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A VOZ DA SERRA sabe a arte de encantar dosando informação, cultura e lazer

terça-feira, 31 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério em destaque na capa da edição do último fim de semana, vamos para o nosso quintal comunitário, a Praça Getúlio Vargas. A praça é do povo e Virgílio é a estampa dos questionamentos com tanto atraso nas obras. Valeu, Silvério, ser a voz que nos representa! A justificativa para o atraso se deu pelas chuvas na cidade e a demora na entrega dos materiais pelos fornecedores.

Na carona da charge de Silvério em destaque na capa da edição do último fim de semana, vamos para o nosso quintal comunitário, a Praça Getúlio Vargas. A praça é do povo e Virgílio é a estampa dos questionamentos com tanto atraso nas obras. Valeu, Silvério, ser a voz que nos representa! A justificativa para o atraso se deu pelas chuvas na cidade e a demora na entrega dos materiais pelos fornecedores.

Quero aproveitar o ensejo para solicitar aos encarregados das obras que não retirem as placas com as trovas,  fixadas nos postes, por enquanto. Meu pedido se prende ao fato de que os Jogos Florais de maio estão chegando e os integrantes da comitiva dos trovadores virão de várias partes do Brasil. E todos, ávidos por uma foto ao lado de suas trovas.

Março está por um fio e quantas comemorações foram registradas  em homenagem ao mês da mulher. Com o ciclismo em alta, Vinicius Gastin destacou o “Pedal da Mulher” que encerra as atividades esportivas,  ressaltando a determinação e a força feminina. O esporte é fonte de energia, cria laços e transforma vidas. O movimento é responsável, inclusive, pela  manutenção da saúde, o que leva ao envelhecimento mais saudável. Atividades cotidianas podem contribuir para o bem-estar, com “caminhar, subir pequenos degraus, serviços domésticos... A casa da gente é uma excelente academia.

Em “Sociais”, dois baluartes da vida friburguense aniversariando. Nesta terça-feira, 31, fechando o terceiro mês do ano, tem comemoração para o empresário Antônio Celles Cordeiro. Pessoa de destaque em nosso município no setor do agronegócio, sempre atuante, inclusive, na vida social friburguense. Felicidades! Outro ícone empresarial, Braulio Rezende, festejou idade nova na última sexta-feira, 27. Rodeado das boas energias atraídas por sua personalidade marcante, coleciona amizades expande a confiança, onde quer que esteja atuando. Familiares, amigos e admiradores fazem o coro dos votos de saúde e muita prosperidade. Ao  coro, juntamos a voz de gratidão dos trovadores pelo muito de seu empenho em prol dos Jogos Florais e da UBT, a União Brasileira dos Trovadores.

Boas-vindas ao novo comandante do 11º BPM, tenente-coronel Hilmar Faulhaber, empossado na última quinta-feira, 26. Com um currículo riquíssimo de experiências em atuações na corporação militar no Estado do Rio de Janeiro, há 27 anos, é formado em Direito e pós-graduado em Ciências Jurídicas. Que a sua atuação em Nova Friburgo seja de bem-estar nos ares friburguenses. Desejamos que a coronel Daniele Farias, que passou o comando, tenha em seu coração as mais valiosas experiências vividas em nossa cidade.

Bernardo Furrer fez uma bonita conexão com a exposição “Conversadeira – Arte que Pulsa . Memória que Dialoga”, do artista Cacau Rezende. Realmente, estive lá e vivi momentos de pura magia e encantamento. Como bem destacou Furrer: “Cacau Rezende nos dá o exemplo de como o lixo pode ser aproveitado e transformado em algo tão belo como a arte.”. Eu acrescento: “Conversadeira” dialoga com o aroma das almas!

Que a era digital está tomando conta do mundo moderno, isso não se pode negar. Semana  passada, por exemplo, eu fiz um trabalho no jardim e queria mostrar minhas habilidades. Assim, chamei minha filha que estava no interior da casa. E ela me respondeu: “Manda foto que eu vejo!” -  A comodidade e rapidez resumem horas de trabalho e envolvimento. Na Suécia deu certo trocar o ensino digital pela volta aos livros físicos. Que tenhamos a certeza de que a tecnologia é apenas um facilitador. Não podemos perder nossas habilidades: pensar, discernir, amar, conviver, experenciar... e em tudo, um livro faz a diferença. Talvez nos falte ainda saber a medida exata na arte da moderação!

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Ciclismo em alta

sábado, 28 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher fecha o ciclo de atividades esportivas no mês delas 

Março é o mês das mulheres e além das muitas ações que foram desenvolvidas em defesa dos direitos e o respeito a elas, atividades esportivas também têm sido programadas em Nova Friburgo para homenageá-las. Neste domingo, 29, será realizada a prova ciclística Pedal da Mulher, que vai fechar esse ciclo no calendário esportivo da cidade. A atividade será promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, com largada às 8h, na Praça Dermeval Barbosa Moreira.  

Pedal da Mulher fecha o ciclo de atividades esportivas no mês delas 

Março é o mês das mulheres e além das muitas ações que foram desenvolvidas em defesa dos direitos e o respeito a elas, atividades esportivas também têm sido programadas em Nova Friburgo para homenageá-las. Neste domingo, 29, será realizada a prova ciclística Pedal da Mulher, que vai fechar esse ciclo no calendário esportivo da cidade. A atividade será promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, com largada às 8h, na Praça Dermeval Barbosa Moreira.  

