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Marchinhas de carnaval e literatura, uma mistura criativa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

No carnaval, a literatura sai do papel e ganha várias expressões no movimento das ruas, que contam histórias de diferentes maneiras, seja nas fantasias, nas máscaras, nas marchinhas, através da cantoria dos blocos, nos desfiles das escolas de samba. Muitos brasileiros que guardam poesia na alma gostam do carnaval.

No carnaval, a literatura sai do papel e ganha várias expressões no movimento das ruas, que contam histórias de diferentes maneiras, seja nas fantasias, nas máscaras, nas marchinhas, através da cantoria dos blocos, nos desfiles das escolas de samba. Muitos brasileiros que guardam poesia na alma gostam do carnaval.

Para os escritores modernistas brasileiros, as marchinhas têm a voz do Brasil. Mário de Andrade as considerava como uma forma de literatura oral. Já Oswald de Andrade as considerava como uma poesia curta, irônica e direta. Sob o disfarce da folia carnavalesca, seus compositores se utilizam do duplo sentido para criticar a vida social. Através de uma linguagem livre e popular, são consideradas crônicas musicais de cunho social e político. Como estão situadas em determinadas lugares e épocas, são consideradas um registro histórico relevante ao guardarem a memória social e política do país. Há quem as considere como uma revista da vida nacional.

As marchinhas surgiram no Rio de Janeiro, no final do século XIX e receberam influências das marchas portuguesas. A primeira foi composta por Chiquinha Gonzaga, em 1899, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, aquela que todos já cantaram e dançaram: “Ó abre alas”. Foi somente no século XX, entre os anos de 1920 e 1960, que atingiram o auge da popularidade, a época de ouro do carnaval brasileiro. O nome marchinha foi inspirado na marcha dos soldados, dado que a batida é similar à fanfarra militar, comum aos desfiles cívicos.

Com o sucesso, vários compositores criaram letras e músicas, como a “As pastorinhas” de Braguinha e Noel Rosa, gravada no final de 1937, “Mamãe eu quero”, composta por Vicente Paiva e Jararaca, em 1937, “Allah-lá-ô”, de Haroldo Lobo e Nássara, lançada em 1941. Dentre tantas outras, as marchinhas possuem ritmo acelerado e contagiante, letras simples, curtas e fáceis de gravar. Além de serem bem-humoradas, possuem uma temática variada, como o amor, situações cotidianas, ironias, vida doméstica, serviços urbanos, costumes e fatos da atualidade. São consideradas expressões literárias, especialmente no gênero literatura popular, oral e lírica.

Quem se esquece das letras e do ritmo das marchinhas de carnaval? Elas passam pelos anos e ficam na memória de todos, especialmente dos que um dia já foram foliões. Mesmo compartilhando espaço com os sambas-enredo, nunca pararam de ser compostas e animar os blocos de rua.

Deixo, então, com vocês, a letra da “Ô abre alas”, que expressa a abertura do espaço para a alegria, a liberdade e a celebração coletiva do carnaval.

Ó, abre alas, que eu quero passar

Eu sou da Lira, não posso negar

Eu sou da Lira, não posso negar

 

Ó, abre alas, que eu quero passar

Rosa de Ouro é que vai ganhar

Rosa de Ouro é que vai ganhar

(...)

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Papa: mensagem para a Quaresma

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

 

Escutar

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.
Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.
 
Escutar
Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.
Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”
 
Jejuar
Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.
No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.
Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.
“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”
Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.” 
 
Juntos
O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.
“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”
O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.
“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”
 
Fonte: Vatican News
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A VOZ DA SERRA sabe o valor da sua credibilidade

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A charge de Silvério me fez embarcar lá pelos anos de 1998, quando minha filha caçula tinha perto de seis anos de idade. A campanha “Se beber, não dirija” circulava intensamente nos meios de comunicação. Pois bem: certo dia, tia Maria Luiza viu Fernanda bebendo refrigerante, antes do almoço. Foi o bastante para titia ralhar: “Para de beber, garota!” – E a garota, mais do que depressa: - O que é que tem isso? Eu não vou dirigir!! (Rimos muito, porque criança leva tudo ao pé da letra).

A charge de Silvério me fez embarcar lá pelos anos de 1998, quando minha filha caçula tinha perto de seis anos de idade. A campanha “Se beber, não dirija” circulava intensamente nos meios de comunicação. Pois bem: certo dia, tia Maria Luiza viu Fernanda bebendo refrigerante, antes do almoço. Foi o bastante para titia ralhar: “Para de beber, garota!” – E a garota, mais do que depressa: - O que é que tem isso? Eu não vou dirigir!! (Rimos muito, porque criança leva tudo ao pé da letra).

Na verdade, a campanha jamais saiu da mídia e Silvério, sempre oportuno em seus traços e ideias, estampou a frase, alertando sobre a responsabilidade com o lema “Se beber não dirija”, pois são três coisas que não combinam: folia, bebida e direção. Os “anjos” tentam interceder, mas nem sempre os condutores de veículos escutam a voz do bom senso. Como sempre gosto de afirmar, a charge é direta, objetiva e tem, além de tudo, um traço educativo, preventivo e de grande alcance. Basta interpretar e o recado está dado.

Assim como o Natal, a folia de Momo é uma construção de memórias afetivas. Em minha casa de infância, o período carnavalesco era preparado com entusiasmo e seriedade. Meus pais tinham o carnaval na mais alta             relevância e os preparativos iam desde as fantasias que mamãe costurava nas altas horas da madrugada até os roteiros que iriamos percorrer pela cidade. Confetes, serpentinas e espirradeiras faziam a nossa alegria. Eu e meu irmão   fomos holandeses, soldadinhos, piratas e tudo o mais que a imaginação de meus pais concebia. Era um carnaval tamanho família!

