Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

A hora que chegamos e partimos do planeta Terra é marcada em ano, mês, dia, hora e minuto. Somos mergulhados em tiquetaques e cercados de agendas; tudo é cronometrado. Entretanto. O tempo tem relatividade; o geológico é diferente do nano tempo. E, nós, os humanos, tão rodeado de relógios, padronizados por tarefas, temos um tempo globalizado, comum a todos. Entretanto. Temos um tempo individual.   

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Nesta terça-feira, no Encontro Entre Escritores, tivemos uma finalidade “essencialmente” importante: a construção da identidade do escritor. Márcia Lobosco levou o texto “O prazer de ler”, de Heloísa Seixas, para iniciar os debates.

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A beleza de um cristal não ofusca o brilho do professor porque a civilização sobrevive sem a beleza dos cristais. Mas uma pessoa não se hominiza sem a presença de, pelo menos, um professor.

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Vou dedicar esta coluna ao nosso Hart, que partiu iluminado para o universo. Ele se preocupou em se despedir dos seus amigos de leitura e escrita, dando seus livros. Estávamos no Clube de Leitura quando ele chegou com muitos livros, o que nos deixou espantados pelo peso que carregava. Mas o Hart pareceu não se importar com este fato banal. Estava preocupado em dá-los a quem ainda não os tinha presenteado. E, ainda, fez questão de, cuidadosamente, escrever um autógrafo em cada um. Disse, entre risos, que não queria guardá-los. Ali, ele se despediu de nós.

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No final de semana, no Rio, caminhando na beira do mar e observado o movimento da maré que levava e trazia as ondas, refleti sobre este momento especial que a Academia Friburguense de Letras vive. Ao abrir suas portas e janelas para a cidade, tornou-se enfeitada pela juventude. Eles, como todos nós, os escritores, são observadores por essência; querem compreender as causas das diferenças. As semelhanças não nos tocam da mesma forma e dá-nos poucos motivos para escrever.

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Nunca pensei, para ser sincera, que um biscoito pudesse ser biografado. Tratado, assim, como gente. Mas essa biografia tem suas razões de ser. Aquele biscoito de polvilho salgado e doce faz parte da vida do carioca. Apesar de adorar Friburgo e praticamente viver aqui, sou carioca e devo confessar que sinto orgulho de sê-lo. Carioca leva a cor azul do céu no coração. Carioca gosta de andar de sandálias Havaianas na rua. Carioca gosta de comer biscoito Globo.

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Quem sabe, quem sabe a partir do dia 31 de março Nova Friburgo comece a ser outra? Será iluminada por cinco jovens escritores, ávidos de preencherem páginas em branco com ideias sensíveis, através da prosa e da poesia. Eles serão como borboletas que pousarão nos cantos da cidade.

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Carnaval e literatura se misturam como as águas do rio e do mar numa explosão. O carnaval vem caudalosamente, trazendo a festa popular que toma conta das cidades, fazendo os foliões invadirem as ruas em blocos, cantarem marchinhas e jogarem confetes. Trazendo as escolas de samba que atravessam as avenidas, exibindo cores e alegria.

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Certa vez, uma amiga me disse que a literatura une as pessoas. É a mais deliciosa e pura verdade. Viver com literatura é estar com amigos, compartilhando momentos nobres. É interessante observar tal característica desta arte; ante um texto não há diferenças sociais e raciais. As diferenças estão nas possibilidades de usar as palavras. A beleza não está nos cabelos sedosos, no corpo malhado ou nos lábios pintados de batom vermelho. Está na sonoridade das palavras, na ética e sensibilidade das ideias.

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Se eu fosse Jezebel, uma sacerdotisa dominadora e porta-voz de Deus, sentaria nesta cadeira e sairia escrevendo uma coluna brilhante. Teria poderes literários ilimitados. Se eu fosse Aquiles teria mãos potentes que dedilhariam divinamente o teclado deste computador e escreveria uma coluna sensacional. Se eu fosse Maria do Carmo seria dona de um pomar fértil, com terra cultivada e retiraria das árvores todas as inspirações possíveis.

Mas sou Tereza.

Cadê a inspiração?

Cadê as ideias?

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