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Entre o vazio interno e o desejo de estar junto

quarta-feira, 25 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Vazio, vago, frívolo, fútil, junto, unido, reunido, distanciado, isolado, excluído, separado.

Se sentir parte de um grupo ou de um lugar traz o pertencimento. A sensação de um pertencer que, nem sempre, deixa claro o real desejo de estar.

Me lembro da minha juventude, onde não me sentia confortável com as piadas sem graças, as ações inadequadas disfarçadas de brincadeiras, os insultos que não dava para deixar para lá. Não me esforçava para caber. O estar precisava ter sentido e vir de encontro com que eu tinha como escolha de vida.

Vazio, vago, frívolo, fútil, junto, unido, reunido, distanciado, isolado, excluído, separado.

Se sentir parte de um grupo ou de um lugar traz o pertencimento. A sensação de um pertencer que, nem sempre, deixa claro o real desejo de estar.

Me lembro da minha juventude, onde não me sentia confortável com as piadas sem graças, as ações inadequadas disfarçadas de brincadeiras, os insultos que não dava para deixar para lá. Não me esforçava para caber. O estar precisava ter sentido e vir de encontro com que eu tinha como escolha de vida.

Aquela jovem continuou se transformando. Décadas depois, permaneço não gostando das mesmas coisas e um pouco mais. O esforço para me encaixar é quase inexistente. Levo comigo uma certeza ainda maior quando percebo todo conhecimento profissional que busquei e trago à memória o ditado que tanto ouvia da minha saudosa avó Berna: “Para todo pé cansado há sempre um chinelo velho”.

Sim, sempre há, mas, às vezes, não conseguimos perceber e enxergar. Achamos que onde estamos é o único lugar palpável, assim como as pessoas que estão ao nosso redor. Não é sobre perfeição ou não lidar com aqueles que são diferentes daquilo que somos. É sobre o encaixe ideal, real, com imperfeições, erros e acertos, onde o desejo de estar junto preenche o vazio interno que se sobressai quando estamos em um lugar que não cabemos de verdade.

Por mais difícil que possa parecer, o medo de ser não pode ser alimentado pela vontade de pertencer, pois quando realmente pertencemos não precisamos nos diminuir para caber. Não há superficialidade.

Não somos potes fechados com tampas que não fazem parte da coleção, apenas para não deixar o seu interior exposto. Possuímos essência e desejo latente, que nos constitui como ser humano repleto de gostos, vontades e especificidades.

Respeitar quem nós somos de verdade, é estabelecer limites, sustentar os nossos valores morais e éticos. É não deixar os nossos princípios em segundo plano, escorrendo por entre os dedos como a areia fina da praia. É ser forte como a rocha, que sustenta as batidas das ondas na costa do mar.

Não se acomode para pertencer. Seja quem você realmente é. Se acolha e viva com verdade!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Jovens talentos

quarta-feira, 25 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Equipe Kickboxing da Serra conquista medalhas e vagas no Brasileiro

Os atletas da equipe Kickboxing da Serra continuam representando Nova Friburgo em alguns dos principais eventos da modalidade pelo Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, alguns deles participaram da Taça Guanabara de Kickboxing, disputada na capital fluminense. O evento serviu como uma seletiva para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Equipe Kickboxing da Serra conquista medalhas e vagas no Brasileiro

Os atletas da equipe Kickboxing da Serra continuam representando Nova Friburgo em alguns dos principais eventos da modalidade pelo Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, alguns deles participaram da Taça Guanabara de Kickboxing, disputada na capital fluminense. O evento serviu como uma seletiva para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Um dos principais nomes da equipe, Gilberto Frossard participou na categoria K1 Style Faixa Preta, até 81 quilos, e acabou vencendo por W.O. - ou seja, não teve adversário para realizar o seu combate. Além do já experiente atleta, outros três alunos fizeram as estreias no tatame.

Uma das destaques foi Ana Karolina Paz, que venceu uma luta e foi campeã da sua categoria na modalidade Kick Light, faixa colorida, até 65 quilos. Além do título, a jovem lutadora acabou conquistando a sua vaga na próxima competição nacional.

Já Gabriel Ribeiro fez uma luta e terminou a competição com o terceiro lugar do Kick Light, Faixa Colorida, até 89 quilos, também ganhando a vaga para o Brasileiro. Pedro Simões, envolvido em um combate, no Kick Light sub 17, até 69 quilos, terminou a disputa com o oitavo lugar, apesar de ter feito uma boa luta de estreia.

Em resumo, a equipe Kickboxing da Serra voltou para Nova Friburgo com duas medalhas de ouro e uma de bronze, além da conquista de três vagas no Campeonato Brasileiro da modalidade. O evento está previsto para acontecer no mês de junho, em Curitiba-PR.

 

 

Reforço financeiro

Fifa anuncia investimentos de R$ 4,2 bilhões na Copa Feminina de 2027

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou que investirá US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões), na próxima edição da Copa do Mundo de futebol feminino, que será disputada em 2027 no Brasil. A informação foi revelada em um relatório publicado em Zurique (Suíça) na última quinta-feira, 19, após reunião do conselho da entidade máxima do futebol.

O valor anunciado é o dobro do investido pela Fifa na última edição de um Mundial Feminino, que foi sediado na Austrália e na Nova Zelândia.

