Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

08/09/2017

Estive no evento que apresentou o Projeto de 2oo Anos de Nova Friburgo.
Naquele café da manhã, a cidade foi abraçada com afeto pelos friburguenses, o que
fez com que a animação tomasse conta de mim ao ver a história, a cultura e a
literatura sendo consideras com relevância nos festejos.
Nas minhas colunas, de diversas formas, tenho evidenciado a importância da
tríade história-cultura- literatura, enquanto embasamento para o crescimento da nossa
cidade que é essencialmente inspiradora e artística.

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30/08/2017

Vou trazer, esta semana, um assunto que ainda não tinha abordado, os
direitos autorais; tema delicado que pode ser analisado a partir de diferentes
pontos de vista. O primeiro é decorrente de um princípio fundamental: todos
têm direito ao próprio corpo. O autor, portanto tem direito à totalidade da obra.
Ou seja, há um caráter único entre o autor e a obra.
A obra literária revela a essência do autor através das palavras que
emprega e do modo como o faz, podendo ser, inclusive considerada como uma

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24/08/2017

Falar de verossimilhança, palavra difícil de escrever e até de pronunciar,
nos exige tempo para compreender o significado que até nos induz a percorrer
a arte de escrever através dos séculos. A começar pelo fato de que as artes,
como o cinema e o teatro, não podem existir se não há um texto literário de
suporte.
A literatura não joga ideias ao léu, emprega a língua na plenitude de seus
sentidos; portanto, requer critérios. Ah, os ideais da liberdade não caem por
terra. Por ser a expressão do imaginário do escritor, não vaga sem rumo nos

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14/08/2017

Na simplicidade e quase na calada dos dias, um grupo de doze escritores e uma
prefaciadora, todos de alguma forma ligados à nossa cidade, fizeram a coletânea de
contos e crônicas, NOVA FRIBURGO, CONTOS, CRÔNICAS E DECLARAÇÕES DE AMOR,
tendo a finalidade de fazer uma reverência a esta terra querida, da qual tive a honra
de fazer parte.
Quando tive o livro em mãos, que ocorreu depois do primeiro lançamento, li sem
parar suas páginas no aconchego do meu sofá, seguindo um capítulo a outro,

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04/08/2017

Onde estão os meus sésamos?! Acredito que esta seja a questão que nós
escritores exclamamos antes de começar a escrever. Que seja um conto, uma
crônica, um romance. Um ensaio. Começar é sempre desafiador. É como
convidar alguém a sentar numa poltrona flutuante através de frases
verdadeiramente incomuns.
O escritor e acadêmico George dos Santos Pacheco nos motivou a refletir
sobre as palavras iniciais de um texto, ou seja, o incipit. Sim, senhor, como
dizia Alice, o início é o momento mais delicado ou angustiante de um trabalho
literário.

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28/07/2017

Às vezes, acontecem coisas que nos fazem pensar que a vida é uma
caixa de surpresas. Pois bem. Hoje, dia 27 de julho, darei uma palestra na
Biblioteca Municipal sobre o fazer do livro, durante a qual abordarei a
construção do Ajelasmicrim; com este texto ganhei o prêmio Off Flip de
Literatura em 2014. Dois dias antes, ao escrever o release da palestra, o
Facebook me exclamou que há exatamente 3 anos eu comemorava a
premiação na categoria infantojuvenil.
Naquele dia, tive uma das maiores emoções. A princípio, não acreditei

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19/07/2017

Ele não é covarde. É apenas um de nós. Não tem malas prontas, o que é uma

situação banal para a Pessoa do Fernando. Se percorresse ruas com pés descalços, é

possível que ache uma ideia interessante. Um tímido mote, talvez. Quem sabe uma

musa de seios fartos possa lhe inspirar. Ou um velho de barbas e com ele possa

conversar. Pode até ser que a batida do rap lhe cause um encanto invulgar. Ora, sem

sapatos, não precisará de piedades. Poderá ser um tanto quanto razoável caso venha a

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13/07/2017

Hoje é domingo, quase onze horas da manhã. Na frente do computador,

começando a escrever a centésima coluna, meu pensamento vai para o ponto

de ônibus perto da minha casa, onde um banco feito de apenas uma tábua,

sustentado por duas toras de pinho, é protegido por um telhado coberto de

sapê. Imagino meus pés fazendo marcas no chão de barro batido, um pouco

úmido ainda pelo orvalho da noite fria. Estou só, cercada por um vento

despreocupado, aquecida por uma ponta de sol e abraçada pela paisagem...,

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05/07/2017

Um tema precisa me tocar para que eu possa escrever uma coluna. Este

toque é uma ideia inspiradora que pode vir todos os lados. Ah, a literatura está

em tudo o que nos cerca. Agora mesmo, ao abrir meus e-mails, vejo o livro da

minha amiga e mestra, Anna Cláudia Ramos, que acaba de lançar, sobre a

auto aceitação na adolescência, tema que me interessa e desperta a escritora

que existe em mim. Mas, hoje, quando acordei, estava mesmo tocada para

escrever sobre o aconchego de um lugar que nos dá vontade de ficar com o

livro nas mãos.

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30/06/2017

Foram muitas as conversas que tivemos no 1º Encontro Fluminense de

Escritores. Entretanto, uma me chamou a atenção, a que faz as pedras de um

rio brilharem sob as águas.

Tenho tido pouco tempo para ler. O que é ruim. Essa modernidade toda

em que estamos mergulhados, que nos faz viver em dois mundos, o real e o

virtual, nos rouba o tempo para ler. Tenho lido, enquanto pesquisa para

escrever esta coluna semanal. Porém, o tempo ficou raro para ler histórias,

degustar as palavras, as ideias e os valores contidos no texto, o modo que o

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