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A VOZ DA SERRA é sempre uma surpresa diária

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Embarcamos na viagem literária com a sensação de que certas coisas que deveriam estar certas, estão erradas. Pela expressão pensativa do Cão Sentado, na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, o Hospital do Câncer em Nova Friburgo continua à mercê de um calendário sem definição de datas na conclusão dos “trâmites” para a sua tão aguardada inauguração. O novo prazo agora está marcado para outubro. Milton Nascimento tem uma canção assim: “Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz...”. Mamãe dizia: “o futuro guarda uma esperança...”. Valeu, Silvério!
“Alameda dos Trovadores” – assim o Caderno Z nos convidou a entrar no maravilhoso mundo da trova em Nova Friburgo. 18 de julho - o Dia do Trovador mereceu matéria especial e Marcelo Gonzales fez uma edição abrangente, entrevistando a presidente da UBT-Seção Nova Friburgo, Elisabeth Souza Cruz. Sim, sou eu, pessoal! Para definir “a cidade que escolheu falar em versos”, Gonzales mergulhou fundo nas águas do mar, por onde navegavam Luiz Otávio e J.G e ofereceu aos leitores um panorama da criação dos Jogos Florais de Nova Friburgo.
Na capa, a belíssima foto da placa que intitula, na Praça Getúlio Vargas, a Alameda dos Trovadores, um projeto de restauração da Fundação D. João VI. A expectativa dos quase 80 participantes, é a de que as placas voltem aos seus devidos lugares, após a reforma da praça. Tomara!
Para Elisabeth, “a inteligência artificial ainda precisa da inteligência humana para fazer uma trova realmente redonda. Depois da técnica, é preciso encontrar a inspiração. E a inspiração continua pertencendo ao ser humano”. É essa peculiaridade da trova, de ser fruto da capacidade humana de achar o elemento construtivo como na “arquitetura dos encontros” da artista Mariana Portugal, que vai buscar sua arte na “matéria-prima de experiências que unem natureza, criação e pertencimento”. Na composição da trova entra o elemento surpresa, o achado; na arte de Mariana “o bambu deixa de ser apenas elemento construtivo para representar acolhimento e integração entre arte e natureza”.
Da mesma forma, “Entremundos”, de Marcos Vinícius de Palma, merece todas as palmas do mundo. O artista não apresenta apenas “sua evolução nas técnicas”, mas “a transformação de seu olhar sobre montanhas, rios, florestas...” em São Pedro da Serra, Lumiar e vizinhança.
Deixamos o Z com a alma plena de saberes, “melhores no amor, melhores na trova...”. Entretanto, em certas coisas, caminhamos com passos de formiga. A exemplo, em “Há 50 Anos”, a coluna destacava o drama que ilustrava a capa do jornal: “Mendigos à mercê da própria sorte” tentando se aquecer do frio...” . 50 anos se passaram e agora a “Defensoria cobra da Prefeitura de Nova Friburgo acolhimento à população de rua...”.
Por sua vez, a prefeitura informa que o Centro Pop, no Parque São Clemente, realiza acolhimento provisório às pessoas em situação de rua, recebendo-as até às 19h, encerrando às 7h no dia seguinte. O ingresso é exclusivamente voluntário.
Ainda na coluna, Há 50 anos, Dalva Ventura foi notícia recebendo seu diploma em Comunicação Social, para orgulho da família dedicada ao jornalismo. Salve, nossa Estrela Dalva!
Em “Sociais”, mais um aniversário de Carminha Basílio e eu ainda não tive o prazer de conhecê-la, pessoalmente. Felicidades, mulher bonita! E chega uma excelente notícia: “Comitiva visita obras de reforma do ginásio Frederico Sichel, do Sesi, a futura Casa do Basquete Brasileiro”. Isso, sim, é ter manejo de bola, marcar o melhor arremesso, porque o rebote é sucesso para Nova Friburgo. Já pensou que cesta maravilhosa!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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