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O sofrimento pode nos amadurecer

quinta-feira, 04 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

John D Kelly IV, médico professor de Cirurgia Ortopédica, na Faculdade de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, escreveu o artigo “Sua Melhor Vida: O Presente do Sofrimento. O original está em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9831166/, site do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vejamos o que ele diz sobre sofrimento.

John D Kelly IV, médico professor de Cirurgia Ortopédica, na Faculdade de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, escreveu o artigo “Sua Melhor Vida: O Presente do Sofrimento. O original está em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9831166/, site do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vejamos o que ele diz sobre sofrimento.

Desde que houve a contaminação espiritual no ser humano, há cerca de seis mil anos atrás, conforme relato bíblico, nunca mais existiu uma pessoa perfeita, exceto Jesus Cristo. Todos caminhamos para a morte, pessoas queridas morrem, somos magoados vez ou outra, mesmo por quem diz que nos ama. Não há ser humano que não possui alguma medida de dor emocional, reconhecendo-a ou não. Não reconhecer nossa dor pode fazer com que o sofrimento piore além de nos levar a agir de forma a machucar os outros. Ao aprender o significado de nossa dor, é provável que machuquemos menos as outras pessoas. Escritores afirmam que mais importante do que entender o porquê de nosso sofrimento, é entender o significado dele, e pensar no que podemos aprender com o nosso sofrimento.

A dor sempre exige uma resposta. Ocorre uma perda e alguns dizem: “Ah! Não foi tão ruim assim!”, que pode ser uma forma de evitar pensar o quanto realmente dói. Ao contrário, as pessoas que diante de uma perda abraçam o sofrimento, resistem melhor ao mesmo. Alguém disse: “Não há crescimento na zona de conforto”. Dr. Kelly afirma que “As passagens difíceis na vida são bons professores, e podem nos ajudar a emergir mais fortes e mais iluminados”.

E ele comenta sobre o que ajuda a lidar com o sofrimento:

(1)Humildade: ligada à paz e satisfação interior. A humildade nos conduz para aceitarmos a realidade. Fugir da dor através do consumo de substâncias, lícitas ou ilícitas, faz com que a cura seja adiada ou impedida de ocorrer. Aceitar com humildade o sofrimento ajuda a sofrer menos.

(2)Compaixão: profunda apreciação pelo sofrimento dos outros alimentada por um desejo de aliviar esse sofrimento. Só entendemos a dor do outro se já passamos pelo mesmo tipo de sofrimento. Dr. Kelly conta que sofreu na infância com um pai alcoólatra. E diz: “Reconheci, com o tempo, que a melhor maneira de curar ou aliviar minha própria tristeza era focar na dor dos outros. Ao me tornar um instrumento na cura dos outros, encontrei um propósito e estava menos inclinado a me debruçar sobre minhas próprias dificuldades”.

(3)Resiliência: é a capacidade de enfrentar o sofrimento, resistir e sair dele mais forte. “Ao aprendermos a crescer com nossa dor, com o tempo nos recuperaremos mais rapidamente do estresse; esta é a marca registrada da resiliência”.

(4)Visão espiritual: o texto bíblico de 1 Coríntios 10:13 diz que não vem sobre quem crê no Criador do Universo, e segue Seus princípios, uma provação que ela não possa suportar, e que Deus dará livramento para ela. Deus permite sofrimento sobre nós não para nos destruir, mas para nos corrigir e preservar.

(5)Paciência: exercer paciência diante da dor nos ajuda a lidar com ela. Paciência é o oposto de rejeitar a dor ou negá-la. Na paciência podemos perguntar: O que essa dor pode me ensinar? Qual o sentido dela na minha vida?

Resumindo: (1)Faça o melhor que puder para aceitar seu sofrimento em vez de negá-lo ou se revoltar contra ele. Adiar enfrentar a dor produz mais estresse. (2)Pense que toda tragédia tem um potencial de crescimento. É possível aprender com a dor coisas importantes para a vida. (3)Aceite que na vida há altos e baixos, e que o que é bom, passa, mas o que é ruim, também passa. (4)Procure apoio de pessoas queridas e de confiança nas horas difíceis. A cura vem com a ajuda de outra pessoa e de Deus.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Transtorno de Personalidade Antissocial

quinta-feira, 27 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter. Existem vários tipos, sendo um deles, o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), um transtorno de saúde mental caracterizado por um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros. Indivíduos com TPAS podem ter comportamentos e traços de personalidade que afetam a forma como interagem com o mundo e com as pessoas.

         A pessoa com TPAS tem um padrão persistente de comportamento que demonstra falta de consideração pelos sentimentos e direitos dos outros. Características comuns incluem:

         Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter. Existem vários tipos, sendo um deles, o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), um transtorno de saúde mental caracterizado por um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros. Indivíduos com TPAS podem ter comportamentos e traços de personalidade que afetam a forma como interagem com o mundo e com as pessoas.

         A pessoa com TPAS tem um padrão persistente de comportamento que demonstra falta de consideração pelos sentimentos e direitos dos outros. Características comuns incluem:

         1. Desrespeito pelos Outros – esse é um problema central no portador de TPAS, a dificuldade em reconhecer ou considerar os sentimentos, necessidades e direitos dos outros, podendo levar a comportamento indiferente, explorador ou cruel.

