programa dos 12 Passos aprendem que precisam de um Poder Superior, que eu chamo de Deus Criador do Universo, para vencerem, um dia de cada vez, a vontade de ingerir bebidas alcoólicas que para eles precisa ser evitado sempre para permanecerem sóbrios. Eles já entenderam que na força deles mesmos a derrota é certa. Por isso, como diz o segundo passo, eles vieram a acreditar que um Poder Superior a eles mesmos poderia leva-los à sanidade, um dia de cada vez.

A força para viver vem do campo espiritual porque estamos todos envolvidos numa guerra espiritual entre o bem e o mal envolvendo desde suas motivações para usar essa ou aquela roupa, comer essa ou aquela comida, tomar essa ou aquela decisão empresarial ou política, comprar esse ou aquele objeto. O que predomina quando você toma decisões nessas áreas? Vaidade? Simplicidade? Orgulho? Humildade? Honestidade? Corrupção? Desejo de ajudar? Vontade egoísta de acumular bens?

Sim, é verdade que no campo psicológico temos lutas com pensamentos distorcidos que produzem ansiedade excessiva e que precisam ser confrontados e mudados, lutas com sentimentos de tristeza e medo gerados por insegurança emocional que pode ser corrigida se bem tratada com instrumentos psicológicos. Mas assim como no arco-íris não vemos exatamente quando termina uma cor e quando começa a que está ao lado, em nossa vida não sabemos exatamente onde termina o que é luta do campo psicológico e quando começa a que é ligada ao mundo espiritual.

Por isso precisamos de instrumentos e prática espirituais também para ter força para viver e vencer, não no modelo mundano de vitória, mas vencer a nós mesmos, vencer nosso medo, nossa ansiedade excessiva, nossa tristeza, nossa tendência ao materialismo, consumismo, egocentrismo.

Busque desenvolver sua espiritualidade. O professor de psiquiatria da USP – Universidade de São Paulo, já aposentado, escreveu que o ser humano maduro é espiritualizado. A verdade diz que nossa luta não é contra a carne e o sangue, ou seja, não envolve só disputas políticas, sociais, empresariais, familiares, eclesiásticas numa dimensão humanista, mas é contra forças espirituais da maldade nos lugares celestiais (ver Efésios 6.12). E contra isso nossa força é nada. Por isso precisamos de algo de fora e acima de nós mesmos que vem pela fé, busca e obediência à verdade revelada que, para os cristãos, está nas Escrituras Sagradas.

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O caminho da cura da dor emocional original

quinta-feira, 03 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Todos precisamos enfrentar o não ideal sobre como funciona a família onde crescemos. Na história da humanidade nunca existiu uma família perfeita. Mesmo os pais amando seus filhos, esse amor não é ideal, não é perfeito, e, por isso, há dor.

Todos precisamos enfrentar o não ideal sobre como funciona a família onde crescemos. Na história da humanidade nunca existiu uma família perfeita. Mesmo os pais amando seus filhos, esse amor não é ideal, não é perfeito, e, por isso, há dor.

Para algumas crianças talvez mais resilientes, mais resistentes, que conseguem predominantemente olhar o lado positivo das coisas, a dor do convívio com uma família com mau funcionamento afetivo pode ser pequena, em comparação com seu irmão ou irmã que, sendo mais sensível, talvez mais ansioso, experimenta de modo mais dolorido as limitações do pai e da mãe no convívio familiar. E mesmo quando essas limitações são graves, por exemplo, um pai violento viciado em drogas, uma mãe autoritária que grita com a criança e a agride fisicamente, algumas crianças reagem a esses abusos de forma mais protetiva para elas do que outras com a mesma história traumática. Por que essa diferença? A ciência não sabe explicar.

Assim, adultos com depressão, ansiedade excessiva, fobia, crises de pânico, compulsões de tipos variados, entre outros sofrimentos mentais, precisarão passar pelo luto psicológico para viverem a dor original, ao entrar no lugar doloroso dentro deles. E isso não é fácil. Muitos preferem tomar um medicamento psiquiátrico e não pensar no assunto. Sempre que alguém sofreu lesão emocional no seu eu, tocar de novo na ferida é perturbador, parece um tipo de morte.

Quando olhamos para a área em nosso psiquismo onde está a dor original e a sentimos, entendemos a extensão e a profundidade da dor enterrada na mente. A dor da tristeza que surgiu ao longo da infância num ambiente familiar difícil, pode se espalhar para o dia a dia da vida adulta, por exemplo, no choro espontâneo, aparentemente sem motivo. Olhar essa dor, dói, mas tem benefícios.

Uma pessoa em recuperação emocional disse: “Na infância sentia solidão, abandono e não conseguia lidar com isso. Estava no meio de muitos familiares, mas não podia falar do que hoje entendo que era a minha dor. Agora trabalho minhas perdas do passado, o que me possibilita reviver aquela dor, só que de uma nova forma, sem precisar enterrá-la. Tendo a chance de experimentar e expressar minha dor original, meus sintomas diminuem, e me sinto melhor. Vejo que não preciso mais usar um comportamento disfuncional para encobrir a dor e tentar fugir dela”.

