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Próxima parada: aumento no preço dos alimentos

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Comida mais cara

Que a “vida” anda muito cara, todos nós já sabemos e estamos sentindo isso nos nossos bolsos já faz um bom tempo. Os aumentos constantes nos preços de combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, aluguéis de imóveis vêm galgando a passos largos e pesando cada dia mais no orçamento do brasileiro, que não está vendo seu salário aumentar conforme a inflação.

Comida mais cara

Que a “vida” anda muito cara, todos nós já sabemos e estamos sentindo isso nos nossos bolsos já faz um bom tempo. Os aumentos constantes nos preços de combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, aluguéis de imóveis vêm galgando a passos largos e pesando cada dia mais no orçamento do brasileiro, que não está vendo seu salário aumentar conforme a inflação.

No entanto, as notícias ruins não param por aí. A previsão é que o preço de alimentos como café, laranja, carne bovina, milho, feijão e arroz devam aumentar devido à falta de chuvas que atingem nosso país atualmente.

Falta de chuvas e altas temperaturas

Atualmente, o mundo passa por um processo de mudanças climáticas drásticas, alcançando temperaturas de 50 graus em partes da Europa, em lugares em que isso nunca ocorreu anteriormente. O Brasil, por exemplo, vem enfrentando um longo período de estiagem que tem trazido climas secos e prejuízos nas lavouras.

O déficit hídrico impacta diretamente não só na produção de hortaliças, grãos e leguminosas, mas também, no preço final da carne de bovinos e dos frangos, uma vez que o pasto e a soja são ingredientes essenciais para desenvolvimento e engorda dos mesmos. Logo, com menos oferta de animais gordos para o abate, o preço também deve subir.  

Além disso, deve-se levar em conta o aumento da bandeira tarifária de energia elétrica, que a tornou ainda mais cara, devido aos baixos níveis de água nos reservatórios das hidroelétricas. Fazendo com o que custo embutido na industrialização, nos comércios, fazendas e galpões, aumente e seja repassado ao consumidor final em efeito cascata.

O café por sua vez, poderá sofrer um aumento de quase 40%, segundo a Associação Brasileira de Café, devido ao segundo ano seguindo de baixíssima produção, devido à seca. Nesse mesmo sentido, a produção de arroz e feijão que demandam muita água para o cultivo também devem enfrentar impactos negativos e consequente aumento no preço pela regra da oferta e demanda.

Consequências imediatas

Dessa forma, com o brasileiro com menos renda e chegando a marca de quase de 15 milhões de pessoas desempregadas no país, as famílias já tem optado por alimentos mais baratos no seu dia-a-dia, acarretando numa queda na qualidade e variedade nos pratos de comida.

Daniella Morgado, friburguense, nutricionista com especialização materno-infantil e que conta no currículo com o atendimento de personalidades famosas relata que quem não tem condições financeiras para manter uma rotina alimentar vasta e de qualidade, é obrigado a se contentar com pouco e o básico para se alimentar.

“Infelizmente, com a alta dos preços dos alimentos, a população tende a comprar menos comida ou então se alimentam com comida de baixa qualidade e valor nutricional. Isso tem impacto direto na saúde, já que esses alimentos costumam ser ricos em sódio, gordura saturada, açúcar, tornando mais propício o surgimento de colesterol elevado, obesidade, desnutrição, hipertensão, problemas cardiovasculares, dentre outros.”

Desse modo, segundo Daniella Morgado, uma opção viável à saúde e ao bolso é que se dê a preferência para frutas, verduras e legumes da estação uma vez que o consumo se torna mais barato e nutritivo, especialmente se comprados nos dias de feira livre, em que se é possível comprar com descontos maiores.  E, por fim, optar pelo consumo de proteínas como frango e ovo, quando o valor da carne bovina não estiver viável.

A verdade é que a vida do brasileiro se compara a um grande ônibus, desgovernado e sem freio, em que a “próxima parada” é o aumento dos preços de alimentos e a pergunta que fica é: “Em que ponto nós iremos parar?”.

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Existe limite para a liberdade de expressão?

quinta-feira, 09 de setembro de 2021

O que é como surgiu esse direito?

Entende-se como liberdade de expressão o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões, sempre com respeito e veracidade de informações, sem o medo de represálias ou censura.

O histórico e clamado direito à liberdade de expressão foi, sem dúvida alguma, um dos marcos mais importante da legislação moderna brasileira, sendo contemplado e retirado em diversos momentos históricos conturbados.

