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Ostentação?

sexta-feira, 06 de março de 2026
por Paula Farsoun

Simplicidade hoje em dia é ostentação. Ausência de complicação. Desnecessidade de dificultar as coisas. Capacidade em atribuir valor àquilo que muitas vezes não tem preço. Apreciar um pôr do sol, por exemplo. Respirar o ar puro do campo. Conversar com pessoas que têm estórias para contar. Contemplar uma árvore, comer um bom arroz com feijão, tomar um cafezinho fresco, receber um abraço de uma pessoa querida, desinteressada, que só deseja a partilha do afeto, fazer uma caminhada, dormir em paz, com a consciência tranquila e deleitar o bom sono dos justos.

Simplicidade hoje em dia é ostentação. Ausência de complicação. Desnecessidade de dificultar as coisas. Capacidade em atribuir valor àquilo que muitas vezes não tem preço. Apreciar um pôr do sol, por exemplo. Respirar o ar puro do campo. Conversar com pessoas que têm estórias para contar. Contemplar uma árvore, comer um bom arroz com feijão, tomar um cafezinho fresco, receber um abraço de uma pessoa querida, desinteressada, que só deseja a partilha do afeto, fazer uma caminhada, dormir em paz, com a consciência tranquila e deleitar o bom sono dos justos.

Viver de forma simples é absolutamente compatível com uma vida próspera e bem-sucedida. É a minha opinião. Aliás, há quem só se sinta no ápice de suas conquistas quando encontra tempo em suas agendas para se aproximar do que há de mais simples e sofisticado que pode haver: a natureza. Natureza das coisas e natureza das pessoas. Essência dos seres.

Talvez estejamos complicando demais. A realidade já anda difícil por si só. Por mais que busquemos a paz interior e um estilo de vida compatível com as mais valiosas virtudes, somos partes de um todo que está desintegrado, problemático, adoentado. Não há como negar. Somos linhas que compõem esse emaranhado complexo, razão pela qual a busca pelo eixo da simplicidade nos reconecta de alguma maneira com aquilo que traz a verdadeira felicidade.

Muitos confundem uma vida simples com uma vida desprovida de condições básicas de existência, o que não é uma verdade absoluta. E é justamente esse ponto que me encanta. Batalhar, crescer, viver em harmonia com o ambiente, prosperar honestamente e ainda assim não precisar complicar tudo para sentir o preenchimento de coisas que não são úteis, não são necessárias, não trazem conforto e nem felicidade. E ainda assim sentir extrema felicidade em poder acompanhar um caminho de formigas no chão. Em ter tempo para preparar bolinhos de chuva no entardecer. Em ouvir cigarras cantando. Em ler um livro.

Sinto um imenso prazer quando troco sorriso sincero com alguém, quando percebo que as pessoas com quem interajo saem melhores do ambiente quando nos encontramos. Maior satisfação sinto ainda quando é a minha tristeza que se esvai pela presença do outro. Mas nada supera a alegria de ver quem amamos sorrindo de verdade. Quando eu observo de verdade, no meu ciclo de convívio, percebo nitidamente que os momentos mais felizes são puramente simples, que as pessoas que ostentam um sorriso real no rosto têm uma maneira de encarar a vida de forma descomplicada. Normalmente, gente que dá valor à essência da vida. Acho deveras maravilhoso.

Definitivamente, para mim, com tantos excessos, materialismo e egoísmo, viver de forma genuinamente simples é um baita luxo.

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Quando o mundo parece à beira do início do fim

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Lucas Barros

Às vezes parece que o mundo acorda dividido em dois: os que apertam botões em gabinetes silenciosos, e os que acordam sob o peso cinzento de uma manhã de medo e de cinzas. Hoje, os conflitos que pipocam de um canto ao outro do globo reforçam essa sensação incômoda de incerteza permanente.

Às vezes parece que o mundo acorda dividido em dois: os que apertam botões em gabinetes silenciosos, e os que acordam sob o peso cinzento de uma manhã de medo e de cinzas. Hoje, os conflitos que pipocam de um canto ao outro do globo reforçam essa sensação incômoda de incerteza permanente.

O mundo parece funcionar como um campo minado diplomático. Uma declaração atravessada, um ataque “preventivo”, uma retaliação calculada, e o que era tensão vira rapidamente uma crise. O que era crise vira guerra. E o que era guerra localizada passa a contaminar mercados, alianças e populações inteiras. É como se estivéssemos sempre a um passo de algo maior — e pior.

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã transformou o que parecia regional em preocupação global. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo do planeta, tornou-se símbolo de como decisões militares impactam diretamente o bolso de quem nunca participou da decisão. A energia encarece, os alimentos sobem, a economia range.

Em outro continente, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua deslocando milhões e redesenhando fronteiras humanas. Nenhuma guerra é a guerra de um único país. Quando bombas caem em uma cidade, o impacto ecoa em cadeias de abastecimento, nos mercados financeiros e nas mesas de famílias que jamais imaginaram sentir os efeitos de um conflito distante.

O conflito que envolve grandes potências deixa de ser um episódio distante quando percebemos que ele atinge o básico da condição humana. Não é apenas petróleo ou território. É água que falta. É energia que some. É comida que não chega. É a escola que fecha porque virou alvo. É a casa que deixa de existir porque estava no lugar “errado”.

