Robério Canto

Escrevivendo

No estilo “caminhando contra o vento”, o professor Robério Canto vai “vivendo e Escrevivendo” causos cotidianos, com uma generosa pitada de bom humor. Membro da Academia Friburguense de Letras, imortal desde criancinha.

19/09/2018

E ainda tem brasileiro que paga pra ver aquilo, quando coisa caindo aos pedaços é o que não falta entre nós

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12/09/2018

Sugiro que você anote ou, melhor ainda, memorize essas frases

Com certeza já contei para você a história de um sujeito inculto que, por alguns momentos, desfrutou a fama de grande erudito, equívoco não de todo incomum neste mundo em que tantas vezes julgamos as pessoas pelas primeiras impressões. Num encontro casual em um bar, o tal homem impressionou os demais presentes discorrendo doutoralmente sobre os vários assuntos que vieram à baila. Futebol, estraçalhou; França, deitou e rolou; farmacologia, arrasou; feminismo, cercou pelos sete lados, como no jogo do bicho.

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05/09/2018

Na exagerada Coreia do Sul, por quaisquer seis milhões de dólares arma-se o maior barraco

O que nos falta é ribanceira. Na Coreia do Sul, um ex-presidente renunciou ao cargo porque alguém de sua família havia recebido propina de uma empresa que pretendia obter facilidades do governo. O caso nem era com ele e, além do mais, a grana era uma mixaria, se comparada aos padrões brasileiros de roubalheira. Mas, envergonhado, o homem deixou o alto cargo a que chegara, certamente após longos anos na política.

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29/08/2018

É inaceitável que o corpo queira desobedecer àquilo que o coração decidiu

Sinceramente, quando a lama do dilúvio foi removida, eu ainda nem era nascido. Mesmo um sujeito mais recente, como Napoleão Bonaparte, só conheci nos livros de História, ou nos filmes de Hollywood. Portanto, não sou nenhum Matusalém.

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22/08/2018

Temos a feliz oportunidade de celebrar muitas outras datas memoráveis

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15/08/2018

Lembrar ou esquecer são mistérios da memória

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08/08/2018

Hoje em dia, a gente dorme bem informado e, ao se levantar de manhã, não passa de um ignorante

O mundo até que vinha andando devagarinho. Levava milênios para ir de uma era geológica para outra. Foram quatro bilhões de anos mudando com cautela, gastando tempo sem fim para passar de um período a outro. A natureza não tinha pressa.  Mas, eis que de repente, parece que os freios do planeta arrebentaram, e nas últimas décadas tudo mudou tão velozmente que pessoas nascidas há uns míseros sessenta anos passaram por mais transformações do que toda a humanidade que as antecedeu.

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01/08/2018

Começamos a sentir que estamos envelhecendo quando o médico receita remédio para a memória e nos esquecemos de tomar

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25/07/2018

O olhar foi suficiente para que eu perdesse toda a voz e a minha pouca coragem

Quem não conhece o samba “Tiro ao Álvaro”, de Adoniran Barbosa: “Teu olhar mata mais que bala de carabina/que veneno estricnina”? Trata-se de um daqueles olhares que derretem o gelo e fazem ferver o coração apaixonado. Um tipo de olhar que mata, mas de amor, pois de amor também se morre, como nos ensina o poeta Gonçalves Dias: “Amá-la sem ousar dizer que amamos,/E, temendo roçar os seus vestidos,/ Arder por afagá-la em mil abraços:/ Isso é amor, e desse amor se morre”.

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18/07/2018

A ela só resta obedecer humildemente

Numa roda de senhores mais ou menos sérios, um deles resolve mostrar como exerce sua autoridade sobre a mulher e os filhos.

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