Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

31/01/2017

Sempre estamos diante de um primeiro passo. Eu, então, neste 2017... Ora tudo inicia para mim. A começar pelo ano. Janeiro. Depois, pela minha vida acadêmica que está cheia de projetos a realizar. Inclusive, agora, estou diante de uma página em branco; esta coluna, mais uma vez se inicia e me desafia. Esta página estonteantemente alva é minha, embora esteja sem linhas, palavras e reticências. Que me exige registrar ideias com forma e sentido. Que ativa meu pensamento, acordando-o de um sonho letárgico ou de uma sesta depois do almoço.

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25/01/2017

Boa noite a todos os presentes em nossa Academia.

Agradeço a presença das autoridades, dos acadêmicos, dos meus familiares e amigos.

Com muitos de vocês, tenho uma história a contar, seja de amizade, de conquista e trabalho. É uma felicidade e uma honra estar aqui, assumindo a presidência da Casa de Salusse, uma Academia que foi gerada nos bancos da praça, sem chaves, portas e paredes. Que nasceu para ser livre.

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16/01/2017

Rir é o melhor negócio, sim senhor! Talvez seja um excelente remédio para o coração ou, quem sabe, um antidepressivo eficiente. Mas, vamos lá. O humor pode ser considerado uma expressão literária? Dom Quixote de la Mancha e as comédias de Willian Shakespeare, como Trabalhos de Amor Perdidos ou A Megera Domada, respondem a pergunta.

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09/01/2017

Vou tomar posse da Academia Friburgense de Letras em 12 dias. Hoje é domingo, dia 8 de janeiro de 2016, e estou me preparando para um casamento. A ideia é essa. Casar. Poderia dizer outro verbo como liderar ou amigar. Mas penso em casar. Casar significa olhar. Certa vez, li que uma tribo africana de nome Umbudu, povo originário das montanhas centrais de Angola, dizia mais ou menos assim: um ser só ganha existência quando é olhado por outro. Não me lembro exatamente as palavras usadas. Mas a ideia era essa.

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04/01/2017

No final do ano passado, fui a uma exposição de pintura no Parque Lage, onde Margareth de Castro, a Meg, querida amiga, expunha um quadro. Lá conversamos a respeito da arte e dos seus limites, depois dela ter me contado que, numa exposição fora do Brasil, alguém deixara cair os óculos no chão. Os óculos, posicionados no meio da galeria de quadros, foram considerados pelos visitantes uma expressão intencional de um artista e desencadeou reflexões a respeito, além de ficarem intocáveis.

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28/12/2016

Estamos chegando ao final de 2016 e senti vontade de pensar sobre meu processo de escrita, através do qual componho as colunas que escrevo para este jornal. Hoje, são 72.

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22/12/2016

É tempo de natal. Gostaria de dar um abraço em cada leitor desta nossa cidade. Natal é época de acolhimento e de aprofundar as conquistas de um ano que está prestes a acabar. É tempo de relaxar e de sorrir para a vida.

Que seja a esperança o melhor dos sentimentos e que guarde o eterno desejo de felicidade através dos sonhos. Que não seja apenas um sentimento, mas o ponto de partida de realizações.

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15/12/2016

Foi emocionante a cerimônia de premiação do 3º. Concurso Nacional Júlio Salusse em que foram premiados autores de textos em prosa e poesia sobre Machado de Assis. O momento nos fez lembrar que Nova Friburgo sempre acolheu artistas, principalmente os da literatura. A nossa cidade, situada num dos pontos mais altos da Mata Atlântica, é, realmente, uma parada a caminho do céu, como descreveu poeticamente JG de Araújo Jorge, outro acolhido por este lugar aos pés do Caledônia.

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08/12/2016

Sobre o solo nascem pérolas verdes. Ferreira Gullar brotou entre raízes tropicais e sobreviveu aos impasses da vida, escrevendo para não sucumbir à dor e ser feliz. Viajou no Trenzinho Caipira, fazendo seu destino serpentear terras brasileiras afora, embelezando-as com seus poemas de palavras simples, até chegar nas estrelas, onde vai ficar. Não solitário. Sem descansar e ao lado de tantos outros escritores, ah!, ele vai nos inspirar.

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01/12/2016

No Clube de Leitura desta semana, falamos a respeito do diário e do seu valor na vida da gente. Diário não é só coisa de adolescente, em que pode haver um beijo de batom para descrever aquele que aconteceu no cinema e de um bilhete escrito num guardanapo de papel colado no centro da página. Diário é um caderno de sempre. Quando preenchemos suas páginas com nossos registros diários, pensamos no que vivemos e não deixamos passar as minúcias e levezas despercebidas.

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