A dor que produz sintomas (depressivos, ansiosos, etc., como citei) pode ter aparecido na vida da criança como consequência de um vínculo inseguro com a mãe, com o pai, ou com ambos, junto da sensibilidade da criança, e possíveis críticas e deboches de colegas na escola e comunidade. Pai e mãe podem amar a criança nas limitações deles. Porém, o jeito deles se relacionarem com a criança sensível, em algum nível, pode passar a ideia de que quem a criança é, de alguma forma não é aceitável. Então, ocorre uma perda, e é preciso viver o luto dessa perda. O luto saudável é uma experiência sentida e consciente que não envolve sofrimento prolongado. O luto patológico, no entanto, é marcado por comportamentos autodestrutivos, auto derrotistas e mal adaptados.

A pessoa que ainda não entrou no lugar doloroso de sua mente para vivenciar a dor reprimida no passado, para que essa dor, finalmente se resolva e pare de produzir sintomas, vive o luto inacabado, e isso pode causar medo contínuo de proximidade emocional e capacidade restrita de intimidade afetiva genuína.

O psiquiatra britânico John Bowlby, explica o processo de apego infantil como enraizado num impulso vital que, sendo frustrado, cria uma sensação de perda quase equivalente à da morte física. As necessidades de apego humano são enraizadas no impulso pela sobrevivência básica. Quanto mais a pessoa consegue entrar no lugar da dor e resolver sua perda de apego, menos se sente impulsionada a comportamentos disfuncionais como forma de reparação. Admitir a si mesmo a irreversibilidade da perda e aceitar a realidade de que não há como voltar atrás e desfazer a experiência, liberta da dor, melhora os sintomas, ajuda a construção mais verdadeira da pessoa e vai terminando com o falso eu.

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Codependente e dependente químico

quinta-feira, 26 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Codependência não significa, como parece indicar, que você está dependente de algo junto com outra pessoa. Em psicologia, codependência é fazer por uma pessoa o que ela pode e deve fazer por si mesma.

Codependência não significa, como parece indicar, que você está dependente de algo junto com outra pessoa. Em psicologia, codependência é fazer por uma pessoa o que ela pode e deve fazer por si mesma.

Vamos supor que você esteja lutando com um membro da família viciado em cocaína, álcool ou outra droga. O codependente que convive com esse dependente químico, devido ao seu papel de codependente, em vez de permitir que o viciado enfrente as consequências do vício, tenta proteger seu ente querido dos problemas pelo uso da droga. Por exemplo, pode pagar o aluguel ou a dívida do viciado, pode mentir para as pessoas sobre ele usar substâncias, pode pagar fiança para tirá-lo da prisão, ou seja, o codependente acoberta os erros de comportamento que o viciado apresenta pelo consumo da droga.

A fim de parar a codependência, deixe que o viciado assuma as consequências do vício, mesmo que possa parecer não ter amor por ele ou ser maldade. Quando o dependente químico percebe que o uso das drogas é problemático, ele pode pedir ou esperar que você mantenha isso em segredo para que o vício dele permaneça imperturbável. Ou você pode se sentir tentado a guardar segredos para manter a paz, o que poderá fazer você não tocar no assunto. Porém, ficar calado ajuda a manter o vício. É preciso conversar com todos da família sobre as preocupações com as consequências do uso da droga e pensar que será útil o familiar do dependente químico participar de um grupo Al-Anon ou Nar-Anon que orienta sobre o que fazer com o sofrimento pelo convívio com um viciado em substância. Esses são grupos de apoio gratuitos que oferecem importante ajuda. No site deles, se descobre onde tem um grupo, qual dia e horário se reúnem.

No diálogo entre o viciado e membros da família da mesma casa, deixe claro o que você quer que ele faça em casa e incentive-o a respeitar isso. Explique que se ele desrespeitar as regras do que foi conversado, a disciplina explicada será praticada, mesmo que ao aplicá-la seja doloroso. Deixar o viciado transgredir as leis do funcionamento familiar que ele sabe quais são, passa a mensagem para ele de que não há consequências para o comportamento dele, e que pode manter o vício.

É comum um viciado em substância agir com negação, dizendo que não tem problema com álcool ou outras drogas e não estar disposto a mudar. Essa negação afeta você e a família como um todo, causando dor. Então, mostre que ele precisa seguir o tratamento por ter comportamentos inaceitáveis para a família e ruins para ele mesmo. Pense sobre seu comportamento para com o dependente químico para ver se você tem atitudes de codependência que é ruim para você e todos.

Outros sinais de codependência incluem: dar dinheiro ao viciado sem ele merecer ou sem ganhar por trabalho; culpar os outros pelo comportamento do parente viciado; ver o vício e comportamentos alterados pela droga como causados por outra coisa sem ser a substância; tentar controlar coisas fora do seu controle.

Às vezes, o familiar não terá escolha porque o viciado age mal talvez com violência física ou emocional. Isso é complicado e, embora alguém possa estar "endossando passivamente" o vício de um ente querido através do silêncio ou de outras atitudes de codependência, cada familiar deve cuidar da própria saúde e pode precisar entrar em contato com autoridades capacitadas para pedir ajuda.