O passeio ciclístico terá um percurso aproximado de 25 quilômetros, seguindo até o distrito de Conselheiro Paulino, e retornando ao Centro passando pela prefeitura, em direção ao ponto de largada, onde acontecerá a cerimônia de entrega de medalhas às participantes.

De acordo com a organização, a iniciativa tem como objetivo estimular a prática esportiva, promover o cuidado com a saúde física e mental e fortalecer espaços de convivência, autocuidado e segurança feminina.

 

Vale reforçar

Atividades físicas são aliadas para um envelhecimento mais saudável

Uma máxima cada vez mais comprovada: praticar atividades físicas pode ajudar em um envelhecimento mais saudável. No último 10, foi celebrado o Dia de Consciência e combate ao Sedentarismo, reforçando que a prática regular pode evitar doenças e garantir mais mobilidade e autonomia ao longo de toda a vida.

O sedentarismo está associado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado, além de favorecer a sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e força muscular e que compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.

“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, diz a médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti.

Dicas simples para o dia a dia

Atividades simples do cotidiano, como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar ou até realizar tarefas domésticas, ajudam a preservar a força muscular, a mobilidade das articulações, o equilíbrio e a coordenação, fatores essenciais para a independência nas atividades diárias, como tomar banho, se vestir e locomover. A atividade física desempenha ainda papel relevante na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.

Segundo os especialistas algumas das consequências do sedentarismo, sentidas principalmente por pessoas idosas são: perda de massa muscular, aumento do risco de quedas, rigidez articular e dor crônica, declínio da memória e da cognição, osteoporose e fraturas, piora do padrão do sono, maior risco de ansiedade e depressão, piora da imunidade e maior risco de infecções e complicações gastrointestinais.

A falta de movimento, por exemplo, acelera a perda de massa e força muscular. Com menos músculos, o idoso perde autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, levantar da cadeira ou carregar objetos. Fraqueza muscular e piora do equilíbrio aumentam a instabilidade ao caminhar. O sedentarismo reduz reflexos e coordenação, elevando significativamente o risco de quedas e fraturas.

Articulações que não se movimentam perdem mobilidade e flexibilidade. Isso favorece dores persistentes, limitação de movimentos e piora de quadros como artrose. O cérebro também precisa de estímulo. A atividade física melhora a circulação cerebral, contribui para a manutenção das funções cognitivas e ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo.

Sem estímulo do movimento, os ossos perdem densidade e ficam mais frágeis. Isso aumenta o risco de quedas evoluírem para fraturas, especialmente de quadril e coluna. Outra consequência é o aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. O sedentarismo dificulta o controle da glicose, da pressão arterial e das gorduras no sangue, favorecendo o surgimento ou a piora dessas doenças.

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    (Foto: Freepik)

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    Vida sedentária pode trazer complicações, ao passo que a atividade física é aliada para um bom envelhecimento (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

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Quando o lixo vira arte

sábado, 28 de março de 2026
por Bernardo Furrer

Sabemos da importância da coleta seletiva dos resíduos sólidos. Temos a exata noção da importância de diminuir o volume desses resíduos, que em geral se destinam aos aterros sanitários. Aterro sanitário é o “local de disposição de resíduos sólidos domiciliares no solo, utilizando-se de técnica que não cause danos à saúde pública e sua segurança, minimizando os impactos ambientais, e que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos na menor área possível reduzindo seu volume”.

Sabemos da importância da coleta seletiva dos resíduos sólidos. Temos a exata noção da importância de diminuir o volume desses resíduos, que em geral se destinam aos aterros sanitários. Aterro sanitário é o “local de disposição de resíduos sólidos domiciliares no solo, utilizando-se de técnica que não cause danos à saúde pública e sua segurança, minimizando os impactos ambientais, e que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos na menor área possível reduzindo seu volume”.

Antigamente esses aterros eram os “lixões”, verdadeiras montanhas de lixo insalubre de todas as espécies. Com a exigência de tratamento adequado às exigências de saúde pública e em respeito ao meio ambiente, foram criados os aterros sanitários, um passo na evolução civilizatória da gestão dos resíduos sólidos.

A coleta seletiva dos resíduos sólidos

Outro passo civilizatório importante é o da coleta seletiva, dentro de cada residência, comércio ou indústria, sendo os resíduos separados de acordo com suas características, e posteriormente coletados separadamente. Inicialmente selecionam-se os resíduos orgânicos que podem ser destinados à compostagem, e falaremos disso no futuro, e separam-se também os resíduos sólidos, como plásticos, vidros, papéis, metais, etc.

A coleta seletiva, quando aplicada pela prefeitura por intermédio da concessionária EBMA/Vital, pode minimizar o volume total dos resíduos, como dito, e também pode disponibilizar materiais a serem reciclados e reutilizados para voltar à economia circulante. Consta da Política Nacional de Resíduos Sólidos a prioridade de cooperativas de catadores para sua inclusão socioeconômica nessa coleta.

Infelizmente o contrato de concessão não é explícito nessa exigência, portanto não gera sua obrigação, e mais uma vez nos deparamos com temas que deveriam constar em lei, com a possibilidade de aperfeiçoar as funções sociais, ambientais e educativas do contrato de concessão. Pelo contrato tal função pode ser exercida pela própria concessionária gerando um lucro adicional, que apesar de previsto, o faz em detrimento dos catadores, os mais vulneráveis e necessitados.

