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Abertura do coração emocional

quinta-feira, 26 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. A formação da estrutura da personalidade humana é construída ao longo da infância na interação da criança com seus pais ou cuidadores. Se essa interação é recheada de respeito, valorização, manifestação de carinho sem superproteção, disciplina sem agressividade e sem violência, se pai e mãe interagem com a criança com afeto, revelando como ela é importante na vida deles, a estrutura da personalidade dessa criança, nesse tipo de ambiente familiar, será bastante saudável.

Nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. A formação da estrutura da personalidade humana é construída ao longo da infância na interação da criança com seus pais ou cuidadores. Se essa interação é recheada de respeito, valorização, manifestação de carinho sem superproteção, disciplina sem agressividade e sem violência, se pai e mãe interagem com a criança com afeto, revelando como ela é importante na vida deles, a estrutura da personalidade dessa criança, nesse tipo de ambiente familiar, será bastante saudável.

Por outro lado, se na infância da criança ela é criada sem pai, ou sem mãe, ou se o pai e a mãe, embora presentes fisicamente, são ausentes ou indisponíveis emocionalmente, se desrespeitam o filho ou filha com palavras agressivas, depreciadoras, se pai e mãe frequentemente perdem o autocontrole emocional e manifestam nervosismo no ambiente familiar, essa criança crescerá com “machucados” em sua personalidade.

Essas feridas emocionais serão mais graves ou menos dependendo da resistência natural que a criança tem ou não tem para lidar com problemas emocionais. Isso porque algumas crianças nascem com melhores defesas contra dificuldades de relacionamento na família. Algumas são mais resilientes desde o nascimento, nascem com melhores recursos mentais para lidar com a dor emocional.

Comecei esse artigo dizendo que nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. Ou seja, adaptamos nosso jeito de ser, mais fechado ou mais aberto, mais comunicativo ou menos, mais afetivo ou mais frio, mais espontâneo ou mais reprimido, com melhor autocontrole ou mais impulsivo, mais dependente ou menos apegado, na dependência do ambiente familiar como descrevi, mas também em função do temperamento básico individual. O jeito como a criança vai se tornando como personalidade tem muito que ver com as tentativas dela, mais inconscientes do que conscientes, de sobreviver mentalmente como indivíduo.

Pense por um momento sobre o significado de uma crise esquizofrênica. Esquizofrenia tem que ver com cisão, rompimento entre a realidade e a pessoa. Essa dor mental separa a pessoa dela mesma e das conexões saudáveis com os outros, criando um estado que chamamos de “psicótico” nela, alterado gravemente. A esquizofrenia é, portanto, uma quebra da personalidade, uma ferida mental grave que rompeu a unidade do indivíduo com ele mesmo, alterando sua personalidade. As defesas mentais do esquizofrênico não foram suficientemente fortes para lidar com aquilo que para ele, em sua sensibilidade, foram situações de estresse emocional, interno e externo, daí ele sucumbiu.

Repetindo, algumas crianças nascem com melhores defesas mentais contra situações difíceis na família e dentro delas sobre como as fontes de estresse chegam para ela. Importante compreender que a sensibilidade daquela criança específica parece ser a chave para se entender a razão pela qual ela sucumbe diante de estresses no convívio familiar. Isso porque outra criança, um irmão biológico ou irmã biológica da que teve sofrimento mental importante, não sofre mentalmente da mesma maneira, com as mesmas consequências, sintomas e surgimento de um transtorno mental importante. Ela tem melhor defesa talvez inata.

Uma criança sensível que vive num ambiente em que o pai ou a mãe, ou ambos, são abusivos verbalmente e até fisicamente, um ou outro cuidador dela é descontrolado emocionalmente, a sensibilidade dela, que é ótima para muita coisa na vida, nesse caso a faz se fechar para se proteger da dor dos abusos. Ela separa uma parte do ser (personalidade), aprende a se afastar para dentro de si, para tentar estar conectada no ambiente difícil. Ela aprende a usar mais a repressão dos seus sentimentos para se proteger, do que a expressão equilibrada deles. Depois pode ficar difícil abrir o coração. E vai precisar aprender a se abrir e se sentir segura em fazer isso. Essa não é uma tarefa fácil e rápida.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Evitando recaída na depressão com a retirada de antidepressivos

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

O estudo tem limitações, como por exemplo, do total de 17.379 participantes só 21% eram de pessoas com ansiedade excessiva e não se tentou outras estratégias de retirada da medicação. Desse total de participantes, a idade média era de 45,2 anos e tempo médio de uso da medicação antidepressiva foi de 45,9 semanas (quase 11 meses), 67,5% eram mulheres, 87,9% de raça branca, com 60 estudos (79%) investigando depressão e 16 (21%) investigando ansiedade.

