Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

12/10/2018

Dia 15 de outubro celebramos o dia do professor e por força de ocasião tão especial (que mereceria festejos diários), aqui rendo minhas singelas homenagens  a todos os mestres, na condição de aluna que sempre serei e também como feliz professora que me tornei. Aproveito ainda o ensejo para estender os cumprimentos à razão de ser de um professor realizado: seus alunos.

Felizes aqueles que reconhecem nessa relação entre professor e aluno o tesouro infindável de crescimento, de partilha de conhecimento, de experiências preciosas, de afeto transbordado.

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05/10/2018

Faltam dois dias para a grande manifestação democrática materializada por meio das eleições. O que esperar da próxima segunda-feira? Hoje poderia ser uma sexta-feira como outra qualquer. Mas na verdade é a última de um ciclo político prestes a convulsionar. E outro em vias de iniciar. Tudo novo, de novo. Ou não.

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28/09/2018

Por que resolvi me abster de discutir sobre política nesse momento? Está certo que não tenho gosto para discussões. A cabeça esquenta, os nervos saltam e é necessário fazer o exercício constante de autoconsciência para não esquecer de que o pensamento é livre, que devemos respeitar opiniões diversas (e adversas), que cada um tem sua base e vivências próprias e que muitos sequer sabem o que dizem.

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21/09/2018

As campanhas em decorrência do Setembro Amarelo e a prevenção do suicídio, que são enfatizadas por esses dias me chamaram atenção por um aspecto especial, que vai além das nobres iniciativas. O reconhecimento da necessidade de se conversar sobre o tema é latente. As redes sociais estão fartas de publicações sobre o assunto, em que pese competirem com um tema imbatível no momento que é a política e as eleições que se aproximam. Mas a questão é: quantos de nós, efetivamente, têm posturas ativas para ajudar pessoas próximas que estão vivendo tempos sombrios, cujas almas clamam por apoio ?

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14/09/2018

A grama do vizinho é realmente mais verde que a nossa? Por que tanta gente acha que os sonhos realizados pelo outro são mais fáceis de serem alcançados? Que na casa dos outros não tem bagunça, que o casal lindo que vemos pelas fotos das redes sociais não tem contas a pagar? De onde o ser humano tira a ideia de que o melhor está lá e não aqui ?

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07/09/2018

Uma musa inspiradora definiu o tema da coluna de hoje, que na verdade é a base de todos os dias: a família. Que “entidade” bem pensada é essa. Por Deus. Maior porto seguro não há. Dentre bilhões de seres humanos, algumas são nossas referências, nossos exemplos maiores, os corações que pulsam fora de nós. Que benção ter esse lugar no mundo. Que maravilha seria se todos pudessem bem viver no seio de uma família.

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31/08/2018

A cada dia que passa a vida mostra que saber ouvir é mais que uma habilidade rara, mais do que uma necessidade, mais do que uma demanda social. É um dom. Proponho uma breve observação. Quantas pessoas falam ao mesmo tempo na mesma roda de conversa ? E dessas, quantas estão falando sobre si mesmas, sobre suas próprias vidas, seus anseios individuais e seus problemas? Quantas estão a reclamar o tempo todo?

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24/08/2018

Cair dói. Frustração dói. Conflito dói. Dor de cabeça dói. Desilusão dói. Mas creio que nada doa mais do que a saudade. Saudade de um irmão que mora longe, de um amor que se esvai, de um tempo que não volta mais. Saudade de um ente querido que se vai...essa realmente merecia um nome especial, pois ser saudade ainda é pouco para esse sentimento.

Saudade da presença, saudade da ausência. Saudade de tudo que foi vivido, do que poderia ter sido e não foi. Saudade do que não virá e que sabe-se que poderia lindo ter sido se viesse.

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17/08/2018

Tudo novo. De novo. É chegado o momento do retorno, do semestre novo na faculdade, do fim das férias escolares, do início do ciclo do meio do ano (aquele que parece passar super rápido culminando com as festas de final de ano). Várias pessoas mudam os cortes de cabelos. Sorrisos revigorados. Encontros não programados. Alunos desfilam uma ou outra roupa nova. Cadernos recém-saídos das estantes das papelarias ganham espaço. Pastas organizadas nos computadores. Energia renovada. Não é assim?

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10/08/2018

Para hoje eu havia pensado em um texto feliz em que pudéssemos pensar sobre como pequenos gestos de carinho podem surtir efeitos grandiosos na esfera da afetividade. Acontece que mais uma mulher morreu nas mãos de um homem violento. E não podemos nos calar. Não podemos ser indiferentes a essa dura constatação. Muitas mulheres estão tendo sua vida ceifada diariamente e casos brutais nos trazem a uma reflexão inevitável, que deveria realmente sair do campo do pensamento e se transformar em luta contínua, incessante.

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