A Copa Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. Oito estádios receberão jogos da competição: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Fonte Nova (Salvador-BA), Arena Itaquera (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte-MG), Estádio Nacional (Brasília), Arena Castelão (Fortaleza-CE), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre-RS) e Arena Pernambuco (Recife-PE).

O Mundial sediado pelo Brasil será a décima edição do torneio. Antes de chegar à Austrália e à Nova Zelândia, em 2023, a competição já havia sido sediada por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e França.

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    Ainda que por W.O., Gilberto Frossard amplia o seu cartel de conquistas na modalidade (Foto: Divulgação)

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    O estreante e o experiente Gilberto trouxeram excelentes resultados e classificações para Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Pedro Simões, um dos alunos da equipe, também teve o seu destaque no evento (Foto: Divulgação)

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    Ana Karolina Paz venceu em sua categoria e se garantiu no Brasileiro de Kickboxing (Foto: Divulgação)

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    Gabriel Ribeiro fez uma luta e terminou com com o terceiro lugar do Kick Light (Foto: Divulgação)

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Histórias alheias 2

quarta-feira, 25 de março de 2026
por Robério Canto

Não é que eu não tenha ideias, é que elas são poucas e, portanto, preciso administrá-las, para que não acabem antes do tempo e me deixem na mão na hora da necessidade. Mais do que com o dinheiro, é indispensável ser sovina com as ideias. O mais prudente é fazer com elas como as pessoas que pulam o almoço para ter o que jantar. Um truque que às vezes salva um cronista menor é recontar histórias de autores mais competentes: não é prova de criatividade, mas também não chega a ser propriamente plágio. Já fiz isso uma vez e, como não fui processado, vou repetir hoje.

Não é que eu não tenha ideias, é que elas são poucas e, portanto, preciso administrá-las, para que não acabem antes do tempo e me deixem na mão na hora da necessidade. Mais do que com o dinheiro, é indispensável ser sovina com as ideias. O mais prudente é fazer com elas como as pessoas que pulam o almoço para ter o que jantar. Um truque que às vezes salva um cronista menor é recontar histórias de autores mais competentes: não é prova de criatividade, mas também não chega a ser propriamente plágio. Já fiz isso uma vez e, como não fui processado, vou repetir hoje.

De Villas-Bôas Corrêa

Deposto em 45, Getúlio foi para São Borja e não aceitava, mas também não recusava, os insistentes pedidos para que fosse candidato a presidente da República. Nereu Ramos era um dos nomes mais fortes para disputar o cargo. No entanto, o PDS o designou para procurar Getúlio e pedir que ele apoiasse um candidato do partido. O velho Gegê disse que concordava, contanto que o nome indicado fosse o do próprio portador da mensagem. Nereu alegou que não poderia voltar com aquela resposta, pois pareceria que ele, ao invés de representar o partido, representara a si mesmo. O resto é História. Por aí se vê que já houve nesta República homens que zelavam mais pela honra do seu nome do que pela honra de cargos e títulos.

De Machado de Assis

Ao ver um casebre em chamas à beira da estrada, o homem para diante das labaredas. Sentada no chão, uma mulher paupérrima chora tanto que quase se poderia apagar o incêndio com suas lágrimas. Ela é a dona do barraco, sendo aquilo o único bem que ela tem (ou tinha). Quando o homem lhe pergunta se a casa era dela, responde que sim: “É minha sim, meu senhor. É tudo que eu possuía neste mundo”. Educadamente, ele retruca: “Dá-me então licença que acenda ali o meu charuto?" Comovente prova de solidariedade e respeito pela propriedade alheia! O cavalheiro estava bêbado, e Machado, com o seu conhecido pessimismo sobre a natureza humana, acrescenta que não é preciso estar bêbado para se aproveitar do sofrimento alheio. Sim, a triste verdade é que muita gente, justamente quando está mais sóbria, faz exatamente o mesmo.

De Carlos Heitor Cony

Ernesto Cony é o grande personagem do ótimo “Quase memória”, no qual Carlos Heitor Cony narra muitas histórias do pai, um homem tão original que o filho pôde encher as 239 páginas do livro com as aventuras e desventuras em que o velho Cony se metera ao longo da vida.

Uma delas: saindo do almoço num hotel, Cony recebeu do porteiro um pacote que alguém, poucos dias antes, havia deixado para que lhe fosse entregue. Não sendo frequentador habitual do lugar, o escritor estranhou que tivessem deixado justamente ali aquele embrulho para ele. Mas um envelope com seu nome escrito não permitia a dúvida de que ele era o real destinatário. E tudo denunciava o remetente: a letra, o estilo, o cheiro e principalmente o barbante, com um tipo de laço que era especialidade de seu pai. O que não fazia nenhum sentido, pois Ernesto Cony havia morrido dez anos antes.

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Microconto: Pênalti

O Saci Pererê chutou a bola e fez um gol de placa, mas levou o maior tombo.

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Confissões de uma colunista

terça-feira, 24 de março de 2026
por Tereza Malcher

Todos têm uma confissão a fazer que pode estar em alguma caixa de segredos, guardada em nossos lugares especiais. Como ando com vontade de falar a respeito da minha experiência como colunista, resolvi abri-la. Nela, não se guarda qualquer coisa, somente preciosidades, que não se mostra de qualquer maneira. Ah, cada segredo tem um valor pessoal.

