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Se A VOZ DA SERRA fosse um livro, seria uma enciclopédia

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Nossa viagem começa na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, que destacou o perigo na sinalização de Mury. Com tamanho movimento de veículos na região, é preciso ter muita cautela, porque sinal com defeito é sinal de insegurança no trânsito. Valeu, Silvério! O mês de abril tem sido favorecido em termos de feriados. A Semana Santa gera praticamente quatro dias, tem o Dia de Tiradentes e, ainda, o Dia de São Jorge.

Nossa viagem começa na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, que destacou o perigo na sinalização de Mury. Com tamanho movimento de veículos na região, é preciso ter muita cautela, porque sinal com defeito é sinal de insegurança no trânsito. Valeu, Silvério! O mês de abril tem sido favorecido em termos de feriados. A Semana Santa gera praticamente quatro dias, tem o Dia de Tiradentes e, ainda, o Dia de São Jorge.

Aliás, aqui em Nova Friburgo, São Jorge escapou de ser “enforcado” na segunda-feira, 20, pois o governo municipal tentou “imprensá-lo”, mas graças ao empenho da vereadora Maiara Felicio e de integrantes de lideranças religiosas das casas de matriz africana, o feriado foi mantido no próprio dia 23, quinta-feira. Parabéns! Jorge, o Guerreiro, precisa ser respeitado com toda a sua representatividade e não pode ficar relegado às conveniências dos interesses mundanos. Salve, Jorge!

E o retorno do Caderno Z está cheio de novidades, mas sempre o tive como uma voz falando e tocando os corações sensíveis. Não foram poucas as vezes que o interpretei com uma trilha sonora. Foi o meu “xodó” literário, a “plataforma de embarque” para as minhas viagens literárias. E tenho certeza de que esse embarque continuará efetivo, sendo a estação “Z” de idas e vindas para o mundo mágico dos conhecimentos.

E logo de cara, encontro Beto Grillo, pessoa do mais alto eixo da esfera cultura de Nova Friburgo, dissertando sobre a edição do World Creativity Day de 2026. E Beto realça: “Em um tempo em que as pessoas estão cada vez mais isoladas em suas bolhas, criar possiblidades de conexão e vínculo é algo extraordinário”. O WCD, no dizer de Lívia Serrão “reforça o papel de dar visibilidade às histórias que já existem na cidade. Muitas vezes, o que falta não é talento, é espaço...”. Sim, nossa cidade é canteiro de talentos e dos bons!

Ainda no “Z”, desponta Bernardo Dugin, artista, dramaturgo, em “Vozes da Serra”, que define sua história: “A arte não entrou em minha vida como escolha, ela entrou como necessidade”. E acrescenta: “O teatro me deu um lugar de pertencimento quando o mundo ainda parecia pedir que eu me encaixasse em formatos que não eram meus”. Caru de Souza, cantora, compositora, estilista se define: “A arte, para mim, é a cor da vida. É ela que fomenta a reflexão e o pensamento crítico de uma forma doce e sutil, ainda que nos lugares mais doídos e desconfortáveis da existência humana”.  

Agradecendo a Marcelo Gonzales pelo conteúdo expressivo do Caderno Z, vamos seguir viagem até 1976, quando em “Há 50 Anos”, a notícia impactava: “Adeus, Eldorado”. Era o fim de um tempo que marcou a vida de muita gente. O espaço fora vendido para uma empresa bancária e, da história do cinema, só restariam as lembranças dos friburguenses. Minhas tias e a vovó Mariana não perdiam as películas. Morávamos na Filó e o último ônibus para o bairro, só sai do centro quando terminava a última sessão da noite. Minhas primeiras vivências foram com os filmes de Elvis Presley. Que saudade!

Em homenagem a Monteiro Lobato, 18 de abril é o Dia do Livro Infantil e no dia 23, comemora-se o Dia Mundial do Livro. Em minha casa da infância, os livros eram personagens constantes. Mamãe, nascida em 1919 começou a comprá-los desde os seus 14 anos de idade. Seu cultivo literário marcou tanto a nossa vida que, atravessando gerações, minha filha caçula, aos 6 anos de idade, fez um comentário, quando saíamos da casa de uma família amiga: “Mãe, achei aquela família muito esquisita, porque eu não vi um livro naquela casa!”. É esquisito mesmo uma casa sem livros!