         2. Dificuldade com a Empatia – empatia é a capacidade de entender os sentimentos dos outros, bastante limitada em indivíduos com TPAS que pode contribuir para a incapacidade de se ligar emocionalmente com o sofrimento alheio.

         3. Ausência de Remorso – pessoas com TPAS podem ter dificuldade em sentir remorso ou culpa por suas ações, mesmo estas prejudicando outros. A falta de arrependimento genuíno complica a modificação do comportamento.

         4. Manipulação e Engano – o uso de engano, mentiras ou manipulação para benefício pessoal (ideológico ou não) é um comportamento comum associado às pessoas com TPAS que podem usar charme superficial, poder social para influenciar ou explorar os outros.

         5. Impulsividade e Irresponsabilidade –  a tendência a agir impulsivamente, sem considerar as consequências a longo prazo, é frequente em quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial. A irresponsabilidade em relação a obrigações sociais, financeiras ou profissionais também pode estar presente.

         6. Agressividade e Baixo Limiar para Frustração – a irritabilidade e a propensão à agressão, tanto verbal quanto física, podem manifestar-se, especialmente em resposta a frustrações ou contrariedades nesses indivíduos com TPAS.

         O TPAS geralmente começa na adolescência ou início da idade adulta, mas há com frequência um histórico de Transtorno de Conduta ou comportamento antissocial na infância, antes dos 15 anos de idade. A origem do TPAS é complexa, e resulta de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos. Fatores de risco incluem presença do transtorno na família, experiências de trauma, abuso ou negligência na infância. Investigações neurocientíficas sugerem que podem existir diferenças na estrutura ou função de certas áreas do cérebro relacionadas ao processamento emocional e tomada de decisão.

         O tratamento do Transtorno de Personalidade Antissocial é muito difícil e desafiador, em parte porque os indivíduos com esse transtorno raramente procuram ajuda por iniciativa própria. Quando o tratamento é procurado, pode ser por pressão legal ou familiar. Eles podem negar ter problemas graves de conduta por causa da presença do TPAS.

         Transtornos de Personalidade são difíceis de tratar por serem padrões de personalidade de longa data e porque a pessoa, muitas vezes, não percebe seus comportamentos como problemáticos. O foco do tratamento tem que ver com o aprendizado no lidar com comportamentos problemáticos e na redução do risco de comportamentos prejudiciais. Terapias como a terapia cognitivo-comportamental e programas de administração da raiva podem ser úteis em certos casos para ajudar os indivíduos a desenvolver estratégias de vida social mais adaptativas. Não existem medicamentos que tratam o transtorno em si, mas alguns podem ajudar no controle da irritabilidade, agressividade, impulsividade, ansiedade.

         Pessoas com esse tipo de transtorno fazem muito estrago na sociedade quando exercem algum tipo de poder social ou político.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O Paradoxo de Easterlin: Por que mais riqueza não garante mais bem-estar?

quinta-feira, 20 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Richard Ainley Easterlin foi um economista americano, professor de economia na Universidade do Sul da Califórnia. Ele estudou o que veio a ser chamado de o “Paradoxo de Easterlin”, na década de 1970. Ele questionou a ideia comum de que um aumento contínuo na renda, ou seja, ganhar mais dinheiro continuamente, levaria, de forma igualmente contínua, a um aumento no bem-estar subjetivo das pessoas.

Richard Ainley Easterlin foi um economista americano, professor de economia na Universidade do Sul da Califórnia. Ele estudou o que veio a ser chamado de o “Paradoxo de Easterlin”, na década de 1970. Ele questionou a ideia comum de que um aumento contínuo na renda, ou seja, ganhar mais dinheiro continuamente, levaria, de forma igualmente contínua, a um aumento no bem-estar subjetivo das pessoas.

Num primeiro momento, parece lógico pensar que quanto mais recursos materiais alguém possui, mais confortável e feliz será. No entanto, a pesquisa de Easterlin demonstrou que, embora pessoas mais ricas, dentro de um mesmo país, tenham a tendência de relatar níveis de felicidade maiores do que pessoas mais pobres, o aumento da renda média de um país ao longo do tempo não resulta em aumento proporcional da felicidade da população como um todo.

Esse paradoxo revela que o bem-estar humano é influenciado por fatores muito mais profundos e complexos do que apenas condições econômicas. Uma das explicações disso está na chamada “adaptação hedônica”, ou seja, indivíduos rapidamente se acostumam aos ganhos materiais, e o que inicialmente parecia trazer satisfação torna-se, pouco tempo depois, algo normal. Assim, o crescimento econômico acaba produzindo um ciclo contínuo de expectativas crescentes, neutralizando o impacto positivo que o aumento de renda poderia oferecer. É como se a pessoa dissesse: “Agora cheguei nesse patamar de riqueza, que mais posso ter?” Parece uma falta insaciável para alguns.

Esse estudo de Richard Easterlin, e outros, mostraram que a felicidade depende menos do nível absoluto de renda e mais da renda relativa, ou seja, como o indivíduo se percebe em relação aos outros ao seu redor. Quando todos ficam mais ricos simultaneamente, ninguém se sente relativamente melhor, e o ganho de bem-estar se dissipa.

