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Quando tudo precisa ser espetáculo

quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Rolando o feed das redes sociais, percebo o excesso
 

A performance parece não ter fim. O compartilhamento de fotos, textos, vídeos, mostrando tudo e mais um pouco invade a tela. Os lugares que passou, o que viu, o que comeu, o que percebeu, o que sentiu, o que pensou, tudo nos mínimos detalhes. A sociedade pede isso. As pessoas esperam por isso. Acompanham o dia a dia, como se fosse uma novela da vida real, repleta de capítulos sem fim, onde a rotina precisa ser explanada, escancarada. Alguns com mais recortes, outros menos.

Rolando o feed das redes sociais, percebo o excesso
 
A performance parece não ter fim. O compartilhamento de fotos, textos, vídeos, mostrando tudo e mais um pouco invade a tela. Os lugares que passou, o que viu, o que comeu, o que percebeu, o que sentiu, o que pensou, tudo nos mínimos detalhes. A sociedade pede isso. As pessoas esperam por isso. Acompanham o dia a dia, como se fosse uma novela da vida real, repleta de capítulos sem fim, onde a rotina precisa ser explanada, escancarada. Alguns com mais recortes, outros menos.
Isso me faz lembrar da primeira vez que assisti "Queda Livre”, episódio da terceira temporada da série Black Mirror. As interações sociais eram avaliadas com zero a cinco estrelas e a nota média definia o status e o acesso aos serviços dentro daquele universo mostrado. Quanto maior a pontuação, maior o prestígio ou a falsa sensação dele, em uma rotina de mentiras, enraizadas em um lugar profundo.
A aprovação esperada pelo outro faz com que o excesso fique cada vez mais exposto. Quanto mais eu performo, mais terei seguidores, mesmo que esse culto ao espetáculo traga superficialidade nas relações e na própria vida.
Mas, ledo engano quem acha que essas ações, que chegam como um jato supersônico, não causam danos à saúde mental, social e emocional.
Diante de tantas perfeições aos olhos escondidas atrás de imperfeições guardadas e represadas que não se sustentam ao longo do processo da nossa jornada, a lucidez de ser quem se é, sem filtros, causa estranheza.
A natureza de um corpo que envelhece, uma perda que acompanha, um erro que faz parte, uma dúvida que paira, um silêncio que bate à porta, uma opção pela privacidade aqui e acolá dentro de um sistema onde nada mais é privado, são luxos dentro de uma competição instalada de forma visível ou invisível, onde vence quem expõe mais. Ou será que a vitória vem para quem expõe menos?
Um vencer e perder impostos, que na verdade camufla a verdade oculta.
Quem define o poder das rédeas dessa história somos nós. Aquilo que queremos mostrar ou guardar, como o que contamos ou guardamos em segredo vem das nossas escolhas, mesmo que algumas possam nos tornar estranhos no ninho, em uma era de atuação constante.
Seja verdade! Siga além das aparências, com leveza e veracidade. A grama do vizinho não é mais verde que a sua. Aliás, todos nós temos uma grama que não foi tratada e cultivada.
Até a próxima quarta!
……..
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Papa: Cuidar dos pequeninos

terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

O Papa Leão XIV recebeu em audiência na manhã do último sábado, 30 de janeiro, os cerca de 100 participantes da iniciativa “Uma humanidade, Um planeta: Liderança sinodal”. Trata-se de um programa bienal de formação para a ação política promovido pela ONG “New Humanity” do Movimento dos Focolares, em colaboração com a Pontifícia Comissão para a América Latina e com o apoio da Fundação Porticus.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência na manhã do último sábado, 30 de janeiro, os cerca de 100 participantes da iniciativa “Uma humanidade, Um planeta: Liderança sinodal”. Trata-se de um programa bienal de formação para a ação política promovido pela ONG “New Humanity” do Movimento dos Focolares, em colaboração com a Pontifícia Comissão para a América Latina e com o apoio da Fundação Porticus.

O evento utiliza a metodologia do Hackathon e conta a participação de 100 jovens líderes dos cinco continentes, engajados em seus países na área política e social, de diferentes culturas e convicções políticas.

Após meses de intenso trabalho online, os jovens se reuniram em Roma de 26 de janeiro a 1º de fevereiro para traduzir o percurso de aprendizagem que compartilharam remotamente em propostas de impacto político.

Os "quatro sonhos" do Papa Francisco

Em seu discurso, o Pontífice enalteceu o método sinodal adotado, enquanto promove a escuta e o discernimento. De modo especial, o Santo Padre manifestou seu apreço pelo projeto “Quatro Sonhos” da Pontifícia Comissão para a América Latina, inspirado nos sonhos eclesial, ecológico, social e cultural do Papa Francisco contidos na Exortação Apostólica Querida Amazonia.

“Quão urgente é dedicar as melhores energias ao cuidado dessas áreas, especialmente em tempos marcados por muitas injustiças, violência e guerra! Hoje, o seu papel de líderes implica, portanto, uma responsabilidade crescente pela paz: não apenas entre as nações, mas também onde vocês moram, estudam e trabalham todos os dias”, afirmou, encorajando os jovens a buscarem, com coração puro e mente límpida, esta paz como dom, aliança e promessa.

“Sim, a paz é sobretudo um dom, porque a recebemos daqueles que nos precederam na história: é um bem pelo qual devemos agradecer. A paz é uma aliança, que nos incumbe de um compromisso comum: o de honrá-la, quando existe, e de realizá-la, quando falta. A paz, finalmente, é uma promessa, porque sustenta nossa esperança em um mundo melhor e, como tal, é buscada por todas as pessoas de boa vontade.”