O que é como surgiu esse direito?

Entende-se como liberdade de expressão o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões, sempre com respeito e veracidade de informações, sem o medo de represálias ou censura.

O histórico e clamado direito à liberdade de expressão foi, sem dúvida alguma, um dos marcos mais importante da legislação moderna brasileira, sendo contemplado e retirado em diversos momentos históricos conturbados.

Durante a vigência dos “anos de chumbo”, houve a criação do Ato Institucional nº 5, medida mais dura da ditadura militar, que implementou a censura no Brasil, época de muitas torturas, prisões, exílios, restrições na imprensa e mortes. Contudo, com o fim do regime militar, a evolução da sociedade e a vinda da Constituição de 1988, nossa lei maior a assegurou como um direito essencial e fundamental, sem o qual, eu, Lucas Barros, sequer poderia estar escrevendo neste jornal.

Há limites para a liberdade de expressão? Quais seriam esses limites?

Bom, importante ressaltar que a liberdade de expressão brasileira não é como a norte-americana. Nos Estados Unidos, o direito às manifestações e aos discursos levam em conta não somente o que é falado, mas o contexto. Não muito distante, em 2017, os Estados Unidos tiveram uma passeata do movimento neonazista americano de forma legítima e sem perturbações. Ainda no mesmo ano, a Ku Klux Klan, movimento de supremacia branca que perseguiu negros durante os séculos 19 e 20, realizou uma passeata na cidade de Charlottesville.

O caso brasileiro é diferente. Ocorre que a Alemanha e o Brasil se alinham aos pactos internacionais como modo de proteger não somente a liberdade de expressão, mas também, a igualdade e dignidade da pessoa humana, sendo sempre defendida a ideia de que não existe direito absoluto e ilimitado.

Nesse sentido, a expressão livre no Brasil existe, contudo há limites. Tenho o direito de me expressar, mas isso não me dá o direito de incitar a violência ou eleger um grupo da população como “inimigo comum”, por meio de homofobia, racismo, xenofobia ou violência religiosa, visto que são crimes previstos em lei. Por esses e outros motivos, o Ministério Público entendeu como crime as frases proferidas pela pregadora em uma igreja evangélica em  Nova Friburgo e que deu origem a um processo criminal por racismo e homofobia.

Da mesma forma, manifestar a volta de regimes ditatoriais, ameaçar a integridade e a vida de pessoas públicas e o funcionamento da democracia também são delitos previstos em lei e não estão abarcados pela conquista histórica de podermos nos expressar. O verdadeiro limite da liberdade de expressão é a lei.

O escritor, Hamilton Ferraz, doutor em Direito pela PUC-Rio e professor da Universidade Estácio de Sá de Nova Friburgo explica que o direito a liberdade de expressão é fundamental e essencial para cada democracia, porém não deve ser entendido como ilimitado e absoluto. Para ele, ofender, ferir, odiar, mentir e propagar ofensas, ódios e mentiras é algo incabível em nosso regime constitucional.

“Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Nem toda fala, discurso ou manifestação podem ser tolerados. O grande limite à liberdade de expressão é o ponto em que seu exercício passa a ameaçar as liberdades e direitos de todos os demais - quando, então, já não mais se trata de ‘liberdade’, mas de crime.”

O fato é que a liberdade de expressão no Brasil não é absoluta e o limite dela é a lei. Discursos de ódio, crimes de calúnia, difamação, preconceito e ameaças não tangem o limite do aceitável na democracia em que vivemos. Nesse momento tão delicado que vivemos, é importante mantermos atentos e tomarmos os devidos cuidados para não confundirmos “tomada com focinho de porco”.

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Setembro Amarelo: a autoimagem atrelada às mídias sociais

quinta-feira, 02 de setembro de 2021

Inseguranças relacionadas ao corpo, altas cobranças acadêmicas, redes sociais que expõem realidades inalcançáveis, necessidade de estarem superpreparados em um mercado de trabalho ultraconcorrido, baixas expectativas salariais em seus empregos, custo elevadíssimo de vida e medo de frustrações são apenas alguns dos gatilhos que tanto afetam as pessoas atualmente.

Inseguranças relacionadas ao corpo, altas cobranças acadêmicas, redes sociais que expõem realidades inalcançáveis, necessidade de estarem superpreparados em um mercado de trabalho ultraconcorrido, baixas expectativas salariais em seus empregos, custo elevadíssimo de vida e medo de frustrações são apenas alguns dos gatilhos que tanto afetam as pessoas atualmente.