O reaproveitamento

Após a coleta seletiva domiciliar com a separação dos materiais para reaproveitamento na denominada economia circular, para onde vai todo esse material? São plásticos, vidros, papéis, metais, vendidos para indústrias recicladoras, sucateiros, etc., para reprocessamento, fundição, etc., gerando recursos da ordem estimada de milhões de reais por ano, que poderiam promover atividades dignas, incrementando o orçamento dos trabalhadores nas cooperativas de catadores e afins, garantindo justiça e estimulando a reinserção social para suas famílias.

Outra parte desses materiais pode ter as mais diversas utilizações, como móveis, brinquedos, objetos decorativos, e outras tantas finalidades de acordo com a criatividade de cada um.

A arte

Uma das diversas possibilidades de utilização desses materiais é a arte. Quantas vezes vemos objetos, fragmentos, estruturas amorfas, ganharem a expressão da transmissão de sentimentos, vontades, mensagens, feições de beleza para sua contemplação, reflexão, críticas e questionamentos de artistas, num retorno desses materiais rejeitados pela sociedade na forma de algo que nos traz algum sentido ou transmite algum sentimento ou sensação.

Essa é a função da expressão artística que não encontra limites ou amarras nos conceitos tradicionais, usando materiais e formas que escapam à nossa compreensão imediata e às vezes dialogam com nosso próprio inconsciente, trazendo à tona sensações e olhares que só poderiam se manifestar através dessa subjetividade.

Cacau Rezende e sua obra reciclada

Atualmente podemos apreciar um exemplo dessa manifestação artística através da obra de Cacau Rezende que está com parte da sua produção artística na exposição “Conversadeira”, Arte que Pulsa, Memória que Dialoga, em comemoração aos 25 anos da sua arte, na Usina Cultural Energisa (Praça Getúlio Vargas, 55).

Cacau Rezende, 74 anos, é morador de Nova Friburgo, onde desenvolve seus trabalhos e estudos, com foco especial na urbe e sua população há 30 anos. Ele se auto denomina um artista plástico, engenheiro civil por formação acadêmica e arquiteto por vocação, com foco também nas questões ambientais.

Essa interação com as questões ambientais e a busca pela conscientização pela cidadania, se refletem nos materiais utilizados: papéis reciclados, resíduos da construção civil, pedaços de madeira, peças de automóveis, que ao ganharem nova forma exteriorizam além da sua grande beleza e criatividade, um olhar sensível de admiração e que busca a reflexão do nosso papel na sociedade de como tornar nossa presença social mais inclusiva e justa com propostas de humanização do espaço urbano em ações participativas e transformadoras. E isso com o reaproveitamento de materiais que deixam de compor a grande massa de resíduos sólidos, para alívio do meio ambiente.

Cacau Rezende nos dá o exemplo de como o lixo pode ser aproveitado e transformado em algo tão belo como a arte.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande e-mail para [email protected]

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(Foto: Divulgação)
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Há um caminhão na pista

sábado, 28 de março de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 27 e 28 de março de1976

 

Pesquisado por Laís Lima(*)

 

Manchetes:

 

Edição de 27 e 28 de março de1976
 
Pesquisado por Laís Lima(*)
 
Manchetes:
 
Há um caminhão na pista – Eram por volta das 19h10 quando ocorreu o choque. Um ônibus da Viação 1001 engavetou na traseira de um caminhão basculante cheio de areia que, 15 minutos antes, havia quebrado a barra de torção. Enquanto o motorista saia em busca de socorro, o ônibus engavetou na traseira do caminhão. Um passageiro que se encontrava em um dos últimos bancos, sofreu contusões na cabeça e nas pernas, mas foi liberado horas depois. O motorista do ônibus, excelente, segundo seus colegas- morreu na hora, esmagado nas ferragens.
 
Estátua de Dermeval em maio – Está previsto para o dia 6 de maio deste 1976 a inauguração da estátua do dr. Dermeval Barbosa Moreira. A empresa encarregada pela obra é a Soares Portela e Filhos Ltda, que já recebeu a primeira parte do valor pela execução do trabalho. A estátua tem 1,72 metro de altura, pesa 400 quilos e é confecionada em bronze maciço.
 
Pastor e motorista: dois dramas - O pastor Esmael Gomes, 52 anos, funcionário do Centro de Saúde apresentou melhoras no decorrer da semana. No último domingo, ele foi baleado com dois tiros de revólver Taurus, calibre 38, disparados pelo motorista de táxi, que se encontrava em Sumidouro.
 
Prefeitura x Arena: empréstimo de Cr$ 6 milhões - A prefeitura até hoje não respondeu às perguntas da Arena local sobre o empréstimo de Cr$ 6 milhões. Passado o tempo regular, e segundo manda a lei, a matéria foi automaticamente aprovada. A Arena, claro, protestou. A AVS publica nesta edição o pedido de informações da Arena e que acabou esquecido na gaveta do prefeito municipal.
Censo começa em abril – A agência do IBGE em Friburgo vai realizar em abril o Censo Agropecuário. Se você quer participar deste Censo é só procurar a agência local, na Avenida 16 de maio.
 
Inundação – Moradores da Rua Vicente Sobrinho, em Olaria, estão fazendo apelo à Prefeitura de Friburgo para que seja regularizado o problema da inundação que atinge aquelas artérias. Os moradores dizem que as galerias não mais comportam a vazão das águas quanto às chuvas fortes.
 