À medida que as sociedades enriquecem, surgem novas pressões, competitividades e tensões sociais e podem surgir doenças como a Síndrome de Burnout e outras ligadas ao alto estresse. Expectativas profissionais mais altas, ritmo acelerado de vida e crescente comparação social criam ambientes onde o aumento de renda vem acompanhado de novas exigências emocionais. O estudo de Easterlin não afirma que dinheiro é irrelevante, de fato, ele é essencial para tirar pessoas da pobreza e garantir condições mínimas de vida com dignidade. Porém, o economista Richard mostra, que após certo limiar, o acúmulo de riqueza deixa de produzir melhorias significativas na qualidade pessoal de vida.

Resumindo, o Paradoxo de Easterlin desafia nossa visão materialista de progresso e nos leva a reconsiderar o que significa viver bem. Ele convida sociedades e indivíduos a refletirem sobre o papel de relações sociais sólidas, propósito, saúde mental, tempo de lazer e segurança emocional. Esses fatores, frequentemente negligenciados em contextos econômicos, revelam-se determinantes para uma vida verdadeiramente satisfatória.

Mesmo sendo uma pesquisa antiga, a conclusões de Richard Easterlin permanecem atuais e provocadoras. De acordo com os estudos dele, podemos afirmar que crescer economicamente é importante, mas não suficiente. O bem-estar pessoal exige muito mais do que riqueza material.

Jesus entendia e vivia isso, tanto que levantou a pergunta para nossa reflexão: “Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?” Mateus 6:25.

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Iatrogenia e a necessidade de humildade na prática médica

quinta-feira, 13 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O termo iatrogenia vem do grego iatros (médico) e genes (produzido por), e significa “aquilo que é causado pelo médico”. Em medicina, iatrogenia refere-se a qualquer dano, doença ou complicação provocada direta ou indiretamente por uma intervenção médica, seja um tratamento, procedimento, diagnóstico, prescrição ou até mesmo uma atitude do profissional de saúde.

O termo iatrogenia vem do grego iatros (médico) e genes (produzido por), e significa “aquilo que é causado pelo médico”. Em medicina, iatrogenia refere-se a qualquer dano, doença ou complicação provocada direta ou indiretamente por uma intervenção médica, seja um tratamento, procedimento, diagnóstico, prescrição ou até mesmo uma atitude do profissional de saúde.

Como médicos podemos nos envolver em três tipos de erros: por negligência, por imperícia e por imprudência. Errar por negligência é quando não se faz o que deveria ser feito por desatenção ou falta de cuidado. Errar por imperícia ocorre quando o profissional não possui a qualificação, a destreza ou o domínio técnico adequados para realizar um procedimento, interpretar um exame ou conduzir um tratamento. E errar por imprudência é quando ele não toma os devidos cuidados para proteger o paciente, agindo sem cautela e com precipitação.

A iatrogenia pode ocorrer mesmo quando não há negligência ou intenção de causar mal, resultando de efeitos colaterais imprevistos de medicamentos, procedimentos invasivos, erros de diagnóstico, comunicação inadequada ou condutas desnecessárias. Assim, o ato médico destinado a curar pode causar sofrimento.

Do ponto de vista ético e humano, a iatrogenia convida à reflexão sobre os limites do saber médico, a necessidade de humildade profissional e a importância de uma relação médico-paciente baseada na escuta e no respeito mútuo. Reconhecer a possibilidade do erro é o primeiro passo para preveni-lo e para fortalecer uma medicina mais segura, empática e responsável.

A medicina, embora seja uma das mais nobres profissões, carrega consigo uma verdade incômoda: o erro médico existe e causa sofrimento real. A confiança depositada na medicina moderna é imensa. Avanços tecnológicos, diagnósticos sofisticados e tratamentos cada vez mais complexos fazem com que a sociedade espere da medicina resultados quase infalíveis. No entanto, por trás dessa aparente perfeição, existe o fator humano – o médico sujeito ao cansaço, ao excesso de autoconfiança e às falhas de comunicação. A iatrogenia, portanto, não é apenas um problema técnico; é também ético e humano.

Muitos erros médicos não ocorrem por negligência, mas por falta de escuta atenta ou pela pressa em aplicar protocolos padronizados sem considerar as características individuais de cada paciente. Interessante que Hipócrates, médico grego que viveu entre 460 e 377 antes de Cristo, chamado Pai da Medicina, disse: É mais importante saber que tipo de pessoa tem uma doença do que saber que tipo de doença uma pessoa tem.” A formação acadêmica, pode levar o profissional a acreditar que “sabe o suficiente” e, assim, reduzir sua sensibilidade e percepção da dúvida, percepção essa importante na boa prática médica.

A humildade, nesse contexto, surge como virtude indispensável. Reconhecer que o conhecimento médico é limitado e que o paciente é um ser complexo, com corpo, mente, espiritualidade e história, é o primeiro passo para reduzir danos e fortalecer a relação terapêutica. O médico humilde não teme dizer “não sei” ou pedir uma segunda opinião; ao contrário, entende que a segurança do paciente é mais importante do que a própria imagem de autoridade, do que seu ego.