Setembro é o mês conhecido pela campanha mundial de luta contra suicídio e de conscientização sobre a depressão. O assunto que outro dia já foi um tabu ganhou espaço de voz na sociedade, contudo ainda enfrenta grandes dificuldades por conta de preconceito, na busca por ajuda e na identificação dos sinais.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a primeira posição no ranking internacional de pessoas com ansiedade, contando com quase 19 milhões de brasileiros afetados por esse problema, quase 10% da população brasileira.

O dilema gerado pelas redes sociais  

Quem, nos dias de hoje, não está conectado? Bom... quase todo mundo possui uma conta em uma rede social, que é um grande facilitador na vida de muita gente, pelo dinamismo nas comunicações e pela velocidade de informação. Contudo, as mesmas têm trazido problemas para muitas pessoas.

Em se tratando do universo virtual é fácil notar o bombardeio e a glamorização de realidades que muitas vezes não correspondem à normalidade padrão. Não é difícil abrir o seu instagram e achar uma foto de uma pessoa, que com o uso em abuso de filtros e aplicativos, mostram o corpo perfeito que recebe seus milhares de likes e os elogios de muitas pessoas desconhecidas.

Contudo, é preciso entender que nem tudo que está nas mídias sociais é de fato real. Estudos recentes no campo da psiquiatria e da psicologia têm demonstrado que os casos de depressão e ansiedade têm sido diretamente afetados pelas redes virtuais, sendo os mais vulneráveis, as crianças e os adolescentes.

A cobrança em sempre querer aparentar o melhor de si na rede social tem trazido efeitos negativos na vida real. Não é a toa que o Brasil ocupa o maior índice mundial de cirurgias plásticas, conseguindo uma marca de 97 mil cirurgias realizadas em pessoas antes mesmo de alcançarem a maioridade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP).

Docente do curso de Psicologia na Estácio de Sá, mestra pela PUC-RJ e psicanalista, Natália Amêndola Santos, relata que pesquisadores apontam para um impacto negativo do uso excessivo das redes sociais em relação ao aspecto emocional, uma vez que intensifica as formas de ansiedade, podendo desencadear um processo depressivo.

“Entretanto, não podemos deixar de considerar que existem diversas formas de utilizar as redes. O importante, neste caso, é refletir e avaliar a relação que se tem se estabelecido e qual é o uso que se faz das redes sociais. Esse critério é fundamental para compreender se esta interação tem afetado negativamente o usuário.”

O fato é que todos nós somos únicos e precisamos entender o motivo em nos compararmos tanto com os outros. Comparações negativas são um passo para infelicidade, visto que nos fazem sentir inferiores e injustos com nós mesmos. É fundamental buscarmos o equilíbrio entre o uso das redes e o bem-estar.

A depressão e a ansiedade vêm sendo desmitificadas também nas diferentes camadas da sociedade, sendo compreendida como algo relativamente comum. Se você conhece alguém que precisa de ajuda, busque suporte profissional através de um psicólogo. Ligue ainda para o 188 e fale com Centro de Valorização da Vida.

O Setembro Amarelo pode salvar vidas e você não está sozinho!

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Os jovens e o maior índice de desemprego histórico

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

“O mercado de trabalho é cruel”. Todo mundo já escutou essa frase, certo? Bom, essa é a realidade nua e crua, especialmente em se tratando da realidade brasileira em que vivemos, afetada pelos reflexos econômicos e sociais causados pela crise da Covid-19.

“O mercado de trabalho é cruel”. Todo mundo já escutou essa frase, certo? Bom, essa é a realidade nua e crua, especialmente em se tratando da realidade brasileira em que vivemos, afetada pelos reflexos econômicos e sociais causados pela crise da Covid-19.

Inicialmente, é necessário entender como “desempregado” a pessoa com idade para trabalhar que não está laborando, mas que está disponível e tentando encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta apenas não possuir um emprego. Por exemplo, um universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não exerce função fora, não podem ser considerados desempregados.

Ocorre que, neste ano, o Brasil, alcançou o patamar histórico de desemprego, chegando a marca de quase de 15 milhões de pessoas  desempregadas e desocupadas, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são ainda mais preocupantes, especialmente, se nos recordarmos do custo de vida que aumentou exponencialmente nos últimos anos, trazendo valores históricos, e até absurdos, ao preço cobrado pelos itens da cesta básica e aos gastos essenciais, como: luz, internet, água etc.

