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Nos preparativos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Atividade física, boa alimentação e descanso são dicas para curtir o Carnaval

Uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros e friburguenses, o Carnaval terá início na próxima sexta-feira, 13. Para quem gosta de curtir ao máximo todos os dias de folia, algumas dicas são importantes e podem fazer total diferença para não perder nenhum momento.

Atividade física, boa alimentação e descanso são dicas para curtir o Carnaval

Uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros e friburguenses, o Carnaval terá início na próxima sexta-feira, 13. Para quem gosta de curtir ao máximo todos os dias de folia, algumas dicas são importantes e podem fazer total diferença para não perder nenhum momento.

Os exercícios, por exemplo, são uma parte fundamental. Os mais valiosos para o período são aqueles que contribuem com a melhora da condição aeróbica; o fortalecimento muscular das pernas, quadril e costas; o equilíbrio; e a coordenação motora. Vale sempre ressaltar a importância de fazer uma avaliação médica da atual condição física.

Mesmo com a programação cheia de atividades de carnaval, é possível encaixar um treino leve antes de sair para a folia. O segredo está no planejamento. Acordar um pouco mais cedo para fazer uma caminhada, um treino de yoga ou até uma sessão rápida de musculação. Quem consegue manter uma rotina de exercícios, mesmo que mais curta, está mais preparado para manter o ânimo.

A diversão do carnaval pode ser intensa, e com a energia extra, o risco de desidratação também aumenta. Seja durante os desfiles ou em uma tarde de sol, manter-se hidratado é essencial para garantir que você se sinta bem e tenha energia para aproveitar cada momento. A dica é beber água constantemente, mesmo quando não sentir sede. Para quem for tomar bebidas alcoólicas, o ideal é intercalar com água para evitar a desidratação.

Embora o carnaval seja famoso pelas comidas de rua, como os petiscos e frituras, é possível fazer escolhas mais saudáveis, como snacks nutritivos, frutas, nuts ou barrinhas de cereais. Outra dica é tentar incluir uma porção de proteína magra em suas refeições.

Mesmo com todo o agito, a orientação é não se esqueça de descansar. O sono de qualidade é fundamental para a recuperação muscular e para manter o bem-estar durante os dias de festa. O ideal é garantir, sempre que possível, sete a oito horas de sono por noite para ter disposição e aproveitar a folia com energia e sem cansaço excessivo. Caso o carnaval esteja bastante agitado, cochilos durante o dia ajudam a repor as energias e a não comprometer o rendimento nos dias seguintes.

Em Nova Friburgo, a folia se espalha por pontos estratégicos do Centro, como a Avenida Alberto Braune, as praças Dermeval Barbosa Moreira e Getúlio Vargas, além da Rua Oliveira Botelho (Rua da Cerveja). Além dos desfiles de escolas e blocos, há opções de matinês infantis, concursos de fantasia, shows e o temático Carnapride. Também há programação nos distritos, além da possibilidade de buscar locais mais tranquilos para descanso.

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    Manter uma rotina minimamente saudável pode ajudar a aproveitar, ao máximo, as atrações do Carnaval (Foto: arquivo/Setesc)

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    Programação em Nova Friburgo conta com diversos blocos, escolas e shows: cuidados contribuem para repor energia (Foto: Henrique Pinheiro)

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Calendário recheado

sábado, 07 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Corrida de Verão abre robusta temporada de provas em Nova Friburgo

Com cada vez mais adeptos em Nova Friburgo, a corrida de rua estará em alta no município durante este ano. O perfil Eu Corro, no instagram, direcionado aos amantes da modalidade, publicou o calendário de eventos para 2026, reunindo provas tradicionais, novidades e opções diversas para todos aqueles que planejam se desafiar ao longo dos próximos meses.

Corrida de Verão abre robusta temporada de provas em Nova Friburgo

Com cada vez mais adeptos em Nova Friburgo, a corrida de rua estará em alta no município durante este ano. O perfil Eu Corro, no instagram, direcionado aos amantes da modalidade, publicou o calendário de eventos para 2026, reunindo provas tradicionais, novidades e opções diversas para todos aqueles que planejam se desafiar ao longo dos próximos meses.

A primeira prova acontece já neste domingo, dia 8: a Corrida de Verão. O evento, que oferece as opções de 2km e 5km, terá largada - às 8h - e estrutura montada na altura do Colégio Novo Rumo, em Mury. Há também a prova infantil, reunindo os pequeninos com idades entre 3 e 11 anos.

Logo na sequência, no dia 15 de março, a Corrida da Mulher e Admiradoras celebra o Dia Internacional da Mulher. De acordo com os organizadores, o objetivo é reforçar a importância da prática esportiva, principalmente entre as mulheres, para a melhoria da saúde física e mental. Além disso, a corrida busca ainda divulgar a importância dos hábitos saudáveis para o controle de problemas específicos do sexo feminino.