Para pessoas com transtorno de ansiedade que pode se manifestar através de crise de pânico, fobia simples, fobia social, ansiedade generalizada entre outros, e depressão de moderada à grave, a recomendação é que o tratamento envolva psicoterapia e medicação por um tempo. Cada caso é um caso, de maneira que, por exemplo, uma pessoa com depressão moderada ou grave pode reagir bem melhor do que outra pessoa com o mesmo nível depressivo.

Outra coisa importante é que os mesmos medicamentos psiquiátricos ou outros, podem funcionar de maneira diferente em pessoas diferentes. Na média dos indivíduos diagnosticados com depressão de moderada à grave, o uso da medicação antidepressiva teria como ideal ser usada de seis meses a um ano. Mas existem variantes disso e alguns podem precisar mais tempo de uso. A diferença envolve fatores como a estrutura da personalidade do deprimido, recursos psicológicos que ele tem ou não tem para lidar com a depressão, intensidade do estado depressivo, tipo de perda que provocou os sintomas depressivos, apoio social, significado emocional da perda, disposição em aprender a administrar suas dores emocionais, entre outros fatores.

O uso por tempo indeterminado de certos medicamentos antidepressivos pode causar disfunção sexual e embotamento afetivo. Infelizmente é comum ocorrer recaída no caso da depressão, após a retirada da medicação. Essa análise de 76 estudos científicos (metanálise) buscou verificar que tipo de estratégias de redução da medicação teriam melhores resultados para evitar a recaída nos sintomas.

A pesquisa incluiu as seguintes estratégias de interrupção do uso do antidepressivo: (1) interrupção abrupta; (2) interrupção rápida (menos de quatro semanas); (3) redução lenta (acima de quatro semanas) e (4) redução da dose para 50% da dose mínima efetiva, com ou sem suporte psicológico.

Os achados foram: (1) A redução lenta com apoio psicológico preveniu recaídas de forma semelhante à continuação do antidepressivo em dose padrão; (2) A continuação em dose padrão com apoio psicológico e a continuação em dose reduzida também superaram a descontinuação abrupta e  (3) A redução rápida com apoio psicológico e a redução lenta isolada (sem esse apoio), não demonstraram diferença significativa em comparação com a interrupção abrupta.

A conclusão da equipe de pesquisa ao comparar os diferentes tipos de redução da medicação antidepressiva foi que a redução gradual junto com o suporte psicológico foi tão eficaz quanto a continuação do antidepressivo em dose padrão com ou sem apoio psicológico associado, para prevenir recaída no ano seguinte. Parece que a redução gradual do medicamento antidepressivo junto com o apoio psicológico pode prevenir cerca de uma recaída em cada cinco pessoas em comparação com a interrupção abrupta ou redução rápida. Veja como que a psicoterapia é importante para quem tem um diagnóstico de depressão, e não só a medicação, a qual em geral não precisa ser prescrita nos casos de depressões leves, mas somente nas moderadas e graves ou severas.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O que fazer quando a ansiedade e a tristeza apertarem?

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Dr. Cesar Vasconcellos

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Por outro lado, os deprimidos querem dormir muito (ou têm insônia), porque dormir bastante serve para não pensar na tristeza ou em outro sentimento difícil de encarar conscientemente. Deprimidos focam no que perderam, mesmo tendo ganhos na vida. É como a cena do copo com metade de água, em que o depressivo observa e diz: “Puxa! Eu com tanta sede, e só tem metade de água nesse copo!”, e o otimista diz: “Ah! Que bom, tem metade de água nesse copo!”

Alivia o sofrimento treinar nossa mente a pensar que basta vivermos um dia de cada vez. O que temos para viver é hoje. Hoje é o presente, não é o passado e nem é o futuro. E é um presente do Criador – a vida. Pense assim: “Hoje vou fazer o melhor que puder com o que estou sentindo.” Seja angústia ou tristeza. Vá, mas vá com calma, se você é ansioso. Vá com calma, mas vá, se você é depressivo.

Ajuda muito a aliviar o estresse mental, a ansiedade e a melancolia se você forçar sua mente a pensar que o que precisa ser vivido é só hoje. Amanhã, não sabemos. Então, foque no hoje. E ajuda ainda mais se você dividir esse “hoje” em partes menores. Por exemplo, se você está depressivo, desanimado, sem energia, então, decida viver o melhor que puder nessa próxima hora. Se é de manhã, não fique pensando: “O que posso fazer sem forças para viver esse dia todo?” Troque isso por: “Mesmo sem ânimo, vou executar essa pequena tarefa agora. Agora decido fazer ...”

Daí, você estipula a tarefa, e será melhor se for algo simples, se sua energia e disposição estiverem bastante diminuídas. Coisas simples podem ser varrer o quintal, regar as plantas, arrumar uma gaveta do seu armário que tem dez gavetas, entrar em contato com quem você se sente bem, e conversar, orar, dar uma caminhada, tirar a roupa do varal, arrumar sua mesa do escritório.

