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Excesso de medicamentos em adultos com 60 anos ou mais

quinta-feira, 09 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.

O uso contínuo de muitos medicamentos ao mesmo tempo, que é chamado de “polifarmácia”, pode aumentar o risco de medicação excessiva, especialmente em pessoas mais velhas. Nos Estados Unidos cerca de 33% dos adultos entre 60 e 70 anos usam cinco ou mais medicamentos prescritos. Os mais comumente usados são para pressão alta, diabetes, insônia, artrite, colesterol alto, asma, doença cardíaca coronária, depressão, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outros.

Em sua pesquisa a Dra. Green verificou que muitos adultos podem continuar a tomar um medicamento prescrito no passado, quando não é mais necessário. Um dos riscos do excesso de medicamentos ocorre quando os pacientes recebem medicamentos prescritos para compensar os efeitos colaterais causados por outros medicamentos que usam, aumentando o risco da polifarmácia.

Ela afirma que medicamentos e produtos comprados sem prescrição médica, como ervas medicinais e suplementos nutricionais são agressivamente comercializados com alegações exageradas e poucas evidências científicas para apoiar essas alegações. Eles podem interagir com medicamentos prescritos e causar efeitos colaterais. Por exemplo, suplementos com gingko biloba podem exagerar a ação de anticoagulantes prescritos, colocando um paciente em risco de sangramento.

Os sintomas do excesso de medicamentos podem incluir: confusão ou problemas cognitivos; quedas e acidentes; fraqueza e tontura; perda de apetite; problemas gastrointestinais como diarreia, constipação ou incontinência; erupções cutâneas; depressão e ansiedade, entre outros.

A polifarmácia afeta mulheres e homens mais velhos de forma diferente dos mais jovens. Alguém com mais de 60 anos pode ter uma composição corporal diferente de uma pessoa de 35 anos e processar medicamentos de forma diferente. Além disso, quando novos medicamentos são testados em pessoas antes de entrar no mercado, os testes podem não incluir adultos mais velhos, portanto, essas diferenças nem sempre são prontamente identificadas pelos fabricantes.

Tomar vários medicamentos prescritos pode aumentar o risco de interações medicamentosas, que é quando um medicamento afeta outro e podem surgir interações drogas-doença, que ocorre quando ao tomar um medicamento para um problema de saúde, piora outro problema de saúde.

Um dos riscos mais importantes da polifarmácia em adultos com mais de 60 anos é a super sedação, podendo causar sonolência ou confusão e aumentar o risco de acidentes domésticos e de carro. Drogas que podem causar isso são analgésicos opioides, tranquilizantes benzodiazepínicos (calmantes tarja-preta), anti-histamínicos (anti-alérgicos). Bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de sedação excessiva quando uma pessoa está tomando esses medicamentos.

A tontura pode ser um efeito colateral de drogas sedativas ou medicamentos que reduzem a pressão arterial. Problemas de equilíbrio também podem acontecer com medicamentos anticolinérgicos, que incluem medicamentos para incontinência urinária, doenças cardíacas, doença de Parkinson e outras condições.

A Dra. Green diz que a melhor medida de prevenção de polifarmácia são consultas médicas para a revisão de medicamentos pelo menos uma vez ao ano. Modificações do estilo de vida, que favorecem a adoção de práticas saudáveis de saúde, ajudam a evitar o excesso de medicamentos e suas complicações.

Fonte: https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/polypharmacy-in-adults-60-and-older

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Quando você vai parar de reagir ao seu passado machucando pessoas injustamente no presente?

quinta-feira, 02 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe.

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe. Se for menina, infelizmente essa garota não teve a sorte de ter nascido e criada num ambiente familiar sereno, com uma mãe calma, gentil, que valoriza a filha.

Indo à praia é melhor passar um protetor solar para não ter a pele queimada pelos raios solares. As palavras duras de uma mãe ou pai abusivos verbalmente são como esses raios do sol que ferem a pele emocional. O creme protetor solar é como a defesa que a criança precisa construir para se proteger do impacto negativo da mãe abusiva com ela. Essa defesa é importante para que a criança consiga seguir em frente na vida sem sofrer uma lesão psicológica que machuque demais e até possa levá-la à uma crise psicótica, que é a pior crise emocional porque tira a pessoa da realidade e afeta negativamente todos os aspectos da vida dela.

Quando você usa um protetor solar, sua pele não está natural porque foi colocada uma substância sobre ela. Protege, mas isola. As defesas psicológicas que uma criança precisa construir de forma inconsciente em sua personalidade para lidar com o bombardeio de palavras e atos abusivos da mãe e/ou do pai, ou de outra pessoa influente na vida dela ao longo dos primeiros anos da vida, servem para protegê-la da destruição do respeito pessoal e tentar preservá-la na realidade, como uma capa de chuva que você veste para sair de casa num dia chuvoso.

