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A Voz da Serra é referência de Nova Friburgo para o mundo

terça-feira, 04 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O mês de outubro passou batido e novembro chega com o Dia de Todos os Santos e o marcante Dia de Finados. Os antigos diziam: “se chover em finados, chove no Natal”. Às vezes até dá certo, já que essa época é mesmo das chuvas aqui na serra.

O mês de outubro passou batido e novembro chega com o Dia de Todos os Santos e o marcante Dia de Finados. Os antigos diziam: “se chover em finados, chove no Natal”. Às vezes até dá certo, já que essa época é mesmo das chuvas aqui na serra.

Que tal embarcarmos numa estação diferente, na companhia de um chargista? A charge é um modo de mandar recados, de dizer coisas sem elaborar um texto. É a tradução de acontecimentos em traços que reproduzem, com fidelidade, o que precisa ser anunciado. Para bom entendedor, os traços falam mais até do que as palavras. Está sempre “na cara” o que se quer transmitir. E Silvério, nosso desenhista do cotidiano, desta vez, nos guia até o casarão da Rua Augusto Spinelli. De antemão, quando o “querubim da fachada” pede socorro é porque, por dentro, a situação está ainda mais caótica. É um patrimônio tombado que o próprio tempo tomba, aos poucos. O imóvel, com quase 150 anos de sua construção, é parte fundamental da história de Nova Friburgo, pois, além de ter abrigado a Legião Brasileira de Assistência, foi sede de outras instituições de assistência social comunitária. Que haja bom senso suficiente para a sua preservação.

Todo cuidado é pouco quando se trata da preservação de imóveis que edificaram a memória afetiva da cidade e dos friburguenses. Em “Há 50 anos”, a exemplo, um dos proprietários do Cine Marabá desmentia que o espaço “estivesse sendo negociado”. Ah, o Marabá, com sua imponente fachada, quanta lembrança!    O mesmo assunto se deu com o Cinema Eldorado. A começar pelo lindo nome e a bela fachada cor-de-rosa que, também em 1975, era desconhecida “qualquer negociação” de sua sede. Contudo, não demorou muito e ficamos sem os dois representantes da sétima arte em nossa cidade. E foram anos “de escuridão”, porque o Cine São José em pouco tempo também se exauriu.

A palavra do momento é preservação, inclusive nos cuidados com a natureza e o nosso município tem 70% de Mata Atlântica. Não sem razão, Nova Friburgo é referência nacional na preservação por meio das RPPNS e foi escolhida para o lançamento do projeto-piloto. E quem representou o nosso município em Brasília, no evento que destinou 98 cotas para as propriedades friburguenses foi o ambientalista Bernardo Furrer.

Em “Rumo à COP30”, Isabela Braga ressalta: “no mesmo dia em que a Convenção-Quadros da ONU lançou o relatório síntese das 64 Contribuições Nacionalmente Determinadas, com a expectativa de que o dia fosse dedicado “à discussão da lacuna nas reduções de emissões”, no Rio de Janeiro “acontecia a operação policial mais letal na história do estado”. A preocupação, entre outras consequências, com o momento diplomático que a cidade do Rio vivenciará até o fim do ano. Alerta a bióloga e cientista climática: “A partir da segunda-feira, 3, essa mesma cidade será palco de, pelo menos, 53 eventos climáticos pré-COP”.

Enquanto isso, bem aqui pertinho, Lumiar terá sua primeira estação de tratamento de esgoto com capacidade de tratar 1,7 milhão de litros de dejetos por dia. São águas que deixarão de contaminar rios e córregos.

Em “Sociais”, dois ilustres fazem festa nesta quarta-feira, 5. O estimado e renomado médico cirurgião, doutor José Antônio Verbicário Carim, que terá um aniversário cheio de alegrias e congratulações, certamente, tamanha a sua rede de familiares, amigos e clientes. Outro contemplado com idade nova é o promotor de Justiça, doutor Hedel Nara Ramos Júnior, pessoa da mais alta sintonia com as energias cósmicas do bem e da paz. Felicitações a esses queridos aniversariantes! Saúde, felicidades.

Que notícia maravilhosa sobre a inauguração do primeiro Relógio Solar de Nova Friburgo. O equipamento foi desenvolvido pelo Instituto Politécnico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – Uerj e está instalado no gramado do Bloco C, no campus da universidade, na Vila Amélia. Pela foto estampada no jornal é mesmo um esplendor. Na minha infância, na Filó, no Clube Olifas havia um relógio de sol, onde a gente sabia exatamente a hora de sair da piscina. E a gente não perdia a hora. Sensacional! Parabéns!

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA é um fenômeno em cada edição

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vovó Mariana não tinha instrução escolar, mas tinha uma visão avançada para o seu tempo. Não conheceu o verbo reciclar, mas, da ourela das rendas que desfiava para a Fábrica de Filó, ela fazia lindas colchas. As latas de azeite, quando vazias, eram abertas e se transformavam em vasinhos para plantas. As latas de leite em pó viravam potes e, em algumas, meu tio Fernando colocava alças e tinham muita serventia. O leite não vinha em caixa; era comprado dos latões do leiteiro. Passava até o garrafeiro pegando as garrafas. O volume de lixo era mínimo.

Vovó Mariana não tinha instrução escolar, mas tinha uma visão avançada para o seu tempo. Não conheceu o verbo reciclar, mas, da ourela das rendas que desfiava para a Fábrica de Filó, ela fazia lindas colchas. As latas de azeite, quando vazias, eram abertas e se transformavam em vasinhos para plantas. As latas de leite em pó viravam potes e, em algumas, meu tio Fernando colocava alças e tinham muita serventia. O leite não vinha em caixa; era comprado dos latões do leiteiro. Passava até o garrafeiro pegando as garrafas. O volume de lixo era mínimo. Não havia parafernália eletrônica para descartar.