O aborto, guerra da humanidade contra si mesma

Neste contexto, prosseguiu o Papa, a política desempenha uma função social insubstituível, recordando que não haverá paz sem acabar com a guerra que a humanidade faz a si mesma quando descarta quem é fraco, quando exclui quem é pobre, quando permanece indiferente diante do prófugo e do oprimido.

“Somente quem cuida dos mais pequeninos pode fazer coisas realmente grandes”, afirmou Leão XIV, citando Madre Teresa de Calcutá, quando afirmava que “o maior destruidor da paz é o aborto”.

“Sua voz continua profética: nenhuma política pode, de fato, colocar-se a serviço dos povos se exclui da vida aqueles que estão prestes a nascer, se não socorre aqueles que se encontram em situação de necessidade material e espiritual.”

O Papa exortou os jovens a terem coragem diante dos muitos desafios do presente, pois não estão sós nesta luta pela fraternidade universal. Deus está com eles. A propósito, afirmou que o título da iniciativa “Uma humanidade, Um planeta” mereceria ser completado com “Um Deus”:

“Reconhecendo Nele o bom criador, nossas religiões nos chamam a contribuir para o progresso social, buscando sempre o bem comum que tem como fundamento a justiça e a paz. Com essa certeza no coração, concedo a todos vocês, jovens, a todos aqueles que os acompanham e aos seus entes queridos, a bênção apostólica”.

Fonte Vatican News

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Passa adiante!

terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Certa vez, faz alguns anos, um amigo veio à minha casa e antes mesmo de me cumprimentar me ofereceu um livro e disse: quando acabar de ler, passa adiante. Assim o fiz e dei a uma amiga, que passou a outra amiga. Eu me senti bem em fazer parte daquela corrente de leitura, que possibilitou ao livro uma vida ativa por não ter ficado estanque na casa do meu amigo.

O livro, ao entrar numa corrente de leitura, estará sempre vivo! Fechado, num canto de uma mesa ou esquecido numa estante, ficará adormecido com as palavras e ideias entaladas, com indigestão.

Certa vez, faz alguns anos, um amigo veio à minha casa e antes mesmo de me cumprimentar me ofereceu um livro e disse: quando acabar de ler, passa adiante. Assim o fiz e dei a uma amiga, que passou a outra amiga. Eu me senti bem em fazer parte daquela corrente de leitura, que possibilitou ao livro uma vida ativa por não ter ficado estanque na casa do meu amigo.

O livro, ao entrar numa corrente de leitura, estará sempre vivo! Fechado, num canto de uma mesa ou esquecido numa estante, ficará adormecido com as palavras e ideias entaladas, com indigestão.

Quando ando por algum lugar na cidade, se num shopping, numa praça ou mesmo numa cafeteria e vejo uma banca de livros lidos em oferta para novos leitores, me sinto animada. São ideias correndo mundo afora, que não ficam limitadas a alguém. O livro é um objeto que sempre tem algo a dizer e a cutucar.

O livro é antigo, pode ter mais de seis mil anos quando surgiram os primeiros protótipos em tabuletas de argilas na Suméria, na Mesopotâmia, região situada entre os rios Tigre e Eufrates. E, depois, em papiro no Egito.  Foi no século XV, durante a Revolução Industrial, que Gutenberg inventou a imprensa, possibilitando que todos tivessem acesso ao livro. Acredito que o registro de ideias, informações e histórias, feito através da linguagem escrita, tenha surgido pela necessidade de o homem expressar, difundir e guardar suas ideias, que possuem tal energia que precisam sair da instância mental e ganhar vida mundo afora. Hoje, virtual e materialmente, o livro expõe de diversos modos, as percepções, emoções e as preocupações do homem com a vida. Os livros, em diferentes estilos, os periódicos e os textos informativos são os mais amplos meios de troca de informações.

Gostaria de citar o I Ching, o Livro das Mutações, um dos livros mais antigos da humanidade, como exemplo. É um texto extraordinário e de hábil inteligência a respeito das tendências do movimento da vida e as consequências decorrentes. Foi uma obra que sobreviveu ao tempo e a todas as mutações, desde o seu surgimento, na China, em período anterior à dinastia Chou (1.150 a 249 a.C), permanecendo vivo nas culturas orientais e ocidentais por mais de 3.000 anos, cuja sabedoria influenciou o desenvolvimento da civilização chinesa e de outras, através de um texto denso de ideias e conteúdos simbólicos.

Passar um livro adiante significa compartilhar uma leitura que nos foi interessante. Noutro dia peguei um livro na porta de uma peixaria. Vejam isso! Até a porta de um lugar, onde peixes são vendidos pode ter essa função. Observei que nos cantos das páginas havia anotações de um antigo leitor. Constatei que essas anotações enriqueciam a leitura e me estimulavam a pesquisar. De repente, senti uma vontade imensa de conversar com ele porque notei que tínhamos certa afinidade. Que idade teria? Seria da mesma cidade que a minha? Qual a sua formação?

Na semana passada, recebi de uma grande amiga e escritora, para ler e passar adiante, o livro “A Vegetariana”, da autora coreana Han Kang, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2024. Ao repassá-lo vou escrever um bilhete com algumas anotações sobre o conteúdo da obra, dizer quem sou e assim por diante.

Uma vez alguém me disse que a literatura une as pessoas. Passar adiante um livro é uma gentileza e possui a intenção de fazer uma outra pessoa feliz, proporcionar-lhe momentos de lazer e melhorar os modos com que percebe e vive a vida. Geralmente quando alguém escolhe um livro e o coloca nos braços sente uma satisfação especial. Eu, particularmente, costumo abri-lo e cheirá-lo. Esse primeiro movimento expressa um especial sentimento, posto que o cheiro faz conexões com as emoções, evocando lembranças vívidas. Minha mãe era bibliotecária e minha avó, tradutora. Então, emocionalmente, a leitura me resgata e alimenta.