A defesa protege, mas também afasta a pessoa dela mesma, do mais original e espontâneo dela. O creme não deixa sua pele ficar exposta como ela é. A capa de chuva que você veste, encobre sua roupa original. Uma mãe nervosa que grita e fala grosseiramente com a filha não porque a menina faz algo errado, pode agir assim porque pode ter trazido para a vida adulta as marcas e as reações de suas dores emocionais vividas em sua infância lá atrás, e porque ainda não aprendeu a lidar com elas, daí machuca as pessoas do presente por não resolver seus problemas do passado, os quais os indivíduos que convivem com ela hoje, em casa, no trabalho, na comunidade religiosa onde ela frequenta, não têm nada que ver com isso.

Crianças com um perfil de personalidade com mais facilidade para se defender ou se proteger diante de abusos do pai ou da mãe imatura, nervosa, autoritária, podem crescer sem traumas psicológicos que prejudicam o desenvolvimento acadêmico e de produção no trabalho. Elas conseguem reagir e podem se tornar produtivas materialmente. Talvez canalizam sua dor e frustração para a produção que gera riqueza material, quem sabe, por terem tido um pai ausente, frio, duro, ou uma mãe autoritária e abusiva verbalmente.

Já crianças com perfil de personalidade dócil, sem boas condições de autoproteção contra pais e mães descontrolados emocionalmente, embora podendo ser produtivos materialmente, são afetadas de tal modo que podem não conseguir ter sucesso financeiro ou outro sucesso, por serem sensíveis e vítimas do jeito duro e abusivo da mãe e ou do pai lidar com elas na infância.

Se você tem filho pequeno, filha pequena, ou mesmo adolescente, e vive lidando com ele/ela de forma nervosa, impaciente, abusiva verbalmente, é hora de parar com isso e tratá-la com respeito caso queira que essa criança cresça com razoável saúde mental. Não justifique seu comportamento constantemente abusivo, pensando consigo ou falando com os outros do que você sofreu no seu passado. Seu filho, sua filha, não tem culpa disso e merecem tratamento melhor do que o que você recebeu.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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A importância da prontidão para a cura possível

quinta-feira, 25 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Não conseguimos restauração da saúde quando queremos, mas quando estamos prontos. Preservação e recuperação da saúde têm mais que ver com adotar hábitos saudáveis em seu estilo de vida do que em medicamentos e cirurgias como um fim em si mesmas. E depende de estarmos prontos para receber a cura disponível.

Não conseguimos restauração da saúde quando queremos, mas quando estamos prontos. Preservação e recuperação da saúde têm mais que ver com adotar hábitos saudáveis em seu estilo de vida do que em medicamentos e cirurgias como um fim em si mesmas. E depende de estarmos prontos para receber a cura disponível.

Isso não significa que não precisamos de medicamentos ou cirurgia. O problema é que a tendência geral é seguir a orientação da medicina convencional usando medicamentos e passando por cirurgias, sem fazer modificações no estilo de vida que produziriam bons resultados, e em alguns casos talvez favorecendo o abandono da medicação e possivelmente a não necessidade de cirurgia.

Modificações no estilo de vida que favorecem a saúde envolvem uso de água pura por dentro e por fora do corpo, alimentação de preferência vegetariana equilibrada, prática de atividades físicas aeróbicas e ao ar livre, exposição à luz solar com prudência, respirar ar puro, eliminar bebidas e alimentos ruins para o corpo, descanso no sentido de sono adequado, evitar estresse e confiar no poder do Criador do Universo que restaura, por exemplo, através do mecanismo que em Medicina chamamos de “homeostasia”, além da apoptose e neurogênese.

Do ponto de vista mental, a recuperação da saúde mental, entre outras coisas, depende da prontidão para a cura. Isso envolve pensar no seu comportamento, ver o que não anda bem, refletir sobre o que precisa ser modificado, seja por causa de uma forma agressiva de lidar com os outros, ou por dificuldade de se proteger, não expressar sentimentos, reprimindo-os demais, ou expressá-los de forma impulsiva, sem controle emocional, entre outras dificuldades de personalidade que afetam o relacionamento consigo mesmo, com os outros, com a vida e com Deus.

A fim de estar pronto para obter a cura mental você necessita admitir perante Deus e perante você mesmo a existência de defeitos de caráter em sua pessoa. Também é importante admitir isso perante outro indivíduo, quando sua forma de lidar com ele tem sido negativa da sua parte. Essa admissão é fundamental porque, como você poderá se tornar uma pessoa melhor se não admitir que tem defeitos de caráter para poder lutar contra eles? O primeiro passo para a cura de qualquer doença é admitir que ela existe.

