Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

Nas proximidades do dia nacional do escritor, nos dias 23 e 24 de junho,

a Academia Friburguense de Letras realizará o 1º. EFE - ENCONTRO

FLUMINENSE DE ESCRITORES. Será um momento de troca de experiências

do processo criativo, avaliação das possibilidades e dificuldades que

encontram para editar e vender seus livros, visando lançar as bases para a

criação de uma cooperativa de escritores no estado do Rio de Janeiro, lugar

que desde sempre gesta e acolhe escritores que fazem do nosso estado um

Leia mais

A Academia friburguense de Letras comemora no dia 22 de junho setenta

anos de existência. Com alegria e orgulho, seus acadêmicos vão acolher os

amigos para homenagear sua trajetória que guardou e resguardou a vida

literária, principalmente a que brotou nesta cidade. A Casa de Salusse nasceu

em 22 de junho de 1947 nos bancos da então Praça Quinze de Novembro, hoje

Praça Presidente Getúlio Vargas, sob os galhos das árvores e canto dos

passarinhos; sem portas, paredes e janelas. Nasceu livre e tão bela quanto seu

Leia mais

Ao começar esta coluna sobre as Academias de Letras, a frase de Lewis

Carol, em Alice no País das Maravilhas, explodiu em mim:

- Ficou ali sentada, os olhos fechados, e quase acreditou estar no País

das Maravilhas, embora soubesse que bastaria abri-los e tudo se transformaria

em insípida realidade.

Ah, a sábia Alice sempre passeia pelas minhas reflexões que, agora, me

aponta para aquela imagem em que as Academias de Letras são lugares

quase sagrados, onde os escritores se reúnem para consagrar a literatura, arte

Leia mais

Alimentos e literatura se combinam. Melhor ainda se cozidos em panelas de barro e escritas pelas teclas da máquina de escrever. Ambos são curtidos; precisam de tempo e paciência. De elaboração. Prosas poéticas e massas de pão, quando produzidas, exigem delicadeza e intuição. Ambas têm ponto de feitura. Ponto exato. Se o escritor ou o cozinheiro o perdem, têm seus esforços perdidos. Ora se não é melhor passear. As belas da tarde... Ah, como sabem usar bem o tempo.

Leia mais

 

Nestes últimos dias de maio, vou referenciar a poesia que brota nas ruas

de Nova Friburgo, fazendo nossa querida cidade ser, de fato, um lugar de

inspiração. Na simplicidade de cada dia, poetas e trovadores, aqueles sujeitos

sujeitados que não se cabem nos próprios gestos e palavras rotineiras, buscam

nas vias que os levam à poesia os meios de uma expressão maior. Não foi à

toa que aqui encontram o seu habitat. Cercados de tantos verdes e vida, ao

abrirem os olhos se veem diante do mais lindo poema. Os trovadores e poetas,

Leia mais

No dia 16 de maio, na véspera do aniversário de 199 anos da nossa jovem cidade, que agora posso dizê-la assim, minha, quarenta e duas pessoas, não nascidas aqui, ganharam o título de CIDADANIA FRIBURGUENSE. Foram cidadãos, como os que neste solo brotaram, que não permaneceram indiferentes ao dia a dia da cidade; ao respirarem os ares desta serra, no cinturão central da Mata Atlântica, tornaram-se aventureiros trabalhadores; descobriram e descortinaram suas possibilidades ao lado dos nativos. Viveram entre todos e não foram quaisquer outros; conviveram.

Leia mais

Tornar-me cidadã friburguense é o melhor presente que a literatura poderia me dar

Thereza Malcher

 Não cheguei ao mundo em Friburgo. Talvez, antes de aterrissar tenha sobrevoado estes vales e sentido o cheiro das pessoas que há sessenta e três anos viviam aqui. Seja pela beleza dos eucaliptos, das águas que correm em suas veias, os rios, até pelos jacus que me acordam com seus gritos nas árvores do meu jardim, aprendi a amar esta terra que agora posso dizer que é minha. Sou, então, friburguense de corpo e alma. Sou verde.

 

Leia mais

Um sonho conquistado. A nossa Academia abriu o trinco da porta, o ferrolho da janela e liberou seus ares, espalhando por todos os cantos da cidade as palavras de escritores de todas as idades. Foi um “Abra-te sésamo!”

Fomos abrindo caminhos cidade afora, dia a dia, deixando nossas sementes germinarem neste lugar inspirador. As montanhas sempre fizeram a literatura revoar sobre seus vales, permitindo que sua gente construísse arte em palavras. Nas veias do friburguense correm ideias criativas, mesmo sendo levado pelas torrentes da vida diária.

Leia mais

Hoje, decidi refletir sobre as transformações que o tempo nos faz. O tempo tem magia; tudo com ele se modifica. Mera ilusão. Os magos, somos nós e nem sabemos que somos assim.

A cada momento, a vida vai acontecendo. Quando estamos com o piloto automático ligado, vivendo sem pensar direito no que fazemos, não percebemos as mudanças que acontecem. A gente não nota que o dia amanhece, depois, anoitece e acordamos para um dia diferente. E a vida, desta forma, vai se desfazendo e refazendo. De novo.

Leia mais

A hora que chegamos e partimos do planeta Terra é marcada em ano, mês, dia, hora e minuto. Somos mergulhados em tiquetaques e cercados de agendas; tudo é cronometrado. Entretanto. O tempo tem relatividade; o geológico é diferente do nano tempo. E, nós, os humanos, tão rodeado de relógios, padronizados por tarefas, temos um tempo globalizado, comum a todos. Entretanto. Temos um tempo individual.   

Leia mais