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A VOZ DA SERRA é sempre uma surpresa diária

terça-feira, 21 de julho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Embarcamos na viagem literária com a sensação de que certas coisas que deveriam estar certas, estão erradas. Pela expressão pensativa do Cão Sentado, na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, o Hospital do Câncer em Nova Friburgo continua à mercê de um calendário sem definição de datas na conclusão dos “trâmites” para a sua tão aguardada inauguração. O novo prazo agora está marcado para outubro. Milton Nascimento tem uma canção assim: “Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz...”. Mamãe dizia: “o futuro guarda uma esperança...”.

Embarcamos na viagem literária com a sensação de que certas coisas que deveriam estar certas, estão erradas. Pela expressão pensativa do Cão Sentado, na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, o Hospital do Câncer em Nova Friburgo continua à mercê de um calendário sem definição de datas na conclusão dos “trâmites” para a sua tão aguardada inauguração. O novo prazo agora está marcado para outubro. Milton Nascimento tem uma canção assim: “Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz...”. Mamãe dizia: “o futuro guarda uma esperança...”. Valeu, Silvério!

“Alameda dos Trovadores” – assim o Caderno Z  nos convidou a entrar no maravilhoso mundo da trova em Nova Friburgo. 18 de julho -  o Dia do Trovador mereceu matéria especial e Marcelo Gonzales fez uma edição abrangente, entrevistando a presidente da UBT-Seção Nova Friburgo, Elisabeth Souza Cruz. Sim, sou eu, pessoal! Para definir “a cidade que escolheu falar em versos”, Gonzales mergulhou fundo nas águas do mar, por onde navegavam Luiz Otávio e J.G e ofereceu aos leitores um panorama da criação dos Jogos Florais de Nova Friburgo.

Na capa, a belíssima foto da placa que intitula, na Praça Getúlio Vargas, a Alameda dos Trovadores, um projeto de restauração da Fundação D. João VI. A expectativa dos quase 80 participantes, é a de que as placas voltem aos seus devidos lugares, após a reforma da praça. Tomara!

Para Elisabeth, “a inteligência artificial ainda precisa da inteligência humana para fazer uma trova realmente redonda. Depois da técnica, é preciso encontrar a inspiração. E a inspiração continua pertencendo ao ser humano”. É essa peculiaridade da trova, de ser fruto da capacidade humana de achar o elemento construtivo como na “arquitetura dos encontros” da artista Mariana Portugal, que vai buscar sua arte na “matéria-prima de experiências que unem natureza, criação e pertencimento”. Na composição da trova entra o elemento surpresa, o achado; na arte de Mariana “o bambu deixa de ser apenas elemento construtivo para representar acolhimento e integração entre arte e natureza”.

Da mesma forma, “Entremundos”, de Marcos Vinícius de Palma, merece todas as palmas do mundo. O artista não apresenta apenas “sua evolução nas técnicas”, mas “a transformação de seu olhar sobre montanhas, rios, florestas...” em São Pedro da Serra, Lumiar e vizinhança.

Deixamos o Z com a alma plena de saberes, “melhores no amor, melhores na trova...”. Entretanto, em certas coisas, caminhamos com passos de formiga. A exemplo, em “Há 50 Anos”, a coluna destacava o drama que ilustrava a capa do jornal: “Mendigos à mercê da própria sorte” tentando se aquecer do frio...” . 50 anos se passaram e agora a “Defensoria cobra da Prefeitura de Nova Friburgo acolhimento à população de rua...”.

Por sua vez, a prefeitura informa que o Centro Pop, no Parque São Clemente, realiza acolhimento provisório às pessoas em situação de rua, recebendo-as até às 19h, encerrando às 7h no dia seguinte. O ingresso é exclusivamente voluntário.

Ainda na coluna, Há 50 anos, Dalva Ventura foi notícia recebendo seu diploma em Comunicação Social, para orgulho da família dedicada ao jornalismo. Salve, nossa Estrela Dalva!

Em “Sociais”, mais um aniversário de Carminha Basílio e eu ainda não tive o prazer de conhecê-la, pessoalmente. Felicidades, mulher bonita! E chega uma excelente notícia: “Comitiva visita obras de reforma do ginásio Frederico Sichel, do Sesi, a futura Casa do Basquete Brasileiro”. Isso, sim, é ter manejo de bola, marcar o melhor arremesso, porque o rebote é sucesso para Nova Friburgo. Já pensou que cesta maravilhosa!

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A VOZ DA SERRA é uma sucessão de surpresas

terça-feira, 14 de julho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério publicada na capa da edição do último fim de semana, um alerta para uma situação recorrente que tem sido uma pedra no sapato dos transeuntes que passam em alguns pontos críticos da cidade. O Cão Sentado, na charge, não economizou sua preocupação com o descaso que paira em determinados pontos de perigo para a população. Volta e meia, alguém despenca de uma calçada que, há muito, deveria possuir um guarda-corpos. Acorda, Nova Friburgo!

Na carona da charge de Silvério publicada na capa da edição do último fim de semana, um alerta para uma situação recorrente que tem sido uma pedra no sapato dos transeuntes que passam em alguns pontos críticos da cidade. O Cão Sentado, na charge, não economizou sua preocupação com o descaso que paira em determinados pontos de perigo para a população. Volta e meia, alguém despenca de uma calçada que, há muito, deveria possuir um guarda-corpos. Acorda, Nova Friburgo!