Após isso, você vai precisar pedir forças ao Criador dos seres humanos para que Ele remova essas contaminações de caráter, porque existem em todos nós profundas tendências para o egoísmo, orgulho, vaidade, materialismo, às vezes para desvios do comportamento sexual, para os quais qualquer abordagem psicológica é impotente para ajudar. Então, necessitamos de um poder fora e acima de nós para resolver isso, um dia de cada vez.

Você faz sua parte modificando aspectos do seu estilo de vida geral, eliminando o que não é saudável e adotando com equilíbrio o que é saudável, faz a reflexão para entender e admitir seus defeitos de caráter, e fica, então, pronto para a recuperação, porque compreendeu e aceitou o fato de que você e todos nós somos impotentes para mudar alguns aspectos de nós mesmos. Mas o que estou tentando explicar é que podemos nos preparar para sermos mudados. E isso faz toda a diferença porque tem gente que, mesmo indo a médicos e psicólogos, não estão prontos para mudar. Talvez queiram a cura de sintomas, sem precisar pensar no que estão fazendo em sua vida que produz sofrimento. Aceitamos a verdade de nossa impotência diante de alguns problemas pessoais, já demos um imenso passo para a recuperação, estando mais alinhados com a Natureza e o Universo.

Você quer alguma mudança? Como você pode se preparar para recebê-la? Pense no que depende de sua pessoa parar, estar pronto para receber a cura possível para hoje. Amanhã de novo. Um dia de cada vez.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Angústia, Ansiedade e Soluções

quinta-feira, 18 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

A palavra “angústia”, do latim “angere”, do grego “angor”, tem que ver com estreitamento, afogar, sendo “angustus” algo apertado, sem ar, sem saída, que oprime. Do ponto de vista psicológico, angústia significa a sensação de opressão interna, falta de paz, inquietude, podendo ter manifestações corporais, como aperto no peito, frio na barriga, tensão na nuca, bolo na garganta e outros sintomas. A angústia normal não prejudica o desempenho da pessoa no trabalho, nas relações familiares e sociais. Ao se tornar exagerada prejudica o indivíduo sendo assim, anormal.

Geralmente usamos a palavra “ansiedade” para designar um mal estar psicológico ou emocional, e usamos “angústia” para um sofrimento existencial, algo do campo filosófico e espiritual. Alguns autores definem ansiedade como um tipo de aflição na cabeça, enquanto que angústia seria um mal estar emocional vivido com uma sensação de aperto no peito. Muitas vezes a ansiedade excessiva é uma luz vermelha que acende na vida da pessoa indicando que existem conflitos em andamento, conscientes, à espera de solução ou existentes no inconsciente, fora do alcance da percepção.

Há diferentes transtornos ligados à ansiedade ou angústia exagerada, como a Ansiedade Generalizada, Crise de Pânico, Fobia (medo exagerado) Simples, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, entre outros. Na Crise de Pânico, por exemplo, o excesso de angústia ou ansiedade se manifesta por sintomas físicos como taquicardia, dificuldade de respirar, sudorese, tremores, aflição na cabeça, aperto no peito. Isto pode confundir com sintomas cardíacos, assim como pode confundir quando a angústia se manifesta através de sensação de bolo na garganta, dando a impressão de ser algum problema em algum órgão digestivo.

Existe a ansiedade estado e a ansiedade traço. Ansiedade estado é quando você está vivendo alguma situação de estresse e fica mais ansioso do que o seu normal. Pode ser num momento de uma entrevista para um emprego, fazer uma prova na faculdade, ou outra situação que aumenta a ansiedade, mas de forma temporária. Assim que passar o evento, a ansiedade excessiva diminui automaticamente.

Já ansiedade traço tem que ver com um perfil de personalidade. Uma pessoa com esse tipo de ansiedade é assim, ansiosa, por longos anos, talvez desde criança. Mas é importante compreender que a ansiedade excessiva ou a angústia tem uma dimensão psicológica, mas também espiritual. Filósofos falam de angústia existencial como ligada à consciência de nossa finitude, ou seja, por saber que estamos caminhando para a morte.

A angústia é um estado mental desagradável, dolorido, no qual há sentimentos de desamparo. Os estados de angústia podem ser desencadeados por algo ocorrido no presente, mas que servem para reativar temores e conflitos do passado. A angústia surge como sinal de conflito e é experimentada como vivência de perigo para aquela pessoa. Para que a angústia seja percebida e integrada como um sinal de conflito intrapsíquico e mobilizar mecanismos de defesa no eu, a pessoa deve ter a capacidade de administrar a angústia em vez de ser dominado por ela. A sensação de perigo que a pessoa experimenta com a angústia parece se relacionar com a perda do objeto de ligação afetiva nos relacionamentos primários, geralmente pai e mãe. A angústia pode ser ligada ao conflito entre a necessidade de dependência por um lado, e o medo de rompê-la, por outro lado. Os ataques de pânico, que são um transbordamento da angústia ou da ansiedade, poder ser o início de uma depressão e reações psicossomáticas, que são alterações no corpo que se originam na mente.