Dividindo o dia em pequenas porções de tempo para nelas fazer algo simples, sem se cobrar por não estar bem disposto, pode aliviar o fardo do dia inteiro. Um dia de cada vez, uma coisa de cada vez, uma hora de cada vez. É assim que você pode encarar a realidade nesse momento da vida quando não está bem emocionalmente.

Mas é importante vencer a ociosidade. É importante fazer alguma coisa, seja manual ou intelectual. Não fazer nada contribui para a melancolia que pode já estar perturbando. Ficar sem fazer nada contribui para o aumento da ansiedade, do vazio. Não fique olhando para as 32 coisas que precisam ser feitas e com isso se sentir desesperado por não ter vontade de iniciar uma. Escolha uma e comece, devagar, no ritmo possível, sem autocobranças.

Esses pequenos esforços, ou grandes para o deprimido, auxiliam, mais tarde no dia, a melhorar emocionalmente, porque você poderá pensar ao final do dia: “Puxa! Eu estava tão para baixo hoje e graças a Deus consegui arrumar três gavetas do armário, regar as plantas e ir na padaria.” Seja grato por isso, em vez de se cobrar por não ter feito muito mais coisas, que você consegue fazer quando não está depressivo.

Compaixão por si ajuda a aliviar o fardo do momento, do dia. Compaixão, nesse contexto, significa tratar a si mesmo com gentileza e respeitar seu estado emocional do momento. Tem dias em que as coisas ficam difíceis para todos nós, e nesses dias o melhor é pegar leve, descansar, meditar, orar, fazer pequenas tarefas e ter paciência com o que estará produzindo esse estado emocional. O que é bom, passa. Mas o que é ruim, também passa. Isso também vai passar. Enquanto isso, faça algumas coisinhas simples uma hora de cada vez, só por hoje.

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Solidão: motivos, tipos e caminhos para proteção da saúde

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Dr. César Vasconcellos

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão pode surgir por mudanças na vida, como término de um relacionamento, luto, mudança de cidade ou aposentadoria, experiências essas que podem contribuir para reduzir o convívio social. Outro tipo de solidão é a que uma pessoa vive quando há dificuldades de comunicação, timidez excessiva, autodesvalorização ou medo de rejeição. Importante considerar que o uso excessivo das redes sociais também pode contribuir para a solidão por criar comparações irreais e substituir interações presenciais valorosas. Fora isso, experiências de rejeição, traumas ou conflitos familiares podem levar a pessoa a se isolar como forma de autoproteção, reforçando o ciclo da solidão.

A solidão pode se manifestar de diferentes formas: (1) Solidão emocional – quando falta conexão íntima e profunda com alguém, como um companheiro(a), amigo próximo ou familiar. (2) Solidão social – quando a pessoa sente que não pertence a um grupo ou não possui uma rede de apoio. (3) Solidão situacional – ligada a circunstâncias específicas da vida, como mudança de escola, trabalho ou cidade. (4) Solidão existencial – sentimento mais profundo, relacionado à busca de sentido, propósito e compreensão da própria existência. Reconhecer o tipo de solidão ajuda a identificar quais ações podem ser mais eficazes para enfrentá-la.

Estudos mostram que a solidão prolongada pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, problemas cardiovasculares e enfraquecimento do sistema imunológico, facilitando, assim, o surgimento de infecções, doenças autoimunes. Também pode afetar o sono, a concentração e a motivação. Por isso, é importante não ignorar esse sentimento quando ele se torna persistente.

Algumas estratégias podem ajudar nessa questão da solidão: (1) Fortalecer vínculos existentes: investir tempo com familiares e amigos, mesmo com pequenas conversas regulares. (2) Buscar novas conexões: participar de grupos, atividades voluntárias na comunidade, atividades religiosas, esportivas e culturais. (3) Desenvolver habilidades sociais: aprender a ouvir, expressar sentimentos e iniciar conversas ampliando oportunidades de relacionamento. (4) Cuidar da saúde mental: uma terapia psicológica pode ajudar a compreender que padrões de isolamento a pessoa usa e auxilia a fortalecer a autovalorização. (5) Praticar o autocuidado: exercícios físicos, hobbies saudáveis e momentos de reflexão, oração, meditação ajudam a reduzir o impacto emocional da solidão. (6) Cultivar propósito: envolver-se em atividades com significado nobre contribui para diminuir a solidão existencial, especialmente envolver-se naquilo que favorece a diminuição dos sofrimentos das pessoas e fazer isso sem conflitos de interesses.