Na sequência do calendário do atletismo municipal, no dia 26 de abril acontecerá a Corrida Tio Dongo Race. Geralmente tendo a frente o empresário Vitor Paixão, prova surge a partir da experiência dele como corredor amador e do desejo de fazer algo semelhante em Nova Friburgo, aproveitando também para arrecadar alimentos e doá-los para instituições de caridade.

Em maio, a Corrida Forte Apache está programada para o dia 17. No ano passado, o evento celebrou os 48 anos de história do 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Nova Friburgo (6º GBM), com percursos de 4 km (corrida e caminhada) e 8 km (corrida). No mês de junho, a Corrida de São João, no dia 21, celebra o padroeiro da cidade, e geralmente oferece um percurso com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira, no Centro.

No segundo semestre, as atrações terão início no dia 12 de julho, com a Friburgo Meia Maratona. O evento geralmente é realizado em percurso urbano, plano, 100% em asfalto, tendo os mais de 20 km como uma das opções de percursos. No dia 15 de agosto acontece a Family Night Run, e no mês seguinte, no dia 13, a Corrida Sest / Senat. A prova Correndo Juntos, com detalhes a serem divulgados, é atração no dia 18 de outubro.

Fechando o calendário de eventos, a Festa do Corredor, no dia 13 de dezembro, é uma prova feita para celebrar os atletas e encerrar o ano esportivo. A atividade costuma integrar provas de corrida de rua, confraternização e, por vezes, trilhas. Em 2025, a largada aconteceu na Prodesporte, no Centro, e a chegada no Sest/Senat de Nova Friburgo, com percursos de 5 e 12 km, almoço festivo e música ao vivo para festejar a prova e a temporada.

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    Corrida Forte Apache é um dos eventos previstos no calendário de provas deste ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Dentre os destaques da temporada está a Corrida da Mulher e Admiradores, em prova dedicada especialmente a elas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Construção de teleférico na Praça do Suspiro: uma polêmica

sábado, 07 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 7 e 8 de fevereiro de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*) 

 

Manchetes

Edição de 7 e 8 de fevereiro de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*) 
 
Manchetes
Suspiro e Velhacaria - Estamos retornando ao assunto, uma das maiores novelas administrativas, políticas-municipais de toda a história desta cidade, hoje, infeliz, que se chama Nova Friburgo. Claro que o Teleférico deveria transformar-se em uma triste novela. Simplesmente porque o teleférico é um absurdo. Sem planos, sem planejamento, sem pesquisas de mercado, sem nada. Mas, nós não temos interesse nenhum no teleférico. Interesse temos na nossa Praça do Suspiro, maltratada, hoje, em nome de um “troço”, que já foi cantado em prosa e verso, e que nós sabemos, que não vai sair.
 
Ônibus perde a direção e fere dois – O coletivo da Prefeitura Municipal, de transporte dos funcionários, perdeu a direção na Rua Vicente Sobrinho, em Olaria, e se chocou com um muro, ferindo duas pessoas. São eles Geraldo da Silveira, 31 anos, residente do Cônego, e Raul Winter, 53, Rua São José.
 
Amâncio: três anos de governo – No último sábado o governo de Amâncio Azevedo completou três anos e o chefe do Executivo local esteve no programa oficial da Prefeitura, lembrando suas realizações e, principalmente, endossando dificuldades enfrentadas pela sua administração. O sr. Amâncio Azevedo disse que é muito difícil governar Friburgo ou qualquer outra das centenas de municípios existentes no Brasil, pela falta de dinheiro, pela constante evasão de divisas. Disse que o problema atinge a maioria das administrações, com exceção de alguns municípios de São Paulo, e futuramente, de Cantagalo.
 
Sotec: Um mapa turístico – Com grande esmero e profundamente detalhado a Sotec está lançando um mapa de Nova Friburgo, marcando os 25 anos de atividades profissionais daquela importante empresa. O mapa é fruto de um longo, árduo e dispendioso trabalho e sua confecção suplanta a todos já realizados em Friburgo sendo um dos mais completos. Todo o friburguense deve conhecer este mapa da nossa cidade que contém ainda muitas fotografias.
 
Avenida Roberto Silveira: mais atropelamentos – A Avenida Roberto Silveira voltou a registar um atropelamento nesta semana. Mario Jair Malhard, 31 anos, residente do Loteamento Califórnia em Conselheiro Paulino, foi colhido um veículo não identificado próximo ao Texaco, no Prado, quando regressava ao trabalho. Mário Jair precisou ser internado no Hospital Santo Antônio.
 
Três são agredidos a golpes de foice e pau: Deram entrada no Posto de Urgência, três pessoas com ferimentos ocasionados por agressão à golpes de foice e pau, fato ocorrido em Campo do Coelho. 
 
Linha de ônibus suspensa – A Viação Teresópolis suspendeu a linha de ônibus para o Barracão dos Mendes, devido a precariedade da estrada. Os moradores da região não sabem a quem apelar. O DER diz que o trecho é de responsabilidade da Prefeitura e esta diz que a estrada pertence ao DER.
 