Todos têm uma confissão a fazer que pode estar em alguma caixa de segredos, guardada em nossos lugares especiais. Como ando com vontade de falar a respeito da minha experiência como colunista, resolvi abri-la. Nela, não se guarda qualquer coisa, somente preciosidades, que não se mostra de qualquer maneira. Ah, cada segredo tem um valor pessoal.

Vou começar tirando a primeira recordação de quando era adolescente.  Minha avó paterna dizia, com orgulho, ser prima do colunista Artur da Távola, que, por mais de 30 anos, escreveu para os jornais do Rio de Janeiro. Quando lia as colunas tinha a vontade de ser colunista. Como achava que jamais seria capaz, guardei comigo em segredo.

Quando redigi a dissertação de Mestrado, senti pela primeira vez o gosto de escrever um texto capaz de ser lido por professores, catalogado e arquivado na biblioteca da universidade. Porém meu “segredo” continuou guardado; a escrita que fiz naquele trabalho foi teórica, e Artur da Távola escrevia sobre os acontecimentos, situações quotidianas, fatos relacionados à arte com leveza e plena liberdade de usar as palavras.

Contudo o aprendizado que adquiri no Mestrado foi fundamental para a construção da minha identidade como colunista posto que aprendi a educar minhas ideias, pesquisar, a transpor para o papel aquilo que pensava e sentia. Entendi que as ideias precisavam de fundamentos para serem apresentadas. O mais importante foi constatar que era saudável elaborar ideias com ética para serem compartilhadas e não restarem fechadas em gavetas ou arquivos. As ideias têm vida; voam longe.

Alguns anos depois, encantada com o teatro, fiz adaptações de textos a serem encenados. Durante esse tempo, constatei que os conteúdos das peças tinham de ter valores em suas linhas e entrelinhas porque o espetáculo, ao mesmo tempo em que tem a função de entreter, deve oferecer ideias que beneficiem as pessoas e suas relações com o mundo. E, aí, meu amigo, percebi o valor da arte literária: transformar uma ideia em um texto para levar diversão e reflexão ao público. Tarefa nada fácil.

Depois, ao me tornar escritora de livros infantojuvenis, adquiri a desenvoltura na escrita. Frequentei inúmeras oficinas literárias quando escrevia sem parar e aprendia a ter humildade para receber críticas. Além do que aprofundei o hábito de pesquisar. Os textos literários necessitam de informações objetivas. Ao contar a história do Labareda, meu personagem canino do livro “Um cão cheio de ideias”, pesquisei a vida dos cães sob vários pontos de vista.

Ao escrever “Aventureiros da Serra”, a história de um menino que é acometido pelo câncer e continua a ser o líder de um grupo de amigos, pedi assessoria a uma médica oncologista e pesquisei sobre como a liderança acontece em grupos infantis.

O desejo de ser colunista permaneceu vivo e latente, jamais adormecido. Tive a oportunidade de conhecer a direção do jornal e falar a respeito desta vontade antiga. Fui aceita. Em 27 de junho de 2016 minha primeira coluna foi publicada: “Meus avós e meus abacates”. Tenho o orgulho de nunca ter faltado, nem repetido um tema. Hoje, a coluna tem o nome “Momentos Literários”

Escrever semanalmente é, ao mesmo tempo, um prazer e um desafio. Um processo que, às vezes, é mais complexo, enquanto outros são de uma facilidade que surpreende. Cada texto é produzido de modo próprio. Entretanto, inicialmente, sempre há uma exposição livre, sem preocupações com a forma, mas com o desenvolvimento de uma ideia. A seguir, vem a pesquisa, através da qual leio trabalhos de outros autores, busco nos livros e na internet informações válidas e reescrevo a coluna várias vezes. Finalmente, meu professor corrige o texto.

Hoje, tenho a certeza de que ao escrever “Momentos Literários” reflito sobre o viver, que a cada dia me surpreende e espanta.

O que me reforça a produzir um texto semanal com este entusiasmo é a oportunidade de aprofundar os valores humanos, hoje tão ameaçados e deteriorados. Tomo cuidado para não ter uma postura de autoajuda, nem ensinar o que é certo ou errado. Mas de mostrar a vida através de textos sérios, que consideram a natureza e a pessoa humana como os maiores patrimônios.

Cada um de nós tem funções na vida. Depois de cumprir tantas, atualmente me orgulho de escrever a coluna “Momentos Literários”, toda a semana para o jornal A VOZ DA SERRA.

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Papa: Libertar-se do materialismo

terça-feira, 24 de março de 2026
por Vatican News

Ao comentar o episódio da ressurreição de Lázaro, proposto pela Liturgia do 5º Domingo da Quaresma, celebrado neste 22 de março, o Papa Leão XIV recorda que no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade não há vida, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

"Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus": palavras de Leão XIV ao rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a Oração do Angelus, na celebração do 5º e último Domingo da Quaresma.

Ao comentar o episódio da ressurreição de Lázaro, proposto pela Liturgia do 5º Domingo da Quaresma, celebrado neste 22 de março, o Papa Leão XIV recorda que no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade não há vida, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

"Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus": palavras de Leão XIV ao rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a Oração do Angelus, na celebração do 5º e último Domingo da Quaresma.

A Liturgia propõe o Evangelho da ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-45), que o Pontífice comentou como um sinal que fala da vitória de Cristo sobre a morte e do dom da vida eterna que recebemos com o Batismo. "Hoje, Jesus diz também a nós, tal como a Marta, irmã de Lázaro: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre» (Jo 11, 25-26)."