Se caminhar em alguns trechos da cidade pode ser uma cilada, “entrar” no Caderno Z é sempre um caminho seguro e prazeroso.  É comum, no meu texto das surpresas, desde os tempos do meu início como colunista, “musicar”, como se fosse escolhida, na minha cabeça, uma trilha capaz de interagir com um tema abordado. Desta vez, não seria diferente, pois, “Quando a voz de uma pessoa muda o mundo”, me veio Milton cantando: “É bom assim, ser a voz que alegra alguém além do oceano, além das nações...”

E assim tem sido a voz de Malala que, ao completar 16 anos de idade, no dia 12 de julho de 2013, discursou na Assembleia da Juventude na Organização das Nações Unidas. Seu discurso se desdobrou entre defesas sobre edificação humana, a partir dos saberes da educação. Sua célebre afirmação de que “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo” tem sido pauta reflexiva e ativa para a mudança mundial e que, sem esse quarteto, o protagonismo humano não avança nem para a paz.

Marcelo Gonzales costurou muito bem os feitos de Malala no tecido musical da nossa banda Euterpe Lumiarense que “se recusa a ser apenas lembrança”, que “não caminha sozinha, pois ao seu redor caminham as oficinas de instrumentos, o cinema, a leitura, a dança, “a memória e o encontro”.

Num texto maravilhosamente construído, Gonzales nos aproximou do 5º distrito, dos sentimentos, de sua gente banhada em arte e concluiu: “A Euterpe não é apenas um espaço onde a música acontece. É um lugar de memória contínua ensaiando o futuro...”.  O ensaio do futuro é a peça fundamental da arquitetura humana e a Usina Cultural cria horizontes no projeto, cujo nome dá vida e visibilidade para talentos que têm luz própria. E a Usina Cultural Energisa inaugura mais uma “Usina Viva” -  uma programação com várias parcerias, até 12 de dezembro.

Seguindo a trilha cultural, a Casa de Cultura e Cidadania de Olaria está com novas atividades. A programação é gratuita e oferece oficinas de Hip Hop, Crochê, Percussão, Desenho, Dança do Ventre, Artesanato, Violão, Banda e Brincadeiras Tradicionais. O  espaço cultural fica localizado na Rua Gustavo Lira, 209. Para inscrição ou informações, o contato pode ser feito pelo número (22) 2521-5304. Buscar a arte, difundi-la e praticá-la é uma essência que permeia a vida.

Na coluna “Há 50 anos”, o querido Gama – Grupo Arte Movimento e Ação, criado pelo inesquecível Jaburu, percorria várias cidades de Minas Gerais com apresentações da peça “O que mantém um homem vivo”, de Bertholt Brecht.

Com tantas datas no calendário, não poderia faltar o Dia Mundial do Rock – 13 de julho. Lais Lima nos trouxe um excelente panorama do estilo musical que tomou conta do mundo. De Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones, o som das guitarras se expandiu e hoje se mantém eletrizado pelas possibilidades que o sistema digital nos oferece. Jessyka Azevedo contou a experiência com sua playlist. É a facilidade de gostar de uma música em um filme ou série, pesquisar na internet e adicionar a uma playlist.

Seja na modernidade ou no modo antigo, nas telas, no vinil, na fita k7, no cinema, no show, nos documentários, importa mesmo é vivenciar o rock, mantê-lo vivo e empolgante. É o estilo que se renova!

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A VOZ DA SERRA é a arte de fazer história na informação

terça-feira, 07 de julho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Embarcamos na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, de cabeça inchada. O sonho do Hexa ficou no travesseiro de quem passou noites sonhando com mais uma estrela na camisa da seleção canarinho. Futebol é arte e, como tal, ganhar ou perder faz parte da competição.

Embarcamos na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, de cabeça inchada. O sonho do Hexa ficou no travesseiro de quem passou noites sonhando com mais uma estrela na camisa da seleção canarinho. Futebol é arte e, como tal, ganhar ou perder faz parte da competição.

E o Caderno Z, que é uma arte em formato impresso, nos trouxe a magia da Arteterapia, não apenas como o uso das potencialidades humanas, mas, acima de tudo, como uma descoberta dessas potencialidades. Ideias que surgem de uma brincadeira podem se transformar em uma vocação. É o caso da Banda K7, quando “sete amigos decidiram reunir seus instrumentos” para animarem uma festa e o resultado foi o surgimento da banda. Do “Ford Ka”, os sete rapazes atravessaram até as fronteiras de Nova Friburgo.

Em “A esperança em cada pincelada”, Marcelo Gonzales nos apresentou Marcos Vinicius de Palma, artista plástico que encontrou na natureza da região onde vive, em São Pedro da Serra, a diretriz para as suas pinceladas. Filho de uma artista formada em Belas Artes e de um médico, seu ambiente familiar foi sempre entre desenhos e imagens. Nascido com uma alteração no diafragma, Marcos relata que seu primeiro desafio foi com a primeira respiração, até que o ar, finalmente, entrasse em seu pulmão. E sua vida seguiu num ambiente de buscas e revelações, dando sempre ênfase ao ato de criar...

