Blog de cezarvasconcelos_18844

Aceitar a dor que não passa alivia

quinta-feira, 04 de junho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Doença crônica é aquela que não tem cura, embora possa ter alívio das limitações que ela produz, diminuição do nível da dor, e do quanto ela atinge o estado emocional do indivíduo.

Dor crônica pode ser física, mental, social e espiritual. Elas estão interligadas, mas a dor pode se manifestar primariamente numa dessas dimensões do ser humano. Você pode ter uma dor física causada, por exemplo, por um câncer, e isso afeta sua vida mental, social e espiritual, para melhor ou para pior, dependendo do que você faz com a dor e do que a dor faz com você.

Doença crônica é aquela que não tem cura, embora possa ter alívio das limitações que ela produz, diminuição do nível da dor, e do quanto ela atinge o estado emocional do indivíduo.

Dor crônica pode ser física, mental, social e espiritual. Elas estão interligadas, mas a dor pode se manifestar primariamente numa dessas dimensões do ser humano. Você pode ter uma dor física causada, por exemplo, por um câncer, e isso afeta sua vida mental, social e espiritual, para melhor ou para pior, dependendo do que você faz com a dor e do que a dor faz com você.

Seu chamado para uma vida de significado pode estar em sua dor, talvez aquela dor que não vai ser eliminada nessa existência, mas que você pode ser fortalecido para lidar com ela. Também é possível receber tratamento paliativo, o que é importante na tentativa de melhorar a qualidade de sua vida, apesar da doença crônica.

Existe uma dor mental chamada por filósofos de “angústia existencial”. Essa atinge todos os seres humanos. Nascemos com ela. Ela é transmitida de geração em geração. Ela se diferencia da angústia ou ansiedade psicológica que pode perturbar uma pessoa em função de conflitos em relacionamentos, inclusive consigo mesmo.

O que fazer com uma dor, uma limitação crônica que não tem cura? De um tempo para cá surgiu na Medicina especialistas em tratar dor crônica de origem física. Tem alguns medicamentos que aliviam isso, além de outros procedimentos em fisioterapia, e outras áreas da saúde.

Tem pessoas com dor total, que é a que apresenta raízes físicas junto com mentais, sociais e espirituais. A pessoa com dor total tem uma lesão física crônica, podendo ser um câncer com metástases; tem uma dor emocional podendo ser depressão; pode ter uma dor social como conviver num ambiente de trabalho corrupto sem querer se envolver nas mentiras, e pode ter uma dor espiritual como a perda da fé, raiva de Deus, falta de sentido para viver. Esses são exemplos de causas desses diferentes tipos de dor. Há muitas outras causas.

Talvez um grande alívio possa surgir, e em geral surge, diante da dor, quando você consegue aceitá-la. Isso não é fácil, porque vai ser necessário parar de culpar as outras pessoas, o “destino”, Deus, seus pais, ou quem quer que seja que possa estar ligado à sua dor. Aceitar é parar de brigar com as pessoas, com a realidade, com Deus e com você mesmo por causa da sua dor.

Quando vamos conseguindo aceitar nossa dor, a pergunta vai mudando de “Por que isso comigo?”, para “O que posso fazer com isso agora?” A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross, descreveu os cinco passos que uma pessoa passa diante de uma perda importante na vida dela. São eles: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Quando se consegue chegar na aceitação, não é que surge um estado eufórico ou alegre, mas sim serenidade. Para alguns casos de dor é interessante que a pessoa que consegue entrar profundamente no estágio de aceitação, pode até acontecer a diminuição da limitação e da dor. A dor que não passa pode ser aliviada com a aceitação do histórico dela, sem revolta, sem raiva, sem ressentimento, e com calma. A aceitação da limitação acalma a mente e favorece o funcionamento dos órgãos, fortalece a imunidade. Aceitar a dor que não passa alivia.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A importância da verdade para a cura

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Podemos não estar prontos para ver o que precisaríamos perceber para o alívio mental. Isso é um dilema porque não podemos forçar a mente a liberar o conhecimento do que dói e ainda não conseguimos administrar conscientemente. E é um dilema porque não estando capazes emocionalmente de ver o que nos machucou, o que nos assustou, os sintomas permanecem.

Entrar no espaço da verdade de nossa dor emocional é curativo e pode nos fortalecer para lidar com outras dores que virão na vida. Vivendo o luto pelas perdas importantes em nossa vida, a resolução da dor se processa. Mas podemos permanecer com um luto ainda inacabado o qual resulta em um estilo de vida de autoproteção emocional.

