Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

15/02/2019

Adianta ser correto se a maioria das pessoas teima em adotar o “jeitinho” como atalho para alcançar as mesmas coisas? Adianta ser sensível em um mundo onde tanta gente se afasta cada vez mais do que há de mais humano nas relações? Adianta manter o tom de voz calmo quando o ambiente grita ao seu redor? Adianta. E se ninguém mais cumpre a lei, serei eu sua única cumpridora? Serei. Quando todos falarem mal do amor, permanecerei sendo sua fiel defensora? Sempre.

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08/02/2019

Se o plano for entregar os pontos, jogar a toalha, passar a vez, mudar de fase sem vencer o obstáculo anterior, talvez uma pausa, uma conversa boa com alguém de sincero bem querer, uma oração, um conselho experiente ou uma reflexão sincera e profunda podem provocar a mudança de ideia.

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01/02/2019

Foi então, que mais uma vez, um verão caloroso cedeu espaço para a lama. Mais um janeiro em que o mar não foi só o mar, ganhando uma conotação marrom devastadora. Dessa vez, os corações do Brasil e dos brasileiros voltaram-se novamente para Minas Gerais. Sem aviso prévio, da noite para o dia, fomos todos parar em Brumadinho. Foi uma viagem chocante e triste. Um reencontro com a vulnerabilidade, a efemeridade da vida e a humanidade. Sentimentos extremos ganham força. Indignação e solidariedade. Revolta e compaixão.    

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25/01/2019

A vida é um sopro. Como essa frase tem soado familiar, ultimamente. E como faz sentido. Quando o “combo” reflexivo que envolve as dores das perdas, do medo do que poderia ter sido e não foi, da consciência de que a vida passa, de fato, muito rápido, que o tempo realmente não volta e que todos aqueles conselhos de avós que ouvimos quando crianças nada mais são do que a expressão da vida real com a qual invariavelmente nos deparamos, muitas vezes pensamos: precisamos ser felizes. Hoje.

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18/01/2019

Dois mil e dezenove. Brasil. “Não podemos retroceder” – foi o que pensei. Ou melhor, é o que penso. Esses dias fiquei impactada com duas narrativas, a meu (humilde) ver,  brilhantes pela reflexão que provocam: o filme “ Roma”, de Alfonso Cuarón e o livro “ Todas as cores do céu” de Amita Trasi.

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11/01/2019

Vontade de sumir. Às vezes ela vem.  Ter coragem de adentrar por uma floresta, inspirar o ar puro da mata verde. Sem ruído. Sem humanos por perto. O cenário pode ser outro. Uma praia deserta. Uma cabana no meio do nada. O topo de uma montanha. Uma caverna inexplorada. O importante é que seja só. Ah! Se fosse verossímil e possível um súbito sumiço, em segurança, para um lugar paradisíaco, até a retomada de um equilíbrio e a despedida dessa vontade. São necessários, muitas vezes, esses tempos de hiatos. Apenas a natureza. A própria respiração como único som.

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04/01/2019

Dia 01. Pés descalços. Ondas puladas. Uvas digeridas. Abraços dados. Energia renovada. Compartilhada. Promessas feitas. Ou refeitas. Desejo do novo. Retrospectiva passada a limpo. Projetos para investir. Gente para atrair. Gente para deixar ir. Consciência do dinheiro a mais gasto. Lembrança das contas extras que estão por vir. Horóscopo lido. Vídeos de astrologia assistidos. Até simpatia teve. Opa, é o ano do porco! Verão no trópico. Calor intenso. Chuva na mesma proporção. Temperatura alta. Fotos postadas. Alegria compartilhada.

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28/12/2018

2018 está se despedindo e inevitável se faz tecer fios de esperança para o que está por vir. Esperamos todos que a paz se faça em sentido amplo. A retrospectiva desse ano nos remonta coletivamente a um turbilhão de notícias embaraçosas das quais muitas preferem nem lembrar. Alguns laços foram desfeitos por questões ideológicas, os nervos saltaram à pele de muitos quando o assunto foi política, os noticiários repetiram temas de violência e por aí vai.

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21/12/2018

Caminhamos anos à fio tecendo emendas de sabedoria. Ou melhor, buscando. Dizem que o avançar da idade tem isso de bom, a experiência um tanto convolada em saber. Mas devemos convir que algumas situações têm o condão de ensinar de forma intensa. O sofrimento, a despedida, a demissão, a separação, a perda etc, etc, etc. Creio que momentos que demandam alto grau de superação assemelham-se aos cursos intensivos, daqueles cujo principal desafio é aprender muitas coisas em pouco tempo. Funciona. Não sei quanto aos cursos, mas quanto à vida, invariavelmente há de surtir efeitos.

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14/12/2018

Estamos a poucos dias do Natal e as músicas típicas da época já entoam os ambientes. “Papai Noel, vê se tem a felicidade pra você me dar.” É o pedido feito na letra da canção “Boas Festas”, da cantora Simone, que ouvimos (e por vezes cantamos) em todo canto. Se o Papai Noel realmente existisse e tivesse o condão mágico de realizar desejos, quantos de nós clamaríamos por esse presente: a felicidade. Não posso dizer que todos, pois sabemos que a unanimidade é tola. Mas acredito que muitos. Se a felicidade não é o destino que perseguimos, o que mais desejamos?

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