Tereza Malcher

Tereza Cristina Malcher Campitelli

Momentos Literários

Tereza Malcher é mestre em educação pela PUC-Rio, escritora de livros infantojuvenis, presidente da Academia Friburguense de Letras e ganhadora, em 2014, do Prêmio OFF Flip de Literatura.

25/10/2021

Hoje, vou fazer uma homenagem ao patrono da Academia Friburguense de
Letras, Julio Salusse, autor de um dos sonetos mais lindos de todos os tempos,
publicado em vários países, um dos poemas mais declamados no final do século XIX e
início do século XX. “Cisnes...”.

A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas,

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18/10/2021

Hoje, 15 de outubro de 2021, acordei pensando que os verdadeiros mestres não
precisam de salas de aula, nem de púlpitos. Precisam de asas. São como pássaros,
passam a vida espalhando sementes.
Saint-Exupéry, meu mestre maior, era aviador e, pelos tantos céus que voou, foi
deixando sementes. Assim, quero abraçar os professores com os pensamentos dele,
tão ricos de humanidade.
. “Você é eternamente responsável por aquilo que cativou”. (do personagem do
livro “O Pequeno Príncipe”, traduzido por Ferreira Gullar).

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11/10/2021

A coluna da semana anterior, baseada no texto “O Espelho”, de Guimarães Rosa, contido no livro “Primeiras Estórias”, foi-me intensa, mais ainda pela leitura do livro “As Meninas”, de Lygia Fagundes Teles, no Clube de Leitura Vivências. As leituras me causaram quase um transtorno quando uma ideia me rondou a semana, instigando-me a refletir e a pesquisar sobre rostos. Meu travesseiro sabe disso... 

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04/10/2021

Já disseram que aquilo que não está na Bíblia, está em Shakespeare. Eu
acrescentaria que também está em Guimarães Rosa. No seu conto-crônica, “O
Espelho”, contido no livro “Primeiras Estórias”, editora Nova Fronteira, Rosa revela a
maestria de escritor e filósofo através das reflexões a respeito do que o espelho pode
ou não mostrar a quem se posiciona diante dele. Sua inteligência e domínio da Língua
Portuguesa constroem um texto raro, capaz de desvendar almas. Ah, a alma do

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27/09/2021

Uma amiga, Mariane Vieira, doutoranda da USP, na área de História da
Educação, me procurou, esta semana, para saber como poderia fazer uma
pesquisa no jornal “A Voz da Serra” para obter dados importantes ao curso que
realiza. Seu contato me fez pensar na riqueza do jornal, enquanto fonte de
pesquisa da história local.
Mais uma vez, nesta coluna, faço questão de ressaltar que o jornalismo e
a pesquisa histórica são estilos literários imprescindíveis ao desenvolvimento
político, social, cultural e humano. Os textos oriundos dessas áreas, quando

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20/09/2021

Esta coluna vai me respaldar para escrever a quarta capa do livro de uma
amiga e escritora que me presenteou com esta oportunidade. O convite para
participar de uma obra literária é uma reverência ao convidado, um
reconhecimento às suas qualidades literárias e pessoais. Não são seus belos
olhos, muito menos seu agradável sorriso que vão fundamentar o delicado
convite, mas os valores e as capacidades literárias que ele desenvolveu a
longo do tempo com esforços e dedicação.
***

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13/09/2021

Faz algum tempo que gostaria de escrever sobre a violência contra a
mulher, tema delicado, doloroso de ser tocado, triste realidade que atinge a
pessoa do sexo feminino. A decisão de fazê-lo foi motivada pelo artigo
“Percepções de Mulheres a Respeito do Estupro Marital”, escrito pela minha
amiga de oficina literária, a jornalista Juliana Maria Lanzarini, que foi aprovado
para o 1º. Congresso CRIM/UFMG: Gênero, Femininos e Violência. Como
também pelas Oficinas de Formação para Apoio a Mulheres em Situação de

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06/09/2021

Fake News viraram moda. Viralizaram. Tornaram-se espalhafatosas fantasias na
Internet. Vestiram-se das mais estranhas notícias e comentários para ganhar mundo.
Fizeram-se a voz da mentira. Utilizaram-se da literatura para desfilar através de
mensagens ou reportagens. Ganharam as luzes negras das intenções maldosas.
Fake News possuem a cor da imprensa marrom que, intencionalmente, têm a
finalidade de lançar falsas notícias, disseminar boatos e desinformar. Para
conquistarem espaço na mídia e adquirirem força de convencimento, nutrem-se dos

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30/08/2021

Na semana passada, no Clube de Leitura Vivências, organizado por
Márcia Lobosco, quando debatíamos questões emergentes da leitura do livro
Quase Memória, de Carlos Heitor Cony, surgiu um tema que ainda não tinha
parado para refletir: as diferenças entre a mentira e a fantasia.
Estamos situados na realidade concreta, porém a percebemos de modo
subjetivo. A realidade não é tomada tal como é, mas interpretada, o que nos
oferece uma compreensão particular dos fatos. Lembro-me da carta do escritor

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23/08/2021

O poeta precisa de liberdade para observar a vida e inspirar-se. Aqui, a poesia paira sobre a cidade; sempre e em algum lugar há alguém a reverenciando. 

Ferreira Goulart disse que a poesia nasce do espanto. Da realidade que se desnuda repentinamente, causando no poeta um sentimento que o toca no mais profundo de si, fazendo com que as palavras, não mais do que pedaços de emoções, cheguem tortas ao seu imaginário. Porém, tornam-se perfeitas quando as coloca num poema. 

Quem já não fez um poema?

Quem não se espanta?  

Ah, o vivente precisa de poesia! 

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