Podemos nos proteger emocionalmente de maneiras diferentes da dor ainda não experimentada de forma libertadora. Pode ser por um apego excessivo a alguém ou a algo; ou ao usarmos substâncias para anestesiar as emoções dolorosas, por automutilação que substitui emoções insuportáveis por sensações definíveis, além de desvios da identidade sexual.

Trauma é uma resposta mental intensa a um evento que causa sofrimento e deixa machucados na memória e na mente como resultado de um evento angustiante. É uma resposta emocional a um evento que fere o conceito de identidade de uma pessoa. Trauma é a consequência de um acontecimento que abalou a pessoa, causando mudanças consideráveis no seu modo de funcionamento psíquico. Ele não é só um fato que ocorreu no passado, mas também uma marca que a experiência deixou na mente, no cérebro e no corpo. O trauma muda não só o modo como pensamos e o que pensamos, mas também a capacidade de pensar.

Quando uma pessoa que viveu traumas emocionais se torna adulta, ela deve reconhecer e lamentar a perda ligado aos eventos traumáticos do passado. Se defrontando com a verdade da história da dor, essa dor pode ser liberada e, assim, o alívio pode surgir sem a pessoa precisar seguir com um comportamento de defesa da dor que o afasta da verdade, da realidade, da originalidade do seu ser.

Quanto mais a pessoa é capaz de entrar em sua dor e resolver sua perda afetiva, menos se sente impulsionada ao comportamento disfuncional como uma forma de reparação. O processo de restauração do equilíbrio emocional prossegue ao aceitar a realidade da perda, ficando cara a cara com ela; ao reconhecer e confrontar seu significado, sentir o impacto emocional da perda com o apoio de um “outro significativo” empático (um terapeuta empático e honesto cientificamente); admitir a si mesmo a irreversibilidade da perda e aceitar a realidade de que não há como voltar atrás e desfazer a experiência.

Tomando esses passos de verdade da sua história de dor emocional, manifestada por dependência de substância, transtorno de ansiedade, depressão, alteração da identidade sexual, qualquer compulsão e outras defesas, é possível melhorar. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jesus Cristo, João 8:32.

(Fonte: Bessel Van Der Kolk, M.D., professor de psiquiatria da Universidade de Boston, em “O Corpo Guarda as Marcas”, 2020)

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

Youtube.com/claramentent

Ig  @claramentent

Tik-Tok  @claramentent

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A liberdade gera angústia

quinta-feira, 21 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

Fomos criados por Deus com liberdade de escolha. Ser livre para escolher significa que podemos e precisamos decidir coisas diariamente e construir nosso caminho. É uma maravilha ter essa liberdade que está sendo ameaçada e será mais ainda num mundo caminhando a passos largos para a implantação do que usualmente chamam de “bem comum”. Só que esse “bem comum” envolve determinações ditatoriais, violando o direito constitucional de liberdade de escolha e religiosa.

Fomos criados por Deus com liberdade de escolha. Ser livre para escolher significa que podemos e precisamos decidir coisas diariamente e construir nosso caminho. É uma maravilha ter essa liberdade que está sendo ameaçada e será mais ainda num mundo caminhando a passos largos para a implantação do que usualmente chamam de “bem comum”. Só que esse “bem comum” envolve determinações ditatoriais, violando o direito constitucional de liberdade de escolha e religiosa.

A liberdade de escolha no campo psicológico envolve responsabilidade, risco e incerteza. A pessoa percebe que não pode culpar sempre os outros, a sociedade ou o destino pelas suas decisões. Essa consciência desperta angústia porque obriga o indivíduo a enfrentar a própria existência de maneira madura e consciente. A liberdade de escolha envolve o risco de escolher errado, e isso pode causar ansiedade em muitas pessoas.

Rollo May, psicólogo, teólogo, psicanalista e profundo pensador, afirmava que muitas pessoas desejam liberdade, mas ao mesmo tempo têm medo dela. Quando alguém percebe que pode mudar de vida, terminar relacionamentos destrutivos, abandonar vícios ou assumir novos rumos, também percebe que terá de lidar com as consequências dessas decisões. Assim, a angústia surge como um sinal de que a pessoa está diante de possibilidades reais de transformação. De certa forma essa angústia pode ser a expressão do medo do que se deseja.

Na visão existencial de Rollo May, a angústia não deve ser vista apenas como algo negativo ou patológico. Existe uma ansiedade “normal”, ligada ao crescimento humano. Ela aparece quando o indivíduo enfrenta desafios importantes, assume responsabilidades e busca viver de maneira autêntica. O problema acontece quando a pessoa tenta fugir dessa angústia por meio de comportamentos de fuga, como dependências, superficialidade, excesso de distrações ou submissão completa às expectativas alheias. Fugir continuamente da liberdade pode levar ao vazio interior e à perda do sentido da vida.

