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A VOZ DA SERRA é passado, presente e futuro

sexta-feira, 07 de abril de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A cena é muito comum em filmes americanos ou em novelas brasileiras e por certo é o retrato de muitas casas brasileiras: uma família reunida em torno da mesa de café da manhã, o pai com o rosto metido entre as páginas do jornal do dia, acompanhando as novidades antes de seguir para o trabalho.

A cena é muito comum em filmes americanos ou em novelas brasileiras e por certo é o retrato de muitas casas brasileiras: uma família reunida em torno da mesa de café da manhã, o pai com o rosto metido entre as páginas do jornal do dia, acompanhando as novidades antes de seguir para o trabalho.

No cotidiano de nossa realidade, vemos todo tipo de gente lendo jornais, seja nos bancos das praças, nos expositores das bancas, nas repartições públicas ou nas salas de espera dos consultórios médicos. Há até os superpoderosos que conseguem até ler as notícias dentro de um ônibus, algo que particularmente, me gera tontura.

Mulheres indo para o trabalho, executivos de paletó, comerciários, pedreiros, estudantes, aposentados, todos virando as páginas, passando os olhos pelas notícias nas seções de esportes, de cultura, do país e especialmente sobre nossa amada Nova Friburgo. E quem não gosta de entender o que se passa pertinho da gente?

Trovas, economia, opiniões e notícias quentes e em primeira mão. Desde a interdição das principais ruas até os escândalos na administração pública. Seja você um leitor habitual ou não, a verdade é que o jornal está sempre presente em nossas vidas, apurando e nos trazendo o que nos conecta a esse mundo: a informação.

Por outro lado, com a crescente modernização da tecnologia, alavancada pelo período devastador da Covid-19, as redações de todo o país e toda a população começaram a se questionar: ‘Afinal, o jornal digital, aquele publicado na internet, vai acabar de fato com o jornal impresso?  Deixariam as novas crianças de ver os pais com um jornal aberto à mesa?

Bom, essa mesma interrogação assombrou as mesmas redações quando inventaram o rádio, os cinejornais e, mais tarde, a televisão. O medo vinha do potencial da informação mais rápida e mais sedutora, com o uso de som, de imagens em movimento aliadas à narração firme de uma notícia já pronta para ser consumida, muitas vezes sem necessidade de reflexão.

A urgência do furo jornalístico se transformou quase num frenesi na era digital: a necessidade de dar a notícia em primeira mão aliou-se à facilidade de ela ser publicada na internet. Telegram, Whatsapp, grupo de notícias do fulano de tal. “Mas afinal, quem escreveu isso? Qual é a fonte? É fato ou é fake?”.

Alguém consegue imaginar o que seria do Brasil sem a presença de um jornalismo sério e independente? A verdade inegável é que o jornal carrega uma luta não somente pela história, mas também, pela própria democracia, possuindo um papel insubstituível na saga brasileira. E acima de tudo, na história de nossa cidade, cobrindo os momentos de luta e os de louvor.

O jornal, se inova, assim como os outros meios de comunicação. A rádio se reinventa pelos podcasts. A televisão, por sua vez, através dos canais de streaming. E o jornal, pela modernização, alcançando você, tanto nas bancas de revistas como pela telinha do seu celular!

O papel do jornal na sociedade é importantíssimo e seu nome deve ser sinônimo de luta e resistência. A VOZ DA SERRA consegue ao mesmo tempo representar o passado histórico dos vários momentos vividos, presenciando 23 presidentes no poder desse país; o presente, com notícias fresquinhas da nossa cidade; e o futuro com a inovação das tecnologias para que a informação chegue até você, leitor! Orgulhe-se, por Nova Friburgo, toda vez que ver a capa destes exemplares.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O telemarketing insistente

quarta-feira, 05 de abril de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Recebo uma ligação no meu telefone celular pela manhã. Um número desconhecido de São Paulo que me liga religiosamente, todo santo dia. Mas pode ser um cliente? Uma emergência? Um golpe? Não, somente mais uma das muitas ligações vinda de algum call center. Digo educadamente que não quero o serviço e desligo. No mesmo dia, outras cinco empresas me ligam oferecendo seus serviços. Educadamente recuso. No dia seguinte, paz? Não as mesmas empresas voltam a me ligar para me oferecerem os mesmos serviços que eu tinha recusado ontem. Dai-me paciência, meu Deus!!! 

Recebo uma ligação no meu telefone celular pela manhã. Um número desconhecido de São Paulo que me liga religiosamente, todo santo dia. Mas pode ser um cliente? Uma emergência? Um golpe? Não, somente mais uma das muitas ligações vinda de algum call center. Digo educadamente que não quero o serviço e desligo. No mesmo dia, outras cinco empresas me ligam oferecendo seus serviços. Educadamente recuso. No dia seguinte, paz? Não as mesmas empresas voltam a me ligar para me oferecerem os mesmos serviços que eu tinha recusado ontem. Dai-me paciência, meu Deus!!! 

Muitos sãos os problemas da era moderna, mas de fato, um problemão dos smartphones, em especial, são as ligações incômodas de telemarketing. Com uma base de 285 milhões de telefones (mais do que o número de habitantes no país, que são 211 milhões), a aposta de muitas empresas é por meio dos famosos call centers que nos ligam dia e noite.

Se já não bastassem as muitas ligações, as vezes até em horários inconvenientes, agora existem novos métodos que contribuem para o estresse diário: as ligações que desligam do nada e agora, os “robocalls”. Essa nova tecnologia faz a ligação para o seu telefone celular de forma automatizada e muitas vezes, mandam até mensagem SMS para seus telefones e para suas redes sociais.

Fato é que as empresas de call centers vêm extrapolando e muito o limite do bom senso e a pergunta que fica é: o que tem sido feito e o que podemos fazer para evitar esses constrangimentos?

