Janaína Botelho

Janaína Botelho

História e Memória

A professora e autora Janaína Botelho assina História e Memória de Nova Friburgo, todas as quintas, onde divide com os leitores de AVS os resultados de sua intensa pesquisa sobre os costumes e comportamentos da cidade e região desde o século XVIII.

O vereador Márcio Damazio, do DEM, encaminhou um projeto de Lei Ordinária a Câmara Municipal sugerindo a realização de rodeios, baseado na Lei Federal nº 13.364/2016. De acordo com essa lei, o rodeio, assim como a vaquejada, foi elevado à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio imaterial. Trata-se de uma lei recente do governo Temer que passou despercebida dos movimentos de proteção aos animais. No rodeio são previstas provas de laço, apartação, bulldog, provas de rédeas, provas dos três tambores, team penning e work penning paleteadas.

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Como foi a comemoração do centenário de Nova Friburgo, em 1918? Antes de narrar os eventos, uma análise do município naquele momento. No campo da política uma novidade. Há apenas dois anos a Câmara Municipal havia perdido o poder executivo, que foi transferido para a figura do prefeito, limitando-se à função legislativa. O primeiro prefeito, eleito em 1916, se chamava Everard Barreto de Andrade e o prefeito na ocasião do centenário foi Silvio Fontoura Rangel.

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Dos anos 30 até princípios dos anos 50 do século 20, funcionou em Nova Friburgo o bar Grito da Mocidade, frequentado somente por pessoas negras que se divertiam dançando, namorando e participando de encenações teatrais. Pertencia a Otávio, mais conhecido como Otávio do Grito da Mocidade, um homem forte e negro, maquinista-foguista da Estrada de Ferro Leopoldina. Funcionava na Rua Gonçalves Dias, no centro da cidade, próximo a prefeitura, igualmente rua do meretrício, na famosa Casa de Dona Sofia.

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A história é viva e conforme avançam as pesquisas, traz-se luz aos acontecimentos ou mesmo fatos novos. Refiro-me a tese de mestrado de Rodrigo Marins Marretto, "A escravidão velada: A formação de Nova Friburgo na primeira metade do século 19", que demonstra uma imagem não muito simpática daquele que dá nome a sala principal da Câmara Municipal: o médico Jean Bazet. O número de escravos na Vila de Nova Friburgo sempre foi expressivo, alcançando quase metade da população e Bazet foi um dos que exploravam o trabalho escravo.

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O distrito do Campo do Coelho onde está a localidade de Três Picos foi rota de tropas de mulas até o Porto de Magé e Porto das Caixas. Partindo das fazendas de Cantagalo, as tropas desciam a serra e seguiam até o mercado do Rio de Janeiro por meio de portos fluviais. Por ali passaram as tropas de mulas com bruacas pejadas de café até a introdução da ferrovia pelos filhos do Barão de Nova Friburgo, no ano de 1873. A partir de então, o café passou a ser transportado pela via férrea.

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O Centro Espírita São João Batista de Amparo foi um dos primeiros a se instalar no Brasil. A doutrina espírita surge com Hippolyte Léon Denizard Rivail, que adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Nascido em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804, foi um dos pioneiros a pesquisar cientificamente os fenômenos paranormais, notadamente a mediunidade. Faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, tendo deixado uma vasta legião de seguidores.

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 “... Estas serras de enorme estatura, alcançando as nuvens do céu, são degraus colocados na altura, são escadas que vão para o céu.” Esse é um trecho do hino de Nova Friburgo. A Serra do Mar é o alinhamento mais importante do Brasil em termos geográficos, com 1.500 quilômetros de extensão. Fazem parte dela os Três Picos. O cume do Pico Maior, com uma altitude 2.366 metros, é considerado o mais alto da Serra do Mar.

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Duas famílias Tardin de diferentes localidades do Cantão de Fribourg vieram para o Brasil, em princípio do século 19. De Ependes vieram Pierre (42 anos), Elisabeth (26 anos) e Elisabeth (1 ano). Já de La Roche vieram Antoine (47anos), Anne (59 anos), Joseph (20 anos), Antoine (18 anos), Jean-Jacques (14 anos) e Babelon (12 anos). Nos dias de hoje, localizamos os Tardin residindo em Nova Friburgo na Baixada de Salinas e em Vargem Alta; em Bom Jardim, em São José do Ribeirão e Barra Alegre e no município de Cantagalo. Entrevistei o agricultor o Sr.

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No século 19, de Cantagalo seguiam tropas com mercadorias para o município de Macaé, sendo essa uma de suas rotas comerciais. Nesse caminho havia um quilombo que amedrontava os tropeiros: o quilombo de Carukango. A Lei de 7 novembro de 1831 tornara ilegal o tráfico intercontinental de escravos. Mesmo sendo uma lei que não vingara, “para inglês ver”, como se dizia à época, navios negreiros passaram por precaução a descarregar os escravos no litoral macaense, de onde muitos eram levados para as lavouras de café de Cantagalo.

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Voltei a visitar Rio de Bonito, no distrito de Lumiar. Fazendo limite com o município de Silva Jardim, a vista de certo ponto dessa localidade é de tirar o fôlego. Rio de Bonito de Lumiar tem pouco mais de trinta anos e se desenvolveu com a venda de um indivíduo chamado Sansão, vindo de Lumiar. Esse comerciante tinha uma tropa de burros e levava produtos da lavoura de Rio Bonito a Nova Friburgo passando pelas trilhas de Posses, Galdinópolis e Barra Alegre.

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