Importante considerar que sentir-se só não significa ser fraco ou inadequado. A solidão pode ser um sinal de que precisamos de conexão, mudança ou crescimento. Quando enfrentada com consciência e ação, ela pode se transformar em oportunidade de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Cuidar da solidão é cuidar da saúde. Buscar apoio, manter relacionamentos significativos e investir no próprio desenvolvimento são passos essenciais para uma vida mais equilibrada e saudável.

É importante ter momentos a sós para reflexão, oração pessoal, meditação, leitura de um bom livro, desde que isso não seja a rotina principal que mantém a pessoa afastada do contato humano. Num relacionamento, por exemplo, conjugal, é preciso equilibrar o estar junto com o estar a sós. Os dois são importantes para a saúde.

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Existem mulheres psicopatas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Cesar Vasconcellos

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Mesmo fazendo algo de bom para o psicopata, ele não retribui. Sempre culpa os outros, o ambiente, as circunstâncias quando as coisas dão errado, e usa o que outra pessoa fez como crédito seu a fim de subir na hierarquia na empresa, na igreja, na política. Nem toda pessoa com traços psicopáticos é criminosa. Psicopatia não significa necessariamente violência, pelo menos física.

O especialista e pesquisador em psicopatia em empresas, professor universitário em Londres, Dr. Cliver Boddy disse ao jornal The Guardian (26/02/2024): “Os psicopatas buscam dinheiro, poder e controle” e o “número de mulheres com esse transtorno neuropsiquiátrico pode ser muito maior do que se imaginava.”

Dr. Boddy diz que “Um conjunto de evidências, ainda que pequeno, mas crescente, descreve as psicopatas femininas como propensas a expressar violência verbalmente em vez de fisicamente, sendo essa violência de natureza relacional e emocional, mais sutil e menos óbvia do que a expressa por psicopatas masculinos”, e isso pode incluir espalhar boatos e mentiras para obter vantagens pessoais.

Ele crê que a ideia de ser pequeno o número de mulheres psicopatas se deve ao fato da subestimação dessa realidade já que os instrumentos de medição usaram amostras com predomínio de homens criminosos. Esses instrumentos falham na identificação de psicopatas mulheres e também na de psicopatas em empresas.

Sobre estatística o Dr. Boddy disse ao The Guardian que: “cerca de 23% dos homens, mesmo não sendo categoricamente psicopatas, têm características suficientes para serem problemáticos para a sociedade”, e que: "cerca de 12% a 13% das mulheres possuem um número suficiente dessas características para serem potencialmente problemáticas". Reconhecer a psicopatia em mulheres e homens é importante porque eles podem ter grande impacto no ambiente de trabalho, marginalizando, abusando e intimidando funcionários.

A violência praticada pela mulher é muito mais sutil, é silenciosa, com menos abuso físico e menos violência física. É mais fácil de disfarçar porque é no campo emocional que ela agride. A mulher psicopata exclui pessoas de grupos de amizade ou colegas na empresa, espalha boatos e fofocas. Em busca de promoção no trabalho, ela pode flertar e tentar seduzir seus chefes.

Dr. Boddy diz que não podemos afirmar que, por exemplo, quando duas pessoas parecem estar mentindo, o homem será o mais mentiroso. No abuso interpessoal ou conjugal, às vezes quem pratica é a mulher, não o homem. E ele comenta: “Nas decisões sobre quem cuidará das crianças após divórcios, por exemplo, não podemos automaticamente presumir que os filhos estariam melhor com a mãe se houver evidências de que ela é manipuladora, mentirosa e abusiva.”

A psicopatia surge por fatores genéticos e ambientais. O tratamento busca ajudar no controle e manejo dos comportamentos disfuncionais, através da psicoterapia, com resultados limitados principalmente em adultos. Não existem medicamentos específicos para a psicopatia, mas alguns podem aliviar sintomas de impulsividade, agressividade, ansiedade e depressão. Quando traços de psicopatia aparecem na infância ou adolescência como transtorno de conduta, as intervenções precoces aumentam as chances de melhora.

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Prazer, dor e ilusões da infidelidade conjugal

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A mídia mostrou a triste notícia do assassinato dos filhos praticado por um pai que, em seguida, se suicidou, querendo machucar a esposa que o estava traindo. O homem com quem ela se relacionava era também casado, com filhos e bela esposa. O que leva um homem ou mulher buscar alguém fora do casamento para um relacionamento afetivo e sexual, sendo todos casados? O que a pessoa sente falta no casamento e vai buscar fora? Será falta de atitude saudável, ou de algo que a pessoa deseja exageradamente?

A mídia mostrou a triste notícia do assassinato dos filhos praticado por um pai que, em seguida, se suicidou, querendo machucar a esposa que o estava traindo. O homem com quem ela se relacionava era também casado, com filhos e bela esposa. O que leva um homem ou mulher buscar alguém fora do casamento para um relacionamento afetivo e sexual, sendo todos casados? O que a pessoa sente falta no casamento e vai buscar fora? Será falta de atitude saudável, ou de algo que a pessoa deseja exageradamente? Será falta do que realmente precisa existir no relacionamento, ou motivado por carência afetiva, compulsão sexual e desejo doentio de romance? Será alguém narcisista que não se contentando com a atenção que o cônjuge dá, que pode ser normal, busca mais com alguém lá fora?