Enquanto isso, líderes repousam sob tetos seguros. Em salas fechadas discutem influência, hegemonia, demonstrações de força. Medem poder como quem mede território em um mapa. Do lado de fora dessas salas, o que se mede é luto. É o número de deslocados. É o tamanho da fila por abrigo.

É difícil acreditar que tudo isso se sustente apenas em discursos de liberdade e proteção. Há uma disputa evidente por espaço, por recursos, por supremacia estratégica. Estados Unidos observam a China com atenção calculada. Blocos se reorganizam. Alianças se reconfiguram. Mas, no meio desse xadrez, quem sangra não é o rei — são os peões.

O mais inquietante talvez seja a repetição. As imagens se sucedem até que a tragédia vire rotina. Bombas deixam de ser choque e passam a ser estatística. Mortes se transformam em números que cabem em uma linha de rodapé. E seguimos vivendo como se o mundo não estivesse, de alguma forma, sempre à beira de um abismo maior.

Há um sentimento difuso de fim de mundo que não vem de um clarão único, mas da soma das pequenas destruições e que hoje estão numa escala de poderio bélico nuclear. Da percepção de que os grandes disputam narrativas enquanto os comuns disputam sobrevivência. E de que quem menos decide é quem mais sofre.

Não se trata de ingenuidade ou de negar a complexidade das relações internacionais. Conflitos sempre existirão. Interesses colidem desde que o mundo é mundo. Mas quando o poder se afasta da humanidade, o custo deixa de ser geopolítico e passa a ser moral. E moralmente, estamos diante de um saldo inquietante.

Ainda assim, a história mostra que a humanidade atravessa seus próprios abismos. Talvez o mundo não esteja acabando — talvez esteja revelando suas fissuras com brutal honestidade. O que parece prenúncio do fim pode ser também um chamado à consciência coletiva.

Seguimos trabalhando, criando filhos, fazendo planos simples enquanto decisões gigantescas são tomadas em mesas onde quase ninguém da plateia tem assento. O fim de uma era da “paz” raramente chega com um anúncio oficial. Ele se insinua nos detalhes: na escola fechada, na cidade vazia, na infância interrompida e nas bombas que iluminam a noite.

Talvez o verdadeiro desafio não seja prever o próximo conflito, mas preservar humanidade em meio a eles. Porque, se algo ainda pode impedir que o mundo ensaie o próprio fim, não é a demonstração de força — é a recusa em aceitar que vidas sejam apenas estratégia.

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Solidão: motivos, tipos e caminhos para proteção da saúde

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Dr. César Vasconcellos

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão é uma experiência humana a qual vivemos em alguns momentos da vida. Mas se ela se torna constante e intensa, pode afetar a saúde mental e física. Compreender os motivos da solidão, reconhecer os tipos e aprender caminhos saudáveis para lidar com ela é essencial para evitar prejuízos ao bem-estar.

A solidão pode surgir por mudanças na vida, como término de um relacionamento, luto, mudança de cidade ou aposentadoria, experiências essas que podem contribuir para reduzir o convívio social. Outro tipo de solidão é a que uma pessoa vive quando há dificuldades de comunicação, timidez excessiva, autodesvalorização ou medo de rejeição. Importante considerar que o uso excessivo das redes sociais também pode contribuir para a solidão por criar comparações irreais e substituir interações presenciais valorosas. Fora isso, experiências de rejeição, traumas ou conflitos familiares podem levar a pessoa a se isolar como forma de autoproteção, reforçando o ciclo da solidão.

A solidão pode se manifestar de diferentes formas: (1) Solidão emocional – quando falta conexão íntima e profunda com alguém, como um companheiro(a), amigo próximo ou familiar. (2) Solidão social – quando a pessoa sente que não pertence a um grupo ou não possui uma rede de apoio. (3) Solidão situacional – ligada a circunstâncias específicas da vida, como mudança de escola, trabalho ou cidade. (4) Solidão existencial – sentimento mais profundo, relacionado à busca de sentido, propósito e compreensão da própria existência. Reconhecer o tipo de solidão ajuda a identificar quais ações podem ser mais eficazes para enfrentá-la.

Estudos mostram que a solidão prolongada pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, problemas cardiovasculares e enfraquecimento do sistema imunológico, facilitando, assim, o surgimento de infecções, doenças autoimunes. Também pode afetar o sono, a concentração e a motivação. Por isso, é importante não ignorar esse sentimento quando ele se torna persistente.

Algumas estratégias podem ajudar nessa questão da solidão: (1) Fortalecer vínculos existentes: investir tempo com familiares e amigos, mesmo com pequenas conversas regulares. (2) Buscar novas conexões: participar de grupos, atividades voluntárias na comunidade, atividades religiosas, esportivas e culturais. (3) Desenvolver habilidades sociais: aprender a ouvir, expressar sentimentos e iniciar conversas ampliando oportunidades de relacionamento. (4) Cuidar da saúde mental: uma terapia psicológica pode ajudar a compreender que padrões de isolamento a pessoa usa e auxilia a fortalecer a autovalorização. (5) Praticar o autocuidado: exercícios físicos, hobbies saudáveis e momentos de reflexão, oração, meditação ajudam a reduzir o impacto emocional da solidão. (6) Cultivar propósito: envolver-se em atividades com significado nobre contribui para diminuir a solidão existencial, especialmente envolver-se naquilo que favorece a diminuição dos sofrimentos das pessoas e fazer isso sem conflitos de interesses.