Entretanto, a inteligência humana se desenvolveu criando coisas e mais coisas. Computadores, celulares, notebooks, tablets, carregadores, TVs, coisas cada vez mais modernas, provocando desejos de consumo. A indústria produz, o comércio vende e nessa cadeia de produção, gera empregos, o capital circula. Porém, tudo tem um preço e pagamos com a preocupação do acúmulo de lixo. Então, precisamos de cabeças pensantes como a do jovem Eric Fernandes que, aos 17 anos, desenvolveu nas salas de aula e laboratório de UFF, campus Nova Friburgo, um projeto, o Reciclotron, premiado, inclusive, no Internacional Gren Gown Awards 2025. O objetivo do projeto é “fomentar a reciclagem e estimular atitudes sustentáveis para a proteção do meio ambiente”.

A iniciativa é “transformar descarte em oportunidade, unindo sustentabilidade e inclusão digital”, conforme destacou o professor Claudio Fernandes, da Universidade Federal Fluminense. Aliás, há outros fatores que influenciam para que os projetos tenham êxito total, como falta de políticas públicas e engajamento da sociedade:

“A engenharia, por si só, não dá conta se não houver um ambiente favorável à inovação social e à valorização do resíduo”.

Ana Moreira, professora e coordenadora do projeto de extensão da Uerj sobre educação ambiental, alerta sobre a urgência de um plano moderno para resíduos sólidos, diante da nossa vocação turística e ambiental:

“A indefinição sobre o destino final dos resíduos representa não apenas um descumprimento legal, mas uma oportunidade perdida de se posicionar como referência regional em sustentabilidade”.

Somos um país de dimensão continental, de regiões diversificadas e “Rumo à COP30”. Isabela Braga, bióloga e cientista climática tem nos trazido informações sobre o evento em Belém. Em “Fósseis na Foz contra as vozes da Amazônia”, a cientista ressalta “a realidade de uma região que oscila entre a necessidade de manter a floresta preservada para que a humanidade continue a prosperar e a realidade de vê-la ser destruída por interesses de ganho de capital de curto prazo”. E ainda: “os lucros escapam da região e seus habitantes costumam viver com a ausência de serviços básicos...”. São extremos de um “gigante” de quinhentos e poucos anos de idade. Um jovem aprendiz.

Surge uma luz no fim das dívidas de quem está em atraso com suas contas de energia elétrica.  A concessionária Energisa Minas Rio lançou campanha que oferece negociação com até 80% de desconto. As facilidades de pagamento são animadoras. Por Pix, cartão de débito ou crédito, à vista ou parcelado, sem precisar sair de casa. É hora de acender as luzes da esperança de sair da inadimplência. Outra facilidade é oferecida pelo INSS que vai exigir biometria de aposentados e pensionistas, a partir de novembro, visando garantir a continuidade do benefício e a segurança do sistema. O cadastro pode ser feito presencialmente ou pelo celular.

E 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Os festejos estão a todo vapor. Em São Pedro da Serra foi inaugurada a Biblioteca Comunitária que passará a funcionar a partir de 04 de novembro. Meu amigo Laerte Vargas, da livraria Tangolomango, na Galeria União, tem verdadeiros projetos de incentivo ao amor pelos livros, com roda de leitura infantil e muita programação para crianças e familiares. As amigas Rosangela Buarque, Luísa Machado e Scheila Santiago plantaram “A árvore que dá livros” e o plantio está cada vez mais viçoso. É evidente, pois uma árvore que dá livros só pode dar bons frutos!

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A VOZ DA SERRA entende o nosso idioma e sabe falar a língua do povo

terça-feira, 21 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O tema do Caderno Z, novamente vem lembrar fatos da minha infância. É que meus pais gostavam de escrever cartas enigmáticas – poucas palavras, muitos desenhos e sinais. Era divertido. Eu e meu irmão tentávamos decifrar os códigos. No cabeçalho era fácil, pois começava com o desenho de um rosto feminino, seguido por uma flor: “Cara Rosa”. Era uma prática excelente para o raciocínio, pois despertava a nossa vivacidade. A simplificação dos modos de comunicar sempre foi uma possibilidade inventiva dentro da língua portuguesa.

O tema do Caderno Z, novamente vem lembrar fatos da minha infância. É que meus pais gostavam de escrever cartas enigmáticas – poucas palavras, muitos desenhos e sinais. Era divertido. Eu e meu irmão tentávamos decifrar os códigos. No cabeçalho era fácil, pois começava com o desenho de um rosto feminino, seguido por uma flor: “Cara Rosa”. Era uma prática excelente para o raciocínio, pois despertava a nossa vivacidade. A simplificação dos modos de comunicar sempre foi uma possibilidade inventiva dentro da língua portuguesa. Sinais, gírias e gestos têm sido recursos que transmitem muito do que se quer dizer. Basta apenas uma breve leitura social dos tempos e lugares.

Com a expansão da Internet, as redes sociais estão no topo da inteiração entre pessoas, distâncias e culturas. “A língua portuguesa é utilizada, impulsionando mudanças notáveis em diversos aspectos linguísticos”. Na rapidez dos tempos líquidos de Baumann, há que se apressar para dizer coisas e reduzir mensagens é imperativo para quem quer ser entendido. Um “rsrsrsrs” é sinal de que acharam graça do que foi postado e isso basta para, muitas vezes, “viralizar” a postagem. Abreviaturas são necessárias para “q” “vcs” “tbm” entendam que a pressa já pode ser amiga da perfeição, “pq” “td” muda num piscar dos olhos. Inclusive, “oq” vem por aí com a IA, ninguém pode imaginar.

“A língua portuguesa é, sem dúvida, um dos principais pilares da identidade nacional”. É a teia onde nos embaraçamos para buscar seus recursos. Na literatura, na poesia, na música, por exemplo, ela se manifesta de forma elástica e se deixa expandir com toda a sua figuração. Não há composição, prosa, poema que não se enriqueça com sua disposição gramatical. Jamais se perde uma ideia, quando conhecemos seus artifícios.