Rotary faz festa de 25 anos de fundação – O Rotary Clube de Nova Friburgo está completando 25 anos de fundação, programando para este sábado solenidades que marcaram a passagem de tão significativa data. Às 16h, na confluência das Estradas Friburgo- Teresópolis e Friburgo Bom Jardim haverá a inauguração do Marco Comemorativo. As solenidades se completam com a conferência proferida pelo Ex-Governador do Rotary International, Dr. Paulo Brandão que irá ser feira às 17h no auditório do Senai. 
 
E MAIS
  • Motorista de táxi conta como foi assaltado 
  • Teatro em Friburgo recebe elogio do Jornal do Brasil e Julio César Cavalcanti é consagrado 
  • Polícia ainda não conseguiu capturar Paulo César 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 
 
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Bom início

sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

AFFM / Friburguense participa da Copa RJ 4x4 Equipes na categoria Dadinho

Um início de ano promissor nas mesas do Estado do Rio. A equipe de futebol de mesa do Friburguense participou da Copa RJ 4x4 Equipes, na modalidade Dadinho, sendo representada por alguns dos seus principais atletas. Após ser vice-campeã da Série Prata nesse torneio em 2024 e faturar o quarto lugar da Ouro entre 32 equipes no ano passado, a AFFM conquistou o sétimo lugar entre quase 30 equipes do futebol de mesa do Rio, mesmo participando com um elenco reduzido.

AFFM / Friburguense participa da Copa RJ 4x4 Equipes na categoria Dadinho

Um início de ano promissor nas mesas do Estado do Rio. A equipe de futebol de mesa do Friburguense participou da Copa RJ 4x4 Equipes, na modalidade Dadinho, sendo representada por alguns dos seus principais atletas. Após ser vice-campeã da Série Prata nesse torneio em 2024 e faturar o quarto lugar da Ouro entre 32 equipes no ano passado, a AFFM conquistou o sétimo lugar entre quase 30 equipes do futebol de mesa do Rio, mesmo participando com um elenco reduzido.

Maurício Bonin atuou como atleta e técnico da equipe. O grande nome da equipe foi Vinícius Esteves, que terminou como o ponteiro ao marcar sete pontos, seguido por Hiago Azevedo, que surpreendeu ao se tornar um dos maiores pontuadores da equipe. Carlos, o Monstro, também se destacou com algumas vitórias e empates importantes, enquanto Rafael Alves e Fábio somaram pontos que agregaram ao resultado final. Sendo assim o Friburguense foi  novamente a melhor equipe do interior do Estado do Rio de Janeiro na competição.

Copa de Dadinho

Celebrando uma década de existência, o Botafogo Futebol de Mesa promoveu a 1ª Copa Adriano Moutinho de Dadinho 9×3. Representando o Friburguense na competição, o botonista Carlos (Monstro) ficou na quarta colocação da Série Prata. O Botafogo premiou os quatro primeiros colocados da Série Bronze (9º ao 12º colocados) e da Série Prata (5º ao 8º colocados) com medalhas, e distribuiu troféus aos quatro primeiros lugares da Série Ouro.

Com 40 competidores disputando cada ponto e cada gol, os atletas foram divididos em cinco grupos de oito integrantes cada. Após completadas as partidas classificatórias, os melhores colocados foram Fabrício (Botafogo), Portela (América), José Augusto (América), Sarti Neto (Fluminense) e Anderson (Botafogo).

No total, 32 atletas seguiram para a fase seguinte de 16 avos de final. Na grande final, José Augusto, venceu Bruno Sodré pelo placar de 4 a 2 e conquistou o título.

 

Oficial

Circuito Alerj de corridas Verão e Inverno pode entrar no calendário do Estado

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na última quarta-feira, 4, em segunda discussão, o projeto de lei 3.152/24, de autoria do deputado estadual Dr. Deodalto (PL), que inclui o Circuito Alerj de Corridas Verão e Inverno no calendário oficial do Estado. A medida segue para sanção ou veto do governador Cláudio Castro, que tem um prazo de 15 dias úteis para avaliar a proposta.

O circuito é realizado anualmente, em março e setembro. O projeto estabelece o segundo domingo desses meses como as datas oficiais do evento. Dr. Deodalto declarou que o objetivo é incentivar a prática esportiva. O parlamentar também destacou o valor cultural que as corridas agregam ao Estado do Rio de Janeiro.

"A escolha do Palácio Tiradentes como referência de partida e chegada agregou um valor simbólico e cultural ao evento integrando o percurso da corrida ao cenário histórico do Rio de Janeiro antigo, valorizando, assim, não só o patrimônio arquitetônico da cidade como também promovendo turismo cultural e reconexão com a história local", afirmou o deputado.

Com modalidades de 100 metros para crianças, até os 5 km para adultos, além da opção de caminhada de 3 km para iniciantes, o circuito possibilita a participação de um amplo espectro da população, incluindo desde parlamentares, funcionários, famílias inteiras e pessoas com deficiência - com o devido suporte necessário para percorrer o trajeto.