A ansiedade gerada pela liberdade de escolher pode ser administrada através de atitudes criativas e construtivas, mas também pode ser vivida de forma destrutiva, como através de compulsões para jogo, sexo, pornografia, drogas lícitas ou ilícitas, compulsão alimentar, fumo, compras, redes sociais, entre outras dependências.

Amadurecer é aprender a suportar a angústia da liberdade sem paralisar-se. A coragem, para Rollo May, não é ausência de medo, mas a capacidade de seguir adiante apesar da insegurança. A pessoa saudável emocionalmente reconhece seus limites, aceita que não possui controle absoluto sobre tudo e ainda assim escolhe viver de forma responsável e significativa. Dessa maneira, a angústia deixa de ser apenas sofrimento e pode tornar-se um caminho para autenticidade, crescimento pessoal e maior consciência da própria existência.

O ex-professor da UFRJ psiquiatra e psicanalista, dr. Eustáquio Portela dizia que o drogado se droga porque não pode ser Deus. Ou seja, não tolera a angústia da limitação, da impotência para tantas coisas, e possui limiar baixo para lidar com frustrações.

Lidar conscientemente com nossa angústia é um fator importante para nossa saúde mental, porque saúde mental não é a ausência de sentimentos dolorosos como ansiedade, medo, tristeza. Uma pessoa com boa saúde mental é a que quando experimenta tais sentimentos consegue lidar com eles sem fazer besteira, sem se drogar, sem fugir para comportamentos disfuncionais.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
Ig  @claramentent
Tik-Tok  @claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Gaslighting – um tipo de abuso emocional

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

Gaslighting é uma forma de abuso emocional que faz com que a vítima duvide de seus próprios sentimentos, julgamento e senso de realidade. O agressor distorce informações para fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção ou sanidade. Ocorre mais comumente em relacionamentos românticos e familiares, mas também pode acontecer em amizades, locais de trabalho ou ambientes médicos. Com o passar do tempo e permanecendo num relacionamento com esse abuso, a vítima passa a desconfiar de seu próprio julgamento, podendo até se perguntar se estará sofrendo de algum transtorno mental.

Dentre os sinais mais comuns desse tipo de abuso chamado “gaslighting”, estão: duvidar de seus próprios sentimentos ou da realidade de uma situação; questionar seu julgamento na medida em que você tem medo de compartilhar sua opinião; sentir-se nervoso e inseguro perto da pessoa que usa esse abuso; acreditar que todos percebem você como sendo do jeito que o abusador afirma; desejo de saber se tudo o que o abusador diz está correto, mesmo que você tenha duvidado anteriormente; sentir-se chateado com mudanças em seu comportamento e por não ser mais tão forte; ficar se questionando se você é uma pessoa muito sensível; sentir-se inadequado ou incapaz de atender às expectativas, ficar se desculpando com frequência apenas por ser você mesmo.

As pessoas abusadoras que usam o gaslighting fazem isso com o objetivo de ter poder e controle sobre outra pessoa, manipulando seus pensamentos e sentimentos. Elas geralmente têm algum transtorno de personalidade, podendo ser o antissocial ou o narcisista.

Atitudes comumente utilizadas pelo abusador gaslighting são, por exemplo, ele ou ela afirma que um evento nunca aconteceu, mesmo que seja uma verdade óbvia para a vítima, usando frases como "Isso nunca aconteceu" ou "Você está imaginando coisas". O abusador deprecia os sentimentos da vítima, tratando as emoções e preocupações dela como sem valor ou exageradas, usando comentários como "Puxa! Como você é sensível demais!" ou "Era só uma brincadeira!".

O agressor usa mentiras diretas que distorcem fatos a favor dele. Ele pode atuar sobre a vítima ao forçar o isolamento emocional dela a fim de aumentar o poder sobre ela, por exemplo, afastando-a de amigos e familiares, reforçando a dependência e a ideia de que apenas ele a compreende de verdade.

Tudo isso sendo feito repetidas vezes com o passar do tempo causam confusão mental, insegurança e dependência emocional, configurando os relacionamentos abusivos.