Para promover uma medicina mais humana e menos iatrogênica é preciso valorizar o diálogo, a empatia e a atualização contínua, entendendo o erro não como motivo de vergonha, mas como oportunidade de aprendizado. Às vezes erros médicos podem acontecer porque o médico atende muitos pacientes no dia, sem oferecer uma consulta detalhada, seja pela ganância financeira do médico, ou porque ser colocado num atendimento com uma quantidade exagerada de pessoas a serem atendidas em poucas horas, numa clínica particular que explora o trabalho do médico ou numa instituição do governo com fila imensa de pacientes.

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Quando o inconsciente se manifesta

quinta-feira, 30 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Temos uma mente integrada com uma área consciente e outra inconsciente. Muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, movidos por forças ou motivações fora do campo de nossa consciência. Sabe quando você quer dizer uma palavra e sai outra? Por que não veio a palavra que você queria dizer? Porque algum fator inconsciente atuou nesse momento e saiu a palavra errada. Mas terá sido realmente a palavra errada? Não poderá ter sido a palavra que você queria mesmo dizer, mas que tinha medo de usá-la? Pode ser o inconsciente se manifestando.

Temos uma mente integrada com uma área consciente e outra inconsciente. Muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, movidos por forças ou motivações fora do campo de nossa consciência. Sabe quando você quer dizer uma palavra e sai outra? Por que não veio a palavra que você queria dizer? Porque algum fator inconsciente atuou nesse momento e saiu a palavra errada. Mas terá sido realmente a palavra errada? Não poderá ter sido a palavra que você queria mesmo dizer, mas que tinha medo de usá-la? Pode ser o inconsciente se manifestando.

Podemos ter atitudes movidas pelo inconsciente que afetam os relacionamentos. Isso acontece muito frequentemente nos casamentos. Por exemplo, você sente falta de companhia do seu esposo, e “sem querer” vive pedindo a ele para te levar no mercado ou fazer qualquer coisa, quando você sabe dirigir e tem o carro da família disponível, ou até o seu carro. Nesse exemplo você pode não estar consciente de que pede coisas a ele devido à necessidade de companhia, mas tem essa atitude movida pelo inconsciente, a qual é uma tentativa de ter seu companheiro perto ou fazendo coisas para você, que pode ser uma forma de pedir afeto.

Outro exemplo de como o inconsciente funciona: você costuma ser dura e ríspida com sua empregada doméstica, mesmo ela fazendo um bom trabalho. Você tem um cachorro querido e uma das tarefas dessa funcionária é antes de ir embora do serviço, deixar a vasilha do cão cheia de ração. Vez ou outra ela vai embora e se esquece de colocar a ração do cachorro, e você chegar em casa horas depois e o animal não teve alimento no período. Este esquecimento da ração por parte de uma empregada que trabalha bem, pode ser uma mensagem do inconsciente, como se a funcionária pensasse: “Já que a senhora me trata mal, então não cuido bem do seu cachorro”. Claro, não é algo premeditado, mas sim uma escapulida da emoção de raiva pela patroa que sai na forma de esquecer de deixar alimento para o cão dela.

O inconsciente é uma área da mente onde armazenamos pensamentos, sentimentos, desejos, imagens, como um arquivo, só que dinâmico, em vez de só com dados inanimados. Interessante que a Bíblia já falava de inconsciente. Por exemplo, no livro de Salmos, o capítulo 19 e versículo 12 diz: “Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me (absolve-me) Tu dos que me são ocultos”. Nessa passagem o salmista pede a Deus que o liberte dos erros ocultos, das falhas de conduta que ainda estão no inconsciente. E geralmente, Deus, o Criador do Universo, faz isso, quando a pessoa pede, trazendo do inconsciente do indivíduo a percepção dos seus defeitos de caráter para que ele veja e, assim, decida querer continuar com eles ou lutar para amadurecer, vencendo-os.

No Salmo 90 e versículo 8 está escrito: “Diante de Ti puseste as nossas iniquidades; os nossos pecados ocultos à luz do Teu rosto”. Deus revela para a pessoa seus defeitos ocultos como parte do processo de crescimento espiritual. Quem quer a luz de todo o coração, a recebe, e com ela é possível conhecer melhor a si mesmo e ter a possibilidade de se tornar uma melhor pessoa. Você quer essa luz terapêutica?

A consciência de nós mesmos, o autoconhecimento, melhora quando conseguimos confrontar os elementos inconscientes, ou seja, a patroa dura com sua empregada, precisa se perguntar por que a funcionária tão eficaz, se esquece de colocar a ração para o seu cão, e a funcionária pode aprender a conhecer melhor a si mesma se perguntando a razão pela qual se esquece de cuidar do cachorro da patroa. Fazer essa reflexão requer coragem, mas ajuda a entender o comportamento “estranho” que aparece em nós por causa de motivos inconscientes.

