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A maior inflação dos últimos 27 anos e o Brasil no Mapa da Fome

quinta-feira, 14 de outubro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Impulsionada pela forte alta do dólar, pelos altos custos da eletricidade e dos combustíveis, a palavra que vem tomando conta do dia-a-dia dos brasileiros é a tal da “inflação”. Contudo, essa bendita palavra não se tornou apenas parte das conversas de rua ou dos noticiários, mas também virou um grande problema no bolso de todos, gerando incertezas e inseguranças.

Impulsionada pela forte alta do dólar, pelos altos custos da eletricidade e dos combustíveis, a palavra que vem tomando conta do dia-a-dia dos brasileiros é a tal da “inflação”. Contudo, essa bendita palavra não se tornou apenas parte das conversas de rua ou dos noticiários, mas também virou um grande problema no bolso de todos, gerando incertezas e inseguranças.

No mês passado vivenciamos a maior inflação desde a criação do Plano Real. O índice medido pelo IPCA disparou e aumentou em 1,16% em um único mês, contanto com um acumulado de 10,25% nos últimos 12 meses.  Mas em português brasileiro, o que isso quer dizer? Basicamente, a taxa demonstra o aumento dos preços dos bens e serviços no país, indicando que tudo ficou mais caro.

Em contrapartida, na contramão de tudo, o salário mínimo previsto para o próximo ano teve um pequeno reajuste de R$ 69, um aumento de aproximadamente 6,2% em comparação ao ano passado. É importante observarmos que o valor da remuneração básica do Brasil, que já era difícil para manter uma família, teve agora a sua correção em um valor abaixo ao do aumento dos custos de alimentos, combustíveis e aluguéis. Nesse sentido, com preço dos itens básicos aumentando a cada dia e o brasileiro ganhando menos, é fato que a cada dia nossa população fica mais pobre e com menos poder de compra.

Perrengue nacional da fome

O Brasil volta ao Mapa Mundial da Fome, segundo a ONU, a Organização das Nações Unidas, com 19 milhões de brasileiros passando por carência alimentar. O levantamento feito pela organização coloca nosso país em uma situação que não se encontrava desde 2014, com mais de 5% da população subalimentada.

A situação está tão grave que uma imagem tomou conta das redes sociais nas últimas semanas: um açougue em Santa Catarina colocou uma placa na porta com a mensagem “Osso é vendido e não dado”. A doação de ossos pelos açougues aos mais necessitados, sempre foi uma praxe histórica e nacional.

Com o aumento do valor da carne bovina, frango e ovos, a peça com grande quantidade de ossos ou só os ossos tem sido usada por muitas famílias como substitutos no prato. A busca por ossos tem sido tanta ao ponto do valor passar a ser cobrado ou aumentar em muitos estabelecimentos comerciais, fragilizando mais ainda os grandes atingidos pela pandemia do coronavírus e que dependem diretamente ao que muitos consideram como “resto”.

Dados divulgados, na semana passada, pela Companhia Nacional de Abastecimento revelam que o consumo de carne vermelha é o menor nos últimos 26 anos, devido ao aumento de preço. O acúmulo de preço do produto foi de 25% em 12 meses.

Do Brasil para Nova Friburgo

A previsão é de que de que a inflação diminua, no próximo ano, chegando à taxa 8% ao ano. Contudo, é sempre bom lembrar que é 8% acima dos preços de agora, dando ainda mais volume à inflação acumulada e trazendo prejuízo direto aos menos favorecidos financeiramente.

 “Com o menor poder de compra, a qualidade de vida fica comprometida e isso favorece ainda mais o cenário de desigualdade social. Agora, se a renda não é reajustada corretamente o problema torna-se ainda mais grave", explica Gabriel Alves, empresário, especialista em investimentos e que assina a coluna “Educação Financeira” todas as sextas-feiras aqui em A VOZ DA SERRA.

“Quanto à organização de orçamento familiar, é importante atentar-se ao poder de compra. Para quem não tem o hábito de poupar, o consumo hoje torna-se proteção para o que pode estar mais caro amanhã. Por outro lado, o indivíduo que poupa tem grande potencial de rentabilidade ao atentar-se para alocações de investimentos atrelados aos índices de inflação”, observa Gabriel.

Nós, friburguenses, apesar de vivermos cercados pelas nossas belas montanhas, não estamos numa redoma e somos também atingidos pelas consequências à nossa volta. Preparar-se e se organizar é a melhor alternativa para sair menos prejudicado num momento de tanta instabilidade nacional.

Lucas Barros é bacharel em Direito. Escreve às quintas-feiras.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A queda das redes sociais num mundo globalizado

quinta-feira, 07 de outubro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Blackout nas comunicações

Devido a uma grande instabilidade, os sites e aplicativos do Instagram, Facebook e Whatsapp ficaram fora do ar por um período de sete horas na tarde desta segunda-feira. Usuários começaram a reclamar de falta de acesso, falha na atualização do feed e do carregamento de mensagens por volta das 12h30 (horário de Brasília), que somente retomou seu pleno funcionamento pelas 19h00.