Solução para a ansiedade excessiva, dependendo de como ela afeta o indivíduo, pode envolver o uso temporário de algum medicamento para reduzi-la e auxílio com psicoterapia. Para a angústia de origem espiritual, na visão cristã, vai ajudar a oração na qual você se dirige ao Deus Criador do Universo usando suas palavras espontaneamente, como numa conversa com um amigo, abrindo seu coração, expondo suas lutas e pedindo ajuda com fé de que Deus trará alguma solução. Ajuda também a aliviar a ansiedade, ao você ler e meditar em textos das Escrituras Sagradas que falam de auxílio divino. Fonte de apoio também é o que pode ser obtido em sua comunidade religiosa além de fazer esforços para ajudar alguém de forma altruísta e sem conflito de interesses.

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Dr. Cesar Vasconcellos de Souza 

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A herança genética produz a depressão?

quinta-feira, 11 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Os médicos Douglas F. Levinson e Walter E. Nichols, professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicaram um artigo sobre influências genéticas para o surgimento da depressão. Vamos ver que achados eles encontraram nessa questão. Você pode ler o artigo original nesse link: https://med.stanford.edu/depressiongenetics/mddandgenes.html

Duas vezes mais mulheres do que homens sofrem de depressão grave. O Brasil é o país da América Latina com mais depressão na população com 5,8%, e o segundo se considerarmos as três Américas. Os Estados Unidos são o país com mais depressão no mundo, com 5,9%.

Uma das formas com que cientistas avaliam se existe influência genética sobre alguma doença é observando irmãos gêmeos. Eles procuram pessoas com uma doença que são gêmeos idênticos por terem 100% de seus genes iguais, enquanto gêmeos não idênticos têm 50% de seus genes iguais. Se existe uma influência genética numa doença, espera-se que o gêmeo idêntico de um paciente tenha um risco muito maior de desenvolver esta doença, do que o gêmeo não idêntico da pessoa com a doença. Verificou-se que isso ocorre na depressão.

Estes cientistas da Universidade Stanford afirmam que o fator hereditário contribui para a depressão entre 40% a 50%. Isso pode significar que, na maioria dos casos de depressão, cerca de 50% da causa é genética. Ou pode significar que, em alguns casos, a tendência de ficar deprimido é quase completamente genética e, em outros casos, não é genética. Se uma pessoa tem um pai, mãe ou irmão com depressão grave, ela pode ter um risco 2 ou 3 vezes maior de desenvolver depressão comparado com quem não tem parente com esse diagnóstico.

Quanto a fatores não genéticos para a depressão, abuso físico ou sexual grave na infância, negligência emocional e física na infância e estresse grave na vida são fatores de risco, e existem outros fatores ainda não conhecidos. Perder um dos pais no início da vida pode aumentar o risco até certo ponto.

Algumas doenças raras são causadas por um único gene defeituoso. Muitos distúrbios como depressão, diabetes e pressão alta, são influenciados por genes. Nesses distúrbios parece haver combinações de mudanças genéticas que predispõem algumas pessoas a adoecer. Ainda não sabemos quantos genes estão envolvidos na depressão, mas é duvidoso que algum gene cause depressão em um grande número de pessoas. Não se “herda” a depressão da mãe ou do pai. Cada pessoa herda uma combinação única de genes de sua mãe e pai, e certas combinações podem predispor a uma doença específica.

A maioria das pessoas com depressão grave não tem parentes próximos com transtorno bipolar, mas os parentes de pessoas com transtorno bipolar correm maior risco de depressão maior e transtorno bipolar.

E quanto aos transtornos graves de depressão e ansiedade? Provavelmente existem mudanças genéticas que podem aumentar a predisposição tanto para a depressão maior quanto para certos transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e fobia social. Além disso, algumas pessoas têm uma maior tendência ao longo da vida de experimentar emoções desagradáveis e ansiedade em resposta ao estresse.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – a depressão deverá ser a doença número 1 no mundo em 2030. A perda da esperança é um dos fatores principais no surgimento do estado mental depressivo. Por que a sociedade em geral está perdendo a esperança?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Depressão e justiça social

quinta-feira, 04 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Necessitamos de justiça. As famílias, a comunidade, o município, o estado e o país necessitam dela. Sem justiça não há ordem, respeito, igualdade, nem condições de vida digna. Sem ela a maldade impera disfarçada de democracia ou explícita numa ditadura. Sem justiça, a saúde mental da população é prejudicada pois tira a esperança da existência de uma sociedade equilibrada. A perda da esperança é um fator central no surgimento da depressão mental.

Necessitamos de justiça. As famílias, a comunidade, o município, o estado e o país necessitam dela. Sem justiça não há ordem, respeito, igualdade, nem condições de vida digna. Sem ela a maldade impera disfarçada de democracia ou explícita numa ditadura. Sem justiça, a saúde mental da população é prejudicada pois tira a esperança da existência de uma sociedade equilibrada. A perda da esperança é um fator central no surgimento da depressão mental.