O artigo do Verywellmind adverte: “Se alguém está te enganando, saiba que não é sua culpa, e há coisas que você pode fazer para proteger sua saúde mental. Você pode colocar alguma distância física entre você e a pessoa que está fazendo o gaslighting, pode manter um registro escrito (com anotações ou conversas salvas) das interações que você teve com a pessoa, deve criar limites, e também perguntar a alguém em quem você confia sobre como ela vê suas preocupações e como ela avalia o abusador, ou você pode se afastar desse relacionamento abusivo.

Fonte: https://www.verywellmind.com/am-i-being-gaslighted-7562452

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok @claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Neurose de angústia

quinta-feira, 07 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

Neurose de angústia era o que hoje se entende como sofrimentos classificados no grupo dos transtornos de ansiedade. Ela é um estado persistente de preocupação, tensão interna, inquietude, muitas vezes sem causa palpável, podendo ser uma ansiedade desproporcional ao que acontece na vida da pessoa no momento.

Ansiedade excessiva é diferente do medo que surge diante de um perigo real e imediato. Algumas vezes pode estar ligada ao fato da pessoa ficar imaginando coisas ruins que acha que podem acontecer.

Neurose de angústia era o que hoje se entende como sofrimentos classificados no grupo dos transtornos de ansiedade. Ela é um estado persistente de preocupação, tensão interna, inquietude, muitas vezes sem causa palpável, podendo ser uma ansiedade desproporcional ao que acontece na vida da pessoa no momento.

Ansiedade excessiva é diferente do medo que surge diante de um perigo real e imediato. Algumas vezes pode estar ligada ao fato da pessoa ficar imaginando coisas ruins que acha que podem acontecer.

Neurose é um estreitamento da personalidade, um encolhimento do eu. É um sofrimento ligado a conflitos inconscientes que surgem, em grande parte, das experiências traumáticas ao longo da infância nas relações importantes iniciais da vida. Na visão psicanalítica, a neurose aparece quando esses conflitos não são resolvidos de forma saudável, sendo reprimidos, e retornando de maneira indireta na forma de sintomas emocionais ou no comportamento.

Nessa interpretação analítica, a ansiedade é vista como um sinal de alerta interno, indicando que conteúdos inconscientes, muitas vezes ligados a desejos proibidos ou experiências dolorosas, estão tentando vir à consciência. Para evitar esse desconforto, o ego reprime, nega, projeta e racionaliza. Esses mecanismos têm a função de proteger o indivíduo, mas, o uso excessivo ou rígido gera sintomas neuróticos, como fobias, obsessões, insegurança, dificuldades nos relacionamentos.

A psicoterapia psicodinâmica busca tornar conscientes esses conflitos inconscientes, ajudando a pessoa a compreender as raízes emocionais de seus sintomas. Vindo à consciência o que estava reprimido, ela ganha mais liberdade interna e capacidade de escolha, podendo ter alívio ou resolução de sintomas.

O objetivo de um bom tratamento não é simplesmente suprimir a ansiedade, mas promover autoconhecimento, integração emocional e formas mais saudáveis de lidar com os próprios conflitos, permitindo uma melhor qualidade de vida mental.

Os sintomas da neurose de angústia envolvem aspectos físicos e psicológicos. Os sintomas físicos mais comuns são taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular, sudorese e sensação de aperto no peito, doenças autoimunes. No campo mental, surgem pensamentos repetitivos, preocupação excessiva, dificuldade de concentração, irritabilidade, falta de serenidade com sensação constante de que “algo ruim vai acontecer”. Em alguns casos ocorrem crises mais intensas, como ataques de pânico, geralmente associado à ideia de morte por ataque cardíaco.

Dentre as causas da ansiedade excessiva estão a predisposição genética, desequilíbrios químicos no cérebro, experiências traumáticas, estresse prolongado e padrões de pensamento negativos aprendidos. Sobrecarga de estímulos, como uso excessivo de telas, insegurança emocional, pressão social e problemas não resolvidos contribuem para o desenvolvimento e manutenção dessa ansiedade.

O tratamento envolve a psicoterapia, que sendo cognitivo-comportamental ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento distorcidos, doentios. A psicoterapia psicodinâmica contribui para a tomada de consciência de conflitos que produzem os sintomas. Técnicas de relaxamento, como respiração profunda, auxiliam no controle dos sintomas físicos.

A prática regular de exercícios físicos ao ar livre, fortalecer vínculos sociais, uma rotina equilibrada, dieta saudável e a redução de estímulos excessivos também são importantes. Em casos graves de ansiedade, pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico com uso de medicação temporária.

Auxilia muito a redução da ansiedade excessiva a busca de desenvolvimento espiritual, com práticas como a oração, meditação em textos bíblicos e fazer trabalho voluntário que ajuda a aliviar o sofrimento dos outros.