Dificuldades dos recém-formados

A dificuldade do jovem no ingresso no mercado de trabalho é outro fator preocupante. Nos dias atuais, felizmente, possuímos um processo de educação superior mais acessível e inclusivo à parte da população, fazendo com que os jovens terminem os seus estudos por volta dos 24 a 30 anos.

Por outro lado, infelizmente, nota-se que 51% dos recém-formados não estão trabalhando, dos 43% que estão inseridos no mercado de trabalho, menos de 20% atuam na área específica para qual decidiram estudar, segundo dados apurados pelo Núcleo Brasileiro de Estágios. Mostrando assim, que somente o estudo não é mais um fator diferencial.

Nota-se ainda, por meio de pesquisa realizada pelo IBGE, em março deste ano, que 29% das pessoas desempregados possuem 18 a 24 anos. E ainda mais preocupante, essa marca chega aos 34% em se tratando da idade entre 25-39 anos.

E engana-se somente quem acha que a falta de oportunidades aos jovens têm sido por falta de vagas. As empresas têm sido cada vez mais seletivas e são poucos os negócios que estimulam a contratação de pessoas sem experiência profissional anterior. Assim, torna-se ainda mais difícil para que um recém-formado consiga seu primeiro emprego.

Por fim, a alta procura de pessoas por vagas no mercado de trabalho, tem mexido diretamente com a famosa “lei da oferta e da procura”. Com poucos empregos disponíveis no mercado de trabalho e com muitas pessoas desempregadas, os salários, em geral, são oferecidos em valores abaixo ao de mercado. Para muita gente, esse tem sido o momento de tentar agarrar qualquer trabalho para não ficar sem renda.

Soluções

Nova Friburgo, por exemplo, não é um polo gigantesco de empregos como era antigamente. Isso é um fato. Contudo, existem possibilidades, especialmente com o avanço do home office, que tornaram possível um trabalho em uma grande empresa com sede em São Paulo, por exemplo, poder ser exercido da sua casa.

Há a necessidade ainda, de salientar a gama de oportunidades para vagas de trainee’s que foram abertas nos últimos dias em empresas expressivas no mercado global. Para quem ainda não conhece o termo trainee, trata-se de um programa especial para que um recém-formado possa ser moldado ao perfil da empresa, para no futuro, ele assumir o posto como funcionário efetivo.

Quando o assunto é jovem e o mercado de trabalho, a busca por conhecimento e por oportunidades é essencial, afinal, todo mundo precisa (ou precisou) de uma primeira chance.

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Feminicídio: a epidemia dentro da pandemia

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

O ano de 2020 foi marcado pela chegada da pandemia mundial do novo coronavirus (Covid-19) que veio a ceifar muitas vidas, sendo freado pelo distanciamento social, pelo uso de máscaras e pela vacina, que salva vidas. Entretanto, a epidemia da violência doméstica e do feminicídio cresceram assustadoramente nos tempos de isolamento social.

O ano de 2020 foi marcado pela chegada da pandemia mundial do novo coronavirus (Covid-19) que veio a ceifar muitas vidas, sendo freado pelo distanciamento social, pelo uso de máscaras e pela vacina, que salva vidas. Entretanto, a epidemia da violência doméstica e do feminicídio cresceram assustadoramente nos tempos de isolamento social.

Recentemente, em nossa cidade, tivemos a triste notícia de um suposto caso de feminicídio, gerando tamanha comoção e revolta por parte da população, diante da agressividade e brutalidade, não somente com a esposa, que estava grávida, mas com o restante de sua família.

Evidentemente para que fique comprovado o feminicídio neste caso, será necessária toda investigação da Polícia Civil, seguido do julgamento do juízo da 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, que virá ou não a levar o acusado ao Tribunal do Júri Popular, sendo garantido o direito à defesa ao acusado.

O que é o feminicídio

Mas o que esse crime significa, exatamente? Quer dizer que toda e qualquer mulher morta é vítima de feminicídio? A resposta é não!

Feminicídio é o termo usado para denominar o assassinato de mulheres cometido em razão do desprezo, da violência doméstica ou pela condição de gênero, ou seja, pelo simples fato de ser mulher!

Essa lei alterou o Código Penal, em 2015, incluindo-o como qualificadora do crime de homicídio, além de colocá-lo na lista dos crimes hediondos. A condenação para um homicídio normal prevê pena de seis a 20 anos de prisão. Para um feminicídio, a condenação varia entre 12 a 30 anos.