Kátia Regina Gonzales, arteterapeuta com formação em várias especialidades, descobriu que a terapia da arte sempre existiu, quando costurava roupinhas de boneca, a partir dos retalhos das costuras de sua avó. A profissão de arteterapeuta, reconhecida por lei, é mais uma prova de que a arte abrange os elementos para uma vida saudável.

Paulo Antunes, presidente da Associação de Arterapia do Rio de Janeiro, destaca: “A regulamentação nos coloca em novo patamar de serviços oferecidos à sociedade”.

A coluna “Há 50 anos” é mesmo a arte de reviver o passado. Na edição 3 e 4 de julho de 1976 festejava-se o aniversário da primeira “viagem automobilística de Nova Friburgo à Niterói”, isso em 1915. Mas, antes, em 1913, chegou um automóvel Berlier, com faróis que “causaram medo a muita gente”. O veículo de Augusto Luiz Spinelli foi a condução usada na célebre viagem que abriu caminhos para a comunicação territorial.

Na arte do encantamento humano, duas aniversariantes muito amadas na cidade. Rosangela Cassano, atuante no desenvolvimento social e direitos humanos, envolvida em projetos culturais, destaque nas lutas contra violência de gênero, festejando o novo ciclo nesta segunda-feira, 6. Outra querida, Cora Ventura Spinelli, abrindo espaço para a nova idade, na quarta-feira, 8, ao lado de sua linda família. Parabéns! Vivas também para o Coral Allons Chanter, celebrando 25 anos de profícua existência. Um Jubileu de Prata que vale ouro. Ao maestro e ao coral de vozes femininas, nossos louvores!

Desde que o mundo é mundo, mudanças ocorrem entre as gerações. Nos tempos atuais, não seria diferente, pois a “Geração Z” prima pela pluralidade em suas conquistas. Os objetivos são quase os mesmos, porém não seguem um roteiro definido. Aliás, coisa alguma pode ser definida, engessada. Vimos a Seleção Brasileira perder a chance do Hexa, mais uma vez. O Brasil volta para o Brasil sem a taça. Contudo, vale o espetáculo que o futebol consegue promover. 2030 pode parecer distante, mas fica o tempo de espera. Mais quatro anos para rever os erros e reconhecer que os outros países “aprenderam” as artimanhas da bola. Vamos buscar novos formatos para que o nosso futebol arte seja mais ofensivo e muito mais habilidoso para driblar o adversário. Mais gol e menos fama!

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A VOZ DA SERRA informa, alerta, educa e protege

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Considero a charge um veículo de comunicação excelente para conduzir e direcionar os sentimentos humanos. E Silvério está entre os melhores condutores desse tipo de veículo que jamais engarrafa na sinalização de um recado. Desta vez, São Pedro, o santo, em vias de festejar seu dia 29, está ligadinho nas emoções da Copa do Mundo e o foco principal é o torcedor brasileiro, sonhando com o Hexa. Valeu, Silvério!

Considero a charge um veículo de comunicação excelente para conduzir e direcionar os sentimentos humanos. E Silvério está entre os melhores condutores desse tipo de veículo que jamais engarrafa na sinalização de um recado. Desta vez, São Pedro, o santo, em vias de festejar seu dia 29, está ligadinho nas emoções da Copa do Mundo e o foco principal é o torcedor brasileiro, sonhando com o Hexa. Valeu, Silvério!

 Enquanto a Copa rola a bola, o Caderno Z nos traz estrelas que brilham em nosso entorno, fazendo a diferença na singularidade do existir. Caru de Souza, “uma das vozes femininas da nova geração do blues carioca, além de toda a sua importância no cenário musical, já recebeu até o prêmio “Mulher é Arte” – Troféu Dirce Montechiari, concedido pela Prefeitura de Nova Friburgo. Outro realce, é Tuini, cantora, compositora, atriz, professora, produtora e contadora de histórias. Com tantos talentos, é uma artista completa, com doutorado em Artes Cênicas, estudos em Comunicação Social e Arteterapia. “Não se trata apenas de formação. Trata-se de atravessamento entre teoria e experiência”. Não apenas projetos, mas “coerência entre eles”. Tudo é movimento!

Para festejar o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (27 de junho), o Caderno Z se esmerou em nos trazer “autoridades” no assunto: Fernanda Gripp e Roselane Muzi, ambas bem-conceituadas em vivências empresariais pelo Sebrae. Os pequenos negócios sustentam empregos, mantêm a circulação de renda dentro da cidade e ajudam a preservar a identidade econômica e cultural de regiões inteiras...

A história de Raphael Muniz e Vitória Souza, assim como a dos irmãos da Frimatec Marcenaria diz muito do que é começar um negócio informal e familiar. O casal, Denise e os irmãos Danilo, Odir e Regiani prosperaram de um projeto sólido para o sucesso empresarial.

“Quando junho se despede”, o Caderno Z encerrou este semestre em alto estilo e julho não tarda. Metade do ano quase atravessou o calendário, mas é sempre bom lembrar o passado. Na coluna “Há 50 anos”, o então vereador Joel Heringer apresentou proposta na Câmara Municipal sugerindo às concessionais de transporte coletivo que criassem a linha de ônibus Friburgo-São Paulo. Era sonho? Pode ser que pudesse parecer algo impossível, mas tanto foi o efeito da ousadia que a linha foi criada e está aí aproximando os estados e facilitando a vida dos usuários. Vale a pena pensar, acreditar e investir nas boas ideias.

