Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

11/12/2017

Sou Friburguense de alma e carioca de nascimento. Tenho elos afetivos fortes
com estes lugares, onde vivo, e não posso me calar quando os vejo sofrendo de maus
tratos.
Hoje, de tamanha indignação, peço permissão ao meu leitor para falar a respeito
dos meus espelhos d’água que estão sofrendo. Meus espelhos refletem o sol, a lua e
as luzes da cidade. Minha Lagoa Rodrigo de Freitas mostra a beleza da natureza,
como o meu rio Bengalas enfeita Friburgo. Os dois espelham a vida. São poesias
inspiradoras que tocam a alma dos poetas e trovadores

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04/12/2017

No final do ano passado, eu havia escrito a respeito do significado de um
concurso literário para aquele que participa. Durante a elaboração da coluna, a
cada linha, fui refletindo sobre o processo de construção de um texto para
concurso e, mais uma vez, constatei, até em razão da minha própria
experiência, que são momentos carregados de expectativas e inseguranças. É
uma época em que a afetividade fica à flor da pele porque escrever um texto
dessa espécie exige apego ao tema, teimosia em reler e reescrever palavras,

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01/12/2017

No final de semana passado, estive com três amigas queridas, com as quais vivenciei tantos momentos sensíveis que vão ficar guardados em minhas caixinhas de lembrança. No domingo, fomos lanchar e nos dar abraços de final de ano. Trocamos presentes também.  Escolhemos de lugar uma padaria de doces gostosos e tinha que assim ser; nossa relação tem suavidade e meiguice.

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22/11/2017

A ficção e a realidade estão intimamente entrelaçadas, de tal forma
fundidas na lembrança do escritor que, ao escrever uma memória histórica,
reconstrói os fatos em seu universo imaginário. Toda memória é ficção porque
não é possível retratar fidedignamente a realidade concreta. Então, ele tem,
inclusive, a permissão para criar situações, respeitando os princípios da
verossimilhança. Para realizar essa aventura literária é preciso que um
acontecimento tenha passado por sua vida, deixando-lhe marcas contundentes
e delineadas.

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14/11/2017

Quem não tem poeira em torno de si? Quem não vê poeira em todos de outros? Quem não tem poeira em casa? Quem não chega da rua sujo de poeira?

As redes sociais, hoje, são mestras em falar das poeiras em que estamos mergulhados; preconceito, desamor. Falta de respeito. Gostei da palavra poeira porque é a metáfora de situações que estão dentro ou fora de nós, imperceptíveis no quotidiano, mas, se repararmos bem, têm determinações em nossas vidas.

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03/11/2017

Eu não estava na FLINF (Festa Literária de Nova Friburgo – 2017), mas a acompanhei de longe numa certa posição privilegiada. Estava em Portugal, a terra que gerou escritores de respeito, como o Príncipe dos Poetas, o nosso Luís Vaz de Camões. Digo nosso porque ele faz parte da literatura universal. Somos do mesmo planeta. Somos conterrâneos.

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13/10/2017

Vivem dizendo por aí que somos feitos de carne e osso. O que é a mais pura verdade. Contudo, se somente desta forma fôssemos feitos seríamos robôs. Um robô faz o que seu dono determina e, se assim não for, vai para a oficina ou para o depósito de máquinas enferrujadas. Aliás, o mundo de hoje é desta forma; o que não serve é descartado. Sumariamente.

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12/10/2017

As palavras não levam carteira de dinheiro nos bolsos. Nem necessitam de moedas para serem importantes. As palavras ricas são as que são bem-ditas. Um texto escrito com palavras pobres, quem aguenta ler?

As palavras ricas são trabalhadas. Um belo texto é tecido e não precisa de fios egípcios. Com as mesmas palavras pode-se escrever uma notícia de jornal, uma carta a um amigo, um bilhete. Um diário, quem sabe?

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11/10/2017

Quem não inventa? Eu é que não sou. Não lá invento sonhos, nem ilusões. Sou de criar palavras. Às vezes, quero dizer algo de um jeito e não encontro palavras de boa aparência. De tanto querer, acabo fazendo o movimento da trovoada nos meus pensares e, quando isso acontece, sou tonta que nem vaqueira incompetente que é instantaneamente jogada ao chão. Minhas ideias gostam de ir além da língua, o que me faz ser perguntadeira. Faz tempo que não quero ser escritora carregada de acertos. Talvez por isso tenha uma briga com a máscara que me faz ter cara de gente.

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05/10/2017

Aqui, nesta coluna, faço semanalmente referências e reverências ao universo literário. Em todas, a palavra é evidenciada em diferentes maneiras. Mas, especialmente, hoje, resolvi nela pousar como uma borboleta, abrindo e fechando as asas. Descansando-as. Preparando-as, inclusive, para novos voos.

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