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A VOZ DA SERRA abre um leque de reflexões para ventilar a nossa mente

terça-feira, 17 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

A charge de Silvério nos leva até as proximidades de Conselheiro Paulino. O passeio é agradável, embora o leito do Rio Bengalas não seja uma cama confortável para os moradores da região, em dias de tempestade. A garça, a capivara e o patinho conversam sobre um rio “novo”, sem os habituais descartes desumanos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai investir “pesado” em obras para evitar enchentes, promovendo uma  série de melhorias para que possamos cantar: “O Bengalas, sereno, desliza, sob o olhar do Cruzeiro do Sul”. Os “habitantes” do Bengalas agradecem também. Valeu, Silvério!

A charge de Silvério nos leva até as proximidades de Conselheiro Paulino. O passeio é agradável, embora o leito do Rio Bengalas não seja uma cama confortável para os moradores da região, em dias de tempestade. A garça, a capivara e o patinho conversam sobre um rio “novo”, sem os habituais descartes desumanos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai investir “pesado” em obras para evitar enchentes, promovendo uma  série de melhorias para que possamos cantar: “O Bengalas, sereno, desliza, sob o olhar do Cruzeiro do Sul”. Os “habitantes” do Bengalas agradecem também. Valeu, Silvério!

E Silvério está brilhando na coluna “Sociais”, pois 15 de março é o dia de seu nascimento, que trouxe ao mundo esse gênio das charges. Pessoa notável que transmite, em cada traço de seus desenhos, os traços de sua personalidade marcante, sensível, que se preocupa em nos traduzir o dia a dia, defendendo causas, alertando sobre episódios, dando serviço de “fiscalização” ao Cão Sentado. Parabéns, meu amigo!

Na sexta-feira, 13, os abraços foram para Vitor José, “impressor na gráfica de A VOZ DA SERRA”, causando sempre as melhores impressões. Felicidades, Vitor! Feliz da vida, Gisele Márcia, que fez parte do time de “mulatas do Sargentelli”, agradeceu a publicação de uma foto sua, na Coluna “Há 50 anos”. O tempo passou e trouxe mais brilho e beleza para Gisele. Seu encanto é nota 10 e, com certeza, uma “imperatriz na Imperatriz de Olaria”!

A coluna “Há 50 anos” é mesmo muito interessante. Na presente edição deste fim de semana, a manchete marcante: “Friburgo terá transmissão de jogos de futebol pela TV Tupi”. Era uma ação avançada que viria a substituir a antiga TV Rio, canal 3. Era o tempo das antenas nas lajes e telhados. E tinha que achar a posição para “pegar bem”. Outro registro “pitoresco” o do carroceiro com 70 anos e trabalhando 12 horas por dia. Perguntado sobre a razão de seu vigor a resposta veio certeira: o trabalho. 

A cineasta Janine Bastos conduziu a entrevista sobre “a trajetória de Ana Flávia Veiga no cinema mundial”. Toca o nosso coração, pois “dos palcos do Anchieta aos Sets de Hollywood”, tudo começou aqui, conforme no seu dizer – “a sementinha foi plantada ali”, no Anchieta. Lembrei logo de Jane Ayrão, que plantava essas “sementinhas”, tanto no Taca (grupo de teatro amador do Colégio Anchieta) quanto no “Taquinha”. Ana Flávia citou: “Para encenar uma peça sobre o Rio antigo, os professores explicavam o contexto histórico”.  Eu compus textos em trovas para o Taca e um deles sobre o ator Oscarito. O cenário foi uma reprodução de um antigo café da vida carioca. As crianças com roupas da época, foi lindo. Pode ser também que Ana Flávia tenha se referido aos cenários da encenação dos “50 anos da Bossa Nova”, reproduzindo a época a partir de 1958, texto de minha autoria. Só sei que a trajetória de Ana Flávia é envolvente, inspiradora e corajosa. Muito sucesso, sempre!

Eu gostaria de só tratar de assuntos amenos, mas tem hora que não dá para evitar. Criam-se leis para proteger a mulher e, a mais recente, é a lei estadual que prevê multa de até R$ 500 mil para os agressores. Contudo, a agressão já aconteceu e, dependendo da multa, nem vai doer no bolso do agressor. Ainda para análise do Senado, a liberação do spray de pimenta para defesa de mulheres acima de 16 anos. As exigências vão desde o ato da compra do produto até a orientação de que “o uso do spray deverá ser cessado imediatamente após a neutralização da ameaça”. Entretanto, numa suposição, até que a mulher abra a bolsa e pegue o spray, a agressão já pode ter acontecido e o então objeto de defesa, pode se virar contra a própria vítima.  Será que estou sendo pessimista?

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A VOZ DA SERRA é expansivo, imparcial e confiável

terça-feira, 10 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Nada mais oportuno do que pegar uma carona na charge de Silvério para festejar o “ 8 de março”, Dia Internacional da Mulher. Mais do que festiva, a data tem sido um reconhecimento ao empoderamento da mulher que tem conseguido sair do cativeiro de seu anonimato para os holofotes do sucesso da sua própria emancipação. Meu pai nasceu em 1917 e contava que no Sana, onde nasceu, não se usava mandar as meninas para a escola. A razão para tamanho descabimento, dizia ele: “Se as meninas fossem alfabetizadas, iriam escrever cartas para os namorados”.