Entrou em vigor há pouco mais de um ano, uma nova norma que obriga as empresas de telemarketing a usarem o prefixo 0303 para todos os números de seus call centers. A finalidade é tentar ajudar os usuários a se identificarem mais facilmente essas ligações e assim, optar em atender ou não, podendo até bloquear o número para não receber mais chamadas.

A nova norma, por sua vez, em nada agradou as empresas de telemarketing. Além disso, as empresas prejudicadas alegam muita regulação, o que pode interferir na renda das empresas e consequentemente, nos custos dos serviços finais.

Por outro lado, as ligações continuam de forma insistente e a grande realidade se mostra um pouco diferente do que foi estabelecido pela lei. De acordo com a Anatel, somente 324 códigos com o prefixo haviam sido cadastrados há 15 dias e dois meses após o vigor da norma, mostra-se pouco cumprida e eficaz.

Difícil não encontrar alguém que não tenha se estressado com as chamadas insistentes dos call centers que por vezes chegam a dez em um só dia. Em 2019, com o objetivo de conter o assédio comercial aos cidadãos, a Anatel criou uma plataforma chamada “Não me Perturbe.

O site, de iniciativa da companhia reguladora de telefonia, promete a suspensão de ligações com pelo menos 40 empresas, do ramo de telecomunicações (telefonia, internet e TV por assinatura) e instituições bancárias, após um mês do cadastro. Na experiência própria deste colunista, relato que o número de contatos indesejados diminuíram, porém, ainda continuam, mesmo após o período de garantia dado pelo site.

Hoje, são mais de dez milhões de linhas telefônicas cadastradas na plataforma. Embora o número pareça alto, não representa uma grande fatia dentro da realidade brasileira. Ao todo, são 285 milhões de linhas existentes em todo o país, portanto, representam somente 3,5% dos telefones brasileiros.

Como bloquear ligações

Para cadastrar seu número a fim de bloquear ligações de bancos, entre no site www.nãomeperturbe.com.br e siga as instruções. A Anatel pune o descumprimento pelas empresas que pode resultar em penalizações e até em multas, contudo alerta, que nenhuma política funciona sem a devida participação do consumidor.

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Fuja do óbvio no mercado de trabalho

quarta-feira, 29 de março de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Existe uma expressão popular que diz: “O seu copo está meio cheio ou meio vazio?”. É uma metáfora sobre a forma que as pessoas têm de enxergar a vida: de maneira positiva ou negativa. Tudo é uma questão de perspectiva. Cada pessoa entende de uma forma particular as situações, mesmo as mais desafiadoras. E isso se aplica também ao momento atual que estamos vivendo em relação ao mercado de trabalho.

Existe uma expressão popular que diz: “O seu copo está meio cheio ou meio vazio?”. É uma metáfora sobre a forma que as pessoas têm de enxergar a vida: de maneira positiva ou negativa. Tudo é uma questão de perspectiva. Cada pessoa entende de uma forma particular as situações, mesmo as mais desafiadoras. E isso se aplica também ao momento atual que estamos vivendo em relação ao mercado de trabalho.

São inegáveis as problemáticas trazidas pela pandemia do ponto de vista econômico, social e consequentemente, nas vagas de trabalho em todo o planeta. E o Brasil, não diferentemente, também vive essa nova realidade que espanta, assusta e desafia muita gente.

Nesse pequeno espaço de tempo, muitas empresas faliram e fecharam suas portas definitivamente. No entanto, o mundo não parou. Outras surgiram, se reinventaram, aumentaram os seus rendimentos e mesmo diante da crise, criaram diversos empregos no momento de adversidade.

O momento pode ser visto de muitas formas. Para muitos como o lado cheio do copo para aqueles que querem buscar a realocação no mercado ou mudar de área. Como também pode ser visto como o lado vazio do copo, para aqueles que se sentem desmotivados e despreparados. 

Meio cheio ou meio vazio?

Há pessoas que enxergam esse copo como ‘meio vazio’ e não estão buscando vagas ou recolocação simplesmente porque acham que está tudo parado e ruim. Há um pessimismo latente e notável. Com certeza você conhece alguém assim. Há até quem coloque a culpa no momento econômico brasileiro, alegando que não é o favorável diante da eleição do novo presidente.

No entanto, o levantamento brasileiro tem apontado para uma nova mudança de perspectiva, com ares de otimismo. O número de desempregados tem diminuído dia após dia, conforme dados do IBGE, e os números vem apontando para o melhor trimestre desde o ano de 2014.

A verdade é que o mercado de trabalho está recheado de oportunidades e a forma de olhar para o cenário atual pode impactar aqueles que estão buscando novos ventos ou mesmo os que querem empreender para mudar, de vez, de vida. Será que é o momento de apostar naquele sonho que sempre esteve na gaveta e coloca-lo em prática?

Na contramão do caminho seguido por muitos jovens adultos, a empreendedora, Thifany Rosa, tornou-se especialista em marketing digital e remoção de tatuagens antes mesmo de se formar e explica que pensar fora da caixinha, pode render bons frutos. E ela é prova disso: com 24 anos, Thifany já comprou sua casa própria, seu carro e acumula mais de seis dígitos em vendas através da internet.

“Busquei sempre atuar em espaços que eram pouco explorados pelas pessoas. Primeiramente, vi a necessidade de profissionais que fizessem a remoção de tatuagens e micropigmentação de sobrancelhas. Assim, fiz o curso e trouxe a tecnologia para a cidade. Com a pandemia, fechei o meu negócio por conta das medidas de isolamento. Nesse meio tempo, busquei não ficar parada e iniciei os meus trabalhos no mercado de vendas online e marketing digital. Tudo no começo me dava muito ‘medo’, mas tive que arriscar para poder mudar.”

