Janaína Botelho

Janaína Botelho

História e Memória

A professora e autora Janaína Botelho assina História e Memória de Nova Friburgo, todas as quintas, onde divide com os leitores de AVS os resultados de sua intensa pesquisa sobre os costumes e comportamentos da cidade e região desde o século XVIII.

13/08/2020

Os libaneses vislumbraram na emigração uma alternativa para sair do jugo dos turco-otomanos. O seu destino principal foi a América. Tudo indica que o Brasil possui o maior número de imigrantes libaneses tendo chegado ao país no último quartel do século 19. Como viviam sob o domínio turco-otomano e seus passaportes expedidos por esse governo, a população os chamava de turcos, o “turco da lojinha”. Em Nova Friburgo libaneses e sírios se estabelecem no município no final daquele século.

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06/08/2020

Os portugueses foram importantes agentes de dispersão, trazendo plantas e animais para o Brasil, assim como exportando dessa colônia para suas outras possessões. Neste artigo vamos nos limitar apenas às frutas, hortaliças, legumes, bulbos e especiarias. Eram nativos do Brasil o caju, o mamão, o maracujá e o abacaxi que foram levados para Goa, na Índia, vindo de lá a manga.

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30/07/2020

Existe um tipo de guloseima feita pela comunidade rural de Nova Friburgo desde o século 19, a broa de milho com legumes crus. No distrito do Campo do Coelho, essa guloseima é conhecida como broa de planta feita pela Dona Dodoca, sitiante naquela região. Igualmente localizei no Alto do Schuenck, no distrito de Amparo e em Galdinópolis, no distrito de Lumiar, famílias descendentes de colonos suíços e alemães que mantém a tradição de fazer esse tipo de broa.

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23/07/2020

Centenário de aquisição pelo clã Monnerat

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16/07/2020

Centenário de aquisição pelo clã Monnerat

Originária de Portugal, da Freguesia de Ovelha do Marão, Santa Maria de Aboadela, a família Clemente Pinto tem como patriarca João Clemente Pinto (1723-1796). Entre os seus sete filhos, seu homônimo, João Clemente Pinto (1752-1819), emigra para o Brasil em data ainda desconhecida e se estabelece em 1803, na capitania de Minas Gerais. Exerce a função de alferes da Companhia de Ordenança do distrito da Capela de São Roque de Canastra, termo da Vila de São Bento de Tamanduá, hoje município de Itapecerica.

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09/07/2020

Alto do Macaé, região às margens do Rio Macaé. Foi para essa localidade que colonos suíços e alemães se dirigiram abandonando as glebas de terra que lhes haviam sido doadas pelo rei Dom João VI, na fundação da colônia no município de Nova Friburgo. Como as glebas recebidas por esses colonos eram impróprias para a agricultura foram autorizados pelo diretor da colônia a tomarem posse de terras em outras regiões.

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02/07/2020

Na década de 1920, chegou à Nova Friburgo o primeiro imigrante japonês Tohoru Kassuga em busca de terras em clima temperado. Na chácara do Tingly, Kassuga iniciou uma plantação de caqui, fruta muito consumida no Japão. Em Campo do Coelho, terceiro distrito de Nova Friburgo, no passado, a lavoura de tomate e de outros legumes era rasteira, com muita perda em razão do contato direto com o solo que deixa o alimento mais vulnerável às pragas.

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25/06/2020

Uma triste notícia foi publicada esta semana em A VOZ DA SERRA. Trata-se de um relatório divulgado pelo Ministério Público Estadual que teve origem no projeto “Edificando o controle interno”, pesquisa realizada junto a 92 municípios fluminenses sobre a estruturação dos mecanismos de controle da administração pública.

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18/06/2020

O majestoso Rio Paraíba do Sul nasce no Estado de São Paulo e deságua no Oceano Atlântico em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Ocupando um bioma marcado pela Mata Atlântica, sua bacia drena 24% do estado paulista, 39% do estado fluminense e 37% de Minas Gerais, sendo responsável pelo abastecimento de água para mais de 14 milhões de pessoas. Como compreende centros de expressiva concentração urbana e industrial, esses três estados colocam em risco a biodiversidade do Paraíba do Sul.

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11/06/2020

No início do século 19, os indígenas Puri habitavam a Fazenda do Córrego d’Anta reservada como patrimônio pessoal de D. João VI, por ocasião da fundação do município de Nova Friburgo. O juiz Cansanção de Sinimbu informou na ocasião que o Aviso de 3 de dezembro de 1819, determinou removê-los para um aldeamento a fim de não incomodarem os imigrantes suíços que eram esperados na colônia. Na Fundação D. João VI há, inclusive, uma correspondência de 23 de novembro de 1824, com a referência de que os indígenas foram empregados para abrir picadas nas glebas doadas aos colonos suíços.

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