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O Senhor ressuscitado é nossa vida e salvação!

quarta-feira, 08 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos a alegria do anúncio pascal que ressoa em toda Igreja: Cristo ressuscitou! Não podemos deixar de celebrar e anunciar ao mundo inteiro que nós cremos no Senhor ressuscitado. Ele é nossa vida e nossa certeza de uma eternidade feliz. A morte foi vencida, pois o Senhor morreu, mas vivo está; e Ele é nossa salvação. A liturgia cristã canta alegremente: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos; porque a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Sl 117).

Vivemos a alegria do anúncio pascal que ressoa em toda Igreja: Cristo ressuscitou! Não podemos deixar de celebrar e anunciar ao mundo inteiro que nós cremos no Senhor ressuscitado. Ele é nossa vida e nossa certeza de uma eternidade feliz. A morte foi vencida, pois o Senhor morreu, mas vivo está; e Ele é nossa salvação. A liturgia cristã canta alegremente: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos; porque a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Sl 117).

A vitória de Cristo crucificado sobre as potências da morte o qualifica como Senhor e Messias. “Eu sou o primeiro e o último, o vivente; estive morto, mas estou vivo pelos séculos dos séculos” (Ap 1,17). Deste modo, Jesus ressuscitado transmitindo sua vida aos cristãos, ajuda-os a superar todas as adversidades e inimizade, “até o último inimigo ser vencido, isto é, a morte” (1Cor 15,26). 

O Aleluia Pascal que ressoa e é cantado constantemente neste tempo, exprime a alegria da nova criação, da vida nova e da recapitulação de todas as coisas em Jesus Cristo. Por isso, os cristãos participam de modo especial dos frutos da ressurreição, pois a fé pautada na ressurreição transforma nossa vida. Somos todos novas criaturas ao participarmos com fé no Mistério do Ressuscitado. Tal renascimento ocorre no seio da Igreja pela nossa purificação pessoal e vivência sacramental.

Jesus passou da morte para a vida, não para uma vida de limites, mas uma vida inteiramente nova. A ressurreição é a vitória sobre a morte, é uma libertação das amarras e limites deste mundo, é o triunfo da vida de Deus sobre a morte. Com sua ressurreição Jesus mostra qual é a recompensa dos que sofrem com Ele e por Ele.

Todo cristão, pelo batismo, é chamado a participar da morte e ressurreição de Cristo. Como Cristo foi sepultado, o cristão também, pela água do batismo, morre para o mundo do pecado e ressuscita para uma nova vida em Cristo. Não pertencemos mais a este mundo de pecado, mas buscamos as coisas do alto, de onde reina Cristo Senhor.

A Páscoa de Cristo é a síntese de toda história da Salvação, pois o Mistério Pascal abraça toda história humana. Toda a história converge para este mistério. Portanto, nossa vida deve ser uma existência pascal. A páscoa é o ápice da história humana. A ressurreição de Cristo é esperança de uma nova vida, de um mundo novo que já devemos construir aqui e agora. Um mundo onde reina o amor e paz; paz tão desejada hoje neste mundo dilacerado pela violência e pelos conflitos armados. A cultura de morte ameaça a vida, dom máximo de Deus.

Somos interpelados a anunciar que o amor de Deus por nós é o sentido mais profunda do nosso viver. Deus é a fonte de todo bem e da própria vida. Ele está sempre presente e nos ajuda a transformar as situações mais difíceis em grande aprendizado, por meio das quais amadurecemos e nos tornamos melhores, na relação com Deus e com os irmãos e irmãs.

O Evangelho da vida deve ser sempre anunciado com alegria e esperança. O cristão diante do cenário atual deve fazer brilhar a luz da fé e da mensagem de Jesus, decifrando o drama da dor, do medo e da morte. A vida voltará a florescer. O amor fará a vida vencer. O Senhor ressuscitado renova em nós o compromisso da promoção e defesa da vida em todas as suas dimensões, principalmente dos mais periféricos e vulneráveis.

O compromisso de cada cristão com o anúncio da vida nova em Cristo se reveste de um significado novo, pois Cristo ao ressuscitar inaugura um novo tempo de perdão e esperança para todos. Somos tocados pela beleza e a grandeza do gesto sublime do amor de Deus pelo seu povo e por toda a humanidade.

Celebrar a Páscoa é fazer a experiência do amor misericordioso de Deus por todos nós, sobretudo pelos mais humildes e abandonados. Mesmo num mundo ainda marcado por guerras, o anúncio da esperança é a proposta de um novo caminho que precisamos percorrer na construção de uma nova civilização do amor, da esperança e da fraternidade universal.

Caríssimos irmãos e irmãs celebremos com júbilo a festa da “Passagem”, a nossa Páscoa. Tenhamos a certeza de que a ressurreição acontece em nossas vidas. Alegremo-nos, pois é a festa da nossa redenção e de toda a humanidade. Proclamemos nossa fé no Senhor da vida, agraciados pelo dom pascal. Que a Igreja, fiel transmissora da fé pascal, saiba anunciar com coragem e autenticidade esta mensagem de salvação e de alegria a todos.

Feliz e santa Páscoa!