Sociais:
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Wilson Campos (28); Norma Tavares, Lygia Maria Carpenter Mayer; Márcio Silva e Gerson de Souza (29); Joaquim Pereira Bispo, Sérgio Moreira e Telma Rocha (30); Siegfried Helmut Hossmann (31); Maria de Lourdes e Ronaldo Duque Estrada Laginestra (1º de abril); Luiz Pecci, José dos Santos Sobrinho, Vasconcellos, Eliana Batista, Augusto Claudio Ferreira e Hartmut (2).
 
E mais:
  • Acidente fere a professora Olga Bastos 
  • Em maio, Friburgo ganhará novo carrilhão na Catedral São João Batista 
  • DER começa 1976 com obras em quatro rodovias do Estado do Rio   
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 

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Promissor

sexta-feira, 27 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense Futsal larga bem, lidera grupos e briga pelo acesso à Série Ouro

Um início promissor, com margem para crescimento e boas perspectivas para o restante da temporada. O Friburguense Futsal vive um início de 2026 bastante animador, e já coleciona diversos resultados importantes na disputa do Campeonato Carioca da modalidade. Mais do que isso: com o que se observa em quadra, o Tricolor da Serra já desponta como uma das principais forças da competição nas categorias de base.

Friburguense Futsal larga bem, lidera grupos e briga pelo acesso à Série Ouro

Um início promissor, com margem para crescimento e boas perspectivas para o restante da temporada. O Friburguense Futsal vive um início de 2026 bastante animador, e já coleciona diversos resultados importantes na disputa do Campeonato Carioca da modalidade. Mais do que isso: com o que se observa em quadra, o Tricolor da Serra já desponta como uma das principais forças da competição nas categorias de base.

Após duas rodadas, o time de Nova Friburgo lidera grupos importantes e aparece entre os primeiros colocados na classificação geral da Série Prata, brigando diretamente pelas primeiras posições e pelo acesso à Série Ouro.

Na categoria Sub-14, por exemplo, o Friburguense mantém a primeira colocação de sua chave com quatro pontos ganhos, e segue invicto na competição. Mesmo cenário do Sub-13 (Série Prata), onde a equipe também ocupa a liderança do grupo, mantendo regularidade e consistência.

Contudo, o grande destaque fica por conta do Sub-11: até o momento, a equipe sustenta uma campanha perfeita, com duas vitórias em dois jogos, rendendo a liderança isolada e o destaque para a defesa sólida, sem sofrer gols. Já o Sub-9 segue competitivo, somando pontos e mostrando evolução dentro de um grupo equilibrado.

Na classificação geral da Série Prata, somando todas as categorias, o Friburguense aparece entre os primeiros colocados, consolidando-se na briga direta pelo acesso à Série Ouro, que pode acontecer ainda nesta temporada, no segundo semestre.

Para o coordenador Sávio Badini, o início positivo é consequência direta do trabalho desenvolvido. “É fruto de muito trabalho sério, empenho e dedicação. Representar Nova Friburgo no cenário estadual é uma grande responsabilidade para todos nós”, garante.

“O momento vivido pelo clube é reflexo de um trabalho estruturado, que alia formação, competitividade e identidade dentro de quadra, colocando Nova Friburgo em evidência no cenário estadual do futsal. Com desempenho consistente, crescimento contínuo e resultados expressivos, o Friburguense Futsal vive um momento excelente e promissor, mirando voos ainda maiores na sequência da competição”, avalia a direção da equipe.

 

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Punição

Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um cadastro nacional de entidades de prática esportiva condenadas por racismo. A relação, que pode ser considerada uma lista suja do racismo no esporte, ainda será enviada ao Senado.

Segundo o texto aprovado nesta quarta, entidades que entrarem no cadastro não poderão firmar contratos com o poder público ou receber patrocínios públicos, subvenções ou benefícios fiscais.

O projeto estabelece que “o cadastro conterá os nomes dos clubes condenados por atos racistas praticados por seus torcedores, atletas, membros de comissão técnica ou dirigentes durante eventos esportivos”, informou a Câmara dos Deputados em texto divulgado para a imprensa.

“A inclusão dos clubes nessa lista ocorrerá somente após decisão condenatória transitada em julgado em processo judicial ou em decisão da Justiça Desportiva. Essa inscrição ficará ativa por dois anos, após o que o clube será automaticamente excluído do cadastro. A exclusão poderá acontecer antes se a entidade comprovar, perante o órgão gestor do cadastro, a realização de ações específicas de combate às condutas racistas em eventos esportivos, nos termos de um regulamento”, diz a Câmara.

O projeto de lei nasce com cinco objetivos: promover a cultura de paz no esporte; coibir condutas racistas em eventos esportivos; induzir as organizações esportivas a prevenir condutas racistas de seus torcedores; incentivar ações educativas que contribuam para o enfrentamento ao racismo no esporte; e tornar o Brasil referência no enfrentamento aos casos de racismo no esporte.

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    Vibração a cada gol é mais uma mostra da boa fase vivida pelas equipes do Friburguense (Fotos: Léo Borges “Na jogada”)

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    Trabalho realizado em Nova Friburgo rende frutos, e pode levar equipe a subir para a Série Ouro este ano (Fotos: Léo Borges “Na jogada”)

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    Liderando em três das quatro categorias, Friburguense Futsal desponta com destaque no Carioca (Fotos: Léo Borges “Na jogada”)

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Rir é bom demais

sexta-feira, 27 de março de 2026
por Paula Farsoun

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir, faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem-estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que transborda, contagia. 