Muitas empresas tiveram seus processos digitais acelerados pela pandemia, seja em relação à venda de seus produtos e serviços, mas também do modelo de trabalho. Principalmente para àqueles profissionais que se adaptaram bem ao modelo home office e continuam rendendo e dando resultados, mesmo fora da sua área de formação.

Apesar de ser bacharel em Direito, a empresária Lara Matos Barbosa, aos 25 anos, se viu diante de um mercado de trabalho novo com um 1,2 milhão de profissionais ativos em todo o Brasil, a advocacia autônoma. Em entrevista, conta que se redescobriu profissionalmente na área de turismo, deixando de lado a área jurídica.

“Penso que o Direito me ensinou muito ao longo dos anos de formação, mas realmente me encontrei profissionalmente e financeiramente em outra área. Ouvi muitas vezes falarem que o meu trabalho não me daria retorno financeiro. Persisti, e em pouco tempo, já havia mais de 800 clientes viajando por todo o planeta. Eu escolhi o Direito, mas o turismo me escolheu. Hoje, na contramão das carreiras tradicionais, sinto que estou no caminho certo”, acredita.

Para toda pessoa que resolveu inovar e mudar existiam outras muitas que a desacreditavam e justificavam com base no que aprenderam ser o correto. Nunca para quem arrisca e constrói futuros brilhantes, houve alguém que lhe dissesse que era um momento ‘seguro’ o suficiente para fazê-lo.

E nessas horas que você tem que ver como prefere olhar o copo. Se meio cheio ou meio vazio. Eu sugiro olharmos de forma mais otimista, encarando como uma oportunidade de crescimento e mudança, sempre acompanhando as novidades do mundo, para não ficarmos para trás.  

Não importa se empreendendo, mudando de área ou buscando recolocação. A visão que se tem sobre a vida hoje vai ajudar na conquista de amanhã. É sempre melhor quando conseguimos olhar para o copo meio cheio, pois enxergamos mais oportunidades além de nossas montanhas.

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Todo profissional precisa ser um influencer digital?

quarta-feira, 22 de março de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Estudos recentes apontam que o Brasil já ultrapassou a marca de 500 mil influenciadores digitais, com no mínimo dez mil seguidores em suas redes sociais. E entre dancinhas e vídeos engraçados, um novo nicho tem ganhado muito destaque: os profissionais, das mais diversas áreas, que dedicam as suas postagens sobre suas profissões.

Estudos recentes apontam que o Brasil já ultrapassou a marca de 500 mil influenciadores digitais, com no mínimo dez mil seguidores em suas redes sociais. E entre dancinhas e vídeos engraçados, um novo nicho tem ganhado muito destaque: os profissionais, das mais diversas áreas, que dedicam as suas postagens sobre suas profissões.

A verdade é que muitas pessoas acreditam que, para fazer um bom marketing pessoal, é preciso tornar-se um influenciador digital. Por essa razão, médicos, advogados, nutricionistas e profissionais e acumulam mais uma função no dia a dia de trabalho: a de ser seu próprio departamento de marketing, em busca de visibilidade, novos contratantes e clientes.

Mas afinal, usar as plataformas digitais como ferramenta de marketing gera mesmo tanto impacto? Podemos (ou melhor, devemos) fugir dessa tendência?

Novos tempos pós-Covid

Bom, eu te pergunto: ‘Qual é a primeira coisa que você faz ao acordar?’ Não vale falar que é abrir os olhos! Mas, provavelmente, se você usa seu smartphone como despertador, é provável que já aproveite a oportunidade para conferir se você recebeu alguma mensagem durante a noite e se há novidades nas suas redes sociais.

Estamos cada dia mais antenados ao mundo digital e consumindo conteúdos. Arrisco a dizer que tem gente que dorme sem escovar o dente, mas não dorme sem antes checar o Instagram. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Data Folha, 94% dos usuários de internet do país afirmam ter uma conta em sites de relacionamento.

No entanto, a grande maioria das pessoas encara as redes sociais como nada mais do que uma página na internet onde podem ser compartilhados fotos, frases, vídeos, imagens e conversar com outros usuários. Já para outros, tornou-se um meio importante para o crescimento profissional, sob a velha máxima de: “Quem não é visto, não é lembrado”.

Nesse cenário, e especialmente após a pandemia de Covid-19, que impulsionou o consumo online, o empresário e empreendedor, Robson Caetano, somando mais de 45 mil seguidores em suas redes sociais, avalia que estar online é um caminho sem volta para profissionais de praticamente todos os ramos, te dando possibilidade de alcançar muitas pessoas em diferentes lugares de todo o mundo.

“Com os meus conteúdos em redes sociais, pessoas do Maranhão, Amazonas, Colômbia e até Portugal me acompanham, algo que seria fisicamente impossível caso eu ficasse restrito a estar somente num escritório físico. A internet mudou completamente a minha vida e o destino de muitos negócios, durante e após, o momento caótico da pandemia que vivemos. Muita gente continua encarando a internet como um fim, quando na verdade ela é um meio potencializador para o seu resultado final pretendido.”

Bill Gates certo dia disse: “Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas: as que fazem negócios na internet e as que estão fora dos negócios.” Nesse passo, muitos negócios e pessoas, tem sentido dificuldades no mercado de trabalho por não terem acompanhado esse rápido crescimento das redes, que para muitos, ainda é um desafio.

Quem não é visto não é lembrado

Algumas pessoas ainda se descontentam por já não parecer mais ser suficiente seus anos de formação, suas centenas de horas de experiência, cursos e certificados. A presença nas redes sociais tem se tornado um fardo para profissionais que se sentem pressionados a ‘dar com a cara nas redes’ e não querem lidar com a exposição.