Dan Blazer, professor de psiquiatria da Universidade Duke, Carolina do Norte, EUA, diz que a sociedade caminha para a desesperança, fala do perigo de se medicalizar as emoções, e que a violência social aumenta sem perspectiva de melhora. Sem justiça vem a desesperança. Viver em desesperança gera, segundo Dean Ornish, cardiologista professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, o “cinismo social”. Rollo May, profundo pensador e ex-presidente da Associação de Psicologia de Nova Iorque, também descreveu este fenômeno. Cinismo social é o acostumar-se com desgraças da sociedade de modo que você passa a brincar com elas, faz piadas em cima da dor, faz charges engraçadas com as corrupções no mundo político e empresarial.

Justiça é perdão ao pensarmos nos escritos de Paulo aos Romanos, que dizem que ao você ser justificado pela fé, mediante a graça, é perdoado e surge a paz e a esperança. Ou seja, a corrupção do caráter tem jeito para quem quer a cura. Mas quem não a quer, ou quer, mas fica só no desejo e não dá passos concretos para obtê-la, já está julgado, permanece injusto, culpado. O corrupto que ousa dizer “Graças a Deus conseguimos esta propina!”, está pior do que o que dá graças ao diabo, originador de toda corrupção, por uma fraude contra a população.

A maldade destrói a própria pessoa que a comete. O bem, a justiça verdadeira, destrói a maldade dos maus. “A malícia matará o ímpio.” Salmo 34:21. Mas os corruptos talvez não entendem isto, e vivem com cinismo disfarçado tantas vezes e frequentemente de frases pré-fabricadas visando o aplauso popular e a manutenção do poder. Não faz nenhum sentido permanecerem com o poder. Mas permanecem e, pior, são reeleitos. O que isto diz de nós, povo?

Sem mudança de caráter do indivíduo, nada muda no social que seja duradouro, de valor ético, sem conflito de interesses, com benefício para as classes menos favorecidas. Pense: a corrupção diminuiu? A sociedade está mais tranquila porque a violência também diminuiu?

“Quando me interrogo por que sempre me empenhei por ser honesto e compreensivo para com os outros, e se possível sempre bondoso, e por que não desisti mesmo quando percebi que com isso a gente se prejudica, a gente passa a ser bigorna porque os outros são cruéis e não merecem confiança, na verdade não sei a resposta.” Neurologista James Putnam, da Universidade de Harvard, citado por Hans Küng em “Freud e a questão da religião”, p.100, Verus Editora, 2005.

Uma coisa é certa: os que têm assumido papéis de poder na sociedade terão que prestar contas um dia de seus atos. A impunidade não existirá para sempre. “Ele [o Criador do Universo] mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.” Salmo 9:8. Por isso, não perca a esperança. Não coloque a esperança em soluções humanas. Se não você pode ficar deprimido.

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Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

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Competição e sua saúde

quinta-feira, 28 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos numa sociedade competitiva, com competição cruel, desumana, muitas vezes desonesta e muito ruim para a saúde mental. Competição saudável é aquela na qual a pessoa busca superar a si mesma, especialmente em termos de melhoria nos estudos, na cultura, no desenvolvimento de um caráter de valor.

Vivemos numa sociedade competitiva, com competição cruel, desumana, muitas vezes desonesta e muito ruim para a saúde mental. Competição saudável é aquela na qual a pessoa busca superar a si mesma, especialmente em termos de melhoria nos estudos, na cultura, no desenvolvimento de um caráter de valor.

O neurologista Dr. James Putnam, da Universidade de Harvard, afirmou: “Quando me interrogo por que sempre me empenhei por ser honesto e compreensivo para com os outros, e se possível sempre bondoso, e por que não desisti mesmo quando percebi que com isso a gente se prejudica, a gente passa a ser bigorna porque os outros são cruéis e não merecem confiança, na verdade não sei a resposta.” (citado por Hans Küng, “Freud e a Questão da Religião, p.100, 2005, Verus Editora). Você sabe a resposta?

O corpo humano é composto de sistemas, como o cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, etc. Cada sistema possui órgãos, como o fígado, estômago, cérebro, etc. Cada órgão possui tecidos com células especiais. Cada célula possui uma membrana, uma parte interior, o citoplasma, e o núcleo. No núcleo estão os cromossomos formados de genes. Cada gene é formado de DNA e o DNA é formado de aminoácidos.

Telômeros são sequências duplas repetidas de cadeias de DNA localizadas no fim dos cromossomos. São as pontas dos cromossomos. Quanto maior a extensão dos telômeros, mais tempo de vida você terá. Na medida em que se vai vivendo e as células vão sendo divididas, estas partes finais dos cromossomos – os telômeros – encurtam. Telomerase é uma enzima que aumenta a extensão dos telômeros por adicionar ou repetir sequências do DNA. As funções dos telômeros e da telomerase são importantes na divisão celular, no desenvolvimento normal e no envelhecimento.