O livro é do mundo, sim! Pode ser lido por todos, em qualquer época e lugar. Será a obra de Shakespeare limitada a um grupo social? Ou o livro “A Bolsa Amarela” de Lygia Bojunga só pode ser lido por adolescentes?

 Enfim, criar ou participar de uma cadeia de leitores é fazer parte de uma biblioteca ambulante e dinâmica. Além de disseminar os benefícios da leitura, estimula o contato do leitor com a língua empregada de forma correta. E ultimamente, cá para nós, amigo leitor, o Português tem sido mal utilizado pelos brasileiros.

Que venha 2026 com boas leituras!

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A VOZ DA SERRA é marcante, pleno na diversidade de assuntos

terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Nossa embarcação literária, a mais segura, tem sido a charge de Silvério. São recados que nos ajudam, muitas vezes, sem palavras, a direcionar melhor o nosso dia a dia. O cotidiano requer atenção em todos os segmentos, mas a previsão do tempo está na mira das nossas prioridades. “Não é bom contar com a sorte e um guarda-chuva com trevo de quatro folhas não garante segurança”. Silvério mandou bem! De repente, as nuvens pesadas se desdobram e ficamos a ver navios, sem navios para embarcar. A Defesa Civil é sempre pontual em seus alertas.

Nossa embarcação literária, a mais segura, tem sido a charge de Silvério. São recados que nos ajudam, muitas vezes, sem palavras, a direcionar melhor o nosso dia a dia. O cotidiano requer atenção em todos os segmentos, mas a previsão do tempo está na mira das nossas prioridades. “Não é bom contar com a sorte e um guarda-chuva com trevo de quatro folhas não garante segurança”. Silvério mandou bem! De repente, as nuvens pesadas se desdobram e ficamos a ver navios, sem navios para embarcar. A Defesa Civil é sempre pontual em seus alertas. Contudo, mesmo assim, somos apanhados de surpresa com temporais daqueles de amedrontar meio mundo. Que fevereiro venha mais brando!

A reportagem sobre a Praça Getúlio Vargas, na complexidade de sua elaboração reside a importância de sua leitura atenciosa até que tenhamos pleno domínio de seu conteúdo. “A ciência e a história desmentem mitos” e A VOZ DA SERRA foi buscar fundamentos. Às vezes, somos leigos e perante o corte de uma árvore frondosa, não vamos fundo na raiz do problema. E é buscando informação na fonte do conhecimento que podemos sair do senso comum. Por isso, confiamos nas mentes que estão à frente do projeto em prol de uma praça mais saudável.

Entre as “garantias” que precisamos ter, ressaltadas pelo ambientalista, doutor Bernardo Furrer, destaco – “a garantia da preservação da memória  e do ambiente, no respeito ao significado afetivo da Praça Getúlio Vargas no coração do friburguense”. Que venha uma praça soberana para todos.

Trabalho social maravilhoso é o desempenhado pela Casa da Amizade das Senhoras dos Rotarianos de Nova Friburgo. Desta vez, a instituição promove, nesta terça-feira, 3, a doação de equipamentos para a UTI neonatal do Hospital Maternidade Mário Dutra de Castro. Parabéns a toda equipe da Casa da Amizade, liderada por sua presidente Marcia Carestiato, nossa amiga, madrinha dos Jogos Florais de Nova Friburgo.

Vinicius Gastin nos trouxe a bonita trajetória de Lucas Siqueira que, aos 37 anos de idade deixa uma carreira brilhante no futebol, iniciada em 2014, quando, aos 15 anos, veio morar no alojamento do Friburguense. Só pelo Tricolor da Serra foram disputadas 135 partidas e o seu excelente desempenho foi responsável pela atuação em várias equipes. Agora, “aposentando as chuteiras”, vai atuar na área de educação financeira, onde já se dedica, desde 2019, com palestras, mentorias, cursos, e escreveu até livro de finanças. Tornou-se sócio de uma empresa que “leva educação financeira com inteligência emocional para as escolas”. E virou uma grande missão, em Recife-PE, onde reside com a família. Mas, seu desejo é um dia voltar para Nova Friburgo.  

Quero mandar um abraço especial para o meu amigo Girlan Guilland que festejou comigo, na semana passada, o 12º aniversário da coluna Surpresas de Viagem. Sem “BoLis” ou rapas de bolo, (suas preferências) o festejo foi singelo, porém marcante. Foi no dia 28 de janeiro de 2014 que surgiu a primeira edição das Surpresas, fruto de um texto que escrevi para elogiar o jornal, começando pelo então Caderno Light. Eu dizia que para viajar sem sair de casa bastava meu passaporte no portão, onde o entregador depositava um exemplar de A VOZ DA SERRA. Eu passara o ano de 2013 debruçada na elaboração de minha monografia e na conclusão de meu segundo livro.

Terminadas essas tarefas que me tomavam os fins de semana, quando retomei a leitura do jornal, foi mesmo aquela surpresa! Um jornal marcante! Esse reencontro com a leitura do jornal, nesses 12 anos, tem um significado:  – Gratidão ao jornal por me permitir fazer as mais incríveis viagens!

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Importante aliada

terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Musculação ajuda a proteger o cérebro contra demência, aponta estudo

Musculação ajuda a proteger o cérebro contra demência, aponta estudo

Com o aumento das temperaturas e a maior exposição do corpo ao sol, em cachoeiras, rios e praias, a procura pelas academias cresce. Contudo, já há algum tempo, a musculação deixou de ser uma atividade física focada apenas na estética. Comprovações científicas apontam que os treinos de força representam um recurso importante para o envelhecimento saudável. Inúmeros estudos apontam que o músculo é um órgão endócrino, já que durante as contrações é capaz de produzir substâncias, como as miocinas, que atuam na parte metabólica do organismo.