Para driblar essas armadilhas e pressões pela visibilidade, a psicóloga e neuropsicóloga, Andreza Masuyama, orienta que mesmo com todos os perigos de esgotamento mental nas redes, ela defende que a internet é um caminho possível para o crescimento profissional, desde que seja utilizada com consciência dos limites de cada pessoa.

“Nem todo profissional precisa ser um influenciador, pois cuidar dos perfis nas redes sociais demanda tempo e energia, e é preciso avaliar se a ferramenta será útil para sua carreira profissional. Caso o profissional passe a se cobrar diariamente para fazer mais e melhores postagens, pode-se desenvolver quadros de ansiedade, causando frustrações. Acredito que a internet é um desafio necessário e deve ser enfrentado, quando o profissional tem autonomia e sabe monitorar o tempo em que se fica conectado, e o tempo que se dedica a vida real. Saber usar as redes sociais de forma saudável é fundamental”

A verdade é que não existe uma fórmula exata: nem todo profissional precisa ser um influenciador digital, mas também não precisa deixar de reconhecer os importantes ganhos que podem ser potencializados pela internet. Ser visto e lembrado parece necessário, mas sempre num equilíbrio constante com a ética profissional e acima de tudo com sua saúde mental.

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Estudar para a vida toda é a nova realidade

quarta-feira, 15 de março de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A trajetória da vida das pessoas mudou assim como todo o mundo ao seu redor. A nova realidade que nós vivemos, neste exato momento, ganhou um grosso recheio de cobranças, pitadas de acirrada concorrência no mercado de trabalho e como a cereja do bolo, um mar de inovação que a cada dia, se renova e se modifica.

A trajetória da vida das pessoas mudou assim como todo o mundo ao seu redor. A nova realidade que nós vivemos, neste exato momento, ganhou um grosso recheio de cobranças, pitadas de acirrada concorrência no mercado de trabalho e como a cereja do bolo, um mar de inovação que a cada dia, se renova e se modifica.

Estudar, formar-se, estudar mais, conseguir um diploma, um emprego e, enfim, a tão sonhada aposentadoria. Esse caminho tornou-se raro para as novas gerações e passou a ser pouco desejado por muitos. A cada dia, as fórmulas que deram certo há alguns anos não mais se encaixam como uma receita de bolo.

A nova realidade parece sempre nos querer empurrar mais um daqueles termos difíceis e que nunca lembramos o nome. E por um acaso, você já ouviu falar em “lifelong learning”? Pois bem! A coluna de hoje é sobre estudar para a vida toda, não é? Logo, aperte seus cintos e vamos entender! 

O termo, em sua tradução quase que ao pé da letra, pode ser entendido como o futuro das gerações atuais e das próximas que virão: uma vida inteira de aprendizado e estudos permanentes, num processo de qualificação incessante que vai muito além da conquista de diploma e das próprias demandas de mercado.

A verdade vem se provando com o tempo. Muitos de nós, um dia imaginamos que chegar à universidade era como alcançar o topo de um processo formativo: “Pronto: o diploma de graduação era tudo o que se tinha em mente como objetivo – e bastava.” A velha máxima do estudar para depois trabalhar, não mais corresponde mais à velha receita do bolo.

A década de 90 foi um pontapé do que viria a acontecer nos dias atuais: a expansão das especializações, junto com a criação dos doutorados e mestrados em todo o país. E aos poucos, os diplomas de graduação foram perdendo cada vez mais o seu prestígio, tornando-se apenas mais algumas letrinhas que preenchem os currículos.

O brasileiro passa em média 15 anos na educação – considerando escola e universidade ou curso técnico. Mas quando a fase de educação acaba muita gente acredita que o tempo dedicado àquela atividade se esgotou, o que é uma ideia errônea, mas absorvida por muitos, pelo menos subconscientemente.

Mas...e depois? O mundo vem mudando tão bruscamente em tão pouco tempo, especialmente em se tratando do uso das novas tecnologias e da forma com que nos comunicamos. E nós? Será que estamos conseguindo acompanhar tudo isso e nos adequarmos a esse novo mundo que cada dia mais exige da gente ou estamos fechando os olhos e esperando acontecer?

Muito se fala sobre a “escola da vida”, que nos trás lições importantíssimas. Mas pouco se fala sobre a “vida da escola”, da necessidade de aprendermos algo e nutrirmos a nossa mente, seja para o mercado de trabalho ou para o nosso crescimento pessoal.

É cada vez mais comum às pessoas trocarem de profissão, descobrirem novos talentos, decidirem seguir outras paixões e trabalharem em diversos empregos durante suas carreiras. E a capacidade de aprender rapidamente e se adaptar às novas situações é uma habilidade extremamente valiosa no mundo de hoje.

O movimento de aprendizagens ultrapassa as faixas de idade, e vem desde a primeira infância até a velhice. Quem acha que não deve voltar aos bancos escolares está fadado a se descolar da própria vida social, e não só do trabalho, como muitos imaginam. É ter repertório é criar um acervo cultural, estruturar um portfólio diverso e aberto a inovações.

É entender um pouco sobre isso, um pouco sobre aquilo. Isso faz de você uma pessoa diferenciada e o coloca em um lugar de destaque e significado. Mas isso só acontece se você encarar as múltiplas formas de conhecimento como uma condição ininterrupta para a sua da vida

O novo mundo vem nos fazendo quebrar esses conceitos antigos, de que ‘estudo’ e o ‘trabalho’ devem andar separados. Mais do que nunca e a cada dia mais nos provam que devem se misturar num complexo ambiente de aprendizagem e aperfeiçoamento, que é capaz de mudar a nossas vidas.