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese de Nova Friburgo

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A proporção áurea

quarta-feira, 08 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Até a beleza pode ser quantificada

Até a beleza pode ser quantificada

Você não está na lista, e eu também fiquei de fora, mas já me consolei. O espelho me obriga a reconhecer que a natureza estava ocupada com coisas mais importantes quando se lembrou de mim. Fez uns rabiscos, passou por cima uma tinta rala e despachou assim mesmo. O importante, no entanto, é que o Brasil ficou em primeiro lugar como o país com as pessoas mais bonitas do mundo, segundo pesquisa de uma empresa americana, que comparou dezessete mil fotos de diversas nacionalidades. O site onde vi essa beleza de notícia abria com Juliana Paes. Em outro, de cara aparecem (e também de corpo) Gisele Bündchen e Adriana Lima. Ou seja, uma artilharia da pesada.  Ficamos na frente da Rússia (e a gente vendo a figura de Putin todo dia na TV!) e da Itália, respectivamente em segundo e terceiro lugares.

De certo ponto para frente, ou melhor, para trás, suspenderam a pesquisa, porque afinal, ninguém queria comprar briga: já pensou a reação do povo que fosse o último classificado? Bem, não devemos deixar de considerar que se trata de uma pesquisa e que existem várias outras, com resultados diferentes. Afinal, para o sapo, a sapa é a coisa mais linda que existe, e nem por ser feia a coruja deixa de achar um coruja que a queira. Além do mais, cronista é uma raça de gente danada para falar do que não entende.

A beleza dos brasileiros é atribuída à mistura que a gente vem fazendo desde 1500, quando os portugueses, feios, fedorentos e maltrapilhos, viram pela primeira vez aquela gente bonita, limpa e cheirosa. Depois vieram os negros, e aí foi um nunca mais acabar de nascerem crianças com caras e cores diferentes. Enfim, foi uma dessas coisas improvisadas que deram certo. É só olhar para Thaís Araújo para concluir que melhor não podia ter ficado.

Gosto é gosto, que seria do amarelo, etc. etc. Apesar disso, até a beleza pode ser quantificada. A matemática traduz a beleza com o número 1,618, a chamada Proporção Áurea. Significa que esse número expressa a relação perfeita entre duas partes de qualquer coisa. Tudo que estiver 1,618 de um ponto a outro é perfeito. Por exemplo, um rosto humano. Se essa for a distância entre o nariz e o lábio, entre uma orelha e outra, entre o queixo e a testa, e em tudo o mais, eis aí a beleza. Isso pode ser aplicado também na natureza, na arquitetura, na literatura, em tudo que possa ser visto, tocado, medido.

Mas não fiquemos tristes se a proporção áurea passa longe de nós. Em questão de beleza, como em tudo mais neste mundo, há muito de misterioso, subjetivo, incompreensível. Quem ama o feio, bonito lhe parece, e nunca falta um chinelo velho para um pé cansado. Alguém há de nos achar, senão bonitos, pelo menos passáveis. Console-se.

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Microconto

Contemplei admirado a madeira maciça da porta que meu amigo fechava. No hospital, lamentei gemendo não ter tirado a mão a tempo.

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Ao jornal A Voz da Serra, meus parabéns pelo seu aniversário!

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Hoje, 7 de abril, com alegria, abraço o jornal A Voz da Serra, do qual faço parte há dez anos como colunista. É uma data valorosa para um jornal que, ao longo de 81 anos, deixa sua voz ecoar entre as montanhas friburguenses. Como resultado de um esforço coletivo, um trabalho jornalístico diário e incansável, faz com que as notícias da cidade, do Brasil e do mundo cheguem atualizadas e impecáveis aos moradores da cidade.

Hoje, 7 de abril, com alegria, abraço o jornal A Voz da Serra, do qual faço parte há dez anos como colunista. É uma data valorosa para um jornal que, ao longo de 81 anos, deixa sua voz ecoar entre as montanhas friburguenses. Como resultado de um esforço coletivo, um trabalho jornalístico diário e incansável, faz com que as notícias da cidade, do Brasil e do mundo cheguem atualizadas e impecáveis aos moradores da cidade.

A Voz da Serra traz consigo a energia e a renovação do outono. Com personalidade forte e corajosa, sem receio de noticiar, tem liderança nos rumos de Nova Friburgo. Já tendo ultrapassado dificuldades quase intransponíveis, o jornal vem transmitindo, em cada uma de suas reportagens, a competente seriedade de noticiar. Portanto, faz parte da história da região, colaborando com a cidade em sua rotina, dificuldades e desafios. Além de prestar serviços valiosos à população através da divulgação de informações sobre serviços, eventos e entidades.

É possível observar, através das suas colunas, a preocupação com a qualidade de vida da população. Tenho orgulho de participar desta empreitada com a coluna Momentos Literários. Como a literatura percorre o tempo em diferentes épocas e lugares, contribuo com ideias sobre a vida a serem refletidas pelos leitores. Publicada semanalmente, às terças-feiras, é um espaço que valoriza diversos estilos literários, como o romance, a poesia, o conto e a crônica. Além de incentivar a formação do leitor e o hábito de ler.

Ao produzir a coluna sou revestida pela responsabilidade de colaborar com os modos de viver e conviver dos leitores, sejam friburguenses ou não. É uma responsabilidade que emerge da preocupação com os valores humanos, princípios que regem a ética nas relações sociais, econômicas, afetivas, familiares e profissionais.

Participar do jornal A Voz da Serra enriquece a minha vida. Fazer parte de um grupo de profissionais e colabores é motivo de orgulho, posto serem pessoas conscientes do papel que possuem na cidade, sempre atentas aos fatos e aos modos como podem oferecer colaborações efetivas ao presente e ao futuro da cidade.