Rir. Sorrir. Gargalhar. Eis práticas deliciosas de viver. Rir é bom demais. Esboça alegria, faz bem para alma, libera o diafragma, alivia tensões. Sorrir, faz muito bem. A expressão da felicidade, simpatia, bem-estar, muitas vezes transborda o sorriso, vai além do que se pode supor. Gargalhar passa por aquele riso extravasado, que transborda, contagia. 

A verdade é que tudo isso faz muito bem, tanto para quem sorri, ri, gargalha, quanto para eventual interlocutor dessas mensagens corporais que transcendem os movimentos do rosto. Até isso é uma escolha. Sorrir ou não sorrir para a vida. Acolher ou não o outro com uma mensagem de boas-vindas. Tem a ver com simpatia, empatia, otimismo, alegria.

Andando por aí, vou observando os semblantes que por mim passam. A maioria das pessoas carrega olhares sofridos, expressões carregadas. Sobrecarregadas. Vivemos tempos difíceis sob muitos aspectos, não podemos negar. E as faces taciturnas, creio, são o oposto de tudo aquilo que o sorriso sincero expõe. Desânimo, cansaço, antipatia, tristeza.

Por outro lado, o sorriso aberto não significa felicidade. Não necessariamente. Em tempos em que o que se demonstra em redes sociais toma dimensões inimagináveis, não raras vezes o ser mais triste apresenta o sorriso mais bonito. A gargalhada gostosa do vídeo, ensaiada. O riso sem brilho nos olhos. Será que dessa forma, sem verdade, sem consonância entre o que realmente se sente e o que aparenta, sorrir faz tão bem assim? Tanto se utiliza a poderosa ferramenta do sorriso para vender a imagem da felicidade que no dia a dia está longe de ser perseguida. Gente que sorri para as câmeras, que mostra sua faceta mais aprimorada da simpatia em fotos, mas que é incapaz de sorrir para as pessoas com quem topa na rua, para o porteiro do prédio, para o colega de trabalho. Gente que oferece sua melhor versão às postagens nas redes sociais, mas que é incapaz de sorrir em casa, que oferece ao convívio familiar sua expressão de descontentamento. Sem senti-lo.

São divagações – para não dizer devaneios. Mas fazem algum sentido. Vejo tantas pessoas essencialmente sem brilho que fazem questão de ensaiar o Sol para convencer terceiros sobre uma felicidade que por vezes passa longe. E qual a intenção de tudo isso? O riso é livre. Sorrir transforma, muda a energia, eleva a frequência, transforma o dia de alguém. É livre e ilimitado. Por que não sorrir de dentro para fora? Isso mesmo: de dentro para fora. Rir de a barriga doer. De dentro para fora. Gargalhar sem medo de ser feliz. Sem pose para fotos. Sem necessários registros. Sem foco na aparência. De dentro para fora. Sorrir para mudar o dia, para mudar a si mesmo, para contagiar o outro, para transformar a vibração do mundo.

É isso. Enxergar o lado bom que tudo tem e sorrir para a vida. É deveras transformador. De dentro para fora.

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Quando o silêncio também é violência

quinta-feira, 26 de março de 2026
por Lucas Barros

Há notícias que parecem se repetir com uma frequência tão cruel que acabam se tornando quase previsíveis. Nos últimos dias, o Brasil voltou a registrar uma sequência de casos de feminicídio que chocam pela brutalidade e, ao mesmo tempo, pela familiaridade. Histórias interrompidas dentro de casas, em ruas comuns, em cidades que seguem sua rotina enquanto mais um nome se soma a uma estatística que cresce em silêncio.

Há notícias que parecem se repetir com uma frequência tão cruel que acabam se tornando quase previsíveis. Nos últimos dias, o Brasil voltou a registrar uma sequência de casos de feminicídio que chocam pela brutalidade e, ao mesmo tempo, pela familiaridade. Histórias interrompidas dentro de casas, em ruas comuns, em cidades que seguem sua rotina enquanto mais um nome se soma a uma estatística que cresce em silêncio.

O feminicídio não é apenas um crime. Ele carrega consigo um retrato perturbador de uma sociedade que ainda não conseguiu romper completamente com estruturas antigas de violência e posse. Não se trata de um episódio isolado ou de um “crime passional”, como por muito tempo se tentou suavizar. Trata-se de uma forma extrema de violência de gênero, que nasce de relações marcadas por controle, ciúme, abuso e, muitas vezes, impunidade.

Quase sempre há sinais antes da tragédia. Há ameaças ignoradas, agressões minimizadas, pedidos de ajuda que não encontram resposta suficiente. Em muitos casos, vizinhos sabiam, familiares desconfiavam, amigos percebiam algo errado. Mas a violência doméstica ainda carrega um peso cultural que a empurra para dentro das paredes da casa, como se fosse um assunto privado demais para intervenção pública.

Quando a tragédia finalmente explode, ela revela aquilo que já estava sendo construído em silêncio. O feminicídio é, muitas vezes, o último capítulo de uma longa história de violência. Uma história que poderia ter sido interrompida antes — por políticas públicas mais eficientes, por redes de proteção mais estruturadas ou simplesmente por uma cultura social menos tolerante com a violência contra mulheres.

Lei Maria da Penha, uma aliada

Nos últimos anos, o Brasil avançou em termos legais. A Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio representaram passos importantes no reconhecimento da gravidade desse tipo de crime. No papel, o país possui um dos arcabouços jurídicos mais robustos para combater a violência doméstica. O problema é que a distância entre a lei e a realidade ainda é grande demais.