Naquele tempo de meus pais era preciso mesmo idealizar e preparar a fantasia com o requinte das costuras e bordados, tudo bem delineado, sem improvisos de última hora. Ao contrário do que acontece na atualidade, quando se tem a facilidade de “montar um look para a folia com até R$ 50”. A estagiária Isabella Rodrigues trouxe dicas valiosas para os mais incríveis “improvisos”, pois “no Carnaval, mais importante do que gastar muito é se divertir”. Tudo vale a pena, porque a alma do Carnaval é infinita.

Uma novidade pra lá de interessante, que incentiva a reciclagem, é a utilização de máquinas para amassar latinhas, instaladas nos locais da folia. O objetivo desse projeto é “facilitar o trabalho dos catadores nas áreas de maior concentração de foliões”. Da maneira como tem feito calor, o consumo tem sido muito produtivo para quem faz essas coletas. A cerveja, por exemplo, é responsável pelo grande volume de latinhas, embora os refrigerantes sejam bem consumidos também. Mas, a vantagem da cerveja é que faça chuva ou faça sol, frio ou calor, a bebida “desce” muito bem.

Enquanto o folião se diverte, a criançada corre e a multidão segue o curso das batucadas, a limpeza urbana não brinca em serviço. “69 profissionais atuam na varrição, equipados com 31 contêineres e varrição mecânica, retroescavadeira, caminhões e veículos de suporte”. É mesmo um “bloco” nossa uma cidade limpa o ano inteiro.

O Bloco Companhia Arteira tem feito bonitas produções teatrais em nossa cidade. No Carnaval, seu grupo de teatro prestou homenagem a diversos ícones das artes friburguenses. Álvaro Ottoni, Raquel Nader, Daniela Santi, Nelmo, Julio Cezar Seabra Cavalcanti, o Jaburu, Carlito Marchon, Marcelo Guerra, Paulo Carvalho, Adriane Salomão e Jorge Miguel Mayer são alguns de seus homenageados. O enredo do carnaval dos “arteiros” é sempre um sucesso. Este ano cheio de saudades e lembranças com uma constelação repleta de estrelas no céu dos iluminados . Parabéns, Companhia Arteira!...

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Estrada Parque: estratégia para a conservação sustentável

sábado, 14 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Estrada parque APA Rio Tietê Itú SP (Prefeitura de Itu-SP)

Vivemos em sociedade e principalmente em núcleos urbanos que tendem a crescer e se adensar. Mesmo com todas as facilidades e serviços de cada núcleo, é cada vez maior a necessidade de conectividade e deslocamento entre esses núcleos para diversas atividades como trabalho, utilização dos serviços de saúde, turismo, lazer, etc. Fomos nos acostumando a um padrão de deslocamento próprio dos nossos tempos: velocidade, poluição, congestionamentos e infelizmente, acidentes.

Vivemos em sociedade e principalmente em núcleos urbanos que tendem a crescer e se adensar. Mesmo com todas as facilidades e serviços de cada núcleo, é cada vez maior a necessidade de conectividade e deslocamento entre esses núcleos para diversas atividades como trabalho, utilização dos serviços de saúde, turismo, lazer, etc. Fomos nos acostumando a um padrão de deslocamento próprio dos nossos tempos: velocidade, poluição, congestionamentos e infelizmente, acidentes.

Na época em que as áreas rurais ficavam distantes dos núcleos urbanos o amortecimento proporcionado pela transição entre uma e outra região se dava de forma gradual, minimizando os impactos decorrentes desse fluxo voraz dos deslocamentos rápidos e massivos.

Hoje sabemos que em áreas protegidas da natureza, sejam ou não uma Unidade de Conservação, a consciência das pessoas, os cuidados espontâneos, a preservação desses ambientes naturais nem sempre ocorre como deveria e podemos dizer que raramente ocorre com os cuidados absolutamente necessários à preservação da fauna e flora local, com o atropelamento de animais cada vez mais frequentes, desleixo com o lixo, poluição sonora e introdução de espécies exóticas e até invasoras na nossa Mata Atlântica.

Em áreas protegidas como uma APA (Área de Preservação Ambiental) as estradas também cortam o seu interior trazendo os seus benefícios, mas infelizmente trazendo também todos os prejuízos possíveis daí decorrentes, por não haver os cuidados necessários com o ambiente. Ao invés do desenvolvimento sustentável desejável, temos o desenvolvimento que degrada o ambiente de forma irreversível. Com isso, a perda progressiva da nossa biodiversidade e os impactos ambientais que levam às mudanças climáticas vão se agravando e aos poucos vamos nos aproximando do ponto de não retorno às condições mínimas de sobrevivência do planeta.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) estabeleceu as diversas formas de áreas protegidas e a sua classificação. É um sistema muito funcional e tem servido de modelo para os diversos sistemas estaduais e municipais com as adequações devidas. Isso não significa que não pode ser aperfeiçoado e certamente será.

Uma das possíveis modificações futuras poderá ser a introdução das “Estradas Parque” como unidades de conservação lineares. Muitos já ouviram falar desse conceito, mas sua aplicação ainda é muito incipiente pois frequentemente somos levados a crer que a criação de uma Unidade de Conservação, seja de proteção integral (mais restritiva) ou de uso sustentável (que permite as atividades econômicas), onde normalmente essas estradas estão, bastassem para cumprir essa função. Infelizmente não é bem assim.