Contudo, a musculação também protege o cérebro contra a demência, segundo um estudo brasileiro, realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e publicado na revista GeroScience. A pesquisa envolveu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve – uma condição clínica intermediária entre o envelhecimento normal e a doença de Alzheimer, na qual o declínio cognitivo é maior do que o esperado para a idade, indicando um risco maior de demência. Os resultados mostraram que o treinamento de força não apenas melhorou o desempenho da memória, mas também alterou a anatomia cerebral.

O estudo corrobora outras pesquisas que já haviam apontado o fator de neuroproteção dos treinos de força. Uma das explicações é que durante a contração muscular, são liberadas substâncias como as miocinas, que agem como hormônios no organismo.

“As miocinas agem como mensageiros químicos, que se comunicam com várias partes do corpo. Quando as miocinas são liberadas, elas alcançam o fígado, pâncreas, tecido adiposo, sistema imunológico e o cérebro. Além disso, os treinos de força também reduzem a inflamação do organismo, bem como ajudam no equilíbrio dos hormônios do estresse e do envelhecimento”, explica a fisioterapeuta Walkíria Brunetti.

Com o envelhecimento da população, que é um fenômeno global, a prevalência de doenças relacionados à senilidade tem aumentado. Uma dessas patologias é a demência, sendo a mais comum o Alzheimer.

“As miocinas têm um efeito protetor no cérebro, pois ajudam na saúde dos neurônios, bem como estimulam a neuroplasticidade (capacidade do cérebro em criar conexões), melhoram a memória, o aprendizado, a atenção, além de reduzirem processos inflamatórios associados ao declínio cognitivo”, diz a especialista.

Há também evidências de que as miocinas liberadas durante as contrações musculares têm um papel importante na redução da inflamação cerebral e melhora da saúde metabólica do cérebro. Isso é fundamental para retardar os danos associados à demência. Por fim, as miocinas também têm um impacto positivo nos marcadores característicos da demência, como o acúmulo de beta-amiloide.

“Portanto, frente às evidências que temos hoje, podemos afirmar que os treinos de força são cruciais para manter o cérebro e o corpo saudáveis, especialmente em idosos. Claro que quanto antes a pessoa investir no fortalecimento muscular, maior a chance de prevenir o Alzheimer e outras demências”, comenta Walkíria.

 “Em relação à musculação, o ideal é praticar treinos para os membros superiores e inferiores, em dias alternados. Portanto, estamos falando de três a quatro treinos por semana. Caso a pessoa queira reforçar o fortalecimento muscular, também é interessante pensar no Pilates, que foca na musculatura profunda”, finaliza. 

Foto da galeria
Treinos de força são um recurso importante para o envelhecimento saudável (Foto: Reuters)
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Roberto Silveira, a Avenida da Morte: seis vítimas em 25 dias

sábado, 31 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes: 

 

Edição de 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes: 
 
Roberto Silveira, a Avenida da Morte, seis vítimas em 25 dias de janeiro - A Avenida Roberto Silveira, no distrito de Conselheiro Paulino, está batendo recorde de mortes em acidentes de trânsito. Neste mês de janeiro, em 25 dias, seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas naquela via. As autoridades do Estado do Rio já foram cientificadas do problema existente na avenida em Friburgo que possui apenas seis quilômetros de extensão e registra um acidente por dia. Os coordenadores do Plano Piloto de Trânsito já estão encarregados de procurar uma solução urgente para aquela artéria. A primeira ideia das autoridades é instalar divisórias do tipo “gelo baiano” em vários trechos da avenida, numa tentativa de diminuir a velocidade dos motoristas. Esta ideia, contudo, ainda não foi aprovada, mas poderá ser aplicada como medida de emergência.
 
Arena pode ter candidato: Feliciano vai ser convidado – Com a visita recente de Francelino Pereira, os nomes para a sucessão municipal deverão ser acolhidos neste sábado, 31. Para os arenistas locais será indicado  Feliciano Costa, pois é o único capaz de unir as forças da Arena friburguense. Feliciano por duas vezes, exerceu mandato com rara inteligência. Caso se concretizem o lançamento da candidatura de Feliciano Costa, é bem provável que o vice de sua chapa seja um grande nome: Heródoto Bento de Mello. Este, embora não tenha aceito o lançamento de seu nome e sucessão, mostra-se disposto a formar ao lado de Feliciano para que a Arena reconquiste a Prefeitura de Nova Friburgo.
 
Arquibancadas: o pedido de todos os sambistas – Diretores de escolas de samba reunidos no último domingo na rádio local fizeram um apelo à Prefeitura de Friburgo para que voltasse a colocar as arquibancadas na Avenida Alberto Braune para os desfiles do Carnaval 1976. Os diretores de entidades carnavalescas são unânimes em declarar que as arquibancadas dão nova figuração ao desfile oficial, pois oferece aos sambistas uma participação maior junto ao público e dá aos assistentes um maior conforto. Serão 60 minutos para cada escola, ao todo, e o público terá que ficar em pé durante quatro horas, no mínimo, para assistir a todo o desfile.
 
Carros volantes – Já voltaram a circular pela cidade os barulhentos carros volantes de propagandas. A Lei Geraldo Pinheiro durou exatamente 28 dias. Os proprietários dos veículos haviam impetrado um mandado de segurança declarando as ilegalidades do projeto de lei aprovado pela Câmara, de autoria de Geraldo Pinheiro. O juiz da comarca deferiu o pedido. Derrota dos friburguenses e de Friburgo.
 