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Papa: Buscar o Pão da Vida

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Pontífice ressaltou que Jesus Ressuscitado "ilumina-nos a via para o Pai e santifica-nos com a força do Espírito, para que transformemos o nosso estilo de vida segundo o seu amor". “Esta é a Boa Nova, o Evangelho que corre como sangue nas veias, sustentando-nos ao longo do caminho. Um caminho que hoje me trouxe até aqui, para estar convosco!”

A seguir, o Papa refletiu "sobre o motivo e o fim pelos quais seguimos o Senhor", que realizou "gestos eloquentes para manifestar a vontade do Pai: ilumina as trevas dando a vista aos cegos, dá voz aos oprimidos soltando a língua dos mudos, sacia a nossa fome de justiça multiplicando o pão para os pobres e os fracos". "Quem ouve falar destas obras põe-se à procura de Jesus", sublinhou o Papa.

"Ao mesmo tempo, o Senhor vê o nosso coração, perguntando-nos se o procuramos por gratidão ou por interesse, por cálculo ou por amor", disse ainda Leão XIV, recordando as palavras de Jesus: “Vós procurais-me, não por terdes visto sinais milagrosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”.

Projetos de quem não deseja o encontro

De acordo com o Papa, as palavras de Jesus "manifestam os projetos de quem não deseja o encontro com uma pessoa, mas o consumo de objetos. A multidão vê Jesus como um instrumento para atingir outros fins, o vê como um prestador de serviços. Se Ele não lhes desse de comer, os seus gestos e ensinamentos não interessariam".

"O mesmo acontece quando a fé autêntica é substituída por um comércio supersticioso, no qual Deus se torna um ídolo que se procura apenas quando nos serve e enquanto nos serve. Até os mais belos dons do Senhor, que cuida sempre do seu povo, se tornam então uma exigência, um prêmio ou uma chantagem, e são mal compreendidos precisamente por quem os recebe", disse Leão XIV, acrescentando:

“O relato evangélico faz-nos, portanto, compreender que existem motivos errados para procurar Cristo, sobretudo quando é considerado um guru ou um amuleto da sorte. Também o objetivo que aquela multidão se propõe é inadequado: não procuram, efetivamente, um mestre a quem amar, mas um líder a reverenciar por interesse.”

Acolher o sentido das palavras de Jesus

"Bem diferente é a atitude de Jesus para conosco", ressaltou o Papa. "Ele não rejeita esta procura insincera, mas incentiva a sua conversão. Não manda embora a multidão, mas convida todos a examinar o que palpita no nosso coração. Cristo chama-nos à liberdade: não quer servos nem clientes, mas procura irmãos e irmãs a quem se dedicar com todo o seu ser."

“Para corresponder com fé a este amor, não basta ouvir falar de Jesus: é preciso acolher o sentido das suas palavras. Nem basta sequer ver o que Jesus faz: é preciso seguir e imitar a sua iniciativa. Quando, no sinal do pão partilhado, vemos a vontade do Salvador, que se dá a si mesmo por nós, então aproximamo-nos do verdadeiro encontro com Jesus, que se torna seguimento, missão e vida.”

Explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza

Jesus nos educa "a procurar de modo correto o pão da vida, alimento que nos sustenta para sempre. O desejo da multidão encontra assim uma resposta ainda maior e surpreendente: Jesus não nos dá um alimento que acaba, mas um pão que não nos deixa acabar, porque é alimento de vida eterna".

“O seu dom ilumina o nosso presente: com efeito, hoje vemos que muitos desejos das pessoas são frustrados pelos violentos, explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza. Quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos. Perante tais males, Cristo escuta o clamor dos povos e renova a nossa história: em cada queda levanta-nos, em cada sofrimento conforta-nos, na missão encoraja-nos.”