Em “Sociais”, é aniversário de Isabella Rodrigues, a estagiária de A VOZ DA SERRA que, inclusive, tem feito matérias de gente veterana. Parabéns, Isabella. Eu observo suas matérias e a felicito, desde sempre, por seu profissionalismo. É claro que seu supervisor, Henrique Amorim, é nota mil, mas os louvores são todos para a sua eficiência de estagiária multitarefas. Se as escolas de Nova Friburgo ganham destaque em ranking no Enem 2025, é seu mérito divulgar esse sucesso. Mais uma vez, parabéns!

Bem-vinda a criação de “A VOZ DA SERRA nos Bairros” – espaço para divulgar curiosidades e reivindicações dos bairros e distritos friburguenses. Começando em Conselheiro Paulino, seu desenvolvimento, demandas e moradores. É bairro com movimento de cidade e gente acolhedora.

“Evitar quedas deve se tornar um hábito para os idosos”.  A matéria alertou para o risco de quedas entre os idosos. Atenção é o melhor remédio. O doutor Alfredo Henrique definiu bem o perigo: “A infância é de cola, a velhice é de vidro”. A criança quando cai, geralmente, não quebra, porque tem abundância de colágeno. Na maioria das vezes, o idoso quebra fácil pela falta dessa substância indispensável para fortalecer os ossos.

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A VOZ DA SERRA vai muito além de nossas fronteiras... É simplesmente, global

terça-feira, 23 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, revemos a saudosa estátua do Inverno. Mas não é um inverno comum. Temos o calor da Copa do Mundo e a estátua decora o desenho com bandeirinhas, na companhia do pinguim, vestido de canarinho. Eu destaco a estátua usando a expressão “saudosa”, não porque ela deixou de existir, mas pela saudade que deixou em nós. A estátua está muito bem guardada, com as demais, na Fundação D. João VI. A civilização, que trouxe tanto avanço, não conseguiu vencer o vandalismo e, por essa razão, elas precisam de proteção.

Na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, revemos a saudosa estátua do Inverno. Mas não é um inverno comum. Temos o calor da Copa do Mundo e a estátua decora o desenho com bandeirinhas, na companhia do pinguim, vestido de canarinho. Eu destaco a estátua usando a expressão “saudosa”, não porque ela deixou de existir, mas pela saudade que deixou em nós. A estátua está muito bem guardada, com as demais, na Fundação D. João VI. A civilização, que trouxe tanto avanço, não conseguiu vencer o vandalismo e, por essa razão, elas precisam de proteção. Valeu, Silvério! Feliz inverno friburguense...

O Caderno Z foi todo encantamento. A começar pela capa, com a exuberante Catedral São João Batista, tudo nos leva aos caprichos do mês junino. O frio se tornando mais intenso, as noites mais longas e as tradições se mantendo ativas e promissoras. Como bem disse Marcelo Gonzales: “Cada edição da festa é também uma reinvenção do que já se conhece. Um retorno que nunca é exatamente igual ao ano anterior”. As barracas de guloseimas, quadrilhas com danças típicas a caracterização dos personagens, muito chapéu de palha e saias de babados. Só que as antigas calças remendadas deixaram de ser engraçadas com a invasão das calças rasgadas.

São João Batista ganhou muita referência nos festejos juninos. Entretanto, sua participação no círculo religioso teve importância fundamental na vida de Jesus como o profeta que anunciou a sua chegada e realizou o seu batismo nas águas do Rio Jordão. Relatos bíblicos registram São João como o anunciador do Messias, que preparou o caminho para a sua vinda.  Padroeiro da cidade, a festa de São João, segue até quarta-feira, 24, data que homenageia o santo de intensa devoção.

Além da apresentação de músicos locais como Reinaldo Queiroz, cantor e instrumentalista do grupo Nó Cego e fundador da Casa dos Saberes em São Pedro da Serra, o Caderno Z “acendeu a fogueira da saudade”, com um belo texto sobre a tradição das fogueiras nas festas juninas. Mais do que uma celebração religiosa, a fogueira sugere reunião de pessoas em seu entorno, proporcionando vivências e convívio prazeroso.

“Novas regras para drones entram em vigor em julho, no Brasil” – maravilhosa matéria sobre o uso de drones com as regras. É mais do que oportuno e justo manter um critério de normas, pois, assim como o trânsito nas ruas, avenidas e rodovias precisa de sinalização e modos de conduta, com os drones, no espaço, não poderia ser diferente. Basta dizer que a aviação tem todo um sistema funcional para o tráfego aéreo. Os drones não deixam de ser veículos de circulação e seus operadores são os responsáveis pelo trânsito de seus aparelhos. Como ressaltou a matéria: "As novas regras também contribuem para fortalecer a profissionalização do setor, aumentar a segurança das operações e preparar o país para um futuro em que os drones estarão cada vez mais presentes em atividades econômicas, científicas e sociais". É uma iniciativa de prevenção.