A realidade brasileira escancara altos números de mulheres mortas, especialmente, as vítimas de relacionamentos abusivos e de términos mal resolvidos que acabaram em tragédia.

Antes de 2015, podemos citar alguns casos famosos que chocaram o país, como: o da jovem Eloá, morta pelo seu ex-namorado após ter sua liberdade privada por dias; caso Eliza Samúdio, em que a mesma supostamente teve sua vida ceifada por conta de pensão; e o caso Mércia Nakashima, em que a mesma foi assassinada pelo ex-namorado, com um tiro e teve seu corpo jogado dentro de uma represa.

Contudo, como estes foram casos anteriores à lei do feminicídio, não foi levado em conta como agravante, o fato de todos serem ex-parceiros de relacionamento das vítimas e essa ter sido uma das circunstâncias fundamentais para que a crime ocorresse. Mas agora, a realidade é outra!

Dados do feminicídio

Segundo dados apurados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (ABSP), os crimes de feminicídio, somaram 1.338 mortes, somente em 2020. Isso gera a assustadora marca média de que uma mulher foi morta à cada sete horas no Brasil. Em relação ao perfil das vítimas, nota-se que uma em cada três mulheres tinha entre 18 e 30 anos, sendo 62% delas, negras.

De acordo com a mesma fonte de pesquisa, 81,5% dos feminicídios foram causados pelo atual ou ex-companheiro, demonstrando relação direta dos reflexos de uma sociedade brasileira machista e patriarcal, em que a mulher é tratada como posse.

Conclusão

Infelizmente, já não é primeira vez e nem será a última, que, nós, friburguenses, presenciaremos essa deprimente realidade que está entranhada na cultura brasileira. O pilar básico para mudarmos a sociedade se chama: educação!

Contudo, em caso de risco, não hesite em ligar imediatamente para a Polícia Militar: 190, Disque Denúncia: 180 ou para o Disque 100. Sua vida é única!

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Preço da gasolina aumenta mais uma vez

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Centavinhos que pesam no bolso

Se você possui um carro ou uma moto, certamente, o dinheiro que antes completava um tanque de gasolina, sem sombras de dúvida, não é mais o mesmo. Ou não passa nem perto! Com o passar dos anos, os aumentos de centavinhos em centavinhos pesam hoje no bolso do brasileiro, trazendo o preço do combustível a patamares históricos.

Centavinhos que pesam no bolso

Se você possui um carro ou uma moto, certamente, o dinheiro que antes completava um tanque de gasolina, sem sombras de dúvida, não é mais o mesmo. Ou não passa nem perto! Com o passar dos anos, os aumentos de centavinhos em centavinhos pesam hoje no bolso do brasileiro, trazendo o preço do combustível a patamares históricos.

Recentemente, a Petrobrás anunciou uma nova alta no preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Segundo a companhia, ocorreu um aumento de 6,3% no valor, fazendo com que o litro saia mais caro da refinaria e em compensação, seja repassado o custo ao consumidor final. Ou seja, nós.  

Custo alto e benefício pouco

Você sabia que a gasolina brasileira não é tão pura quanto parece? De acordo com a nossa legislação é autorizada a composição desta com o percentual de aproximadamente 25% de álcool anidro, popularmente conhecido como etanol. Como se já não bastasse a mistura e a queda de qualidade dos combustíveis nos postos, o nosso Estado do Rio de Janeiro possui uma das gasolinas mais caras do país!

 A primeira posição, segundo levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), é ocupada pelo estado do Acre, que se encontra demograficamente longe do refino de combustíveis, o que embute custos elevados no transporte do combustível. Em seguida, o segundo lugar é ocupado pelo estado do Rio de Janeiro.

Soa até irônico saber que o nosso estado é o que mais produz petróleo no Brasil, responsável por 72% da produção nacional e, em contrapartida, possuirmos valores absurdos cobrados nas bombas dos postos fluminenses. A grande carga tributária do Rio de Janeiro é a culpada e onera demais o bolso dos consumidores que necessitam tanto do combustível para o seu dia-a-dia.

Realidade brasileira e a dolarização

O Brasil não é autossuficiente em combustíveis desde o ano de 2011. Apesar de produzir mais quantidade de barris de petróleo do que consome, a capacidade de processamento e refino da matéria prima ainda não suporta a demanda nacional. Segundo um estudo realizado pela Universidade Rural do Estado do Rio de Janeiro e da Coope/UFRJ, a capacidade de produção das refinarias nacionais é somente de 75%, em média.