Nada mais oportuno do que pegar uma carona na charge de Silvério para festejar o “ 8 de março”, Dia Internacional da Mulher. Mais do que festiva, a data tem sido um reconhecimento ao empoderamento da mulher que tem conseguido sair do cativeiro de seu anonimato para os holofotes do sucesso da sua própria emancipação. Meu pai nasceu em 1917 e contava que no Sana, onde nasceu, não se usava mandar as meninas para a escola. A razão para tamanho descabimento, dizia ele: “Se as meninas fossem alfabetizadas, iriam escrever cartas para os namorados”. Ao contrário desse “descabimento”, mamãe, nascida em 1919, aos 14 anos de idade, trabalhando na Fábrica de Filó, gastou todo o valor de uma gratificação, em dinheiro, comprando livros.

Os tempos foram mudando tanto, que hoje festejamos uma universitária, aluna do curso de Pedagogia da Uerj, através do polo local do Cederj, que, aos 81 anos, pretende até fazer pós-graduação. Essa conquista faz parte da história de Marlene Vicente que, no seu tempo de primário, precisava pegar folha, lápis e borracha emprestados. Os pais não tinham condições financeiras e não havia os incentivos que existem agora. Aos 60 anos voltou a estudar e, aos 65, concluiu o ensino médio. Em 2024, já aos 79 anos, foi aprovada no Vestibular Cederj, para ingressar no curso EaD de Licenciatura em Pedagogia,  da Uerj.

Ainda por cima, Marlene teve que aprender a lidar com as tecnologias, se adaptar ao uso de computador para receber o material da plataforma do Cederj. Foram muitos desafios. No entanto, há sonhos de ainda estudar inglês e a sonhada pós-graduação. A trajetória de dona Marlene precisa viralizar. Ela, sim, merece ter milhões de seguidores, de verdade!

É assim que as mulheres soltam suas amarras e alcançam os seus objetivos. A máxima do momento é “empreendedorismo feminino”. Isabella Stutz, integrante do Mulheres de Sucesso, dissertou sobre o tema, destacando: “Há um tempo não se falava de empreendedorismo feminino em Nova Friburgo. Havia mulheres extraordinárias sustentando negócios inteiros”. Mais adiante, Isabella traz uma reflexão: “Superar desafios é importante, mas não basta, apenas, manter um negócio vivo”.  E justamente nesse pensamento reflexivo, surgiu o projeto “Mulheres de Sucesso” – com foco no “desenvolvimento estruturado”. E realça: “Não é sobre competição. É sobre estrutura”.

Ser um jornal expansivo, imparcial e confiável coloca A VOZ DA SERRA no topo da credibilidade, com espaço e a liberdade de nos trazer uma edição com tantos assuntos dedicados aos temas de abrangência feminina, mas de interesse coletivo. Na mesma sintonia, a concessionária de energia elétrica  Energisa descobriu que a mulher não apenas tem o dom de dar à luz a uma criança. Ela pode, sim, dar luz também para uma cidade. Isso significa a inclusão de mulheres com direito a treinamento para atuarem nas funções técnicas. Que beleza essa expansão do profissionalismo feminino. Há de ser um sucesso!

Outra maravilha é o prêmio “Mulher é Arte” – 2026, que será entregue a 11 mulheres de destaque. O “Troféu Dirce Montechiari” brindará essas homenageadas que se orgulharão de terem em suas mãos um troféu de valor inestimável, que leva o nome de uma mulher simples, discreta, artista e grandiosa em todos os sentidos e tempos da nossa história. Nossa Dirce! Tão estrela, tão brilhante quanto as luzes que deixou em nós. O evento da premiação acontecerá nesta quarta, 11, às 19h, na Câmara Municipal. Vamos lá festejar as homenageadas e dar ao nosso espírito as luzes de Dirce Montechiari!

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A VOZ DA SERRA é uma rotina que faz o dia a dia ser diferente

terça-feira, 03 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

O segundo mês do Ano Novo já cumpriu o seu dever no calendário de 2026. Há pessoas falando: “O ano está passando muito rápido!” – Ainda bem que nessa rapidez toda, podemos pegar carona nas charges de Silvério e chegar primeiro ao objetivo dos acontecimentos. Desta vez, o desenho nos leva para as águas de março, essas que começaram em fevereiro. Vencer esses 28 dias foi uma navegação constante entre poças d´água, guarda-chuvas e muito alerta de temporais. Em Minas Gerais, muita calamidade. Nossos vizinhos de Bom Jardim também foram afetados. Vamos ajudar nas campanhas!

O segundo mês do Ano Novo já cumpriu o seu dever no calendário de 2026. Há pessoas falando: “O ano está passando muito rápido!” – Ainda bem que nessa rapidez toda, podemos pegar carona nas charges de Silvério e chegar primeiro ao objetivo dos acontecimentos. Desta vez, o desenho nos leva para as águas de março, essas que começaram em fevereiro. Vencer esses 28 dias foi uma navegação constante entre poças d´água, guarda-chuvas e muito alerta de temporais. Em Minas Gerais, muita calamidade. Nossos vizinhos de Bom Jardim também foram afetados. Vamos ajudar nas campanhas!

Isabella Rodrigues, com supervisão de Henrique Amorim, nos trouxe uma informação animadora sobre o estado do friburguense Diogo Barros, submetido ao tratamento com Polilaminina. Diogo é vidraceiro e, em dezembro de 2025, caiu do segundo andar de um prédio, após levar um choque. Além da lesão medular completa, quebrou as costelas, teve perfuração no pulmão dos dois lados, entre outras complicações. Ele foi encaminhado para um hospital no Rio de Janeiro”. A irmã de Diogo buscou os meios para o tratamento do irmão, que já apresenta sinais de melhoras com “o movimento dos pés, do joelho e contrações na coxa”. Ficamos aqui torcendo por Diogo e demais pacientes.