A dor de ser traído por alguém em quem a pessoa confiava e por alguém que dizia amar, parece ser uma das piores para um adulto sentir. É devastador para as pessoas normais. Tanto pior é essa dor, quanto mais o traído colocava uma expectativa exagerada de retorno afetivo no companheiro ou na companheira.

Na infidelidade conjugal o traidor fica num tipo de entorpecimento mental diante da fissura pela pessoa com quem tem um caso. Parecido com o efeito de certas drogas sobre a mente. A pessoa perde a razão. Em geral os homens que procuram uma mulher fora do casamento fazem isso por prazer físico, sexual, enquanto que mulheres que procuram um homem fora do matrimônio estão em busca de romance, afeto, atenção. Isso é o mais comum, embora existam variantes. Em quaisquer dos casos, a infidelidade conjugal é um desastre, produz marcas emocionais difíceis de serem curadas, e quando se torna público, atinge várias famílias que sofrem muito, especialmente os filhos do casal.

Na maioria dos casamentos não há carrascos e vítimas, mas duas pessoas que possuem desejos saudáveis misturados com não saudáveis, carências mais complicadas ou menos complicadas, desejo de domínio, submissão disfuncional.

Infidelidade conjugal não é só enganar o cônjuge, mas é também autoengano. Quem se envolve nisso cai na ilusão de que o amante é melhor do que o cônjuge. Talvez seja mesmo melhor em algum aspecto. Mas será melhor em tudo? E quem trai é melhor em tudo do que seu próprio cônjuge?

Para a mulher que foi traída, a dor é maior se seu marido se apegou afetivamente à rival, não sendo só algo carnal, porque a mulher vivencia como mais significativo o lado afetivo do relacionamento. Por outro lado, para um homem traído, o mais doloroso é se sua esposa teve sexo com o rival, ou seja, quando ela entrega seu corpo para outro homem. Isto gera ameaça na masculinidade no traído, deixando-o com dolorosos sentimentos de humilhação, depreciação de si e inferioridade.

O cônjuge que traiu, agora precisará tolerar a angústia da culpa e esperar pelo tempo necessário para curar a ferida do relacionamento. Isto pode significar que terá que enfrentar solidão e angústia não só pela presença da culpa, como pelo fato de que seu cônjuge poderá ficar não afetivo, não para fazê-lo sofrer ou por vingança, mas porque a confiança foi quebrada, o que requer um tempo, às vezes mais longo do que ambos gostariam para terminar a dor e a distância afetiva.

O paradigma da filosofia pós-moderna capenga é: se dá prazer, então tudo vale! Mas a pessoa em processo de amadurecimento tem como base filosófica da existência a crença de que o sentido da vida e o prazer real vêm por ser útil para o que é ético, verdadeiro, para o afeto saudável.

Você é ideal para seu esposo? Você é ideal para sua esposa? A resolução da infidelidade precisa de perdão, promessa e cumprimento de não mais praticar qualquer tipo de traição, e tempo para a cura da ferida pessoal, difícil de cicatrizar. O traído deve viver sua dor, experimentá-la, expressá-la e finalmente deixá-la ir.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Depressão na criança

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Criança também tem depressão e sente angústia. Depressão é diferente de angústia. Angústia pode ser sinônimo de ansiedade. Ansiedade todo mundo tem, mas nem todos têm ansiedade alta ou forte demais. Ansiedade é uma inquietude, uma sensação de vazio mesmo quando as coisas ao redor estão sob controle, é uma agitação mental, uma falta de serenidade.

Criança também tem depressão e sente angústia. Depressão é diferente de angústia. Angústia pode ser sinônimo de ansiedade. Ansiedade todo mundo tem, mas nem todos têm ansiedade alta ou forte demais. Ansiedade é uma inquietude, uma sensação de vazio mesmo quando as coisas ao redor estão sob controle, é uma agitação mental, uma falta de serenidade.

Diferente da ansiedade, a depressão é perda do ânimo, tristeza profunda que não passa, apatia, pensamentos predominantemente pessimistas, desesperança, perda do prazer e desinteresse no que antes dava prazer, ideias de morte, falta de energia, isolamento, tudo isto persistindo mais do que duas semanas.

As crianças não vivem a ansiedade e a depressão igual aos adultos. A depressão infantil atinge cerca de 1% de pré-escolares; quase 2% das crianças que já estão na escola e cerca de 5% de adolescentes. Alguns estudos dizem que nos adolescentes pode chegar perto de 9%.