Por esse motivo, necessitamos importar derivados de petróleo para suprir a necessidade brasileira. Somente no ano de 2018, o nosso país vendeu aproximadamente 410 milhões de barris de petróleo, especialmente para a China. Em contrapartida, importou 68 milhões de barris de derivados, como gasolina e diesel, maior parte do Oriente Médio e do continente africano.

Fator relevante foi a mudança na política de preços da estatal brasileira que passou a se regular pelo mercado internacional a partir de 2016. Ou seja, o preço que você paga no posto passou a ser um valor “real”, no entanto a realidade brasileira não é a mesma dos países desenvolvidos. O que leva à decisiva pergunta: o petróleo é mesmo nosso ou de uma elite de acionistas? Pois os grandes acionistas são os únicos satisfeitos. A alta inflação dos combustíveis cria efeito cascata e massacra o poder de compra da grande maioria dos brasileiros. Será que essa conta é mesmo sua?

Alguns postos de Nova Friburgo já tiveram reajuste no valor dos combustíveis. Por certo, a gasolina já aumenta periodicamente desde 2016, contudo o momento agora é de botar os cintos e economizar, porque a tendência é de aumentos constantes no futuro.

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LGBTfobia é crime!

quinta-feira, 05 de agosto de 2021

Realidade brasileira

Começo a coluna desta semana com o seguinte questionamento: Você sabe quantas pessoas gays (lésbicas, trans, bi’s etc) morrem no Brasil por dia devido ao preconceito?

Uma pessoa a cada 20 horas foi morta no Brasil, de forma violenta, segundo dados coletados de uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, importante fonte de fiscalização e apoio às causas LBGTQI+, em 2018.

Realidade brasileira

Começo a coluna desta semana com o seguinte questionamento: Você sabe quantas pessoas gays (lésbicas, trans, bi’s etc) morrem no Brasil por dia devido ao preconceito?

Uma pessoa a cada 20 horas foi morta no Brasil, de forma violenta, segundo dados coletados de uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, importante fonte de fiscalização e apoio às causas LBGTQI+, em 2018.

No total, 420 pessoas morreram de modo hostil em um único ano, seja por arma de fogo, espancamento, pauladas ou suicídio. Segundo a pesquisa do mesmo orgão, os dados da violência contra LGBTQIA+, em 2010 ocorreram 130 homicídios, enquanto poucos anos depois, em 2017, esse dado já computava 445 mortes durante a vigência deste mesmo ciclo anteriormente apurado, ou seja, um aumento de 242%.

Essa realidade no Brasil é a que ceifa a vida de muitas pessoas, deixando famílias desamparadas, cicatrizes nos rostos das vítimas e sequelas permanentes na alma de quem é acometido por esse tipo de violência que não deveria sequer existir.

Em 2019, no Brasil, a LGBTfobia foi considerada crime através de uma polêmica decisão envolvendo grupos religiosos, as duas casas do Legislativo e o Superior Tribunal Federal. Dessa forma, através do julgamento da Ação Direta de Insconsticuionalidade por Omissão (ADO nº 26) e do mandado de injunção 4.733, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entenderam que a homofobia é um crime análogo ao de racismo, sendo assim, passível de processo criminal e até prisão.

Novas perspectivas e reflexões

Nesse sentido, sabe-se que homossexualidade não se trata de perversão humana, mas sim, de uma preferência individual de cada pessoa, exprimida por meio da sua expressão de sexo, gênero, sexualidade e amor. Muitos podem questionar e dizer que se trata de uma escolha e eu lhes perguntarei: “Em que dia da sua vida você escolheu ser heterossexual?”.

Eu posso escolher muitas coisas na minha vida, seja o meu almoço num domingo de sol, a roupa que irei vestir no dia de amanhã, a cor do meu próximo carro. Agora, o que realmente se gosta, não dá para escolher. Você gosta e pronto! Amor não se explica, amor se sente!

Ao passo que a sociedade transcorre com o passar dos anos, vivemos uma evolução social que nos permite questionar situações que anteriormente eram cotidianas e habituais.

Um grande exemplo disso se dá pela gama de direitos cedido às mulheres nos tempos atuais, dadas as discrepâncias sociais, que foram incorporadas recentemente. Seria impensável em tempos antigos que mulheres possuíssem deveres e direitos em parâmetros de equidade aos homens, como: poder estudar, poder votar, poder dizer “não” para uma relação sexual com o marido, poder ser independente civilmente e financeiramente etc.