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Criei um imã de geladeira para pagar a faculdade de turismo

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Cada peça é criada de forma individual e artesanal. Após pintar e montar as madeiras, escrevo as frases à mão com tintas especiais, renovando constantemente as mensagens. Não há um padrão fixo — as palavras mudam, os sentimentos se reinventam, e assim cada imã nasce único. Em todos eles faço questão de incluir “Nova Friburgo”, reforçando o valor turístico e afetivo que a cidade carrega.

Essa singularidade tem despertado o interesse dos visitantes, que encontram no produto um souvenir autêntico, personalizado, simples e repleto de significado. E, em cada peça, também deixo impresso meu carinho por esta cidade que me acolheu e me presenteou, em 2016, com o título de cidadão friburguense — um reconhecimento que carrego como quem guarda um abraço permanente.

Os imãs passaram a ser comercializados na loja EcoModas, no teleférico, onde atuo, e tiveram excelente aceitação desde o início. Após a validação inicial da ideia — aprovada pela sócia e esposa — foi desenvolvido um MVP (Produto Mínimo Viável), permitindo aprimoramentos progressivos com base no comportamento real dos consumidores. Observou-se que muitos turistas que adquirem outros produtos ecológicos da loja quase sempre incluem também o imã na compra. A combinação de preço acessível, estética artesanal e mensagem positiva transforma o produto em uma lembrança significativa e de alto valor simbólico.

Educação e propósito em cada peça

A comercialização dos imãs contribui diretamente para custear minha graduação recém-iniciada em Gestão de Turismo — uma escolha motivada pela compreensão do papel estratégico que o setor exerce no desenvolvimento econômico e nos impactos sociais e ambientais dos destinos. Nesse sentido, o produto desenvolvido assume também um papel formativo em minha trajetória pessoal e profissional.

Dentro desse contexto, o imã acaba contribuindo ainda mais amplamente para o turismo do que aparenta à primeira vista. Ele funciona como um agente de promoção territorial, levando o nome da cidade para outros lugares e mantendo viva a memória da experiência do visitante. Paralelamente, realizamos atividades constantes com turistas em nossa sede, incluindo ações de educação ambiental e o fornecimento de bombas de sementes que são lançadas nas matas da região para enriquecer a Mata Atlântica, envolvendo crianças, jovens e adultos.

Um dos objetivos, a médio prazo, é estabelecer parcerias com empreendimentos do setor turístico, possibilitando que esses parceiros ofereçam este mesmo imã como uma lembrança sustentável aos seus clientes.

Tamanho do mercado

Embora não exista um dado oficial específico sobre o tamanho do mercado de souvenirs no Brasil, sua relevância pode ser compreendida dentro do contexto do turismo: em 2025, turistas estrangeiros injetaram cerca de US$ 7,9 bilhões (aprox. R$ 41,5 bilhões) na economia brasileira, e considerando que entre 10% e 20% dos gastos de viagem são destinados a compras, estima-se que o segmento de souvenirs e artesanato tenha movimentado entre R$ 4 bilhões e R$ 8 bilhões no período, evidenciando seu potencial para negócios criativos e locais.

Além disso, as projeções para 2026 indicam que o turismo deve alcançar US$ 167,6 bilhões, representando cerca de 7,7% do PIB e sustentando 8,2 milhões de empregos, o que reforça o setor como um dos pilares do desenvolvimento nacional e destaca a importância de investir em qualificação e experiências mais sustentáveis e transformadoras.

Produzir um souvenir sustentável enquanto estudo turismo é algo simbólico para mim. O imã representa exatamente o tipo de experiência turística em que acredito: aquela que valoriza o território, respeita o meio ambiente e gera impacto positivo real. Hoje, cada pessoa que leva um desses imãs para casa não leva apenas uma lembrança — leva uma história, uma mensagem escrita à mão e a certeza de que está apoiando um projeto de vida que conecta educação, turismo e sustentabilidade.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
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Nova fase: Yetis altera modalidade e planeja ano movimentado

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Um novo começo, em busca de novas histórias e sucesso dentro do universo do futebol americano. O Nova Friburgo Yetis promoveu uma mudança para buscar um novo patamar na modalidade regional, e desta forma vai retornar à modalidade full pad, com equipamento completo. Inclusive, o clube projeta participar de competições oficiais no segundo semestre. A proposta inclui profissionalização da gestão, reorganização administrativa e ampliação da formação de atletas desde as categorias iniciais.

Um novo começo, em busca de novas histórias e sucesso dentro do universo do futebol americano. O Nova Friburgo Yetis promoveu uma mudança para buscar um novo patamar na modalidade regional, e desta forma vai retornar à modalidade full pad, com equipamento completo. Inclusive, o clube projeta participar de competições oficiais no segundo semestre. A proposta inclui profissionalização da gestão, reorganização administrativa e ampliação da formação de atletas desde as categorias iniciais.

Segundo a direção do Yetis, a ideia é profissionalizar a gestão, formar atletas desde as categorias iniciais e oferecer um projeto sustentável para o futebol americano na Região Serrana. Essa nova fase inclui três áreas principais: marketing, administrativo e técnico. Contudo, ainda há alguns entraves para o melhor desenvolvimento do projeto, como a ausência de um campo fixo para atividades regulares.

Mesmo no cenário desafiador, dois atletas formados no clube já chegaram a uma das principais equipes do país. Roger Martins e Pedro Cordoeira passaram pelo Yetis e atualmente integram o elenco do Flamengo Imperadores. O clube vai iniciar um núcleo de Flag Football, modalidade em crescimento nacional e mais acessível para iniciação esportiva. Depois disso, a proposta é implantar categorias de base também no full pad.