Importante considerar que sentir-se só não significa ser fraco ou inadequado. A solidão pode ser um sinal de que precisamos de conexão, mudança ou crescimento. Quando enfrentada com consciência e ação, ela pode se transformar em oportunidade de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Cuidar da solidão é cuidar da saúde. Buscar apoio, manter relacionamentos significativos e investir no próprio desenvolvimento são passos essenciais para uma vida mais equilibrada e saudável.

É importante ter momentos a sós para reflexão, oração pessoal, meditação, leitura de um bom livro, desde que isso não seja a rotina principal que mantém a pessoa afastada do contato humano. Num relacionamento, por exemplo, conjugal, é preciso equilibrar o estar junto com o estar a sós. Os dois são importantes para a saúde.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Força econômica do tênis

quinta-feira, 05 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

Movimentação financeira com o Rio Open deve chegar a R$ 200 milhões

Chegou ao fim a 12ª edição do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Realizado com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, o torneio contou com investimento estadual de R$ 16,5 milhões e deve gerar uma movimentação superior a R$ 200 milhões na economia fluminense. A competição foi iniciada no último dia 14 de fevereiro, no Jockey Club da Gávea, na capital, e encerrou com vitória brasileira na disputa em duplas.

“O Rio Open é mais do que um grande evento esportivo. É um evento que gera emprego, renda e oportunidades para a nossa população. Quando investimos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, estamos fortalecendo a economia, estimulando o turismo e consolidando o Rio de Janeiro como palco de grandes competições internacionais. O sucesso do torneio que gera emprego, renda e oportunidades para a população mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Os números reforçam esse impacto. Em 2025, o torneio recebeu público recorde de 70 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 170 milhões na economia estadual — R$ 20 milhões a mais que em 2024 — além de gerar mais de cinco mil empregos diretos e indiretos.

João Fonseca e Marcelo Melo foram os campeões do torneio de duplas do Rio Open. Com o apoio da torcida, os brasileiros bateram a parceria formada pelo alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase, de virada, e levaram o titulo. Este é a segunda vitória consecutiva de uma dupla 100% brasileira, e o segundo de Marcelo Melo. No ano passado, ele venceu ao lado de Rafael Matos.

“Encerramos o Rio Open 2026 com chave de ouro e dupla campeã brasileira, com o já consagrado Marcelo Melo, e João Fonseca — que cresceu no Rio Open. O público nos mostrou, mais uma vez, por que este evento é consagrado: arena lotada e uma energia que só o Rio de Janeiro consegue entregar. Foram dias inteiros de casa cheia, torcida participativa e uma atmosfera vibrante em todas as áreas, muito além das quadras”, declarou Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

Além do impacto econômico, o evento também cumpriu um papel social. A Secretaria estadual de Esporte e Lazer levou, ao longo da semana, crianças e jovens de dez projetos sociais para vivenciarem a experiência do torneio. A visita incluiu passeio pelos estandes e arenas do Jockey Club Brasileiro, permitindo que muitos assistissem, pela primeira vez, a partidas de tênis em uma estrutura de nível internacional.

A iniciativa reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social, ampliando perspectivas e promovendo cidadania para jovens em situação de vulnerabilidade. “Levar esses jovens ao Rio Open significa garantir acesso, inclusão e oportunidade. O esporte transforma realidades e mostra que eles também podem ocupar qualquer espaço”, afirmou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.

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    João Fonseca e Marcelo Melo foram ficaram o título do torneio de duplas do Rio Open (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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    Evento aqueceu a economia do Estado, além de movimentar o contexto esportivo do Rio (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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Nova data

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

Pedal da Mulher vai encerrar programação do mês delas em Friburgo

Anteriormente previsto para o último fim de semana, o Pedal da Mulher ganhou nova data. Ao invés de abrir, o evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, irá fechar a programação especial do Mês da Mulher em Nova Friburgo, no próximo dia 29, às 8h. A concentração e a largada acontecem na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

De acordo com a organização, a atividade tem como objetivo incentivar a prática de atividade física, promover qualidade de vida e fortalecer a integração entre as mulheres do município, em um momento de convivência, saúde e bem-estar.

“Mais do que um passeio ciclístico, o Pedal da Mulher representa união, participação e valorização da mulher na sociedade, reforçando o compromisso do município com ações que promovam respeito, dignidade e oportunidades. O convite para participar deste momento especial de encerramento da programação do Mês da Mulher se estende às mulheres, famílias e toda a sociedade”, reforça a secretaria.

A iniciativa integra as atividades desenvolvidas ao longo do mês de março, período dedicado à valorização das mulheres e à conscientização sobre seus direitos. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da internet.

No próximo domingo, 8, as secretarias municipais de Esportes e Lazer e de Cultura promovem a SprintRun – Edição Mulher, em Nova Friburgo. A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, e foram disponibilizadas 700 vagas para o público em geral.

A prova contará com percurso de 1,6 quilômetro em aclive, com saída na Rua Farinha Filho. Os atletas seguirão pelas ruas Nicolau Gachet, Arthur Sardou, Dr. José Galiano das Neves e Rua das Orquídeas, com chegada ao Miradouro do Bairro Suíço, na Rua Crisântemo, após o restaurante Loft.