O mesmo, seria impensável aos afro-descendentes, que nos anos de 1500 até 13 de maio de 1888, eram escravizados como mercadorias, das formas mais cruéis e horrendas que esse mundo já pode imaginar, dentro de navios negreiros em que muitos preferiam perder a vida do que viver o resto dela como escravo. 

Caso uma pessoa dos anos 1500 pudesse viajar no tempo aos dias atuais, certamente, seria de grande espanto que pessoas negras, pardas e ameríndias, possam andar livremente na rua, que usufruam de liberdade religiosa e intelectual, que possam ter um trabalho e adquirirem bens.

Esperamos que daqui a alguns anos, toda sociedade consiga olhar para trás e perceber que 420 pessoas mortas em um ano, de forma violenta, por possuírem liberdade sexual e de gênero soe como um absurdo, Assim como a escravidão e a violência contra a mulher soam nos dias atuais (ou deveriam soar).

Respeito é essencial! Vamos viver menos ódio e mais amor! Homofobia é coisa do passado e é crime!

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O home-office veio para ficar?

quinta-feira, 29 de julho de 2021

O que é o home-office?

O home-office é uma palavra de língua inglesa e que significa “trabalho feito de casa”. Por mais recente e novo que pareça ser essa modalidade de serviço, o primeiro registro datado desta prática vem de 1857 nos Estados Unidos através do uso de telégrafos. Contudo, somente com o advento do computador, essa prática começou a ser mais cotidiana e, hoje, já é uma realidade mundial.

O que é o home-office?

O home-office é uma palavra de língua inglesa e que significa “trabalho feito de casa”. Por mais recente e novo que pareça ser essa modalidade de serviço, o primeiro registro datado desta prática vem de 1857 nos Estados Unidos através do uso de telégrafos. Contudo, somente com o advento do computador, essa prática começou a ser mais cotidiana e, hoje, já é uma realidade mundial.

Com a pandemia causada pela Covid-19 e pela realidade do isolamento social obrigatório, o home-office se mostrou necessário para que muitas empresas mantivessem seu funcionamento, sejam estas privadas ou públicas.

Avanço ou retrocesso?

Atualmente, existe algo que você não consegue comprar e ele se chama “tempo”. Com o advento do serviço remoto, trabalhadores tiveram uma economia de horas em seus dias, uma vez que gastavam muito tempo no transporte entre sua casa e o seu local de serviço. Assim, trabalhando de casa, a produtividade em tempo de cada empregado – e empregador – cresceu, podendo ser convertida ao lazer, ao maior contato com a família, ao lar e ao descanso.

Outro fator positivo foi o aumento da flexibilização nos horários de trabalho. Hoje, em algumas modalidades de serviço, o empregado não precisa necessariamente estar ativo durante um horário determinado de trabalho. Assim, não existe uma carga horária a se cumprir, mas sim, metas diárias, mensais e anuais. As pessoas noturnas que são mais produtivas nas madrugadas são as que mais se adaptam a esse “novo normal”. 

Além disso, a redução de custos para as empresas é um dos pontos principais para que o home-office tenha aumentado tanto. Alugar ou comprar um espaço físico tem sido cada vez mais caro e inviável para muitas empresas, gerando custos adicionais ao balanço financeiro dos empregadores. Assim, com o empregado trabalhando de casa, a empresa corta gastos como aluguéis de salas maiores, contas de luz e água, auxílio-transporte etc.

Por fim, houve uma maior gama de oportunidades de emprego proporcionadas pelo trabalho remoto. Já pensou em trabalhar numa grande empresa de São Paulo ou do Rio de Janeiro sem ter que se mudar de Nova Friburgo? Isso agora é possível! Trabalhos como os de atendentes online e de telemarketing, moderadores de sites, programação e design digital explodiram em 2020, em número de vagas e de candidatos. E sem dúvida, isso somente se tornou possível por conta do home-office que foi um grande facilitador.

Contudo, torna-se extremamente necessário conciliar o ambiente doméstico e o profissional. A casa, para muitos, é um local familiar, em que pessoas com diferentes personalidades convivem no mesmo espaço e, muitas vezes, o trabalho remoto não é muito bem compreendido e respeitado por todos. Então, trabalhar de casa, pode ser sinônimo de brigas e de estresse.