"Tal como o pão vivo que sempre nos dá, a Eucaristia, assim a sua história não tem fim e, por isso mesmo, remove o fim, ou seja, a morte, da nossa história, que o Ressuscitado abre com a força do seu Espírito. Cristo vive! Ele é o nosso Redentor. Este é o Evangelho que partilhamos, fazendo irmãos todos os povos da terra. Este é o anúncio que transforma o pecado em perdão. Esta é a fé que salva a vida", disse o Papa Leão.

Não viemos ao mundo para morrer

Em Jesus, "ganha voz o anúncio da nossa ressurreição", disse o Pontífice, ressaltando que "não viemos ao mundo para morrer. Não nascemos para nos tornarmos escravos nem da corrupção da carne, nem da corrupção da alma: toda a forma de opressão, violência, exploração e mentira nega a ressurreição de Cristo, dom supremo da nossa liberdade".

A palavra de Deus "é para nós regra de vida e critério de verdade", disse ainda o Papa. "É o Senhor quem traça a via para esta caminhada, não as nossas urgências, nem as modas do momento. Por isso, seguindo Jesus, o caminho eclesial é sempre um «Sínodo da ressurreição e da esperança»", disse Leão XIV, citando um trecho da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in Africa, de São João Paulo II. "O Senhor caminha sempre ao nosso lado, para que possamos prosseguir na sua estrada: o próprio Cristo dá orientação e força à caminhada, uma caminhada que queremos aprender a viver cada vez mais como deve ser, ou seja, de modo sinodal", concluiu.

Fonte: Vatican News

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Maldades silenciosas

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Tereza Malcher

No processo de “passar adiante”, ou seja, depois de ler um livro, uma leitora passa a outra, recebi “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, uma obra-prima autobiográfica. Ao começar a ler percebi a crueza da vida da protagonista em Copenhage e dos seus vizinhos em período anterior à Segunda Guerra.

No processo de “passar adiante”, ou seja, depois de ler um livro, uma leitora passa a outra, recebi “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, uma obra-prima autobiográfica. Ao começar a ler percebi a crueza da vida da protagonista em Copenhage e dos seus vizinhos em período anterior à Segunda Guerra. Um sofrimento que atravessava gerações decorrente da falta de amor, dos vícios e da precariedade de vida, que geravam maus tratos e descuido com familiares, especialmente com os filhos, sempre indefesos às agressões, humilhações e ausências.

Conversando com a amiga que me deu o livro, ela falou sobre as maldades silenciosas. Suspirei fundo: ah, são tão sutis, que podemos nem as perceber claramente. Contudo, são as mais insidiosas que surgem através de ciladas e formas enganosas de agir e de falar. Traiçoeiras, posto que parecem atitudes comuns, porém, na sua essência, são perigosas e ferinas.  

As maldades silenciosas encontram espaço propício nos campos profissional, emocional e social. Comumente surgem mascaradas de manipulações, brincadeiras, esquecimentos ou até falsas preocupações. Verdadeiros venenos que acontecem lentamente, pingados em conta-gotas, o que torna difícil para a vítima se dar conta, podendo até pensar ser sensível demais ou mesmo que o erro é dela.

Quando acontecem em relações afetivamente próximas, as maldades silenciosas são intencionais e fazem a vítima sofrer. Acontecem de várias formas e uma das mais comuns é a Lei do Silêncio, um modo de pressionar ou punir o outro a agir de um modo ou fazer algo contrário à vontade da vítima. A distorção da realidade faz com que a pessoa tenha dúvidas, inclusive de si mesma ou pense que está exagerando ou dramatizando. Os esquecimentos fundamentados no “sem querer” são uma das formas mais veladas das maldades silenciosas. As fofocas, principalmente as de cunho caluniosos, tão comuns, são como pontas de faca afiadas que ferem a dignidade, a autoestima e a imagem de alguém. Não posso deixar de falar da crueldade das brincadeiras de mau gosto, muitas vezes acompanhadas da exclamação: “você não tem senso de humor”.