A retirada do kit (camisa + vale-medalha) será realizada no próximo domingo, das 7h às 7h30, na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A concentração dos atletas também acontecerá no mesmo local, às 7h. A organização pede a doação de absorventes, que serão destinados a mulheres em situação de vulnerabilidade. 

 

Oficial

Governo Federal reforça regras de incentivo ao esporte

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União de segunda-feira, 2, o decreto que aprimora a Lei de Incentivo ao Esporte. A medida estabelece novas regras para apresentação, análise, aprovação e prestação de contas de projetos apoiados por meio de renúncia fiscal.

A norma define limites para deduções no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas que financiam iniciativas esportivas e paradesportivas previamente aprovadas pelo Ministério do Esporte. Até 2027, empresas podem deduzir até 2% do imposto devido, percentual que sobe para 3% a partir de 2028. Projetos voltados à inclusão social em áreas vulneráveis poderão ter limite de até 4%. Para pessoas físicas, o teto é de 7%.

O decreto também reforça mecanismos de fiscalização e controle, com regras mais claras sobre a aplicação dos recursos, prazos para prestação de contas e penalidades em caso de irregularidades. A iniciativa busca dar mais transparência, segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos no esporte em todo o país.

Foto da galeria
Além do Pedal, evento de corrida também integra celebrações pelo mês da mulher (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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Amizade intergeracional

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Convivência, troca de experiências e saberes, encontros inusitados. Tudo isso chega dentro de uma junção de mundos, onde várias pessoas convivem dia após dia, com suas histórias, bagagens de vida, leituras de mundo.

“Ah, essa geração! Na minha época…”.

Uma fala que surge com frequência e vem carregada de tanto sentido e significado para quem transmite, mas, para quem escuta, pode chegar como um incômodo repentino.

Convivência, troca de experiências e saberes, encontros inusitados. Tudo isso chega dentro de uma junção de mundos, onde várias pessoas convivem dia após dia, com suas histórias, bagagens de vida, leituras de mundo.

“Ah, essa geração! Na minha época…”.

Uma fala que surge com frequência e vem carregada de tanto sentido e significado para quem transmite, mas, para quem escuta, pode chegar como um incômodo repentino.

Quem já viveu momentos distintos, acredita que a sua época era melhor que a atual. Mas, em contrapartida, há aqueles que afirmam que o melhor espaço de tempo é o aqui e agora. O hoje com todas as letras e o “Ih, não sabe de nada! Já passou o tempo…”, despertam também o desconforto em tantos outros.

A junção das vivências, o respeito mútuo, a conexão, a empatia, a disponibilidade para perceber e escutar quem é tão diferente, mas que também pode ser muito parecido, afloram conexões que não eram esperadas ou pensadas.

Tenho grandes amigas que possuem mais de 20 anos de diferença para a minha idade. Um número que não me assusta, mas que, por vezes, causa espanto, pois, geralmente, tem pouca probabilidade de acontecer.

Lembro quando comecei a conhecer uma amiga muito querida por mim. O ano era 2013. Um espaço de duas décadas separava a nossa geração. Um mero detalhe dentro de infinitas particularidades que nos conectava cada vez mais. Não havia como parar o percurso natural de tamanha afinidade.

Nascemos no mesmo mês, possuímos gostos muito parecidos e até os nossos maridos possuem o mesmo nome. Os preconceitos etários não se faziam e não se fazem presentes em nenhum dos lados.

Estar aberto a quebrar essas barreiras, que parecem muros inquebráveis, é dar lugar a uma troca de experiência que pode ser incrível para ambos os lados. Enriquece o desenvolvimento pessoal, social e emocional, trazendo inúmeras cores novas para a nossa vida.

E você, Já pensou em furar a bolha geracional? Há inúmeras pessoas no mundo que possuem mais do que você possa imaginar.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Friburgo se despede do dr. Carlos Pecci

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Max Wolosker

Em julho de 2023, fiz uma entrevista com o dr. Carlos Alberto Pecci, então o médico mais antigo de Friburgo, em atividade. Infelizmente, no último dia 24 de fevereiro, recebemos a triste notícia do seu falecimento. Prestando uma grande homenagem a essa figura amiga, carismática e tão conhecida na cidade, não só como médico, mas, principalmente, como uma pessoa com atuação marcante na vida de Nova Friburgo, republico aqui o texto. Mas, dessa vez, com uma emoção diferente, aquela provocada pela perda de um grande amigo.

Em julho de 2023, fiz uma entrevista com o dr. Carlos Alberto Pecci, então o médico mais antigo de Friburgo, em atividade. Infelizmente, no último dia 24 de fevereiro, recebemos a triste notícia do seu falecimento. Prestando uma grande homenagem a essa figura amiga, carismática e tão conhecida na cidade, não só como médico, mas, principalmente, como uma pessoa com atuação marcante na vida de Nova Friburgo, republico aqui o texto. Mas, dessa vez, com uma emoção diferente, aquela provocada pela perda de um grande amigo.