Um viciado não aprende com seus erros se for superprotegido. A família é impotente para controlar o dependente químico, e não pode forçá-lo a se recuperar. Em muitas famílias os membros dela vem tentando mudar seu ente querido faz tempo, e não funcionou. Não conseguimos impedir que uma pessoa beba álcool ou use drogas. Mas quando a família se recusa a assumir a responsabilidade das consequências do uso que o viciado faz de álcool ou outras drogas, ela permite que ele enfrente as consequências naturais de seu comportamento. Esse pode ser o começo da recuperação.

Fonte: Fundação Hazelden Betty Ford – 07/09/2021

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Violência feminina

quinta-feira, 19 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Viu na mídia algo sobre violência feminina contra homens? Não são só homens frágeis vítimas de agressão feminina. Mulheres agressivas dão socos, pontapés nos testículos, beliscões, agridem o homem com ele dirigindo um veículo. Ele se defende bloqueando golpes, porque sabe que se revidassem iriam ferir a agressora.

Viu na mídia algo sobre violência feminina contra homens? Não são só homens frágeis vítimas de agressão feminina. Mulheres agressivas dão socos, pontapés nos testículos, beliscões, agridem o homem com ele dirigindo um veículo. Ele se defende bloqueando golpes, porque sabe que se revidassem iriam ferir a agressora.

Há argumentos de que o abusador é maior e mais forte, e a vítima é menor e mais fraca. Alguém de 1,60 de altura, violenta e raivosa pode causar mais dano em alguém de 1,80 de altura não violento. A abusadora não precisa ser grande ou forte para jogar um facão, chicotear, picotar a roupa, chamar a polícia mentindo que está sendo abusada. Mulheres disparam tiros de arma de fogo em homens, agridem com objetos pesados, quebrando o braço dele, jogam o carro contra eles, esfaqueiam.

Mulheres usam violência só em autodefesa? Não. Homens atacados por mulheres agressivas contam: “Liguei meu carro, ela colocou o bebê no chão da garagem onde eu não o podia ver, e não podia sair.” “Ela usou cocaína e me esfaqueou na barriga. Não denunciei porque não queria ver a mãe de meus filhos presa”.

Homens vítimas de mulheres abusivas ficam no lar para proteger os filhos da mãe cruel, e porque ela promete mudar e procurar ajuda para o descontrole dela; eles a amam, eles querem ficar com ela, mas sem os abusos. Existem delegacias para crianças, adolescentes e mulheres adultas. Você conhece em nosso país alguma Delegacia do Homem? Mesmo em número muito menor, homens também são violentados por mulheres agressivas no Brasil e no mundo.

Coline Cardi e Geneviève Pruvost no texto “O controle social das mulheres violentas”, citam que o primeiro trabalho científico que ousou combinar o estudo da violência contra mulheres e produzida por elas, foi feito por A. Farge e C. Dauphin. Coline, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas na Universidade Paris-VIII, e Pruvost, socióloga do Centro de Pesquisa Sociológica em Direito e Instituições Penais, citam Marie-Élisabeth Handman, antropóloga: “… é necessário dizer que as mulheres não são menos violentas que os homens; simplesmente as causas da violência delas e as formas que elas assumem são usualmente diferentes daquelas dos homens e que o exercício de sua [das mulheres] violência cai dentro das margens deixadas para elas pelos homens.” (Marie-Élisabeth Handman, (Handman, 2003, 73).

Em “Mulheres e Práticas Violentas: Silêncio e Desvelamentos”, do Seminário Internacional Fazendo Gênero, Univ. Fed. de Santa Catarina, Florian., 2013, Claudia Priori, da Universidade Estadual do Paraná, cita Elizabeth Badinter: “[...] do lado feminista, o assunto é tabu. Permanece impensável e impensado tudo aquilo que diminui o alcance do conceito de dominação masculina e da imagem das mulheres vítimas. Quando se fala disso, é sempre da mesma maneira: primeiro, a violência feminina é insignificante; segundo, é sempre uma resposta à violência masculina; por último, essa violência é legítima.” (UFSC 2013), cita Elizabeth Badinter, Rumo Equivocado, O feminismo e alguns destinos, Editora Civilização Brasileira, 2005.

C. Priori afirma: “A ideologia dominante nos discursos e representações é a de uma feminilidade passiva e amistosa em oposição a uma masculinidade ativa e violenta. Um dualismo que coloca a mulher sempre como vítima e o homem sempre como o agressor, o algoz.” www.fazendogenero.ufsc.br/10/resources/anais/20/1384359615_ARQUIVO_ClaudiaPriori.pdf.

“Se queremos que nossa cultura reconheça a capacidade das mulheres para liderança e competição, é hipocrisia negar e minimizar a capacidade das mulheres para a agressão e mesmo maldade. ...É tempo de ver as mulheres como completamente humanas – o que inclui o lado negro da humanidade.”

Cathy Young, “The Surprising Truth About Women and Violence”, [“A Supreendente Verdade Sobre Mulheres e Violência”], Time 25 Junho 2014 http://time.com/2921491/hope-solo-women-violence.