Após cada divisão da célula o telômero encurta. Quando os telômeros foram usados, o DNA não pode mais duplicar e a célula morre. Pesquisadores encontraram que o encurtamento dos telômeros em mulheres estressadas era proporcional ao envelhecimento de suas células dez anos mais rápido do que nas menos estressadas. Quanto mais estressado você for, menos tempo de vida terá. O cientista Epeil e equipe verificaram que mulheres que experimentam alto estresse tiveram encolhimento mais rápido dos telômeros dentro de suas células. (“Accelerated telomere shortening in response to life stress.” “Encurtamento acelerado do telômero em resposta ao estresse da vida”, Dept. Psiquiatria, Universidade da Califórnia em São Francisco, Proc Natl Acad Sci U S A. 2004 Dec 14;101(50):17323-4. )

Na revista Biologic Psychiatry, (2006 Sep 1;60(5):432-5. Epub 2006 Apr 11), equipe do Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral da Escola de Medicina de Harvard, no artigo “Telomere shortening and mood disorders: preliminary support for a chronic stress model of accelerated aging.” (“Encurtamento do telômero e desordens do humor: apoio preliminar para um modelo de estresse crônico de envelhecimento acelerado”) propõem que estresse crônico e desordens do humor podem contribuir para doenças na velhice como doença cardiovascular e certos tipos de câncer. Encontraram também que o comprimento dos telômeros era bem mais curto nas pessoas com desordens do humor e acelerando em dez anos a velhice.

Na revista Psychoneuroendocrinology. (2006 Apr;31(3):277-87. Epub 2005 Nov 17), no artigo “Cell aging in relation to stress arousal and cardiovascular disease risk factors.” “Envelhecimento em relação com o surgimento do estresse e fatores de risco para doença cardiovascular.”, Dept. Psiquiatria da Univ. da Califórnia, São Francisco, os autores sugerem que baixo nível de telomerase no leucócito constitui num marcador mais cedo de doença cardiovascular possivelmente vindo antes do encurtamento dos telômeros resultado em parte do surgimento de estresse crônico.

Estresse doentio é quando problemas ou exigências da vida estão mais fortes do que você pode suportar. Estresse crônico é quando tais problemas não param, daí o corpo e a mente se esgotam. Viver em competição é estresse que conduz ao envelhecimento precoce. Viver competindo é lesivo para sua saúde. Pode prejudicar o bom funcionamento do sistema imunológico, lesar o cérebro, destruir a esperança, romper relacionamentos, bloquear a compaixão. Vive você competindo? Para quê? Faz sentido viver assim numa vida tão curta?

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Transtornos de Personalidade

quinta-feira, 21 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter da pessoa. Existem vários tipos. Nossa personalidade nos torna quem somos, influenciando como nos expressamos, como vemos o mundo e como interagimos com os outros. Uma pessoa com uma personalidade saudável consegue lidar com o estresse da vida, cultiva relacionamentos íntimos e desenvolve boas amizades. Mas, há pessoas com padrões de pensamento, sentimento e comportamento que diferem muito das expectativas de uma população. Esses casos são diagnosticados com o que chamamos transtorno de personalidade.

Transtorno de Personalidade é uma alteração grave do caráter da pessoa. Existem vários tipos. Nossa personalidade nos torna quem somos, influenciando como nos expressamos, como vemos o mundo e como interagimos com os outros. Uma pessoa com uma personalidade saudável consegue lidar com o estresse da vida, cultiva relacionamentos íntimos e desenvolve boas amizades. Mas, há pessoas com padrões de pensamento, sentimento e comportamento que diferem muito das expectativas de uma população. Esses casos são diagnosticados com o que chamamos transtorno de personalidade.

O Manual DSM-5-TR classifica estes transtornos em 3 Grupos ou Clusters. No Grupo A estão: 1)Transtorno de personalidade paranoica: desconfiança crônica e generalizada de outras pessoas; suspeita de ser enganado ou explorado por amigos, familiares e parceiros. 2)Transtorno de personalidade esquizoide: há isolamento social e indiferença em relação aos outros, atinge um pouco mais homens do que mulheres, são pessoas frias ou retraídas, sem contatos próximos, preocupadas com introspecção e fantasia. 3)Transtorno de personalidade esquizotípica: comportamento, fala, aparência, crenças estranhas e dificuldade em formar relacionamentos.