Há necessidade permanente de ações complementares e a Estrada Parque é uma delas.

Por que uma Estrada Parque?

“Existem duas formas de mitigar os impactos causados pelas estradas na vida selvagem. Uma delas é modificando o comportamento do homem, por meio do controle de velocidade, utilização de sinalizações e luzes, e a outra é modificando o comportamento dos animais por meio de alterações na estrutura dos habitats. As maneiras de mitigar esses impactos são: construir passagens de fauna, proibir a exploração madeireira, fechar estradas em áreas que possuam importância ecológica, utilizar técnicas que diminuam o ruído, fazer com que o trânsito ocorra prioritariamente nas vias primárias e melhorar as condições dos veículos, das pistas e do tráfego.

Estudos mostraram que a construção de passagens de fauna e a implantação de sinalizações alertando sobre a presença de fauna no local podem ser métodos que minimizam os impactos das estradas na vida silvestre” (“Estradas Parque: de categoria de área natural protegida à ameaça aos parques nacionais na América Latina-Revista Tecnologia e Sociedade-Maysa Helena de Freitas Pinto, Geraldo Majela Morais Sávio e outros). Portanto, medidas educativas e restritivas são necessárias e complementares. Para atingir os objetivos de preservação não podemos abrir mão de nenhuma dessas medidas, para, como dito acima, mitigar os impactos causados pelas estradas num ambiente natural.

Muito se tem debatido sobre o conceito de Estrada Parque em todo o planeta, em parte pela grande diferença das características das localidades onde se implantam, desde locais exclusivos de belezas cênicas, locais de alguma produção peculiar como as vinícolas, locais que já estejam sob proteção por medidas mais restritivas, etc. São áreas de interesse público que buscamos proteger por diversas formas. A Estrada Parque vem  se somar a essas iniciativas, inclusive como proposta na Revisão do Plano Diretor de Nova Friburgo em debate, e na Revisão do Plano de Manejo da APA Macaé de Cima, onde poderá servir como novo tipo de Zoneamento, com sua incorporação no cenário da preservação ambiental organizada do município.

No Estado do Rio o decreto 40.979/2007 e a lei 6.371/2012 regulam as Estradas Parque

“Considera-se estrada parque a via automotiva que, inserida no todo ou em parte em unidade de conservação da natureza, possua características que compatibilizem sua utilização com a preservação dos ecossistemas locais, a valorização da paisagem e dos valores culturais e, ainda, que fomentem a educação ambiental, o turismo consciente, o lazer e o desenvolvimento socioeconômico da região onde está inserida”.

Que benefícios trará a Estrada Parque?

Uma Estrada Parque ao ser implementada deve ser debatida com a população direta e indiretamente envolvida, com audiências públicas e reuniões locais e setoriais, acompanhada de uma campanha de esclarecimento sobre os benefícios de tal iniciativa, pois com a sua implantação espera-se o fomento às atividades turísticas e consequente implemento às demais cadeias produtivas locais com o incentivo à participação de todos os envolvidos, como comerciantes, donos de pousadas, airbnb, hotéis, restaurantes, guias turísticos, gestores ambientais e de áreas de atrativos turísticos, profissionais de transporte, prestadores de serviços, etc.

Os benefícios podem ser muito relevantes para a população local, quando organizados e coordenados de forma racional para o melhor aproveitamento do potencial de cada uma das atividades. Um Conselho Gestor participativo tem a função de exercer essa tarefa.

Estrada Parque: estrada boa

Uma das consequências benéficas naturais da implantação de uma Estrada Parque é a necessária e fundamental manutenção das vias de acesso e da própria estrada, de forma a torná-la transitável com conforto e segurança por todo o ano, para cumprir adequadamente os seus propósitos, além de obviamente servir à população local com a merecida dignidade e com eficácia.

Com uma sinalização padronizada, portais de entrada, pontos de observação de atrativos turísticos, passarelas aéreas e subterrâneas para a passagem de animais, limitadores de velocidade, placas informativas, etc., poderá ser feito um trabalho de conscientização e educação ambiental, garantindo e incrementando a sustentabilidade local. Devemos ter em mente que só com o turismo sustentável, ordenado e disciplinado é que a preservação do meio ambiente poderá ocorrer.

Ao trafegar por uma Estrada Parque o motorista, cumprindo as exigências restritivas, além de proteger o ambiente e guiar com maior segurança para si, para seus familiares e para a população local, além da proteção da fauna tão vulnerável, esse motorista e sua família ao adentrar nesse ambiente, encontrará o equilíbrio e paz necessários para uma visita e deslocamento com maior tranquilidade e harmonia, que é o que se busca e o deve ser encontrado numa área de natureza.

Uma Estrada Parque faz de uma via, um simples caminho, uma região viva e orgânica trazendo grandes benefícios para a sociedade.

No próximo artigo falaremos de como transformar esse conceito em realidade.

“Transformar é caminhar,

com ternura, com olhar.

O planeta é nossa morada,

e o amor... a nossa estrada”

Jacylene Ramos Penedo

Assista nossa entrevista de 28-01-2026 na Rádio Comunidade, Programa Momento Cidade: https://youtu.be/vUaQa37u5-4

Gostou do artigo? Tem alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande  um e-mail para  [email protected]

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Grande experiência

sábado, 14 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Gilberto Frossard vence duas lutas na Taça Nacional Paulo Zorello de Kickboxing

A temporada de 2026 começou com resultados importantes para Gilberto Frossard. O lutador de Nova Friburgo participou da Taça Nacional Paulo Zorello de Kickboxing, realizada em Brasília-DF entre os últimos dias 6 a 8 de fevereiro. Gilberto participou de duas lutas, e obteve duas vitórias. O primeiro desafio foi conta um atleta da Bahia, e a segunda, contra um oponente do Mato Grosso. No final das contas, o lutador friburguense terminou na terceira colocação.