Provérbios 27:15 diz: “O gotejar constante e ruidoso num dia de chuva e uma mulher implicadora [rixosa] têm muito em comum. Conter uma pessoa assim? Seria mais fácil reter o vento ou apanhar um objeto liso com as mãos cheias de óleo.” (versão “O Livro”).

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Cesar Vasconcellos de Souza

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De que fonte você bebe?

quinta-feira, 12 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

É incrível como boa parte da juventude se deixa levar por influenciadores com uma vida às vezes cheia de devassidão, com apologia ao tráfico de drogas e outras violências, vida superficial, inútil. Que modelos ruins a juventude aplaude e copia!

Adultos também ficam fissurados com novelas de TV, muitas com personagens com comportamento disfuncional, banalizando o sexo e o afeto ou mostrando uma exacerbação doentia de romance. Você se torna parecido com o que mais contempla. No que ou quem você mais contempla? Quem é seu modelo de conduta?

É incrível como boa parte da juventude se deixa levar por influenciadores com uma vida às vezes cheia de devassidão, com apologia ao tráfico de drogas e outras violências, vida superficial, inútil. Que modelos ruins a juventude aplaude e copia!

Adultos também ficam fissurados com novelas de TV, muitas com personagens com comportamento disfuncional, banalizando o sexo e o afeto ou mostrando uma exacerbação doentia de romance. Você se torna parecido com o que mais contempla. No que ou quem você mais contempla? Quem é seu modelo de conduta?

Rodrigo Silva, arqueólogo, foi duas vezes ao Programa do Jô Soares. Apresentador do programa “Em Busca de Evidências” na TV Novo Tempo, professor doutor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus 2, tem doutorados em Arqueologia Clássica e em Teologia Bíblica.

Em seu novo livro “Descobertas da Fé” (Casa Publicadora Brasileira – www.cpb.com.br), ele comenta algumas coisas interessantes. Vou citar alguns pensamentos dele num texto que ele intitulou de “Atração Fatal”, na página 156 (2025). Tenho dois livros publicados nessa mesma editora, um é o “Consultório Psicológico” e outro é o “Saúde Total.”

O Dr. Rodrigo explica: “Deus quer salvar todos, mas o mundo que a fama constrói é perigoso. A vida ilusória dos perversos é como um caminho escorregadio rumo à destruição. É comparável a um restaurante de luxo com uma cozinha suja. Se os clientes vissem como a comida é feita, jamais comeriam ali, não importa quão requintado fosse o salão e o cardápio”.

“Veja os bastidores do showbiz, quantos casos de abuso sexual e psicológico! Quantas mulheres contam do horror a que se submeteram para ganhar fama. Nem mesmo as crianças e adolescentes escapam; basta olhar as denúncias de famosos mirins depois que se tornam adultos.”

“Até mesmo cineastas admitem a perversão. Em 2007, o seriado Californication, cujo nome já diz tudo, fez uma crítica ácida de como Hollywood é podre por dentro. Nas palavras de um diretor de cinema: “O showbiz é podre, pedófilo e sem critérios morais.” Aliás, quem quiser assistir ótimas palestras em vídeo de um ator jovem ex-cineasta de Hollywood, de nome Scott Mayer, basta acessar www.terceiroanjo.com e procurar os vídeos dele. Estando no site, digite Scott Mayer na lupa e surgem os vídeos sobre esse ex-ator de Hollywood.

Dr. Rodrigo continua dizendo: “É dessa cozinha imunda que saem os sofisticados pratos que divertem fregueses e, ao mesmo tempo, tornam sem gosto a culinária divina. É preciso que cada um avalie os efeitos dessas influências em sua própria vida espiritual, sem fanatismos ou julgamentos alheios. Assim como o vício em açúcar deturpa o paladar, tornando o refrigerante ‘gostoso’ e a água ‘sem graça’, a ânsia por adrenalina e dopamina pode transformar qualquer culto em monotonia”.

E ele termina assim: “Para aqueles que se voltam às fontes pervertidas, a água da vida pode se tornar bem desinteressante. Precisamos decidir: Onde saciaremos nossa sede? Trocaremos o Jordão e Canaã para regressar à escravidão junto ao rio Nilo?”

De que fonte você tem bebido e que contribuem para a construção do seu caráter? De modelos nobres, éticos, de bons princípios, ou de lixo coberto de fama, de pessoas famosas e poderosas, mas contaminadas com veneno ideológico destrutivo? É sério isso. Porque a saúde da sua mente depende muito do conteúdo que você coloca nela dia a dia. De onde você tem tirado o conteúdo que alimenta sua mente, influi em seu caráter e determina sua conduta?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O caos vem, e a justiça também

quinta-feira, 05 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A humanidade está sofrendo. O sofrimento aumenta. A Organização Mundial da Saúde prevê que a depressão será a primeira doença do mundo em 2030. A angústia cresce de forma individual e entre as nações, com guerras, corrupção, violência, regimes ditatoriais. Mesmo as novas drogas psiquiátricas não dão conta de curar as pessoas. Mídias sociais seguem com postagem de fotos e frases produzidas que mascaram a realidade do sofrimento. Caminhamos para o caos.