O planejamento prevê amistosos a partir de maio e estreia oficial no segundo semestre de 2026. Também estão em andamento tratativas por patrocínios locais, campanhas de financiamento coletivo e venda de produtos oficiais. A contrapartida inclui presença em uniformes, materiais promocionais, eventos e canais digitais.

Trajetória

Criado através da paixão de amigos pela bola oval, em 7 de setembro de 2006, o Nova Friburgo Yetis foi a primeira equipe da modalidade no interior e se tornou um importante time da Região Serrana. Além disso, o time sempre foi voltado a ações sociais e a servir como escola para ensinar o futebol americano para jovens. Em 2013, o time conquistou a Liga Fluminense de Futebol Americano e em 2014 venceu a Conferência Norte.

No ano seguinte, se tornou a primeira equipe fora da capital e sem ligação com times de futebol, a disputar a categoria principal, a Fullpad, que exige a utilização do equipamento completo. Em 2018, a diretoria chegou a anunciar a possibilidade de participar, pela primeira vez, da Liga Nacional de Futebol Americano. O Yetis havia sido selecionado a partir do histórico favorável de boas participações na Liga Fluminense, a LiFFA, e desta forma disputaria a 2ª divisão do esporte. As dificuldades financeiras e logísticas impediram a realização do sonho.

Na temporada de 2017, o Nova Friburgo Yetis ficou entre as três melhores equipes classificadas da LiFFA. O Yetis chegou a realizar os treinos no Sanatório Naval, através de uma parceria com a Marinha, mas sempre teve dificuldade em conseguir um campo para os jogos. O Botafoguinho, o Amparo e o Serrano foram alguns dos locais utilizados ao longo da trajetória.

Foto da galeria
Nova proposta inclui o retorno às competições já no segundo semestre deste ano (Foto: Divulgação Yetis)
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A VOZ DA SERRA é o jovem de 81 anos

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

O Coelhinho da Páscoa, o protagonista da charge de Silvério, este ano  não enfrentou os atropelos habituais de sua missão. Com o alto preço dos ovos, a guloseima precisou ser resguardada “em segurança máxima”.  A charge, nosso veículo literário, nos ajuda a acompanhar os acontecimentos. Apesar dos preços, as lojas especializadas estiveram lotadas nos últimos dias, com filas nas calçadas. Contudo, o consumo exagerado de chocolate além de não ser o ideal para a saúde, pode fazer mal ao bolso.

O Coelhinho da Páscoa, o protagonista da charge de Silvério, este ano  não enfrentou os atropelos habituais de sua missão. Com o alto preço dos ovos, a guloseima precisou ser resguardada “em segurança máxima”.  A charge, nosso veículo literário, nos ajuda a acompanhar os acontecimentos. Apesar dos preços, as lojas especializadas estiveram lotadas nos últimos dias, com filas nas calçadas. Contudo, o consumo exagerado de chocolate além de não ser o ideal para a saúde, pode fazer mal ao bolso.

A Polícia Militar garantiu a segurança  nas ruas e estradas do Estado do Rio de Janeiro com 3.500 homens no feriadão. Mas, nem só de vigilância constante vive a corporação do 11º BPM, pois, em parceria com membros do Conselho Comunitário de Segurança de Nova Friburgo, os oficiais distribuíram, na semana passada, saquinhos com bombons aos transeuntes nas ruas do centro da cidade. O objetivo da ação, além do agrado, é manter a comunidade mais próxima da corporação. A gentil distribuição foi possível graças a uma doação de caixas de bombons recebidas pelo vice-presidente do CCS, Marcos Schuenk Banjar.  Na ocasião, também foram oferecidos panfletos do Disque-Denúncia do Batalhão Tiradentes com informações úteis. Parabéns a todos!

Em “Sociais”, a querida Faninha festejará idade nova na próxima quinta-feira, 9. Vou dizer para Faninha, os versos de Vicente de Carvalho, que mamãe dizia para meu pai,  também de abril: “Quando você nasceu... raiava  o claro mês das garças forasteiras: abril, sorrindo em flor pelos outeiros, nadando em luz na oscilação das ondas...”. E eu sempre ouvi dizer em casa: “Faninha é nossa prima!”. E  os festejos serão maravilhosos, ao lado do seu esposo, o querido Tony Ventura e a família toda reunida. Felicidades, prima! Aniversariando também a Fábrica Haga nos brilhos de seus 89 anos, somando tradição e modernidade. A fábrica foi fundada em 1º de abril de 1937,  e se tornou polo na indústria metalmecânica,  sempre com as “chaves” do sucesso. Salve, Hans Gaiser!

O Dia Nacional de Combate ao Bullying, 7 de abril, merece uma atenção especial e Laís Lima, com supervisão de Henrique Amorim, nos trouxe uma página inteira de informações que elucidam o tema de forma abrangente. A psicopedagoga Érica Bastos de Lima destacou: “Durante muito tempo, o bullying foi tratado como algo normal . Esse pensamento atravessou gerações e precisa ser descontruído”. Essa desconstrução, ressalta Érica, requer “falar sobre sentimentos, respeito e diversidade é essencial  desde os primeiros anos escolares”. Como eu digo, é algo que precisa começar na família, no berço.