A comandante do 11ºBPM, coronel Daniele Farias, foi condecorada com a Medalha Ordem do Mérito Policial Militar, a maior honraria concedida pela corporação militar. A medalha foi entregue pelo secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, por seus  relevantes serviços prestados em Nova Friburgo e região.

Relevante também é a instalação da pastora Roana Guma na condução da Igreja Luterana de Nova Friburgo. Ela passa a ser a primeira mulher a liderar a igreja, em substituição ao pastor Gerson Acker. A igreja foi fundada em 1824 por imigrantes alemães, e é a primeira da América Latina. Linda missão!

A antiga linha férrea, entre a Fábrica Ypu e o distrito de Mury, apesar de ser um local bastante procurado para caminhadas e ciclismo, está preocupando seus frequentadores pelo descarte de lixo em suas margens. A via precisa merecer atenção especial, não apenas por sua beleza, mas por seu circuito que, no século 19, facilitou o escoamento do café para os centros urbanos da época.

Falando nisso, na edição da última sexta-feira, 27 de fevereiro, A VOZ DA SERRA trouxe reportagem sobre a deficiência no serviço de capina nas ruas. A reclamação dos moradores se baseia no abandono que se vê em vários bairros. Isso me lembrou que lá pelos anos 70 era tão comum funcionários da prefeitura capinando ruas, que mamãe sempre servia água fresca e lanche da tarde aos capinadores.

Em “Há 50 anos”, enquanto o cinema Eldorado era vendido para dar lugar a uma agência bancária, o Carnaval de 1976 explodia em atrações. Entre as agremiações da folia, a coluna citou o Rancho Flor do Sertão e o Rancho Cidade dos Cravos. Minha mãe, quando moça, desfilava no carro alegórico do Rancho Mimosas Violetas.

Pois bem, os ranchos tiveram seus tempos de glória, e acredito que deixaram boas lembranças. Interessante é que na semana do carnaval deste ano, surgiu lá em casa um assunto em que eu citei o rancho. Uma integrante da conversa, disse: “Eu nunca ouvi falar em rancho!  Outra,  “muito sabida”, interrompeu: “Ah! Eu sei o que é! Rancho é uma casinha na roça, com quintal e umas frutinhas!” – Não deixou de ser verdade, porém, mostra que as gerações de agora pensam que rancho é outra coisa, desconhecendo o rancho de outrora.

E você, que lê esta coluna agora, tem alguma história para contar sobre os ranchos de antigos carnavais?

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A VOZ DA SERRA coloca nossa cabeça para raciocinar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso.

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso. Na década de 70, o cantor Jair Rodrigues gravou uma canção em que os versos até hoje fazem sentido: “Depois do carnaval eu vou tomar juízo, há muito que eu preciso me regenerar...”.

Ao contrário de antigamente, quando as rádios não tocavam mais marchinhas e sambas, hoje é difícil “sair do carnaval”. Tem festas nas quadras, desfiles das campeãs, cervejadas e muita badalação, o ano inteiro, pois o selo “Cervejaria Fluminense” está aprovado e “pode impulsionar microcervejarias do interior”. Nossa cidade se destaca com a produção de cervejas artesanais. Tamanho é o empenho da produção que virou tradição a “Rua da Cerveja”, na Oliveira Botelho. É bonito de apreciar e, mais ainda, de provar.

Nova Friburgo não brinca em serviço. A Associação InovaFri Valley comemorou seu primeiro ano de atuação formal na última quinta-feira, 19, no Corredor Cultural da Arp. Representantes do meio acadêmico, empresarial, governamental e sociedade civil marcaram presença, fazendo jus ao objetivo de “fortalecer a inovação e a tecnologia em nosso município. O presidente da entidade, Rodrigo Sena, ressaltou que antes mesmo da formalização, o grupo já atuava em iniciativas como o Movimento Serra do Silício.

Em “Sociais”, presença de ilustres na coluna. Alex Alfaya, atual presidente da Soamar, brindou com amigos e familiares mais um ciclo chegando em sua vida exemplar, na sexta-feira, 20. Dionathan da Silva Medeiros, no sábado, 21, festejou seus áureos 34 anos, ao lado da linda esposa Mayara Duarte e uma constelação de fãs que a sua simpatia cativa. Para o dia 26, dá tempo ainda de a cidade preparar um grande festejo para o querido Tony Ventura que colhe mais uma primavera. Amigos e familiares formarão uma orquestra de vivas. A esposa Faninha (nossa parente) com filhos e netos regendo o coral.

Além do esplendor de nossas agremiações carnavalescas, que fizeram a festa do carnaval friburguense, temos gente daqui arrasando na Viradouro, campeã no Rio. Tarcísio Zanon, natural de Cantagalo, carnavalesco e Guto Intérprete, que sempre dá aquele show, com sua voz possante de longo alcance. Essas duas joias reluziram na Sapucaí e certamente, somaram pontos para a vitória da vermelho e banco de Niterói.

Vinicius Gastin nos trouxe a lista dos contemplados com o “Bolsa Atleta” municipal. Parabéns aos contemplados e que o investimento traga mais e mais oportunidades para o esporte que, acima de tudo, contribui para um mundo melhor.  Outra boa notícia, sinal de responsabilidade, é a classificação de Nova Friburgo como finalista em projeto nacional voltado para a redução de riscos de desastres climáticos. A base de todo o processo começou com o projeto “Riograndina Resiliente”, entre 2023 e 2025.