As maldades silenciosas são diferentes das explícitas. Primeiramente não são óbvias, são difíceis de confrontar, justificar e denunciar. A seguir, causam um choque imediato, seguido de constrangimento e mágoa, ferindo com maior ou menor profundidade, mesmo sem causar dor física. Os impactos são emocionais e deixam marcas tristes que podem abalar. Geralmente é um ato de maldade silenciosa repetido, podendo prejudicar a construção da história de vida de uma pessoa.

As maldades atravessam gerações que formam o ciclo do trauma e da herança comportamental. São feridas emocionais que não são curadas em uma geração e tendem a se repetir na outra. Assim, podem se tronar uma moeda de troca ou um padrão de sobrevivência para o mundo, como o roubo, o golpe, o latrocínio.

As amarguras e os ressentimentos também podem ser passados de uma geração a outra, inclusive até de forma inconsciente. Toda maldade que não é tratada e transformada, permanece viva, fazendo com que seja percebida como padrão de comportamento e sobrevivência.

Noutro dia, no mercado, fui passar no caixa e dei “Bom dia!” com sorriso. A moça olhou para mim e disse:

- É raro alguém me cumprimentar assim!

- Como? – perguntei.

- A maioria das pessoas passa por mim e não me cumprimenta. Pagam as compras e vão embora sem agradecer ou dizer alguma palavra de despedida.

Ou seja, o hábito de ignorar o outro se torna uma atitude natural e vai de geração em geração. Nas pequenas ausências de gestos, nas atitudes de ironia, escárnio e humilhação, vamos perdendo o sentido humanização.

A maldade é um dos maiores desafios da humanidade desde os tempos mais remotos. Uma intenção de causar mal a alguém é decorrente de um modo de agir com a finalidade de prejudicar, levar vantagem ou mesmo de sentir prazer. Na maioria das vezes, o mal se apresenta disfarçado de beleza e sedução.

Mas aí vem a questão: o que estamos fazendo com o que nos acontece? Essa pergunta é o primeiro passo para interromper o fluxo que, a seguir, exige um processo de autoconhecimento, terapia e transformação nos modos de ver o outro e a si mesmo e de viver a vida. 

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Primeiro triunfo

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Em casa, Frizão conquista primeira vitória na B2 Sub-20

O time sub-20 do Friburguense conquistou a sua primeira vitória na Série B2 Estadual da categoria, fazendo valer o seu mando de campo. Jogando no estádio Eduardo Guinle, o Tricolor da Serra bateu o Rio de Janeiro pelo placar de 3 a 2, em duelo válido pela terceira rodada da competição. Antes, o Frizão havia sido derrotado por Paduano e Belford Roxo.

Em casa, Frizão conquista primeira vitória na B2 Sub-20

O time sub-20 do Friburguense conquistou a sua primeira vitória na Série B2 Estadual da categoria, fazendo valer o seu mando de campo. Jogando no estádio Eduardo Guinle, o Tricolor da Serra bateu o Rio de Janeiro pelo placar de 3 a 2, em duelo válido pela terceira rodada da competição. Antes, o Frizão havia sido derrotado por Paduano e Belford Roxo.

Com os três primeiros pontos garantidos, o Tricolor da melhora a sua colocação da Taça Maracanã (primeiro turno da competição). O time de Nova Friburgo volta a campo nesta quinta-feira, 23, quando encara o Paraty, às 15h, no estádio Nélio Gomes.

Nessa terceira rodada, o Friburguense foi a campo com Thiago, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Juninho, Ryan e Gabriel; Maicon e Marcinho. O Frizão é comandado por Gedeil.

A edição deste ano do torneio conta com a participação de oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty. O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos será declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Série A2 adiada

A Série A2 do Campeonato Carioca ganhou uma nova data para começar. Atendendo um pedido das 12 agremiações participantes, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) adiou o início da competição para o próximo dia 29. Segundo a entidade, a solicitação dos clubes acontece após todos indicarem que se encontram em fase final de negociação com vistas à formalização de contrato de patrocínio comum a todas as associações.

“Considerando o propósito da Ferj em não interferir ou prejudicar os times no complemento do processo para finalização do patrocínio, que é de extrema importância para os mesmos, a entidade atendeu o pedido, já que o adiamento não vai prejudicar o andamento e nem o calendário previsto para a realização da competição”, finaliza o comunicado da Ferj.