No Grupo B estão: 1)Transtorno de personalidade antissocial: surge mais na infância, ao contrário da maioria dos outros transtornos de personalidade que iniciam na adolescência ou idade adulta. Sintomas incluem desconsiderar regras e normas sociais e falta de remorso pelos outros. 2)Transtorno de personalidade limítrofe: instabilidade nas relações interpessoais, emoções, autoimagem e comportamentos impulsivos. 3)Transtorno de personalidade histriônica: com emocionalidade excessiva e busca de atenção levando à comportamentos socialmente inadequados para chamar atenção. 4)Transtorno de personalidade narcisista: ligado ao egocentrismo, autoimagem exagerada, falta de empatia pelos outros, muitas vezes impulsionado por fragilidade de si mesmo. Esses tipos de transtorno têm taxa de suicídio 50 vezes maior do que a da população em geral.

No Grupo C estão: Transtorno de personalidade evasiva: inibição social e evitação alimentado por medos de inadequação e críticas. 2)Transtorno de personalidade dependente: medo de ficar só fazendo que leva a tentar fazer com que outras pessoas cuidem deles. 3)Transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo: preocupação com a ordem, perfeição e controle dos relacionamentos.

Quem tem transtorno de personalidade em geral não reconhecem esse sofrimento, e perturbam as pessoas ao redor. Fatores genéticos e ambientais, traumas infantis, incluindo abuso verbal contra a criança, favorecem o surgimento desse problema de saúde mental. Estudos sugerem que crianças que sofrem abuso verbal têm três vezes mais chances de ter transtorno de personalidade limítrofe, narcisista, obsessivo-compulsivo ou paranoico na adolescência e na idade adulta.

Estes transtornos são difíceis de tratar por serem padrões de personalidade de longa data. O tratamento visa reduzir sintomas como ansiedade e depressão; ajudar a pessoa a entender os problemas dentro dela; mudar comportamentos socialmente indesejados como a imprudência, isolamento social, falta de assertividade, explosões de temperamento e modificar traços de personalidade problemáticos como dependência, desconfiança, arrogância e manipulação.

A medicação pode ser útil para tratar a depressão ou ansiedade associada ao transtorno. Dependendo dos sintomas a pessoa pode precisar de medicamentos para ansiedade, antidepressivo, antipsicótico ou estabilizador do humor.

Quem sofre de um transtorno desses, quanto mais souber sobre a doença, melhor entenderá e lidará com os sintomas. A prática de exercícios físicos, alimentação natural e bom sono auxilia na melhora da ansiedade e depressão, assim como evitar álcool e outras drogas ilícitas favorece alguma melhora.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Mantendo a saúde de seu cérebro para a velhice

quinta-feira, 14 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

No Healthbeat, uma newsletter da Harvard Health Publishing, de 11 agosto de 2025, estão informações que auxiliam a preservação de um cérebro com bom funcionamento ao longo dos anos. Vejamos esses dados do Healthbeat acrescidos de outras dicas de outras fontes, para sua saúde cerebral.

No Healthbeat, uma newsletter da Harvard Health Publishing, de 11 agosto de 2025, estão informações que auxiliam a preservação de um cérebro com bom funcionamento ao longo dos anos. Vejamos esses dados do Healthbeat acrescidos de outras dicas de outras fontes, para sua saúde cerebral.

É importante mantermos a qualidade do funcionamento de nossa mente à medida que envelhecemos. Ao criar a humanidade, Deus colocou em nosso cérebro um mecanismo que auxilia a manutenção de uma mente afiada, que é a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar, aprender e se reconectar ao longo da vida. Praticando hábitos saudáveis é possível manter ou até mesmo melhorar a aptidão cognitiva ou a capacidade de pensar ou raciocinar.

O boletim da Harvard cita o Dr. Andrew E. Budson, da Escola Médica de Harvard, que explica: "Neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de aprender, lembrar e mudar quando apropriado para as circunstâncias". Sua capacidade de pensar, aprender e lembrar depende bastante desse mecanismo do cérebro.

Para fortalecer a função cognitiva (pensar, aprender, lembrar) cerebral, faça o seguinte:

(1)Pratique exercícios físicos. Eles melhoram a neuroplasticidade, aumentando o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína essencial para o crescimento das células cerebrais. Níveis baixos de BDNF podem contribuir para o declínio cognitivo, afetando a memória, a concentração e a capacidade de aprendizagem. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA recomenda pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana.

(2)Dietas ricas em vegetais, frutas em geral e vermelhas, grãos integrais, peixes, nozes e gorduras saudáveis estão associadas a melhor saúde cerebral e redução do declínio cognitivo. Evite alimentos processados e açúcar refinado para preservar a clareza mental e manter bons níveis de BDNF. Melhor é a dieta vegetariana. Coma em horas certas, e use somente água pura, 8 copos por dia, entre as refeições que podem ser forte desjejum, almoço normal e jantar leve.