A Prefeitura de Nova Friburgo anunciou que vai terceirizar o serviço de iluminação pública em nossa cidade. A empresa que vencer a concorrência vai receber “mais de R$ 147 milhões, num contrato de 13 anos, com repasse mensal de R$ 1,05 milhão. É muito dinheiro, minha gente! Será que não temos engenheiros, técnicos, profissionais qualificados aqui, capazes de assumirem essa empreitada?

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A VOZ DA SERRA sabe o valor da sua credibilidade

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A charge de Silvério me fez embarcar lá pelos anos de 1998, quando minha filha caçula tinha perto de seis anos de idade. A campanha “Se beber, não dirija” circulava intensamente nos meios de comunicação. Pois bem: certo dia, tia Maria Luiza viu Fernanda bebendo refrigerante, antes do almoço. Foi o bastante para titia ralhar: “Para de beber, garota!” – E a garota, mais do que depressa: - O que é que tem isso? Eu não vou dirigir!! (Rimos muito, porque criança leva tudo ao pé da letra).

A charge de Silvério me fez embarcar lá pelos anos de 1998, quando minha filha caçula tinha perto de seis anos de idade. A campanha “Se beber, não dirija” circulava intensamente nos meios de comunicação. Pois bem: certo dia, tia Maria Luiza viu Fernanda bebendo refrigerante, antes do almoço. Foi o bastante para titia ralhar: “Para de beber, garota!” – E a garota, mais do que depressa: - O que é que tem isso? Eu não vou dirigir!! (Rimos muito, porque criança leva tudo ao pé da letra).

Na verdade, a campanha jamais saiu da mídia e Silvério, sempre oportuno em seus traços e ideias, estampou a frase, alertando sobre a responsabilidade com o lema “Se beber não dirija”, pois são três coisas que não combinam: folia, bebida e direção. Os “anjos” tentam interceder, mas nem sempre os condutores de veículos escutam a voz do bom senso. Como sempre gosto de afirmar, a charge é direta, objetiva e tem, além de tudo, um traço educativo, preventivo e de grande alcance. Basta interpretar e o recado está dado.

Assim como o Natal, a folia de Momo é uma construção de memórias afetivas. Em minha casa de infância, o período carnavalesco era preparado com entusiasmo e seriedade. Meus pais tinham o carnaval na mais alta             relevância e os preparativos iam desde as fantasias que mamãe costurava nas altas horas da madrugada até os roteiros que iriamos percorrer pela cidade. Confetes, serpentinas e espirradeiras faziam a nossa alegria. Eu e meu irmão   fomos holandeses, soldadinhos, piratas e tudo o mais que a imaginação de meus pais concebia. Era um carnaval tamanho família!

Naquele tempo de meus pais era preciso mesmo idealizar e preparar a fantasia com o requinte das costuras e bordados, tudo bem delineado, sem improvisos de última hora. Ao contrário do que acontece na atualidade, quando se tem a facilidade de “montar um look para a folia com até R$ 50”. A estagiária Isabella Rodrigues trouxe dicas valiosas para os mais incríveis “improvisos”, pois “no Carnaval, mais importante do que gastar muito é se divertir”. Tudo vale a pena, porque a alma do Carnaval é infinita.

Uma novidade pra lá de interessante, que incentiva a reciclagem, é a utilização de máquinas para amassar latinhas, instaladas nos locais da folia. O objetivo desse projeto é “facilitar o trabalho dos catadores nas áreas de maior concentração de foliões”. Da maneira como tem feito calor, o consumo tem sido muito produtivo para quem faz essas coletas. A cerveja, por exemplo, é responsável pelo grande volume de latinhas, embora os refrigerantes sejam bem consumidos também. Mas, a vantagem da cerveja é que faça chuva ou faça sol, frio ou calor, a bebida “desce” muito bem.

Enquanto o folião se diverte, a criançada corre e a multidão segue o curso das batucadas, a limpeza urbana não brinca em serviço. “69 profissionais atuam na varrição, equipados com 31 contêineres e varrição mecânica, retroescavadeira, caminhões e veículos de suporte”. É mesmo um “bloco” nossa uma cidade limpa o ano inteiro.

O Bloco Companhia Arteira tem feito bonitas produções teatrais em nossa cidade. No Carnaval, seu grupo de teatro prestou homenagem a diversos ícones das artes friburguenses. Álvaro Ottoni, Raquel Nader, Daniela Santi, Nelmo, Julio Cezar Seabra Cavalcanti, o Jaburu, Carlito Marchon, Marcelo Guerra, Paulo Carvalho, Adriane Salomão e Jorge Miguel Mayer são alguns de seus homenageados. O enredo do carnaval dos “arteiros” é sempre um sucesso. Este ano cheio de saudades e lembranças com uma constelação repleta de estrelas no céu dos iluminados . Parabéns, Companhia Arteira!...

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A VOZ DA SERRA é brilhante, empolga e sensibiliza, sem perder o foco dos fatos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Não se pode embarcar no Carnaval sem antes seguir o que manda o figurino na charge de Silvério, pois o melhor acessório para uma boa fantasia é carregar um guarda-chuva. Na charge, o Rei Momo sugere que é melhor prevenir do que remediar já que as intempéries são como os antigos mascarados que apareciam nas esquinas, assustando as crianças. Aliás, o uso de uma sombrinha, certamente, é um recurso muito oportuno para quem quiser fazer piruetas e malabarismos, pois ela ajuda a manter o equilíbrio, sendo uma das razões de a dança do frevo utilizá-la em suas coreografias. Valeu, Silvério!