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    AFFM / Friburguense começa a temporada com participação marcante no Dadinho (Fotos: Divulgação Fefumerj)

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    Destaque em 2025, Vinicius Esteves começa o ano com desempenho destacado (Fotos: Divulgação Fefumerj)

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    Monstro representou o Friburguense em competição comemorativa na sede do Botafogo (Fotos: Divulgação Fefumerj)

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Não aos excessos

sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A coluna de hoje começa com uma citação atribuída ao escritor colombiano vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez: “O mais importante que aprendi a fazer depois dos 40 anos foi a dizer não quando é não.”

Baita aprendizado. Dizer um “não” dói em muita gente. Há quem sofra a ponto de não conseguir fazê-lo. Há quem diga “sim” para tudo e todos, se gastando por inteiro e fazendo pouco das migalhas de tempo e energia que sobram para si.

A coluna de hoje começa com uma citação atribuída ao escritor colombiano vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez: “O mais importante que aprendi a fazer depois dos 40 anos foi a dizer não quando é não.”

Baita aprendizado. Dizer um “não” dói em muita gente. Há quem sofra a ponto de não conseguir fazê-lo. Há quem diga “sim” para tudo e todos, se gastando por inteiro e fazendo pouco das migalhas de tempo e energia que sobram para si.

Quem não impõe limites, não conhece as próprias vontades e não aprende a priorizar e selecionar, provavelmente está sempre envolto pela sensação de não ter tempo. E aí o ciclo se vai. E se esvai. Falta energia. Parecem as próprias escolhas. Para cada tarefa nova assumida, um sonoro “não” é ouvido intimamente. Quem sofre de não saber dizer “não”, sabe o peso gerado pelo acúmulo de afazeres assumidos.

Refiro-me àqueles que estão sobrecarregados justamente por não conseguirem respeitar seus limites e assumirem menos do que o mundo exterior demanda deles. Desde as pequenas coisas às grandiosas. Desde futilidades às funções elementares.

Um dia, a vida ensina que a cada “não” sentenciado, podem ser abertas portas para inúmeros “sim”. Sim, a vida é feita de escolhas sob muitos aspectos, e aprender a escolher, a aprender a impor limites, a respeitar sua própria capacidade, inclusive de discernir o que deve e o que não deve, o que pode e o que não pode, o que quer e o que não quer, é mesmo um tremendo e precioso aprendizado.

Para além daquelas coisas que só aprendemos com a preciosa maturidade, com o passar do tempo e as pancadas da vida, tenho por certo que o autoconhecimento ajuda bastante nesse processo. Há “nãos” na vida que não podem ser ditos. Isso é um fato. Porém, há muitos outros que são frutos de escolhas que tomamos sem reflexão alguma. Que dizemos “sim” sem pensarmos.

É preciso refletirmos sobre o que se deve fazer por obrigação de trabalho. O que se deve fazer por amor. O que se deve fazer por missão de civilidade. O que fazer por prazer. Ou por necessidade. Ou pelo querer. Ou por responsabilidade. Ou por compromisso. Ou fazer por fazer. E o que é excesso. Separar o joio do trigo. É bom que o movimento seja cauteloso, porque não duvido que a conclusão a que podemos chegar é deveras angustiante: a de que muito do que fazemos a cada dia pode ser excessivamente oneroso para nossas próprias vidas.

A sobrecarga, o peso, o arrependimento, a culpa pela imperfeição, o acúmulo de tarefas, a falta de tempo são consequências dessa incapacidade de delimitar limites, e aqui me permito a redundância das palavras.

Ao aprender, finalmente, a dizer necessários “nãos” para certas coisas, podemos conseguir nos cuidar mais, amar mais nosso ofício, destinar mais tempo à família, fazer as tarefas com mais paz e a viver com maior qualidade de vida. O tal tempo de qualidade, é verdade. O tão desejado...

Por vezes, é dizendo “não” aos excessos de tudo e às demandas infinitas que estamos escolhendo vivenciar o “sim” para nós mesmos.

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Estamos destruindo nossa casa

quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Fritjof Capra, foi professor de física quântica na Universidade da California em Berkeley. É um físico teórico e escritor que tem desenvolvido um trabalho sobre a promoção da educação ecológica. Décadas atrás num de seus livros ele falava sobre a importância de uma vida simples, consumo frugal, consciência ecológica para a sobrevivência de nosso planeta. Ele comenta: “O conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade.

Fritjof Capra, foi professor de física quântica na Universidade da California em Berkeley. É um físico teórico e escritor que tem desenvolvido um trabalho sobre a promoção da educação ecológica. Décadas atrás num de seus livros ele falava sobre a importância de uma vida simples, consumo frugal, consciência ecológica para a sobrevivência de nosso planeta. Ele comenta: “O conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade. Sendo assim, precisamos urgentemente de uma ciência e tecnologia que respeitem a unidade de toda a vida, reconheçam a fundamental interdependência de todo fenômeno natural e nos reconectem com a Terra” (https://ideiasustentavel.com.br/entrevistas-abaixo-o-humanismo-individualista/ Visita em 18/10/2024).