América, Americano, Araruama, Audax, Bonsucesso, Cabofriense, Olaria, Pérolas Negras, Resende, São Gonçalo, Serrano e Maricá, rebaixado da Série A, são os participantes.

O modelo de disputa será o mesmo dos últimos anos. Os 12 clubes jogarão a primeira fase em turno único (Taça Santos Dumont), no formato de pontos corridos. Os quatro primeiros se classificam para a semifinal, e apenas o campeão garante vaga na primeira divisão do ano que vem. Os dois últimos serão rebaixados para a Série B1.

 

Tabelão do Friburguense

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle

Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes

Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

23/abr - Qui - 15h - Paraty x Friburguense, Nélio Gomes

30/abr - Qui - 15h - Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle

07/mai - Qui - 15h - Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr

14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle

Foto da galeria
Com questões burocráticas a resolver, A2 tem início adiado para a próxima semana (Foto: Divulgação Ferj)
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Enfim, Botafogo volta a vencer e convencer

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Max Wolosker

Apesar de John, 171, Textor, do frangoleiro (mistura de frangueiro com goleiro) Neto e contar, de novo, com um técnico em início de carreira, o português Franclim Carvalho, o Fogão voltou a vencer e convencer. No último sábado, 18, na arena Condá, estádio da Chapecoense, com 21 minutos de jogo, o placar já mostrava 3 a 1 para o time de General Severiano, com uma exibição para lá de convincente, lembrando o desempenho do time campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, de 2024.

Apesar de John, 171, Textor, do frangoleiro (mistura de frangueiro com goleiro) Neto e contar, de novo, com um técnico em início de carreira, o português Franclim Carvalho, o Fogão voltou a vencer e convencer. No último sábado, 18, na arena Condá, estádio da Chapecoense, com 21 minutos de jogo, o placar já mostrava 3 a 1 para o time de General Severiano, com uma exibição para lá de convincente, lembrando o desempenho do time campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, de 2024.

Sem inventar, escalando jogadores nas suas reais posições. Com um meio de campo formado por Danilo, Edenílson e Cristian Medina que vem ganhando entrosamento e versatilidade e dois jogadores de frente, que vinham rendendo pouco, Mateus Martins e Arthur Cabral, mas que reencontraram seu melhor futebol, o time engrenou. Apesar de, no momento, ter a defesa mais vasada do atual Brasileirão com 22 gols sofridos, tem o ataque mais positivo com 22 gols marcados. Aliás, parece que agora, com o zagueiro Ferraresi atuando com mais firmeza e segurança que o antigo titular Bastos, a retaguarda começa a encontrar seu rumo, dando à equipe o equilíbrio que ela precisa, para um bom desempenho.

Atualmente, o Fogão está na nona colocação, com 16 pontos ganhos, mas um jogo a menos do que os demais participantes. Isso se deveu pela sua pífia participação no torneio pré-classificatório de grupos da Libertadores, quando era dirigido pelo horroroso Martín Anselmi. Esse argentino mudou completamente a maneira de atuar do Botafogo, insistindo com a atuação de três zagueiros, sendo sempre um improvisado, como era o caso de Mateo Ponte, lateral direito de origem e deslocado para a zaga. O uruguaio se sentia como um peixe fora d`água por não ter a menor noção da posição. Uma coisa é um improviso motivado por uma expulsão ou contusão, outra jogar os 90 minutos num setor que não era o dele.

Edenílson veio emprestado pelo Grêmio, onde não estava rendendo e sendo pouco aproveitado. No entanto, no Botafogo ele se transformou em peça importante do time e, a meu ver, tem lugar garantido, só devendo ser substituído, no caso da sua carga de atuação estar muito elevada. Mas, quem está surpreendendo mesmo é Mateus Martins. Atuando como ponta pela esquerda, autor de dois gols no sábado, o segundo deles de rara beleza, parece que desencantou e voltou a exibir o futebol que levou à sua contratação. É um dos artilheiros do time, na atual temporada, ficando atrás apenas de Danilo, que é também o melhor jogador do time e deve ter convocação garantida para a copa do mundo, correndo por fora pela titularidade da seleção. Joga muita bola.