Não se pode embarcar no Carnaval sem antes seguir o que manda o figurino na charge de Silvério, pois o melhor acessório para uma boa fantasia é carregar um guarda-chuva. Na charge, o Rei Momo sugere que é melhor prevenir do que remediar já que as intempéries são como os antigos mascarados que apareciam nas esquinas, assustando as crianças. Aliás, o uso de uma sombrinha, certamente, é um recurso muito oportuno para quem quiser fazer piruetas e malabarismos, pois ela ajuda a manter o equilíbrio, sendo uma das razões de a dança do frevo utilizá-la em suas coreografias. Valeu, Silvério!

Laís Lima, com supervisão de Henrique Amorim,  nos trouxe a página 10, “nota 10” nas coordenadas da folia momesca. A preparação da passarela do samba transforma a Avenida Alberto Braune no verdadeiro “sambódromo friburguense” por onde passarão blocos de animação, escolas de samba, crianças fantasiadas, correias, brincadeiras, enfim, até quarta-feira de cinzas, é só alegria.

Entretanto, os preparativos evoluíram muito e agora pensa-se em tudo, pois a logística montada inclui “postos médicos, torres de observação e mais de 140 banheiros químicos. Estão previstos espaços para inclusão, com áreas destinadas a pessoas com deficiência, casa sensorial e até fraldário. E tem muito mais! Aconselho que se cole a página 10 na porta de casa para seguir a programação e, no mais, entrar na folia. Afinal, temos um dos melhores carnavais do Estado do Rio de Janeiro!

A coluna “Sociais” veio repleta de aniversariantes. Ilana, a garotinha que vi nascer na família Girlan Guilland e Rose, transformou-se na mulher que tomou as rédeas do sucesso na arte da “sevirologia”. Seu novo ciclo, iniciado no último dia 3, promete as mais incríveis “gambiarras”. O irmão Ilan e o eterno namorado, Caio Magarão se juntaram aos pais para um feliz encontro de parabéns.

O conceituado doutor Max Wolosker teve dia 7, um sábado bem festivo entre amigos e familiares. Abrilhantando o domingo, 8, o estimado médico Renato Henriques, leitor assíduo do jornal, merece nosso aplauso por seus dons de ser humano impecável, solidário e abrangente, criador do grupo “QQ”, já tradicional na cidade. Na segunda, 9, duas queridas, Margarida Ventura Chaves, com uma plêiade familiar de astros e estrelas.

Outra querida é a nossa Marilda Lima Berbert, que nos encanta por sua existência doce e suave de quem fez das flores a arte para embelezar noivas e eventos. Seu esposo, Juca, meu primo, as filhas e a netinha formam o elenco para brindar as luzes de Marilda. Avançando para o dia 13, Gilse Ventura é a estrela de Layse e Gildásio, que expande seu brilho e faz a festa colhendo primaveras no verão. E nesse rol de estrelas não poderia faltar mais uma: David Massena, uma das pessoas mais cultas e inteligentes que conheço. Na sexta, 13, é justo que seu aniversário, algumas vezes, seja no Carnaval pela pessoa que reflete anos luz de brilho intenso. A todos, parabéns!

No próximo dia 5 de março, às 18h, será lançado no Clube Monte Líbano, na Lagoa, zona sul carioca, o livro “Antologia dos Ex-Alunos do Colégio Nova Friburgo”. A obra é uma coletânea de momentos vividos na época de ouro da gloriosa “Fundação”. Nossa diretora do jornal, Adriana Ventura, ex-aluna, também participa das memórias. O Colégio Nova Friburgo deixou saudades, até para quem não teve o privilégio de fazer parte de sua existência. São muitos significados. Sua geração discente criou estilos de vida, de moda, de comportamento e, sem intenção, tornou-se a grande “influencer” para os jovens da época, em especial, os friburguenses. Parabéns aos idealizadores do livro. Essa história merece ser contada e anunciada aos quatro cantos do mundo. Que beleza! 

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A VOZ DA SERRA é marcante, pleno na diversidade de assuntos

terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Nossa embarcação literária, a mais segura, tem sido a charge de Silvério. São recados que nos ajudam, muitas vezes, sem palavras, a direcionar melhor o nosso dia a dia. O cotidiano requer atenção em todos os segmentos, mas a previsão do tempo está na mira das nossas prioridades. “Não é bom contar com a sorte e um guarda-chuva com trevo de quatro folhas não garante segurança”. Silvério mandou bem! De repente, as nuvens pesadas se desdobram e ficamos a ver navios, sem navios para embarcar. A Defesa Civil é sempre pontual em seus alertas.

Nossa embarcação literária, a mais segura, tem sido a charge de Silvério. São recados que nos ajudam, muitas vezes, sem palavras, a direcionar melhor o nosso dia a dia. O cotidiano requer atenção em todos os segmentos, mas a previsão do tempo está na mira das nossas prioridades. “Não é bom contar com a sorte e um guarda-chuva com trevo de quatro folhas não garante segurança”. Silvério mandou bem! De repente, as nuvens pesadas se desdobram e ficamos a ver navios, sem navios para embarcar. A Defesa Civil é sempre pontual em seus alertas. Contudo, mesmo assim, somos apanhados de surpresa com temporais daqueles de amedrontar meio mundo. Que fevereiro venha mais brando!