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Lute como uma mulher

quarta-feira, 08 de março de 2023
por Jornal A Voz da Serra

O Dia Internacional da Mulher (8 de março) é uma data muito além de todas as celebrações pelo planeta. É um marco político na história mundial. Isso porque, há apenas 48 anos, a ONU instituiu o dia que simboliza a celebração e a luta pelos avanços femininos na sociedade.

O Dia Internacional da Mulher (8 de março) é uma data muito além de todas as celebrações pelo planeta. É um marco político na história mundial. Isso porque, há apenas 48 anos, a ONU instituiu o dia que simboliza a celebração e a luta pelos avanços femininos na sociedade.

Luta que parece interminável e de fato parece ser eterna... Afinal, ao contrário do que muitos imaginam e berram aos ares, apesar de muitos direitos serem conquistados, a vida das mulheres segue repleta, de dores ocultas e de feridas expostas, tapadas com um pequeno band-aid, em uma ferida repleta de antagonismos.

É ser livre para desbravar o mundo, mas sem a liberdade de se vestir como quiser ou se sentir segura em estar sozinha na rua. É ser corajosa, mas sempre ter medo. É ser detentora da liberdade de se relacionar com quem quiser, que bate de frente ao primeiro assédio vivido nos primeiros anos, antes mesmo da vida adulta.

É ser igual a um homem perante a lei, mas precisar de legislações especiais que lhe protejam dos crimes das múltiplas violações cometidas contra sua honra, seu corpo e sua alma. É ter o superpoder de gerar a vida, mas saber que a cada seis horas, uma vida feminina é tomada... vítima da barbárie do feminicídio.

Por meio do ex-namorado que não aceita a separação e quer se reconciliar de todas as formas possíveis e imagináveis: com violência física, psicológica, patrimonial e até contra ele mesmo, no único intuito de reconstruir algo que já se destruiu. Perguntamos-nos se é possível ‘amar’ e ‘odiar’ ao mesmo tempo, quando na verdade, é apenas mais alguém vendo uma mulher como sua pro-pri-e-da-de.

Como o ex-marido que não se ‘controla’ em ver a vida da ex-esposa seguir em frente e compra uma arma ao ponto de fazer uma “besteira”. Caso isolado? Só se for o de número 3.900: o total de mulheres mortas pelos seus ex-companheiros no ano passado. E que a cada ano, aumenta... Será que a pandemia deu inicio à uma nova epidemia?

Não. A verdade é que agora existe internet e telefones celulares para todos os lados, que compartilham com mais frequência o que sempre existiu no silêncio: a violência latente contra o sexo feminino. Aquela que fere como no caso hipotético, de um ex-parceiro que coloca fogo num colchão, em uma casa de madeira, com duas mulheres amedrontadas trancadas dentro de um banheiro, mas... sem a intenção de matar.

E mesmo com todas as barreiras e dificuldades pelos caminhos tortuosos da vida, ter a capacidade de seguir em frente e lutar. Ser mulher e mudar o mundo! Acordar cedo, pegar um ônibus lotado e ir trabalhar. E no caminho... sofrer mais uma violência. Quase 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte público.

Ouvir como desculpa: “Hoje não podemos nem elogiar mais que vamos presos”. Será que é só isso mesmo? Apenas? Não existe nada nesse meio do caminho que transforme uma simples abordagem simpática em uma violência que dói e põe medo no outro?

Em uma pesquisa realizada com mulheres acima de 16 anos, 86% afirma ter sofrido assédio sexual, sejam através de assobios, olhares inconvenientes, comentários de cunho pejorativo, xingamentos, seguidas ou tiveram seus corpos tocados. Quase 70% das entrevistadas relataram ter medo de chegar em casa após anoitecer. Será que todas elas enlouqueceram e não sabem identificar um simples elogio?

Certamente, as mulheres tem algo que só quem é mulher entende. É ter um tipo específico de sensibilidade e olhar – um sexto sentido. É a possibilidade de mesmo sendo uma, ser muitas ao mesmo tempo. Ser mãe de crianças, ser ‘mãe de marido’, ser empresária, ser funcionária, ser dona de casa. Sempre persistindo, lutar e nunca desistindo de ser feliz.

É mudar o mundo da sua forma e da melhor maneira possível, mesmo ocupando poucos espaços de decisão na sociedade. Afinal, hoje, apenas 11 mulheres, dos 81 eleitos, foram escolhidas senadoras nesse país. Ser mulher é  uma mistura do desejo de mudar, da perseverança, da mudança e, acima de tudo, de fazer acontecer.

Acreditar que mesmo diante de inúmeras medidas para protegerem as mulheres, dias melhores virão. As medidas de proteção sejam temporárias e a sociedade se educará num mundo em que não mais precisaremos delas. Mas, enquanto isso não acontecer... o dia das mulheres ainda será um marco de muita comemoração e mas sobretudo, de muita luta!

“Lutar feito homem”? Não, eu quero é lutar como as mulheres!

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O poder que o Carnaval teve de transformar Nova Friburgo

quarta-feira, 01 de março de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Quando ouvi pela primeira vez, creio que nos últimos dias do ano passado, a afirmação de que Nova Friburgo se preparava para realizar um dos melhores carnavais já vistos na cidade, e ainda, a melhor festa de todo o interior, confesso que recebi a informação com uma leve descrença.

Quando ouvi pela primeira vez, creio que nos últimos dias do ano passado, a afirmação de que Nova Friburgo se preparava para realizar um dos melhores carnavais já vistos na cidade, e ainda, a melhor festa de todo o interior, confesso que recebi a informação com uma leve descrença.

O que será que a típica folia friburguense poderia ter de diferente em nossas montanhas depois de tantos anos? Muitos não sabem, mas Nova Friburgo possui o segundo maior carnaval do Estado do Rio de Janeiro. Por motivos óbvios, perde somente para a capital – que por sinal, é o maior carnaval do mundo. Será que todo esse alarde seria para tanto?