__________________________

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent

/////////////////////////

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A dúvida pode ser uma dádiva

quinta-feira, 30 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Outro dia, li um texto que começa assim: “A dúvida pode ser uma dádiva de Deus.” Interessante pensar dessa forma. Podemos ter a tendência de querer soluções imediatas quando provavelmente não estamos prontos para elas. Deus proveu em nossa vida soluções para tudo, mesmo para aquilo que não tem solução. Nesses casos Ele oferece conforto, aceitação, serenidade e forças para lidar com a perda, a dor, a decepção e a frustração.

Outro dia, li um texto que começa assim: “A dúvida pode ser uma dádiva de Deus.” Interessante pensar dessa forma. Podemos ter a tendência de querer soluções imediatas quando provavelmente não estamos prontos para elas. Deus proveu em nossa vida soluções para tudo, mesmo para aquilo que não tem solução. Nesses casos Ele oferece conforto, aceitação, serenidade e forças para lidar com a perda, a dor, a decepção e a frustração.

Quando estamos prontos e humildes, a informação que precisamos chega, e ela fica à nossa disposição. Ter muitas informações sem ser no momento oportuno, pode perturbar se quisermos ficar matutando nelas. Usar muita informação sem estar pronto para mudar e ouvir a voz de Deus, cria perturbação mental, ansiedade, agitação na cabeça. Se expor a muitas informações é uma das fontes do pensamento acelerado.

Quando você tiver uma dúvida, é bom perguntar. Mas tem dúvidas que o melhor é olhá-las como uma dádiva do céu porque a presença da dúvida nesse momento de sua vida pode indicar que ainda não é o momento de agir. Pode ser desastroso agir com imprudência devido a impaciência e visão parcial da situação, ou quando estamos dominados por certas emoções. Melhor esperar.

A autora do texto diz: “Acho que lidar com a confusão pode ser como cozinhar. Se o pão não está pronto, não o tiro do forno nem insisto que é hora de comer. Eu o deixo cozinhar. Se uma solução clara para o problema ainda não apareceu, posso confiar em que ela aparecerá na hora certa.” (Coragem para Mudar – Um dia de cada vez no Al-Anon II, p.45).

Agradeça ao Deus Criador do Universo, que sabe tudo de sua vida e necessidades, pelo que acontecerá hoje em sua vida, mesmo que se sinta perturbado, perturbada, em dúvida ou em confusão. O apóstolo Paulo, inspirado, escreveu: “Em tudo dê graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para com você.” 1 Tessalonicenses 5:18. Nosso papel no momento de dúvida quando não temos ainda resposta mesmo perguntando a alguém e a Deus, é olhar isso como uma dádiva indicando que o Senhor está primeiro preparando você para, então, lhe responder.

Helen Keller viveu de 1880 até 1968 e foi uma escritora e ativista social norte-americana. Ficou cega e surda desde bebê por causa de uma doença, formou-se em filosofia, lutou em defesa dos direitos sociais, em defesa das mulheres e das pessoas com deficiência. Foi a primeira pessoa cega e surda a entrar para uma instituição de ensino superior.

Com a ajuda de uma professora excepcional, chamada Anne Mansfield Sullivan, da Escola para Cegos Perkins, Helen Keller aprendeu a linguagem de sinais e braile. Alguns anos depois, ela aprendeu a falar. Quando adulta, tornou-se uma incansável defensora das pessoas com deficiências. Uma de suas frases é essa: “Tudo é maravilhoso, até a escuridão e o silêncio; dessa forma eu aprendo a ficar contente, não importa em que situação eu esteja.” (citado em “Coragem para Mudar – Um dia de cada vez no Al-Anon II”, p.45).

Paulo, o erudito apóstolo escreveu: “... já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” Filipenses 4:11-13.

Está na dúvida? Fale com alguém experiente e ore a Deus sobre o assunto, com fé, humildade e perseverança. Ainda continua na dúvida? Comece a cultivar o pensamento de que isso pode ser a dádiva divina no sentido de você primeiro precisar estar pronto, pronta para obter a resposta. Ela virá no tempo e no modo certo que só Deus sabe.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com 

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Precisa de controle emocional?

quinta-feira, 23 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Uma pessoa deu uma resposta do por que sofre com descontrole emocional ao dizer que seu pai era assim. Influi na construção de nosso comportamento o fator genético e principalmente o que copiamos do comportamento do pai e da mãe na infância. As crianças copiam coisas boas e ruins dos pais e repetem na vida adulta, mesmo tendo prometido nunca agir como eles. 