Blackout nas comunicações

Devido a uma grande instabilidade, os sites e aplicativos do Instagram, Facebook e Whatsapp ficaram fora do ar por um período de sete horas na tarde desta segunda-feira. Usuários começaram a reclamar de falta de acesso, falha na atualização do feed e do carregamento de mensagens por volta das 12h30 (horário de Brasília), que somente retomou seu pleno funcionamento pelas 19h00.

A empresa Facebook por sua vez alega que não foi detectada nenhuma falha de segurança ou ataque hacker, mas que tudo foi proveniente de um erro interno de sistema que ocorreu durante uma configuração e atingiu os roteadores do backbone, pilar basilar que coordena o tráfego de informações na empresa.

De acordo com a Bolsa de Valores americana com negócios do ramo de tecnologia, a Nasdaq, a empresa de Mark Zuckerberg perdeu 5% de valor de mercado em apenas um dia, algo próximo aos 50 bilhões de reais.

Impactos externos

Hoje as empresas de tecnologia estão todas interligadas e de certa forma, coordenam o nosso modo de viver. O dia de segunda-feira pode nos mostrar com clareza o quão dependente somos dos serviços de comunicação, não somente para lazer, mas especialmente para trabalho, comunicação e organização pessoal.

Muitas empresas usam suas redes sociais como vitrine e como principal meio de contato como o cliente num mundo tão globalizado, sem necessariamente, possuir uma sede física em algum lugar. Contudo, com a instabilidade do grupo Facebook dessa semana, muitos empreendedores tiveram impacto direto em suas vendas e relataram prejuízos.

Por sua vez, aplicativos de comunicação como Whatsapp, têm um papel imprescindível na comunicação nos dias atuais, reduzindo as distâncias, aproximando pessoas e trazendo agilidade e fluidez em nossa rotina, conforme apontado por Patrícia Fiasca, jornalista e pós-graduada em Comunicação Integrada pela ESPM:

“Não existem fronteiras e isso ficou ainda mais evidente nos tempos de pandemia, em que tivemos que nos adaptar rapidamente a novos processos e rotinas. Nunca foi tão clara a percepção de que podemos nos comunicar com pessoas em qualquer lugar do mundo e resolver boa parte da nossa vida pelo computador ou celular, já que fazer as coisas presencialmente muitas vezes não é a opção mais viável.”

Por fim, o blackout de segunda-feira serviu para alertar o quão “viciadas” as pessoas estão em acessar as redes sociais a todo tempo. Quem não ficou abrindo os aplicativos de mensagens e de fotos, de minuto em minuto, aguardando ansiosamente o retorno à normalidade, que atire a primeira pedra. Algumas pesquisas apontam que o uso das redes sociais é a primeira coisa feita pela maior parte das pessoas logo ao acordar e a última antes de dormir.

A web-interação é uma realidade na vida das pessoas e que veio para ficar, com seus benefícios e malefícios. Contudo, torna-se necessário entendermos qual o limite entre a dependência do uso e as necessidades habituais ao dia a dia.

Quem nunca lidou com a chata situação de estar junto a um grupo e se deparar com todos, a todo tempo, usando seus smartphones? A habitualidade de postar fotos, vídeos e checar a vida alheia se tornou mais do que um hobbie, mas uma necessidade, conforme indicado pelos pesquisadores do King's College de Londres, que um quarto dos jovens ficam em “pânico” ou “chateados” se o acesso ao aparelho celular lhes for negado.

A queda dos aplicativos do grupo Facebook, nesta semana, trouxe um leve desconforto às pessoas, contudo, segunda-feira foi um dia importante para ressignificarmos algumas coisas. A primeira é que não devemos depender unicamente de uma empresa para comunicação, especialmente se tivermos um negócio. A segunda é que estamos cada vez mais dependentes (e viciados) nas redes sociais. A terceira é que o aplicativo de SMS e de discagem, em nosso celular, ainda tem utilidade e não somente servem para ocupar a memória do aparelho.

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O poder da representatividade

quinta-feira, 30 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

O que é representatividade?

Bom, mas antes de começarmos, devemos nos questionar sobre o que é “representatividade”. Entende-se esse conceito como uma pessoa que reflete um coletivo na luta por direitos, de acordo com os interesses e a identidade dos representados. Contudo, pode também significar “empoderamento”, de modo que um grupo, por meio de representantes, tenha visibilidade nos papéis de alto valor da sociedade.

O que é representatividade?

Bom, mas antes de começarmos, devemos nos questionar sobre o que é “representatividade”. Entende-se esse conceito como uma pessoa que reflete um coletivo na luta por direitos, de acordo com os interesses e a identidade dos representados. Contudo, pode também significar “empoderamento”, de modo que um grupo, por meio de representantes, tenha visibilidade nos papéis de alto valor da sociedade.

Muitas pessoas acabam desconhecendo o impacto positivo e o efeito benéfico na construção da identidade de minorias dentro de uma sociedade quando falamos em poder. Se partirmos do princípio de que somos pessoas diferentes, em etnia, tipos de cabelo, cultura, religião, sexo e sexualidade, por que só uma parte da sociedade é acolhida e evidenciada, socialmente?