A festa foi se aproximando e os preparativos começaram. Depois de dois anos sem a querida festa folclórica, a programação ficou pronta e, finalmente, uma grande estrutura começou a ser montada. Os palcos surgiam em diversos pontos do centro da cidade e criavam a primeira sensação de imersão no universo da maior e melhor festa brasileira.

Como morador da Avenida Alberto Braune, me questionei um motivo plausível pelo qual a rua seria interditada em plena quinta-feira, quando antigamente era somente na sexta de folia. E no mesmo dia, já à noite, ao ouvir o rufar das primeiras baterias e o som único dos tamborins, comecei a perceber a linda festa que estaria por vir.

Os eventos foram se sucedendo e na sexta-feira, os foliões tomaram espaço nos tradicionais blocos de rua, contagiando alegria para as famílias que acompanhavam atentas aos desfiles. Em contra partida, outro folião mais desatento, proporcionou um vídeo incrível durante o Blocão do Rastafare, que viralizou muito além de nossas montanhas, e foi compartilhado até pelo famoso rapper americano, o 50 Cent.

Aos roqueiros e aos consumidores de cerveja artesanal, a festa estava plenamente organizada na batizada “Rua da Cerveja Artesanal”. O coreto, no coração da Praça Getúlio Vargas, virou palco, ganhando iluminação, infraestrutura, segurança e contou com diversos artistas, dando vida ao palco alternativo, que sempre existiu, mas que nunca teve a devida atenção do poder público.

Naquele momento, já era possível perceber que a expressão “melhor carnaval do interior”, tantas vezes repetida nos discursos da imprensa local, faziam pleno sentido e não era um mero exagero de autoestima elevada. Nova Friburgo se mostrava puro Carnaval.

Mas foi no domingo, ao andar pela cidade e observar os grupos de mulheres e homens, empurrando carros alegóricos e transportando fantasias em meio ao trânsito da cidade, que se tem a dimensão da grandeza do nosso espetáculo. Grandeza essa que deixou muita capital brasileira com desfile no chinelo e que certamente, deveriam aprender muito conosco.

E aos que estavam acostumados com uma segunda e uma terça-feira de pleno carnaval com clima de finados, fomos surpreendidos com uma lotação de 90% dos hotéis e pousadas, cujos hóspedes tiveram o privilégio de prestigiar os trios elétricos e os grandes shows no palco principal. A comunidade friburguense e os turistas se envolveram e se entregaram ao longo de todo circuito.

Pode parecer exagero a minha fascinação com os ‘delírios’ e detalhes da festa, com o envolvimento da população, a euforia dos turistas e toda estrutura do Carnaval. Mas é muito mais necessário olharmos para os bastidores que a deliciosa festa foi capaz de proporcionar para a nossa cidade.

Renan da Silva Alves, secretário de Turismo, Marketing e Eventos da cidade, explica que no período pandêmico onde o turismo, os eventos e o setor cultural foram drasticamente afetados, contribuir para a retomada das atividades que tanto geram riqueza para a nossa cidade é um dever.

“O Carnaval foi muito além dos seis dias de folia, dos palcos montados e de cultura e entretenimento gratuito para a população. A profissionalização do Carnaval foi dedicada à comunidade, aos turistas e ao desenvolvimento econômico de cada friburguense. Diversos artistas contratados, o faturamento aproximado de R$ 1,5 milhão dos barraqueiros, a alta ocupação da rede hoteleira, mais de dez mil litros de cerveja artesanal vendidos e os quase três mil empregos diretos e indiretos gerados pela folia.”

O saudoso Dorival Caymmi canta em sua música que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do pé.” A verdade é que nem todo mundo gosta da folia, seja pelos seus motivos religiosos, pessoais e até ‘morais’ – o que deve ser plenamente respeitado.

Seja você um simpatizante ou não do Carnaval ou da atual gestão municipal, precisamos aplaudir de pé o importante passo na profissionalização do evento que encheu de alegrias à nossa cidade. O carnaval se vai, regado à purpurina e serpentina e os benefícios aos friburguenses ficam, como uma marca para uma cidade melhor.

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Nova Friburgo perde sua identidade de futuro

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Os mais saudosos moradores desta linda cidade, envolta das mais belas montanhas do Estado do Rio de Janeiro certamente me entenderão: “Nova Friburgo, apesar do seu charme, de sua tranquilidade e de suas belezas naturais, já foi um lugar melhor para vivermos e em especial, para os nossos jovens começarem a vida”.

Os mais saudosos moradores desta linda cidade, envolta das mais belas montanhas do Estado do Rio de Janeiro certamente me entenderão: “Nova Friburgo, apesar do seu charme, de sua tranquilidade e de suas belezas naturais, já foi um lugar melhor para vivermos e em especial, para os nossos jovens começarem a vida”.

Nos anos 70 e 80, a nossa cidade viveu sua época de ouro. O auge do luxo estava próximo aos hotéis da Avenida Alberto Braune, que contava com a presença em peso de grandes artistas que vinham passar os fins de semana por aqui. Atores, cantores, diretores de novelas e jogadores de futebol construíram sítios, casas, família e aconchego no frescor de nossas montanhas.

Os jovens da época, apesar do Brasil viver momentos difíceis, tinham em nossa cidade o seu primeiro emprego sem que precisassem fazer muito esforço. As empresas eram muitas: Rendas Arp, fábricas Ypu e Sinimbu, as empresas de metal mecânico, e as confecções que davam o seu ponta pé inicial.

O custo de vida não era tão caro e morar em Nova Friburgo era barato. Até as próprias empresas construíam gigantescos condomínios, com comércios planejados, ao longo de toda cidade para que todos os seus funcionários tivessem uma melhor qualidade de vida dentro dos seus enclaves urbanos.