Da mesma forma, a esposa que vive pedindo ao marido para fazer coisas que ela mesma pode fazer e até com mais liberdade e autonomia, se quiser amadurecer mais, precisa pensar o que está no seu inconsciente que a empurra para ter essa atitude dependente com seu companheiro. Conhecer a nós mesmos nos ajuda a nos tornarmos mais humildes, mais honestos, mais verdadeiros com a gente mesmo e com os outros. Você quer esse crescimento? Se sim, então comece a pensar em quais possíveis fatores inconscientes podem estar motivando sua conduta em casa, no trabalho, em qualquer lugar. Peça ao Criador do Universo para lhe dar essa luz.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Preciso mesmo pensar?

quinta-feira, 23 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

Parece que a grande maioria das pessoas vive no automático. O que é viver no automático? Já dirigiu um carro com câmbio automático? Qual a diferença entre um carro com câmbio automático e um com câmbio manual? Com câmbio automático basta você colocar a alavanca no D (drive = dirigir) e pronto, segue em frente sem se preocupar com a troca de marchas e basta usar o acelerador e freio. Já com o câmbio manual, você precisa trocar as marchas com frequência especialmente se estiver dirigindo na cidade.

Vivendo no automático, as pessoas se assustam quando algum problema emocional ocorre na vida delas porque viver no automático é não pensar, é agir mais por impulso, pelo desejo, ou na castração de desejos, é viver no habitual sem questionar se isto é o melhor. Viver no automático não é mau em si, mas pode ser perigoso porque as emoções nos enganam muitas vezes.  

No pensamento ou cultura pós-moderna, o que vale é o que você sente. Mas nossas emoções flutuam muito, especialmente nas pessoas muito emocionais que são as que não gostam muito de pensar, pensar da causa para o efeito, pensar na própria conduta. Muita gente primeiro faz, depois pensa. Claro, pensar muito cansa. Mas não pensar e só viver no automático dos sentimentos pode criar complicações evitáveis.

Saúde mental depende do equilíbrio entre viver a razão e a emoção. O desafio é ter as emoções sem deixar que as emoções tenham você. Acho que podemos dividir as pessoas, quanto à saúde mental, em um grupo que funciona muito no racional, mais frias, calculistas, sem (ou com pouca) misericórdia para com o sofrimento alheio, e outro grupo de pessoas emocionais, cheias de paixão exagerada, vivem com as “antenas emocionais” ligadas ao máximo, se espantam quando alguém as confronta tentando mostrar que elas estão deixando as emoções tomar conta da mente delas, e se achando “amorosas” por confundirem amor com emoção. O que é o normal, então, não é?

Você pode perguntar: “Tenho mesmo que pensar? Não posso ir vivendo no automático?” Se você é uma pessoa impulsiva, muito ansiosa, muito impaciente, talvez precisa mesmo parar e pensar na sua conduta, em vez de ficar esperando que os outros têm que “engolir” seu jeito talvez descontrolado de ser. Você tem a escolha de mudar seu comportamento para melhor. Você tem a escolha.

O mundo está ficando mais violento porque as pessoas estão deixando que emoções tomem conta delas, assim, constroem uma sociedade numa base emocional, ou seja, “se me sinto bem, então é válido”. Parece que querem se sentir bem, independentemente da verdade sobre qual é um comportamento saudável, ético, equilibrado, sereno.

Como alguém escreveu, as pessoas estão muito sensíveis e qualquer coisa as ofende, inclusive a verdade. Você quer a verdade ou se sentir bem? Pense.

 

Preciso mesmo pensar?

 

Para mudar tem que pensar. Você quer pensar? Ou quer repetir o comportamento que assiste nas redes sociais, na televisão? Ou prefere ficar na zona de conforto tendo um comportamento disfuncional?

 

Comportamento disfuncional pode ser irritação fácil, falar alto sem respeitar as pessoas, querer dominar, fazer tudo para ser notada, adorar discussão, viver reclamando de tudo e de todos, se deixar ser dominado por outra pessoa, entre outras atitudes.

 

Parece que a grande maioria das pessoas vive no automático. O que é viver no automático? Já dirigiu um carro com câmbio automático? Qual a diferença entre um carro com câmbio automático e um com câmbio manual? Com câmbio automático basta você colocar a alavanca no D (drive = dirigir) e pronto, segue em frente sem se preocupar com a troca de marchas e basta usar o acelerador e freio. Já com o câmbio manual, você precisa trocar as marchas com frequência especialmente se estiver dirigindo na cidade.

 

Vivendo no automático, as pessoas se assustam quando algum problema emocional ocorre na vida delas porque viver no automático é não pensar, é agir mais por impulso, pelo desejo, ou na castração de desejos, é viver no habitual sem questionar se isto é o melhor. Viver no automático não é mau em si, mas pode ser perigoso porque as emoções nos enganam muitas vezes.  

 

No pensamento ou cultura pós-moderna, o que vale é o que você sente. Mas nossas emoções flutuam muito, especialmente nas pessoas muito emocionais que são as que não gostam muito de pensar, pensar da causa para o efeito, pensar na própria conduta. Muita gente primeiro faz, depois pensa. Claro, pensar muito cansa. Mas não pensar e só viver no automático dos sentimentos pode criar complicações evitáveis.