O Friburguense, como dizia meu pai, está com tudo e não está prosa. A notícia em “Esportes”, com Vinicius Gastin, anima o nosso Frizão, pois o empresário Cláudio José Alves Melo protocolou uma proposta de compra da SAF do Tricolor da Serra. O entusiasmo somado ao desejo de erguer o time tem o objetivo de reerguê-lo à Série A do  Carioca. Nossa “estrela” vai brilhar e há de iluminar e expandir Nova Friburgo.

Em “Há 50 Anos”, comemorava-se os 31 anos do Jornal A VOZ DA SERRA, sob a direção de Américo Ventura que deu uma “nova dinâmica  de ação...”. Hoje, 7 de abril, festejamos os 81 anos de um legado que passou, brilhantemente, por Laercio Rangel Ventura e segue na venturosa direção de Adriana Ventura. Uma família dedicada aos interesses do município e das regiões vizinhas. Confiança, credibilidade, respeito aos fatos e aos leitores. É a VOZ de Nova Friburgo para o mundo! “No caminho percorrido / Trabalho, Foco e Paixão... A VOZ DA SERRA tem sido / o pilar da informação!”

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Oitenta e um anos de informação séria e de qualidade

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Na terça feira, dia 07/04/2026, o jornal A Voz da Serra completou oitenta e um anos de existência. Fundado por Américo Ventura Filho, a princípio como um jornal de divulgação do partido político PSD, era um concorrente do A Paz, representante da UDN e do O Nova Friburgo, do PTB, os mais importantes partidos políticos da cidade e que a cada quatro anos disputavam as eleições municipais. Mas, a preocupação de Américo Ventura era também a de informar a população friburguense dos acontecimentos da época, na cidade e municípios limítrofes de Friburgo.

Na terça feira, dia 07/04/2026, o jornal A Voz da Serra completou oitenta e um anos de existência. Fundado por Américo Ventura Filho, a princípio como um jornal de divulgação do partido político PSD, era um concorrente do A Paz, representante da UDN e do O Nova Friburgo, do PTB, os mais importantes partidos políticos da cidade e que a cada quatro anos disputavam as eleições municipais. Mas, a preocupação de Américo Ventura era também a de informar a população friburguense dos acontecimentos da época, na cidade e municípios limítrofes de Friburgo. Claro que o que acontecia de importante no Brasil ou no mundo, também virava notícia no jornal. No entanto, o que chama mais a atenção é que de todos os jornais que já tivemos por aqui, somente o A Voz da Serra permanece em atividade, até os dias de hoje.

Em 23/02/1973, morre Américo Ventura e assume a direção do jornal, seu filho Laércio Rangel Ventura. Começava, então, uma nova época em que a nova direção emprestava ao periódico a sua marca pessoal e a sua maneira de encarar o jornalismo regional. Ao longo dos 40 anos em que esteve à frente da Voz da Serra, Laércio foi responsável pela modernização da empresa, com a contratação de mais profissionais e aquisição de equipamentos. Foi durante a sua gestão que a publicação deixou de ser semanal para se tornar trissemanal em 1983 e diária a partir de 1995; também sob sua liderança, o jornal foi uma das primeiras publicações fluminenses a ganhar sua versão online, em 1997.

Esteve intimamente ligado à vida cultural da cidade e muitos dos que hoje militam nos meios de comunicação ou em outros ramos da atividade humana, em Friburgo ou fora daqui, tiveram a ajuda dele, no início de suas respectivas carreiras.

Me lembro, que em 2023, já pensando numa futura aposentadoria da medicina, entrei para a faculdade de Comunicação Social da Universidade Cândido Mendes, onde fiz a opção pelo jornalismo. Dois anos depois, chegou o momento de escolher um veículo da mídia, para o estágio obrigatório do currículo da faculdade. Laércio era além de amigo, meu paciente no consultório e não tive nenhum constrangimento em procurá-lo e pedir ajuda. Prontamente, entrou em contato com a Cândido Mendes, inscreveu o jornal na grade para receber estagiários da instituição e, me recebeu de braços abertos, me incumbindo de escrever uma coluna semanal para o jornal. E tem mais, a minha dissertação de conclusão do curso foi complicada, pois versava sobre a fundação da, na época, Rádio Sociedade de Friburgo, ZYE-4, em 01/06/1946, com o título “Rádio Sociedade de Friburgo, a mídia falada chega em Friburgo”. E se não fosse Laércio, eu teria desistido e procurado outro tema. Não existia nenhum relato escrito sobre a saga que foi ter a ideia, desenvolvê-la e, finalmente, colocar a rádio no ar. E foi ele, que me indicou as pessoas certas a serem entrevistadas e me darem as informações que eu precisava, para desenvolver o meu trabalho. Eu me formei em 2007 e me tornei colaborador do jornal, onde permaneço até hoje, lá se vão vinte e um anos. Não fosse o A Voz da Serra, eu teria tido um diploma universitário que, ao contrário do meu de médico, não teria tido valor nenhum.

Infelizmente, no dia 03/02/2013, Friburgo recebeu a triste notícia de que o diretor-presidente do A Voz da Serra tinha falecido. O jornal perdia seu grande líder, após quarenta anos de um contato direto com funcionários, leitores, amigos e a cidade de Nova Friburgo. A pergunta que muitos se fizeram foi: e agora, o que será do jornal?