Assim, explica o Papa, a Liturgia convida os fiéis a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor para compreender o seu sentido mais autêntico e nos abrir ao dom da graça que eles encerram.

Fama e bens materiais não saciam nossa sede de infinito

Na verdade, é em Cristo Ressuscitado que tais acontecimentos encontram o seu cumprimento. A sua graça ilumina este mundo que, afirma o Santo Padre, parece estar em constante busca de mudanças e novidades, mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes, como tempo, energias, valores, afetos. "Como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais", diz ainda o Papa, recordando que não é no efêmero que podemos confiar a nossa necessidade de infinito.

“Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos Nele (cf. Confissões, I, 1.1).”

Libertar-se dos sepulcros que nos desorientam

A narrativa da ressurreição de Lázaro, portanto, nos convida a estar atentos a essa necessidade profunda e, com a força do Espírito Santo, libertar os nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, "nos aprisionam no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade". Nestes lugares não há vida, afirmou o Santo Padre, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

Eis então que Jesus ordena também a nós: “Vem cá para fora!” (Jo 11, 43), encorajando-nos a sair desses espaços confinados para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites. Leão XIV então conclui: "Que a Virgem Maria nos ajude a viver assim estes dias santos: com a sua fé, com a sua confiança, com a sua fidelidade, a fim de que também para nós se renove, todos os dias, a experiência luminosa do encontro com o seu Filho ressuscitado."

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A VOZ DA SERRA é sempre o caminho certo no trânsito da informação

terça-feira, 24 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Não são poucas as vezes que alguma notícia no jornal me lembra uma canção. Desta vez, a charge de Silvério me levou para os primórdios da Jovem Guarda, quando Roberto Carlos gravou a música “Um leão está solto nas ruas...”. A letra diz que foi “por descuido de seu domador”. É certo que na charge não há descuido, porque esse é o leão que espera que os seu contribuintes não percam o prazo de enviar a devida e temida “Declaração de Imposto de Renda”. A antecipação do prazo de entrega já ocorreu, e o prazo de finalização vai até 29 de maio.

Não são poucas as vezes que alguma notícia no jornal me lembra uma canção. Desta vez, a charge de Silvério me levou para os primórdios da Jovem Guarda, quando Roberto Carlos gravou a música “Um leão está solto nas ruas...”. A letra diz que foi “por descuido de seu domador”. É certo que na charge não há descuido, porque esse é o leão que espera que os seu contribuintes não percam o prazo de enviar a devida e temida “Declaração de Imposto de Renda”. A antecipação do prazo de entrega já ocorreu, e o prazo de finalização vai até 29 de maio. Lembrando que a isenção para quem ganha até R$ 5 mil só vai valer para a declaração de 2027, referente aos ganhos de 2026.

Valeu, Silvério, pois, a charge, como nosso veículo de embarcação literária, nos leva ao topo das nossas demandas. Estar em dia com o “leão” nos dá a chance de não sermos “devorados” pela Receita. Continuando em assuntos “delicados”, o governador  do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está na iminência de uma renúncia. Segundo o advogado Guilherme Barcelos: A renúncia não interrompe o processo, caso fique provada a participação direta do político nas irregularidades”. Inocente ou não, eu sempre me pergunto sobre a razão que leva uma pessoa graduada, com alto rendimento financeiro e poder, a se “meter” em falcatruas? Mesmo me perguntando, eu já sei a resposta: o poder exige mais poder. Pura ilusão! Lá na frente vai ser apanhado com a boca na botija.

Em 21 de março foi celebrado o Dia da Infância e entre as medidas de proteção, nessa era digital, o Estatuto da Criança e do Adolescente ganhou uma nova versão – o ECA Digital. Em destaque, a iniciativa abrange limites e regras para menores de idade que utilizam as redes sociais e aplicativos online. Como proteção, está proibida a “rolagem infinita” nas redes sociais. 21 de março também é o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi marcada por uma intensa programação, inclusive com a criação do Instituto Alentho, na sede do GPH, no Cônego.

O empresário Gustavo Faria, que desenvolveu o projeto, explicou que a partir do nascimento de um sobrinho, diagnosticado com a síndrome, veio a ideia do Alentho. E destacou: “o instituto nasce com a proposta de ser um espaço de acolhimento, orientação na construção de uma rede de apoio mais ampla”. A empatia, por certo, faz a diferença!

“Divórcio do sono” ganha espaço na rotina dos casais”. A matéria, assinada por Isabella Rodrigues, trouxe essa quase “novidade” de os casais terem espaços separados para melhorar a qualidade do sono e “reduzir conflitos no relacionamento”. É mais do que certo, pois os hábitos de dormir são muitos e pessoais. Uns gostam de música, outros de silêncio. Tem os que gostam de penumbra, outros de escuridão total. TV ligada incomoda a quem quer sossego. Se é para “dormir”, no verdadeiro sentido do verbo, que seja o momento sagrado do descanso. Isso não é afastamento. É maturidade conjugal.

Em “Há 50 anos”, o registro da nova diretoria do “Centro Industrial de Friburgo”, trouxe, ao tempo presente, nomes de pessoas ilustres que representavam suas empresas, entre as quais, Filó, Hasenclever, Sinimbu, Torrington e Indaço. Não só a cidade se desenvolveu sob a égide dessas baluartes, assim como tantos e tantos funcionários tiveram seus empregos garantidos. Era a indústria alavancando o progresso!