Em “Esportes”, Vinicius Gastin trouxe a boa nova: “Jovem friburguense, Breno Pitizzer é destaque no Brasileiro de Jiu-Jitsu”. - A conquista do bronze, dentre 4.447 atletas inscritos e 676 equipes, mostra a adaptação e o talento do nosso atleta. Morando em Dubai, Breno mantém uma rotina de treinamentos de alta performance conciliada com sua formação acadêmica. Entre o tatame e os estudos na Global English School, onde mantém fluência em inglês, Breno se prepara para a carreira internacional e destaca: “Cada luta aqui foi um teste para o meu próximo passo na carreira”. Parabéns e sucesso!

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A VOZ DA SERRA não é competição, mas está sempre no pódio da informação

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Cruzem os dedos! É assim que a charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, entrou no clima de Copa do Mundo. O Cão Sentado, vestido a caráter, sonha com o hexa e Silvério não perdeu tempo para estimular a torcida. Vestir o Brasil de verde/amarelo é uma boa oportunidade para abrandar rixas e formar aquela “corrente pra frente” da Copa de 1970, quando éramos ainda “90 milhões em ação”.

Cruzem os dedos! É assim que a charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, entrou no clima de Copa do Mundo. O Cão Sentado, vestido a caráter, sonha com o hexa e Silvério não perdeu tempo para estimular a torcida. Vestir o Brasil de verde/amarelo é uma boa oportunidade para abrandar rixas e formar aquela “corrente pra frente” da Copa de 1970, quando éramos ainda “90 milhões em ação”.

Agora, que somos mais de 213 milhões de habitantes, é nosso dever torcer para uma bela apresentação da seleção canarinho. Apesar de algumas divergências e desencantos, a Copa do Mundo tem o dom de neutralizar e unificar multidões. É bonito o espetáculo de um estádio lotado, colorido, ordeiro e vibrante.

O Caderno Z me fez voltar aos tempos de infância, quando minha tia fazia simpatias para Santo Antônio. A que mais me intrigava era pingar vela numa bacia com água e o desenho que formasse seria uma resposta do santo casamenteiro ao pedido da titia. Se foi para “arranjar” um casamento, parece que não deu certo, pois titia a vida inteira viveu solteira. Outra opção era escrever o nome do rapaz cobiçado num pedacinho de papel que seria bem dobrado e colocado numa vasilha com água. De manhã, se o papel estivesse aberto, o desejo seria concretizado.

Santo Antônio tem o seu lugar cativo e continua sendo lembrado por seu exemplo de vida cristã e fé, embora a sua relação com os assuntos amorosos seja determinante até nas gerações atuais. As tecnologias dos aplicativos apenas facilitam os contatos e encontros, mas os sentimentos são da mesma matéria-prima dos tempos passados, ou seja, o amor romântico que busca o par perfeito para uma relação conjugal sólida e feliz.

A alegria é um ponto fundamental na existência humana e nada mais saudável do que a dança.  Um exemplo é a Quadrilha NPI, do Núcleo Ponto Ideal, do professor Mayck Coelho. O grupo já participou de eventos marcantes, incluindo apresentações no Sesc, em festas juninas e festivais de dança.

Sobre o distrito de Conselheiro Paulino, o Caderno Z fez um passeio agradável, registrando seus pontos característicos que tornam o bairro acolhedor e fundamental para o desenvolvimento de Nova Friburgo.

Em “Sociais”, dois aniversariantes da melhor qualidade: no domingo, 14, Girlan Guilland, meu personal Google, entre família e amigos abriu novo ciclo de sua expressiva existência. Super conhecedor da história e formação de Nova Friburgo, Girlan tem a mente inquieta e isso o leva a ser um ponto de interrogação ambulante nas questões onde a inteligência humana precisa atuar. Outra estrela atuante e que reflete luz por onde passa é a querida Izabel Cristina Nacre, na recepção de A VOZ DA SERRA. O próximo dia 19 será todo seu, embora pequeno para receber tantos abraços de felicitações.

Em tempos de Copa do Mundo todos os preparativos valem a pena porque a torcida não é pequena. Nossa cidade terá transmissões ao vivo em diversos espaços. As lojas, aos poucos, se vestem com as cores da nossa bandeira e algumas ruas vão saindo da rotina para colorir a vida dos passantes. É a maior competição mundial agora com 48 seleções, três países formando a sede e 104 jogos ao todo.

Entretanto, envolvidos mesmo estão os universitários Matheus Buzinari, Pedro da Cunha e Erick Kaiky, que representam a universidade Estácio de Sá e o Instituto Yduqs. Os alunos, que atuaram na Granja Comary, foram selecionados para atuar na cobertura da Copa, diretamente dos Estados Unidos. A viagem, além do víeis “teoria e prática” em grandes eventos nacionais e internacionais, há de ser um marco inesquecível na vida dos jovens. Parabéns e sucesso!

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A VOZ DA SERRA é confiança, credibilidade e tradição

terça-feira, 09 de junho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, junho ainda é uma ameaça ao meio ambiente. Antigamente se cantava “Cai, cai, balão aqui na minha mão...” e o balão respondia: “Não vou lá, não vou lá, tenho de medo de apanhar...”. Como nos mostra a charge, ainda é preciso esbravejar contra esse costume, até porque tem gente que fabrica balão e acha bonito vê-lo subindo, sem pensar nas consequências. Junho é sem balão! Valeu, Silvério!