Mas, a veia jornalística estava implantada na família Ventura, desde Américo, e foi sua neta, Adriana que teve a missão de assumir a direção do periódico e continuar o trabalho executado por seu pai. Como dizia Oscar Pires, quando o jornal completou oitenta anos “pelo jeito, parece que Adriana Ventura carrega com ela um lema forte: Desejar, sempre. Fraquejar, jamais. Desistir, nunca.” E nesses treze anos de ausência de seu pai, coube a ela a missão de manter o jornal ativo, publicado diariamente, mantendo o seu papel de informar, divulgar e manter viva uma empreitada que se torna cada vez mais difícil. A internet é uma concorrente importante, as pessoas hoje, infelizmente, têm preguiça de ler e a dificuldade de colocar o jornal nas bancas todos os dias é um trabalho hercúleo, que requer disposição e perseverança.

Lógico que isso rendeu frutos e em 2022, ela foi agraciada com a Medalha do Mérito Industrial, em cerimônia realizada na sede da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro). É importante ressaltar que nessa caminhada de três gerações, agora é uma mulher que está na direção do jornal.

Lá se vão oitenta e um anos de fundação de uma empresa de comunicação, que prestou, presta e ainda vai continuar prestando um serviço muito importante à cidade de Nova Friburgo, divulgando, promovendo, criticando (no bom sentido) o que acontece no dia a dia da cidade. Muitos já passaram por sua redação, deram a sua contribuição e tenho certeza de que são gratos pela projeção que o jornal lhes deu. Aliás, essa é a função de um jornal.

Parabéns ao jornal A Voz da Serra, a sua diretora-presidente, aos seus funcionários e colaboradores e, a você nosso leitor, que continua a acreditar na seriedade do jornal.

 

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Sobre afetos e bancos

segunda-feira, 06 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Havia uma pequena praça no centro de uma cidade que ninguém mais reparava. Não porque ela fosse feia, mas porque, como acontece com tudo que é constante, tornou-se invisível.

No meio da praça, existia um banco de madeira antigo, daqueles que rangem levemente quando alguém se senta. Ele já tinha visto de tudo: encontros apressados, despedidas silenciosas, promessas que não resistiram ao tempo e outras que floresceram apesar dele. Ele tinha chicletes grudados e testemunhou conversas que nem podem ser transcritas.

Havia uma pequena praça no centro de uma cidade que ninguém mais reparava. Não porque ela fosse feia, mas porque, como acontece com tudo que é constante, tornou-se invisível.

No meio da praça, existia um banco de madeira antigo, daqueles que rangem levemente quando alguém se senta. Ele já tinha visto de tudo: encontros apressados, despedidas silenciosas, promessas que não resistiram ao tempo e outras que floresceram apesar dele. Ele tinha chicletes grudados e testemunhou conversas que nem podem ser transcritas.

Certo dia, duas pessoas passaram a ocupar aquele banco com frequência. Não havia grandes declarações, nem gestos teatrais. À primeira vista, pareciam apenas companhia uma da outra. Mas, com o passar dos dias, algo curioso aconteceu: o banco deixou de ranger. Não porque estivesse novo, longe disso... Mas porque o peso que ali repousava era leve. Era feito de presença, não de cobrança. De escuta, não de pressa. Era o tipo de encontro que não exige explicação, apenas continuidade.

As estações mudaram. Vieram dias de sol intenso, outros de chuva persistente. Em alguns momentos, apenas um dos dois aparecia. Sentava-se, olhava ao redor e permanecia ali, como quem guarda um lugar não por obrigação, mas por afeto. E, ainda assim, o banco não rangia. Não mais.

Com o tempo, outras pessoas passaram a notar aquela cena. Perguntavam-se o que havia de especial naquele banco. O interessante é que quando os outros ali sentavam, no auge do seu estresse, para descansar as pernas cansadas por cinco minutos enquanto disparavam mensagens pelo celular, o ranger voltava. Porque não era sobre o banco. Nunca foi. Era sobre o que se constrói sem alarde. Era sobre intenção.

Banco na praça arborizada é um convite para pausa, para conversa, para contemplação. E o que vemos além da régua de madeira lascada? Gente esgotada usando de apoio enquanto a próxima tarefa não se cumpre.

E então, com essa mania que tenho de fazer analogia com tudo, pensei que , assim como o banco que silenciava de forma seletiva, os afetos verdadeiros não precisam fazer barulho. Não disputam espaço. Não se provam a todo instante com alardes. Afetos simplesmente são. Simplesmente existe. Simplesmente permanecem .

Amizade, no fim das contas, talvez seja isso: um lugar onde a gente pode chegar com o peso do mundo… e, ainda assim, não fazer ruído. E, se fizer, que seja só o suficiente para lembrar que ainda estamos ali.

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Nova alternativa

sexta-feira, 03 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense recebe proposta de empresário por futebol do clube

As possibilidades se apresentam, e o Friburguense pode ter novidades em breve com relação ao futuro do seu futebol. No último dia 27 de março, o empresário Claudio José Alves Melo protocolou uma proposta de compra da SAF do Tricolor da Serra. Sem maiores detalhes com relação a valores, a oferta se soma a outras alternativas que surgem para encaminhar rumos diferentes ao clube.

Friburguense recebe proposta de empresário por futebol do clube

As possibilidades se apresentam, e o Friburguense pode ter novidades em breve com relação ao futuro do seu futebol. No último dia 27 de março, o empresário Claudio José Alves Melo protocolou uma proposta de compra da SAF do Tricolor da Serra. Sem maiores detalhes com relação a valores, a oferta se soma a outras alternativas que surgem para encaminhar rumos diferentes ao clube.