As causas da depressão na criança são ligadas ao abuso moral, brigas constantes dos pais, separação dos pais, excesso de atividades exigidas das crianças com cobranças excessivas, expectativas altas demais em relação ao desempenho da criança em que ela sente que tem obrigação de cumprir tudo, mas como é demais mesmo, ela não consegue, se sente incapaz, culpada, e fica deprimida. Quanto ao fator hereditário, a criança pode herdar maior possibilidade de ter depressão se um dos pais ou outro parente próximo também teve este transtorno.

Os sintomas mais frequentes são: fadiga com diminuição da atividade, insônia, choro, diminuição da concentração, raciocínio lento, irritabilidade, rebeldia, tiques, medos, desesperança, isolamento, perda do interesse nos amigos, queda do apetite, ideias e tentativas de suicídio, tristeza podendo ou não estar presente, fobia escolar ou urinar na cama quando já conseguia controlar. Fisicamente podem haver dores de cabeça, nas pernas, costas, náusea, cólica intestinal e tonturas.

O tratamento da depressão na criança envolve: (1) os pais aceitarem a doença da criança. Em geral há negação por parte dos pais. Eles acham que a criança quer chamar a atenção, ou tem preguiça, ou podem ter vergonha de admitirem que o filho precisa de tratamento psicológico e psiquiátrico; (2) terapia familiar para que os membros da família possam receber orientações e obterem melhoras nos conflitos; (3) orientação educacional; (4) dieta natural, com eliminação das fontes de cafeína, chocolate, açúcar refinado, doces, achocolatados, dando alimentos integrais, frutas, legumes, verduras, leite de soja, etc.; (5) expor a criança ao sol por pelo menos 20 minutos ao dia porque ajuda a liberar serotonina; (6) animar e conduzir a criança a ficar ao ar livre junto à natureza o maior tempo possível ao invés de fechada entre quatro paredes ou em shoppings.

A criança ou o adolescente deprimido necessita ser avaliado por psiquiatra especializado nestas faixas etárias, para orientar o tratamento que, dependendo do nível depressivo, pode conter medicamentos ou não, e para encaminhar para terapia com psicólogo, caso o psiquiatra não faça o tratamento psicoterápico, e só o medicamentoso. Na maioria das vezes, o apoio familiar e o tratamento psicoterápico bastam para resolver a depressão da criança. Em alguns casos, só a partir dos 6 anos de idade, pode ser necessário, usar algum medicamento.

 “As crianças têm provações tão difíceis de suportar, tão penosas em sua natureza, como as pessoas de mais idade.” Ellen G. White, Orientação das Crianças, Casa Publicadora Brasileira, 1954, p. 129.

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Estamos destruindo nossa casa

quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Fritjof Capra, foi professor de física quântica na Universidade da California em Berkeley. É um físico teórico e escritor que tem desenvolvido um trabalho sobre a promoção da educação ecológica. Décadas atrás num de seus livros ele falava sobre a importância de uma vida simples, consumo frugal, consciência ecológica para a sobrevivência de nosso planeta. Ele comenta: “O conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade.

Fritjof Capra, foi professor de física quântica na Universidade da California em Berkeley. É um físico teórico e escritor que tem desenvolvido um trabalho sobre a promoção da educação ecológica. Décadas atrás num de seus livros ele falava sobre a importância de uma vida simples, consumo frugal, consciência ecológica para a sobrevivência de nosso planeta. Ele comenta: “O conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade. Sendo assim, precisamos urgentemente de uma ciência e tecnologia que respeitem a unidade de toda a vida, reconheçam a fundamental interdependência de todo fenômeno natural e nos reconectem com a Terra” (https://ideiasustentavel.com.br/entrevistas-abaixo-o-humanismo-individualista/ Visita em 18/10/2024).

Capra defende a ideia de que todas as formas de vida natural, células, animais, plantas, seres humanos, funcionam melhor em redes e não de forma individualista. Para nossa sobrevivência como raça humana seria necessário uma integração com a Natureza em vez de destruição dela por interesses econômicos egocêntricos.

No mundo capitalista a ideia é que lucrar é mais importante do que a preservação da Natureza, incluindo a vida humana. A política pode usar a tecnologia para fins egocêntricos e de enriquecimento pessoal em vez de usá-la para o desenvolvimento da comunidade, especialmente dos menos favorecidos.

Não iremos seguir muitos anos de vida nesse planeta não tanto porque os gananciosos estão destruindo a vida na Terra, mas também porque a profecia bíblica aponta para o fato de estarmos no fim do fim, antes do retorno de Jesus para o Juízo Final e estabelecimento de uma nova Terra e nova vida com justiça e a morte não mais existirá (ver Daniel capítulo 2 e João capítulo 14 na Bíblia).