Gilberto Frossard vence duas lutas na Taça Nacional Paulo Zorello de Kickboxing

A temporada de 2026 começou com resultados importantes para Gilberto Frossard. O lutador de Nova Friburgo participou da Taça Nacional Paulo Zorello de Kickboxing, realizada em Brasília-DF entre os últimos dias 6 a 8 de fevereiro. Gilberto participou de duas lutas, e obteve duas vitórias. O primeiro desafio foi conta um atleta da Bahia, e a segunda, contra um oponente do Mato Grosso. No final das contas, o lutador friburguense terminou na terceira colocação.

“Infelizmente não pude avançar para a final, pois tive um problema na minha categoria e tive que lutar na categoria de 81 quilos, que já tinha um atleta do Rio de Janeiro. Como a vaga era dele, acabou prosseguindo para a final”, explica.

O evento é considerado o mais competitivo do kickboxing amador no Brasil, funciona como uma espécie de seleção para competições maiores, no qual os estados podem escolher um atleta por categoria. Gilberto foi escolhido na categoria 75 quilos, mesmo após um hiato de um ano sem participar desse tipo de competição. Na ultima edição em que esteve presente, em 2023, tornou-se o único atleta vencedor do Rio de Janeiro.

 

Zero tolerância

Parceria amplia ações de combate à violência contra a mulher no esporte

As políticas e ações de enfrentamento à violência contra a mulher serão fortalecidas por meio de uma parceria entre os ministérios das Mulheres e do Esporte. A iniciativa conjunta vai levar campanhas e ações educativas, com foco na conscientização e na mobilização social, aos eventos esportivos em todas as regiões do Brasil. O acordo foi firmado entre a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o ministro do Esporte, André Fufuca.

Diante das estatísticas alarmantes apresentadas pela ministra e por sua equipe, André Fufuca colocou o Ministério do Esporte (MEsp) e todas as suas secretarias à disposição da iniciativa, reforçando o papel do esporte como ferramenta de transformação social. “Precisamos conscientizar as pessoas, e para isso nada melhor do que trabalharmos com os núcleos da Lei de Incentivo ao Esporte espalhados pelos 27 estados do Brasil, que hoje já alcançam mais de um milhão de pessoas. Precisamos disseminar ações e informações por meio desses núcleos para reduzir esses índices”, ressaltou Fufuca.

A ministra Márcia Lopes destacou o potencial do esporte na formação cidadã e na construção de uma cultura de paz. “O esporte, sem dúvida, é uma área imprescindível para a formação, o engajamento das pessoas, a motivação, a participação e para o desenvolvimento de novos valores. O que queremos são crianças, jovens, homens e mulheres convivendo de forma pacífica, e famílias que reconheçam o esporte como um valor fundamental", disse.

O secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do MEsp, Patrick Corrêa, lembrou que ações conjuntas já vêm sendo realizadas em grandes eventos esportivos. “É uma parceria que já vem dando certo. Fizemos ações em partidas como Fla-Flu e na Supercopa, e vamos continuar ampliando.

  • Foto da galeria

    Representante de Nova Friburgo e do Rio, Gilberto venceu as duas lutas que fez em Brasília (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Cena que se repetiu por duas vezes: Gilberto não foi à final por conta de um problema em sua categoria (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Evento é considerado como um dos maiores do Kickboxing amador no Brasil (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Gestão do prefeito Amâncio Azevedo: três anos inúteis

sábado, 14 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 14 e 15 de fevereiro de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

Edição de 14 e 15 de fevereiro de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes
 
3 anos inúteis – A administração municipal de Friburgo, conduzida hoje pelo prefeito Amâncio Mário de Azevedo, completou em 31 de janeiro deste 1976, três anos inúteis de um governo, o mais desastroso que o friburguense registra na sua história política e administrativa municipal recente. Nos compete, então, indagar: o que teria sido realizado de positivo durante estes três anos de Amâncio na Prefeitura de Friburgo? Nada. Apenas algumas coisas realizadas na área de saúde e promoção humana, isto mesmo, “obra” e graça de um grupo – Walter Araujo, Laura Milheiro de Freitas e mais alguns abnegados, que seriam melhor no campo da saúde, no campo social e humano, se estivessem servindo à outro governo, um governo mais sério.
 
352 dias – Faltam (ainda ou apenas?) 352 dias para encerrar a atual anti-administração municipal de Amâncio na nossa prefeitura. E, para azar dos friburguenses, este ano de 1976 é bissexto, isto é, tem mais um dia no mês de fevereiro corrente. Que obras importantes, já construídas, foram obstaculizadas e depredadas pelo atual governo municipal? Mercadão, Praça do Suspiro, Faculdade de Odontologia… Confere, caro leitor?
 
Mobral faz treinamento – O Mobral de Friburgo está convidando os interessados para um Curso de Treinamento de Alfabetizadores que será ministrado pelas supervisoras como entrega dos certificados. As inscrições ainda podem ser feitas na sede do Mobral em nossa cidade.
 