Na carona da charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, junho ainda é uma ameaça ao meio ambiente. Antigamente se cantava “Cai, cai, balão aqui na minha mão...” e o balão respondia: “Não vou lá, não vou lá, tenho de medo de apanhar...”. Como nos mostra a charge, ainda é preciso esbravejar contra esse costume, até porque tem gente que fabrica balão e acha bonito vê-lo subindo, sem pensar nas consequências. Junho é sem balão! Valeu, Silvério!

Dia dos Namorados chegando, comércio funcionando até mais tarde em horário especial até 21h e o Caderno Z veio exaltando o amor romântico! “Quando o coração fica online” trouxe uma sequência de formas de amores que, mesmo começando a milhas de distâncias, não deixam de estar próximos. Essa modernidade tecnológica me fez rever a caixa de cartas de papai e mamãe, quando o correio era o meio eficaz de contato para os apaixonados.

Desse tempo para a atualidade online, como destacou o “Z”: “as ferramentas mudam, as telas mudam, os aplicativos mudam. O desejo humano de encontrar alguém, no entanto, continua o mesmo...”. Tomara que jamais seja violado o nosso poder de sentir e discernir.

O “Love Better”, criado por Eliana Monteiro, da nossa vizinha Bom Jardim, é um aplicativo “que usa inteligência artificial para ajudar as pessoas a compreender conflitos e construir diálogos mais saudáveis”. É como um “tradutor emocional” que ajuda a interpretar o que o casal não consegue verbalizar. Iris e Santiago, entre trilhas na mata, fogão a lenha, duas filhas e mais de mil apresentações musicais conseguiriam harmonizar as transformações, que no dizer do casal – “é um universo tão bonito quanto contraditório...”.

Marcelo Gonzales define que amar uma cidade “é aceitar seus dias bons e difíceis, sem querer que ela seja outra coisa”. É nessa forma que ele entende “as pequenas repetições”, no café da manhã nos mesmos cantos, o rosto conhecido na padaria...”. Coisas do dia a dia, apenas...

Em “Sociais”, vimos o pertencimento dos aniversariantes: Na semana passada, dia 2, festejamos o 1º aninho de Luiz Antônio, a fofura do casal Luã e Leticia. Netinho do saudoso Sérgio Madureira e sobrinho da titia Aimée. A foto de Luiz viralizou nas redes! Nesta terça, 9, a festa é para Joel de Sá Martins. No dia 12, Geraldo Ventura Filho, o Teleco, artista talentoso e Juca Bravo Berbert, meu primo, muito querido. Parabéns!

O Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, festejado em 7 de junho, marcou o manifesto contra a censura da Ditadura Militar. Num período turbulento da História do Brasil, o manifesto abriu caminhos para o jornalismo se fixar como veículo pleno de informação. Cada vez mais, a imprensa se estabelece como fonte confiável, de extrema importância para edificar uma sociedade conhecedora de seus deveres e  com responsabilidades na formação de um país soberano.

Afinal, é no exercício de sua liberdade que a imprensa se torna a sustentação do pensamento crítico, fortalecendo os vínculos de cidadania entre o povo e as instituições que regem os desígnios do país. A imprensa é, na verdade, o cérebro fiscalizador e atuante de uma nação.

Que maravilha o projeto Mobilidade para Todos, do Rotary Club Olaria, que entregou 30 cadeiras de rodas no primeiro lote de 2026! Parabéns a todos os envolvidos na coordenação! E os tapetes de Corpus Christi! Que espetáculo a céu aberto, onde o público pode percorrer a Avenida Alberto Braune e se encantar com as mais belas “telas” na maior galeria de arte no sal – como se fosse  o próprio “sal da terra”.

Independente de conceitos religiosos, o espetáculo foi aclamado por centenas de apreciadores, em todo o seu percurso. A Avenida Alberto Braune brilhou perante o céu nublado e a tarde fria da última quinta-feira, 4...

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A VOZ DA SERRA expande conhecimentos e desaba muros

terça-feira, 26 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

No trânsito confuso dos tempos atuais, a charge de Silvério, que ilustrou a capa da edição do último fim de semana, é um guia de bons procedimentos. O “Maio Amarelo” no desenho retrata a segurança de uma faixa de pedestre e a imprudência de se atravessar uma rua com as atenções voltadas para o celular. O recado foi dado, mas nos falta conscientização. Todo cuidado ainda será pouco.

No trânsito confuso dos tempos atuais, a charge de Silvério, que ilustrou a capa da edição do último fim de semana, é um guia de bons procedimentos. O “Maio Amarelo” no desenho retrata a segurança de uma faixa de pedestre e a imprudência de se atravessar uma rua com as atenções voltadas para o celular. O recado foi dado, mas nos falta conscientização. Todo cuidado ainda será pouco.

Eu sempre senti o Caderno Z musical. Desde a sua primeira versão, as canções cabiam dentro do conteúdo como uma luva sedosa se estreita nas mãos da natureza. E quando se pensa que “algumas canções moram nas cidades, como citado no “Z”, e com Beto Guedes não é setembro, mas a “boa nova já anda nos campos”.