Quero felicitar a equipe  “Amigas do Vôlei” que vai representar Nova Friburgo na “Supercopa Master”.  A formação desse “time” tem história grandiosa que, por si só, é vitoriosa pelo fato de reunir mulheres que amam o esporte e vão muito além das regras do jogo para marcar “um set de felicidade”! Parabéns e sucesso no próximo dia 4 de abril!

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Fez bonito

terça-feira, 24 de março de 2026
por Vinicius Gastin

AFFM / Friburguense coleciona pódios na 1ª etapa do Estadual de Futmesa 12 Toques

A AFFM / Friburguense iniciou bem a temporada na modalidade 12 Toques. Com alguns dos seus melhores botonistas participando da 1ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, o Tricolor da Serra conquistou três pódios, com direito a um título da Série Prata na categoria Adulto. A competição foi realizada no CT do Botafogo Futmesa, reunindo atletas de diversos clubes do estado em partidas de alto nível técnico.

AFFM / Friburguense coleciona pódios na 1ª etapa do Estadual de Futmesa 12 Toques

A AFFM / Friburguense iniciou bem a temporada na modalidade 12 Toques. Com alguns dos seus melhores botonistas participando da 1ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, o Tricolor da Serra conquistou três pódios, com direito a um título da Série Prata na categoria Adulto. A competição foi realizada no CT do Botafogo Futmesa, reunindo atletas de diversos clubes do estado em partidas de alto nível técnico.

Na decisão da categoria Adulto, houve dobradinha vascaína. Felipinho, do Vasco da Gama, conquistou o título ao derrotar Nando, também do clube cruz-maltino, em uma final bastante equilibrada, vencida pelo placar de 4 a 3. Na disputa pelo terceiro lugar, Bira, do América, levou a melhor sobre seu companheiro de clube, Amon-Rá, vencendo por 10 a 7 e garantindo a medalha de bronze.

Os atletas que não avançaram à fase final disputaram a Série Prata. Foi quando brilhou o jovem Daniel Couto, do Friburguense, que superou Guilherme Maia, do Vasco da Gama, para ficar com o título. Na disputa pelo terceiro lugar, Santana, do Fluminense, venceu Léo Muniz, do América, e completou o pódio da série.

A etapa inaugural da temporada teve o nome de Copa Miguel Ângelo Coutinho Lemos, uma homenagem ao botonista e professor de História da Faetec, Miguel Ângelo Coutinho de Lemos, que morreu em 2015. Miguel se destacou no futebol de mesa, atuando nas regras 3 Toques e 12 Toques por clubes como Clube dos 500, Ginástico Português e Flamengo, deixando importante legado na modalidade.

As etapas de 2026 do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques da Fefumerj serão sempre disputadas de acordo com este regulamento, válido para as duas categorias: Adulto e Master.

Na primeira fase, o número de atletas inscritos será sempre dividido em quatro blocos, definidos conforme o ranking, e os confrontos serão determinados por sorteio. Cada atleta enfrentará exatamente dois adversários de cada bloco, inclusive do próprio bloco, sem repetição de confrontos. Dessa forma, em todas as etapas, cada jogador disputará oito jogos na primeira fase.

O número de inscritos poderá variar entre 20 e 48 atletas. Para garantir o correto funcionamento da tabela e a aplicação integral do regulamento, sempre que necessário, a organização completará o número de participantes com WO (atleta fictício), de modo a alcançar um múltiplo de quatro, condição obrigatória para o sistema adotado.

Assim, as etapas poderão ser disputadas utilizando tabelas com 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44 ou 48 atletas. A partir da segunda fase, a competição passa a ser disputada em sistema eliminatório, com vantagem do empate para o atleta de melhor campanha na fase anterior.

O Campeonato Estadual de Futebol de Mesa terá sete etapas ao longo do ano neste formato. A competição se encerra com a oitava e última etapa — a Taça Cidade Maravilhosa —, nos dias 7 e 8 de novembro, em sistema de pontos corridos, com 12 atletas em cada série. O campeão estadual de 2026 será aquele que somar o maior número de pontos ao longo do ano nas oito etapas, com direito ao descarte dos dois piores resultados.

Categoria Master

Na categoria Master, após uma série de partidas equilibradas e disputadas desde a fase classificatória, o grande campeão da etapa foi Nelson Joazeiro, do Fluminense, que conquistou o título ao derrotar Evandro Gomes, do Vasco da Gama, na final pelo placar de 5 a 2.

Foram 11 jogos, ao todo, com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Ele marcou 38 gols e sofreu 22, perfazendo um saldo positivo de 16 gols. Desta forma, lidera o ranking estadual também pela primeira vez.

O terceiro lugar ficou com Vinicius Mendes, que fez sua reestreia pelo Friburguense após atuar pelo Flamengo na última temporada. Os atletas que não conseguiram classificação para a fase final disputaram a 2ª Divisão (Série Prata). O campeão foi Reynaldo Antunes, do Fluminense. O vice-campeonato ficou com Anderson, que fez sua estreia pelo Tricolor da Serra após defender o Flamengo nas últimas temporadas. O terceiro lugar ficou com Enderson, do Flamengo.

Na 3ª e última divisão (Série Bronze), o título ficou com Marco Pessoa, do Petropolitano. O vice-campeonato foi conquistado por Ricardo Santana, do Fluminense, enquanto Gilson Franco completou o pódio na terceira colocação.