Uma pessoa deu uma resposta do por que sofre com descontrole emocional ao dizer que seu pai era assim. Influi na construção de nosso comportamento o fator genético e principalmente o que copiamos do comportamento do pai e da mãe na infância. As crianças copiam coisas boas e ruins dos pais e repetem na vida adulta, mesmo tendo prometido nunca agir como eles. 

O primeiro passo para melhorar ela deu, que é reconhecer que tem este problema de descontrole emocional. Muita gente tem problemas de comportamento e negam ter, sempre jogando a culpa em algo fora de si. Em parte, a recuperação, paradoxalmente, começa com a aceitação da limitação. Você começa a mudar para melhor quando aceita seu problema, em vez de negá-lo. Aceitar não é o mesmo que concordar. É olhar para a realidade e ver que ela é um fato, que é verdade. Aceitar é parar de fugir. É admitir a verdade. Isso é o começo da recuperação. 

Faz parte da aceitação parar de se autoatacar e de se depreciar só porque você apresenta ainda defeitos de caráter. Desvalorizar a si mesmo por ter estes problemas só afunda mais. Você pode olhar para seu lado não saudável, talvez impulsivo e dizer para si: “Puxa! Que chato agir assim! Mas eu não sou só isso. Este comportamento que não gosto é parte de mim, não é o meu eu (self) todo.” Ou seja, olhe para si e veja que existe uma parte mental saudável que analisa o lado não saudável e vê que ele existe. É este lado saudável que pode entrar em ação para ajudar o lado doentio.  

Observe quando e o que produz descontrole em você, daí é possível começar a prevenir a recaída no comportamento ruim. Como? Ao perceber o fator gatilho, se possível se afaste dali. Fator gatilho é tudo aquilo que dispara uma reação desagradável em sua mente e comportamento. Se não der para se afastar, use o “lado saudável” de sua personalidade para comandar sua atitude.

Diga para si: “Isto está me deixando furiosa! Já sei que quando isto acontece tenho tendência de perder meu controle emocional. Mas não vou permitir isso. Quem manda em mim sou eu, não minha emoção.” Em seguida, focalize sua mente em outra coisa. Execute uma tarefa. Faça uma oração pedindo a Deus vitória sobre seu descontrole. Tome um copo de água. Respire fundo umas seis vezes de frente da janela aberta ou vá ao ar livre e faça isto. Comece a cantar um hino cristão, ouça uma música calma, serena. 

O “segredo” é descobrir o que dispara o descontrole e usar o lado saudável para lhe “dar um colo” e também para disciplinar as emoções. O descontrole pode ser comparado com uma criança que faz pirraça porque quer picolé na hora de sentar para o almoço. Ela quer o picolé porque quer. Daí a sua “mãe-pai” bom interno dirá com carinho e firmeza: “Querida, não, agora não é hora de chupar picolé!” Ou seja, diga para si mesma: “Não preciso repetir agora o mesmo comportamento ruim que via em meu pai/mãe. Não preciso!” Em seguida dê colo para si mesma, o que significa controlar seu impulso nervoso pela ação da graça de Deus que você havia pedido a Ele e por sua decisão de não se deixar levar pelo impulso imaturo. 

Isso é um exercício diário. Não vai mudar rapidamente, porque, afinal são tantos anos repetindo comportamentos ruins, não é? E precisa fazer esse treino um momento de cada vez. Vai dar certo. Leva tempo, mas se praticar, a vitória virá gradativamente. Um dia de cada vez. Uma situação de cada vez. Se recair, levante e recomece esse trabalho mental em busca de autocontrole emocional. A medicação não faz isso em seu lugar. Nem o seu psicólogo, psiquiatra ou qualquer outra pessoa. É você mesmo.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG  @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Você precisa mesmo comprar isso? – A compulsão por compras

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria?

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria? Pode existir uma diferença grande entre o que você realmente precisa e o que deseja.

A compulsão por compras serve para mascarar dores emocionais que para a pessoa são difíceis de serem encaradas para serem resolvidas de forma construtiva e funcional. Enquanto reações químicas cerebrais produzidas pela excitação das compras atua no cérebro, a pessoa se sente bem. Ao retornar para casa, e colocar as bolsas de compras na cama ou na mesa, a onda cerebral de prazer já terá passado e a pessoa se defrontará com a sensação de vazio novamente.