Além do mais, é uma língua muito sociável e se dá bem com os estrangeirismos infiltrados em suas entranhas. Somos um país de várias nações, aberto ao sentimento pátrio de cada imigrante e gostamos de aprender com eles as novas formas de expressão. O Brasil tem uma variedade incrível de regionalismos, cada qual com suas influências, seja nos sotaques ou na utilização das palavras. Conforme destacou Rachel Ventura Rabello - “se a gente parar para estudar etimologia, logo perceberá que não existe língua ‘pura’, porque a história das línguas se confunde com a história de cada povo”. As novas gerações convivem com a pluralidade  do idioma brasileiro, mais livre, mais solto, mais flexível. Contudo, que não se perca os seus fundamentos e a sua riqueza vocabular.

Em “Sociais”, dois ilustres festejaram idade nova no dia 15: o advogado Lucas Barros, que assina a coluna Além das Montanhas, em A VOZ DA SERRA, e Eduardo Jácome, nosso leitor assíduo.  No dia 18, um sábado festivo para comemorar o aniversário de Maria de Lourdes, filha do querido casal Layse e Gildásio Coutinho. Parabéns!

Outubro tem datas relevantes como o Outubro Rosa e outras mais, e reserva o dia 20 para ser o Dia Mundial de Combate ao Bullying. A civilização é um processo esquisito, pois avança de um lado e atrasa do outro. É espantoso que ainda tenhamos de alertar sobre práticas de violência verbal, psicológica e física, sofrida por crianças e jovens, em especial, nas escolas. Em Nova Friburgo, os profissionais da educação estão atentos ao fato e promovem programas de conscientização e diálogos abertos sobre a importância da responsabilidade e respeito às diferenças. Igualdade é abraçar a diferença!

Em “Esportes”. Vinicius Gastin nos traz uma boa nova de valor: “No Mundial de Ginástica Artística, em Jacarta, na Indonésia, o Brasil está participando com nove atletas e desses, oito contam com o Programa Bolsa Atleta, do governo brasileiro. A maioria está na categoria Bolsa Pódio, destinada a esportistas de alto rendimento em competições internacionais. O torneio vai até o dia 25 de outubro. Parabéns! Vamos torcer, pessoal!

De olho na atualidade, a charge de Silvério alerta sobre os perigos do metanol. O filtro de barro está em alta com água purinha. Contudo, os bares da cidade trocam as destiladas por cerveja. Beba com segurança. Para bom entendedor, meia palavra basta!  

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A VOZ DA SERRA também tem a missão de educar

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         Vovó Mariana dizia: “Educação é em casa; instrução é na escola!”. Nascida em 1903, vovó, que nem sabia ler, sabia coisas do arco da velha e entendia que a criança tinha que aprender, na família, a educação, ou seja: ser gentil, ter bons modos, respeitar os mais velhos, fazer bem as lições e, acima de tudo, prestar atenção em tudo o que os professores ensinam. Num conceito mais amplo, hoje a educação abrange tantas áreas que os verbos “educar” e “instruir” se conjugam em todos os modos, tempos e lugares. Como diz a gíria: “tudo junto e misturado”.

         O Caderno Z, ciente de seu papel, também educador, nos trouxe o tema Educação, realçando: “Para a maioria das crianças, a escola é a porta de entrada para o mundo, além da própria casa”. O ambiente escolar da atualidade oferece vertentes educacionais variadas, como explica a educadora Claudia Costin: “Não educamos a criança só para ela saber tabuada, ler e escrever. Educamos, em parceria com as famílias, como ela vai se conectar em sociedade”. A criança é resultado dos bons exemplos.

         Para Priscila Cruz, especialista em Educação Pública, “a infância é a explosão das conexões cerebrais e conexão que não é formada ou que você não usa, desaparece”. O cérebro precisa de estímulos para que essas conexões sejam aproveitadas, caso contrário, ele as dispensa. Então, acrescenta Priscila: “criança precisa brincar, quebrar o dedo, se ralar, se machucar...”. (Lembrei de meu irmão, mestre em quebrar o braço no campinho de futebol).

         A Escola Pontinha de Sol amplia seus trabalhos com a implantação do Ensino Médio e destaca - “o aprender a fazer, pesquisar, construir hipóteses, experimentar a vida através de várias ferramentas pedagógicas”. O tempo é de inovação, de adaptação e o Colégio Serrano e o Educandário Serrano deram um salto ainda mais positivo em sua proposta educacional implantando na grade curricular a “disciplina de educação financeira”. Isso há de ser muito produtivo, inclusive para orientação dos filhos em relação aos familiares. Aprendendo mais cedo, mais chances de cautela financeira.

         Vem bem a calhar esse aprendizado financeiro, pois, no Brasil, a “inadimplência atinge o maior patamar da série histórica iniciada em 2010”. O pior não é só ter dívidas, pois há endividados “sem condições de pagar dívidas em atraso”. Outro dado da pesquisa informa que “aquelas de menor renda estão mais endividadas e as de maior renda, em crescente inadimplência”. Minha amiga Fausta Sidoni sempre diz: “Mais importante do que ganhar, é saber gastar”. Esse é o saber que a gente precisa saber! Aliás, a charge de Silvério descreve em seu desenho a preocupação de quem vai dormir com a cabeça em suas dívidas. É justamente a hora em que o sonho pode virar pesadelo.

         Ainda sobre educação, o Ensino Médio também passou por mudanças no currículo neste ano. As novas regras que passaram por adaptações neste ano, a partir de 2026 serão obrigatórias. Ao currículo de base foram acrescentadas matérias sobre empreendedorismo, robótica, questões voltadas para o meio ambiente, matemática do cotidiano, educação financeira, tudo interligado com áreas de conhecimento. Ninguém entre em pânico, pois nas provas do Enem de 2025 não serão cobrados esses temas, ficando a cobrança para 2028. “As novas diretrizes” estão voltadas para que “os estudantes tenham acesso a projetos, oficinas e atividades interdisciplinares que favoreçam a ampliação do repertório acadêmico e profissional”.  Que beleza!