O professor Capra fala em “alfabetização ecológica” que é o ensino de como praticar a sustentabilidade para diminuir ou interromper a destruição da Natureza. A ganância material produz burrice ecológica porque com a mente embotada pelo egoísmo o indivíduo segue destruindo para criar seus empreendimentos com fim de lucro. Ele destrói a própria casa onde mora para ter mais dinheiro nos bancos.

Importante para a preservação da vida na Terra não é o que podemos extrair dela, mas como preservá-la. O que a Natureza nos ensina? O que os sintomas de destruição dela trás de lições para nós? Se não atentarmos para os sintomas e partir em busca das suas causas, a destruição prossegue e como consequência temos alimentos contaminados cheios de defensivos químicos, alguns cancerígenos, poluição do ar, aumento dos alimentos super processados feitos com produtos geneticamente modificados, prejudiciais à saúde, entre outros malefícios. Capra explica sobre a importância de obtermos conhecimentos sobre como produzir materiais e tecnologia com uso de produtos biodegradáveis e recicláveis.

A fissura por crescimento econômico faz dos seus participantes pessoas que ficam cegas para o bom senso e chegam ao ponto de violência caso alguém ou uma instituição queira proteger o meio ambiente. Conheço gente que foi ameaçada de morte por empreendedores imobiliários por defender a não destruição de lagoas e vegetação em seus relatórios sobre determinadas áreas.

Importante distinguir o bom crescimento do ruim. Capra explica: “O bom crescimento relaciona-se a processos de produção e serviços mais eficientes com energias renováveis, emissões zero, reciclagem contínua de recursos naturais e restauração dos ecossistemas terrestres. As companhias precisam reavaliar seus processos de produção e serviços para determinar quais deles são ecologicamente destrutivos e, por essa razão, devem ser substituídos. Ao mesmo tempo, as empresas precisam diversificar seus portifólios na direção de produtos e serviços verdes.”

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.co

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Seu pensamento e a calma mental

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Talvez a maioria das pessoas acredita que são livres por pensar o que quiserem. Mas observe que em sua mente espontaneamente surgem pensamentos bons e maus, honestos e desonestos, verdadeiros e enganosos. Isso é o natural na mente humana. Saúde mental tem muito que ver com pensar correto e pensar saudável.

Talvez a maioria das pessoas acredita que são livres por pensar o que quiserem. Mas observe que em sua mente espontaneamente surgem pensamentos bons e maus, honestos e desonestos, verdadeiros e enganosos. Isso é o natural na mente humana. Saúde mental tem muito que ver com pensar correto e pensar saudável.

Já que em todos nós brotam em nossa mente pensamentos ruins, tristes, ansiosos, catastróficos, de vingança, corruptos, isso revela a necessidade de um trabalho cognitivo, racional, para consertar esse problema. Pensar no que pensamos faz parte da recuperação e manutenção de nossa saúde mental.

Os pensamentos destrutivos, entristecedores, ansiosos, agressivos, de depreciação própria, entre outros pensamentos disfuncionais, precisam ser restringidos por nós mesmos, postos em sujeição ao que é saudável e verdadeiro para desfrutarmos de paz mental, diminuição da ansiedade, concerto da tristeza, interrupção da agressividade, e, assim, melhorar nossa qualidade de vida e relacionamentos.

Você caminha numa estrada perigosa se deixar qualquer pensamento e sentimento tomar conta da sua mente, sem avaliação sobre se é saudável ou não, e sem entender a importância do autocontrole racional e emocional. Muitos crimes são cometidos pelos que seguem seus pensamentos doentios. Qualquer tipo de corrupção é praticado por causa do domínio de pensamentos e desejos egocêntricos na mente do corrupto. Ele é escravo da maldade, achando-se livre.

Nossos pensamentos e sentimentos formam o caráter moral. Será que as pessoas em geral, incluindo líderes do povo, com poucas exceções, estão melhorando ou piorando moralmente? Olhe a realidade: guerras, violência, desigualdade social obscena, materialismo, corrupção generalizada, hipocrisia, sensualidade doentia.

O aperfeiçoamento da humanidade quanto à pureza moral depende tanto dos pensamentos quando da conduta adequada. Cultivar pensamentos maldosos, mentirosos, destroem o psiquismo. Porém, a prática da verdade, da justiça, da bondade muda a parte profunda da mente humana e resulta em uma vida que faz sentido, útil, nobre e um cérebro funcionando melhor.

A decisão é sua sobre escolher lutar contra seus próprios pensamentos maus se quer saúde mental e vida digna. Para o bem pessoal e comunitário, cada pensamento deve ser submetido à autoridade da verdade. Precisamos refletir sobre o enobrecedor poder dos pensamentos puros e da influência nociva dos pensamentos maus. Direcione seus pensamentos para o que é puro. Claro, isso vai na contramão do modelo e sistema do mundo, do qual Jesus disse: “Agora se aproxima o príncipe desse mundo e ele nada tem em Mim.” João (14.30) e o apóstolo Paulo recomenda: “Não se conforme com esse mundo.” (Romanos 12.2).