Marcelo Gonzales tem razão, pois existe mesmo alguma coisa afetiva que nos toca musicalmente. Falando por mim, quando ouço Milton cantar “Certas Canções” eu penso que “certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece – como não fui eu quem fiz?” – E “Os Ciclos da Serra” alcançam a alma de quem estiver à beira de uma sensibilidade maior.  A Lua Crescente se mostra sempre um fenômeno para quem souber acompanhar.

Barbara Breder, atriz, psicanalista e professora, “entrou cedo em cena e, desde então, nunca mais deixou de atravessar seus caminhos”... O teatro está em cada passo de sua vida, em cada encontro com outros e em cada realização”. Cristina Cabral, psicóloga e arteterapeuta, nos convida ao olhar intenso: “A mudança começa muitas vezes em pequenos detalhes: o canto dos pássaros ao amanhecer, o som constante das águas, a ausência do excesso visual das cidades e a possibilidade de voltar a enxergar o céu noturno...”.

Essa possibilidade, eu penso, pode até ser uma janela longe dos holofotes, sem aparatos astronômicos ou tecnológicos. Apenas olhar. É o que tem feito Beth Medeiros, “artista, antes mesmo do primeiro quadro”. Autodidata, sua visão abrangente busca ancestralidade, memória, espiritualidade e permanência. Para Beth, “a arte foi a primeira oração da humanidade...”.

Conhecer essas artistas é um bálsamo para abrandar nossas correrias. E justo, no último sábado, 23, festejamos o Dia Mundial da Tartaruga, é um convite ao repouso... desacelerar!

Em Sociais, no auge de sua beleza feminina, festejamos no último sábado, 16, o aniversário da querida Rosi Guilland. Rodeada de boas energias do marido Girlan, dos filhos Ilan e Ilana e do genro Caio Laundos, sempre é dia de festa nessa família abençoada. Outra maravilhosa, Márcia Carestiato, ‘Madrinha dos Jogos Florais”, na última quinta- feira, 21, colheu mais brilho para o seu novo ciclo. No meio dessas estrelas, está o astro-rei da cirurgia cardíaca, dr. Gustavo Ventura, que na próxima sexta, 29, abre nova idade para mais conquistas. A todos, os votos de muita saúde, paz e prosperidade.

Além de ser o Dia da Indústria, 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd. Antigamente, ser nerd definia alguém de elevada timidez, muito dedicado aos estudos, com hábitos e comportamentos dados como “diferentes”. Hoje, a cultura se refere a uma “celebração de todas as paixões”, quando a naturalidade do ser importa mais do que qualquer padrão estabelecido pelas antigas sociedades. Tudo vale a pena quando o amor remove os muros.

“Além das Chamas” é o título da exposição que celebra os 49 anos do 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar em Nova Friburgo. A mostra está em cartaz até o próximo domingo, 31, no Cadima Shopping, na Rua Moisés Amélio, 17. Rumo ao Jubileu de Ouro, a corporação, que vai sempre “além das chamas”, tem o “fogo da paixão” na alma para salvar vidas, cuidando da vida de todos nós. É paixão ardente. Parabéns!

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A VOZ DA SERRA é muito amor por Nova Friburgo

terça-feira, 19 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

            A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.

            A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.

Isso até me lembrou um estudo, na faculdade, sobre “ecologia humana” que me rendeu até um poema: “No arquivo de costumes, tradições, uma cidade, além das construções, constrói a história dos seus habitantes!”. Ao mesmo tempo em que nascemos aqui, nascem em nós também raízes da árvore que dá os nossos frutos e sombras em prol do nosso lugar. É uma troca. Amando a cidade, ela se desenvolve e nos devolve em bem-estar e evolução.

            A Trupe Família Clou é um exemplo dessa relação de troca. Há 23 anos, Dalmo Latine e Talita Melone transformaram o circo em projeto de vida. Os filhos do casal, Ian e Isabela, nasceram no ambiente circense, “entre praças públicas, escolas, teatros e festivais”.  Um projeto que se expandiu para o Punk Circus e o Circlou, tudo pelo riso.

Assim, na mesma via, Celso DaKombi acabou unindo o útil ao agradável, pois, de tanto dar apoio logístico ao trabalho de sua esposa, Belinha, também artista, Celso fez de sua Kombi o veículo por onde o rock circula de Jimi Hendrik, Elvis Presley e tantos outros. Desde seus 8 anos de idade, Celso já sabia que seria um artista.

            Descendente de suíços, da família Tinguely, sou fã de nossa cidade e tudo o que a ela diz respeito, me diz respeito também. No dizer de Guilherme Rezende Jr. “Tudo ficou mais rápido, mais caótico, menos amigável. Mas o sentimento de pertencimento ainda permanece igual”.

A mudança é inevitável e como ressaltou Victor Schote, “caberá a cada friburguense e à sociedade como um todo decidirem qual a identidade de Nova Friburgo”. Celebramos uma história de 208 anos que começou de forma até inadvertidamente. Como recorda Luiz Fernando Folly, uma história “marcada por muitos momentos desafiadores que foram enfrentados com resiliência... por dificuldades severas, com falta de moradias, doenças, e mortes nos primeiros meses...”.  Realmente, o passado deixou um legado de enfrentamentos e hoje essa reverência é uma forma de respeito.