Por fim, a não existência de locais físicos nas empresas dedicados ao trabalho faz com que os empregados trabalhem mais em casa. Antes, o funcionário terminava seu expediente, pegava suas coisas e ia embora para seu lar. Hoje, como a casa é o seu ambiente profissional, há, às vezes, sobrecarga do funcionário que tem que interromper seu descanso para, “rapidinho”, resolver qualquer contratempo fora do seu horário laboral.

Além disso, ainda deve-se pensar na necessidade da empresa se reinventar para manter a equipe integrada, uma vez que a união e o convívio cria a motivação, vínculos e identidade.

Futuro incerto

O home-office não surgiu ano passado, mas o modo como enxergamos o trabalho de fato mudou. Isso é inegável! Contudo, trago o seguinte questionamento ao leitor. Com o avanço da vacinação das pessoas e a retomada dos “dias normais”, como éramos habituados a viver, as experiências dos empresários e dos trabalhadores, farão do home-office uma realidade para o futuro?

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Violência doméstica: O que é e o que fazer?

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Há poucos dias, foram vazados vídeos gravados por câmeras de seguranças que comprovaram a violência doméstica sofrida pela influenciadora e arquiteta, Pamella Holanda, em face do seu parceiro, DJ Ivis, famoso musicista do cenário nacional e a repercussão tomou conta da internet.

Há poucos dias, foram vazados vídeos gravados por câmeras de seguranças que comprovaram a violência doméstica sofrida pela influenciadora e arquiteta, Pamella Holanda, em face do seu parceiro, DJ Ivis, famoso musicista do cenário nacional e a repercussão tomou conta da internet.

As gravações demonstraram uma agressividade assustadora, que contou com sessões de pontapés, socos, tapas e até mesmo, agressões em frente à filha do casal, com apenas nove meses de idade. Infelizmente, o caso DJ Ivis impressiona, mas não surpreende! A violência doméstica é uma realidade em muitos lares brasileiros e ouso dizer que quem não passou por essa situação, com certeza conhece alguém que já sofreu dessa forma.

Segundo dados do Disque Denúncia e da Comissão Nacional de Justiça (CNJ), as denúncias de violência contra a mulher aumentaram 40% durante o ano de 2020, momento de isolamento social e lockdown, em relação ao ano anterior.

Ainda vale ressaltar que, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (ABSP), no ano de 2020 o número de feminicídios (crime de assassinato de mulheres fruto da misoginia ou da violência doméstica) cresceu em relação aos anos passados.

Quais os tipos de violência doméstica?

Engana-se quem acredita que somente as agressões físicas caracterizam a violência doméstica, prevista na lei de 11.340/06. Podemos dividi-las em cinco tipos de violações:

  1. Violência Física: Espancamento, atirar objetos contra, sacudir, apertar, estrangulamento, ferimentos causados por fogo ou armas de fogo, tortura, lesões etc. Ou seja, toda e qualquer conduta que ofenda a integridade física da mulher.
  2. Violência Psicológica: Ameaças, humilhação, constrangimento, insultos, chantagem, ridicularizarão, restrição de liberdade (proibir de estudar, trabalhar ou sair de casa), exploração, perseguição etc. Assim, trata-se do dano emocional que prejudique, degrade ou controle o pleno desenvolvimento da mulher.
  3. Violência Sexual: Estupro, obrigar a mulher a fazer atos sexuais que lhe causem desconforto ou repulsa, impedir a parceira de usar métodos contraceptivos, forçar a abortar, forçar matrimônio ou gravidez etc. Definida como o constrangimento ou a manutenção de uma relação sexual por meio da ameaça, coação ou uso da força.
  4. Violência Patrimonial: Privar de bens, valores ou recursos, deixar de pagar pensão alimentícia, destruição de roupas, móveis de casa, carro ou qualquer outro bem que pertença à parceira, furto, extorsão etc. Entendida como qualquer conduta que faça a retenção, subtração ou destruição de bens no âmbito doméstico.
  5. Violência Moral: Expor vida íntima, fazer críticas mentirosas, rebaixar a mulher pelo modo de se vestir, xingamentos, emitir juízos morais que lhe afetem à conduta etc. Desta forma, qualquer conduta que seja um injúria, calúnia ou difamação.

Como proceder diante de uma situação de violência doméstica?

Você presenciou, sofreu ou sabe de alguém que esteja sendo violentada pelo seu cônjuge? Ligue imediatamente para a Polícia Militar: 190, Disque Denúncia: 180 ou para o Disque 100. Denuncie!

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