“Meu amor pelo Frizão surgiu ainda criança, quando escutava as transmissões na Rádio Friburgo, e já sabia da força e grandeza desse clube. Em 2024, quando surgiu o possível interesse de um ex-jogador pelo Tricolor da Serra, fiquei com medo de que, como em outros clubes, o Friburguense fosse embora da cidade. Sabemos que os interesses desses grupos é somente financeiro, trazendo atletas de fora sem valorizar as pratas da casa. Na mesma hora liguei para cinco grandes empresários da cidade, e falei que não poderíamos deixar isso acontecer. Foi assim que surgiu o interesse em comprar a SAF do Friburguense, pois sabia da minha força de articulação. Em 2015 apresentei uma grande empresa ao Flamengo, que gerou uma proposta de R$ 30 milhões. Ali tive a oportunidade de conhecer o ex-presidente, Bandeira de Mello. Em 2016, trouxe o Zico duas vezes à Friburgo para encontrar empresários locais. Muita gente me conhece, sou do ramo de telefonia, e como sempre digo, eu não conserto aparelhos, faço network. Hoje me considero preparado para investir, buscar recursos e estruturar o clube. Falta a aprovação dos conselhos Deliberativo e Diretor, pois o apoio popular já temos. Nossa meta é ter um Friburguense de portas abertas, sem cobranças de ingressos até chegar a Série A do Carioca. Nosso primeiro reforço é a torcida”, pontua o empresário.

Recursos e apoio de empresas

Em conversa com A VOZ DA SERRA, Claudio adiantou alguns detalhes de sua proposta. Ele afirma que, na questão de recursos, já há valores fechados com alguns investidores, além de empresas de renome nacional interessadas em estampar a marca na camisa do clube.

Também está prevista a abertura de uma loja oficial no coração da cidade para vender camisas e produtos licenciados, ampliando a geração de receitas.

Há ainda a intenção de criar um plano de sócio torcedor e de trabalhar o fortalecimento das redes sociais do clube, em especial o Instagram.

Quanto às prioridades, o empresário divide os projetos por setores. Nas divisões de base, o objetivo é criar núcleos exclusivos do Friburguense em todos os distritos e municípios vizinhos para captação de novos talentos, mantendo bom relacionamento com os grandes clubes brasileiros para negociar atletas e tornar o Tricolor um clube formador auto-sustentável. Também há uma sinalização na questão estrutural.

“Ano passado fomos procurados por um respeitado corretor da cidade, ao saber de nossa proposta de SAF, para visitar um terreno em Campo do Coelho, com 140 mil metros, tendo potencial para ser o futuro centro de treinamentos do Friburguense. Seria uma estrutura para os atletas e profissionais da comissão”, revela Claudio.

Estrutura e credibilidade  

No âmbito profissional, a intenção é segmentar por departamentos: futebol profissional; base e formação; saúde e performance; marketing e comunicação; financeiro e administrado e Departamento jurídico.

“Vamos repatriar atletas que estão subvalorizados em outros clubes, pois acreditamos que com uma nova gestão eles vão querer vestir a camisa com amor e levar nosso Friburguense a elite do futebol carioca. Um exemplo é o vizinho Goytacaz, que em 2025 jogou a B2 do Carioca com pratas da casa e foi campeão. Agora vão disputar Copa Rio e podem conseguir vagas na Copa do Brasil ou no Brasileiro da Série D de 2027”, pontua.

“Nosso objetivo em curto prazo é recuperar a credibilidade do clube entre com os empresários de Nova Friburgo e região, com trabalho sério, transparente e fortalecimento da base. No médio prazo, montar um time competitivo capaz de subir nas divisões do Estado. E para longo prazo, trabalhamos com a premissa de que pensar em algo grande ou pequeno dá o mesmo trabalho. Então nossos objetivos são permanecer na Série A do Campeonato Carioca, participar da Copa São Paulo de Juniores e garantir vagas na Copa do Brasil e no Brasileirão da Série D. Não vamos fazer nada novo, apenas aplicar as práticas de gestão de clubes de menor investimento que deram certo, à exemplo do Mirassol”, explica.

Neste contexto, Claudio mostra a intenção de contar com a participação do atual gerente de futebol do Friburguense, Siqueirinha, nesse processo de fortalecimento e integração com clubes e federações.

“Sobre Siqueira, tenho a dizer que a nossa relação é muito cordial, nos tornamos próximos dentro desse projeto. Temos que respeitar sua história à frente do clube, pois ele estava presente nos maiores momentos de glória. Mas sem dinheiro não se faz futebol, e por isso o Friburguense chegou na situação atual. Importante destacar que estamos abertos ao diálogo, e qualquer decisão será discutida junto aos investidores, conforme o próprio interesse do Siqueira. Ressaltamos que Siqueira tem uma forte influência dentro da Federação de Futebol do Rio e pode ajudar muito a SAF nesse momento de transição”, finaliza.

Conforme noticiado por A VOZ DA SERRA, a direção do Friburguense também recebeu a proposta de um grupo da Escandinávia, que envolve Dinamarca, Suécia, Noruega e toda essa região da Europa, para o desenvolvimento de um projeto no Tricolor da Serra.

Na ocasião, o presidente Elberth Heringer afirmou que o clube analisava internamente com os conselhos e sócios, em fase muito inicial, com pouca formalidade. Foram feitas reuniões com as partes interessadas para a análise de todos os pontos e uma possível contraproposta.