A realidade como ela é

Importante frisar que minorias não têm relação direta com quantidade, mas sim, com lugares de representação nos espaços do poder. Não sei se você já parou para se questionar, mas quantos médicos negros já te atenderam na vida?

Bom, esse assunto teve grande repercussão em 2018, após postagem do médico Fred Nicácio, em redes sociais. O fato ocorreu na cidade de Conceição de Macabu–RJ, após Dona Eunice, uma paciente negra, de 74 anos de idade, pedir, emocionada, para tirar uma foto após ser atendida por alguém de sua cor em uma profissão ocupada, majoritariamente, por pessoas brancas.

A representatividade é muito importante para a criação de um sentimento de empoderamento para muitos. Como exemplo prático, temos a vereadora Maiara Felício que, na última eleição, se tornou a primeira mulher negra a se eleger vereadora na cidade de Nova Friburgo.

Se muitas mulheres negras, antes dela, não acreditavam que poderiam ocupar cargos importantes na política municipal, visto que nunca ninguém com essas características havia sido eleita, Maiara Felício veio para quebrar paradigmas. A coluna, inclusive, tentou falar com a vereadora, pela importância histórica de sua vitória eleitoral no último pleito e sua representatividade na Câmara, mas infelizmente ela não respondeu.

Contudo, não somente pessoas negras necessitam serem representadas na sociedade. A falta de representatividade é vítima de muitos outros preconceitos, como por exemplo, o machismo. O Brasil possui um número maior de mulheres em relação ao número de homens, segundo o IBGE. Em contrapartida, de acordo com um estudo feito pela rede de televisão CNN, dentre as maiores empresas brasileiras apenas 3,5% são gerenciadas por mulheres. E elas ocupam somente 16% da política nacional.

Nesse mesmo sentido, uma pessoa LGBTQIA+ já possui dificuldades que são refletidas na vida privada e que por consequência, trazem interferência na vida pública, gerando prejuízo na sua representação na sociedade. Discursos de ódio segregam, afastam e ofendem a integridade, por meio de preconceitos que põem em cheque a sexualidade em face à competência.

Nesse sentido, o jornalista Wanderson Nogueira, homossexual, ex-deputado estadual, coordenador do Parlamento Juvenil na Alerj e também colunista de A Voz da Serra, defende:

“O maior desafio é combater os preconceitos. Enquanto os preconceitos minarem direitos, roubarem vidas ou felicidade há de se falar sobre eles e combatê-los. Ninguém quer privilégios, apenas igualdade em poder amar da forma que ama. Ser gay não faz ninguém ser melhor ou pior. Sexualidade, sexo, cor e religião não definem competência, tampouco caráter.”

Nesse sentido, representatividade não significa que minorias devam ocupar espaço por pena, mas sim que estejam proporcionalmente representadas na sociedade de acordo com sua demografia populacional. Questionar o motivo de negros, mulheres e homossexuais não ocuparem tantos espaços de influência é um grande passo para compreender os preconceitos e a estrutura da sociedade.

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Os negócios que cresceram em meio à pandemia

quinta-feira, 23 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

A pandemia causada pelo coronavírus vem trazendo repercussões não apenas de ordem biológica e médica, mas também carrega consigo a instabilidade política, inflação alta, insegurança financeira e pessimismo ao país.

A pandemia causada pelo coronavírus vem trazendo repercussões não apenas de ordem biológica e médica, mas também carrega consigo a instabilidade política, inflação alta, insegurança financeira e pessimismo ao país.

O Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, caiu 4,1% somente no ano passado em relação a 2019, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É de conhecimento público que já há alguns anos, uma forte crise econômica assola nosso país, contudo estamos falando de nada mais e nada menos do que o maior tombo na economia desde 1996.

E estes dados possuem impacto direto na sociedade e são refletidos, também, nos números de desempregados do país, que somam aproximadamente 15 milhões de pessoas, espalhadas de norte a sul e leste a oeste e que buscam a subsistência de suas famílias.

Em contrapartida, nota-se que o momento de dificuldade fez com que muitos brasileiros tivessem que se virar por conta própria e se desafogar em meio à crise, fazendo com que houvesse um “boom” de microempreendedores individuais brasileiros contabilizando 2,6 milhões de novos cadastros de CNPJ’s para autônomos, como: cabeleleiros, manicures, donos de pequenos negócios, pintores etc.