A verdade é que os anos se passaram e o mundo nunca mudou tanto nesses últimos 20 anos. Os jovens adultos de agora, nasceram com o uso do disquete, cresceram com as fitas VHS, os CDs, DVDs... amadureceram com os pen drives e os cartões de memória e hoje, ingressam no mercado de trabalho no grande ‘boom’ da internet.

Em contrapartida, Nova Friburgo, olhando por um ponto de vista mais saudoso, parece não ter evoluído tanto assim e podemos dizer, que não vivemos em mais nada a nossa época de ouro. As grandes fábricas, do dia para a noite, fecharam as portas. O turismo mudou. As lojas da saudosa Avenida Alberto Braune trocaram o seu público, acompanhando o ritmo da cidade, que aos poucos foi empobrecendo.

As inúmeras casas de festa da época sumiram, junto com todas as outras que surgiram depois. E assim, a nossa juventude, aventureira, percebeu que as montanhas do Caledônia somente eram uma fronteira física que nos impedia a vista do além. E por meio da RJ-116, sumiram das vistas para estudar... e nunca mais voltaram.

E quando voltam, além dos gigantescos supermercados que são construídos do dia para a noite, das lojas que mudam de lugar o tempo todo e do mato que anda melhor capinado, percebem que, mesmo com o passar dos anos, Nova Friburgo parece não ter mudado nada. E o que mais nos dói é admitir que de fato não mudou.

Será que as montanhas são um grande impeditivo para as fábricas que aqui estavam? Mas Petrópolis cresceu tanto nesses tempos... a serra de São José dos Pinhais no Paraná, com 250 mil habitantes tornou-se o terceiro maior polo automotivo do Brasil... Gramado, no Rio Grande do Sul, com apenas 36 mil habitantes tornou-se um dos destinos mais visitados de todo o país sem ter as belezas naturais que nós temos...

Nossa cidade não tem gerado empregos. Mesmo que possuamos um vasto polo universitário nacional, não conseguimos prender a nossa própria juventude pela falta de oportunidade e de perspectiva de dias melhores. E o friburguense, que cresceu andando pela Alberto Braune e sonhando com um lugar melhor, agora vive em outro lugar, à trabalho e com família.

E não estou falando nem do que foram viver na nossa capital, que infelizmente, possui um índice gigantesco de criminalidade e insegurança. Falo dos que desbravaram os muitos municípios do país e hoje, não veem uma alternativa sequer de voltar a viver cercado pelas montanhas de nossa cidade.

A verdade é que enquanto nós friburguenses não soubermos aonde queremos chegar, nunca saberemos qual caminho precisaremos trilhar. Deixemos de nos contentar com o imediatismo que com dois ou três meses cai no esquecimento. Comecemos a pensar no futuro, para que Nova Friburgo, não continue, cada dia mais, perdendo a própria identidade.

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O hemocentro precisa de você

quarta-feira, 08 de fevereiro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A cada mil brasileiros, apenas 16 são doadores de sangue de modo regular. Esse percentual de 1,6% apesar de estar dentro do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de que ao menos 1% da população do país seja doadora, ainda é insuficiente para manter uma boa quantidade nos bancos de sangue de todo país.

A cada mil brasileiros, apenas 16 são doadores de sangue de modo regular. Esse percentual de 1,6% apesar de estar dentro do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de que ao menos 1% da população do país seja doadora, ainda é insuficiente para manter uma boa quantidade nos bancos de sangue de todo país.

A situação em Nova Friburgo, não é nada diferente. Talvez, seja até um pouco mais peculiar do que nas outras localidades. Apesar de não vivermos em uma cidade muito populosa, pouquíssimas pessoas doam sangue e somos ainda responsáveis pelo abastecimento de 13 cidades vizinhas.

Pode não parecer, mas neste momento em que você está lendo essa coluna, alguém está precisando de sangue para doação. A necessidade é constante e diária, sem hora, dia da semana ou pausa para feriados. Seja durante uma cirurgia, por conta de uma doença grave ou até mesmo devido aos muitos acidentes, que podem acontecer com qualquer um de nós, a qualquer tempo, sem que sequer possamos nos prevenir.

Acidentes estes, por sinal, que devem ser sempre lembrados. Apesar de estarmos bem próximos aos feriados do carnaval, momento colorido pelas festividades, a época também é nebulosa diante dos inúmeros acidentes de trânsito que acontecem. Desde a pessoa que vacilou, bebeu e dirigiu e até a quem estava no lugar errado e na hora errada.

Quando alguém precisa de uma transfusão de sangue, só pode contar com a solidariedade, de quem está ajudando um desconhecido, que pode ser um conhecido seu ou até mesmo você.

Bons motivos para doar

Doar sangue ainda é um tabu muito grande no Brasil. Mesmo com diversas campanhas de conscientização, ainda é muito difícil conseguir voluntários suficientes que supram a demanda dos hospitais do país. Em especial, nos períodos próximos às festividades.

Pouca gente sabe, mas em cada doação você pode ser um herói e ser capaz de salvar até quatro vidas. E este é o pensamento que o Lucas Lima, professor de Geografia e fotógrafo de casamentos, leva em sua mente toda a vez que se voluntaria a praticar o ato.

“Ao fazermos a doação, emocionalmente, não temos como deixar de lembrar dos casos com pessoas próximas que já passaram pela necessidade de uma transfusão. Quando percebemos que podemos fazer algo mínimo, mas que ao mesmo tempo pode ser tão grandioso, a sensação é de dever cumprido”, conta Lucas.

Uma outra verdade, é que o sangue é insubstituível. Por exemplo, quando você tem uma dor de cabeça forte, você pode receber a prescrição médica para tomar o remédio A, B ou C. Contudo, o mesmo raciocínio não pode ser aplicado para alguém que está precisando de sangue, que depende, unicamente, da solidariedade de alguém.