(3)Desafios mentais fortalecem as conexões cerebrais e constroem reserva cognitiva. O aprendizado protege o cérebro. Para isso, aprenda uma nova habilidade, idioma ou instrumento musical; leia livros úteis; monte quebra-cabeças; participe de eventos culturais saudáveis; viaje para lugares desconhecidos, envolva-se em hobbies criativos.

(4)O sono ajuda a memória, elimina toxinas e repara as vias neurais. Adultos com mais de 70 anos precisam de 7 a 9 horas de sono por noite. Melhore o sono por meio de: manter horário de dormir regular; tomar sol pela manhã; evitar cafeína e bebidas alcoólicas, evitar exposição a telas de noite; criar ambiente calmo para dormir, exercitar-se regularmente, não perto da hora de dormir.

(5)O estresse crônico aumenta o cortisol, que pode danificar neurônios e inibir a neuroplasticidade. Meditação, oração, contemplação, respiração profunda, música calma e convívio na Natureza reduzem o estresse e estimulam a neuroplasticidade.

(6)Conexões sociais auxiliam a memória e a clareza mental. Conversar sobre temas interessantes, úteis, de descontração, estimula funções cerebrais importantes e ajuda a construir reserva cognitiva. Mantenha conexão social por meio de viagens ou explorar novos lugares; visitar museus; participar de grupos comunitários ou de hobby; passar tempo com entes queridos, se envolver em atividades filantrópicas de forma voluntária.

Ao se manter ativo física, mental e socialmente, além da busca do crescimento espiritual, a neuroplasticidade em seu cérebro o ajudará a se manter ativo e independente à medida que envelhece.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Competir ou ajudar?

quinta-feira, 07 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Em certos casos o esposo ou esposa, pode ter uma atitude competitiva no casamento por ter copiado o papel de competidor no modelo que via no relacionamento de seus pais. E pode se tratar de uma pessoa autoritária que costuma agir com espírito de competição talvez sem perceber. A pessoa pode ter habituado a agir assim, crê ser isso normal e que não precisa de ajuste.

Na mentalidade competidora o que está implícito é: “sou melhor que você”, “vou te derrubar”, “você que se vire”, “sou mais importante do que você”, “sou o mais preferido de todos”. Na mente competidora disfuncional existe a influência de espírito narcisista, egocêntrico, vaidoso, de vingança, de orgulho, de crueldade, de ambição desmedida. A pessoa está dominada por isso e pode se achar livre.

Creio que o modelo perfeito a ser copiado quanto à competição é Jesus Cristo. Analisando Seu comportamento ao viver aqui, não achamos nada de competição. Mesmo com os que agiam para com Ele de forma agressiva, Jesus não manifestava um espírito competidor, mas ajudador, perdoador, repreendedor, altruísta. É admirável!

No casamento, esposo e esposa, podem adotar um papel competitivo para com o cônjuge por vingança ou reação agressiva porque o companheiro ou companheira não preenche tudo o que se esperava dele, dela, quanto à carinho, atenção, valorização. É como se fosse uma punição impulsiva. A frustração no casamento pode levar homens e mulheres a terem atitude de competição gerando um clima de estresse, angústia e piora da frustração.

Quando você cultiva uma atitude mental de “como posso te ajudar?”, sem depender de como é tratado, isso desmonta a crueldade competitiva e pode ajudar para que a pessoa cruel se perceba e possa, então, escolher se tornar gentil ou continuar com competição talvez por orgulho, arrogância, falta de autocontrole emocional.

Sinais de comportamento competitivo no casamento incluem: 1- Se gabar de ser melhor que o cônjuge, depreciar as conquistas dele. 2 - Pequenas discussões que se transformam em lutas de poder. 3 - Exagerar em se achar certo em seu ponto de vista. 4 - Invejar o que o outro conseguiu.

Também a mentalidade de competição pode surgir no casamento por insegurança de um dos dois sobre seu valor como pessoa e suas habilidades. Se ambos são proativos e empreendedores no trabalho, isso pode invadir o relacionamento familiar e perturbar a harmonia no casal. Se ambos não falam claramente de suas necessidades e sentimentos, isso favorece o surgimento de competição. Alguns esposos ou esposas ao não se sentirem apreciados, podem reagir com atitudes competitivas na tentativa de conseguir reconhecimento.

Para melhorar o relacionamento evitando competição, pode ajudar: 1- Reconhecer que existe o espírito de competição e ver como isso está prejudicando o relacionamento. 2 - Falar com sinceridade, sem agressão verbal, sobre seus sentimentos de insegurança, se for o caso, e como o outro pode ajudar para valorizar a pessoa. 3 - Trabalhar em sua mente para trocar a mentalidade de competição para a de cooperação, considerando que ambos estão no mesmo time. 4 - Manifestar gratidão sempre que o outro ajudar em algo, mesmo simples, ou por ter demonstrado disposição de ajudar. Um bom casamento é construído num clima de ajuda mútua, parceria, trabalho em equipe, respeito, e não competição.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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