 E engana-se quem acredita que o cenário tão castigado por perdas econômicas e diante da necessidade de se reinventar, fosse possível o crescimento e a prosperidade de alguns setores da economia, por meio da reinvenção, novas estratégias e diagnósticos precisos. Dessa forma, listamos alguns desses setores:

  1. Delivery: Bares, restaurantes e lanchonetes permaneceram fechados durante os tempos de maior gravosidade do Covid-19 e foi necessário reiventar-se. Estima-se que houve um aumento de 975%, no ultimo ano, no fluxo nos aplicativos de entrega de alimentos, tanto no número de usuários, como no número do cadastro de novos negócios. Além disso, toda uma gama de empregos foi gerada por esse crescimento, através da contratação de designers para publicidade nas redes sociais, criação e gerenciamento sites, aumento da frota de motoboys, contratrações para funcionamento do serviço de entrega etc.
  2. Mercado Pet: O isolamento social estabeleceu uma relação mais íntima entre os humanos e os pets. A busca por companhia fez com que muitos brasileiros viessem a aumentar sua família com um animalzinho de estimação, fazendo com que o Brasil se tornasse o 3º maior mercado mundial de pets do mundo e representando um faturamento com vendas em torno de R$ 40 bilhões. Além de ser um setor que não teve que fechar por se tratar de um serviço essencial, ganhou também o impulsionamento por meio “gourmetização” do mercado, com a vinda de coleiras e guias coloridas, alimentação saudável, brinquedos diferenciados e itens personalizados.
  3. Educação Remota: A ociosidade das pessoas em casa trouxe a preocupação do aprimoramento pessoal e do aperfeiçoamento profissional nos tempos de isolamento por meio do ensino à distância. Com essa demanda, muitos sites e aplicativos surgiram dando uma alavancagem à um mercado que movimenta cifras milionárias na busca de cursos de gerenciamento de redes sociais, edição de vídeo, design gráfico, pós graduação e marketing digital.
  4. E-commerce: Segundo levantamento da Nielsen/Ebit cerca de 7,5 milhões de brasileiros fizeram compras online pela primeira vez durante os tempos pandêmicos. Os baixos preços, promoções e cashbacks têm sido atrativos, mas sem dúvida, a pandemia foi um fator importante para a consolidação desse mercado que veio para ficar.

Mesmo com o avanço das campanhas de vacinação é difícil saber quando a pandemia irá acabar. Fato é mercado mudou e os empreendedores devem se questionar e buscar aprender um pouco mais com esses setores mais favorecidos na pandemia.

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Próxima parada: aumento no preço dos alimentos

quinta-feira, 16 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Comida mais cara

Que a “vida” anda muito cara, todos nós já sabemos e estamos sentindo isso nos nossos bolsos já faz um bom tempo. Os aumentos constantes nos preços de combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, aluguéis de imóveis vêm galgando a passos largos e pesando cada dia mais no orçamento do brasileiro, que não está vendo seu salário aumentar conforme a inflação.

Comida mais cara

Que a “vida” anda muito cara, todos nós já sabemos e estamos sentindo isso nos nossos bolsos já faz um bom tempo. Os aumentos constantes nos preços de combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, aluguéis de imóveis vêm galgando a passos largos e pesando cada dia mais no orçamento do brasileiro, que não está vendo seu salário aumentar conforme a inflação.

No entanto, as notícias ruins não param por aí. A previsão é que o preço de alimentos como café, laranja, carne bovina, milho, feijão e arroz devam aumentar devido à falta de chuvas que atingem nosso país atualmente.

Falta de chuvas e altas temperaturas

Atualmente, o mundo passa por um processo de mudanças climáticas drásticas, alcançando temperaturas de 50 graus em partes da Europa, em lugares em que isso nunca ocorreu anteriormente. O Brasil, por exemplo, vem enfrentando um longo período de estiagem que tem trazido climas secos e prejuízos nas lavouras.

O déficit hídrico impacta diretamente não só na produção de hortaliças, grãos e leguminosas, mas também, no preço final da carne de bovinos e dos frangos, uma vez que o pasto e a soja são ingredientes essenciais para desenvolvimento e engorda dos mesmos. Logo, com menos oferta de animais gordos para o abate, o preço também deve subir.  

Além disso, deve-se levar em conta o aumento da bandeira tarifária de energia elétrica, que a tornou ainda mais cara, devido aos baixos níveis de água nos reservatórios das hidroelétricas. Fazendo com o que custo embutido na industrialização, nos comércios, fazendas e galpões, aumente e seja repassado ao consumidor final em efeito cascata.

O café por sua vez, poderá sofrer um aumento de quase 40%, segundo a Associação Brasileira de Café, devido ao segundo ano seguindo de baixíssima produção, devido à seca. Nesse mesmo sentido, a produção de arroz e feijão que demandam muita água para o cultivo também devem enfrentar impactos negativos e consequente aumento no preço pela regra da oferta e demanda.

Consequências imediatas

Dessa forma, com o brasileiro com menos renda e chegando a marca de quase de 15 milhões de pessoas desempregadas no país, as famílias já tem optado por alimentos mais baratos no seu dia-a-dia, acarretando numa queda na qualidade e variedade nos pratos de comida.

Daniella Morgado, friburguense, nutricionista com especialização materno-infantil e que conta no currículo com o atendimento de personalidades famosas relata que quem não tem condições financeiras para manter uma rotina alimentar vasta e de qualidade, é obrigado a se contentar com pouco e o básico para se alimentar.

“Infelizmente, com a alta dos preços dos alimentos, a população tende a comprar menos comida ou então se alimentam com comida de baixa qualidade e valor nutricional. Isso tem impacto direto na saúde, já que esses alimentos costumam ser ricos em sódio, gordura saturada, açúcar, tornando mais propício o surgimento de colesterol elevado, obesidade, desnutrição, hipertensão, problemas cardiovasculares, dentre outros.”