A reportagem sobre a Praça Getúlio Vargas, na complexidade de sua elaboração reside a importância de sua leitura atenciosa até que tenhamos pleno domínio de seu conteúdo. “A ciência e a história desmentem mitos” e A VOZ DA SERRA foi buscar fundamentos. Às vezes, somos leigos e perante o corte de uma árvore frondosa, não vamos fundo na raiz do problema. E é buscando informação na fonte do conhecimento que podemos sair do senso comum. Por isso, confiamos nas mentes que estão à frente do projeto em prol de uma praça mais saudável.

Entre as “garantias” que precisamos ter, ressaltadas pelo ambientalista, doutor Bernardo Furrer, destaco – “a garantia da preservação da memória  e do ambiente, no respeito ao significado afetivo da Praça Getúlio Vargas no coração do friburguense”. Que venha uma praça soberana para todos.

Trabalho social maravilhoso é o desempenhado pela Casa da Amizade das Senhoras dos Rotarianos de Nova Friburgo. Desta vez, a instituição promove, nesta terça-feira, 3, a doação de equipamentos para a UTI neonatal do Hospital Maternidade Mário Dutra de Castro. Parabéns a toda equipe da Casa da Amizade, liderada por sua presidente Marcia Carestiato, nossa amiga, madrinha dos Jogos Florais de Nova Friburgo.

Vinicius Gastin nos trouxe a bonita trajetória de Lucas Siqueira que, aos 37 anos de idade deixa uma carreira brilhante no futebol, iniciada em 2014, quando, aos 15 anos, veio morar no alojamento do Friburguense. Só pelo Tricolor da Serra foram disputadas 135 partidas e o seu excelente desempenho foi responsável pela atuação em várias equipes. Agora, “aposentando as chuteiras”, vai atuar na área de educação financeira, onde já se dedica, desde 2019, com palestras, mentorias, cursos, e escreveu até livro de finanças. Tornou-se sócio de uma empresa que “leva educação financeira com inteligência emocional para as escolas”. E virou uma grande missão, em Recife-PE, onde reside com a família. Mas, seu desejo é um dia voltar para Nova Friburgo.  

Quero mandar um abraço especial para o meu amigo Girlan Guilland que festejou comigo, na semana passada, o 12º aniversário da coluna Surpresas de Viagem. Sem “BoLis” ou rapas de bolo, (suas preferências) o festejo foi singelo, porém marcante. Foi no dia 28 de janeiro de 2014 que surgiu a primeira edição das Surpresas, fruto de um texto que escrevi para elogiar o jornal, começando pelo então Caderno Light. Eu dizia que para viajar sem sair de casa bastava meu passaporte no portão, onde o entregador depositava um exemplar de A VOZ DA SERRA. Eu passara o ano de 2013 debruçada na elaboração de minha monografia e na conclusão de meu segundo livro.

Terminadas essas tarefas que me tomavam os fins de semana, quando retomei a leitura do jornal, foi mesmo aquela surpresa! Um jornal marcante! Esse reencontro com a leitura do jornal, nesses 12 anos, tem um significado:  – Gratidão ao jornal por me permitir fazer as mais incríveis viagens!

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A VOZ DA SERRA é uma voz que amplifica o conhecimento

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

           A embarcação na charge de Silvério veio me levar para os anos 90, quando minhas filhas eram crianças e a lista de material escolar era o sufoco no primeiro mês do ano. Os preços exorbitavam tanto nos caprichos da carestia que o financiamento era feito em 12 meses, já esbarrando na nova compra de material do ano seguinte. Diferente da minha infância, quando os livros eram passados de irmão para irmão e até para primos ou vizinhos. A pasta de carregar o material era usada o ano inteiro e só se comprava outra caso rasgasse ou se danificasse.

           A embarcação na charge de Silvério veio me levar para os anos 90, quando minhas filhas eram crianças e a lista de material escolar era o sufoco no primeiro mês do ano. Os preços exorbitavam tanto nos caprichos da carestia que o financiamento era feito em 12 meses, já esbarrando na nova compra de material do ano seguinte. Diferente da minha infância, quando os livros eram passados de irmão para irmão e até para primos ou vizinhos. A pasta de carregar o material era usada o ano inteiro e só se comprava outra caso rasgasse ou se danificasse. Lápis, borracha, apontador e demais componentes da lista eram comprados apenas se fossem necessários mesmo. Nada de invenção de moda!...

            Entretanto, agora na geração de minha neta, na “volta às aulas”, o Procon já identificou que “60% dos itens da lista tiveram aumento de preço”. Por outro lado, “40% apresentaram redução de preço e em alguns casos, as variações foram positivas...’.  “Especialistas destacam que planejar as compras, comparar preços entre diferentes estabelecimentos sempre dão bons resultados. A mãe de dois estudantes, Karen Moutran, contou que em vez de ir às papelarias, ela passou a aproveitar a compra coletiva feita pelo sistema de cooperativa, desenvolvido pela escola dos filhos. Outros pais dão preferência para as compras online, pela praticidade do conforto e pelas ofertas imperdíveis de algumas plataformas.

A compra do material escolar envolve pesquisa e sola de sapato nas buscas. Mas, acima de tudo, envolve muito amor, pois mais um ano letivo se inicia, trazendo novas esperanças, conhecimentos, novas amizades e mais memórias afetivas.

