Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

20/04/2018

Ela se doía ao ter que dizer um “não”. Sofria a ponto de não conseguir fazê-lo. Era muito para ela. Atravessar essa barreira quase intransponível entre ceder e selecionar era uma grandiosa missão. Para o mundo, “sim”. Para os outros, “sim”. Para ela, só o que sobrava dela mesma. Quase nada.

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13/04/2018

“De tanto pensar tudo, não consigo pensar em nada”. “Penso tanto que não tenho tempo para pensar”. “Minha mente está cheia, porém está um tanto vazia”. “Tudo sei, mas não sei de nada”.

São sensações do momento. Não minhas (não apenas). De muita gente. As coisas estão profundamente rasas. Inteiramente partidas. Constantemente voláteis. Densamente esparsas. Apertadas de tão largas. Entupidas de nada. Estamos vivendo tempos contraditórios. A começar pela mente.

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06/04/2018

Esta semana a homenagem é para o majestoso aniversariante, que está completando mais um ano de existência. Um salve cheio de gratidão pelos préstimos das mais diversas ordens prestados pelo Jornal A VOZ DA SERRA que, por meio de seus fundadores e colaboradores, por 73 anos – completados neste sábado, 7, - vem contribuindo com a cidade de Nova Friburgo e seus milhares de cidadãos.

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02/04/2018

“Deixei-o nessa reticência, e fui descalçar as botas, que estavam apertadas. Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar.” { Machado de Assis.}

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23/03/2018

Brasil, século 21. Os direitos humanos são direitos de todas as pessoas. Felizmente. Sem exceção. São garantias consagradas no ordenamento jurídico. São prerrogativas dos que os defendem, dos que os conhecem, dos que não sabem do que se tratam. São direitos inclusive dos que trucidam a História, aniquilam o Direito, abatem as noções básicas de dignidade, destroçam a civilidade, pisam sobre a compaixão, ignoram o amor e cometem crimes de todas as ordens.  São direitos que afetam, inclusive os ignorantes, os pobres de espírito, os radicais e os irresponsáveis.

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16/03/2018

Na dúvida, ofereça flores. Em uma pétala, pode haver o mundo inteiro. O mundo de alguém. Existindo por aí, interagindo com as pessoas, olhando as multidões, percebendo o cotidiano, não podemos alcançar com nossos olhos o que está por trás dos olhos daquelas pessoas. O mundo delas. Seus problemas, seus sonhos, seus amores, suas dificuldades. É uma imensidão inalcançável.

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09/03/2018

Certa vez escreveu o saudoso poeta e cantor Renato Russo: “Tudo o que você faz, um dia volta pra você. E se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver”. E vice-versa. Todo o bem que você faz, em bem retorna para você. Para nós. A bem da verdade, a vida nos ensina que a lei de causa e efeito é real, sem que para tanto precisemos crer em nenhuma profecia para que de fato possamos perceber que plantar e colher são causa e consequência interligadas de muitas situações, a exemplo do que acontece com a própria natureza, da qual fazemos parte.

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02/03/2018

O dia amanheceu e junto dele clareou um coração que nunca se cansa de amar demais. Era hora de receber um presente dos céus e da terra, o que justificava aquela intuição de que no meio do caminho tinha uma pedra, mas também tinha uma flor – a mais linda! E por estar dessa maneira extasiada, o texto de hoje é todo dela, foi feito pensando nela e nas maravilhas do mundo dela.

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23/02/2018

Que enfadonha essa tentativa de dividir o posicionamento e as opiniões das pessoas em esquerda ou direita, certo ou errado, bem ou mal, sim ou não, como se não existissem plúrimas visões e interpretações sobre os mesmos fatos, como se a vida fosse polarizada. Não, não é.

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16/02/2018

Mesmo quando a maré está mansa, não significa que mansa para sempre permanecerá. Basta o sopro do tempo, o rebolar das correntezas, a inspiração da deusa do mar e as ondas vêm. É o movimento natural. Não existe maré calma eterna. Existe o vai e vem da natureza, reboliço dos ventos, e logo a onda vem. Nós não escolhemos seu tamanho, não dimensionamos seu perigo, nem prevemos sua velocidade.

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