         Salve o Dia das Crianças! A data passou a ser muito festiva para a criançada por conta do feriado nacional do Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Embora o feriado seja mais recente, a santa foi proclamada como padroeira em 1930. A data ganhou mais um santo – Dia de São Carlo Acutis. Sua canonização ocorreu no dia 07 de setembro, pelo Papa Leão XIV. O jovem Carlo, nascido na Itália e falecido em 2006, aos 15 anos de idade, mereceu a santidade por sua curta existência plena de espiritualidade e resignação. Que São Carlo seja o santo “influenciador” da juventude, revigorando a mensagem de que só o amor e a fraternidade podem edificar o novo mundo de paz!

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A VOZ DA SERRA é um livro de conhecimentos que se abre diariamente

terça-feira, 07 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Outubro começa muito bem, festejando em seu primeiro dia, o Dia do Idoso. Outras datas virão e bem próximo, o Dia da Criança. Dois extremos da vida que merecem destaque no calendário vigente. Se uma fase começa com fraldas e talquinhos, a outra pode precisar das duas também. E o tema do Caderno Z veio dar ênfase aos idosos buscando ressaltar pontos que podem tornar a terceira idade na idade certa para “aproveitar” a vida.

Outubro começa muito bem, festejando em seu primeiro dia, o Dia do Idoso. Outras datas virão e bem próximo, o Dia da Criança. Dois extremos da vida que merecem destaque no calendário vigente. Se uma fase começa com fraldas e talquinhos, a outra pode precisar das duas também. E o tema do Caderno Z veio dar ênfase aos idosos buscando ressaltar pontos que podem tornar a terceira idade na idade certa para “aproveitar” a vida.

Para Tanto, “o segredo da longevidade está na força e na memória”. Na pesquisa realizada pela empresa Vhita, para 85% dos entrevistados as demandas mais importantes são o autocuidado, incluindo “receios, expectativas e boas práticas”. Há preocupações em “não perder o foco, memória ou clareza mental seja em decorrência de doenças ou limitações naturais da idade”. O que se espera “é ser capaz de cuidar de si”.

“Velho, mas não morto”, como destacou Hendrik Groen que se inspirou no cotidiano de um asilo, com as rabugices dos velhos, para escrever o livro “Tentativas de Fazer Algo da Vida”. Não que o livro não trate das mazelas do envelhecimento, mas é uma visão “mordaz, bem-humorada, sensível”. Uma excelente leitura até para quem pensa que não vai envelhecer.

Mas e a sexualidade? Como é que ficam as novas formas de relacionamento? Sabemos que há uma “visão limitada em relação à sexualidade e à velhice”, se “essa fase da vida se apresenta como um período de assexualidade e de renúncias...”. No entanto, “o amor é uma fonte de vínculos entre humanos e, na velhice, gostar e amar alguém faz toda a diferença”. “Deixa acontecer naturalmente”... 

Deixando o Caderno Z com um café na ponta da língua, até porque 1º de outubro também é o Dia Internacional do Café, vamos procurar entender o que se passa no outro lado das margens do caminho da velhice, pois “casos de ansiedade entre adolescentes já superam índices de adultos no Brasil”. E me lembrei de uma canção: “O que será que será que dá dentro da gente e não devia...”. Assim como a velhice, a “adolescência é marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais”. Cabe um “olhar com atenção e sem julgamento. Quanto antes identificar o problema, mas fácil “as chances de recuperação e qualidade de vida” para os jovens.

Em que pé anda a situação do sono dos brasileiros? Ana Borges elucidou o assunto. “Se uma pessoa não muda o foco e costuma ir para a cama com a cabeça nas pendências do dia seguinte” é certo que o sono vai ser prejudicado. Quando isso se torna uma constante, o cuidado médico é muito importante. Consumo de café, jogos e atividades excitantes, excesso de telas, alimentação pesada são alguns hábitos que precisam de disciplina. É preciso se preparar para dormir. Desacelerar. “Escurecer os ambientes deixando luz indireta e trocar as telas por um livro, duas horas antes de adormecer”, são procedimentos que podem ajudar. Papai, quando eu era criança, dizia: “vamos contar carneirinhos para dormir”. Confesso que eu não passava de dez.

Em ”Sociais”, dou de cara comigo! Olha eu sendo homenageada pela gentileza dos meus queridos e queridas de A VOZ DA SERRA. Fiquei mesmo surpresa e emocionada. Meu dia 7 de outubro ficou, além de muito mais visível, compartilhado com tanta gente amiga que as energias cósmicas se derramam, revigorando os meus sonhos. É o meu momento também de agradecer o prestígio de assinar uma coluna no Jornal.

Bom saber sobre o Programa Riograndina Resiliente com “garantias de soluções que reflitam as reais necessidades do distrito”. Outra notícia memorável é a abertura das portas do Sanatório Naval de Nova Friburgo à sociedade. Esse grande feito é uma parceria entre a Acianf e o Abrigo do Marinheiro. Esse “abrir portas”, gradual, acima de tudo, abre janelas para que nos seja possível apreciar o encantamento que permeia o Sanatório, sua natureza e todo o simbolismo que perpassa a sua mais do que centenária história no coração de Nova Friburgo. É realmente um marco triunfal. Uma esperança há muito cultivada em terras friburguenses, que agora começa a florescer para a nossa colheita. 

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A VOZ DA SERRA é informação, saúde, cultura, lazer e muito mais

terça-feira, 30 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Não sei como fui me lembrar de um fato. Eu tinha uns doze anos, morava na Filó e brincando com meu irmão na varanda da nossa casa, levei um tombo, quebrei o braço. Era véspera de Natal e o médico no plantão da clínica ortopédica engessou meu braço. E permaneci com o tal gesso durante dois meses, indo tirá-lo no fim de fevereiro e depois do carnaval. Quando o enfermeiro cortou o gesso, eu não sentia meu braço. Chorei, pois estava totalmente sem força braçal. Que sensação horrível. Fui liberada sem qualquer orientação para “exercitar” corretamente o braço.