A humanidade está sofrendo. O sofrimento aumenta. A Organização Mundial da Saúde prevê que a depressão será a primeira doença do mundo em 2030. A angústia cresce de forma individual e entre as nações, com guerras, corrupção, violência, regimes ditatoriais. Mesmo as novas drogas psiquiátricas não dão conta de curar as pessoas. Mídias sociais seguem com postagem de fotos e frases produzidas que mascaram a realidade do sofrimento. Caminhamos para o caos.

Segundo o ranking World Happiness Report (Relatório de Felicidade Mundial), associado à Organização das Nações Unidas, a Finlândia, no norte da Europa,  é outra vez considerada o país com melhor índice de felicidade no planeta. Isso se deve a vários fatores, tais como: bom sistema de bem-estar social com cuidados de saúde e educação de qualidade acessível a todos, sistema de proteção social que oferece seguro-desemprego, auxílio à maternidade/paternidade e subsídios habitacionais. A Finlândia tem um dos menores índices de desigualdade social do mundo, proporcionando às pessoas oportunidades justas. A população tem bom nível de confiança na sociedade e no governo, que se destaca pela transparência e baixo nível de corrupção. Os finlandeses têm muito contato com a natureza em florestas, lagos, espaços verdes, atividades ao ar livre e lazer gratuito, bibliotecas comunitárias. Sua cultura valoriza o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, em vez de se concentrar só em ganhos financeiros. A população da Finlândia é de cerca de 5 milhões 608 mil habitantes, sendo 94% composta de protestantes, e destes, 72% são membros da Igreja Evangélica Luterana.

O conceito de felicidade para os finlandeses é diferente de outros países, já que eles valorizam mais a paz, a simplicidade e o contato com a natureza, em vez de só sucesso financeiro. Esse conceito pode variar de cultura para cultura e pode ser diferente mesmo em pessoas numa mesma cultura. Para um a felicidade é estar conectada com a família, enquanto que para outro da mesma cultura e até da mesma família, a felicidade é ver sua empresa crescendo economicamente. Na cultura finlandesa o mais importante não é aumentar a renda, mas se sentir seguro de ter uma renda suficiente para custear suas necessidades. Os finlandeses têm até um provérbio que diz: “Quando você sabe o que é suficiente, você fica feliz.”

Por outro lado, há problemas lá também, depressão e outros transtornos psiquiátricos. Em 2019, o índice na Finlândia foi de 15 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes, enquanto a média da União Europeia foi de 10 casos a cada 100 mil. Em 1990 houve 1.512 mortes por suicídio na Finlândia, e depois de um trabalho do governo, em 2020 caiu para 740 suicídios. Mas essa mudança não tem sido linear, às vezes sobe, depois abaixa, depois sobe de novo.

O projeto nacional de prevenção ao suicídio contribuiu para a queda da taxa de suicídio na Finlândia, o qual envolveu melhora no tratamento da depressão, detecção mais rápida e precoce do estado depressivo e implantação de tratamentos mais eficazes. Houve melhora no tratamento do abuso do álcool e de transtornos de personalidade. Uma limitação é que alguns pacientes não procuram ajuda e outros interrompem o tratamento. A diminuição dos suicídios na Finlândia tem relação direta com a queda do abuso do consumo de bebidas alcoólicas. Mas, apesar dos esforços do governo para reduzir a taxa de suicídio, infelizmente, dados recentes mostram que os jovens são um grupo particularmente vulnerável. A taxa de suicídio entre jovens de 14 a 25 anos aumenta, e o número de suicídios entre menores de 14 anos também aumentou no “país da felicidade”. 

O sofrimento aumenta no mundo. Ditaduras explícitas ou disfarçadas de democracia, violência social ligada à desestruturação familiar, desigualdade social cruel, consumismo, ideologia pré-moderna que prega que o que vale é o que você sente, secularismo, afastamento dos princípios do Criador do Universo que envolvem misericórdia, justiça, verdade, tudo isso está destruindo a civilização. Estamos no fim do fim antes que, como diz o credo católico, Deus venha julgar os vivos e os mortos, para, finalmente, acabar com a impiedade e estabelecer um mundo no qual habitará a justiça. Falta bem pouco.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Congruência e coerência

quinta-feira, 29 de maio de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A palavra “congruência” relacionada com comportamento humano significa que o indivíduo congruente tem uma harmonia entre o que pensa, sente e se comporta. Ele é coerente. Existe muita incongruência e incoerência em vários tipos de agrupamento humano. Não podemos julgar o que vai no mais profundo da mente de uma pessoa, e tem alguma verdade no ditado popular que diz que “as aparências enganam”, porém muitas vezes elas não enganam, porque a pessoa, ou grupo de pessoas de poder social e político pratica a incoerência e a incongruência.