Carlos Alberto Pecci, o médico mais antigo de Friburgo, ainda em atividade

Nascido em Nova Friburgo, em 8 de maio de 1934, na Rua General Osório, desde pequeno sempre quis ser médico, o que talvez fosse complicado, já que era oriundo de uma família humilde, sendo seu pai sapateiro, o que, em princípio, tornava seu sonho pouco provável. Terminado o segundo grau, trabalhando como entregador na quitanda de seu irmão Osmar Pecci, conheceu uma família que passava férias em nossa cidade e, um dia lhe foi perguntado pelo casal o que pretendia ser. Modesto, característica pessoal de Pecci, disse que seria quitandeiro, pois sua vontade de ser médico era impossível, pois sua família não tinha condições de bancar seus estudos em Niterói ou no Rio de Janeiro.

O acaso bateu-lhe à porta, pois um dos filhos desse casal era médico em Niterói, além de secretário de Saúde do antigo Estado do Rio de Janeiro. Este, quando soube do desejo de Pecci, conseguiu um emprego para ele, na secretaria do Hospital Ary Parreiras, na antiga capital do estado. Se dedicando aos estudos para enfrentar um vestibular, conseguiu ser aprovado, em 1954, e matriculou-se na faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, coroando o sonho de ser médico, em 1961, quando recebeu seu diploma.

Começou a trabalhar como plantonista do antigo Samdu (Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência), em Niterói, e abriu um consultório na Avenida Amaral Peixoto. Nessa época, casou-se com a também niteroiense Iara Pecci e, quatro anos depois, já tendo terminado o curso de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, resolveu voltar para sua terra natal. Assim, sua vida profissional começou em Friburgo no ano de 1965, portanto há 58 anos.

Seu início aqui não foi fácil, pois apesar de friburguense, a classe médica da época era muito fechada e ainda existia dois grupos antagônicos com uma grande competição entre eles. Mas, os horizontes foram se abrindo e Carlos Pecci foi admitido no serviço de urgência que funcionava na então Avenida General Osório. Posteriormente, ele conseguiu entrar no Hospital São Lucas e na antiga maternidade da LBA (Legião Brasileira de Assistência), hoje Hospital Maternidade Mário Dutra de Castro, no centro da cidade, administrada pela prefeitura.

Uma curiosidade na vida profissional de Pecci é que ele foi obrigado no início, aqui em Friburgo, a especializar-se em Proctologia, curso que foi feito em Niterói, pois a vaga oferecida a ele, no São Lucas era a de proctologista. Tanto que quando abriu seu consultório atendia nas duas especialidades, mesmo que seu sonho, ao entrar para a medicina, fosse ser ginecologista e obstetra. A partir daí sua carreira progrediu e ele passou a ser conhecido e atuante na classe médica friburguense.

Apesar de não ter exercido nenhum cargo político, Pecci foi diretor da maternidade, do Hospital São Lucas, do serviço de Ginecologia e Obstetrícia desse mesmo hospital e diretor do ambulatório do São Lucas e da Associação Médica de Nova Friburgo. Aliás, considerado seu eterno presidente, sua eleição foi fundamental para pacificar a classe médica, na primeira vez em que presidiu aquela instituição, dada a sua índole tranquila e pacificadora. Depois, passou a atender aos mais necessitados, no ambulatório Bento XVI, da Catedral de São João Batista, com o diferencial de ter sido um de seus médicos fundadores. Fora da área médica ele, também, foi membro do Rotary Club Nova Friburgo – Caledônia.

Aos 89 anos, nosso médico mais idoso em atividade, não pensa em se aposentar e continua a atender seus pacientes, em seu consultório particular, como ginecologista e obstetra. Ele aconselha os colegas que estão chegando em Friburgo, a se darem bem com todo mundo, cumprimentar as pessoas na rua, a serem tolerantes, pois apesar de nossa cidade ter crescido, ainda é provinciana. Aliás, foi essa colocação que sua filha Carla Pecci, também médica, faz questão de ressaltar.

Ele ensinou aos três filhos, Carla, Cláudio Pecci, que seguiu a carreira do pai, e a Ronaldo Pecci, este atuando na área da informática, a serem humildes e a tratarem a todos com cortesia. Na realidade ele quis transmitir aos novos, de que ser médico é um dom e que o paciente tem de ser tratado com respeito e cordialidade. Nada de ser orgulhoso e se dirigir a todos da mesma maneira respeitosa. Aliás, seu grande diferencial foi o de nunca fazer da Medicina, um comércio.

Como curiosidades desses 58 anos de vida médica na cidade podemos citar dois casos engraçados. Um ocorreu num congresso de Ginecologia aqui em Friburgo. Nessa época, os laboratórios que patrocinavam tais congressos, faziam sorteios de prêmios como televisores, faxes etc. Nesse, especificamente, ia ser sorteado um fax. Estavam reunidos três médicos e o representante perguntou a dois deles se já tinham tal aparelho e eles disseram que não. Ao ser perguntado Pecci, que não tinha entendido direito a pergunta, disse que sim, mas só não se lembrava do nome dela. Ele pensou que fax fosse a faxineira. O outro caso, mostra a sua perspicácia. Com tantos anos de profissão, ele já trouxe ao mundo três gerações a avó, a mãe e a neta. Um dia foi parado na rua por uma antiga cliente que lhe apresentou a mãe e falou: "Foi o senhor que fez o parto de mamãe". Aí a mãe informou que o parto tinha sido feito na maternidade. Como ele dava plantão às quartas feiras, disse: "Há foi numa quarta-feira", no que a mulher abriu um sorriso e replicou: "Puxa! que memória o senhor tem".