 

Saúde mental depende do equilíbrio entre viver a razão e a emoção. O desafio é ter as emoções sem deixar que as emoções tenham você. Acho que podemos dividir as pessoas, quanto à saúde mental, em um grupo que funciona muito no racional, mais frias, calculistas, sem (ou com pouca) misericórdia para com o sofrimento alheio, e outro grupo de pessoas emocionais, cheias de paixão exagerada, vivem com as “antenas emocionais” ligadas ao máximo, se espantam quando alguém as confronta tentando mostrar que elas estão deixando as emoções tomar conta da mente delas, e se achando “amorosas” por confundirem amor com emoção. O que é o normal, então, não é?

 

Você pode perguntar: “Tenho mesmo que pensar? Não posso ir vivendo no automático?” Se você é uma pessoa impulsiva, muito ansiosa, muito impaciente, talvez precisa mesmo parar e pensar na sua conduta, em vez de ficar esperando que os outros têm que “engolir” seu jeito talvez descontrolado de ser. Você tem a escolha de mudar seu comportamento para melhor. Você tem a escolha.

 

O mundo está ficando mais violento porque as pessoas estão deixando que emoções tomem conta delas, assim, constroem uma sociedade numa base emocional, ou seja, “se me sinto bem, então é válido”. Parece que querem se sentir bem, independentemente da verdade sobre qual é um comportamento saudável, ético, equilibrado, sereno.

 

Como alguém escreveu, as pessoas estão muito sensíveis e qualquer coisa as ofende, inclusive a verdade. Você quer a verdade ou se sentir bem? Pense.

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Cuidar dos seus pensamentos

quinta-feira, 16 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, pense nisso.” Filipenses 4:8.

Muitas pessoas não sabem que podem mudar o padrão negativo de pensar. Creem que seu jeito de pensar é o único que podem ter. Mas podemos desenvolver uma melhor maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, pense nisso.” Filipenses 4:8.

Muitas pessoas não sabem que podem mudar o padrão negativo de pensar. Creem que seu jeito de pensar é o único que podem ter. Mas podemos desenvolver uma melhor maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.

É verdade que não é fácil mudar a corrente dos pensamentos, porque habituamos a tê-los num sentido (pessimista ou otimista, negativo ou positivo, desesperançoso ou esperançoso, alegre ou triste, nervoso ou calmo) na vida. É importante compreender que muito do que sentimos depende do que pensamos, da maneira como pensamos, do que mais pensamos. Em parte, nos tornamos no que mais pensamos. “Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é”. Provérbios 23:7.

Podemos habituar a pensar sempre de uma mesma maneira, mesmo que seja ruim. Observe que você pode pensar no que está pensando. Ou seja, você pode observar o tipo de pensamento que mais frequentemente vem à sua mente. Isto significa que há uma área da sua mente que é livre para pensar no que quiser, e há uma área que está presa nos pensamentos costumeiros e antigos. Esta área livre para pensar o que você quiser é que precisa ser usada para que você treine novos e melhores pensamentos. Isto requer realmente um treino, porque o hábito de tantos anos pode fazer com que alguém se acostume a pensar sempre de uma mesma maneira negativa, sempre nutrindo pensamentos como: "As pessoas me rejeitam.", "A vida não faz sentido.", "Ninguém me entende.", "Sou fraco e não tenho jeito."

Mas a parte saudável da mente pode olhar para isto e dizer: "Puxa! Olha como eu só fico pensando coisas destrutivas que me botam para baixo!" Daí, toda vez que você se pegar tendo estes pensamentos ruins, negativos, você pode dizer para si mesmo: "Eu decido não permitir que minha mente doente continue a pensar dessa forma. Eu vou escolher o que quero pensar agora!”. E daí você troca o pensamento ruim por um pensamento melhor. E força sua mente a pensar neste pensamento melhor. É assim que as coisas mudarão para melhor na mente cheia de pensamentos negativos que geram sentimentos dolorosos desnecessários e produzem doenças mentais.

Lembre-se de que o que mais pensamos, produz o que sentimos. E o que mais sentimos, produz o que fazemos e o que mais fazemos, criam hábitos, e a repetição de hábitos forma a conduta básica na vida. Por isso é que se a maioria dos seus pensamentos for negativa, os sentimentos serão também negativos e as decisões na vida poderão ser negativas. Por isso pensar correto é muito importante para a melhora da vida emocional e para a pessoa sair da sensação que pode ser antiga de se sentir rejeitado, sem condições de melhorar, deprimido.

Sim, é importante a compreensão dos sentimentos, a expressão e a experimentação deles que podem ter estado reprimidos inadequadamente. Expressar é falar, e experimentar é viver o sentimento com equilíbrio. Mas, você pode começar a trabalhar com a questão do treinamento dos pensamentos, e isso já produzirá algo bom, enquanto vai aprendendo a lidar com suas emoções de forma melhor, ajudado pelo pensamento saudável.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Excesso de medicamentos em adultos com 60 anos ou mais

quinta-feira, 09 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

O uso contínuo de muitos medicamentos ao mesmo tempo, que é chamado de “polifarmácia”, pode aumentar o risco de medicação excessiva, especialmente em pessoas mais velhas. Nos Estados Unidos cerca de 33% dos adultos entre 60 e 70 anos usam cinco ou mais medicamentos prescritos. Os mais comumente usados são para pressão alta, diabetes, insônia, artrite, colesterol alto, asma, doença cardíaca coronária, depressão, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outros.