A palavra “congruência” relacionada com comportamento humano significa que o indivíduo congruente tem uma harmonia entre o que pensa, sente e se comporta. Ele é coerente. Existe muita incongruência e incoerência em vários tipos de agrupamento humano. Não podemos julgar o que vai no mais profundo da mente de uma pessoa, e tem alguma verdade no ditado popular que diz que “as aparências enganam”, porém muitas vezes elas não enganam, porque a pessoa, ou grupo de pessoas de poder social e político pratica a incoerência e a incongruência.

Na família ou em outro grupo social, é comum ter incongruências. Exemplo: pais viciados em mídias sociais e celular, cobram que o filho precisa usar menos o celular. Não faz sentido cobrar dos outros o que a pessoa que cobra não faz.

Tornar-se verdadeiro consigo mesmo é parte do caminho de restauração da saúde mental. Não é possível ter esse tipo de saúde e manter-se numa conduta com repetidas mentiras nas palavras, sentimentos e ações. Psicoterapia eficaz ocorre quando a ajuda profissional leva o paciente a encontrar as verdades do psiquismo dele para que entendendo essas verdades, seja gradativamente liberto daquilo que o faz sofrer.

Conhecendo a verdade, ela pode libertar, mas só se a pessoa praticá-la e ir acabando com as mentiras. Cura é um processo, e no caminho da cura emocional genuína quem a busca e a quer de todo o coração, precisa passar pela tomada de consciência de suas incongruências e incoerências para reconhecer que tem agido assim e decidir acabar com isso.

Muitos permanecem incoerentes e incongruentes por causa de conflitos de interesses, egoísmo, por manter um estilo de vida consumista e por causa de ideologias que ela defende, mas muitas vezes não vive. Isso é extremamente comum no mundo político.

Essa semana, após apresentar palestras em São Luís, no Maranhão, fiz um voo de conexão entre Brasília e Guarulhos. Enquanto aguardava meu voo no aeroporto de Brasília, notei duas figuras fora do padrão brasileiro de vestuário. Ambos eram de pele negra com roupa típica de algum país africano, e chapéu também da região.

O outro, que estava junto dele, era muito alto, usava um chapéu tipo “Indiana Jones” com as abas presas nas laterais, e usava uma roupa externa semelhante a uma capa grande, do ombro aos pés. O vi andando no saguão do aeroporto e ele tinha um porte imponente, talvez com um metro de noventa de altura, com aquela capa em tons de marrom, parecia um super-herói.

Entrei no avião e quando procurei meu assento, vi que iria sentar ao lado do primeiro que citei, que usava a roupa africana e o outro com a capa majestosa sentaria na fileira da frente. Ofereci trocar de lugar para eles ficarem juntos, mas ele não quis. Puxei assunto perguntando se falava inglês, mas eles eram de um país no noroeste africano, onde se falam vários dialetos e um tipo de francês.

Resumindo, o homem alto de capa era ministro de um tipo de “ministério da agricultura e alimentos gerais” do governo daquele país e o que estava ao meu lado era seu assistente. Eles tiveram reuniões com autoridades do governo brasileiro em Brasília para fazerem acordos sobre produtos alimentícios entre estes dois países e agora iriam regressar para sua pátria, com escala em Adis-Abeba, Etiópia.

Na viagem internacional para resolver assuntos político-comerciais no Brasil, quantas pessoas haviam na comitiva do governo daquele país africano? Duas. Só o ministro e seu assistente. E eles estavam usando um voo comercial em vez de gastar uma soma imensa numa viagem com aeronave do governo. Isso é coerência e congruência para com o uso do dinheiro público por quem está no poder dizendo que cuida dos interesses da população.

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Como não atrofiar sua mente?

quinta-feira, 22 de maio de 2025
por Jornal A Voz da Serra

 

A mente humana tem sido ameaçada de atrofiar ou encolher por causa do ser humano gastar enorme quantidade de tempo em redes sociais, games, tablets, computadores, celulares, fazendo isso de forma passiva, recebendo muitas vezes alimento de baixa qualidade nos conteúdos que assiste. Mas uma nova preocupação surge com a IA – Inteligência Artificial.

 

A mente humana tem sido ameaçada de atrofiar ou encolher por causa do ser humano gastar enorme quantidade de tempo em redes sociais, games, tablets, computadores, celulares, fazendo isso de forma passiva, recebendo muitas vezes alimento de baixa qualidade nos conteúdos que assiste. Mas uma nova preocupação surge com a IA – Inteligência Artificial.

Agora mesmo, ao precisar pensar no que escreveria para essa coluna, lembrei da IA. Seria fácil colocar um título nela e ela me daria um texto pronto. Penso em usar a IA em alguns momentos para pesquisar alguns assuntos, mas não pretendo usá-la para produzir textos para o jornal, revista, programa de rádio ou de televisão e palestras nas quais tenho trabalhado. Ainda quero usar minha mente para que ela seja preservada, não atrofie e até possa se expandir mais.