Presidente da Arena chega a Friburgo – O presidente nacional da Arena, Francelino Pereira, chega neste fim de semana a Friburgo, acompanhado do presidente estadual da Arena, Heleno Nunes. O importante encontro faz parte de uma série de visitas que o presidente nacional vem fazendo a vários municípios do Estado do Rio. A comitiva deixa Niterói e viaja para Friburgo depois de uma reunião com lideranças arenistas da região. Os membros do diretório friburguense da Arena acham que este encontro se reveste da mais alta importância.
 
E.C. Saudade levantou o título da 2ª Divisão – O Esporte Clube Saudade conquistou, no último domingo, o título de campeão da 2ª Divisão de Futebol ao derrotar o Prado por 2 a 1. O segundo quadro do Saudade também sagrou-se campeão ao derrotar o Prado pelo menos placar. Os gols do E.C Saudade foram marcados por Ailton e Ricardo. Zé Foiçada marcou os dois gols para o Prado. O juiz foi Waldir Luiz Gonçalves e a renda apurada, Cr$ 2.140. Durante a semana a escola de samba Unidos da Saudade dedicou seus ensaios, no Bairro Ypu, em homenagem à conquista do título, unindo sambistas e jogadores de futebol.
 
Spinelli e Olavo: fora de perigo – Já se encontra em Friburgo o advogado Olavo Leite Filho, um dos acidentados no último dia 28 na Baixada, próximo a Cachoeiras de Macacu. Junto a Olavo se encontra José Vitório Spinelli. O carro que se encontravam, um Passat, ia ultrapassar um caminhão quando surgiu outro caminhão em sentido contrário, que acarretou a colisão. Olavo foi medicado em Cachoeiras e transportado para Nova Friburgo, onde está fora de perigo. José Vitório Spinelli se encontra no Hospital Santa Cruz, em Niterói.
 
Mercadão e Poluição – O prefeito Amâncio Mário de Azevedo recebeu fumo forte da justiça (esta que vem atrasada, mas nunca falha). Estamos falando do Mercadão, o Mercado Municipal Presidente Médici. Interrompido, em seu funcionamento, durante quase três anos pela atual administração, o mercado, enfim, voltou a funcionar. O sr. prefeito, no caso do mercadão, agiu de má fé. No caso da poluição sonora, está agindo de má fé, contrariando uma lei da nossa Câmara Municipal. Tentou fechar uma obra do mercadão e tentou liberar outra obra, e dois carros-propaganda, que estão tentando poluir Friburgo, sonoramente.
 
E mais
  • Importante indústria de Friburgo está precisando de elemento capacitado 
  • Presidente Geisel quer Arena vencendo eleições em novembro deste ano 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 

 

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Adeus aos campos

sábado, 31 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Uma das boas revelações do Frizão, Lucas Siqueira deixa os gramados

Uma trajetória vitoriosa, com títulos, liderança e reconhecimento de grandes torcidas do país. Uma das boas revelações do Friburguense nos últimos anos, o volante Lucas Siqueira confirmou a aposentadoria dos gramados, aos 37 anos de idade. O último clube que defendeu foi o Santa Cruz, de Pernambuco, pelo qual resolveu se despedir dos gramados após a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D de 2025.

Uma das boas revelações do Frizão, Lucas Siqueira deixa os gramados

Uma trajetória vitoriosa, com títulos, liderança e reconhecimento de grandes torcidas do país. Uma das boas revelações do Friburguense nos últimos anos, o volante Lucas Siqueira confirmou a aposentadoria dos gramados, aos 37 anos de idade. O último clube que defendeu foi o Santa Cruz, de Pernambuco, pelo qual resolveu se despedir dos gramados após a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D de 2025.

“É difícil escolher apenas um momento marcante na minha carreira. No Friburguense, por exemplo, 2011 me marcou muito por todo contexto que vivemos em meio a tragédia climática na cidade. Naquele ano, mesmo diante de todo cenário de tristeza e destruição, conquistamos o acesso para primeira divisão do Campeonato Carioca. O Friburguense é o clube que me formou. Carrego um carinho enorme pelo clube e por Nova Friburgo. Em 2014, fui campeão brasileiro da Série C com o Macaé, e logo após fui contratado pelo Vasco. Realizei outro grande sonho de jogar em um dos principais clubes do país. Fomos campeões do Carioca em 2015 diante do Botafogo e até hoje os torcedores lembram da assistência que dei para o gol do Gilberto. Também fui campeão e conquistei acessos importantes pelo Paysandu, Ceará, Clube do Remo e Santa Cruz.  Não posso deixar de destacar outro momento que marcou muito, quando anunciei a minha aposentadoria e o Santa Cruz fez uma homenagem na Arena Pernambuco diante de mais de 65 mil torcedores, com a presença dos meus pais, minha esposa e meus filhos”, avalia o atleta.

Lucas nasceu no município vizinho de Bom Jardim, mas logo cedo foi morar com os pais em Vitória-ES. Com 15 anos de idade, decidiu sair de casa para iniciar a realização de um sonho: ser jogador de futebol. O destino foi exatamente o Friburguense, onde passou a morar no alojamento do clube. De acordo com estatísticas do site O Gol, o volante atuou por 135 partidas com a camisa do Tricolor da Serra entre 2009 e 2013, marcando 19 gols nesse período. Um dos mais bonitos foi justamente contra o Vasco, em São Januário, em 2013.

