Janaína Botelho

Janaína Botelho

História e Memória

A professora e autora Janaína Botelho assina História e Memória de Nova Friburgo, todas as quintas, onde divide com os leitores de AVS os resultados de sua intensa pesquisa sobre os costumes e comportamentos da cidade e região desde o século XVIII.

14/06/2018

Visitei a Fazenda São Clemente, no distrito de Boa Sorte, em Cantagalo, que pertencera a Francisco Clemente Pinto. Como muitas propriedades dos falidos barões do café do Centro-Norte fluminense foi adquirida, em 1920, pelos Monnerat. Marcello Cardoso Monnerat, atual proprietário, é um advogado apaixonado por história. Segundo ele, existem “muitas histórias nas gavetas da São Clemente”.

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07/06/2018

Edifício Gustavo Lira, na Rua Augusto Spinelli, centro da cidade. Exatamente nesse local ficava o Teatro Dona Eugênia, um espaço de sociabilidade no século 19. Sua construção foi iniciada pela Sociedade Musical Campesina Friburguense para estimular as artes dramáticas na Vila de Nova Friburgo. Possivelmente essa iniciativa partiu de seu presidente, Fioravanti André Martignoni, pois as óperas italianas estavam muito na moda no fim daquele século.

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31/05/2018

Na semana passada visitei pela segunda vez a Fazenda de Sant’Anna, de propriedade de Renato Monnerat. Acompanhava um grupo de suíços que foi visitar a fazenda de seus conterrâneos, os Monnerat e os Lutterbach, que há mais de um século atrás foram seus proprietários. A história da Fazenda de Sant’Anna teve início em 1857, com o médico Augusto de Souza Brandão, o segundo Barão de Cantagalo. Propriedade com 800 alqueires fluminenses, era uma das maiores unidades produção de café do país, e do mundo, em determinado momento.

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24/05/2018

Sumidouro pertenceu a Nova Friburgo durante quase todo o século 19. Era a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paquequer, considerada a de maior potencial econômico, proporcionado pelo plantio do café. Sua economia girava igualmente com a produção de açúcar nos engenhos, alguns deles de propriedade de descendentes de suíços e de imigrantes italianos. Essa freguesia ficou ligada a vila serrana até 1881, quando foi incorporada ao município do Carmo.

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17/05/2018

Ontem, 16, foi dia de festa. O desfile do bicentenário foi roteirizado pelo jornalista e teatrólogo David Massena, dividido em cinco atos. Instituições, associações, estabelecimentos de ensino e grupos artísticos representaram os principais acontecimentos a cada período de 50 anos, nos dois séculos da história de Nova Friburgo.

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10/05/2018

O Morro Queimado está em festa. Celebra o bicentenário do acordo entre o Reino de Portugal, Brasil e Algarves e a Confederação Helvética, atualmente a Suíça. Na realidade, o bicentenário deveria ser comemorado em 3 de janeiro de 2020, e não em 2018, e vou explicar o porquê. A data de 16 de maio de 1818, foi quando Dom João VI assinou o acordo de imigração estabelecendo as condições para a recepção de colonos suíços no reino do Brasil.

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03/05/2018

Na terceira geração, o declínio

A industrialização brasileira é tardia. Somente em 1945, a indústria nacional irá superar a agropecuária como a principal atividade da economia. O meio urbano até a década de 1920, concentrava apenas 20% da população brasileira. Os setores agrários acusavam a indústria de desviar braços do campo para as suas atividades. Em Nova Friburgo ocorreu o esvaziamento do distrito agrícola de Amparo para o centro da cidade, pois uma nova geração queria trabalhar nas indústrias.

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26/04/2018

Um bairro surge ao redor da fábrica

Um bairro surgiu ao redor da fábrica, o bairro Ypu, outrora Sítio Ypu de propriedade de Maximilian Falck. Aumentou o número de residências ao seu redor, o comércio se ampliou e se diversificou. Tudo girava em torno da fábrica. Em 1938, a Fábrica Ypu se transformou em sociedade anônima aumentando o número de operários. Diversas ações foram realizadas e a fábrica passou a ser não apenas um local de trabalho, mas igualmente um espaço de sociabilidade.

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19/04/2018

Emil Cleff, o rei do galão

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12/04/2018

Um galpão no Sítio Ypu

Inicialmente gostaria de esclarecer que todos os três artigos sobre a Fábrica Ypu têm como fonte tão somente o depoimento de Brigitte Madeleine Schultz, da família Pockstaller e do memorialista Décio Monteiro Soares, no livro “Terra Friburguense”. Quem sabe essas notas estimulem pesquisadores a se debruçarem sobre fontes primárias e através da análise de uma documentação, e com rigor científico, demonstrem como as indústrias mudaram a história de Nova Friburgo.

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