            Em “Curiosidades da história de Nova Friburgo, Isabella Rodrigues fez um maravilhoso apanhado. Somos a única cidade brasileira criada por um decreto de Dom João VI, com a vida da imigração suíça. Mais adiante, vieram os alemães, italianos, espanhóis, japoneses, sírios, libaneses, austríacos, húngaros que se juntaram aos portugueses, africanos, já habitantes. Muito anteriormente, os índios povoaram a região e toda essa variação habitacional criou alicerces para chegarmos aos dias atuais.

            Com características de cidade grande, com engarrafamentos, correrias de transeuntes pelas calçadas, apesar de tudo, dos inúmeros problemas pontuais que se arrastam, somos uma cidade romântica, bucólica e com um forte viés turístico. Temos a fama de o melhor carnaval do interior do Estado do Rio de Janeiro. Somos destaque na produção de moda íntima, o que já nos deu o título de “Capital da Moda Íntima”. A produção agrícola é outra fonte de desenvolvimento. Somos o maior produtor de couve-flor do nosso estado. Produzimos flores de corte em profusão.

            Nossa cultura é vasta. Temos bandas centenárias, colégios que são referência na educação, como o Colégio Anchieta, 140 anos. Estamos no centro, no ponto geodésico do Estado do Rio. Somos a “Cidade da Trova”, referência nacional, com 67 anos de Jogos Florais. O Sanatório Naval, que beleza! Somos muito e muito mais. E agora, a restauração do Lazareto. Que restauro de coragem e ousadia! Que presente para a comunidade!

            São tantas as exclamações pulsando com a emoção de saber que, se outrora fora destinado ao isolamento, agora, ao contrário, ressurgiu para a aproximação, para unir cultura e cidadania, provendo o seu entorno com a beleza de um casarão ativo na missão de transformar vidas!

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A VOZ DA SERRA revive o passado, vive o presente e aponta o futuro

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

O Caderno Z também foi todo amor! A arte de ser mãe é também uma encenação diária em que personagens formam um elenco de aprendizados, sem ensaios, sem plateia, recriando o dia a dia, numa profusão de cenas, onde o palco é a convivência. E Marcelo Gonzales, sensível ao belo, nos trouxe um caderno de encantamentos. Em “Matéria de Capa”, Gabriela Ribas, uma artista plena, se mostrou a mãe que poucos conhecem e relata: “Nunca dei conta de tudo...”. Em compensação, entende que o “nascimento dos filhos inaugura um desaprendizado inevitável e nada permanece como antes...”. Celina Sodré, diretora da Clínica de Artes, de São Pedro da Serra, reforçou a ideia: “Longe de provocar ruptura, a maternidade amplia sua percepção e fortalece sua identidade como artista...”.

Em “Personalidade”,  As Lumiarinas revelaram a “força feminina e identidade no forró de Nova Friburgo”. O trio, que não admite individualização, não nasceu em Lumiar, mas carrega o espírito leve, lumiarense. Parece que elas se “ilumiaram” para iluminar os caminhos por onde levam a sua alegria. Entre elas, o cuidado está em tudo: “com a história de cada uma, ao falar, na escolha do repertório, disciplina nos ensaios, com a estética, com o público e com o próprio grupo”. Na verdade, um conceito de quatro itens valendo até para a nossa vida diária. Sabrina Alvernaz “abriu” seu livro “Assistida” como quem abre a alma e expõe uma trajetória do “Lado Invisível da Maternidade”. Sua narrativa é um convite ao livro, que se “constrói a partir de um diário  atravessado por dois anos de tentativas de engravidar, sem garantia de desfecho...”. Uma obra de relevância atual.

Saindo do “Z” celebrando a nossa “mãe natureza”, nem todos os debates convergem para o “ser mãe”. Na reportagem de Laís Lima, existe ainda uma resistência fundamentada em alguns tabus, porque “nem toda mulher quer ser mãe”. Na verdade, é uma cobrança de que a “mulher nasceu para ser mãe”. Contudo, a não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível.

Como bem disse a psicóloga Claudia Saraiva, a mulher que rompe esse padrão “desafia expectativas que foram construídas culturalmente ao longo do tempo...”. A não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível. Numa outra vertente, emerge o formato “mães solo” que no Brasil chegam a quase oito milhões”. São outras demandas multiplicadas na atuação da mulher de “ser tudo ao mesmo tempo”.

Não há mesmo que seguir padrões. A maternidade pode ser para “mães de pet” que se assumem com a mesma responsabilidade peculiar ao desafio maternal. Isabella Garcia expandiu o tema desde o afeto e cuidados até “como se tornar uma mãe de pet”.

Em “Há 50 anos”, a manchete: “ Barbaridade: autorizado posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto”.  Em 1976, isso pareceu mesmo uma tragédia, pois, o noticiário destacou ainda: “A zona residencial será atingida. A poluição atingirá centenas de moradores... o sossego do local vai acabar...”. Ao contrário do que se temia, o posto de gasolina no final da Fernando Bizzotto (esquina com a Avenida Comte Bittencourt) tem sido de grande valia para a população friburguense e demais passantes que seguem, muitas vezes, para o norte do Estado do Rio de Janeiro, Brasil afora. Vamos, então, festejar o cinquentenário desse posto de gasolina!

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