Poderosas mídias querem pensar por você. Basta conectar e, pronto, ali está tudo feito e preparado para o consumo. Mas você se preocupa em quem produziu o conteúdo que vai assistir ou ler? Conhece o que esta pessoa pensa sobre a vida, sobre ética, sobre moral e sobre a guerra entre o bem e o mal na mente humana? Sabe qual é a ideologia do conteúdo? Sabe se fala de verdades ou de mentiras disfarçadas de ciência, qualquer ciência, até ciência política? Conhece a motivação por detrás do conteúdo no qual você mergulha? O maior desafio para a preservação da saúde mental não é ser enganado por mentiras ideológicas sem base científica alguma e que são explicitamente danosas, ainda que aplaudidas pelo grande público, mas é ser enganado por verdades misturadas com mentiras e isso existe em abundância nas produções literárias, cinematográficas, grupos ideológicos.

Cuidado para você não expor sua mente a conteúdos destrutivos da filosofia pós-moderna que prega o hedonismo, que diz que você tem direito de se sentir bem e tudo o que o faz sentir-se bem, é válido. A palavra "hedonismo" deriva do grego "hedonê", que significa prazer. O hedonismo é uma filosofia que prega que o prazer é o objetivo principal da vida humana e anuncia que a felicidade é obtida através da busca e da experiência do prazer. 

Isso é uma ilusão porque nessa existência o normal é conviver com o que produz prazer junto com o que produz dor. Não tem como fugir da angústia existencial inerente ao existir humano. Não existe medicação que acabe com esse tipo de angústia. Ela vai além do psicológico e entra no campo espiritual, por isso os instrumentos para lidar com ela são de origem espiritual, e não farmacológicos.

A Natureza mostra isso claramente. Basta olhar o processo de morte de um vegetal. A folha, a flor ou o fruto de uma árvore vai murchando naturalmente. Caminha para a morte. Evolui para em seguida involuir. Assim ocorre com os seres humanos. Estamos indo para a morte. Existem dois tipos de morte biológica, a necrose e a apoptose. A primeira, a necrose, é uma morte antecipada, precoce, destrutiva dos tecidos e órgãos, como um câncer. A segunda, a apoptose é a chamada morte por suicídio celular inteligente. Ela ocorre naturalmente, dentro da célula ela se processa de forma organizada, ao contrário da morte por necrose que é uma bagunça agressiva.

Quer preservar seu cérebro e, portanto, sua mente? Evite bebidas alcoólicas, coma alimentos naturais, beba água pura ao longo do dia, pratique atividade física ao ar livre com frequência, respire ar puro, se exponha à luz solar sem exagero, use com moderação o que é saudável, durma entre 7 a 9 horas por dia em ambiente ventilado, escuro e sem barulho. Filtre os conteúdos que você assiste na mídia. Leia algo proveitoso. Assista vídeos educativos de bom conteúdo. Se ofereça para algum trabalho voluntário que alivie o sofrimento das pessoas. Aprenda a lidar com a angústia sem querer fugir dela com substâncias, sexo, comida, compras, jogos, corrupção. Separe um momento a cada dia para oração e meditação.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Eu olho para você e sigo

quinta-feira, 15 de maio de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Não é anormal sentirmos vez ou outra tristeza, ansiedade, medo. Sentir isso se torna fora do normal quando e se experimentamos essas emoções com frequência e forte intensidade.

Não é anormal sentirmos vez ou outra tristeza, ansiedade, medo. Sentir isso se torna fora do normal quando e se experimentamos essas emoções com frequência e forte intensidade.

Por exemplo, sentir tristeza vez ou outra é normal, mas quando uma pessoa a experimenta e junto da tristeza vem perda de prazer em tudo, falta de energia, insônia ou dormir demais, alteração no apetite para mais ou para menos, ideias de culpa, morte e talvez suicídio, então dizemos que ela passou a ter um estado depressivo se estes sintomas permanecem por duas semanas ou mais e deve procurar ajuda profissional com médico psiquiatra.

Outro exemplo pode ser o fato de alguém sentir-se ansioso em certas circunstâncias, o que é normal. Mas quando essa ansiedade se torna frequente e exagerada, atrapalhando trabalhar, estudar, ter vida social devido à insegurança ou medo excessivo (fobia), então este indivíduo passou a ter um transtorno de ansiedade que requer tratamento.

Alguns têm lutas com pensamentos e sentimentos desagradáveis bem mais do que outros. Essa é uma das razões pelas quais precisamos aprender a exercer compaixão por todas as pessoas. Você talvez não saiba a luta mental que o outro tem e olha só o exterior que pode enganar.

Diante de sofrimentos existenciais, como a angústia que todos possuímos, conscientemente ou não, e momentos talvez de tristeza difícil de enfrentar, precisamos ter um motivo que nos anima a seguir na vida. Se o motivo for para ser útil e ajudar pessoas, da família ou não, é menos difícil seguir adiante.

O que você está fazendo com sua vida? Perdendo-a ao acumular bens e curtir festas e viagens? O que você pode fazer para melhorar a qualidade de vida no local onde você atua, no trabalho, em casa, na comunidade religiosa, no seu bairro ou cidade?

Não deixe que o medo tome conta de sua mente e paralise você. Tenha esperança de que o alívio chegará, talvez não de forma geral na sociedade, mas em sua pessoa individualmente. Serenidade é muito pessoal e não deve depender do que você tem e nem de amizades. E se essas coisas acabarem? E se as pessoas a quem você se apegou forem embora ou morrerem?