“Cheguei ao Friburguense em 2004 quando tinha apenas 15 anos. Foram mais de dez anos de vínculo. Levo no coração boas recordações e uma gratidão imensa por tudo que vivi no clube. Foi no Friburguense que tudo começou de forma mais profissional. Posso até citar boas lembranças como a de 2009, quando fomos campeões da Taça João Ellis Filho, no Maracanã. Lembro que bati um pênalti naquela decisão e comemoramos muito o título. Em 2011, formamos um grande time, tivemos o acesso para a primeira divisão do estadual e fomos vice-campeões da Copa Rio. Nessa temporada, eu marquei 11 gols, número expressivo para um volante. Já em 2012, mantivemos a base da equipe e lamentamos até hoje o jogo contra o Crac-GO, onde batemos na trave o acesso para a série C do Brasileiro. Em 2013 e 2014, fizemos bons campeonatos estaduais e consegui manter boa regularidade até ser contratado pelo Vasco em 2015. Sou eternamente grato a tudo e todas as oportunidades que o Friburguense me proporcionou”, celebra.

Após inúmeros momentos marcantes e destaque pelo Frizão, passou a gerar interesse de outros clubes. Em 2014, ele foi emprestado ao Macaé e participou da campanha do título da Série C do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, ainda vinculado ao Friburguense, Lucas chegou a um grande clube do futebol nacional: foi emprestado ao Vasco da Gama, onde foi campeão carioca pelo cruz-maltino, com direito a assistência para Gilberto definir o triunfo de 2 a 1 sobre o Botafogo.

Lucas Siqueira estava no Santa Cruz desde 2024, quando foi contratado para reforçar o plantel para a disputa do Estadual. Naquele ano o time estava sem série nacional para disputar. Após o fim da campanha no Campeonato Pernambucano, o meio-campo se transferiu por empréstimo para o Botafogo, mas atuou pouco e voltou ao Arruda ao término do contrato. Em 2024 fez 13 jogos e dois gols.

Durante o ano passado fez menos partidas, era titular da equipe no início da temporada, mas perdeu espaço com a chegada do técnico Marcelo Cabo, que reformulou o elenco. Com 36 anos de idade, Lucas Siqueira sempre se notabilizou pela boa leitura de jogo e perfil de liderança, característica que lhe rendeu a faixa de capitão em diversos clubes por onde passou. Além de Friburguense, Vasco e Santa Cruz, também vestiu as camisas de Macaé, Paysandu, Ceará, Novorizontino, CRB, Portuguesa, Remo e Ituano.

“Para quem me acompanha há mais tempo, sabe que eu também atuo na área da educação financeira. Faço esse trabalho com os atletas desde 2019, com palestras, mentorias, construí curso, escrevi livro de finanças e recentemente me tornei sócio de uma empresa que leva educação financeira com inteligência emocional para as escolas. Quando eu conheci esse projeto, logo quis fazer parte, pois eu sei o quanto a educação financeira faz diferença na vida das pessoas. Ter a oportunidade de levar esse conhecimento para as crianças e adolescentes nas escolas é algo que considero incrível e virou uma grande missão. Em 2025 eu completei 37 anos, e naturalmente o futebol vai afunilando por conta da idade. Comecei abrir portas em municípios de Pernambuco e já não dava mais para conciliar o futebol com os compromissos da empresa. Por isso, eu tomei a decisão de encerrar a minha carreira como jogador de futebol profissional para me dedicar a esse projeto incrível”, explica.

Na prateleira de títulos estão as conquistas da Série C de 2014, do Campeonato Carioca de 2015, da Copa Verde e do Campeonato Paraense em 2016, do Campeonato Cearense em 2017 e da Copa Verde em 2021. Com um passado vitorioso, Lucas e a família olham para o futuro e enxergam um retorno à Nova Friburgo.

“Em 2026, eu e minha família vamos continuar morando em Recife-PE. Também vou continuar com o programa @atletaqueinveste, que é o meu projeto de educação financeira com atletas e a forma que irei continuar no futebol. Em um futuro próximo, quero voltar a morar em Nova Friburgo. Aqui tenho parentes e a família da minha esposa também é daqui. Desde que casamos, há dez anos, sempre deixamos isso bem claro. Quando o futebol nos parasse, voltaríamos. Nova Friburgo e o Friburguense fazem parte de quem eu sou.”

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    Bonjardinense, Lucas Siqueira teve destaque no Frizão desde a base, realizando mais de 100 jogos pelo clube (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Passagem vitoriosa pelo Vasco foi um dos pontos altos da carreira do jogador (Foto: Pedro Martins / Agência Estado)

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    Santa Cruz foi o último clube defendido pelo jogador, onde também era querido pela torcida (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A fadiga das certezas instantâneas

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Não sei em que momento exato passamos a confundir acesso à informação com sabedoria. Talvez tenha sido gradual, imperceptível, como tantas outras transformações que só percebemos quando já estamos imersos demais para recuar.

Vivemos em uma época em que a informação transborda. Cai sobre nós em avalanche. Não pede licença. Não tem critério. Apenas se impõe. E quando nos damos conta, estamos tomados, imersos em tantas imagens, dados, frases, lições, notícias, barulho e vida alheia, que fica difícil de sair. E vamos nos viciando em caos, em excessos.

Não sei em que momento exato passamos a confundir acesso à informação com sabedoria. Talvez tenha sido gradual, imperceptível, como tantas outras transformações que só percebemos quando já estamos imersos demais para recuar.

Vivemos em uma época em que a informação transborda. Cai sobre nós em avalanche. Não pede licença. Não tem critério. Apenas se impõe. E quando nos damos conta, estamos tomados, imersos em tantas imagens, dados, frases, lições, notícias, barulho e vida alheia, que fica difícil de sair. E vamos nos viciando em caos, em excessos.

O mundo nos fala sem cessar. Opina, sentencia, acusa, absolve. Tudo em tempo real, tudo em alta velocidade, tudo com a convicção própria de quem não admite hesitação. As redes sociais transformaram-se em uma espécie de tribunal permanente, onde cada postagem parece exigir uma posição, cada silêncio é interpretado como omissão e cada dúvida, como fraqueza.