Candidatos fazem prova – Será neste dia 14, às 15h, a prova para os candidatos a professores de Educação Pré-Escolar, 1º Grau, 2º Grau e Cultura Física, da Secretaria de Educação e Cultura. Para esta prova escrita os locais designados são: Colégio Estadual, Escola Canadá, Grupo Escolar Ribeiro de Almeida, Colégio Anchieta e Colégio Nossa Senhora das Mercês.
 
Carro é arrombado – O mecânico Antônio de Almeida Marchetti registrou queixa civil afirmando que se encontrava em sua oficina a Variant, placa AF-39-12. O veículo estava sofrendo reparos e é de propriedade de um cliente de São Sebastião do Alto. O carro foi arrombado por três elementos. Foram levados um toca fitas e um rádio portátil.
 
Acidente na serra - Uma camionete veraneio que se dirigia para Friburgo teve um pneu estourado enquanto subia a serra, indo colidir com um muro. Em consequência, um casal de moradores do Rio de Janeiro ficou ferido. As vítimas foram socorridas pelo motorista de uma Kombi que passava pelo local. A veraneio ficou com a frente toda destruída.
 
Eixo rodoviário abandonado – É lamentável a situação de abandono em que se encontram alguns pontos do eixo rodoviário de Friburgo. A falta de conservação, como é o caso da mureta existente na Avenida Comte. Bitencourt e a manutenção da autorização para “dobrar a esquerda” na chamada Ponte do Caribé, deixam sempre uma imagem de descanso das autoridades que já se cansaram de recompor a mureta da ponte, mas, diariamente, ali são registrados acidentes, pois a curva é bastante fechada.
 
E mais: 
  • Mudança de direção em Nova Friburgo 
  • Campeonato começa com Friburgo x Serrano e Bom Jardim x Esperança
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 
 
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Futebol também dá samba

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Bloco do Frizão abre os desfiles com tema esportivo

A alegria toma conta das ruas de Nova Friburgo a partir desta sexta-feira, 13. O Carnaval espalha cores, criatividade e fomenta diversos setores da cidade e do país. No município, a união entre duas paixões nacionais rende, ano a ano, momentos especiais.

Bloco do Frizão abre os desfiles com tema esportivo

A alegria toma conta das ruas de Nova Friburgo a partir desta sexta-feira, 13. O Carnaval espalha cores, criatividade e fomenta diversos setores da cidade e do país. No município, a união entre duas paixões nacionais rende, ano a ano, momentos especiais.

Acrescentando um toque esportivo à folia, o Bloco do Frizão desfila, nesta sexta, na Avenida Alberto Braune, a partir das 20h (com concentração a partir das 18h), e homenageia os 50 anos da escola de samba Imperatriz de Olaria. O samba é de autoria de César Fonseca, com destaque para a apresentação da bateria “Nervosinha da Serra”. Dezenas de abadás foram vendidos. A novidade este ano é o Carnaval da Alegria, o pós-desfile que será realizado no Friburguense, com entrada permitida apenas para que tiver o abadá.

Já neste sábado, 14, o verde, branco e grená da torcida do Fluminense tomará conta da Avenida Alberto Braune. Um dos mais tradicionais blocos do município, o Máquina Tricolor já vendeu todos os abadás, e este ano será reforçado pela Rainha de Bateria Nycole Santos. A concentração será das 13h às 17h, ao lado da Prefeitura, oferece churrasco, open bar, atrações musicais e outros.

A torcida do Botafogo faz a sua festa no domingo de carnaval, 15. A concentração terá início às 13h, no espaço ao lado da antiga rodoviária. Os abadás dão direito a open bar, com bebidas diversas, salsichão, Espaço Kids e atrações com grupos de samba e pagode, DJ e bateria.

Além do já tradicional samba, de autoria de Alexandre Sabará e Guto Intérprete, a novidade para este ano é a apresentação do Pagode do Caramelo, bastante popular entre os alvinegros. O grupo costuma participar de diversos eventos ligados ao Botafogo, inclusive de pré-jogos no Nilton Santos e nos arredores do estádio.

Representando a torcida do Flamengo, o Urubu da Serra leva para o seu desfile na segunda-feira, 16, a temática “1987 é do Mengão”. Os abadás para a concentração, às 15h, em frente à prefeitura, dão direito a churrasco liberado, open bar, área kids (pula-pula) e a possibilidade de curtir, por exemplo, os DJs Lorran e Diego, Vem Pra Resenha, Gabriel Ribeiro e Irmãos WW. Dentre as novidades estão a rainha Aline Couto e o rei de bateria, Eduardo Moraes.

Com o tema Verão, “expressando a alegria, energia e espírito vascaíno”, o bloco Gigantes da Serra preparou um abadá especial para o Carnaval deste ano. Quem comprou a camiseta oficial no primeiro lote teve direito a copo oficial. O Gigantes da Serra desfila na terça de carnaval, 17, e a concentração, a partir das 13h, além de open bar, dá direito a curtir inúmeras atrações, à exemplo do DJs Saulo Emerick e Tubarão, o pagode dos Irmãos WW e o axé e micareta de Hick Junior.

Também representando a torcida cruzmaltina, o Piratas da Serra se reúne no Paissandu, a partir do meio-dia, com open bar e atrações como o tradicional Sambarrera e os DJs Kokadah e Leone. Fundado em 1989, o bloco é conhecido pela sua identidade forte e pelos estandartes marcantes. O bloco desfila em conjunto com o Gigantes da Serra, às 18h.