Uma coisa que chama a atenção em Mateus Martins é que ao acreditar nele e escalá-lo com mais frequência, o treinador devolveu-lhe a confiança que ele precisava para suas atuações. Isso mostra que esse hábito de alguns “professores” de escalarem jogadores diferentes de um jogo para outro, não cria a consistência e o entrosamento que todo jogador e, por que não, toda equipe, não importa qual a modalidade, necessita para seguir adiante.

Com Franklin, o Botafogo está invicto a quatro jogos, sendo dois empates e duas vitórias. Apesar de ser estreante na profissão, como foi assistente do técnico Artur Jorge na temporada vitoriosa de 2026, ele já conhece vários jogadores do atual plantel. Além disso, tem a percepção de qual o melhor esquema a ser implantado na equipe, para que ela possa render e gerar bons resultados.  Atualmente, o Fogão é o líder de seu grupo, na Sul-Americana edição de 2026 e, apesar de não ter a mesma importância da Libertadores, é uma competição internacional e que garante vaga na principal competição do continente ano que vem.

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Saque inicial

sábado, 18 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Circuito Nova Friburgo de Voleibol é iniciado com categorias Sub-18

Os saques iniciais foram dados, inaugurando uma temporada repleta de jogos, movimento e fortalecimento da modalidade no município. No último fim de semana, o Circuito Nova Friburgo de Voleibol teve a sua primeira etapa realizada, com as competições válidas pela categoria Sub-18, tanto no masculino quanto no feminino. O torneio, que conto com o apoio da prefeitura, é organizado pela Secretaria Municipal de Esportes em conjunto com o professor Fernando Miranda.

Circuito Nova Friburgo de Voleibol é iniciado com categorias Sub-18

Os saques iniciais foram dados, inaugurando uma temporada repleta de jogos, movimento e fortalecimento da modalidade no município. No último fim de semana, o Circuito Nova Friburgo de Voleibol teve a sua primeira etapa realizada, com as competições válidas pela categoria Sub-18, tanto no masculino quanto no feminino. O torneio, que conto com o apoio da prefeitura, é organizado pela Secretaria Municipal de Esportes em conjunto com o professor Fernando Miranda.

Os jogos foram realizados no Ginásio Municipal Adhemar Combat, no bairro Olaria. No primeiro dia de competições foram disputadas as partidas do feminino Infanto Juvenil, com as participações das equipes Camões Pinochio, do Rio de Janeiro; Escola de Vôlei Arena Adriano Costa, de Rio das Ostras; Muriaé, de Minas Gerais, e Cachoeiras de Macacu, além de Vôlei da Serra e Serra, ambas de Nova Friburgo.

A decisão colocou frente a frente as equipes do Camões Pinochio e de Cachoeiras de Macacu, sendo que as cariocas levaram a melhor e ergueram o título da competição. Na premiação, os pais fizeram a entrega das medalhas aos filhos. O Vôlei da Serra ficou com terceiro lugar, seguida por Muriaé, Escola de Vôlei Arena Adriano Costa e Serra.

Já no domingo, 12, foi a vez do Torneio Sub-18 Masculino, com as participações dos times Camões Pinochio, do Rio; Projeto Petrópolis; Enseada, de Rio das Ostras, e os friburguenses União, Vôlei da Serra e Friserra.

A decisão entre União e Camões Pinochio foi uma final emocionante, com a troca de liderança no placar por diversos momentos. Com um ótimo sistema de recepção de saque e um jogo mais agressivo, a equipe de Nova Friburgo sagrou-se campeã. A terceira colocação ficou com o Volei da Serra, seguido por Projeto Petrópolis, Enseada e Friserra.

As competições são divididas por categorias, e vão se estender durante todo 2026. Cada equipe poderá inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria, que serão: Mirim: 8 a 13 anos; Infantil: 13 a 15 anos; Infanto: 15 a 17 anos; Juvenil: 18 a 20 anos; Adulto (acima de 21 anos); Master (acima 30 anos); 40 anos (podendo inscrever até dois atletas 35+), 50 anos (podendo inscrever até dois atletas 45+) e acima 55 anos (podendo inscrever até dois atletas 50+).