Capra defende a ideia de que todas as formas de vida natural, células, animais, plantas, seres humanos, funcionam melhor em redes e não de forma individualista. Para nossa sobrevivência como raça humana seria necessário uma integração com a Natureza em vez de destruição dela por interesses econômicos egocêntricos.

No mundo capitalista a ideia é que lucrar é mais importante do que a preservação da Natureza, incluindo a vida humana. A política pode usar a tecnologia para fins egocêntricos e de enriquecimento pessoal em vez de usá-la para o desenvolvimento da comunidade, especialmente dos menos favorecidos.

Não iremos seguir muitos anos de vida nesse planeta não tanto porque os gananciosos estão destruindo a vida na Terra, mas também porque a profecia bíblica aponta para o fato de estarmos no fim do fim, antes do retorno de Jesus para o Juízo Final e estabelecimento de uma nova Terra e nova vida com justiça e a morte não mais existirá (ver Daniel capítulo 2 e João capítulo 14 na Bíblia).

O professor Capra fala em “alfabetização ecológica” que é o ensino de como praticar a sustentabilidade para diminuir ou interromper a destruição da Natureza. A ganância material produz burrice ecológica porque com a mente embotada pelo egoísmo o indivíduo segue destruindo para criar seus empreendimentos com fim de lucro. Ele destrói a própria casa onde mora para ter mais dinheiro nos bancos.

Importante para a preservação da vida na Terra não é o que podemos extrair dela, mas como preservá-la. O que a Natureza nos ensina? O que os sintomas de destruição dela trás de lições para nós? Se não atentarmos para os sintomas e partir em busca das suas causas, a destruição prossegue e como consequência temos alimentos contaminados cheios de defensivos químicos, alguns cancerígenos, poluição do ar, aumento dos alimentos super processados feitos com produtos geneticamente modificados, prejudiciais à saúde, entre outros malefícios. Capra explica sobre a importância de obtermos conhecimentos sobre como produzir materiais e tecnologia com uso de produtos biodegradáveis e recicláveis.

A fissura por crescimento econômico faz dos seus participantes pessoas que ficam cegas para o bom senso e chegam ao ponto de violência caso alguém ou uma instituição queira proteger o meio ambiente. Conheço gente que foi ameaçada de morte por empreendedores imobiliários por defender a não destruição de lagoas e vegetação em seus relatórios sobre determinadas áreas.

Importante distinguir o bom crescimento do ruim. Capra explica: “O bom crescimento relaciona-se a processos de produção e serviços mais eficientes com energias renováveis, emissões zero, reciclagem contínua de recursos naturais e restauração dos ecossistemas terrestres. As companhias precisam reavaliar seus processos de produção e serviços para determinar quais deles são ecologicamente destrutivos e, por essa razão, devem ser substituídos. Ao mesmo tempo, as empresas precisam diversificar seus portifólios na direção de produtos e serviços verdes.”

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.co

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Celular na escola: vilão ou ferramenta do futuro?

quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Se tem uma coisa que nunca sai de moda é a busca por um culpado para os problemas da educação. Já foram os quadrinhos, os videogames, as cartas de Yu-Gi-Oh (um famoso desenho japonês dos anos 2000), o funk, e agora, adivinhe? Os celulares! Completou um ano em vigor a lei que veda o uso dos celulares nas escolas, mas será que esta é a melhor solução para melhorar as notas e a atenção dos alunos? Com a volta às aulas nesta semana, a discussão voltou à tona.

Se tem uma coisa que nunca sai de moda é a busca por um culpado para os problemas da educação. Já foram os quadrinhos, os videogames, as cartas de Yu-Gi-Oh (um famoso desenho japonês dos anos 2000), o funk, e agora, adivinhe? Os celulares! Completou um ano em vigor a lei que veda o uso dos celulares nas escolas, mas será que esta é a melhor solução para melhorar as notas e a atenção dos alunos? Com a volta às aulas nesta semana, a discussão voltou à tona.

Uma pesquisa recente jogou um balde de água fria nessa ideia: proibir celulares nas escolas não aumenta as notas e nem a proatividade dos estudantes. Ou seja, a solução mágica não é tão mágica assim. Mas, então, o que fazer diante dos desafios enfrentados pela educação brasileira?

Celular: vilão ou inocente?

Vamos ser sinceros: o celular pode, sim, ser um grande empecilho na sala de aula. Quem nunca ficou rolando o feed do Instagram ou os grupos de Whatsapp ao invés de prestar atenção em algo importante? O celular, se mal utilizado, é sem dúvidas um antagonismo à proatividade.