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    Jovem Daniel Couto fatura a Série Prata no Estadual Individual de Futebol de Mesa 12 Toques (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Em sua estreia pelo Friburguense, Vinicius Mendes foi segundo na Master (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Vestindo a camisa tricolor pela primeira vez, Andreson estreou no pódio da Série Prata da Master (Fotos: Divulgação / AFFM)

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Morador de Friburgo pode passear no teleférico, nos dias úteis, doando um quilo de alimento

terça-feira, 24 de março de 2026
por Alex Santos
Foto de capa
(Foto: divulgação)

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

A proposta nasce com um olhar muito claro: envolver os moradores da cidade em uma experiência que vai além do passeio turístico. A partir desta semana, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, qualquer morador pode trocar o ingresso do teleférico por um quilo de alimento não perecível. É um gesto simples, acessível, mas carregado de significado.

Ao embarcar nessa experiência, partindo da Praça do Suspiro, o visitante sobe até o primeiro estágio do teleférico, onde está a sede da EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche. Na EcoModas, abrimos as portas da nossa loja sustentável, onde é possível ver na prática o que é economia circular, mobiliários e esculturas com ecodesign e apresentação de um pouco daquilo que construímos desde 2010. A loja também oferece moda sustentável, experiências, café, artesanatos e diversos outros produtos feitos na cidade.

Mas o que mais me encanta nesse projeto é o que ele provoca nas pessoas. Cada alimento arrecadado será destinado, inicialmente, ao Bloco da Jurema, um projeto social que realiza um trabalho fundamental na nossa cidade com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ou seja, o passeio se transforma em alimento na mesa de quem precisa.

Além do social, ação ambiental

Cada morador de Nova Friburgo que participar desta ação também receberá uma bomba de sementes para que seja lançada no trajeto do morro do teleférico. Com isso, queremos estimular um gesto coletivo de regeneração e impacto social positivo. É como se cada visitante deixasse uma marca positiva no caminho, ajudando a devolver vida à paisagem que tanto nos orgulha e que por alguns anos foi afetado por incêndios florestais. As sementes utilizadas são de árvores nativas como Embaúba, Aroeira e Palmeira-juçara.

Esse movimento ganha ainda mais força por acontecer em um momento muito especial. No próximo dia 29, celebramos os 16 anos da EcoModas — uma história construída com muitos desafios, aprendizados e, principalmente, propósito. Ao mesmo tempo, o teleférico completa 50 anos de existência neste ano, sendo um dos atrativos turísticos mais visitados de Nova Friburgo. Unir essas duas histórias em uma ação como essa é, para mim, algo extremamente significativo e positivo.

Do ponto de vista das agendas globais, o projeto “Passaporte Verde e Solidário da EcoModas no Teleférico” dialoga diretamente com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos falando de combate à fome (ODS 2), ao estimular a doação de alimentos; consumo e produção responsáveis (ODS 12), ao promover consciência e educação ambiental; e ação contra a mudança do clima (ODS 13), ao incentivar práticas de regeneração e conexão com a natureza.

Mas, mais do que números e metas, estamos falando de cultura — e cultura se constrói com vivência, com conexão e com pertencimento. O que buscamos com essa iniciativa é justamente despertar nos moradores esse olhar mais atento e afetivo sobre a própria cidade. Queremos que o friburguense se reconheça como parte ativa desse movimento, não apenas como espectador. Que passe a enxergar Nova Friburgo com novos olhos, valorizando seus espaços, sua história e, principalmente, seu papel na transformação do território.

Turismo, para nós, não é apenas receber bem quem vem de fora. É, antes de tudo, cuidar de quem já está aqui. É fortalecer o vínculo da população com a cidade, criando experiências que gerem orgulho, consciência e participação. Entendemos que quando o morador se envolve, o turismo ganha alma. E quando há pertencimento, qualquer iniciativa deixa de ser pontual e passa a se tornar um verdadeiro movimento de transformação coletiva.

Acredito profundamente que iniciativas como essa fortalecem o posicionamento de Nova Friburgo como um destino que vai além da beleza natural. Um destino que pensa, que age, que se movimenta em direção a um futuro mais equilibrado. “Para nós, é uma grande satisfação integrar uma iniciativa que une solidariedade, sustentabilidade e valorização de quem vive em Nova Friburgo. O Teleférico de Nova Friburgo sempre foi um símbolo da cidade, parte da nossa história e da memória afetiva de tantas pessoas. Essa parceria com a EcoModas reforça exatamente esse propósito: ir além do turismo e transformar o teleférico em uma plataforma de impacto positivo, conectando experiência, consciência e benefício real para a comunidade”, comenta Rodolfo Acri, proprietário do teleférico.

Seguimos acreditando que pequenas atitudes, quando bem direcionadas, têm o poder de gerar grandes transformações. E talvez essa seja a maior mensagem do “Passaporte Verde e Solidário”: não é preciso fazer muito, mas é essencial fazer juntos.