Deslizamos o dedo pela tela quase como respiramos e, com ele, pela vida alheia, pelas dores alheias, pelas verdades alheias. Consumimos indignações como quem consome manchetes. Absorvemos diagnósticos como se fossem laudos irrefutáveis. Incorporamos discursos como se fossem convicções próprias. E, sem perceber, vamos nos tornando eco.

A cada rolagem, uma nova verdade. A cada vídeo, uma nova autoridade. A cada postagem, um novo padrão a ser seguido, uma nova causa a ser abraçada, um novo medo a ser incorporado. E, sem perceber, deixamos de pensar com autonomia para pensar por contágio. Talvez este seja o maior risco do nosso tempo: terceirizar o próprio juízo.

Não se trata de negar a importância das redes sociais. Elas informam, aproximam, conectam, partilham, denunciam, mobilizam. Mas também moldam, pressionam, distorcem. São uma fábrica constante de comparações e imposições que podem ser nocivas. A lógica da viralização não é a lógica da verdade; é a lógica do impacto. E impacto não é sinônimo de profundidade.

O problema não está na informação e muito menos em nossa busca por ela. O ponto de questionamento está em se permitir ser moldado por tudo, por todos, o tempo todo, sem pausa para pensamento. Sem reflexão, sem racionalização, sem senso crítico. A lógica das redes não é a lógica da prudência, nem da ponderação, muito menos da complexidade. Ela privilegia o recorte, o choque, a frase de efeito. A nuance não viraliza. A dúvida não gera engajamento. O silêncio não rende métricas. E, no entanto, pensar exige exatamente isso: silêncio, tempo, distanciamento.

Há algo profundamente humano em não saber de imediato, em precisar refletir, em desconfiar da própria reação inicial. A autonomia intelectual nasce desse espaço de demora, desse intervalo entre o estímulo e a resposta. Quando tudo é imediato, quando tudo é reativo, resta pouco espaço para o pensamento autêntico.

Não se deixar influenciar por tudo o que se vê nas redes sociais é, talvez, um dos últimos gestos de liberdade do nosso tempo. É uma forma de resistência contra a uniformização das consciências, contra a delegação do juízo crítico, contra a tentação confortável de pensar por adesão.

As redes gritam. O mundo digital exige posicionamentos instantâneos. Mas a consciência não funciona sob a lógica do algoritmo. Os sentimentos não cabem em recortes, frases curtas ou imagens formatadas. A verdade é que levamos uma vida inteira elaborando nossos sentimentos e às vezes não damos conta.

A maturidade intelectual talvez consista justamente em aprender a filtrar. Compreender que nem tudo merece nossa atenção, que nem toda indignação precisa ser compartilhada, que nem toda narrativa é completa. A sabedoria está menos em consumir informação e mais em digeri-la. Não se deixar influenciar por tudo o que se vê nas redes sociais não é alienação; é higiene mental. É um ato de resistência contra a pasteurização do pensamento. É lembrar que, antes de sermos usuários, somos sujeitos.

O mundo digital fala alto, rápido e sem pausa. Mas pensar ainda exige silêncio. E silêncio, hoje, é quase um ato revolucionário.

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Fenômeno no Rio

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Maracanã será palco da partida da NFL nesta temporada

Maracanã será palco da partida da NFL nesta temporada

Uma ótima notícia para os fãs de Nova Friburgo e região que sonham em assistir a modalidade de perto. A National Football League (NFL) anunciou um acordo multianual para realizar no mínimo três jogos da temporada regular ao longo de cinco anos no Rio de Janeiro, a partir de 2026, priorizando a expansão global e levando suas partidas internacionais para novas cidades ao redor do mundo. Com mais de 36 milhões de fãs da NFL no Brasil, a liga retornará ao país na próxima temporada tendo como palco o tradicional estádio do Maracanã.

“É uma satisfação anunciar que o Maracanã sediará, no próximo ano, um jogo da temporada regular da NFL. Hoje, o Brasil é o segundo maior consumidor de futebol americano fora dos Estados Unidos, e milhares de turistas e fãs do esporte sonham em vivenciar esse evento, no estádio mais famoso do mundo. Trazer a NFL para o Rio é um marco que vai impulsionar o turismo e gerar empregos, além de estimular a economia e mostrará a força do nosso estado como destino internacional de esportes”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

A NFL realizou seu segundo jogo em solo brasileiro em 2025, mais uma vez em São Paulo, na Arena Corinthians. Durante o kicko­ weekend, 47.627 torcedores presenciaram a vitória do Los Angeles Chargers contra o Kansas City Chiefs pelo placar de 27 a 21.

“Aproveitando o sucesso dos jogos em São Paulo, não poderíamos estar mais empolgados em jogar em uma das cidades mais icônicas do mundo, o Rio de Janeiro. Estamos ansiosos para trabalhar próximos aos nossos parceiros municipais e estaduais no Rio, no histórico Maracanã, aprofundando nossos laços com dezenas de milhões de fãs no Brasil e em toda América do Sul”, celebrou o comissário da NFL, Roger Goodell.

Além dos jogos de temporada regular, a liga está comprometida em desenvolver o esporte em todas as categorias no Brasil, engajando os fãs ao longo de todo o ano por meio de parceiros, programas e iniciativas, incluindo o NFL Flag e ações comunitárias.

“A parceria em múltiplos anos da NFL com o Rio é o casamento perfeito. Será um evento histórico com jogos da NFL no calendário oficial da cidade. Estou entusiasmado para ver uma partida de futebol americano no Maracanã, o templo mais icônico do futebol mundial”, afirmou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Ao longo da história da NFL, 56 jogos de temporada regular já foram disputados internacionalmente, com Frankfurt, Londres, Cidade do México, Munique, São Paulo e Toronto entre as sedes até o momento. Como parte dos Jogos Internacionais de 2025, Dublin, Berlim e Madri receberão partidas nas próximas semanas, além da capital do Reino Unido. Já em 2026, Melbourne, na Austrália, também sediará um jogo da NFL pela primeira vez, no que será o marco de inaugural da liga na Oceania.

