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Excesso de medicamentos em adultos com 60 anos ou mais

Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
Dra. Ariel Green é geriatra ligada à Faculdade de Medicina Johns Hopkins e faz pesquisas sobre a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais em idosos. Vamos ver o que ela diz sobre medicação excessiva e seus riscos.
O uso contínuo de muitos medicamentos ao mesmo tempo, que é chamado de “polifarmácia”, pode aumentar o risco de medicação excessiva, especialmente em pessoas mais velhas. Nos Estados Unidos cerca de 33% dos adultos entre 60 e 70 anos usam cinco ou mais medicamentos prescritos. Os mais comumente usados são para pressão alta, diabetes, insônia, artrite, colesterol alto, asma, doença cardíaca coronária, depressão, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outros.
Em sua pesquisa a Dra. Green verificou que muitos adultos podem continuar a tomar um medicamento prescrito no passado, quando não é mais necessário. Um dos riscos do excesso de medicamentos ocorre quando os pacientes recebem medicamentos prescritos para compensar os efeitos colaterais causados por outros medicamentos que usam, aumentando o risco da polifarmácia.
Ela afirma que medicamentos e produtos comprados sem prescrição médica, como ervas medicinais e suplementos nutricionais são agressivamente comercializados com alegações exageradas e poucas evidências científicas para apoiar essas alegações. Eles podem interagir com medicamentos prescritos e causar efeitos colaterais. Por exemplo, suplementos com gingko biloba podem exagerar a ação de anticoagulantes prescritos, colocando um paciente em risco de sangramento.
Os sintomas do excesso de medicamentos podem incluir: confusão ou problemas cognitivos; quedas e acidentes; fraqueza e tontura; perda de apetite; problemas gastrointestinais como diarreia, constipação ou incontinência; erupções cutâneas; depressão e ansiedade, entre outros.
A polifarmácia afeta mulheres e homens mais velhos de forma diferente dos mais jovens. Alguém com mais de 60 anos pode ter uma composição corporal diferente de uma pessoa de 35 anos e processar medicamentos de forma diferente. Além disso, quando novos medicamentos são testados em pessoas antes de entrar no mercado, os testes podem não incluir adultos mais velhos, portanto, essas diferenças nem sempre são prontamente identificadas pelos fabricantes.
Tomar vários medicamentos prescritos pode aumentar o risco de interações medicamentosas, que é quando um medicamento afeta outro e podem surgir interações drogas-doença, que ocorre quando ao tomar um medicamento para um problema de saúde, piora outro problema de saúde.
Um dos riscos mais importantes da polifarmácia em adultos com mais de 60 anos é a super sedação, podendo causar sonolência ou confusão e aumentar o risco de acidentes domésticos e de carro. Drogas que podem causar isso são analgésicos opioides, tranquilizantes benzodiazepínicos (calmantes tarja-preta), anti-histamínicos (anti-alérgicos). Bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de sedação excessiva quando uma pessoa está tomando esses medicamentos.
A tontura pode ser um efeito colateral de drogas sedativas ou medicamentos que reduzem a pressão arterial. Problemas de equilíbrio também podem acontecer com medicamentos anticolinérgicos, que incluem medicamentos para incontinência urinária, doenças cardíacas, doença de Parkinson e outras condições.
A Dra. Green diz que a melhor medida de prevenção de polifarmácia são consultas médicas para a revisão de medicamentos pelo menos uma vez ao ano. Modificações do estilo de vida, que favorecem a adoção de práticas saudáveis de saúde, ajudam a evitar o excesso de medicamentos e suas complicações.
Fonte: https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/polypharmacy-in-adults-60-and-older
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Cesar Vasconcellos de Souza
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Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
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