A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.
A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.
Isso até me lembrou um estudo, na faculdade, sobre “ecologia humana” que me rendeu até um poema: “No arquivo de costumes, tradições, uma cidade, além das construções, constrói a história dos seus habitantes!”. Ao mesmo tempo em que nascemos aqui, nascem em nós também raízes da árvore que dá os nossos frutos e sombras em prol do nosso lugar. É uma troca. Amando a cidade, ela se desenvolve e nos devolve em bem-estar e evolução.
A Trupe Família Clou é um exemplo dessa relação de troca. Há 23 anos, Dalmo Latine e Talita Melone transformaram o circo em projeto de vida. Os filhos do casal, Ian e Isabela, nasceram no ambiente circense, “entre praças públicas, escolas, teatros e festivais”. Um projeto que se expandiu para o Punk Circus e o Circlou, tudo pelo riso.
Assim, na mesma via, Celso DaKombi acabou unindo o útil ao agradável, pois, de tanto dar apoio logístico ao trabalho de sua esposa, Belinha, também artista, Celso fez de sua Kombi o veículo por onde o rock circula de Jimi Hendrik, Elvis Presley e tantos outros. Desde seus 8 anos de idade, Celso já sabia que seria um artista.
Descendente de suíços, da família Tinguely, sou fã de nossa cidade e tudo o que a ela diz respeito, me diz respeito também. No dizer de Guilherme Rezende Jr. “Tudo ficou mais rápido, mais caótico, menos amigável. Mas o sentimento de pertencimento ainda permanece igual”.
A mudança é inevitável e como ressaltou Victor Schote, “caberá a cada friburguense e à sociedade como um todo decidirem qual a identidade de Nova Friburgo”. Celebramos uma história de 208 anos que começou de forma até inadvertidamente. Como recorda Luiz Fernando Folly, uma história “marcada por muitos momentos desafiadores que foram enfrentados com resiliência... por dificuldades severas, com falta de moradias, doenças, e mortes nos primeiros meses...”. Realmente, o passado deixou um legado de enfrentamentos e hoje essa reverência é uma forma de respeito.
Em “Curiosidades da história de Nova Friburgo, Isabella Rodrigues fez um maravilhoso apanhado. Somos a única cidade brasileira criada por um decreto de Dom João VI, com a vida da imigração suíça. Mais adiante, vieram os alemães, italianos, espanhóis, japoneses, sírios, libaneses, austríacos, húngaros que se juntaram aos portugueses, africanos, já habitantes. Muito anteriormente, os índios povoaram a região e toda essa variação habitacional criou alicerces para chegarmos aos dias atuais.
Com características de cidade grande, com engarrafamentos, correrias de transeuntes pelas calçadas, apesar de tudo, dos inúmeros problemas pontuais que se arrastam, somos uma cidade romântica, bucólica e com um forte viés turístico. Temos a fama de o melhor carnaval do interior do Estado do Rio de Janeiro. Somos destaque na produção de moda íntima, o que já nos deu o título de “Capital da Moda Íntima”. A produção agrícola é outra fonte de desenvolvimento. Somos o maior produtor de couve-flor do nosso estado. Produzimos flores de corte em profusão.
Nossa cultura é vasta. Temos bandas centenárias, colégios que são referência na educação, como o Colégio Anchieta, 140 anos. Estamos no centro, no ponto geodésico do Estado do Rio. Somos a “Cidade da Trova”, referência nacional, com 67 anos de Jogos Florais. O Sanatório Naval, que beleza! Somos muito e muito mais. E agora, a restauração do Lazareto. Que restauro de coragem e ousadia! Que presente para a comunidade!
São tantas as exclamações pulsando com a emoção de saber que, se outrora fora destinado ao isolamento, agora, ao contrário, ressurgiu para a aproximação, para unir cultura e cidadania, provendo o seu entorno com a beleza de um casarão ativo na missão de transformar vidas!
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