Regras do “Passaporte Verde e Solidário”

  •  Benefício exclusivo para moradores de Nova Friburgo;
  • Obrigatória a apresentação de comprovante de residência no nome do participante, junto com documento oficial com foto;
  • O benefício é válido apenas para o titular dos documentos apresentados. Acompanhantes deverão adquirir ingresso integral, incluindo crianças;
  • Uso individual, pessoal e intransferível;
  • Válido ao longo do ano de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (exceto feriados e período de férias escolares);
  • Acesso limitado ao primeiro estágio do teleférico (onde estão a EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche);
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(Foto: Divulgação)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Futebol: TV Tupi briga com a Federação Carioca

sábado, 21 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 20 e 21 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes:

A TV Tupi ainda briga com a Federação Carioca - A TV Tupi ainda está brigada com a Federação Carioca de Futebol e proibida de atuar no Maracanã. Este é o motivo porque não foi transmitido em caráter experimental o último jogo entre Fluminense e Bonsucesso, direto no Maracanã. 

Edição de 20 e 21 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes:

A TV Tupi ainda briga com a Federação Carioca - A TV Tupi ainda está brigada com a Federação Carioca de Futebol e proibida de atuar no Maracanã. Este é o motivo porque não foi transmitido em caráter experimental o último jogo entre Fluminense e Bonsucesso, direto no Maracanã. 

A medida da FCF visa multar a Tupi que transmitiu o jogo entre Cruzeiro e Internacional, de Minas Gerais, no mesmo momento em que jogavam, no Rio, amistosamente, Flamengo e Fluminense. Por outro lado continua a instalação de um microondas no Caledônia, conforme AVS já noticiou e logo que seja superada a crise entre a emissora e a Federação os jogos de futebol poderão ser transmitidos para Friburgo. A aparelhagem instalada está avaliada em Cr$ 200 mil.

Ratos: a grande indiferença – As autoridades continuam indiferentes ao problema dos ratos em Nova Friburgo. Parece que o problema não existe, tal o desacordo de atitude e a marcante falta de posição das autoridades sanitárias. De todos os locais da cidade chegam apelos contra o grande número de ratazanas que vasculham residências, casas comerciais, que atacam outros animais. Em todo o gramado das calçadas há buracos e eles surgem dali a qualquer hora do dia ou noite. Não precisa ir muito longe. Nas avenidas Comte Bittencourt e Galdino do Valle é curioso notar as tocas dos ratos armadas.

Arena completa a lista – A Arena de Friburgo voltou a se reunir lançando mais seis nomes para as próximas eleições, completando a lista de 25 candidatos para a Câmara Municipal. Os candidatos são: Oswaldo Quime, representante do Cônego, Arnaldo, Paulo Oliveira, Hélio Medeiros, Barreto e Flávio Gomes.

Abandono de estrada – Usuários da estrada Friburgo-Vargem Alta consideram precárias as condições de tráfego em todo o trecho. Os 22 quilômetros da estrada não dão mais passagem nem para jipes. Os usuários não sabem mais a quem apelar. Também moradores do Parque das Flores se encontram na mesma situação. São péssimas as condições da estrada de acesso ao logradouro.

Ônibus – Moradores de Cardinot, Ponte Preta e Córrego Dantas, tendo à frente o sr. Ademir Lopes de Carvalho entregaram ao vereador Sá Martins um abaixo assinado, solicitando à Prefeitura de Friburgo seção de passagens para a linha rodoviária do Cardinot. Atualmente é cobrada tarifa única e muitos usuários se acham prejudicados.

Imposto de Renda espera recorde - A agência da Receita Federal em Nova Friburgo espera, com a implantação de novo sistema simplificado, um recorde na entrega das declarações dos friburguenses neste 1976. Como nos anos anteriores  a agência local vem prestando informações, orientações e fornecendo esclarecimentos aos contribuintes que demandam aquela repartição em número elevado durante o corrente mês. Funcionários especializados estão à disposição dos friburguenses no endereço da Receita, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. O prazo para entrega das declarações, para aqueles que auferem mais de Cr$ 26 mil termina no dia 23 de março.

Centro industrial: nova diretoria - Já tomou posse a Nova Friburgo a nova diretoria do Centro Industrial de Friburgo. O presidente eleito é o sr. Adam Hoffmann, da Filó; vice-presidente, Ângelo tesoureiro, da Hasenclever; diretor executivo, Nelson de Assis, da Sinimbu; diretor-tesoureiro, José Vitor de Alcantara, da Torrington, e, como secretário, Franz Ludwuing Hepp, da Indaço.

Rua Uruguaiana – Os moradores do final da Rua Uruguaiana, em Olaria, estão pedindo às autoridades providências quanto ao abandono em que ela se encontra. O mato está crescendo em todo o seu trecho, falta iluminação, o que torna o problema mais agravante. O lixo está entulhado no final da artéria já alcançando três metros de altura.

Recuo x rotina – A publicação de um edital para tomada de preços feito pela a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo para aquisição de um automóvel cujo valor se aproxima de Cr$ 150 mil e a posterior renúncia, oficializada pelas próprias palavras do prefeito, em efetivamente adquirir o luxuoso veículo podem parecer fatos isolados, mas não são. Nunca a cidade teve um governo tão pobre em atos e palavras. Tudo se anuncia, tudo se promete, tudo, tudo mesmo; porém nada é realmente realizado, e aquilo que se tenta realizar, ou fica inacabado, ou se faz pela metade. Este episódio do carro é um exemplo do despreparo político-administrativo que, apesar dos três anos, vigora plenamente do Palácio Barão de Nova Friburgo.

