Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

03/03/2017

Carnaval e literatura se misturam como as águas do rio e do mar numa explosão. O carnaval vem caudalosamente, trazendo a festa popular que toma conta das cidades, fazendo os foliões invadirem as ruas em blocos, cantarem marchinhas e jogarem confetes. Trazendo as escolas de samba que atravessam as avenidas, exibindo cores e alegria.

Leia mais
24/02/2017

Certa vez, uma amiga me disse que a literatura une as pessoas. É a mais deliciosa e pura verdade. Viver com literatura é estar com amigos, compartilhando momentos nobres. É interessante observar tal característica desta arte; ante um texto não há diferenças sociais e raciais. As diferenças estão nas possibilidades de usar as palavras. A beleza não está nos cabelos sedosos, no corpo malhado ou nos lábios pintados de batom vermelho. Está na sonoridade das palavras, na ética e sensibilidade das ideias.

Leia mais
13/02/2017

Se eu fosse Jezebel, uma sacerdotisa dominadora e porta-voz de Deus, sentaria nesta cadeira e sairia escrevendo uma coluna brilhante. Teria poderes literários ilimitados. Se eu fosse Aquiles teria mãos potentes que dedilhariam divinamente o teclado deste computador e escreveria uma coluna sensacional. Se eu fosse Maria do Carmo seria dona de um pomar fértil, com terra cultivada e retiraria das árvores todas as inspirações possíveis.

Mas sou Tereza.

Cadê a inspiração?

Cadê as ideias?

Leia mais
09/02/2017

A literatura mostra suas possibilidades quando um lugar é transformado num personagem e contado, revelado em seus segredos, manias e gente. Mas é difícil versá-lo assim; cidade não verbaliza, nem chora e faz. Cidade existe porque seu povo é quem fala, canta e sonha. Constrói. As histórias, ao bordarem a cidade através dos seus personagens, revelam uma simbiose criativa, mostram como ambos se acolhem e vivenciam os mesmos dias, contam seus direitos e avessos.

Leia mais
31/01/2017

Sempre estamos diante de um primeiro passo. Eu, então, neste 2017... Ora tudo inicia para mim. A começar pelo ano. Janeiro. Depois, pela minha vida acadêmica que está cheia de projetos a realizar. Inclusive, agora, estou diante de uma página em branco; esta coluna, mais uma vez se inicia e me desafia. Esta página estonteantemente alva é minha, embora esteja sem linhas, palavras e reticências. Que me exige registrar ideias com forma e sentido. Que ativa meu pensamento, acordando-o de um sonho letárgico ou de uma sesta depois do almoço.

Leia mais
25/01/2017

Boa noite a todos os presentes em nossa Academia.

Agradeço a presença das autoridades, dos acadêmicos, dos meus familiares e amigos.

Com muitos de vocês, tenho uma história a contar, seja de amizade, de conquista e trabalho. É uma felicidade e uma honra estar aqui, assumindo a presidência da Casa de Salusse, uma Academia que foi gerada nos bancos da praça, sem chaves, portas e paredes. Que nasceu para ser livre.

Leia mais
16/01/2017

Rir é o melhor negócio, sim senhor! Talvez seja um excelente remédio para o coração ou, quem sabe, um antidepressivo eficiente. Mas, vamos lá. O humor pode ser considerado uma expressão literária? Dom Quixote de la Mancha e as comédias de Willian Shakespeare, como Trabalhos de Amor Perdidos ou A Megera Domada, respondem a pergunta.

Leia mais
09/01/2017

Vou tomar posse da Academia Friburgense de Letras em 12 dias. Hoje é domingo, dia 8 de janeiro de 2016, e estou me preparando para um casamento. A ideia é essa. Casar. Poderia dizer outro verbo como liderar ou amigar. Mas penso em casar. Casar significa olhar. Certa vez, li que uma tribo africana de nome Umbudu, povo originário das montanhas centrais de Angola, dizia mais ou menos assim: um ser só ganha existência quando é olhado por outro. Não me lembro exatamente as palavras usadas. Mas a ideia era essa.

Leia mais
04/01/2017

No final do ano passado, fui a uma exposição de pintura no Parque Lage, onde Margareth de Castro, a Meg, querida amiga, expunha um quadro. Lá conversamos a respeito da arte e dos seus limites, depois dela ter me contado que, numa exposição fora do Brasil, alguém deixara cair os óculos no chão. Os óculos, posicionados no meio da galeria de quadros, foram considerados pelos visitantes uma expressão intencional de um artista e desencadeou reflexões a respeito, além de ficarem intocáveis.

Leia mais
28/12/2016

Estamos chegando ao final de 2016 e senti vontade de pensar sobre meu processo de escrita, através do qual componho as colunas que escrevo para este jornal. Hoje, são 72.

Leia mais