Tive de mudar a conclusão da entrevista, para: “Descanse em paz, meu saudoso amigo e saiba que você deixa imensa lacuna entre seus familiares, colegas, amigos e pacientes.”

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A VOZ DA SERRA é uma rotina que faz o dia a dia ser diferente

terça-feira, 03 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

O segundo mês do Ano Novo já cumpriu o seu dever no calendário de 2026. Há pessoas falando: “O ano está passando muito rápido!” – Ainda bem que nessa rapidez toda, podemos pegar carona nas charges de Silvério e chegar primeiro ao objetivo dos acontecimentos. Desta vez, o desenho nos leva para as águas de março, essas que começaram em fevereiro. Vencer esses 28 dias foi uma navegação constante entre poças d´água, guarda-chuvas e muito alerta de temporais. Em Minas Gerais, muita calamidade. Nossos vizinhos de Bom Jardim também foram afetados. Vamos ajudar nas campanhas!

O segundo mês do Ano Novo já cumpriu o seu dever no calendário de 2026. Há pessoas falando: “O ano está passando muito rápido!” – Ainda bem que nessa rapidez toda, podemos pegar carona nas charges de Silvério e chegar primeiro ao objetivo dos acontecimentos. Desta vez, o desenho nos leva para as águas de março, essas que começaram em fevereiro. Vencer esses 28 dias foi uma navegação constante entre poças d´água, guarda-chuvas e muito alerta de temporais. Em Minas Gerais, muita calamidade. Nossos vizinhos de Bom Jardim também foram afetados. Vamos ajudar nas campanhas!

Isabella Rodrigues, com supervisão de Henrique Amorim, nos trouxe uma informação animadora sobre o estado do friburguense Diogo Barros, submetido ao tratamento com Polilaminina. Diogo é vidraceiro e, em dezembro de 2025, caiu do segundo andar de um prédio, após levar um choque. Além da lesão medular completa, quebrou as costelas, teve perfuração no pulmão dos dois lados, entre outras complicações. Ele foi encaminhado para um hospital no Rio de Janeiro”. A irmã de Diogo buscou os meios para o tratamento do irmão, que já apresenta sinais de melhoras com “o movimento dos pés, do joelho e contrações na coxa”. Ficamos aqui torcendo por Diogo e demais pacientes.

A comandante do 11ºBPM, coronel Daniele Farias, foi condecorada com a Medalha Ordem do Mérito Policial Militar, a maior honraria concedida pela corporação militar. A medalha foi entregue pelo secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, por seus  relevantes serviços prestados em Nova Friburgo e região.

Relevante também é a instalação da pastora Roana Guma na condução da Igreja Luterana de Nova Friburgo. Ela passa a ser a primeira mulher a liderar a igreja, em substituição ao pastor Gerson Acker. A igreja foi fundada em 1824 por imigrantes alemães, e é a primeira da América Latina. Linda missão!

A antiga linha férrea, entre a Fábrica Ypu e o distrito de Mury, apesar de ser um local bastante procurado para caminhadas e ciclismo, está preocupando seus frequentadores pelo descarte de lixo em suas margens. A via precisa merecer atenção especial, não apenas por sua beleza, mas por seu circuito que, no século 19, facilitou o escoamento do café para os centros urbanos da época.

Falando nisso, na edição da última sexta-feira, 27 de fevereiro, A VOZ DA SERRA trouxe reportagem sobre a deficiência no serviço de capina nas ruas. A reclamação dos moradores se baseia no abandono que se vê em vários bairros. Isso me lembrou que lá pelos anos 70 era tão comum funcionários da prefeitura capinando ruas, que mamãe sempre servia água fresca e lanche da tarde aos capinadores.

Em “Há 50 anos”, enquanto o cinema Eldorado era vendido para dar lugar a uma agência bancária, o Carnaval de 1976 explodia em atrações. Entre as agremiações da folia, a coluna citou o Rancho Flor do Sertão e o Rancho Cidade dos Cravos. Minha mãe, quando moça, desfilava no carro alegórico do Rancho Mimosas Violetas.

Pois bem, os ranchos tiveram seus tempos de glória, e acredito que deixaram boas lembranças. Interessante é que na semana do carnaval deste ano, surgiu lá em casa um assunto em que eu citei o rancho. Uma integrante da conversa, disse: “Eu nunca ouvi falar em rancho!  Outra,  “muito sabida”, interrompeu: “Ah! Eu sei o que é! Rancho é uma casinha na roça, com quintal e umas frutinhas!” – Não deixou de ser verdade, porém, mostra que as gerações de agora pensam que rancho é outra coisa, desconhecendo o rancho de outrora.

E você, que lê esta coluna agora, tem alguma história para contar sobre os ranchos de antigos carnavais?