O problema é que culpar apenas o aparelho é como dizer que o lápis é culpado pelos erros de ortografia. A distração sempre existiu – seja com bilhetinhos, revistas escondidas dentro do livro, rabiscos no caderno ou até mesmo quem ficasse olhando para o teto para que o tempo passasse.

Por outro lado, não há como negar que ele também é uma ferramenta poderosa e extremamente relevante nos tempos atuais. No mundo real – aquele fora da escola – celulares são essenciais para trabalho, estudo, aprendizado e comunicação (até mesmo entre os alunos e seus pais).

Aplicativos como Google Drive, Duolingo, Coursera, YouTube Educacional, ChatGPT e até o bom e velho WhatsApp, se usados corretamente, podem ser aliados do aprendizado moderno. A diferença é que hoje, o celular, tem todas as modalidades de distração e muito mais, não sendo sempre utilizado de maneira ideal.

A solução não está na proibição, mas na educação

Se o objetivo é melhorar o desempenho dos alunos, a resposta não está no banimento, mas talvez na adaptação das tecnologias ao estudo e a rotina dos adultos de amanhã. Educar para o uso consciente e eficaz da tecnologia, em vez de fingir que ela não existe. E, sejamos honestos, ignorar isso é tapar o sol com a peneira.

Algumas escolas pelo mundo já perceberam isso e adotaram métodos mais modernos. Usam notebooks em suas salas de aula, smartphones e outras tecnologias associadas. Há também, a implementação de horários específicos para o uso do celular em atividades pedagógicas ou até aplicativos que ajudam no controle de tempo e foco dos estudantes.

Outro ponto importante: o celular é, para muitos, ferramenta de trabalho no mundo moderno. Embora exista o jornal impresso, é certo que muitos de vocês estejam lendo essa coluna por meio do seu celular. O celular tornou-se um aparelho imprescindível nas relações sociais e de trabalho. Não há como não fingir que ele não exista.

Muitos alunos trabalham e estudam (assim como eu), e o telefone é essencial para isso. Além disso, os jovens de hoje serão os profissionais de amanhã, e o mundo corporativo já exige habilidades digitais rebuscadas. Em meio a um mundo profissional concorrido, por que não preparar essa galera desde cedo para usar a tecnologia a seu favor?

O equilíbrio entre disciplina e tecnologia

Claro que não dá para liberar geral e deixar a sala de aula virar um festival de TikTok em plena aula de Geometria. A escola precisa estabelecer regras, ensinar limites ou até mesmo usar aplicativos de controle. Mas também não adianta agir como se o celular fosse um monstro devorador de notas. O segredo está no equilíbrio.

Outra coisa importante é que a proibição, muitas vezes gera ainda mais estímulo ao fazer escondido. Quem nunca ouviu que o escondido é sempre mais gostoso? E não há nada que um jovem goste mais de fazer do que ir contra as regras que a sociedade impõe. Efetivamente, sabemos que a medida não irá funcionar.

A verdade é que proibir o celular nas escolas não vai fazer milagres. Enquanto não repensarmos a metodologia – arcaica e maçante – da educação brasileira, teremos ainda empecilho no interesse dos alunos nas escolas, que buscam válvulas de descompressão, sejam nos bilhetinhos escondidos, nas revistas, olhando para o teto ou no celular. 

A educação precisa evoluir junto com a tecnologia. E, convenhamos, se o objetivo é preparar os alunos para o futuro, talvez esteja na hora de parar de brigar com ele.

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Benefício para a saúde

quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Caminhar cinco minutos a mais por dia pode reduzir risco de morte em até 10%

Um novo estudo publicado na revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo na área da saúde, mostrou que adicionar apenas cinco minutos diários de atividade física moderada à rotina, como uma caminhada em ritmo constante, pode estar associado a uma redução significativa no risco de morte. Um simples ato, mas que pode fazer total diferença.

Caminhar cinco minutos a mais por dia pode reduzir risco de morte em até 10%

Um novo estudo publicado na revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo na área da saúde, mostrou que adicionar apenas cinco minutos diários de atividade física moderada à rotina, como uma caminhada em ritmo constante, pode estar associado a uma redução significativa no risco de morte. Um simples ato, mas que pode fazer total diferença.

A análise reuniu dados de mais de 135 mil adultos, acompanhados por cerca de oito anos, em países como Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Suécia. Ao longo desse período, os pesquisadores registraram milhares de óbitos e compararam esses desfechos com os níveis reais de atividade física e de tempo sedentário dos participantes.

Monitoramento

Diferentemente de grande parte dos estudos anteriores, a pesquisa não se baseou apenas em questionários. Todos os participantes usaram acelerômetros, dispositivos que registram movimento minuto a minuto, semelhantes aos presentes em relógios inteligentes. Esses aparelhos permitiram medir com precisão quanto tempo cada pessoa passava sentada, em atividades leves ou em exercícios de intensidade moderada a vigorosa.