Desse modo, segundo Daniella Morgado, uma opção viável à saúde e ao bolso é que se dê a preferência para frutas, verduras e legumes da estação uma vez que o consumo se torna mais barato e nutritivo, especialmente se comprados nos dias de feira livre, em que se é possível comprar com descontos maiores.  E, por fim, optar pelo consumo de proteínas como frango e ovo, quando o valor da carne bovina não estiver viável.

A verdade é que a vida do brasileiro se compara a um grande ônibus, desgovernado e sem freio, em que a “próxima parada” é o aumento dos preços de alimentos e a pergunta que fica é: “Em que ponto nós iremos parar?”.

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Existe limite para a liberdade de expressão?

quinta-feira, 09 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

O que é como surgiu esse direito?

Entende-se como liberdade de expressão o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões, sempre com respeito e veracidade de informações, sem o medo de represálias ou censura.

O histórico e clamado direito à liberdade de expressão foi, sem dúvida alguma, um dos marcos mais importante da legislação moderna brasileira, sendo contemplado e retirado em diversos momentos históricos conturbados.

O que é como surgiu esse direito?

Entende-se como liberdade de expressão o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões, sempre com respeito e veracidade de informações, sem o medo de represálias ou censura.

O histórico e clamado direito à liberdade de expressão foi, sem dúvida alguma, um dos marcos mais importante da legislação moderna brasileira, sendo contemplado e retirado em diversos momentos históricos conturbados.

Durante a vigência dos “anos de chumbo”, houve a criação do Ato Institucional nº 5, medida mais dura da ditadura militar, que implementou a censura no Brasil, época de muitas torturas, prisões, exílios, restrições na imprensa e mortes. Contudo, com o fim do regime militar, a evolução da sociedade e a vinda da Constituição de 1988, nossa lei maior a assegurou como um direito essencial e fundamental, sem o qual, eu, Lucas Barros, sequer poderia estar escrevendo neste jornal.

Há limites para a liberdade de expressão? Quais seriam esses limites?

Bom, importante ressaltar que a liberdade de expressão brasileira não é como a norte-americana. Nos Estados Unidos, o direito às manifestações e aos discursos levam em conta não somente o que é falado, mas o contexto. Não muito distante, em 2017, os Estados Unidos tiveram uma passeata do movimento neonazista americano de forma legítima e sem perturbações. Ainda no mesmo ano, a Ku Klux Klan, movimento de supremacia branca que perseguiu negros durante os séculos 19 e 20, realizou uma passeata na cidade de Charlottesville.

O caso brasileiro é diferente. Ocorre que a Alemanha e o Brasil se alinham aos pactos internacionais como modo de proteger não somente a liberdade de expressão, mas também, a igualdade e dignidade da pessoa humana, sendo sempre defendida a ideia de que não existe direito absoluto e ilimitado.

Nesse sentido, a expressão livre no Brasil existe, contudo há limites. Tenho o direito de me expressar, mas isso não me dá o direito de incitar a violência ou eleger um grupo da população como “inimigo comum”, por meio de homofobia, racismo, xenofobia ou violência religiosa, visto que são crimes previstos em lei. Por esses e outros motivos, o Ministério Público entendeu como crime as frases proferidas pela pregadora em uma igreja evangélica em  Nova Friburgo e que deu origem a um processo criminal por racismo e homofobia.

Da mesma forma, manifestar a volta de regimes ditatoriais, ameaçar a integridade e a vida de pessoas públicas e o funcionamento da democracia também são delitos previstos em lei e não estão abarcados pela conquista histórica de podermos nos expressar. O verdadeiro limite da liberdade de expressão é a lei.

O escritor, Hamilton Ferraz, doutor em Direito pela PUC-Rio e professor da Universidade Estácio de Sá de Nova Friburgo explica que o direito a liberdade de expressão é fundamental e essencial para cada democracia, porém não deve ser entendido como ilimitado e absoluto. Para ele, ofender, ferir, odiar, mentir e propagar ofensas, ódios e mentiras é algo incabível em nosso regime constitucional.

“Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Nem toda fala, discurso ou manifestação podem ser tolerados. O grande limite à liberdade de expressão é o ponto em que seu exercício passa a ameaçar as liberdades e direitos de todos os demais - quando, então, já não mais se trata de ‘liberdade’, mas de crime.”

O fato é que a liberdade de expressão no Brasil não é absoluta e o limite dela é a lei. Discursos de ódio, crimes de calúnia, difamação, preconceito e ameaças não tangem o limite do aceitável na democracia em que vivemos. Nesse momento tão delicado que vivemos, é importante mantermos atentos e tomarmos os devidos cuidados para não confundirmos “tomada com focinho de porco”.

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Setembro Amarelo: a autoimagem atrelada às mídias sociais

quinta-feira, 02 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Inseguranças relacionadas ao corpo, altas cobranças acadêmicas, redes sociais que expõem realidades inalcançáveis, necessidade de estarem superpreparados em um mercado de trabalho ultraconcorrido, baixas expectativas salariais em seus empregos, custo elevadíssimo de vida e medo de frustrações são apenas alguns dos gatilhos que tanto afetam as pessoas atualmente.