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Eras tu, Senhor? A evangelização em forma de fraternidade

terça-feira, 03 de março de 2026
por Jornalismo Diocesano

Parte 1

A fraternidade é a forma mais direta de comunicação da Boa Nova de Cristo. É o coração de toda mensagem evangélica: o amor fraterno capaz de dar a vida pelo outro, de resgatar a vida dos mais perdidos, necessitados, no espírito da misericórdia e gratuidade. Isto implica na  defesa da dignidade humana como imagem e semelhança de Deus e o respeito ao Seu Plano de Amor da criação, impresso na consciência e nas leis da natureza, de onde decorre a ética da justiça ,do equilíbrio, da realização do Bem.

Parte 1

A fraternidade é a forma mais direta de comunicação da Boa Nova de Cristo. É o coração de toda mensagem evangélica: o amor fraterno capaz de dar a vida pelo outro, de resgatar a vida dos mais perdidos, necessitados, no espírito da misericórdia e gratuidade. Isto implica na  defesa da dignidade humana como imagem e semelhança de Deus e o respeito ao Seu Plano de Amor da criação, impresso na consciência e nas leis da natureza, de onde decorre a ética da justiça ,do equilíbrio, da realização do Bem.

Através de várias inciativas e pastorais , campanhas e obras, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem refletindo e agindo ao longo das décadas, com toda a comunidade brasileira sobre vários temas e áreas da nossa realidade, especialmente por meio da Campanha da Fraternidade: a ecologia, a saúde, a terra, o índio, o negro, o trabalho, a mulher, a fome, o menor, a educação, o jovem, a família, idoso, a pessoa com deficiência, a segurança, a água, a comunicação, a paz etc.

Neste ano, nos traz a temática da Fraternidade e a Moradia, apresentando o grande déficit da realidade habitacional, num desrespeito à dignidade humana e direito natural e civil de milhões de seres humanos, filhos de Deus, que são "imagem e semelhança" do Criador; iluminando com a Palavra de Deus, o próprio "Verbo que se fez carne e veio morar entre nós" (Jo 1,14); propondo e implementando ações e projetos na linha de uma transformação desta situação precária da moradia, buscando melhores políticas públicas, planejamento humano e aplicação das leis já existentes para o bem comum, cumprindo o Plano Nacional de Habitação, a exigência de assistência técnica, a legislação referente ao uso do solo, à preservação do meio ambiente, às populações vulneráveis nas ruas, não culpabilizando ainda os pobres pela deficiência da estrutura estatal, nem muito menos criminalizando os movimentos, organizações ou atividades que procuram a justiça social ou amenizam as lacunas deixadas pelo Poder público.

Ao VER o quadro real, com suas injustiças, desigualdades e incoerências com a verdade cristã, a Igreja exerce, com a autoridade de Cristo, sua missão profética de JULGAR, avaliar à luz do Evangelho, conscientizar sobre os valores e denunciar o sistema de pecado, apresentando pistas de ação e sua colaboração concreta - O AGIR -  para uma solução justa e fraterna a partir da solidariedade e da união.

A comunhão eclesial, seguindo o exemplo e o coração de Cristo, se inclina aos mais pobres e excluídos e adverte que os que excluem estão contra a vontade de Deus. Oprimem e exploram o próprio Cristo no ser humano faminto, prostituído, prisioneiro, dependente químico, alcoolizado, indefeso no ventre.... Rejeitam o Jesus abandonado, doente, menor carente, pobre, mendigo, analfabeto... Discriminam o Senhor no negro, no indígena, na mulher, no idoso, nas pessoas com deficiência, dentre outros.

É necessário que nós nos convertamos à proposta do Mestre que é a humildade, a partilha na igualdade, a solidariedade e o amor fraterno, à consciência de que não somos melhores que ninguém. Somos do mesmo "barro" ainda que agitados pela vaidade e pelo orgulho que tão facilmente retorna ao chão. Tudo passa! A figura do mundo se esfumaça. Nós também passamos. Cada ser humano que de nós se aproxima é nosso irmão, é Jesus. E um dia, Ele próprio nos julgará pela nossa sensibilidade, nossa atenção, nosso amor: "Estava com fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Estava nu e me vestistes... doente e fostes me ver..." E nós: 'Mas quando, Senhor que te fizemos isso? "

Responderá para nós o Cristo: "Todas as vezes que fizestes isso ao menor dos pequeninos , a mim o fizestes". E que nunca ouçamos o inverso : "O que não fizestes ao menor dos pequeninos..." ( Cf  Mt 25 31-46). Restará a surpresa: "ERAS TU,SENHOR!" (Continua na próxima semana)

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça
Chanceler da Diocese de Nova Friburgo
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Novos rumos?

terça-feira, 03 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense recebe proposta de grupo europeu por futebol; clube prega cautela

Friburguense recebe proposta de grupo europeu por futebol; clube prega cautela

        O Friburguense pode ter novos rumos para o seu futebol em breve. Em busca de novos investimentos para o clube, a direção recebeu uma proposta de um grupo da Escandinávia, que envolve Dinamarca, Suécia, Noruega e toda essa região da Europa, para o desenvolvimento de um projeto no Tricolor da Serra. Os contatos e reuniões acontecem com a diretoria e com os representantes de todos os conselhos legais do clube. O atual gerente de futebol do clube, José Siqueira, o Siqueirinha, com contrato até 2027, não participou desses encontros, mas está ciente sobre a oferta, da qual é um grande entusiasta, inclusive.