Com os dados, os pesquisadores analisaram o impacto de pequenos aumentos na atividade física a partir do nível que cada pessoa já realizava, em vez de comparar apenas quem atinge ou não as recomendações oficiais de exercício. Na prática, os cientistas estimaram o que aconteceria se adultos comuns passassem a se mover cinco ou dez minutos a mais por dia, ou se reduzissem o tempo sentado em 30 ou 60 minutos diários.

A partir dessas simulações, foram usados modelos estatísticos para calcular quantas mortes poderiam ser evitadas se essas mudanças simples fossem adotadas por diferentes grupos da população. Esse tipo de análise é comum em saúde pública e serve para estimar impactos coletivos, sem pressupor que todas as pessoas consigam seguir metas ideais de exercício.

Os resultados indicam que, entre adultos que já realizavam cerca de 17 minutos diários de atividade moderada, acrescentar mais cinco minutos por dia esteve associado a uma redução estimada de 10% no risco de morte por todas as causas. Já entre os menos ativos - que faziam, em média, apenas dois minutos diários desse tipo de atividade - o mesmo acréscimo esteve associado a uma redução de aproximadamente 6%. Segundo os autores, o maior impacto populacional ocorre justamente nesse grupo.

Isso acontece porque o risco de morte cai de forma mais acentuada nos níveis mais baixos de atividade física. Em outras palavras, os maiores ganhos aparecem quando pessoas muito sedentárias passam a se mover um pouco mais, enquanto os benefícios tendem a se estabilizar em níveis mais altos de exercício.

Evitando o sedentarismo

O estudo também avaliou o impacto da redução do tempo sedentário. Entre adultos que passam cerca de dez horas por dia sentados, diminuir esse tempo em 30 minutos diários esteve associado a uma redução estimada de 7% no risco de morte. Entre os mais sedentários —com média de 12 horas sentados por dia — a redução foi menor, mas ainda relevante, em torno de 3%.

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Caminhada, além de grande aliada para a saúde e bem estar, pode reduzir riscos de morte (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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A cegueira da prefeitura com o Rio Bengalas

quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros.

Estamos em pleno verão, período do ano caracterizado por dias muito quentes e com pancadas de chuvas intensas, geralmente ao final do dia. Tanto isso é verdade que na última quinta-feira, 29 de janeiro, como noticiou A VOZ DA SERRA, a região do Prado, no distrito de Conselheiro Paulino, teve grandes alagamentos, com o nível das águas chegando nas janelas dos carros. Houve um deslizamento de encosta no loteamento dos Maias, alagamentos no distrito de Amparo e no bairro Ponte da Saudade, onde por muito pouco, carros estacionados próximo ao Rio Santo Antônio, na Rua Felipe Camarão, não foram arrastados pelas águas.

O centro da cidade, milagrosamente passou incólume, pois o Rio Bengalas manteve-se no seu leito, sem maiores transtornos. No entanto, é uma surpresa que nada tenha ocorrido, pois a última dragagem de um dos pontos mais famosos da cidade, já faz muito tempo. O que me causou surpresa é o seu estado de abandono, que salta a olhos vistos, quando se caminha por suas margens, como foi meu caso, no sábado 31 de janeiro. Deixei meu carro estacionado no edifício garagem, próximo ao Senai, e fui fazer minha caminhada diária pelo seu calçadão. O mato está alto, precisando de ser cortado, em toda a sua extensão e, o que é mais grave, próximo ao clube Sociedade Esportiva Friburguense (SEF), no meio do rio encontra-se uma ilha formada por troncos de árvores e vegetação que neles se acumulam, represando o curso natural do rio. Além do mais, ele se encontra assoreado, pois da calçada é possível ver o seu fundo.

Não se pode negar o sucesso do tratamento de esgotos levado à cabo pela concessionária Águas de Nova Friburgo, pois a clareza das águas mostra que ele se encontra limpo. Isso é atestado, também, pela presença de garças e capivaras no local, o que era raro há alguns anos.

Creio que o prefeito e muitos dos seus secretários transitam por aquele logradouro, seja no deslocamento de casa para o trabalho ou por qualquer outro motivo e, não é possível, que não tenham reparado nessa ilha artificial plantada no meio do rio. Não custa acionar a Secretaria do Meio Ambiente, aliás esta já deveria estar ciente de tal fato, para que aquele entulho seja removido o mais rápido possível. Assim, em casos de grandes tempestades, com aumento súbito do índice pluviométrico, a população não seja surpreendida com o transbordamento do rio.

Moro em Nova Friburgo há exatos 49 anos, já tendo perdido minha “nacionalidade” carioca e assumido a “friburguense” e me lembro de pelo menos três enchentes no centro da cidade que foram bem complicadas. A primeira, já em janeiro de 1978, quando durante um evento na Sociedade Médica, tive de tirar às pressas meu carro que estava estacionado na Rua Fernando Bizzotto e levá-lo para a rua na subida do cemitério São João Batista. Fui obrigado a dormir no meu consultório, pois uma queda de barreiras, em Olaria, impedia o acesso ao bairro do Cônego.