Deixemos de lado os nossos medos e as nossas desculpas para não doar. O procedimento é totalmente seguro e não há qualquer risco de contrair doenças. Muito pelo contrário, o processo de doação é capaz de prevenir algumas enfermidades, como a redução de risco a problemas cardíacos e alguns tipos de câncer.

Todo o procedimento não dura mais que uma única horinha do seu dia, entre a triagem e o lanchinho fornecido após a doação. E é ainda mais facilitado por todos os profissionais do hemocentro, que são super bem preparados, bem humorados e fazem o momento ser ainda mais leve, agradável e recompensador.

O poeta cubano José Martí cunhou uma frase que foi popularmente editada e é muito usada: “Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro: três coisas que toda pessoa deve fazer durante a vida”. É certo que deveríamos incluir “doar sangue” nessa frase e botarmos em prática para toda nossa vida. É uma ação simples e que faz vida fluir nas veias de quem mais precisa. E não se esqueça: o Hemocentro de Nova Friburgo precisa de você!

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Jogo do Bicho pode ser legalizado

quarta-feira, 01 de fevereiro de 2023
por Jornal A Voz da Serra

É bem provável que você, pelo menos uma vez na vida, tenha feito algum tipo de aposta. Envolvendo milhares de apostadores em todo Brasil, os jogos de sorte atraem pelo sonho de ganhar uma grande bolada de dinheiro em uma tacada certeira com baixo investimento.

É bem provável que você, pelo menos uma vez na vida, tenha feito algum tipo de aposta. Envolvendo milhares de apostadores em todo Brasil, os jogos de sorte atraem pelo sonho de ganhar uma grande bolada de dinheiro em uma tacada certeira com baixo investimento.

Não é fácil, afinal se fosse todo mundo estava milionário, e estamos longe disso – pelo menos eu. A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um raio é 50 vezes maior do que um apostador ganhar na Mega-Sena com um cartão com apenas seis números. Ou seja, se você acredita que possa um dia ganhar na loteria, não se esqueça de sair debaixo das árvores em dias chuvosos.

Há quem faça uma ‘fezinha’ nas loterias regulamentadas da Caixa Econômica Federal, como os jogos como: Lotofácil, Quina ou mesmo a conhecida Mega-Sena. Contudo, diante dessa grande dificuldade em se ganhar na loteria, outros tipos de apostas não regulamentadas no Brasil possuem imensa força em um mercado que é ilegal... por enquanto!

Está pronta para entrar em plenário a proposta que visa criar o Sistema Nacional de Jogos e Apostas, legalizando a exploração do mercado de bingos, videobingos, cassinos, corridas de cavalo e o famoso, querido por muitos, o jogo do bicho.

Contudo, o futuro ainda é incerto, mas está próximo de seu desfecho. Mesmo após uma análise apurada de quase três décadas pelos deputados na Câmara Federal, o próximo passo será uma disputada votação no Senado, ainda neste ano. E mesmo que aprovado, pode ter seu texto vetado pelo atual presidente eleito.

O que diz o texto

O projeto de lei original concentrava-se somente na legalização do jogo do bicho, contudo o texto foi estudado e modificado diversas vezes. Em sua nova versão que segue para o Senado, o novo projeto reúne outras 24 propostas sobre temas parecidos, o que ampliaria o mercado de apostas do país.

Caso aprovado, os estabelecimentos para jogos e apostas somente poderiam funcionar mediante uma a concessão do poder público, que seria o responsável pela normatização e fiscalização desse mercado. As apostas, assim como nas casas lotéricas, também seriam totalmente proibidas para menores de 18 anos.

Questão de política ou de saúde?

Para estudiosos sobre o tema, a exploração ilegal desse mercado, como é atualmente, traz muito mais malefícios do que benefícios à maioria da população. Revestidos de ilegalidade e com um público cliente fiel, o dinheiro pago pelos apostadores acabam financiando gigantescos esquemas de corrupção e o fortalecimento de quadrilhas criminosas, que a todo preço, querem enriquecer às custas da contravenção.

Os defensores da legalização entendem que a regulamentação do setor geraria empregos, incrementaria o turismo nacional e passaria a gerar impostos para o país, algo que hoje não acontece. Afinal, você achou mesmo que o governo deixaria de tirar seu pedacinho? Na na ni na não!

Por outro lado, o movimento contrário à legalização, é forte e promete lutar contra a aprovação da prática no país, afinal, o vício em jogos de azar é oficialmente classificado pela CID (Classificação Internacional de Doenças) como um transtorno e que traz prejuízos diretos à saúde mental, física e familiar do individuo, que se dispõe à tudo, para apostar.

Os episódios repetitivos e frequentes de jogo tornam-se uma compulsão, que de acordo com médicos especialistas, pode se assemelhar ao vício da dependência química, trazendo cada vez mais necessidade de jogar para sentir prazer e bem estar. E toda vez que ganha, arrisca mais e mais, até que já não tenha mais o que apostar ou perder.

O movimento contrário à liberação das apostas ainda sugere que a geração de empregos e de benefícios para o país são superestimadas. Para eles, grande parte das apostas seria realizada por uma tela de celular, não gerando emprego algum e trazendo ainda mais dificuldade à fiscalização e controle da atividade. Afinal, alguém tem que apurar se a máquina não está sempre programada para que você perca.

A verdade é que hoje não há muita dificuldade para encontrar uma banca ilegal de apostas, em qualquer lugar que seja. E nem mesmo uma casa de apostas legal, como é o exemplo da casa lotérica. Enquanto isso, a decisão caberá ao Senado entre enxugar o gelo tentando parar as apostas irregulares no país ou combater a prática por se tratar de uma questão de saúde pública, como são as drogas. Façam suas apostas!

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