        Em contato com o presidente Elberth Heringer, A VOZ DA SERRA ouviu que o clube “analisa internamente com os conselhos e sócios”. Segundo Elberth, essa é apenas mais uma proposta em fase muito inicial, ainda com pouca formalidade. São feitas reuniões com as partes interessadas para a análise de todos os pontos e uma possível contraproposta. Posteriormente pode haver a discussão sobre uma possível concretização ou não. “Ou seja, é muito pouco ainda para se criar expectativa”, avalia o presidente.

Tentativa de recolocação no cenário nacional

        A reportagem apurou que o grupo pretende investir no futebol profissional para subir o Friburguense de divisão e tentar voltar à Série A1 do Campeonato Carioca em um curto espaço de tempo. Após esse primeiro momento, a ideia é recolocar o Tricolor da Serra no cenário nacional, com a disputa de competições como a Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro, mirando acessos e a consolidação de um calendário completo. Contudo, a grande menina dos olhos do grupo é a formação dos jogadores.

         O gerente de futebol do Friburguense, Siqueirinha,  confirmou que não esteve presente às reuniões, contudo, ele tem conhecimento sobre a oferta, através do contato feito por um dos representantes do grupo.

“Vou dar uma opinião em cima do questionamento, mas deixo bem claro que esse entendimento, essa opinião minha, não vai afetar em nada na negociação. Foi falado qual era o projeto, e me passado até o interesse que eu continuasse. Eles acham fundamental por conta de toda a relação que a gente tem com outros clubes, confederação, ou seja, aproveitar um pouco dessa experiência para dentro do projeto. Isso é uma coisa que não ficou definida, mas acho que o interesse maior era conversar sobre isso. Foi quando tive a oportunidade de entender o projeto”, pontua.

       “Eu sei que às vezes a rede social vem carregada de interesse em falar de forma positiva ou de forma negativa. Então, eu tenho que ter cuidado na hora de passar quais são os interesses profissionais para um clube de futebol. O meu parecer sobre a montagem do projeto é positivo, diferente de tudo o que eu vi até agora. Tudo que eu sonho de oportunidade para esses garotos de Nova Friburgo e de toda a região é uma relação de criar para eles, primeiro, um sentido de ser profissional. Não a expectativa de muito dinheiro, não a expectativa de fama, porque isso aí tem sido prioridade. Quando você tem um clube como o Friburguense, na situação que está, afasta alguns garotos dessa oportunidade. Só há expectativas de que vai para um torneio, vai para uma peneira e aí, com isso, eu vou para time grande. Isso pode acontecer para um, mas, na maioria, tem todo um processo de treinamento”, continua Siqueira.

Profissionalização de jogadores

        Nesse contexto, a ideia do grupo é oportunizar a saída de jogadores da região para um profissionalismo, com expectativas maiores, até pela ligação direta com a Europa. Algo que pode mobilizar mais jovens, ou seja, ampliar as perspectivas de torná-los jogadores profissionais.

        “Eles estão querendo trazer toda a disciplina do futebol europeu para dentro do futebol brasileiro, que tem a arte, a ginga, o drible. Ou seja, eles não querem engessar o futebol brasileiro, eles querem estar unindo. Por isso que eles estão vindo para o Brasil. Querem criar essa mistura para que tenha sucesso naquilo que é a formação. Então, quando falam de pegar uma base, de formar jogador, a mentalidade é muito alta. É criar oportunidade de tudo o que a gente já teve de profissionais, seja ela na área de odontologia, nutricionismo, de psicologia. Eles querem trazer o ensino do inglês para dentro do clube. Friburgo facilita muito a questão da dupla nacionalidade, por conta de ter a maioria de descendências de países da Europa. Então, tudo isso também está no radar deles, e é o que sempre quis oportunizar na base para essa criançada”, revela Siqueirinha.

        A intenção, no primeiro momento, seria aproveitar os profissionais da região, qualificá-los com cursos da CBF - por exemplo - e, no futuro próximo, trazer treinadores com formação europeia. Dentro desse processo, o time profissional também cresceria, sendo consequência de todo o trabalho a ser realizado com a base e a melhoria das condições estruturais.

        “Vamos imaginar o Friburguense numa Série A hoje do Carioca. Quantas coisas têm que ser feitas aqui no nosso estádio hoje para trazer um Flamengo para jogar aqui? Olha o tempo que você pode levar para chegar numa Série A. Mas todo o processo de chegar numa Série B, Série A de um Brasileiro pode acontecer quando a mentalidade é essa, e vem atrelada a um fechamento de anel do estádio. Ela tem que estar atrelada. Por quê? Você cresce com um time competitivo, mas automaticamente você tem que ir. Está aí o Mirassol, com um centro de treinamento fera e um estádio que tem que estar adequado para jogar uma Série A. Então, eu acho que o processo de crescimento é proporcional. Acho o projeto muito bom, mas cabe a cada setor do clube entender que quem está fazendo, aonde quer chegar, por que está fazendo, não é simplesmente qual o cheque que vai dar. Esse tem sido o grande problema nos clubes brasileiros. Eu acho que a gente tem uma grande oportunidade de dar uma mudança de rumo na história do clube”, opina Siqueira.

Foto da galeria
Proposta europeia por futebol do Friburguense é avaliada pela direção do clube (Divulgação Vinicius Gastin)
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