Inseguranças relacionadas ao corpo, altas cobranças acadêmicas, redes sociais que expõem realidades inalcançáveis, necessidade de estarem superpreparados em um mercado de trabalho ultraconcorrido, baixas expectativas salariais em seus empregos, custo elevadíssimo de vida e medo de frustrações são apenas alguns dos gatilhos que tanto afetam as pessoas atualmente.

Setembro é o mês conhecido pela campanha mundial de luta contra suicídio e de conscientização sobre a depressão. O assunto que outro dia já foi um tabu ganhou espaço de voz na sociedade, contudo ainda enfrenta grandes dificuldades por conta de preconceito, na busca por ajuda e na identificação dos sinais.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a primeira posição no ranking internacional de pessoas com ansiedade, contando com quase 19 milhões de brasileiros afetados por esse problema, quase 10% da população brasileira.

O dilema gerado pelas redes sociais  

Quem, nos dias de hoje, não está conectado? Bom... quase todo mundo possui uma conta em uma rede social, que é um grande facilitador na vida de muita gente, pelo dinamismo nas comunicações e pela velocidade de informação. Contudo, as mesmas têm trazido problemas para muitas pessoas.

Em se tratando do universo virtual é fácil notar o bombardeio e a glamorização de realidades que muitas vezes não correspondem à normalidade padrão. Não é difícil abrir o seu instagram e achar uma foto de uma pessoa, que com o uso em abuso de filtros e aplicativos, mostram o corpo perfeito que recebe seus milhares de likes e os elogios de muitas pessoas desconhecidas.

Contudo, é preciso entender que nem tudo que está nas mídias sociais é de fato real. Estudos recentes no campo da psiquiatria e da psicologia têm demonstrado que os casos de depressão e ansiedade têm sido diretamente afetados pelas redes virtuais, sendo os mais vulneráveis, as crianças e os adolescentes.

A cobrança em sempre querer aparentar o melhor de si na rede social tem trazido efeitos negativos na vida real. Não é a toa que o Brasil ocupa o maior índice mundial de cirurgias plásticas, conseguindo uma marca de 97 mil cirurgias realizadas em pessoas antes mesmo de alcançarem a maioridade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP).

Docente do curso de Psicologia na Estácio de Sá, mestra pela PUC-RJ e psicanalista, Natália Amêndola Santos, relata que pesquisadores apontam para um impacto negativo do uso excessivo das redes sociais em relação ao aspecto emocional, uma vez que intensifica as formas de ansiedade, podendo desencadear um processo depressivo.

“Entretanto, não podemos deixar de considerar que existem diversas formas de utilizar as redes. O importante, neste caso, é refletir e avaliar a relação que se tem se estabelecido e qual é o uso que se faz das redes sociais. Esse critério é fundamental para compreender se esta interação tem afetado negativamente o usuário.”

O fato é que todos nós somos únicos e precisamos entender o motivo em nos compararmos tanto com os outros. Comparações negativas são um passo para infelicidade, visto que nos fazem sentir inferiores e injustos com nós mesmos. É fundamental buscarmos o equilíbrio entre o uso das redes e o bem-estar.

A depressão e a ansiedade vêm sendo desmitificadas também nas diferentes camadas da sociedade, sendo compreendida como algo relativamente comum. Se você conhece alguém que precisa de ajuda, busque suporte profissional através de um psicólogo. Ligue ainda para o 188 e fale com Centro de Valorização da Vida.

O Setembro Amarelo pode salvar vidas e você não está sozinho!

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Os jovens e o maior índice de desemprego histórico

quinta-feira, 26 de agosto de 2021
por Jornal A Voz da Serra

“O mercado de trabalho é cruel”. Todo mundo já escutou essa frase, certo? Bom, essa é a realidade nua e crua, especialmente em se tratando da realidade brasileira em que vivemos, afetada pelos reflexos econômicos e sociais causados pela crise da Covid-19.

“O mercado de trabalho é cruel”. Todo mundo já escutou essa frase, certo? Bom, essa é a realidade nua e crua, especialmente em se tratando da realidade brasileira em que vivemos, afetada pelos reflexos econômicos e sociais causados pela crise da Covid-19.

Inicialmente, é necessário entender como “desempregado” a pessoa com idade para trabalhar que não está laborando, mas que está disponível e tentando encontrar trabalho. Assim, para alguém ser considerado desempregado, não basta apenas não possuir um emprego. Por exemplo, um universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não exerce função fora, não podem ser considerados desempregados.

Ocorre que, neste ano, o Brasil, alcançou o patamar histórico de desemprego, chegando a marca de quase de 15 milhões de pessoas  desempregadas e desocupadas, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são ainda mais preocupantes, especialmente, se nos recordarmos do custo de vida que aumentou exponencialmente nos últimos anos, trazendo valores históricos, e até absurdos, ao preço cobrado pelos itens da cesta básica e aos gastos essenciais, como: luz, internet, água etc.