Pessoas diferentes se envolvem em compulsões às vezes diferentes, mas tendo um mesmo objetivo: buscar alívio da angústia, da tristeza, da sensação de falta de sentido para viver. Esses sentimentos podem estar enraizados em sofrimentos vividos ao longo da infância, ou na juventude e mesmo na vida adulta, para os quais a pessoa ainda não encontrou solução. Comprar de forma compulsiva serve como um calmante e euforizante temporário.

O compulsivo para compras precisa perceber gatilhos que disparam a fissura para adquirir objetos. Gatilhos externos podem ser propagandas, promoções, novidades, notícias sobre o “último lançamento” de um produto. Gatilhos internos que disparam a fissura pelas compras podem ser tédio, ociosidade, estresse, orgulho, egoísmo, inveja, conflitos familiares e pessoais.

Um fator que colabora para a obsessão por compras é ligado à cultura de consumo, ao mundo consumista, ao que a Bíblia denomina “concupiscência dos olhos”, ou seja, desejos desenfreados para obter o que os olhos podem ver e os sentimentos desejam, mesmo sem ter lógica nisso. Mas, o que também contribui para o consumismo que se enquadra na compulsão para compras, além do vazio interior, pode ser a comparação social. Você vê que seu vizinho comprou um novo carro, e começa a cultivar o desejo de fazer o mesmo. Pode ser por inveja, por futilidade, ou por querer diminuir ou apagar o sentimento de ansiedade e tristeza que podem perturbar, na falsa impressão de que obtendo aquele objeto, tudo ficará bem.

O Senhor Jesus ensinou nos Evangelhos que maior coisa é dar do que receber. E recomendou que não coloquemos nosso coração nos bens materiais, mas nas coisas do Céu. Se seu sofrimento com vício em compras está machucando muito, peça ajuda a Deus para lidar com isso, reconsidere seu sentido para a vida, reflita sobre que sofrimentos você passou em sua vida infantil e talvez na adolescência que produziram angústia, tristeza que podem estar empurrando você para tentar obter alívio disso através de compras. Se necessário, procure ajudar profissional com psicólogo de boa referência.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Doenças autoimunes e estresse

quinta-feira, 09 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Doenças autoimunes ocorrem quando o corpo se ataca. O sistema imunológico se torna incapaz de reconhecer a diferença entre vírus, bactérias e outros agentes que provocam doenças e os próprios tecidos do organismo. Trabalhos científicos mostram a ligação entre conflitos emocionais e doenças autoimunes.

Doenças autoimunes ocorrem quando o corpo se ataca. O sistema imunológico se torna incapaz de reconhecer a diferença entre vírus, bactérias e outros agentes que provocam doenças e os próprios tecidos do organismo. Trabalhos científicos mostram a ligação entre conflitos emocionais e doenças autoimunes.
Estudo científico realizado na Suécia e publicado em 2018 no site da revista da Associação Médica Americana, o JAMA Network, envolvendo 106.464 pacientes mostrou que estes indivíduos com distúrbios de estresse tiveram grande risco de doença autoimune subsequente. Os resultados indicam a possibilidade do estresse causar doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, psoríase, esclerose múltipla e diabetes tipo 1, por ter maior incidência de doenças autoimunes entre pessoas previamente diagnosticadas com distúrbios relacionados ao estresse.
Neste estudo na Suécia eram mais propensos a serem diagnosticados com doença autoimune cerca de nove em 1.000 pacientes por ano, com distúrbios relacionados ao estresse, mas apenas cerca de seis por 1.000 pacientes no ano entre aqueles sem distúrbios de estresse.
Os pesquisadores analisaram mais de 100 mil pessoas diagnosticadas com transtornos do estresse e compararam sua tendência de desenvolver doenças autoimunes pelo menos um ano depois com 126 mil de seus irmãos e outros milhões de pessoas sem transtornos relacionados ao estresse.
O estudo descobriu que os diagnosticados com um transtorno do estresse eram mais propensos a desenvolver várias doenças autoimunes e com taxa maior de doença autoimune se eram mais jovens.
Isso não significa que distúrbios ligados ao estresse causam doenças autoimunes. Mas, este estudo envolvendo milhares de suecos mostrou que a exposição a um transtorno relacionado ao estresse foi bastante associada ao aumento do risco de doença autoimune ligado ao evento estressor.
Uma das teorias sobre doença autoimune e estresse é que períodos longos de estresse e eventos traumáticos mudam a expressão de nossos genes. O trauma emocional altera a sinalização neuroquímica em nossos corpos, o que cria um ambiente onde o corpo começa a se atacar.
O cérebro foi projetado por Deus para criar continuamente novos caminhos e encontrar saídas para o sofrimento. Novas redes de neurônios, que são as células cerebrais, podem ser criadas de várias maneiras, com mudanças de comportamento, de ambiente e estilo de vida o que contribui para a recuperação de doenças autoimunes.
Procure reduzir seu estresse. Pratique atividades físicas ao ar livre. Tome bastante água cada dia nos intervalos das refeições. Se exponha à luz solar pelo menos 15 minutos cada dia. Use alimentação vegetariana. Evite bebidas alcoólicas e cafeína em qualquer forma. Respire ar puro. Evite dormir após 22h. Tenha um hobby saudável. Mantenha contato afetivo com sua família e amigos procurando resolver pendências nestes relacionamentos, pelo menos do que depende de você. E confie no amor de Deus manifestado de forma pessoal para lhe ajudar. Tudo isso junto produzirá melhor saúde física, mental, social e espiritual, trazendo alívio ou cura para sua doença autoimune.
_______
Cesar Vasconcellos de Souza
doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Placebo e nocebo