Se cidadãos comuns, políticos, empresários, religiosos, colocarem seu ego de lado e pensar o que podem fazer para o bem da comunidade, isso contribuirá para o alívio do sofrimento de todos. Mas quando o ego toma conta, então surgem as guerras e disputas entre a direita e a esquerda, entre a esquerda e a direita, e com isso todos perdem, mesmo quem juntou fortuna com desonestidade. Porque não existe dinheiro que possa comprar a paz dentro da pessoa. E corruptos não têm paz.

Está você sofrendo alguma dor emocional difícil? Tem vontade de parar, abandonar tudo, morrer? Olhe para essa pessoa importante que está aí em sua vida. Pode ser seu filho, sua filha, seu pai, sua mãe, seu irmão, sua irmã, seu amigo sincero. Ela precisa de você. Você é importante para ela. Ela pode sobreviver sem sua presença e ajuda, mas você é muito importante para ela. Não existe ninguém que possa substituir sua pessoa para ela.

Uma menina sensível e dócil, em idade escolar, já com alguma lucidez sobre problemas familiares, socais e até políticos, em seus 11 anos de idade, olhando a luta da mãe para cuidar da casa, cuidar dela como filha querida, do trabalho, das dificuldades no casamento, das decepções no governo que prejudicam as famílias, perguntou a ela: “Mamãe, como você consegue aguentar tudo isso?” A mãe, pessoa sensível, coerente, afetiva, respondeu com carinho: “Eu olho para você e sigo.” E você?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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A mensagem da dor emocional

quinta-feira, 08 de maio de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os Teus estatutos.” (Sal 119:71)

É comum a pessoa que sente um desconforto mental pensar em usar algum medicamento para obter alívio. Claro que sentir dor emocional, seja tristeza, angústia, medo, é desagradável e todos queremos sentir alegria, serenidade, segurança. Querer alívio não é errado. Mas será que o alívio de nossas dores emocionais tem que vir só e principalmente pela ação de medicamentos?

“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os Teus estatutos.” (Sal 119:71)

É comum a pessoa que sente um desconforto mental pensar em usar algum medicamento para obter alívio. Claro que sentir dor emocional, seja tristeza, angústia, medo, é desagradável e todos queremos sentir alegria, serenidade, segurança. Querer alívio não é errado. Mas será que o alívio de nossas dores emocionais tem que vir só e principalmente pela ação de medicamentos?

É muito importante e até libertador passar e pensar que a dor é amiga, não inimiga. A dor indica que algo está errado em nós e que, assim, precisa ser verificado. É como estar dirigindo seu carro e uma luz vermelha acende no painel. Essa luz vermelha que acendeu é algo bom ou ruim? Os dois. É bom porque indica que há um problema a ser consertado talvez a tempo de não prejudicar mais gravemente o veículo. E é ruim porque surgiu um defeito e você tem que parar para consertá-lo.

Então, a dor emocional, ou mesmo a física, é um alarme, uma informação, serve para chamar a atenção, para que possamos parar, refletir sobre o estilo de vida que estamos vivendo e tentar entender onde está o problema, a fim de que o mesmo seja corrigido.

Talvez você precisará de ajuda profissional para entender a causa da sua dor emocional. Mas se já sabe e o sofrimento ainda existe, então o que está faltando pode ser uma atitude em favor de sua saúde emocional e relacional. Tome uma decisão de fazer aquilo que você já entendeu que precisa fazer para melhorar, mesmo sentindo alguma insegurança ou meio fraco para fazer a coisa. Vá com calma, mas vá.

Mudar a forma de pensar é muito importante para corrigir muitos tipos de dores emocionais que existem justamente porque a pessoa pode possuir crenças psicológicas doentias, pensamentos com conteúdos ruins. Então, se ela insiste em pensar negativo, o sofrimento persiste. Mudar os pensamentos é mais importante do que acreditamos. E é possível escolher pensar diferente, mais saudavelmente, independentemente dos seus sentimentos.

Os sentimentos são também importantes para nossa saúde ou doença mental. Mas eles em geral dependem da qualidade de nossos pensamentos. Escolha pensamentos saudáveis, de perdão, de misericórdia, de gratidão, de elogios sinceros aos outros, de incentivo, paciência, inclusive para com você mesmo, pois isso influi no que você sente.

Muitos sofrimentos emocionais têm mais que ver com as pessoas atacarem a si mesmas se depreciando, se menosprezando, do que devido a problemas com os outros. O mais importante para resolver sua dor emocional não é o que as pessoas fazem ou fizeram com você, mas o que você faz com o que elas fizeram ou estão ainda fazendo.

Então, aprenda a olhar sua dor emocional, que pode ser tristeza, irritação, ansiedade, medos exagerados, excessiva timidez, vergonha, como um sinal de que algo precisa ser mudado na sua maneira de ser como pessoa. A dor está aí lhe dizendo: “Vamos dar uma parada na vida para melhorar seu jeito de pensar, de sentir, de agir?”

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Cesar Vasconcellos de Souza

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