Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

06/06/2017

Alimentos e literatura se combinam. Melhor ainda se cozidos em panelas de barro e escritas pelas teclas da máquina de escrever. Ambos são curtidos; precisam de tempo e paciência. De elaboração. Prosas poéticas e massas de pão, quando produzidas, exigem delicadeza e intuição. Ambas têm ponto de feitura. Ponto exato. Se o escritor ou o cozinheiro o perdem, têm seus esforços perdidos. Ora se não é melhor passear. As belas da tarde... Ah, como sabem usar bem o tempo.

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30/05/2017

 

Nestes últimos dias de maio, vou referenciar a poesia que brota nas ruas

de Nova Friburgo, fazendo nossa querida cidade ser, de fato, um lugar de

inspiração. Na simplicidade de cada dia, poetas e trovadores, aqueles sujeitos

sujeitados que não se cabem nos próprios gestos e palavras rotineiras, buscam

nas vias que os levam à poesia os meios de uma expressão maior. Não foi à

toa que aqui encontram o seu habitat. Cercados de tantos verdes e vida, ao

abrirem os olhos se veem diante do mais lindo poema. Os trovadores e poetas,

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22/05/2017

No dia 16 de maio, na véspera do aniversário de 199 anos da nossa jovem cidade, que agora posso dizê-la assim, minha, quarenta e duas pessoas, não nascidas aqui, ganharam o título de CIDADANIA FRIBURGUENSE. Foram cidadãos, como os que neste solo brotaram, que não permaneceram indiferentes ao dia a dia da cidade; ao respirarem os ares desta serra, no cinturão central da Mata Atlântica, tornaram-se aventureiros trabalhadores; descobriram e descortinaram suas possibilidades ao lado dos nativos. Viveram entre todos e não foram quaisquer outros; conviveram.

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15/05/2017

Tornar-me cidadã friburguense é o melhor presente que a literatura poderia me dar

Thereza Malcher

 Não cheguei ao mundo em Friburgo. Talvez, antes de aterrissar tenha sobrevoado estes vales e sentido o cheiro das pessoas que há sessenta e três anos viviam aqui. Seja pela beleza dos eucaliptos, das águas que correm em suas veias, os rios, até pelos jacus que me acordam com seus gritos nas árvores do meu jardim, aprendi a amar esta terra que agora posso dizer que é minha. Sou, então, friburguense de corpo e alma. Sou verde.

 

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12/05/2017

Um sonho conquistado. A nossa Academia abriu o trinco da porta, o ferrolho da janela e liberou seus ares, espalhando por todos os cantos da cidade as palavras de escritores de todas as idades. Foi um “Abra-te sésamo!”

Fomos abrindo caminhos cidade afora, dia a dia, deixando nossas sementes germinarem neste lugar inspirador. As montanhas sempre fizeram a literatura revoar sobre seus vales, permitindo que sua gente construísse arte em palavras. Nas veias do friburguense correm ideias criativas, mesmo sendo levado pelas torrentes da vida diária.

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04/05/2017

Hoje, decidi refletir sobre as transformações que o tempo nos faz. O tempo tem magia; tudo com ele se modifica. Mera ilusão. Os magos, somos nós e nem sabemos que somos assim.

A cada momento, a vida vai acontecendo. Quando estamos com o piloto automático ligado, vivendo sem pensar direito no que fazemos, não percebemos as mudanças que acontecem. A gente não nota que o dia amanhece, depois, anoitece e acordamos para um dia diferente. E a vida, desta forma, vai se desfazendo e refazendo. De novo.

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27/04/2017

A hora que chegamos e partimos do planeta Terra é marcada em ano, mês, dia, hora e minuto. Somos mergulhados em tiquetaques e cercados de agendas; tudo é cronometrado. Entretanto. O tempo tem relatividade; o geológico é diferente do nano tempo. E, nós, os humanos, tão rodeado de relógios, padronizados por tarefas, temos um tempo globalizado, comum a todos. Entretanto. Temos um tempo individual.   

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20/04/2017

Nesta terça-feira, no Encontro Entre Escritores, tivemos uma finalidade “essencialmente” importante: a construção da identidade do escritor. Márcia Lobosco levou o texto “O prazer de ler”, de Heloísa Seixas, para iniciar os debates.

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13/04/2017

A beleza de um cristal não ofusca o brilho do professor porque a civilização sobrevive sem a beleza dos cristais. Mas uma pessoa não se hominiza sem a presença de, pelo menos, um professor.

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06/04/2017

Vou dedicar esta coluna ao nosso Hart, que partiu iluminado para o universo. Ele se preocupou em se despedir dos seus amigos de leitura e escrita, dando seus livros. Estávamos no Clube de Leitura quando ele chegou com muitos livros, o que nos deixou espantados pelo peso que carregava. Mas o Hart pareceu não se importar com este fato banal. Estava preocupado em dá-los a quem ainda não os tinha presenteado. E, ainda, fez questão de, cuidadosamente, escrever um autógrafo em cada um. Disse, entre risos, que não queria guardá-los. Ali, ele se despediu de nós.

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