        Não sei como fui me lembrar de um fato. Eu tinha uns doze anos, morava na Filó e brincando com meu irmão na varanda da nossa casa, levei um tombo, quebrei o braço. Era véspera de Natal e o médico no plantão da clínica ortopédica engessou meu braço. E permaneci com o tal gesso durante dois meses, indo tirá-lo no fim de fevereiro e depois do carnaval. Quando o enfermeiro cortou o gesso, eu não sentia meu braço. Chorei, pois estava totalmente sem força braçal. Que sensação horrível. Fui liberada sem qualquer orientação para “exercitar” corretamente o braço. Ninguém falava em fisioterapia. Em Pilates? Nem pensar. Tive que me restabelecer na marra.

        Mas o que é Pilates? O Caderno Z veio nos explicar pontos importantes dessa prática que tem suas raízes na Primeira Guerra Mundial, criada pelo alemão Joseph Pilates que usou as técnicas dos exercícios para tratar os internados em campos de prisioneiros. Os resultados foram obtidos usando elementos de artes marciais, ioga, ginástica e dança. Contudo, com o passar dos tempos, o método foi se modernizando, se diversificando, dando origem a diferentes tipos como o pilates clássico, o contemporâneo e o solo. Germana Mussi, diretora do Espaço Pilates destaca: “A consciência corporal que uma pessoa ganha com o Pilates vai deixá-la em ótimas condições para se sair bem em qualquer outra modalidade física ou esportiva”. Germana explica: “É a mente que esculpe o corpo... Para ganhar força, flexibilidade e mobilidade tem que aprender a fazer direito... o corpo saudável vai muito além da estética, tem que ser funcional... força não pode trazer rigidez”. O Pilates se populariza e já é a segunda atividade física mais praticada no Brasil”...  É a “conexão Pilates, mente e corpo” e traz benefícios até para pessoas com Alzheimer”. Voltando ao pensamento de Joseph Pilates: “O apogeu da vida deve ser em 70 anos e a idade avançada não antes dos 100 anos”. Que beleza de perspectiva!

        Se viver saudável é a busca dos seres humanos, morrer sendo um doador de órgãos pode ser também um grande mérito. Dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e o Ministério da Saúde lança programa para valorizar equipes hospitalares e ampliar número de doadores. O maior desafio é a conscientização das famílias sobre a importância da doação. Para se tornar um doador basta manifestar sua vontade em vida e comunicar o fato aos familiares para que a escolha seja respeitada.

        Em “Sociais”, em destaque o casal Roosevelt e Adnea completando 57 anos de casamento. A VOZ DA SERRA tem sido o arauto das celebrações do querido casal, ano a ano, divulgando a duradoura união. Agora festejando “Bodas de Lápis-Lazúli”, que é uma pedra preciosa simbolizando a clareza mental, a força, a vitalidade e a profundidade do amor que se desenvolve ao longo de uma união. Parabéns, queridos. Que possamos festejar muitos e muitos momentos desse casal que expressa juventude e amor.

        Que beleza também é o Encontro da Família Erthal em Bom Jardim. São 45 anos que a família se reúne numa grandiosa festa de confraternização, reverenciando, merecidamente a memória do patriarca, o imigrante alemão Johann Erthal que chegou ao Rio de Janeiro em 1826 para atuar como ferreiro nos batalhões do então imperador Dom Pedro I. Outra homenagem também ao familiar José Erthal, em memória. Aplausos!

        “Independência, escolhas e novos rumos sociais” – este é o “avanço da mulher solteira”. Está mais do que provado que “ser solteira, sem filhos deixou de ser sinônimo de fracasso”. Isso passou a ser “uma escolha consciente e empoderada”. Liberdade e não dar satisfação do que faz estão no topo dos anseios das novas mulheres. O mais importante em toda essa mudança é buscar felicidade.  Sendo assim, sempre vai valer a pena.

        A União de Moradores do Parque Dom João VI deu provas de que a união faz a força. Trata-se do empenho comunitário dos seus moradores na sinalização do bairro. O antigo sonho virou realidade e tem até placa de “boas-vindas”. Sua população, formada por 1.116 habitantes partilha a máxima: Nova Friburgo. Eu amo. Eu cuido! Parabéns!

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A VOZ DA SERRA, antes de tudo, é um marco na imprensa friburguense

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        O Caderno Z não deixa passar algumas datas que representam eventos importantes na história do Brasil e até no mundo. O Dia da Árvore, 21 de setembro, lembrou minha infância, na escolinha da Filó, onde dona Neuza adorava nos levar para um piquenique e o lanche era sempre à sombra de uma das frondosas árvores do Vale dos Pinheiros. Não era somente lanchar e brincar. Era uma ocasião para saudar os arvoredos e aprender sobre a importância de sua preservação. Hoje ainda lutamos “por mais educação ambiental”.

        O Caderno Z não deixa passar algumas datas que representam eventos importantes na história do Brasil e até no mundo. O Dia da Árvore, 21 de setembro, lembrou minha infância, na escolinha da Filó, onde dona Neuza adorava nos levar para um piquenique e o lanche era sempre à sombra de uma das frondosas árvores do Vale dos Pinheiros. Não era somente lanchar e brincar. Era uma ocasião para saudar os arvoredos e aprender sobre a importância de sua preservação. Hoje ainda lutamos “por mais educação ambiental”. O desmatamento desenfreado na civilização moderna contribui para a redução de áreas verdes, o que provoca a diminuição da qualidade de vida, tanto da natureza, quanto na vida das populações. A conscientização precisa ser transformada em ações.

