Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

18/06/2018

A literatura tem que ser prazerosa, independentemente das finalidades pelas quais o leitor a busque. Comumente, já vi pessoas no ônibus, no avião e no metrô mergulhadas na leitura. Isso. Mergulhadas. Em torno delas, há um movimento enorme; é gente passando, são as trepidações do transporte, são vozes e ruídos. Nada afeta a relação do leitor com o texto. É impressionante. Já cheguei a ver, um menino retornando do treino de esporte, sujo e suado, com uma bola entre as pernas e um livro entre as mãos, sentado no chão do ônibus. Ele movimentava os olhos na cadência das frases.

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11/06/2018

Quando o escritor começa a escrever tem responsabilidades, cada um de um modo particular, com o texto literário que vai construir; ele precisa cuidar do seu leitor.  Sua mente, então, abre as portas da sua biblioteca interior, alimentada pelo saber adquirido ao longo dos anos vividos. Quiçá oriundos de vidas passadas. Como também enriquecida pela genética; o inconsciente coletivo, que antecede a sua existência, faz o saber dos seus ancestrais tocar sutilmente suas reflexões. E, talvez, mesmo por todas estas razões, tenha necessidade de ler para enriquecer suas prateleiras.

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04/06/2018

Confirmei. O rock and roll guarda a literatura ao seu modo; ao som da guitarra, ritmada pela bateria, há histórias a contar, temas a serem refletidos, encontros com momentos de relaxamento e prazer. Acabei de ler a biografia da Rita Lee, por ela escrita, cuja música embalou, dando um ritmo alegre aos dias, me fazendo cantar e dançar pela vida. É um texto que revela a genialidade e a autenticidade da premiada Rainha do Rock Brasileiro, que conta sua trajetória, que marcou época com diversos gêneros musicais, como o Pop Rock, Tropicalismo, Bossa Nova, dentre outros.   

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28/05/2018

Todas as noites, leio um capítulo do livro, “Nova Friburgo, contos, Crônicas e Declarações de Amor”, que publicamos, nós, os escritores de Nova Friburgo. Faço parte deste grupo de imaginadores, contadores de histórias e pesquisadores, que dedicam importantes momentos de suas vidas à literatura. Cada um, ao seu jeito, tem a mania de retirar as melhores ideias do fundo dos seus baús, de pesquisar e de escrever.

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28/05/2018

Todas as noites, leio um capítulo do livro, “Nova Friburgo, contos, Crônicas e Declarações de Amor”, que publicamos, nós, os escritores de Nova Friburgo. Faço parte deste grupo de imaginadores, contadores de histórias e pesquisadores, que dedicam importantes momentos de suas vidas à literatura. Cada um, ao seu jeito, tem a mania de retirar as melhores ideias do fundo dos seus baús, de pesquisar e de escrever.

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21/05/2018

Hoje, vou escrever sobre a minha participação na comemoração do aniversário dos 200 anos da cidade de Nova Friburgo, ao desfilar na Avenida Alberto Braune, no dia 16 de maio. Foi uma emoção representar a Academia Friburguense de Letras na história da cidade, ou melhor, de trazer, ao lado de acadêmicos e amigos, a literatura e a cultura aos festejos.

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12/05/2018

Estamos nas vésperas de um dos dias mais importantes de ano, o dia em que reverenciamos a nossa causa de ser, em que nos voltamos a quem misturou seus ingredientes com o de um homem e nos fez do jeito que somos. Dia da Mãe. Dia da Mamãe.

Antes de começar a escrever, uma obra que desvela um drama bem corriqueiro, que pode existir em cada quarteirão da cidade e acontecer a qualquer mulher, tomou conta dos meus pensamentos: Éramos Seis, de Maria José Dupré, escrita em 1943.

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07/05/2018

Hoje, abro as portas desta coluna para reverenciar os hinos, uma vez que
suas letras fazem parte do universo literário. O hino representa amor e respeito
que sentimos pelo lugar onde vivemos.
Os hinos me tocam na alma.
Certa vez, fiz um trabalho com pacientes idosos, internados em uma
clínica geriátrica do Rio de Janeiro. A arteterapeuta me disse, tão logo o iniciei,
que nas demências, a memória musical era uma das últimas a serem perdidas,
e o Hino Nacional ficava preservado por um pouco mais de tempo. Não entendi

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30/04/2018

Geralmente escrevo as colunas aos domingos. Talvez seja um erro deixá-las para a última hora. Um hábito? Quem sabe precise de um tempo para cozinhar em fogo brando as ideias quando estão ainda cruas por dentro. Não é fácil tecê-las. Ah, nunca vêm prontas, nem surgem num instante mágico. Domingo, confesso, é aquele dia em que todos têm um pouco de preguiça e um apetite aguçado, seduzido por um cardápio mais elaborado. É o dia que guarda a horinha de sono esticado, às vezes, letárgico. Dizem, os entendidos em criatividade, que o ócio é um bom negócio para atrair interessantes ideias.

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24/04/2018

Lemos Te ajudarei a ir se quiseres, de Ana Beatriz Manier, no Clube de Leitura da Academia Friburguense de Letras. Foi uma leitura sensível por abordar temas relevantes à mulher: os sessenta anos e o reencontro de um amor da juventude, a relação mãe e filha, abrangendo os diferentes âmbitos entre a maternidade e a amizade, o desgaste da relação matrimonial, o amor, a morte, enquanto o fim de uma história de vida construída por decisões.

Foi de tirar o fôlego!

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