Dificuldades dos recém-formados

A dificuldade do jovem no ingresso no mercado de trabalho é outro fator preocupante. Nos dias atuais, felizmente, possuímos um processo de educação superior mais acessível e inclusivo à parte da população, fazendo com que os jovens terminem os seus estudos por volta dos 24 a 30 anos.

Por outro lado, infelizmente, nota-se que 51% dos recém-formados não estão trabalhando, dos 43% que estão inseridos no mercado de trabalho, menos de 20% atuam na área específica para qual decidiram estudar, segundo dados apurados pelo Núcleo Brasileiro de Estágios. Mostrando assim, que somente o estudo não é mais um fator diferencial.

Nota-se ainda, por meio de pesquisa realizada pelo IBGE, em março deste ano, que 29% das pessoas desempregados possuem 18 a 24 anos. E ainda mais preocupante, essa marca chega aos 34% em se tratando da idade entre 25-39 anos.

E engana-se somente quem acha que a falta de oportunidades aos jovens têm sido por falta de vagas. As empresas têm sido cada vez mais seletivas e são poucos os negócios que estimulam a contratação de pessoas sem experiência profissional anterior. Assim, torna-se ainda mais difícil para que um recém-formado consiga seu primeiro emprego.

Por fim, a alta procura de pessoas por vagas no mercado de trabalho, tem mexido diretamente com a famosa “lei da oferta e da procura”. Com poucos empregos disponíveis no mercado de trabalho e com muitas pessoas desempregadas, os salários, em geral, são oferecidos em valores abaixo ao de mercado. Para muita gente, esse tem sido o momento de tentar agarrar qualquer trabalho para não ficar sem renda.

Soluções

Nova Friburgo, por exemplo, não é um polo gigantesco de empregos como era antigamente. Isso é um fato. Contudo, existem possibilidades, especialmente com o avanço do home office, que tornaram possível um trabalho em uma grande empresa com sede em São Paulo, por exemplo, poder ser exercido da sua casa.

Há a necessidade ainda, de salientar a gama de oportunidades para vagas de trainee’s que foram abertas nos últimos dias em empresas expressivas no mercado global. Para quem ainda não conhece o termo trainee, trata-se de um programa especial para que um recém-formado possa ser moldado ao perfil da empresa, para no futuro, ele assumir o posto como funcionário efetivo.

Quando o assunto é jovem e o mercado de trabalho, a busca por conhecimento e por oportunidades é essencial, afinal, todo mundo precisa (ou precisou) de uma primeira chance.

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Feminicídio: a epidemia dentro da pandemia

quinta-feira, 19 de agosto de 2021
por Jornal A Voz da Serra

O ano de 2020 foi marcado pela chegada da pandemia mundial do novo coronavirus (Covid-19) que veio a ceifar muitas vidas, sendo freado pelo distanciamento social, pelo uso de máscaras e pela vacina, que salva vidas. Entretanto, a epidemia da violência doméstica e do feminicídio cresceram assustadoramente nos tempos de isolamento social.

O ano de 2020 foi marcado pela chegada da pandemia mundial do novo coronavirus (Covid-19) que veio a ceifar muitas vidas, sendo freado pelo distanciamento social, pelo uso de máscaras e pela vacina, que salva vidas. Entretanto, a epidemia da violência doméstica e do feminicídio cresceram assustadoramente nos tempos de isolamento social.

Recentemente, em nossa cidade, tivemos a triste notícia de um suposto caso de feminicídio, gerando tamanha comoção e revolta por parte da população, diante da agressividade e brutalidade, não somente com a esposa, que estava grávida, mas com o restante de sua família.

Evidentemente para que fique comprovado o feminicídio neste caso, será necessária toda investigação da Polícia Civil, seguido do julgamento do juízo da 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, que virá ou não a levar o acusado ao Tribunal do Júri Popular, sendo garantido o direito à defesa ao acusado.

O que é o feminicídio

Mas o que esse crime significa, exatamente? Quer dizer que toda e qualquer mulher morta é vítima de feminicídio? A resposta é não!

Feminicídio é o termo usado para denominar o assassinato de mulheres cometido em razão do desprezo, da violência doméstica ou pela condição de gênero, ou seja, pelo simples fato de ser mulher!

Essa lei alterou o Código Penal, em 2015, incluindo-o como qualificadora do crime de homicídio, além de colocá-lo na lista dos crimes hediondos. A condenação para um homicídio normal prevê pena de seis a 20 anos de prisão. Para um feminicídio, a condenação varia entre 12 a 30 anos.

A realidade brasileira escancara altos números de mulheres mortas, especialmente, as vítimas de relacionamentos abusivos e de términos mal resolvidos que acabaram em tragédia.

Antes de 2015, podemos citar alguns casos famosos que chocaram o país, como: o da jovem Eloá, morta pelo seu ex-namorado após ter sua liberdade privada por dias; caso Eliza Samúdio, em que a mesma supostamente teve sua vida ceifada por conta de pensão; e o caso Mércia Nakashima, em que a mesma foi assassinada pelo ex-namorado, com um tiro e teve seu corpo jogado dentro de uma represa.