            Boa notícia LaÍs Lima nos trouxe sobre a taxa de feminicídios em Nova Friburgo. Felizmente, nossa cidade “mantém índices abaixo da média nacional”. Enquanto isso, o Brasil tem novo recorde, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Os números são alarmantes, desde a “tipificação do crime”. Nova Friburgo possui “uma rede estruturada de proteção à mulher”, pois temos o único sistema da Região Serrana que conta “simultaneamente com um Centro de Referência da Mulher e uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher”. Parabéns, cidade!

            “Janeiro Branco” é o mês que reforça a importância do cuidado com a saúde mental”. Mais do que oportuno, já que é o tempo de renovar propósitos e esperanças. É também o mês de ilustres aniversariantes. Na última quinta-feira, 22, completou mais um ciclo, o querido Dalton Carestiato, pessoa que tem história na vida friburguense, amigo das causas sociais, relevante no Rotary, na Carestiato Editores, meu amigo e amigo da trova. Outra ilustre, do dia 24, Vanderleia, “Abrace Essa Ideia” e se abrace em nossos abraços. Flávio Stern, do dia 25, pessoa da mais alta qualidade, da Acianf, do Trilhas do Araçari e de tantas outras referências. Parabéns, queridos e querida. Felicidades!

            O doutor Bernardo Furrer, médico e ambientalista, une os seus pendores para elucidar, em sua coluna de fim de semana, assuntos relevantes que nos posicionam diante da mais estreita ligação com o meio ambiente. No terceiro artigo da série sobre o que é o ICMS Ecológico, o colunista alertou sobre o seu devido uso,  destacando que a sociedade deve se manifestar  “nos variados graus da sua representatividade...”.  Mais adiante, Furrer ressalta trecho de Jacylene Ramos Penedo, do seu livro “Suspiros do Universo”: “Que não sejamos desmatadores, mas jardineiros da esperança. Que cuidemos de cada folha como se fosse uma criança”. Muito grata ao doutor Bernardo por seus conhecimentos. Então, pessoal, vamos aprender com quem sabe! O Planeta agradece...

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A VOZ DA SERRA informa, surpreende e emociona

terça-feira, 20 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A charge de Silvério, nossa embarcação literária na edição do último fim de semana, nos levou ao ponto central da cidade. O tema escolhido pelo chargista trouxe até “Virgílio”, o poeta de Eneida, para ajudar Getúlio a cronometrar o tempo, pois tem sido a nossa pergunta: até quando vamos esperar pela conclusão das obras da Praça Getúlio Vargas? O projeto promete uma praça moderna sem perder suas “raízes”, embora algumas delas foram arrancadas.

A charge de Silvério, nossa embarcação literária na edição do último fim de semana, nos levou ao ponto central da cidade. O tema escolhido pelo chargista trouxe até “Virgílio”, o poeta de Eneida, para ajudar Getúlio a cronometrar o tempo, pois tem sido a nossa pergunta: até quando vamos esperar pela conclusão das obras da Praça Getúlio Vargas? O projeto promete uma praça moderna sem perder suas “raízes”, embora algumas delas foram arrancadas.

Contudo, as raízes históricas permanecerão, nem que a permanência seja em nosso subconsciente. Memórias afetivas estão fincadas no seu chão, por mais que blocos de concreto possam cobrir a sua terra batida de tantas andanças. Carnavais, festas, romances, namorados, flertes, encontros, brincadeiras... toda a história da cidade passou entre os seus canteiros, à sombra dos eucaliptos. Que tudo volte mais bonito, mais iluminado, mais florido.        

Aos tantos atrativos que Nova Friburgo possui, nossa cidade se destaca na produção dos vinhos. Tudo isso por conta da produção serrana que agora vai ter até selo de qualificação. Os vinhos de produção fluminense receberão o certificado “Serras do Rio” e a iniciativa tem como objetivo “valorizar e proteger a identidade de seus fabricantes, incentivando a prática da indústria vinícola em nossa região. O projeto contribuirá para a “inserir os vinhos fluminenses no mercado nacional e internacional.

 Em “Há 50 Anos”, o Esporte Clube Filó se preparava para a ”monumental” festa da escolha do Rei, da Rainha do Carnaval de 1976 e do Cidadão Samba. O evento aconteceu no Clube Filó, pois devido ao grande público, precisava mesmo ser no maior salão da cidade. Eu, que vivi minha infância no bairro da Filó, sei bem como era gostoso observar a movimentação dos eventos no local. A criançada podia brincar até as altas da noite, sem estresse das mães “mandando entrar para tomar banho”.

E falando em carnaval, Vinícius Gastin, aniversariante desta segunda, 19, nos trouxe uma página super “quente” na animação, pois os blocos temáticos dos times de futebol estão a todo vapor na cidade. Máquina Tricolor, Alvinegros da Serra, Urubu da Serra e Gigantes da Serra estão mesmo alinhados com a folia. A tradição dessas agremiações já faz parte do nosso carnaval.

 A estagiária Lais Lima, com supervisão de Henrique Amorim, nos brindou com excelente matéria sobre como cuidar da alimentação nos dias mais quentes. Quem nos deu as orientações adequadas foi a doutora Ana Luísa Rocha, focando em hidratação e prevenção. A nutricionista recomendou, inclusive, que a água saborizada é uma estratégia eficiente para quem tem dificuldade em beber água. Deixar a bebida feita com a combinação de água e frutas na geladeira, pelo menos uma hora antes de consumi-la é o ideal para não apenas satisfazer o paladar, mas para hidratar com eficiência. As dicas são muito interessantes e vale ter sempre a página por perto para consultas rotineiras. Bom mesmo!