Delegacias especializadas são insuficientes, medidas protetivas nem sempre são fiscalizadas e muitas mulheres continuam convivendo diariamente com seus agressores por falta de alternativa financeira, social ou institucional. A lei existe, mas a estrutura para garantir sua efetividade ainda está aquém do necessário.

Há também uma dimensão cultural que não pode ser ignorada. O feminicídio é o ponto extremo de uma lógica que naturaliza o controle sobre o corpo, as escolhas e a liberdade das mulheres. Ele nasce em ambientes onde o ciúme é romantizado, onde a agressividade masculina é relativizada e onde o fim de um relacionamento ainda é visto, por alguns, como uma afronta pessoal.

Quando a violência finalmente explode, ela revela um problema que não começou naquele momento. Ela apenas chegou ao seu limite. Por isso, o combate ao feminicídio não pode se limitar à punição depois do crime. Ele precisa começar antes, muito antes, nas políticas de prevenção, na educação e na construção de relações baseadas em respeito.

O colapso de uma rede de proteção

Cada caso que aparece nas manchetes traz consigo uma pergunta incômoda: o que poderia ter sido feito antes? Em muitos deles, havia registros policiais, denúncias anteriores ou relatos de ameaças. Ainda assim, a tragédia aconteceu. Isso revela não apenas falhas institucionais, mas também uma dificuldade coletiva de reconhecer a gravidade desses sinais.

O Brasil não enfrenta apenas um problema criminal. Enfrenta uma crise social e humanitária que atravessa famílias, comunidades e instituições. O feminicídio não é apenas a morte de uma mulher. É o colapso de uma rede de proteção que deveria ter funcionado antes.

Talvez o aspecto mais perturbador seja justamente a repetição. As histórias mudam de cidade, de nome, de idade. Mas a estrutura da tragédia quase sempre é a mesma. E, quando isso acontece com tanta frequência, a pergunta deixa de ser sobre um caso específico e passa a ser sobre o país que estamos construindo.

Enquanto discutimos números e estatísticas, vidas continuam sendo interrompidas de forma brutal. E cada uma delas carrega sonhos, histórias e futuros que simplesmente deixam de existir.

Combater o feminicídio exige leis, sim. Mas exige também coragem coletiva para enfrentar um problema que vai muito além do sistema penal. Porque, no fundo, nenhuma sociedade pode se considerar plenamente segura enquanto tantas mulheres ainda correm risco dentro do próprio lar.

E talvez o primeiro passo para mudar esse cenário seja justamente não aceitar que essa tragédia se torne rotina. Porque quando a violência passa a parecer normal, o silêncio também se transforma em cumplicidade.

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Abertura do coração emocional

quinta-feira, 26 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. A formação da estrutura da personalidade humana é construída ao longo da infância na interação da criança com seus pais ou cuidadores. Se essa interação é recheada de respeito, valorização, manifestação de carinho sem superproteção, disciplina sem agressividade e sem violência, se pai e mãe interagem com a criança com afeto, revelando como ela é importante na vida deles, a estrutura da personalidade dessa criança, nesse tipo de ambiente familiar, será bastante saudável.

Nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. A formação da estrutura da personalidade humana é construída ao longo da infância na interação da criança com seus pais ou cuidadores. Se essa interação é recheada de respeito, valorização, manifestação de carinho sem superproteção, disciplina sem agressividade e sem violência, se pai e mãe interagem com a criança com afeto, revelando como ela é importante na vida deles, a estrutura da personalidade dessa criança, nesse tipo de ambiente familiar, será bastante saudável.

Por outro lado, se na infância da criança ela é criada sem pai, ou sem mãe, ou se o pai e a mãe, embora presentes fisicamente, são ausentes ou indisponíveis emocionalmente, se desrespeitam o filho ou filha com palavras agressivas, depreciadoras, se pai e mãe frequentemente perdem o autocontrole emocional e manifestam nervosismo no ambiente familiar, essa criança crescerá com “machucados” em sua personalidade.

Essas feridas emocionais serão mais graves ou menos dependendo da resistência natural que a criança tem ou não tem para lidar com problemas emocionais. Isso porque algumas crianças nascem com melhores defesas contra dificuldades de relacionamento na família. Algumas são mais resilientes desde o nascimento, nascem com melhores recursos mentais para lidar com a dor emocional.

Comecei esse artigo dizendo que nos tornamos como pessoa aquilo que nos causa menos dor. Ou seja, adaptamos nosso jeito de ser, mais fechado ou mais aberto, mais comunicativo ou menos, mais afetivo ou mais frio, mais espontâneo ou mais reprimido, com melhor autocontrole ou mais impulsivo, mais dependente ou menos apegado, na dependência do ambiente familiar como descrevi, mas também em função do temperamento básico individual. O jeito como a criança vai se tornando como personalidade tem muito que ver com as tentativas dela, mais inconscientes do que conscientes, de sobreviver mentalmente como indivíduo.

Pense por um momento sobre o significado de uma crise esquizofrênica. Esquizofrenia tem que ver com cisão, rompimento entre a realidade e a pessoa. Essa dor mental separa a pessoa dela mesma e das conexões saudáveis com os outros, criando um estado que chamamos de “psicótico” nela, alterado gravemente. A esquizofrenia é, portanto, uma quebra da personalidade, uma ferida mental grave que rompeu a unidade do indivíduo com ele mesmo, alterando sua personalidade. As defesas mentais do esquizofrênico não foram suficientemente fortes para lidar com aquilo que para ele, em sua sensibilidade, foram situações de estresse emocional, interno e externo, daí ele sucumbiu.

