Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

21/04/2026

No processo de “passar adiante”, ou seja, depois de ler um livro, uma leitora passa a outra, recebi “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, uma obra-prima autobiográfica. Ao começar a ler percebi a crueza da vida da protagonista em Copenhage e dos seus vizinhos em período anterior à Segunda Guerra.

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14/04/2026

A vontade de escrever a respeito de uma pessoa boa nasceu durante a leitura do livro “O Colibri”, obra escrita por um dos mais importantes romancistas italianos da atualidade, Sandro Veronesi, tendo seu primeiro lançamento em março de 2019. O livro foi ganhador do prêmio Strega, em 2020, principal distinção da literatura italiana. O que me encantou no livro foi o protagonista, Marco Carrera, um homem bom. Será que é simples adjetivar uma pessoa como boa?

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07/04/2026

Hoje, 7 de abril, com alegria, abraço o jornal A Voz da Serra, do qual faço parte há dez anos como colunista. É uma data valorosa para um jornal que, ao longo de 81 anos, deixa sua voz ecoar entre as montanhas friburguenses. Como resultado de um esforço coletivo, um trabalho jornalístico diário e incansável, faz com que as notícias da cidade, do Brasil e do mundo cheguem atualizadas e impecáveis aos moradores da cidade.

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31/03/2026

Fazendo pesquisas a respeito dos temas que desenvolvo nesta coluna, uma pergunta circundou em diversos textos e me chamou atenção: as certezas têm silêncios? A voz do silêncio pode conter a mais poderosa sabedoria, revelar maturidade emocional e significar um escudo contra os conflitos. É a voz que, por vezes, fala mais alto e é mais reveladora do que as palavras. Além do que há fatos tão evidentes que não precisam ser falados.

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24/03/2026

Todos têm uma confissão a fazer que pode estar em alguma caixa de segredos, guardada em nossos lugares especiais. Como ando com vontade de falar a respeito da minha experiência como colunista, resolvi abri-la. Nela, não se guarda qualquer coisa, somente preciosidades, que não se mostra de qualquer maneira. Ah, cada segredo tem um valor pessoal.

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17/03/2026

Alice, idealizada pelo romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832- 1898), reverendo anglicano, conhecido por Lewis Carrol, é a protagonista do livro “Alice no País das Maravilhas”, publicado em Londres, em 1865, uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial.

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10/03/2026

Ao assistir a uma apresentação do violonista e maestro André Rieu, fui tomada, como sempre, pelo encantamento e pela vontade de dançar e voar. No final da apresentação, abraçado a seu violino, o músico declarou: “A música é um tesouro em nossas vidas”. A frase me trouxe recordações da minha avó que era concertista e professora de canto, da minha madrinha, violonista e do meu filho que admirava Beethoven, compositor alemão. Também me lembrei dos desenhos coloridos da minha filha e da bela decoração da casa de minha mãe. Naquele momento, fui tocada pela arte ao longo da vida.

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03/03/2026

Estou numa fase de envolvimento com a espiritualidade, talvez por já ter passado dos 70 anos, ter adquirido uma visão mais humanista. Uma amiga, a quem admiro e respeito, me apresentou um livro escrito e publicado por seu filho, Carlos Augusto de Araújo Vieira, “Gratidão e o sentido da vida: uma perspectiva cristocêntrica”. Confesso não ter o costume de ler textos religiosos, mas o coloquei na minha mesinha de cabeceira e comecei a lê-lo antes de dormir.

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24/02/2026

Tomada pelo amor aos animais e pela tristeza, devido ao episódio recente de violência contra o Cão Orelha, que comoveu o Brasil, vou escrever esta coluna em homenagem aos cachorros de rua. No nosso país, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 20 milhões de cachorros que sobrevivem nas ruas. A ideia de sobreviver é mais adequada pelas circunstâncias em que eles vivem dado à precariedade com que passam os dias. Cada um deles tem uma história de abandono. Soltos nas ruas dos bairros das cidades e nas estradas, estão sujeitos à própria sorte.

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17/02/2026

No carnaval, a literatura sai do papel e ganha várias expressões no movimento das ruas, que contam histórias de diferentes maneiras, seja nas fantasias, nas máscaras, nas marchinhas, através da cantoria dos blocos, nos desfiles das escolas de samba. Muitos brasileiros que guardam poesia na alma gostam do carnaval.

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