E mais:  

  • Acidente fere menor de 17 anos na Rua José Eugênio Muller 
  • Homem morre e quatro se ferem em briga na localidade de Salinas

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A fiscalização e o controle social da gestão dos resíduos sólidos

sábado, 21 de março de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
(Foto: Henrique Pinheiro)

Nos artigos anteriores tratamos da concessão da gestão dos resíduos sólidos pela Prefeitura de Nova Friburgo para a EBMA/Vital Engenharia Ambiental S.A., disponível no Portal da Transparência,  https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524 ./ Vimos a quantidade de direitos, deveres e obrigações para o cumprimento da sua função social sanitária e que a privatização dos serviços não correspondem necessariamente à eficácia do sistema.

Nos artigos anteriores tratamos da concessão da gestão dos resíduos sólidos pela Prefeitura de Nova Friburgo para a EBMA/Vital Engenharia Ambiental S.A., disponível no Portal da Transparência,  https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524 ./ Vimos a quantidade de direitos, deveres e obrigações para o cumprimento da sua função social sanitária e que a privatização dos serviços não correspondem necessariamente à eficácia do sistema. Sem fiscalização e controle não há garantia da qualidade dos serviços.

Até o prefeito reclamou

Na semana passada o prefeito Johnny Maycon voltou às redes sociais manifestando indignação com as inúmeras reclamações com o lixo espalhado pela cidade, prometendo providências. E isso há apenas três meses da assinatura do contrato, deixando evidente a necessidade do acompanhamento, fiscalização e cobrança pela sociedade.

As leis

A regulação nacional da atividade se dá pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305, de 2010), que se integra com a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com a Política Nacional de Educação Ambiental (lei 9.795, de 1999), além da Política Federal de Saneamento Básico, regulada pelas leis 11.445, de 2007, e 11.107, de 2005.  Portanto há necessidade de leis para regular o sistema, garantindo o direito da sociedade à informação, ao controle social e a cobrança do poder público. Isso é o que torna o sistema seguro e transparente.

O Plano

Dentre os instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, há os planos municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, essenciais para os municípios terem acesso a recursos da União ou por ela controlados. Há prioridade para a implantação da coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Há exigências em lei, de metas de redução, reutilização, coleta seletiva e reciclagem.

Muitos leitores tem chamado a atenção para que seja mais explícita e detalhada a coleta seletiva, a quantidade de caçambas nas ruas e o destino para reciclagem dos resíduos selecionados. Outro questionamento é quanto ao incentivo aos programas de elaboração de composteiras para diminuir a quantidade de resíduos e gerar adubo orgânico. A redução da geração total de resíduos diminuiria consideravelmente com tais sistemas, como aplicados em muitas cidades.

Também não fica detalhada a política e ações de educação ambiental, e como a concessão se relacionaria com as iniciativas atuais e futuras. Há informações que sugerem haver preocupação, mas não há indicação das práticas e dos programas com essas finalidades, não ficando estabelecida a relação com os programas atuais e futuros da prefeitura na área de educação ambiental.

As bases do contrato

Para garantir os objetivos da concessão é importante definir em lei municipal, os direitos e deveres das partes envolvidas: a prefeitura, a sociedade civil e a concessionária, no caso a EBMA/Vital. O município contratou a Fipe para a elaboração de um estudo, o relatório denominado “Modelagem da Concessão do Serviço Público de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos”, onde “pretende-se que o presente relatório seja o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Nova Friburgo”. https://www.pmnf.rj.gov.br/uploads/documento/19166/  zYVVqG_q8dHGIzF6IJBzcM65ANyw4m18.pdf

O estudo serviu para estruturar e viabilizar juridicamente a posterior concessão dos serviços, e fundamentar a lei 5.001/2023 que autoriza a licitação da concessão.

https://novafriburgo.cespro.com.br/visualizarDiploma.php?cdMunicipio=6811&cdDiploma=20235001&NroLei=5.001&Word=&Word2

O Plano faz o diagnóstico e dá as diretrizes da gestão, atribuindo responsabilidades e funções, mas da forma como está, pode gerar questionamentos:

Um deles é se o estudo da Fipe é realmente o Plano de Gestão, por não haver propriamente um decreto que tenha criado o Plano, ou se é apenas um estudo técnico bem elaborado, que permite a concessão, mas sem força legal, passível de questionamento quanto à futura utilização de recursos da União e até mesmo ter sua validade contestada no TCE-RJ.

Outro questionamento é não haver uma lei anterior ao contrato que o regule gerando incerteza e fragilidade jurídica, principalmente em situações de conflito, abrindo a possibilidade de ações judiciais, denúncias de não cumprimento do contrato por qualquer das partes, etc. Por exemplo: caso não seja constituída a “AGÊNCIA REGULADORA”, o que acontecerá? E se o “VERIFICADOR INDEPENDENTE”, falhar na sua atuação e na sua independência? E se as metas e objetivos não forem alcançados? Quais mecanismos existem para garantir os direitos dos cidadãos?

Outro exemplo: os equipamentos serão comprados pela concessionária como no artigo 17.1.2 e 17.1.5 ou serão fornecidos pela prefeitura como no artigo 18.1.12? Quais as fontes dos recursos para o pagamento da concessão? Virão do apertado orçamento municipal? Seriam criadas futuramente novas taxas? A coleta domiciliar está desvinculada da varrição de rua? Enfim, são questionamentos legítimos, cujas respostas darão maior transparência e trarão maior tranquilidade para a população.

Seria prudente, e até uma obrigação do município, definir em lei o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, garantindo maior segurança operacional e jurídica na sua execução e controle.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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