Para novidades sobre o jogo da NFL no Rio de Janeiro em 2026, o endereço é o https://nfl.com/RioGame2026ROI. As equipes participantes, bem como data, horário e demais informações, serão anunciados posteriormente.

O crescimento internacional é uma prioridade estratégica para a National Football League e seus 32 clubes. Com isso, o Brasil se destaca como o segundo maior público internacional da liga, com mais de 36 milhões de fãs e um escritório oficial no país, em São Paulo, evidenciando seu compromisso contínuo com o mercado.

O Brasil abriga um extenso calendário de NFL Flag, programa oficial de flag football da NFL, que possibilita que jovens atletas em escolas de São Paulo e Rio de Janeiro joguem nas categorias sub-12, 14 e 15, além de viajarem para torneios internacionais.

Com a adição do jogo no Rio de Janeiro, em 2026, o Brasil será palco do terceiro jogo de temporada regular da NFL, pelo terceiro ano seguido, sendo os dois primeiros, em 2024 e neste ano, em São Paulo.

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Palco mais importante do futebol brasileiro, o estádio do Maracanã receberá jogo da NFL neste ano (Foto: Reprodução / @maracana)
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Vai começar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Torneio Rio-Minas abre o ano do futebol de mesa para o Friburguense 

A expectativa é alta para brilhar nas mais diversas competições nesta temporada. A começar por um desafio interestadual. O Petropolitano Foot-Ball Club será a sede da terceira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 Toques, neste fim de semana, 31 de janeiro e 1º de fevereiro. As edições anteriores foram disputadas em Areal, na Região Serrana, em 2024, e em Juiz de Fora-MG, em 2025.

Torneio Rio-Minas abre o ano do futebol de mesa para o Friburguense 

A expectativa é alta para brilhar nas mais diversas competições nesta temporada. A começar por um desafio interestadual. O Petropolitano Foot-Ball Club será a sede da terceira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 Toques, neste fim de semana, 31 de janeiro e 1º de fevereiro. As edições anteriores foram disputadas em Areal, na Região Serrana, em 2024, e em Juiz de Fora-MG, em 2025.

Neste sábado, 31, às 14h, acontece o confronto entre as seleções do Rio de Janeiro e Minas Gerais, no formato 6 x 6, no qual os seis jogadores de cada equipe enfrentam os seis adversários ao longo de seis rodadas. Ao final, a equipe com maior pontuação será a vencedora.

Já no domingo, 1º, a partir das 9h, será disputada a competição individual, com 16 atletas de cada estado. Pelo Rio de Janeiro, participam representantes do Friburguense, Fluminense, Vasco, América, Humaitá e Petropolitano. Minas Gerais estará representada por atletas do Von Schmidt, Liga Campanhense, Grêmio Mineiro e Tupi.

Após a fase de grupos, haverá intervalo para almoço às 12h30, com o início da fase eliminatória previsto para 13h30. O encerramento da competição está programado para 16h. O Torneio Rio-Minas é organizado pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj) e pela Federação de Futebol de Mesa do Estado de Minas Gerais (Fefumenge).

Na disputa de seleções, o Rio de Janeiro venceu as duas edições anteriores: em 2024, por 70 a 37, e em 2025, por 77 a 26. Na edição individual de 2024, o campeão foi Nando (Vasco), que venceu na final seu companheiro de clube, Igor Quintaes, também do Vasco. Hiêgo, do América — atualmente no Vasco —, completou o pódio na terceira colocação.

Já na edição de 2025, o título ficou com Fábio Gama, da Liga Campanhense de Futebol de Mesa (LCFM), de Minas Gerais, que superou Nando (Vasco), campeão da primeira edição, na final. Marcos Antunes (Fluminense) completou o pódio na terceira posição.

 

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Vai melhorar?

CBF anuncia programa de profissionalização de árbitros de futebol

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional da história da entidade. O projeto prevê a contratação, por temporada, de equipes fixas para apitar as partidas profissionais do Brasileirão da Séria A, ao longo do ano. Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade. Eles contarão também com apoio técnico, psicológico e preparação física.

Ao todo, são 72 profissionais contratados, sendo 20 árbitros centrais (11 deles do quadro da Fifa, a Federação Internacional de Futebol), 40 assistentes (sendo 20 da Fifa), e outros 12 (também credenciados na Fifa) para atuarem como árbitros de vídeo (VAR). Ao final de cada ano, eles estarão passíveis a rebaixamento, pelo menos dois de cada função, com a consequente promoção de outros que tenham se destacado na temporada.

Até então, apesar de atuarem como profissionais de elite no esporte, os árbitros de futebol brasileiros não tinham vínculo formal com a CBF e recebiam por partida trabalhada, um ofício do tipo freelancer. Além da remuneração específica, segundo a CBF, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Eles receberão notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Também integrarão um ranking que será atualizado a cada rodada.

Os primeiros árbitros profissionalizados da confederação brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo. A rede de apoio incluirá preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo e com avaliações periódicas, técnicas e físicas.

Oficialmente, o novo programa começará em março, quando as contratações e o novo padrão de funcionamento da arbitragem estarão implantados. O valor investido no programa de profissionalização será R$ 195 milhões para os biênios 2026 e 2027.

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    Botonistas do Friburguense iniciam mais um ano com vários desafios importantes pela frente (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Rio de Janeiro e Minas Gerais colocam alguns dos seus principais talentos em mais uma edição do torneio (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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