Muitos pensam que ter pensamentos puros é ser bobo num mundo encharcado de mentiras, propinas, e que sem se tornar “esperto” (corrupto) você não vai se dar bem. Não vai se dar bem em que sentido? O que é se dar bem? Se dar bem materialmente com conflitos de interesses não produz mente calma, serena, feliz.

Você tem a escolha e a responsabilidade de cuidar de seus pensamentos. A única segurança está no pensamento correto. Utilize todos os recursos de boa ética e verdade possíveis para o controle e cultivo de seus pensamentos. A mente precisa estar em harmonia com a verdade para crescer em sanidade. Esse é único caminho para a saúde mental. O controle dos pensamentos maliciosos, destrutivos, mentirosos para que não empurrem você para condutas maléficas, resultarão no controle das palavras, levando à atitudes boas para todos, primeiro em você mesmo. Isso é sabedoria e conduz à paz de espírito, contentamento e calma.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Depressão: pense bem

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Em geral queremos nos libertar rapidamente ou o mais breve possível do que nos faz sofrer. Isso está certo. Seria estranho preferir ficar sofrendo mais tempo. Mas há uma tarefa para o que sofre a fim de aliviar ou sair do sofrimento sem ser tomar algum medicamento, ou junto do uso dele.

Em geral queremos nos libertar rapidamente ou o mais breve possível do que nos faz sofrer. Isso está certo. Seria estranho preferir ficar sofrendo mais tempo. Mas há uma tarefa para o que sofre a fim de aliviar ou sair do sofrimento sem ser tomar algum medicamento, ou junto do uso dele.

Sofrimentos, sejam físicos, mentais, sociais e espirituais, têm uma ou mais causas. A depressão, por exemplo, é um tipo de sofrimento que tem múltiplas causas. Quando uma pessoa entra em depressão, por exemplo, após a demissão do emprego num momento economicamente difícil para esse indivíduo, os sintomas depressivos que surgem podem não ser explicados somente pela perda do trabalho.

Ter sido dispensado do trabalho pode ter sido o fator que desencadeou o estado depressivo, mas podem existir outros fatores que se juntaram, resultando na depressão. Esse indivíduo pode ter sofrido nos últimos anos outras perdas importantes para ele, mas resistiu. E agora a demissão do trabalho pode ter sido a gota d’água que faltava para derrubá-lo emocionalmente.

Faz parte da busca da resolução do estado depressivo ou de outro problema, tentar compreendê-lo. Vejamos alguns passos que podem ajudar a administrar seu sofrimento.

1)Analisar para compreender: Analisar as situações envolvidas com o surgimento da depressão numa pessoa, ajuda a compreender por que esse sofrimento apareceu. Perguntas importantes para a compreensão de um problema em sua vida podem ser: a) Quais são todas as partes, áreas ou situações relacionadas com o meu problema? b) O que acredito que tenha causado esse problema? c) Que restrições ou perdas estou enfrentando?

2) Analisar para resolver: a) Qual é o meu alvo mais importante na solução desse sofrimento? b) Qual é o melhor resultado que espero que possa acontecer para mim? c) O que posso aprender com isso que está acontecendo?

3)Escrever sobre seus pensamentos e sentimentos: a) Quando você escreve sobre seus pensamentos e sentimentos mais fortes ou mais difíceis que vêm ocorrendo ultimamente, parece que isso ajuda a promover o processo normal de pensar depressivo. Pensar ajuda para curar, assim como falar para desabafar também ajuda. Não é pensar demais, e não é pensar de menos. Pensar em exagero sobre seu problema produz estresse. E evitar pensar, pode contribuir para prolongar o sofrimento. Mas é importante entender que esse “pensar” deve ter como alvo a busca da compreensão da causa da dor. É como montar um quebra-cabeça juntando as peças para formar uma imagem.

b) A dor faz parte do desenvolvimento de nossa resiliência. Resiliência é a capacidade de viver um problema ou sofrimento sem que ele paralise sua vida, e sair dele com mais resistência. Ela pode aumentar nossa capacidade de lidar com o estresse.

c) É importante aprendermos a desenvolver a capacidade de lidar com situações emocionalmente difíceis. Não é fácil, mas podemos aprender. A meta principal de um bom atendimento psiquiátrico e psicoterápico é auxiliar a pessoa a se tornar mais capacitada a administrar suas lutas pessoais de maneira que ela dependa o menos possível de medicamentos psiquiátricos, e se precisar, que no espaço de tempo mais curto possível possa deixar de usá-los e viver com serenidade, esperança e resistência emocional, e sem ficar dependente do profissional.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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