Em sua pesquisa a Dra. Green verificou que muitos adultos podem continuar a tomar um medicamento prescrito no passado, quando não é mais necessário. Um dos riscos do excesso de medicamentos ocorre quando os pacientes recebem medicamentos prescritos para compensar os efeitos colaterais causados por outros medicamentos que usam, aumentando o risco da polifarmácia.

Ela afirma que medicamentos e produtos comprados sem prescrição médica, como ervas medicinais e suplementos nutricionais são agressivamente comercializados com alegações exageradas e poucas evidências científicas para apoiar essas alegações. Eles podem interagir com medicamentos prescritos e causar efeitos colaterais. Por exemplo, suplementos com gingko biloba podem exagerar a ação de anticoagulantes prescritos, colocando um paciente em risco de sangramento.

Os sintomas do excesso de medicamentos podem incluir: confusão ou problemas cognitivos; quedas e acidentes; fraqueza e tontura; perda de apetite; problemas gastrointestinais como diarreia, constipação ou incontinência; erupções cutâneas; depressão e ansiedade, entre outros.

A polifarmácia afeta mulheres e homens mais velhos de forma diferente dos mais jovens. Alguém com mais de 60 anos pode ter uma composição corporal diferente de uma pessoa de 35 anos e processar medicamentos de forma diferente. Além disso, quando novos medicamentos são testados em pessoas antes de entrar no mercado, os testes podem não incluir adultos mais velhos, portanto, essas diferenças nem sempre são prontamente identificadas pelos fabricantes.

Tomar vários medicamentos prescritos pode aumentar o risco de interações medicamentosas, que é quando um medicamento afeta outro e podem surgir interações drogas-doença, que ocorre quando ao tomar um medicamento para um problema de saúde, piora outro problema de saúde.

Um dos riscos mais importantes da polifarmácia em adultos com mais de 60 anos é a super sedação, podendo causar sonolência ou confusão e aumentar o risco de acidentes domésticos e de carro. Drogas que podem causar isso são analgésicos opioides, tranquilizantes benzodiazepínicos (calmantes tarja-preta), anti-histamínicos (anti-alérgicos). Bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de sedação excessiva quando uma pessoa está tomando esses medicamentos.

A tontura pode ser um efeito colateral de drogas sedativas ou medicamentos que reduzem a pressão arterial. Problemas de equilíbrio também podem acontecer com medicamentos anticolinérgicos, que incluem medicamentos para incontinência urinária, doenças cardíacas, doença de Parkinson e outras condições.

A Dra. Green diz que a melhor medida de prevenção de polifarmácia são consultas médicas para a revisão de medicamentos pelo menos uma vez ao ano. Modificações do estilo de vida, que favorecem a adoção de práticas saudáveis de saúde, ajudam a evitar o excesso de medicamentos e suas complicações.

Fonte: https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/polypharmacy-in-adults-60-and-older

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Quando você vai parar de reagir ao seu passado machucando pessoas injustamente no presente?

quinta-feira, 02 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe.

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe. Se for menina, infelizmente essa garota não teve a sorte de ter nascido e criada num ambiente familiar sereno, com uma mãe calma, gentil, que valoriza a filha.

Indo à praia é melhor passar um protetor solar para não ter a pele queimada pelos raios solares. As palavras duras de uma mãe ou pai abusivos verbalmente são como esses raios do sol que ferem a pele emocional. O creme protetor solar é como a defesa que a criança precisa construir para se proteger do impacto negativo da mãe abusiva com ela. Essa defesa é importante para que a criança consiga seguir em frente na vida sem sofrer uma lesão psicológica que machuque demais e até possa levá-la à uma crise psicótica, que é a pior crise emocional porque tira a pessoa da realidade e afeta negativamente todos os aspectos da vida dela.

Quando você usa um protetor solar, sua pele não está natural porque foi colocada uma substância sobre ela. Protege, mas isola. As defesas psicológicas que uma criança precisa construir de forma inconsciente em sua personalidade para lidar com o bombardeio de palavras e atos abusivos da mãe e/ou do pai, ou de outra pessoa influente na vida dela ao longo dos primeiros anos da vida, servem para protegê-la da destruição do respeito pessoal e tentar preservá-la na realidade, como uma capa de chuva que você veste para sair de casa num dia chuvoso.

A defesa protege, mas também afasta a pessoa dela mesma, do mais original e espontâneo dela. O creme não deixa sua pele ficar exposta como ela é. A capa de chuva que você veste, encobre sua roupa original. Uma mãe nervosa que grita e fala grosseiramente com a filha não porque a menina faz algo errado, pode agir assim porque pode ter trazido para a vida adulta as marcas e as reações de suas dores emocionais vividas em sua infância lá atrás, e porque ainda não aprendeu a lidar com elas, daí machuca as pessoas do presente por não resolver seus problemas do passado, os quais os indivíduos que convivem com ela hoje, em casa, no trabalho, na comunidade religiosa onde ela frequenta, não têm nada que ver com isso.