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    Proposta foi protocolada, e empresário aguarda por análise e resposta da direção tricolor (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Por iniciativa própria, Claudio costuma “levar” o Friburguense a empresários e contatos pessoais (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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O ataque às áreas de preservação ambiental (APAs)

sexta-feira, 03 de abril de 2026
por Bernardo Furrer

No último domingo, 29 de março, fomos surpreendidos por uma medida arbitrária do ex-governador Cláudio Castro, recém tornado inelegível: a anulação dos Planos de Manejo das Áreas de Preservação Ambiental (APAs) litorâneas do Estado do Rio de Janeiro.

No último domingo, 29 de março, fomos surpreendidos por uma medida arbitrária do ex-governador Cláudio Castro, recém tornado inelegível: a anulação dos Planos de Manejo das Áreas de Preservação Ambiental (APAs) litorâneas do Estado do Rio de Janeiro. Os fluminenses, particularmente os que atuam na defesa do meio ambiente, além dos moradores e visitantes das lindas áreas litorâneas - onde encontram-se as APAs do Pau-Brasil, em Búzios; Tamoios, em Angra dos Reis; Massambaba em Araruama; Serra de Sapiatiba, na Lagoa de Araruama e a APA de Maricá, enfim, as APAs representativas da biodiversidade litorânea e marinha, e que são objeto de cobiça do setor imobiliário e tem a preservação ambiental como um entrave para maiores lucros - todos estão revoltados por essa medida absurda e temendo pelo futuro daquelas áreas preservadas, agora novamente ameaçadas.

APAs: unidades de conservação da natureza

Trata-se da extinção pura e simples dos Planos de Manejo dessas APAs. O que significa isso? Temos que compreender o que é uma APA e seu Plano de Manejo criados pela lei 9985/2000 a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.985-2000 Uma das várias unidades de conservação de uso sustentável, portanto menos restritivas, são as Áreas de Preservação Ambiental, “uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais”(SNUC).

Os planos de manejo

Os Planos de Manejo, instrumentos obrigatórios das unidades de conservação previsto na Lei do SNUC estabelecem as diretrizes da gestão, a fiscalização do território, e definem as atividades permitidas. Tratam do manejo territorial através do zoneamento e do regramento de caráter civilizatório, para ajustar e coordenar os diversos interesses conflitantes, da forma mais harmônica e democrática possível, com a participação popular nos conselhos consultivos, compostos pelos diversos segmentos representativos da sociedade, como trabalhadores, empresários, moradores, ambientalistas, etc., cuja composição é variável pela sua renovação permanente.

O Zoneamento

O Plano de Manejo define o zoneamento, estabelecendo os limites das áreas urbanas, das áreas de atividades econômicas, das áreas preservadas para a vida silvestre, das zonas de transição entre essas áreas, etc. É resultado de muitos debates e avaliações técnicas de especialistas sendo feitos ajustes e correções periodicamente. O Plano de Manejo pode ser mais restritivo que o Plano Diretor do município, daí ser objeto de ataque, pois a esfera municipal é mais sensível às pressões especulativas locais.

A participação da sociedade

A elaboração do Plano de Manejo é um trabalho árduo e longo construído por muitas mãos, com a supervisão e controle dos órgãos ambientais, de forma dinâmica e democrática. Com isso os diversos interesses legítimos, às vezes conflitantes, encontram acomodação e ajuste para seu objetivo final, que é no caso de uma APA, a preservação ambiental em harmonia com o desenvolvimento socioeconômico da região.

A violência do ex-governador

Surpreendendo a todos, na calada da sua saída antes de uma provável cassação que afinal o tornou inelegível, o ex-governador emitiu um decreto revogando de forma violenta e arbitrária os Planos de Manejo das APAs litorâneas citadas. Todo o trabalho de décadas, de construção participativa, foi revogado numa canetada. Por quê? Quais os possíveis interesses que o motivaram, na iminência da sua saída do governo, para essa decisão tão desastrosa? Houve motivações ocultas que pela sua impopularidade e até possível ilegalidade, fugiram dos debates abertos com a população?

Territórios atualmente preservados, protegidos pelos licenciamentos que cumprem as exigências legais para qualquer atividade potencialmente degradadora ambiental, se tornariam prováveis alvos da especulação imobiliária para a construção de resorts, condomínios de luxo, hotéis e até campos de golfe. A especulação imobiliária há anos vem assediando esses territórios.

As unidades de conservação no município

Em Nova Friburgo temos a APA Estadual de Macaé de Cima, e as APAs municipais dos Três Picos, do Pico da Caledônia, Municipal de Macaé de Cima e do Rio Bonito e o Monumento Natural do Cão Sentado. O Refúgio da Vida Silvestre do Amparo é Unidade de Conservação (UC) mais perto de ser implementada pelo município. A única UC em pleno funcionamento no município, inclusive com Conselho Consultivo atuante é a APA Estadual Macaé de Cima, atualmente em fase de revisão do seu Plano de Manejo.

As UCs municipais no futuro deverão se incorporar ao cotidiano do município reforçando a importância da preservação da biodiversidade da nossa Mata Atlântica. O decreto não atinge nossa região, mas emite um sinal de alerta para todos nós.

Em defesa da APA Macaé de Cima

Não sabemos quais serão os desdobramentos e consequências das arbitrariedades descritas, e se serão contestadas política e judicialmente, mas temos que estar preparados e prevenidos de possíveis futuros ataques às nossas Unidades de Conservação, especialmente a APA Macaé de Cima.

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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