Repetindo, algumas crianças nascem com melhores defesas mentais contra situações difíceis na família e dentro delas sobre como as fontes de estresse chegam para ela. Importante compreender que a sensibilidade daquela criança específica parece ser a chave para se entender a razão pela qual ela sucumbe diante de estresses no convívio familiar. Isso porque outra criança, um irmão biológico ou irmã biológica da que teve sofrimento mental importante, não sofre mentalmente da mesma maneira, com as mesmas consequências, sintomas e surgimento de um transtorno mental importante. Ela tem melhor defesa talvez inata.

Uma criança sensível que vive num ambiente em que o pai ou a mãe, ou ambos, são abusivos verbalmente e até fisicamente, um ou outro cuidador dela é descontrolado emocionalmente, a sensibilidade dela, que é ótima para muita coisa na vida, nesse caso a faz se fechar para se proteger da dor dos abusos. Ela separa uma parte do ser (personalidade), aprende a se afastar para dentro de si, para tentar estar conectada no ambiente difícil. Ela aprende a usar mais a repressão dos seus sentimentos para se proteger, do que a expressão equilibrada deles. Depois pode ficar difícil abrir o coração. E vai precisar aprender a se abrir e se sentir segura em fazer isso. Essa não é uma tarefa fácil e rápida.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Apoio

quinta-feira, 26 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Projeto cria Política Estadual de apoio e incentivo à mulher no Esporte

 A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei 6.758/25, de autoria dos deputados estaduais Índia Armelau (PL) e Daniel Martins (União Brasil), que cria a Política Estadual de Apoio e Incentivo à Mulher no Esporte. A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

Projeto cria Política Estadual de apoio e incentivo à mulher no Esporte

 A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei 6.758/25, de autoria dos deputados estaduais Índia Armelau (PL) e Daniel Martins (União Brasil), que cria a Política Estadual de Apoio e Incentivo à Mulher no Esporte. A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

A norma terá como objetivo fomentar o acesso igualitário das mulheres à prática esportiva em todas as fases da vida, incluindo meninas, adolescentes, mulheres adultas, idosas e mulheres com deficiência. A proposta também prevê ações para valorizar a diversidade no esporte, combater estereótipos de gênero e incentivar a profissionalização feminina na área, além de ampliar a presença de mulheres em cargos de liderança esportiva.

Entre as medidas previstas estão a oferta de capacitação continuada para atletas, a ampliação da representatividade feminina em cargos técnicos e diretivos do esporte estadual e nacional e o aumento da presença de mulheres nas equipes de arbitragem. O texto também estabelece ações de prevenção e combate à violência contra mulheres e meninas atletas; a criação de estatísticas que permitam planejar e desenvolver políticas públicas reparatórias de injustiças; além da promoção da igualdade de gênero nos valores das premiações relativas às competições desportivas realizadas no Estado, respeitando a autonomia das entidades esportivas.

A medida ainda garante incentivo à destinação de recursos de patrocínio ou apoio a projetos desportivos e paradesportivos voltados às modalidades femininas. Para viabilizar as ações, o Poder Executivo poderá atuar em parceria com instituições privadas, entidades de prática e administração do desporto e demais organizações da sociedade civil, mediante ações voltadas à promoção da igualdade de gênero no esporte.

Para a autora, o apoio e o incentivo começam quando a mulher entende que há espaço para ela em todos os esportes. “A partir do momento em que conseguimos instituir políticas públicas para que a mulher se sinta acolhida, o mais importante deixa de ser apenas o patrocínio e passa a ser o bem-estar dela no esporte”, pontuou Índia.

“Pode até parecer um chavão, mas lugar de mulher é onde ela quiser. No esporte, elas brilham e elevam ainda mais o nível das competições. Tenho certeza de que este projeto será de grande valia para incentivar a presença feminina não apenas como atletas, mas também como técnicas, árbitras e integrantes de comissões técnicas”, completou o coautor Daniel Martins.

 

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Definido

Com novo formato, Série C do Campeonato Carioca tem premiação recorde

Com início previsto para o dia 3 de maio, a Série C do Campeonato Estadual de 2026, equivalente à quinta divisão do futebol do Rio de Janeiro, contará com 16 clubes. No último dia 19, os representantes filiados participaram do Conselho Arbitral, que aprovou, por unanimidade, o regulamento da competição.

Sob o comando do presidente Rubens Lopes, o Conselho apresentou ponto a ponto o regulamento, que foi debatido e votado pelos clubes. Antes, no entanto, o presidente da Federação Estadual de Futebol (Ferj) cobrou, mais uma vez, rigor em relação ao combate da manipulação de resultados.

“Nós reunimos as forças de segurança, órgãos de Justiça, estamos todos na mesma luta. E conto com vocês, clubes, nesta missão”, disse o presidente Rubens Lopes.

A fórmula de disputa sofreu alteração em relação à edição anterior. Divididos em grupos A e B, os clubes jogarão em cruzamento: A x B. Os quatro melhores classificados disputarão às quartas de final, em ida e volta. Os donos das melhores campanhas terão vantagem de escolher o mando de campo e também de resultados iguais. Os vencedores disputarão à semifinal, seguindo o critério da vantagem. A decisão será em jogo único.

