Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir, faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem-estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que transborda, contagia.
Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana

Paula Farsoun
Com a palavra...
Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.
O texto vai ser curto. A mensagem, breve. Prometo. Sobre honestidade. Mais uma vez. É necessário, atemporal e eu gosto de falar disso. E por isso repito. Os dicionários dão conta que a honestidade é substantivo feminino (começamos bem). É “ qualidade daquele que é honesto”. Ser uma qualidade, é ótimo. Predicados positivos são de bom grado. Está ligada ao decoro, honradez e probidade. Minhas palavras poderiam se encerrar por aqui. Já é o bastante. Só que não. Nunca será. Precisamos de reiterar as premissas básicas do Ser honesto. De ser honesto.
Junho chega trazendo corações nas vitrines, flores nas esquinas e declarações espalhadas pelas redes sociais. É o mês em que o amor ganha data marcada no calendário, como se precisasse de autorização para ser celebrado. Dia dos Namorados – 12 de junho! Uma data um tanto comercial para um símbolo que realmente merece ser celebrado, porque é o amor resistindo e arrancando sorrisos por aí.
Ele resolveu investir em si mesmo. Pensou sobre como começar. Resolveu, então, traçar o ponto de partida a começar por suas reflexões. Quis pensar na estratégia. Tentou entender-se. Inevitável. Autoconhecer-se antes de tudo. Como se diz, para quem sequer sabe aonde chegar, qualquer lugar pode ser o destino. Ele queria caminhos. Mergulhou, então, no universo quase desconhecido de saber mais sobre o que deveria saber. Atentou-se em buscar o que queria fazer. Esbarrou no desconhecimento sobre quem ele era. Enganou-se por subestimar a profundidade de seus anseios
Há casas que continuam habitadas mesmo depois que as pessoas vão embora. Nos lares, mesmo depois que os moradores se vão, há versões antigas que permanecem silenciosamente espalhadas pelos cantos, como se fossem impregnadas nas paredes, nas janelas, entre fotografias esquecidas, xícaras lascadas que ninguém joga fora, bilhetes dobrados dentro de livros e perfumes que ainda resistem no fundo de alguma gaveta. Toda casa tem memória. E às vezes ela lembra de nós melhor do que nós mesmos.
Outro dia ouvi uma música antiga em um restaurante. Dessas músicas que a gente não procura mais, mas que, de vez em quando, encontram a gente pelo caminho. E foi curioso perceber como bastaram poucos segundos para que tudo mudasse dentro de mim. O café continuava quente. As pessoas continuavam entrando e saindo apressadas. O mundo seguia igual. Mas eu não.
Tem gente que não sabe mais responder “tudo bem?” sem mencionar que está cansada. Porque transborda. A exaustão está ali e precisa transcender, como um pedido de ajuda, talvez. E isso diz muito sobre o tempo em que estamos vivendo.
Há algum tempo, eu tinha a sensação de que as pessoas desejavam construir uma vida. Hoje, desejam construir uma imagem. A diferença parece sutil, mas não é. Ela mudou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, consumimos, amamos e até sofremos. Vivemos em uma era em que, para muitas pessoas, infelizmente, parecer feliz importa mais do que estar em paz. Parecer bem-sucedido vale mais do que sentir-se realizado. Parecer inteligente, elegante, produtivo, forte ou desejável tornou-se quase uma obrigação social. O mundo da aparência não é apenas estético.
O Dia do Trabalho não é apenas mais um feriado no calendário. Não deveria ser, pelo menos. Não é um respiro burocrático entre uma semana e outra. Trata-se de uma data que carrega história, luta e, sobretudo, um lembrete incômodo: o trabalho, que dignifica, sustenta, dá sentindo a muitas coisas na vida, também pode adoecer e excluir.
Desapegar-se. Verbo simples. Prática difícil. Nada simples, porém muitas vezes, necessária. É preciso ter o pulso firme e coração leve para não nos prendermos demasiadamente a tudo e todos que têm valor para nós.
Ouvi dizer que o apego ofusca a luz, como se embaçasse a clareza que pudesse existir. Senti também. É verdade, o apego atrapalha, amarra, atravanca, pesa. Sentimento estranho e mal aplicado, por assim dizer.