        “Ensinar as crianças desde cedo”, pois nada melhor do que as cabecinhas frescas dos pequenos que possuem grande interesse em assuntos ambientais – flores, bichinhos, árvores, florestas e tudo o mais que vai formando a sua consciência de mundo. Neste fim de semana, indo de ônibus para São Pedro da Serra, eu comecei a ouvir as conversas de uma vovó com seu netinho. O menino parecia um ponto de interrogação falante, querendo saber a razão das coisas, das estradas, das árvores, das flores. Ele queria, inclusive, achar a seriema. Observei que a vovó a tudo respondia com prazer e sabedorias. No meio do trajeto, não me aguentei e elogiei a criança com seu vasto vocabulário, que sabe o que é um alto-falante, que sabe até que o motorista é o único que não pode dormir no ônibus. Conheci, então, o Tom, de apenas três anos de idade, e a sua vovó, Miriam Bustamante, que é assinante de A VOZ DA SERRA e lê as surpresas de viagem. Fiquei encantada.

A EcoModas também rendeu homenagens ao Dia da Árvore com oficina sustentável tendo a participação do público com reuso de garrafas plásticas, estimulando o descarte consciente. A sede da empresa, no alto do teleférico, por si só é um convite aos cuidados com o meio ambiente. Além das ações inovadoras, o local reflete uma criatividade com peças e mobiliários de ecodesign e uma loja de produtos ecológicos. Tem até trovas e frases temáticas no entorno. Parabéns! E viva a primavera!

        Falando em natureza, o equinócio de primavera é sempre bem-vindo, pois nos traz a renovação com dias começando mais cedo e tardes claras se estendendo até 18 horas. Contudo, não somente a natureza se beneficia com a nova estação, pois a “ciência moderna aponta que a primavera pode influenciar a fertilidade humana”. A nutricionista Ana Luísa Rocha nos trouxe essa informação, destacando que devemos cultivar a “primavera interna”, indo além das funções naturais: “mais do que um simples brotar das flores, é o período em que o corpo humano também encontra condições ideais para se renovar, gerar vida e abrir caminho para novos começos”.

        Em “Sociais”, em 20 de setembro festejamos o aniversário da Laís Lima, a estagiária que temos visto no jornal, promovendo matérias, sob a supervisão do super Henrique Amorim. É uma oportunidade de felicitá-la também pelas brilhantes pautas. Felicidades! Vivas também para Yara Baptista aniversariante do dia 22, colhendo mais uma primavera na primavera de 2025.  Outra data relevante, 21 de setembro – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, ou seja “Setembro Verde”. A data, além de promover campanhas e eventos, chama a atenção da sociedade para “os desafios diários ainda enfrentados por milhões de brasileiros”. É preciso difundir essa luta com ações que promovam a “cidadania plena”. Essa cidadania é um dos objetivos do projeto “Defensor Mirim” em escolas municipais, preparando as crianças, desde cedo, para atuarem “de forma consciente diante de situações adversas”. – “São os pequenos multiplicadores do conhecimento”.

        Assim como o Tom, que aos três anos de idade sabe que o motorista não pode dormir ao volante, que todas as crianças tenham a oportunidade de aprender a conduzir o “volante” da responsabilidade social para a edificação de uma vida melhor, mais segura, em especial, diante das adversidades. Avante, defensores!

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A VOZ DA SERRA é a certeza de uma comunicação coerente, imparcial

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Costumava-se dizer, ou melhor, eu ouvia em minha infância que tudo o que criava vínculo era “uma cachaça”.  Conversar com alguém, usar determinada roupa, frequentar algum lugar, tudo, enfim, que se fazia em repetidas vezes, era apelidado de cachaça. Sinal de que essa bebida, totalmente brasileira, sempre esteve no topo das preferências do nosso país. E volta e meia, ela reaparece no Caderno Z, com mais e mais novidades.

Costumava-se dizer, ou melhor, eu ouvia em minha infância que tudo o que criava vínculo era “uma cachaça”.  Conversar com alguém, usar determinada roupa, frequentar algum lugar, tudo, enfim, que se fazia em repetidas vezes, era apelidado de cachaça. Sinal de que essa bebida, totalmente brasileira, sempre esteve no topo das preferências do nosso país. E volta e meia, ela reaparece no Caderno Z, com mais e mais novidades. A “Da Quinta”, nossa vizinha do município do Carmo, já completou 100 anos em 2023, é detentora de vários títulos, com alto padrão de qualidade e sua fama percorre o mundo.

A “pinga” marcou um período em que era usada como mercadoria para escambo, valendo como moeda nas trocas por escravos. Esse passado conturbado deu alicerce para a evolução de marcas e o produto, outrora difundido nas classes menos favorecidas, passou a ser bem-vindo nas altas sociedades. Interessante é que a cachaça surgiu “como consequência do melaço produzido no engenho”. O nome ‘pinga’ passou a ser utilizado porque “a fervura do caldo produzia um vapor que se condensava no teto e gotejava”.

Mas não é somente como bebida que a cachaça ganhou destaque no Brasil. A culinária brasileira fez da aguardente uma aliada na gastronomia nacional, tanto nos pratos salgados quanto nas sobremesas. Nas marinadas, tornando-se uma grande aliada para flambar carnes e frutas. Molhos e caldas em pratos sofisticados e na massa de pastel seu uso dá crocância e leveza após a fritura. Além do mais, a cachaça harmoniza com queijos, adaptando-se muito bem numa receita bem brasileira de fondue. Vale experimentar, quem sabe, criar combinações e encantar os convidados.

Quem pensou que o frio estava indo embora, se enganou. Previsto para o fim de semana, a charge de Silvério veio bem agasalhada, de gorro, cachecol e pulôver. O tempo passa, a tecnologia avança, a medicina dá passos largos na cura de doenças, o comércio exibe vitrines maravilhosas, tudo poderia fluir para um mundo novo e melhor. Contudo, há coisas que atravancam a paz que é tão cobiçada. A exemplo, ainda precisamos de projetos que gerem leis de proteção a menores de idade a serem “proibidos de participar de eventos com nudez ou apologia ao crime”. E como se não bastasse, menores expostos a uma sexualidade precoce, vítimas de violência sexual, com a criação de demais legislações ressaltando que “nenhuma liberdade artística ou cultural pode se sobrepor à proteção integral e prioritária da infância...”.

