Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

08/01/2018

Márcia Lobosco ao se referir à obra de Agatha Christie, imediatamente me reportei aos tempos adolescentes quando comecei a ir em livrarias e escolher livros; depois de colocá-los nas mãos, li algumas de suas histórias. Era o passatempo dos momentos em que ficava no quarto sem ter o que fazer; Agatha me fora uma agradável companheira de cabeceira. Quando iniciava a leitura, a história me pegava de cheio; eu lia sem querer parar e deixava de fazer outras coisas por conta do suspense, quer dizer, da vontade de querer entender a trama e desvendar seus mistérios.

Leia mais
01/01/2018

Aqui não vou fazer um tratado sobre a pesquisa histórica, apenas quero refletir um pouco a respeito desse importante tema para o escritor.  A pesquisa história é um método científico de análise dos fatos passados que nos permite conhecer e compreender os fenômenos naturais, culturais, psicológicos e sociais de uma época, situada num determinado espaço geográfico. Olhar para o momento atual, mesmo tendo conhecimento mínimo do passado, é enriquecedor. Até porque o presente possui vínculos intrínsecos com o passado, da mesma forma o futuro com o presente.

Leia mais
26/12/2017

Neste ano, todas as semanas escrevi sobre literatura. Mas hoje, nos últimos dias de 2017, vou usar este espaço para desejar a todos um feliz ano de 2018.

Não quero fazer um cartão de boas festas. Apenas tenho a intenção de escrever sobre a grandiosidade deste ano que está porvir e que terá 252 dias úteis, 104 dias de final de semana e 10 de feriados. Ao todo, 8.760 horas para vivermos. Com paz e responsabilidade.

Leia mais
18/12/2017

Os contos de fadas nos permitem conversar com o presente, o passado e o futuro. Quando se conta a história de João e o Pé de feijão, estamos fazendo uma viagem no tempo em mais de três mil anos. São histórias que podem ter surgido na pré-história e fazem parte dos primeiros registros literários, como a Bela e a Fera, e que se mantiveram vivas através da oralidade e, depois, recontadas por escritores, como os Irmãos Grimm. Além do mais, possuem atualidade. Será um mistério? Ou revelam a sensibilidade da vida.? Mais, ainda, a inteligência dos princípios universais? 

Leia mais
11/12/2017

Sou Friburguense de alma e carioca de nascimento. Tenho elos afetivos fortes
com estes lugares, onde vivo, e não posso me calar quando os vejo sofrendo de maus
tratos.
Hoje, de tamanha indignação, peço permissão ao meu leitor para falar a respeito
dos meus espelhos d’água que estão sofrendo. Meus espelhos refletem o sol, a lua e
as luzes da cidade. Minha Lagoa Rodrigo de Freitas mostra a beleza da natureza,
como o meu rio Bengalas enfeita Friburgo. Os dois espelham a vida. São poesias
inspiradoras que tocam a alma dos poetas e trovadores

Leia mais
04/12/2017

No final do ano passado, eu havia escrito a respeito do significado de um
concurso literário para aquele que participa. Durante a elaboração da coluna, a
cada linha, fui refletindo sobre o processo de construção de um texto para
concurso e, mais uma vez, constatei, até em razão da minha própria
experiência, que são momentos carregados de expectativas e inseguranças. É
uma época em que a afetividade fica à flor da pele porque escrever um texto
dessa espécie exige apego ao tema, teimosia em reler e reescrever palavras,

Leia mais
01/12/2017

No final de semana passado, estive com três amigas queridas, com as quais vivenciei tantos momentos sensíveis que vão ficar guardados em minhas caixinhas de lembrança. No domingo, fomos lanchar e nos dar abraços de final de ano. Trocamos presentes também.  Escolhemos de lugar uma padaria de doces gostosos e tinha que assim ser; nossa relação tem suavidade e meiguice.

Leia mais
22/11/2017

A ficção e a realidade estão intimamente entrelaçadas, de tal forma
fundidas na lembrança do escritor que, ao escrever uma memória histórica,
reconstrói os fatos em seu universo imaginário. Toda memória é ficção porque
não é possível retratar fidedignamente a realidade concreta. Então, ele tem,
inclusive, a permissão para criar situações, respeitando os princípios da
verossimilhança. Para realizar essa aventura literária é preciso que um
acontecimento tenha passado por sua vida, deixando-lhe marcas contundentes
e delineadas.

Leia mais
14/11/2017

Quem não tem poeira em torno de si? Quem não vê poeira em todos de outros? Quem não tem poeira em casa? Quem não chega da rua sujo de poeira?

As redes sociais, hoje, são mestras em falar das poeiras em que estamos mergulhados; preconceito, desamor. Falta de respeito. Gostei da palavra poeira porque é a metáfora de situações que estão dentro ou fora de nós, imperceptíveis no quotidiano, mas, se repararmos bem, têm determinações em nossas vidas.

Leia mais
03/11/2017

Eu não estava na FLINF (Festa Literária de Nova Friburgo – 2017), mas a acompanhei de longe numa certa posição privilegiada. Estava em Portugal, a terra que gerou escritores de respeito, como o Príncipe dos Poetas, o nosso Luís Vaz de Camões. Digo nosso porque ele faz parte da literatura universal. Somos do mesmo planeta. Somos conterrâneos.

Leia mais