quinta-feira, 02 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Você já deve ter ouvido falar em efeito placebo. E nocebo? Efeito placebo e efeito nocebo são dois fenômenos psicológicos e fisiológicos opostos, mas que têm o mesmo princípio, ou seja, são ligados com os efeitos da mente sobre o corpo.

Você já deve ter ouvido falar em efeito placebo. E nocebo? Efeito placebo e efeito nocebo são dois fenômenos psicológicos e fisiológicos opostos, mas que têm o mesmo princípio, ou seja, são ligados com os efeitos da mente sobre o corpo.

Efeito placebo é a melhora de sintomas que uma pessoa experimenta após um tratamento sem efeito ativo, por exemplo, tomando um comprimido de açúcar ou de amido, crendo que se trata de um remédio verdadeiro. Ela crê que é um medicamento real e se sente melhor. Quando cremos em algo bom, nosso corpo pode liberar substâncias como a endorfina e a dopamina, que diminuem a dor e melhoram o bem estar emocional.

Já o efeito nocebo é a piora de sintomas ou surgimento de efeitos negativos por causa da expectativa negativa que a pessoa nutre, mesmo sem causa física real para tais sintomas. Isso acontece por causa do medo ou crença de que alguma coisa fará mal. Por exemplo, uma pessoa toma um remédio inofensivo, mas ao ler na bula sobre possíveis efeitos colaterais, começa a sentir dor de cabeça ou náusea. O medo e a ansiedade podem ativar a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina.

Estes dois efeitos mostram como a mente é unida ao corpo e produz efeitos físicos, bons ou ruins, dependendo da crença psicológica, a qual pode ser positiva ou negativa.

Vamos ver alguns exemplos clínicos. Várias pessoas participando de uma pesquisa científica, e tendo dor muscular recebem um comprimido sem princípio ativo achando que é um analgésico. Algumas poderão sentir redução da dor mesmo sendo um remédio sem efeito químico, porque acreditam, e essa crença libera analgésicos naturais produzidos pelo corpo, chamados “endógenos”, como a endorfina.

Outro exemplo é quando um laboratório farmacêutico pesquisa um novo antidepressivo. No grupo de pacientes que recebem um tratamento com comprimidos sem efeito antidepressivo, vários podem relatar melhoras do estado depressivo. Eles tomaram um placebo e sentiram melhor. A atitude mental de crer favorece a melhora, mesmo não tendo tomado um antidepressivo real.

Certa vez uma equipe de neurocirurgia num hospital me pediu para avaliar um paciente que tinha dor na coluna lombar e que não melhorava com medicamentos via oral para dor, mas que relatou melhora quando injetaram um placebo. Aquela pessoa acreditou na injeção e comentou ter sentido diminuição da dor lombar.

Por outro lado, algumas pessoas muito impressionadas, ansiosas, com medo excessivo, muito preocupadas, podem apresentar efeitos colaterais tomando medicamentos sem efeito. Por exemplo, o médico pode explicar que o remédio que a pessoa precisa tomar pode ter como efeito colateral dor de cabeça. É dado para o paciente uma pílula sem produto químico, mas a pessoa diz sentir dor de cabeça. Isso é o efeito nocebo.

Importante, então, considerar o seguinte: a forma como o tratamento é apresentado pode influir no resultado do mesmo. A confiança no médico e no tratamento pode produzir melhores resultados. O medo, a tristeza, a ansiedade, a desconfiança podem piorar os sintomas ou criar sintomas não prováveis de surgirem com aquele medicamento ou procedimento. A atitude mental é muito influenciadora da saúde ou da doença.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.