Foto da galeria
Bloco do Frizão abre desfiles temáticos de futebol em Nova Friburgo (Foto: Arquivo AVS)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Grama furta-cor

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Pois então. A grama do vizinho é realmente mais verde que a nossa? Por que tanta gente acha que os sonhos realizados pelo outro são mais fáceis de serem alcançados? Que na casa dos outros não tem bagunça, que o casal lindo que vemos pelas fotos das redes sociais não tem contas a pagar? De onde o ser humano tira a ideia de que o melhor está lá e não aqui ?


Pois então. A grama do vizinho é realmente mais verde que a nossa? Por que tanta gente acha que os sonhos realizados pelo outro são mais fáceis de serem alcançados? Que na casa dos outros não tem bagunça, que o casal lindo que vemos pelas fotos das redes sociais não tem contas a pagar? De onde o ser humano tira a ideia de que o melhor está lá e não aqui ?

Acho que falta gratidão no mundo. Percebo uma zona cinzenta em que um contingente incontável de seres habitam. O dia de hoje está aquém do que deveria estar, e ao mesmo tempo, quando a coisa piora, se percebe que aquele dia estava, na verdade, muito bom.

Uma comparação constante e massiva com o colega do lado. Uma observação para o que acontece do lado de fora que cega as pessoas para o lado de dentro de seus lares e seus corações. Dá medo. Eu não quero sentir isso e desejo fortemente que não sintam isso em relação a mim.

Muita gente já não se contenta mais em ter saúde e paz. Faltam as fotos maravilhosas de viagens, o príncipe encantado, o melhor emprego, a casa mais frondosa. A vitrine das redes sociais, a meu ver, tem sido um portal para essa ilusão de que a vida do outro é mais feliz que a nossa. Prosperar é lindo. Amar e ser amado é uma dádiva. A realização profissional é uma alegria. Viajar é uma maravilha. O esquisito é o grau de comparação muitas vezes doentio que mingua algumas pessoas. 

Falta gratidão. Só pode ser. A partir do momento em que uma pessoa agradece por tudo o que é, pelo que faz e pelo que possui, a coisa muda de figura. Na verdade, a grama do outro passa a não ter tanta importância. Quando somos gratos pelas oportunidades que temos, pela vida que nos é dada, pela proteção diária, pelas pessoas que nos cercam, conseguimos olhar para o outro com admiração e alegria por suas conquistas. Não com inveja. Não com cobiça.

Se é para olharmos para o outro lado do muro, que seja então para observarmos o tanto de esforço aquele "vizinho" emprega em prol de suas conquistas. E então, nos esforçarmos também. Empenho precede o resultado. Grandes conquistas decorrem de emprego de energia, preparação, renúncias, investimento de tempo, etc etc etc. Salvo se a grama do vizinho for sintética, ela requer plantio e cuidados. E ainda que seja sintética, requer possibilidade de compra, que demanda trabalho, dinheiro, prioridade e por aí vai. Não é de graça. Não é à toa. Não somos um amontoado de seres aleatórios em que coisas boas acontecem arbitrariamente para os outros e as ruins, para mim.   

Somos resultado do que fazemos para mudar, para melhorar, para aprimorar. São mesmo dias de luta e dias de glórias. É a vida.

Se o vizinho tem um relacionamento saudável e feliz, o que ele fez por merecer? Felicidade no amor não é para qualquer um. Tem que merecer, deve se dedicar, jogar energia boa para o universo, respeitar as pessoas, ser sincero, acolher o lado bom das pessoas. Não dá para ser um caçador de defeitos, andar com uma lupa para o negativo e encontrar pessoas maravilhosas com quem conviver. Somos todos imperfeitos. Todos. A grama alheia também pode ser. Não se pode julgar pela aparência.

Em tempos de terreno ermo, barreado, cheio de lama, a gente desanima. Mas aí é que temos que buscar aquela força que todos temos e poucos sabemos. A força de dentro. A mola da possibilidade de superação e realização.

Falar é fácil, exercer essa ideia é mais difícil. Eu sei. Mas não subestimo nossa capacidade de decidir e perseguir o objetivo. O que eu quero? Ser grata em qualquer circunstância. Amar meu próprio jardim, mesmo quando as ervas daninhas insistirem em castigá-lo. E desejar que o jardim do outro se torne tão garboso quanto eu quero que seja o meu.

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O ICMS Ecológico será o IBS Ecológico

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
(Foto: divulgação)

 

Parte final 

 

 
Parte final 
 
Lembrando o que é o ICMS Ecológico… Vimos nos artigos anteriores o que é o ICMS Ecológico: a parcela do ICMS Estadual que retorna para a prefeitura segundo pontuação obtida de acordo com os critérios de eficácia da gestão ambiental. Quanto melhor a gestão, maior a pontuação e com isso o município recebe mais recursos. É um mecanismo fiscal bastante eficaz, que destina atualmente o retorno de 2,5 % da cota-parte do ICMS aos municípios. Sua finalidade é promover a redistribuição de receitas fiscais a fim de mitigar as dificuldades econômicas locais, incentivando e permitindo que os municípios desenvolvam políticas ambientais, promovendo o desenvolvimento social aliado ao desenvolvimento sustentável. 
 