Crianças com um perfil de personalidade com mais facilidade para se defender ou se proteger diante de abusos do pai ou da mãe imatura, nervosa, autoritária, podem crescer sem traumas psicológicos que prejudicam o desenvolvimento acadêmico e de produção no trabalho. Elas conseguem reagir e podem se tornar produtivas materialmente. Talvez canalizam sua dor e frustração para a produção que gera riqueza material, quem sabe, por terem tido um pai ausente, frio, duro, ou uma mãe autoritária e abusiva verbalmente.

Já crianças com perfil de personalidade dócil, sem boas condições de autoproteção contra pais e mães descontrolados emocionalmente, embora podendo ser produtivos materialmente, são afetadas de tal modo que podem não conseguir ter sucesso financeiro ou outro sucesso, por serem sensíveis e vítimas do jeito duro e abusivo da mãe e ou do pai lidar com elas na infância.

Se você tem filho pequeno, filha pequena, ou mesmo adolescente, e vive lidando com ele/ela de forma nervosa, impaciente, abusiva verbalmente, é hora de parar com isso e tratá-la com respeito caso queira que essa criança cresça com razoável saúde mental. Não justifique seu comportamento constantemente abusivo, pensando consigo ou falando com os outros do que você sofreu no seu passado. Seu filho, sua filha, não tem culpa disso e merecem tratamento melhor do que o que você recebeu.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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A importância da prontidão para a cura possível

quinta-feira, 25 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Não conseguimos restauração da saúde quando queremos, mas quando estamos prontos. Preservação e recuperação da saúde têm mais que ver com adotar hábitos saudáveis em seu estilo de vida do que em medicamentos e cirurgias como um fim em si mesmas. E depende de estarmos prontos para receber a cura disponível.

Não conseguimos restauração da saúde quando queremos, mas quando estamos prontos. Preservação e recuperação da saúde têm mais que ver com adotar hábitos saudáveis em seu estilo de vida do que em medicamentos e cirurgias como um fim em si mesmas. E depende de estarmos prontos para receber a cura disponível.

Isso não significa que não precisamos de medicamentos ou cirurgia. O problema é que a tendência geral é seguir a orientação da medicina convencional usando medicamentos e passando por cirurgias, sem fazer modificações no estilo de vida que produziriam bons resultados, e em alguns casos talvez favorecendo o abandono da medicação e possivelmente a não necessidade de cirurgia.

Modificações no estilo de vida que favorecem a saúde envolvem uso de água pura por dentro e por fora do corpo, alimentação de preferência vegetariana equilibrada, prática de atividades físicas aeróbicas e ao ar livre, exposição à luz solar com prudência, respirar ar puro, eliminar bebidas e alimentos ruins para o corpo, descanso no sentido de sono adequado, evitar estresse e confiar no poder do Criador do Universo que restaura, por exemplo, através do mecanismo que em Medicina chamamos de “homeostasia”, além da apoptose e neurogênese.

Do ponto de vista mental, a recuperação da saúde mental, entre outras coisas, depende da prontidão para a cura. Isso envolve pensar no seu comportamento, ver o que não anda bem, refletir sobre o que precisa ser modificado, seja por causa de uma forma agressiva de lidar com os outros, ou por dificuldade de se proteger, não expressar sentimentos, reprimindo-os demais, ou expressá-los de forma impulsiva, sem controle emocional, entre outras dificuldades de personalidade que afetam o relacionamento consigo mesmo, com os outros, com a vida e com Deus.

A fim de estar pronto para obter a cura mental você necessita admitir perante Deus e perante você mesmo a existência de defeitos de caráter em sua pessoa. Também é importante admitir isso perante outro indivíduo, quando sua forma de lidar com ele tem sido negativa da sua parte. Essa admissão é fundamental porque, como você poderá se tornar uma pessoa melhor se não admitir que tem defeitos de caráter para poder lutar contra eles? O primeiro passo para a cura de qualquer doença é admitir que ela existe.

Após isso, você vai precisar pedir forças ao Criador dos seres humanos para que Ele remova essas contaminações de caráter, porque existem em todos nós profundas tendências para o egoísmo, orgulho, vaidade, materialismo, às vezes para desvios do comportamento sexual, para os quais qualquer abordagem psicológica é impotente para ajudar. Então, necessitamos de um poder fora e acima de nós para resolver isso, um dia de cada vez.

Você faz sua parte modificando aspectos do seu estilo de vida geral, eliminando o que não é saudável e adotando com equilíbrio o que é saudável, faz a reflexão para entender e admitir seus defeitos de caráter, e fica, então, pronto para a recuperação, porque compreendeu e aceitou o fato de que você e todos nós somos impotentes para mudar alguns aspectos de nós mesmos. Mas o que estou tentando explicar é que podemos nos preparar para sermos mudados. E isso faz toda a diferença porque tem gente que, mesmo indo a médicos e psicólogos, não estão prontos para mudar. Talvez queiram a cura de sintomas, sem precisar pensar no que estão fazendo em sua vida que produz sofrimento. Aceitamos a verdade de nossa impotência diante de alguns problemas pessoais, já demos um imenso passo para a recuperação, estando mais alinhados com a Natureza e o Universo.

Você quer alguma mudança? Como você pode se preparar para recebê-la? Pense no que depende de sua pessoa parar, estar pronto para receber a cura possível para hoje. Amanhã de novo. Um dia de cada vez.

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