Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

18/05/2018

Que semana especial. Minha cidade completou na quarta-feira, 16, seus 200 anos. Quanto desejo de declarar meu amor por essa terra aos meus olhos tão incrivelmente maravilhosa. No último sábado, 12, tivemos a oportunidade de lançar o livro “Nova Friburgo: Contos, Crônicas e Declarações de Amor”, Volume II, organizado por George dos Santos Pacheco, que contou a participação de diversos autores da cidade e eu fui uma dessas felizardas pessoas.

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11/05/2018

Para quem acredita que a sinceridade de um elogio pode ser transformadora, eis uma realidade empírica: quando a intenção que encobre um ato ou palavra é sinceramente positiva, ela é ainda mais renovadora. O elogio pode ser significativamente mais profundo do que a simplicidade da forma, quando impregnado desse sentimento.

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04/05/2018

O escritor busca inspiração em tudo o que vê. Outono, na montanha, previsão de grandes estímulos para quem é atento aos elementos da natureza. Hoje, por sorte, uma gota de água pairou sobre uma folhinha de manjericão da minha horta na varanda. Foi o suficiente para lembrar-me de um trecho da canção “A felicidade”, de Toquinho e Vinicius de Moraes, que gosto muito: “A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor... brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.”

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27/04/2018

Acreditar no ser humano até que ele demonstre que não é digno da sua confiança. Ter boa vontade até que reste ser comprovado que o destinatário das suas ações não é tão digno assim de recebê-las. Ter a intenção de ajudar, sem requisitar nada em troca (nem nas entrelinhas das segundas intenções). Dar de verdade, doado, porque sim. Sem dívida moral para acertar depois. Compartilhar prosperidade, sem contabilizar os créditos que sua boa ação pode te proporcionar. Fazer sem esperar retorno. Ensinar com a intenção de que aprendam. Aprender com a intenção de aprender mesmo.

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20/04/2018

Ela se doía ao ter que dizer um “não”. Sofria a ponto de não conseguir fazê-lo. Era muito para ela. Atravessar essa barreira quase intransponível entre ceder e selecionar era uma grandiosa missão. Para o mundo, “sim”. Para os outros, “sim”. Para ela, só o que sobrava dela mesma. Quase nada.

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13/04/2018

“De tanto pensar tudo, não consigo pensar em nada”. “Penso tanto que não tenho tempo para pensar”. “Minha mente está cheia, porém está um tanto vazia”. “Tudo sei, mas não sei de nada”.

São sensações do momento. Não minhas (não apenas). De muita gente. As coisas estão profundamente rasas. Inteiramente partidas. Constantemente voláteis. Densamente esparsas. Apertadas de tão largas. Entupidas de nada. Estamos vivendo tempos contraditórios. A começar pela mente.

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06/04/2018

Esta semana a homenagem é para o majestoso aniversariante, que está completando mais um ano de existência. Um salve cheio de gratidão pelos préstimos das mais diversas ordens prestados pelo Jornal A VOZ DA SERRA que, por meio de seus fundadores e colaboradores, por 73 anos – completados neste sábado, 7, - vem contribuindo com a cidade de Nova Friburgo e seus milhares de cidadãos.

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02/04/2018

“Deixei-o nessa reticência, e fui descalçar as botas, que estavam apertadas. Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar.” { Machado de Assis.}

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23/03/2018

Brasil, século 21. Os direitos humanos são direitos de todas as pessoas. Felizmente. Sem exceção. São garantias consagradas no ordenamento jurídico. São prerrogativas dos que os defendem, dos que os conhecem, dos que não sabem do que se tratam. São direitos inclusive dos que trucidam a História, aniquilam o Direito, abatem as noções básicas de dignidade, destroçam a civilidade, pisam sobre a compaixão, ignoram o amor e cometem crimes de todas as ordens.  São direitos que afetam, inclusive os ignorantes, os pobres de espírito, os radicais e os irresponsáveis.

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16/03/2018

Na dúvida, ofereça flores. Em uma pétala, pode haver o mundo inteiro. O mundo de alguém. Existindo por aí, interagindo com as pessoas, olhando as multidões, percebendo o cotidiano, não podemos alcançar com nossos olhos o que está por trás dos olhos daquelas pessoas. O mundo delas. Seus problemas, seus sonhos, seus amores, suas dificuldades. É uma imensidão inalcançável.

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