Como é calculado o ICMS Ecológico? 
 Há uma pontuação que determina quanto cada município recebe de repasse num ranking de vários critérios técnicos. Nova Friburgo em 2026 receberá R$ 7.385,22 na estimativa mais recente do Ceperj, o órgão estadual que monitora os repasses. (https://www.rj.gov.br/ceperj/sites/default/files/arquivospaginas/ICMS%20ESTIMATIVA%20RJ%202026_0.pdf) 
A pontuação avalia a performance de cada município e Nova Friburgo recebeu em 2025: 
 
  • Conservação ambiental (áreas protegidas – 45%). Representado principalmente pelas diversas unidades de conservação (parques, APAs, RPPNs), no território municipal;  
  • Qualidade ambiental dos recursos hídricos (mananciais protegidos e tratamento do esgoto – 30%). Avaliação da qualidade e proteção da água dos mananciais, rios e nascentes, estações de tratamento de esgoto, etc.
  • Saneamento básico (destinação de resíduos e remediação de vazadouros – 25%). São as ações de coleta adequada, tratamento eficaz e disposição final de resíduos sólidos além da gestão dos vazadouros.     
 Afinal, quanto Nova Friburgo recebe do ICMS ecológico e gasta em meio ambiente?                                            
Revendo o que divulgamos anteriormente, o orçamento da Secretaria de Ambiente para 2026, é de R$ 4.088.581,61. (https://diario.novafriburgo.rj.gov.br/documento/view/26168/lei-municipal-n-5118)
Portanto, os recursos do ICMS Ecológico para Nova Friburgo em 2026, sendo da ordem de R$ 7.385.495,22 e o orçamento da Secretaria de Ambiente para 2026, de R$ 4.088.581,61, então, proporcionalmente, o orçamento total corresponde à 55% do que o município recebe do ICMS Ecológico. Portanto, "sobram" recursos do ICMS Ecológico. (https://www.rj.gov.br/ceperj/sites/default/files/arquivospaginas/ICMS%20ESTIMATIVA%20RJ%202026_0.pdf)
 Será que com tantos recursos, as muitas necessidades e tarefas do meio ambiente estão sendo supridas? Lembremos quais são as muitas funções da Secretaria do Ambiente na gestão de políticas públicas e no cumprimento da Lei Orgânica do Município e do Código Ambiental (lei 45/2009): tarefas como licenciamento ambiental, fiscalização, implantação e gestão das Unidades de Conservação Municipais, autorização de podas e supressão de árvores, determinação de medidas compensatórias, elaboração e gestão de programas de educação ambiental, programas de arborização urbana, gestão de informação e mapeamento do território, elaboração do mapeamento de áreas de risco para subsidiar medidas preventivas de acidentes e tragédias, implantação, definição e restauração de áreas degradadas, elaboração de projetos e ações de sustentabilidade, entre outras tantas.
Para isso há necessidade de uma estrutura robusta, quantitativo de funcionários qualificados e treinados, proporcionais às tarefas, inclusive a necessária criação do contingente e contratação de guardas parque, aquisição de equipamentos e instrumentos adequados para trabalhos internos e externos, ter à disposição uma frota de veículos adequados às características das estradas vicinais e ao grande território do município, etc.
 
É possível melhorar a aplicação dos recursos disponíveis?
Considerando que atualmente há um excedente de recursos do ICMS Ecológico em relação ao orçamento da Secretaria de Ambiente e caso esse excedente fosse para o Meio Ambiente segundo a função e proposta originais do ICMS Ecológico, as tarefas da administração pública seriam melhor cumpridas? O que você acha? Com a utilização plena dos recursos gerados pelo ICMS Ecológico a Secretaria do Ambiente cumpriria melhor suas funções? Acredito que sim, mesmo que tais recursos não fossem aplicados exclusivamente pela Secretaria do Ambiente e houvesse a gestão compartilhada com outras secretarias para a manutenção de viveiros e hortos, parques urbanos e projetos de redução de áreas de risco para habitação popular, por exemplo.
 
O ICMS Ecológico passará a ser o IBS Ecológico. Haverá mais recursos
Temos um processo novo muito importante no ICMS Ecológico a partir de 2026. Pela Reforma Tributária de 2023 através da Emenda Constitucional 132/2023, que estabeleceu o arcabouço normativo para a implementação do IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços, esse substituirá gradualmente o ICMS, inclusive o ICMS Ecológico. Essa transição irá de 2026 até 2033. É a unificação nacional de diversos impostos estaduais, não cumulativa, universal, mais simples, mais eficaz, captada no destino final e evitando guerras comerciais.
Há muita expectativa em relação ao ICMS Ecológico, e há a estimativa provável de que o percentual do repasse deverá passar a ser da ordem de 5% ao invés dos 2,5% atuais. Isso poderá dobrar os recursos advindos dos critérios ambientais, nas pontuações obtidas pelo município. (https://www.cgibs.gov.br/portal-de-servicos-do-comite-gestor-do-ibs-entra-em-operacao-emarca-nova-etapa-da-reforma-tributaria)
 
Podemos sonhar?
Vamos imaginar uma Secretaria do Ambiente cumprindo à contento todas as tarefas relacionadas acima, bem instalada estruturalmente, com pessoal contratado qualificado e em quantitativo adequado, com equipamentos de ponta, com computadores e softwares modernos, GPS de precisão e equipes motivadas. Há e haverá ainda mais recursos para isso. Mesmo que parte desses recursos que retornam ao município entrasse no orçamento geral, mas com a devida aplicação no meio ambiente nas suas reais necessidades, direta ou indiretamente, as políticas públicas teriam maior sucesso.
Portanto, é muito importante a sociedade ficar atenta para que a aplicação desses recursos, principalmente os adicionais que virão e que ainda não fazem parte do orçamento municipal atual e nem estão na previsão plurianual, essa aplicação seja feita para as necessidades fundamentais e ações atuais e futuras da Secretaria do Ambiente visando o correto e adequado exercício das suas funções para servir à população de Nova Friburgo garantindo a proteção do meio ambiente e a sua biodiversidade.
 