Os quatro melhores colocados ascenderão à Série B2 do Estadual. Já os oito não classificados às quartas disputarão o Grupo X. A Ferj distribuirá premiação de R$ 220 mil aos quatro primeiros colocados.

O Grupo A conta com Campos, Tigres do Brasil, Brescia, Mageense, Cardoso Moreira, Itaboraí Profute, Barcelona e Vera Cruz. Já a chave B terá Barra Mansa, Búzios, CAAC Brasil, Uni Souza, União Central, EC Resende, Ceres e Independente.

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    Índia Armelau (PL) é uma das autoras da proposta de incentivo (Foto: Octacílio Barbosa)

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    Confronto entre Friburguense e Tigres, em 2019: clube de Xerém, com grande estrutura, disputa agora a Série C (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Nova Friburgo perde quatro médicos nos últimos três meses

quarta-feira, 25 de março de 2026
por Max Wolosker

Nos últimos três meses, Nova Friburgo perdeu quatro médicos que foram muito importantes e destacados não só na medicina, como na vida social da cidade. Em janeiro faleceu a ginecologista e obstetra Anna Maria Di Donnato Gonçalves Pereira. Formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1966, ela construiu uma trajetória marcada pela dedicação à medicina e à excelência no atendimento à população de Nova Friburgo, onde atuou por várias décadas.

Nos últimos três meses, Nova Friburgo perdeu quatro médicos que foram muito importantes e destacados não só na medicina, como na vida social da cidade. Em janeiro faleceu a ginecologista e obstetra Anna Maria Di Donnato Gonçalves Pereira. Formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1966, ela construiu uma trajetória marcada pela dedicação à medicina e à excelência no atendimento à população de Nova Friburgo, onde atuou por várias décadas. Foi reconhecida por sua atuação ética, compromisso profissional e cuidado com seus pacientes, deixando relevante contribuição para a prática médica na região.

Não trabalhei com ela, pois atuávamos em especialidades distintas, apesar da obstetrícia ter muito a ver com a endocrinologia, por causa das gestantes diabéticas. Mesmo assim, a conhecia muito, pelos encontros promovidos pela Sociedade Médica de Friburgo e por ser casada com o cirurgião Marcelo Gonçalves Pereira.

Marcelo, formado em medicina, em 1966, pela antiga Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, hoje conhecida como UniRio, era cirurgião geral, mas voltado para o aparelho digestivo. Trabalhei com ele no saudoso hospital Santo Antônio, atual Raul Sertã, no ambulatório do antigo Inamps e, posteriormente, no grupamento de perícia médica de Friburgo. Em 1995, talvez já visando algo a fazer quando se aposentasse, matriculou-se no Instituto de Filosofia da UFRJ, tornando-se bacharel a partir de 2001. Os colegas brincavam com ele dizendo que gostava de deslizar nos anéis de saturno.

Também construiu uma trajetória marcada pela dedicação à medicina e à excelência no atendimento à população de Nova Friburgo, onde atuou por várias décadas. Foi reconhecido por sua atuação ética, compromisso profissional e cuidado com seus pacientes, deixando relevante contribuição para a prática médica na região.

Era casado com a Anna Maria e formavam um casal muito unido, um exemplo de casamento bem sucedido. Ele gostava de dizer que Anna tinha sido sua primeira e única namorada. Pertencia, também, à Maçonaria, tendo sido iniciado na loja Jacques de Molay.  Faleceu no último sábado, 21, dois meses depois de sua querida Anna, talvez não resistindo às saudades.

Infelizmente, no dia seguinte, faleceu o também médico Roberto Alves da Costa, cirurgião angiológico que também atuava em nossa cidade há quase 50 anos. Trabalhei com ele no saudoso ambulatório do Inamps, anexo ao antigo hospital Santo Antônio. Era também iniciado na Maçonaria, na centenária Loja Maçônica Indústria e Caridade, situada ao final da Praça Getúlio Vargas, apesar de afastado há muitos anos. Roberto durante um período foi diretor do Hospital Raul Sertã.

Não podemos deixar de assinalar a perda do nosso eterno presidente da Sociedade Médica de Nova Friburgo, Carlos Alberto Pecci, falecido em 24 de fevereiro. Deixei para citá-lo por último, pois foi motivo de uma matéria minha, na época, pela ligação profissional e sentimental que tinha com o já saudoso Dr. Pecci. Aliás, a morte é o oposto da vida, sabemos que todos nós vamos, mais cedo ou mais tarde enfrentá-la, mas é sempre um fato triste, principalmente quando atinge pessoas que são nossas conhecidas.

Outro fato digno de nota é a idade desses colegas, todos já tendo ultrapassado a casa dos 70 anos o que deixa preocupados os demais médicos da cidade, que já chegaram ou ultrapassaram essa marca. O avanço da medicina fez com que a nossa estimativa de vida aumentasse muito, estando hoje na faixa dos 80 para as mulheres e de 75 para os homens.

No entanto, não nos tornou imortais e sabemos que nossa vez, chegará num determinado dia. Por exemplo, no sábado participei de um almoço, no Rio de Janeiro, com meus colegas da faculdade de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense). Prestes a completarem 52 anos de formados, agora em junho, todos já ultrapassaram os 73 anos de vida. A pergunta fatídica que fica é: Quem será o próximo?

Não pude comparecer aos velórios e enterros de Marcelo e Roberto, por não estar em Friburgo, mas faço questão de deixar minhas condolências e um abraço às famílias desses colegas, que tanto fizeram pela medicina da nossa cidade.

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