Janaína Botelho

Janaína Botelho

História e Memória

A professora e autora Janaína Botelho assina História e Memória de Nova Friburgo, todas as quintas, onde divide com os leitores de AVS os resultados de sua intensa pesquisa sobre os costumes e comportamentos da cidade e região desde o século XVIII.

07/03/2019

Em 25 de janeiro de 1924, Riograndina foi desmembrada do primeiro distrito, sede de Nova Friburgo, com o nome de Estação do Rio Grande. No entanto, não se sabe por que motivo esse nome não agradava. Em razão disso, no ano de 1943, o prefeito interventor Dante Laginestra realizou uma reunião com os moradores para dar outro nome à localidade. De acordo com a memória oral, Artur Pereira Borges sugeriu o nome de Bica do Conde, em homenagem ao Conde de Nova Friburgo. Outra proposta foi que chamasse a região de Rio de Baixo.

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28/02/2019

O carnaval de Nova Friburgo demarcava posições sociais e estabelecia territórios, fazendo emergir ao mesmo tempo e no mesmo espaço realidades distintas e comportamentos bem diversos. Enquanto a elite buscava o estilo europeizado, inspirada na commedia dell’arte, o carnaval de Friburgo ainda trazia resquícios da festa colonial, com seu retumbante zé-pereira, que consistia no batuque de bumbos atroadores, e os temerosos entrudos, que tanto chocavam os arautos da civilidade.

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21/02/2019

No final do século 18, os sertões do Vale do Rio Macacu passam a ser explorados pelo homem migrante branco, em razão do esgotamento das reservas de ouro da Capitania de Minas Gerais. Tiram o sono refrescante da floresta e a paz das tribos indígenas que ali habitavam, como os coroados e os puris.

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14/02/2019

O Rio Paraíba do Sul nasce ao sul da Serra da Bocaina e da Mantiqueira, no estado de São Paulo e deságua no oceano Atlântico, na localidade de Atafona, em São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro. Ocupando um bioma marcado pela Mata Atlântica, percorre um total de 55.300 km², sendo que sua bacia drena 24% das terras paulistas (13.272 km2), 39% das terras fluminenses (21.567 km2) e 37% das mineiras(20.461 km2). Localizado entre os maiores centros urbano-industriais do país, abriga uma alta biodiversidade que está sendo ameaçada.

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07/02/2019

Na história da humanidade, desde as primeiras civilizações, o carro de bois era indispensável na lavoura, na lavragem da terra atrelado à charrua, bem como no transporte de materiais pesados. Na Grécia Antiga não se admitia matar o boi de lavoura e as leis atenienses puniam o bovicídio duramente.

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31/01/2019

Não dá para citar a trajetória de todos os Moraes, mas podemos mencionar os que mais se destacaram. José Antônio de Moraes, segundo filho de Basília e de Antônio Rodrigues de Moraes, recebeu o título de Barão de Imbé, em 1884, e cinco anos depois, de visconde. A divisão geopolítica da província do Rio de Janeiro iria alterar bastante com a proclamação da República. Neste arranjo político estiveram envolvidos membros da família Moraes.

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24/01/2019

Palacete do Barão das Duas Barras. Nos dias de hoje, a existência de prédios em seu entorno impede a sua visualização de vários pontos da cidade. É considerado um dos mais importantes patrimônios históricos de Nova Friburgo, tombado em 1988, pelo Inepac. Esse palacete foi construído por Elias Antônio de Moraes, o segundo Barão das Duas Barras, da importante família Moraes, uma das mais ricas entre a elite rural fluminense. Fizeram fortuna no século 19, na região de Cantagalo, com o plantio do café e atividades financeiras.

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17/01/2019

Fazenda do Cônego, propriedade do primei ro Barão de Nova Friburgo, no século 19. De acordo com a memória oral, tem esse nome por ter o nobre barão Antônio Clemente Pinto dado abrigo a um clérigo em sua fazenda. Ainda segundo a memória oral era uma fazenda com plantação de café. O nome fazenda foi suprimido na década de 50, do século 20, quando passou a circular pela cidade a linha de ônibus que trazia no letreiro apenas a indicação de Cônego.

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10/01/2019

Há algumas semanas, fui visitar o simpático e carismático padre Marcelo Piller, no bairro Duas Pedras. Foi nessa localidade que muitos imigrantes italianos que chegaram a Nova Friburgo, desde o final do século 19, e escolheram para residir ou instalar os seus negócios. Eram eles, os Spinelli, Cantelmo, Caputo, Mangia, Libonato, Quintieri, Pecci, Vitiello, Meceni, Saippa, Romaneli, Catarcione, Rastrelli e Polo.

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19/12/2018

Um dos textos mais interessantes que já li de um memorialista é o que segue adiante, extraído do jornal O Friburguense, a crônica “De antigamente e de agora”, de 23 de dezembro de 1928.  Foi graças ao saudosismo de Henrique Zamith, que viveu a sua infância e juventude na Nova Friburgo fin-de-siècle, que hoje podemos conhecer o cotidiano, no Natal, de uma típica família burguesa friburguense daquela época.

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