Que reencontro maravilhosos se deu, 15 anos depois da tragédia de 2011 e que A VOZ DA SERRA transcreveu, com fidelidade. Trata-se do reencontro de Wellington Guimarães e seu filho Nicolas, com o bombeiro que ajudou a salvar as suas vidas, o coronel Luciano Sarmento. Na tragédia, Nicolas e Wellington ficaram soterrados e pai e filho tiveram de enfrentar os terrores daquele momento fatídico, quando Wellington dava sua própria saliva para hidratar o pequeno Nicolas.

O fato impactou o Brasil e, hoje, apesar das perdas, a gratidão se sobrepõe ao tormento e nos mostra que a vida é uma sucessão de tristezas e recompensas. Como diz Gonzaguinha, “viver e não ter a vergonha de ser feliz...”! A gratidão é um sentimento nobre, ilimitado e de valor incalculável...

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A VOZ DA SERRA tem sempre o que precisamos para uma vida melhor

terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

“Morre o escritor e educador Álvaro Ottoni”. A notícia veio impactar a nossa sede de ano novo, de alegrias e esperanças. A vida tem desses extremos, das antíteses, quando alegria e tristeza se esbarram na mesma calçada onde circulam nossos sonhos. Ele agora é “A árvore que fugiu do quintal” para dar flores e frutos no quintal dos iluminados. Nesse quintal supremo, vive, então, o seu espírito para escrever a mais nova edição de “Quem mora aqui, quem mora lá”, e mandar para nós mais “um livro voador”! Muito céu, amigo!

“Morre o escritor e educador Álvaro Ottoni”. A notícia veio impactar a nossa sede de ano novo, de alegrias e esperanças. A vida tem desses extremos, das antíteses, quando alegria e tristeza se esbarram na mesma calçada onde circulam nossos sonhos. Ele agora é “A árvore que fugiu do quintal” para dar flores e frutos no quintal dos iluminados. Nesse quintal supremo, vive, então, o seu espírito para escrever a mais nova edição de “Quem mora aqui, quem mora lá”, e mandar para nós mais “um livro voador”! Muito céu, amigo!

A charge de Silvério, nosso veículo de embarcação literária, nos levou para 2011, quando a tragédia climática marcou de modo profundo, a memória friburguense. São 15 anos de um janeiro tenebroso, de “feridas que não cicatrizam”. Isabela Rodrigues, com supervisão de Henrique Amorim, marcou nas páginas de A VOZ DA SERRA, o que tem sido a vida friburguense no pós- tragédia da madrugada de 12 de janeiro. Nosso município tem hoje 36 sirenes de alerta-alarme e ainda vai receber mais 18. Muito tem sido feito para a segurança da população, embora ainda haja uma demanda maior de providências que possam garantir melhores condições de tranquilidade para os moradores de determinadas regiões. A expectativa agora está voltada para a construção da “Barreira Sabo”. O investimento faz parte de um acordo de cooperação técnica entre o Brasil e o Japão.  

O “desastre natural” como foi nomeada a tragédia em Nova Friburgo, ganhou repercussão internacional. A moradora do bairro Córrego Dantas, Solange, em seus lamentos, destaca que os períodos de chuva são os mais difíceis, mas que, felizmente, “as sirenes da Defesa Civil nunca foram acionadas”. Cada morador da cidade, mesmo que não tenha sido afetado fisicamente pelo desastre natural, tem suas recordações do trágico acontecimento.

Emocionalmente, a população foi atingida e creio até que cada um de nós conheceu alguém ou famílias que partiram para o plano superior em decorrência da tragédia. Lembro-me de que em minha casa ficamos sem energia elétrica por quatro dias. Fomos aconselhados a dormir fora de casa, por conta de uma pedra com risco de rolar na redondeza. Só que íamos dormir numa casa onde já estava uma família desabrigada. Éramos, ao todo, 22 pessoas numa casa onde nem água tinha para beber. E a gente podia reclamar? Não, de forma alguma! Em vista dos acontecimentos trágicos, a nossa compreensão era o mínimo que deveríamos render aos diretamente afetados.

Ainda sobre as consequências da tragédia, intitulei o ano de 2011 como “O ano das coisas impossíveis”. Eu cursava o segundo ano do curso de Comunicação Social, na Universidade Candido Mendes e foi no turbilhão de incertezas que surgiu a possibilidade de editar meu primeiro livro. Era meu sonho lançar o “Vamos caçar cometas”, que a própria Candido me apoiou no projeto. Entretanto, eu tinha que, entre as crônicas, escrever sobre a tragédia, pois não poderia “arrancar” essa página da minha história.

Assim, transcrevo aqui, um trecho dos meus relatos: “Com todas essas experiências de um início de 2011 conturbado, certamente, modificamos nossa visão de mundo. Não somos mais os mesmos! Somos sobreviventes de uma tormenta que aflorou a nossa sensibilidade! Não podemos mais passar indiferentes às emoções, quer sejam elas alegres ou tristes. Tem um algo mais de Amor na atmosfera serrana que nos impele às reflexões e às ações altruísticas. Quem não estiver agindo assim, sofreu em vão”. Mesmo depois de 15 anos, esse trecho do livro ainda me emociona e eu continuo pensando - se não mudamos, sofremos em vão! O tempo é sempre precioso para reflexões e solidariedade.

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