Gostou do artigo? Tem alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected] .
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De Friburgo para Nova York: a trajetória internacional de Maiara Porto

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Há algum tempo escrevi na coluna, sobre a trajetória de Maiara Porto, uma menina mulher com 24 anos, friburguense, atriz, modelo, estudante de Odontologia e dona de uma trajetória tão improvável quanto luminosa. Naquele momento ressaltamos uma grande conquista: sua participação icônica no Miss Charm.

Há algum tempo escrevi na coluna, sobre a trajetória de Maiara Porto, uma menina mulher com 24 anos, friburguense, atriz, modelo, estudante de Odontologia e dona de uma trajetória tão improvável quanto luminosa. Naquele momento ressaltamos uma grande conquista: sua participação icônica no Miss Charm.

Ela já atuou em produções da Netflix, Prime Video, novelas da TV Record e peças de teatro, sempre com disposição para aprender e generosidade para trabalhar. Muito bem-quista pelo pai de Gisele Bündchen, cercada de profissionais competentes e amparada por uma família que não perde um passo, Maiara ergue sua carreira como quem constrói não mais um edifício, mas um arranha-céu.

Falávamos de uma friburguense que transitava com naturalidade entre o universo Miss, a moda e a atuação, construindo uma carreira com planejamento e visão de longo prazo. Aquela coluna apontava que o título era apenas parte de um projeto maior.

Nova York é logo ali

A semana atual confirma essa percepção. Maiara está em Nova York para desfilar na New York Fashion Week, um dos eventos mais relevantes e observados da indústria da moda mundial. O convite partiu da estilista internacional Gianina Azar, conhecida por vestir artistas como Beyoncé e Lady Gaga e por integrar o circuito das grandes semanas de moda.

Do Brasil, além de Maiara, participa também o modelo Jesus Luz. O desfile reúne celebridades internacionais, nomes conhecidos da televisão latina e representantes do universo Miss, compondo um ambiente de alta visibilidade. Trata-se de uma vitrine global, acompanhada por empresários, agentes e marcas que enxergam ali oportunidades e novos rostos para campanhas internacionais.

Colhendo o que plantou

Para quem acompanhou seus primeiros passos, o momento atual é consequência de um percurso consistente. Antes das passarelas internacionais, houve concursos, seletivas, campanhas publicitárias, cursos, preparação física e construção estratégica de imagem e posicionamento. Nada surgiu de forma repentina. Houve planejamento e continuidade.

A atuação, aliás, sempre foi parte importante dessa jornada. Maiara investiu em formação artística, participou de projetos audiovisuais e desenvolveu habilidades que vão além da estética. Expressão corporal, domínio de câmera e postura pública são competências que dialogam diretamente com o universo da moda. A soma dessas experiências fortalece sua presença em ambientes cada vez mais competitivos.

O universo Miss, por sua vez, contribuiu para consolidar disciplina, comunicação e posicionamento institucional. Não se trata apenas de beleza, mas de representação, postura e responsabilidade pública. Essa base amplia o alcance profissional e prepara o terreno para voos maiores.

A New York Fashion Week não é apenas um desfile. É um dos principais polos de conexão entre criadores, investidores e talentos do mercado global. Estar ali significa inserir-se em um circuito internacional onde cada participação pode resultar em novos contratos, convites e parcerias. É um ambiente exigente, no qual talento precisa caminhar ao lado de profissionalismo e consistência.

Maiara merece o prestígio friburguense

Há um significado que vai além da passarela. Ver uma representante de Nova Friburgo ocupar espaço em um dos palcos mais emblemáticos da moda mundial não é apenas motivo de orgulho protocolar — é a confirmação de que nossas histórias podem ultrapassar fronteiras. A origem não limita; ela constrói identidade. E Maiara carrega a sua com naturalidade.

Quem a conhece sabe que não se trata apenas de uma mulher bonita diante das câmeras. Maiara é dessas presenças que combinam elegância com simplicidade. Linda, sim — mas também educada, disciplinada e genuinamente simpática. Sempre manteve os pés no chão, mesmo quando os holofotes começaram a apontar em sua direção.

E talvez haja também um elemento poético nessa menina mulher. Porque, de certo modo, Maiara caminha por Manhattan como a nossa própria “garota de Ipanema” serrana — aquela que carrega beleza, graça e luz, mas que também traz história, disciplina e propósito. Uma presença que não passa despercebida, não apenas pelo olhar, mas pela postura.

Ao longo da trajetória, envolveu-se em projetos sociais, participou de ações comunitárias e utilizou sua visibilidade para ampliar causas que ultrapassam o universo da moda. Há nela uma compreensão clara de que representar Nova Friburgo vai além de vestir uma faixa ou desfilar um look: é também saber devolver à sociedade parte do que se conquista.

Em tempos em que o noticiário insiste em destacar crises e conflitos, é justo iluminar histórias construídas aqui, com esforço silencioso e perseverança. A presença de Maiara em Nova York não é um evento passageiro nem uma foto de ocasião. É resultado de escolhas feitas com responsabilidade.

De Friburgo para Manhattan, a distância pode ser medida em quilômetros. Mas, na prática, ela foi vencida com constância, preparo e visão de futuro. E se há algo que essa trajetória demonstra é que alguns caminhos começam discretos, mas seguem firmes — sempre elegantes — rumo a horizontes cada vez maiores. E tudo indica que essa história ainda está longe de seu ponto final.

Foto da galeria
(Foto: Arquivo pessoal)
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