Aliás, foi nesse deslizamento que morreram os componentes do famoso trio Los Gringos; nessa época não existia, ainda, a via expressa. Depois de 1979, veio a que foi considerada a pior enchente em nível de água da história de Nova Friburgo. Nos dias 24 e 25 de dezembro de 1996, os friburguenses vivenciaram dois dias que ficaram marcados na história da cidade. Muita água, lama e destruição marcaram o Natal daquele ano. E aí aconteceu 2011, que de acordo com a jornalista Fabíola Ortiz, “a cidade de Nova Friburgo, onde moram 200 mil pessoas, viveu horas de terror desde terça-feira à tarde quando chuvas torrenciais atingiram a Região Serrana do Rio.

Friburgo ficou irreconhecível, virou uma cidade deserta. Sem luz, a população refugiou-se onde e como pôde, muitas vezes a própria casa estava em área de risco ou ameaçada por um deslizamento de terra”. Não custa lembrar que mais de mil cidadãos friburguenses perderam a vida e a cidade custou algum tempo para se recuperar física e emocionalmente.

Não desejo que esse artigo seja atribuído como uma crítica e sim, como um alerta de um cidadão que passa pelo local todos os dias, mas por estar de carro, tem a visão prejudicada do que ocorre no leito do Rio Bengalas. É sabido que o assoreamento é um dos fatores que causam transbordamento de rios e lagos, daí que eles devem ser cuidados de modo preventivo e não, como acontece corriqueiramente no Brasil, depois da ocorrência de uma catástrofe. Não tenham dúvidas de que os efeitos de 2011 poderiam ter sido atenuados, se a Defesa Civil tivesse atuado preventivamente.

Desobstruam o leito do Rio Bengalas e contribuam para a tranquilidade da população ribeirinha. Essas ações irão também embelezar ainda mais o cartão de visitas de Friburgo.

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Quando tudo precisa ser espetáculo

quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Rolando o feed das redes sociais, percebo o excesso
 

A performance parece não ter fim. O compartilhamento de fotos, textos, vídeos, mostrando tudo e mais um pouco invade a tela. Os lugares que passou, o que viu, o que comeu, o que percebeu, o que sentiu, o que pensou, tudo nos mínimos detalhes. A sociedade pede isso. As pessoas esperam por isso. Acompanham o dia a dia, como se fosse uma novela da vida real, repleta de capítulos sem fim, onde a rotina precisa ser explanada, escancarada. Alguns com mais recortes, outros menos.

Rolando o feed das redes sociais, percebo o excesso
 
A performance parece não ter fim. O compartilhamento de fotos, textos, vídeos, mostrando tudo e mais um pouco invade a tela. Os lugares que passou, o que viu, o que comeu, o que percebeu, o que sentiu, o que pensou, tudo nos mínimos detalhes. A sociedade pede isso. As pessoas esperam por isso. Acompanham o dia a dia, como se fosse uma novela da vida real, repleta de capítulos sem fim, onde a rotina precisa ser explanada, escancarada. Alguns com mais recortes, outros menos.
Isso me faz lembrar da primeira vez que assisti "Queda Livre”, episódio da terceira temporada da série Black Mirror. As interações sociais eram avaliadas com zero a cinco estrelas e a nota média definia o status e o acesso aos serviços dentro daquele universo mostrado. Quanto maior a pontuação, maior o prestígio ou a falsa sensação dele, em uma rotina de mentiras, enraizadas em um lugar profundo.
A aprovação esperada pelo outro faz com que o excesso fique cada vez mais exposto. Quanto mais eu performo, mais terei seguidores, mesmo que esse culto ao espetáculo traga superficialidade nas relações e na própria vida.
Mas, ledo engano quem acha que essas ações, que chegam como um jato supersônico, não causam danos à saúde mental, social e emocional.
Diante de tantas perfeições aos olhos escondidas atrás de imperfeições guardadas e represadas que não se sustentam ao longo do processo da nossa jornada, a lucidez de ser quem se é, sem filtros, causa estranheza.
A natureza de um corpo que envelhece, uma perda que acompanha, um erro que faz parte, uma dúvida que paira, um silêncio que bate à porta, uma opção pela privacidade aqui e acolá dentro de um sistema onde nada mais é privado, são luxos dentro de uma competição instalada de forma visível ou invisível, onde vence quem expõe mais. Ou será que a vitória vem para quem expõe menos?
Um vencer e perder impostos, que na verdade camufla a verdade oculta.
Quem define o poder das rédeas dessa história somos nós. Aquilo que queremos mostrar ou guardar, como o que contamos ou guardamos em segredo vem das nossas escolhas, mesmo que algumas possam nos tornar estranhos no ninho, em uma era de atuação constante.
Seja verdade! Siga além das aparências, com leveza e veracidade. A grama do vizinho não é mais verde que a sua. Aliás, todos nós temos uma grama que não foi tratada e cultivada.
Até a próxima quarta!
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