Contudo, como estes foram casos anteriores à lei do feminicídio, não foi levado em conta como agravante, o fato de todos serem ex-parceiros de relacionamento das vítimas e essa ter sido uma das circunstâncias fundamentais para que a crime ocorresse. Mas agora, a realidade é outra!

Dados do feminicídio

Segundo dados apurados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (ABSP), os crimes de feminicídio, somaram 1.338 mortes, somente em 2020. Isso gera a assustadora marca média de que uma mulher foi morta à cada sete horas no Brasil. Em relação ao perfil das vítimas, nota-se que uma em cada três mulheres tinha entre 18 e 30 anos, sendo 62% delas, negras.

De acordo com a mesma fonte de pesquisa, 81,5% dos feminicídios foram causados pelo atual ou ex-companheiro, demonstrando relação direta dos reflexos de uma sociedade brasileira machista e patriarcal, em que a mulher é tratada como posse.

Conclusão

Infelizmente, já não é primeira vez e nem será a última, que, nós, friburguenses, presenciaremos essa deprimente realidade que está entranhada na cultura brasileira. O pilar básico para mudarmos a sociedade se chama: educação!

Contudo, em caso de risco, não hesite em ligar imediatamente para a Polícia Militar: 190, Disque Denúncia: 180 ou para o Disque 100. Sua vida é única!

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Preço da gasolina aumenta mais uma vez

quinta-feira, 12 de agosto de 2021
por Jornal A Voz da Serra

Centavinhos que pesam no bolso

Se você possui um carro ou uma moto, certamente, o dinheiro que antes completava um tanque de gasolina, sem sombras de dúvida, não é mais o mesmo. Ou não passa nem perto! Com o passar dos anos, os aumentos de centavinhos em centavinhos pesam hoje no bolso do brasileiro, trazendo o preço do combustível a patamares históricos.

Centavinhos que pesam no bolso

Se você possui um carro ou uma moto, certamente, o dinheiro que antes completava um tanque de gasolina, sem sombras de dúvida, não é mais o mesmo. Ou não passa nem perto! Com o passar dos anos, os aumentos de centavinhos em centavinhos pesam hoje no bolso do brasileiro, trazendo o preço do combustível a patamares históricos.

Recentemente, a Petrobrás anunciou uma nova alta no preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Segundo a companhia, ocorreu um aumento de 6,3% no valor, fazendo com que o litro saia mais caro da refinaria e em compensação, seja repassado o custo ao consumidor final. Ou seja, nós.  

Custo alto e benefício pouco

Você sabia que a gasolina brasileira não é tão pura quanto parece? De acordo com a nossa legislação é autorizada a composição desta com o percentual de aproximadamente 25% de álcool anidro, popularmente conhecido como etanol. Como se já não bastasse a mistura e a queda de qualidade dos combustíveis nos postos, o nosso Estado do Rio de Janeiro possui uma das gasolinas mais caras do país!

 A primeira posição, segundo levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo), é ocupada pelo estado do Acre, que se encontra demograficamente longe do refino de combustíveis, o que embute custos elevados no transporte do combustível. Em seguida, o segundo lugar é ocupado pelo estado do Rio de Janeiro.

Soa até irônico saber que o nosso estado é o que mais produz petróleo no Brasil, responsável por 72% da produção nacional e, em contrapartida, possuirmos valores absurdos cobrados nas bombas dos postos fluminenses. A grande carga tributária do Rio de Janeiro é a culpada e onera demais o bolso dos consumidores que necessitam tanto do combustível para o seu dia-a-dia.

Realidade brasileira e a dolarização

O Brasil não é autossuficiente em combustíveis desde o ano de 2011. Apesar de produzir mais quantidade de barris de petróleo do que consome, a capacidade de processamento e refino da matéria prima ainda não suporta a demanda nacional. Segundo um estudo realizado pela Universidade Rural do Estado do Rio de Janeiro e da Coope/UFRJ, a capacidade de produção das refinarias nacionais é somente de 75%, em média.

Por esse motivo, necessitamos importar derivados de petróleo para suprir a necessidade brasileira. Somente no ano de 2018, o nosso país vendeu aproximadamente 410 milhões de barris de petróleo, especialmente para a China. Em contrapartida, importou 68 milhões de barris de derivados, como gasolina e diesel, maior parte do Oriente Médio e do continente africano.

Fator relevante foi a mudança na política de preços da estatal brasileira que passou a se regular pelo mercado internacional a partir de 2016. Ou seja, o preço que você paga no posto passou a ser um valor “real”, no entanto a realidade brasileira não é a mesma dos países desenvolvidos. O que leva à decisiva pergunta: o petróleo é mesmo nosso ou de uma elite de acionistas? Pois os grandes acionistas são os únicos satisfeitos. A alta inflação dos combustíveis cria efeito cascata e massacra o poder de compra da grande maioria dos brasileiros. Será que essa conta é mesmo sua?

Alguns postos de Nova Friburgo já tiveram reajuste no valor dos combustíveis. Por certo, a gasolina já aumenta periodicamente desde 2016, contudo o momento agora é de botar os cintos e economizar, porque a tendência é de aumentos constantes no futuro.

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