Há indivíduos que perderam a capacidade do bom senso, do caráter, da educação e assim criamos leis para determinar comportamentos que devem ser óbvios e exercidos naturalmente. Da mesma forma, “mulheres vítimas de violência ganham isenção de taxas em concursos”, no Estado do Rio de Janeiro, em concursos públicos. Bonita lei sancionada pelo governador Cláudio Castro. Lei que, inclusive, insere a mulher vitimada na busca de oportunidades de refazer a vida. Mas, como ou quando deixaremos de ter que criar leis para reparar os males causados pela violência? Perdemos a liberdade enquanto a violência se expande. Falta algo mais no combate ao crime, que eu nem sei o que é, mas sei que deve existir.

“Felicidade no trabalho exige mais do que benefícios superficiais” – A manchete lança uma reflexão sobre o que é ser feliz no trabalho. “Não se trata de estar feliz todos os dias, mas de saber que há um sentido por trás da rotina”. Na psicologia organizacional são três os fatores para o bem-estar no trabalho: “propósito, pertencimento e progresso”. “Propósito é a relevância no que faz. Pertencimento é a ligação a uma equipe em que há respeito e cooperação. E progresso é aprender, evoluir e ser reconhecido, inclusive, financeiramente”. Que os patrões leiam a matéria e os funcionários colaborem!

Nada mais louvável do que festejar os 80 anos do Colégio Cêfel / IGP. São oito décadas dedicadas ao fortalecimento da educação em Nova Friburgo. Merecida homenagem também à diretora Regina Schlupp, uma estrela que reflete o brilho de sua alma, espargindo a luz do conhecimento no processo educacional da cidade. Parabéns!...  

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A VOZ DA SERRA tem o dom de se fazer presente em nosso dia a dia

terça-feira, 09 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z não é psiquiatria, mas tem o dom de ir fundo para tratar assuntos que afligem a sociedade humana. O “Setembro Amarelo”, o mês que trata a prevenção ao suicídio, é o tema escolhido para abrir o nono mês do calendário. É a época que antecede a primavera, dos dias crescendo e da renovação da natureza. A sabiá canta incessantemente e os horizontes se abrem mostrando o quanto a vida é bela. E quanta gente pode estar triste, sentindo que a vida perdeu o sentido.

O Caderno Z não é psiquiatria, mas tem o dom de ir fundo para tratar assuntos que afligem a sociedade humana. O “Setembro Amarelo”, o mês que trata a prevenção ao suicídio, é o tema escolhido para abrir o nono mês do calendário. É a época que antecede a primavera, dos dias crescendo e da renovação da natureza. A sabiá canta incessantemente e os horizontes se abrem mostrando o quanto a vida é bela. E quanta gente pode estar triste, sentindo que a vida perdeu o sentido. Por essa razão, foi criado nos EUA, desde 2003, a campanha “Yellow Ribbon” e o dia 10 de setembro passou a ser dedicado à conscientização e promoção de ações em todo o mundo para evitar suicídios.

Os “sobreviventes de si mesmos” contam suas experiências e mostram o quanto vale a pena vencer, principalmente porque essas vitórias se transformam em ações e até movimentos em prol da valorização da vida. O professor Rogério Christofoletti esclarece:

“O suicídio é um tema delicado para as sociedades. Por anos, notícias desse tipo foram engavetadas na mídia com medo de que contagiassem outras pessoas. Não foi uma boa política, pois esconder ou ignorar não ajuda a resolver o problema”.  

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma entidade que oferece serviço voluntário de apoio emocional e tem ajudado muita gente a se aprumar emocionalmente. Vencer a “sensação de fardo” e tantos males que afetam a mente é uma batalha que requer ajuda de profissionais de saúde e que, certamente, pode ajudar indivíduos a saírem da beira do abismo. Relacionamentos saudáveis, comunicação aberta, pedir ajuda, praticar a autoconsciência e a autocompaixão, bem como procurar desenvolver atividades que despertem o interesse pessoal são alguns aconselhamentos para preencher vazios que podem trazer uma “sensação devastadora”. Buscar ajuda, desabafar são métodos fundamentais para mudar o rumo de escolhas drásticas para findar uma vida. Há sempre esperança atrás de uma porta que supomos ter sido fechada. Sempre há uma luz acesa!

A luz pode estar acesa em nós, mas nem a percebemos quando estamos passando por maus momentos. Em “Sociais”, três valetes aniversariando. No dia 8, Eloir Perdigão, nosso querido que por muitos anos integrou os quadros de A VOZ DA SERRA. No dia 10, Júlio Celles Cordeiro, que já tive o prazer de conhecer pessoalmente, o que muito me honrou. Ainda no dia 10, Roosevelt Concy. Esses queridos fazem parte da sociedade friburguense, pessoas da mais alta relevância para o bem de Nova Friburgo.

Em “Há 50 Anos”, a Câmara Municipal aprovava, por unanimidade, dar o nome de Américo Ventura Filho a uma rua da cidade. Ao referendar o projeto do vereador Geraldo Pinheiro, o vereador Benício Valadares, afirmou: “Américo Ventura Filho era uma inteligência, uma figura humana cheia de expressão, cuja memória está sendo agora, mais do que nunca, reconhecida e amada”. Em 1975, bem se vê que a inteligência era natural em determinadas pessoas; nada artificial, certamente.

Falando nisso, a medicina já teme os efeitos da inteligência artificial nas habilidades médicas de seus profissionais. Isso nem é de espantar. Mal comparando, quando surgiu a maquininha de calcular muita gente deixou de saber tabuada na ponta da língua. Sinal dos tempos.

Cuidar dos pensamentos também é fonte de vida e Ana Borges nos trouxe uma reportagem pra lá de oportuna neste setembro amarelo. “Sua mente influencia o cérebro que pode ser treinado para estimular pensamento positivo”. Nesta afirmação temos a certeza de que o pensamento é energia que pode e deve ser usada para nos beneficiar e, consequentemente, melhorar os ambientes onde estivermos colocados. A matéria é tão linda que devemos deixá-la na parede do quarto. Que seja como recomendado, os primeiros minutos em nosso despertar, o momento de comunhão com “aquela grandeza do eu”, sentida no coração, que nos leve ao estado de gratidão, como "valorizar coisas simples que nos fazem felizes...".

Rever o dia também, ao se deitar, e buscar coisas boas acontecidas. Nos mais simples acontecimentos, a gente sempre tem o que agradecer!

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A VOZ DA SERRA é conhecimento abrangente da mais alta qualidade

terça-feira, 02 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Como de costume, o Caderno Z me trouxe boas lembranças da nossa casa de infância, onde tudo o que se sabia do mundo vinha do rádio, dos jornais, das revistas e dos livros. Nem tinha TV ainda em casa. Papai e mamãe eram dois estudiosos, autodidatas e passavam, adiante, esse gosto pelo estudo. Eu e meu irmão adorávamos nosso ambiente de “janelas para o mundo”. Papai era o rei das novidades e amava os mapas. Era assim o nosso Google: um enorme mapa-múndi sobre a mesa e tínhamos o mundo nas mãos. Os oceanos, continentes, países, tudo nos era fácil de aprender, prazeroso, inclusive.

        Como de costume, o Caderno Z me trouxe boas lembranças da nossa casa de infância, onde tudo o que se sabia do mundo vinha do rádio, dos jornais, das revistas e dos livros. Nem tinha TV ainda em casa. Papai e mamãe eram dois estudiosos, autodidatas e passavam, adiante, esse gosto pelo estudo. Eu e meu irmão adorávamos nosso ambiente de “janelas para o mundo”. Papai era o rei das novidades e amava os mapas. Era assim o nosso Google: um enorme mapa-múndi sobre a mesa e tínhamos o mundo nas mãos. Os oceanos, continentes, países, tudo nos era fácil de aprender, prazeroso, inclusive.

        E é exatamente isso que a jornalista, Maria Prata, está tentando fazer para tornar o mundo de suas filhas mais real, mais empolgante do que o mundo virtual. A comunicadora voltou a ler jornal impresso e, durante a leitura, as filhas se interessam em saber a razão das notícias, das fotos, perguntam, opinam e tudo fica mais intenso, porque é uma interação instantânea, presencial. E Maria Prata pergunta: “Você assina jornal digital ou impresso?”.

        De minha parte, recebo o Jornal A VOZ DA SERRA, impresso, todos os dias, na caixinha de correio, em meu portão. Sou suspeita, mas adoro esse jornal impresso. Gosto do cheiro de folha nova, gosto de revirar as páginas, de ler aqui e acolá, e até de trás pra frente. Na verdade, é companhia, ao vivo, na mesa da sala de refeições e tem sempre alguém parando para checar as novidades. Faz parte da gente, é da família.

        Contudo, sabemos que esse confronto – digital ou impresso – exige um esforço mil vezes maior do que aquele dos tempos da TV, quando somente os adultos podiam ligar o aparelho. Criança não “metia o dedo onde não era chamada”. Criança de hoje já nasce “dentro” da tecnologia e ela se desenvolve vendo os pais manejando o celular. Em pouco tempo, ela também quer mexer no aparelho, pois, se os pais usam é porque deve ser bom. Como bem disse a professora Inahiara Menezes: “A tecnologia existe e é um fato inegável, mas pode ser de grande valia se bem utilizada. Eis a questão: não vejo necessidade de proibição. Vejo a necessidade urgente de colocarmos regras nesse uso”. A realidade está aí afrontando as convenções. Porém, uma coisa é certa: até para combater o uso excessivo da virtualidade, precisamos desse uso para combatê-la. Incrível!

        Um assunto puxa o outro e já estamos no campo da “linha tênue entre trabalho e descanso, tratando da fadiga do século 21 que é cognitiva, emocional e estrutural. Entre as dicas contra a exaustão destacamos: “Encontre momentos de descanso sem estímulos visuais, mesmo que não durma. Descansar sem telas também é restaurador”. Outra coisa que precisamos aprender: “Não preencha todos os espaços vazios do dia. O tédio também tem valor regenerativo”. Só fazendo pausas para pensar é que pensamos melhor.

        Ainda falando em trabalho, o Facebook e o Instagram estão proibidos de “veicular produções infantis sem autorização judicial”. Tal decisão prevê até multa caso a exposição da criança ou do adolescente venha a gerar lucro sem que haja avaliação judicial. Realmente, o que se nota na internet são crianças já “mostrando seu trabalho”. Existe uma contradição, pois se os pais colocam sua criança para ajudar em atividades rurais, por exemplo, isso é combatido como “exploração de trabalho infantil”.

        Em “Sociais”, a coluna está plena de ilustres. Na quinta-feira, 28, o senhor Fernando Souza festejou seus 90 anos, ao lado de familiares e amigos. Apaixonado por bicicletas, seu Fernando é leitor ferrenho de A VOZ DA SERRA e é pai de Alexandre Tadeu e do nosso chargista, Antonio Silvério. Noras e netos fizeram o coro de feliz aniversário. Em 1º de setembro, Rogério Faria, da Stam e Roosevelt Carvalho festejam suas primaveras. São pessoas queridas e destaques em Nova Friburgo. Parabéns a todos.

        Bonita homenagem de A VOZ DA SERRA ao pianista Miguel Proença. Entre os depoimentos, Henrique Cordeiro destacou: “Miguel Proença foi um ser humano próximo do Perfeito. Amigo, humano, artista, apaixonado, talentoso, competente, alegre, festeiro, profissional, simples, complexo, singular, plural e muito mais...”. Singularmente, perfeito!

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