As partidas acontecem nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria, José Pereira da Silva, em Duas Pedras e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, sempre das 9h às 18h.

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    Camões Pinochio, do Rio de Janeiro, se destacou nas competições femininas do Torneio (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Escola de Vôlei Arena foi uma das participantes da competição, que reuniu diversas equipes (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Vôlei da Serra foi um dos times que representaram Nova Friburgo no campeonato (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Entre os homens, o friburguense União foi o grande vencedor do primeiro Circuito do ano (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

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    O Frizão Futsal volta a atuar em casa neste sábado, 18, pelo Campeonato Carioca de Futsal 2026, no Ginásio Helena Deccache. A entrada é gratuita. A programação começa às 13h30, com a equipe Sub-14 enfrentando o Bradesco Seguros. Na sequência, a partir das 15h, entram em quadra as categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13, que enfrentam o Olaria-RJ, em jogos válidos pela Série Prata do estadual. “Jogar em casa sempre nos dá uma energia diferente. Nossos atletas sentem esse apoio e isso faz muita diferença dentro de quadra. Esperamos mais uma vez o ginásio cheio para incentivar nossas equipes”, convoca o coordenador do projeto, Sávio Badini. (Foto: Léo Borges)

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O majestoso Pico do Caledônia

sábado, 18 de abril de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
(Foto: Alan Andrade)

O Pico

O Pico do Caledônia, com 2.257 metros, é uma das maiores elevações da Serra do Mar, superado no município apenas pelo Pico Maior com 2.366 metros. Está situado entre Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu, no Parque Estadual dos Três Picos. Tem uma impressionante vista panorâmica de 360 graus podendo se avistar do seu alto a Baía da Guanabara. Provavelmente os primeiros visitantes seriam das tribos nativas locais, os Puris.

O Pico

O Pico do Caledônia, com 2.257 metros, é uma das maiores elevações da Serra do Mar, superado no município apenas pelo Pico Maior com 2.366 metros. Está situado entre Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu, no Parque Estadual dos Três Picos. Tem uma impressionante vista panorâmica de 360 graus podendo se avistar do seu alto a Baía da Guanabara. Provavelmente os primeiros visitantes seriam das tribos nativas locais, os Puris.

Predomina a vegetação de campos de altitude e a denominada floresta montana/alto montana, com plantas adaptadas ao frio, vento e solo raso facilitando a presença de bromélias, orquídeas e arbustos de pequeno porte. A fauna é de espécies típicas da Mata Atlântica de altitude, como aves, pequenos mamíferos e insetos.

As temperaturas são baixas, podendo chegar a 0°C, com alta umidade e neblina frequentes, sendo importante área de captação hídrica, havendo diversas nascentes, que formarão as bacias hidrográficas locais. O clima frio é de montanha de grande altitude. Há presença de expressiva flora endêmica, isto é, que só ocorre naquela região, e infelizmente muitas espécies estão ameaçadas de extinção.

O turismo como atividade econômica

As atividades turísticas em geral, tem se desenvolvido muito pelo mundo e há países em que tais atividades alcançam altos níveis de participação no PIB (Produto Interno Bruto, índice que mostra o nível da riqueza e atividade econômica do país), muitas vezes sendo a principal atividade para a captação de recursos financeiros.

O turista busca atrativos como praias, montanhas, trilhas, escaladas, cachoeiras, festas, festivais, shows, isolamento, etc. Os atrativos naturais costumam ser os mais procurados e infelizmente os mais ameaçados, quando a infraestrutura é insuficiente para a carga do fluxo turístico existente.

O turismo sustentável

Nova Friburgo tem no Pico do Caledônia o seu maior atrativo turístico, superando as atividades e festejos sazonais e episódicos. Não dispomos de dados consolidados, mas estima-se que o fluxo turístico de visitantes possa estar em mais de 15 mil pessoas por ano, numa área preparada  para receber, na melhor das hipóteses, a metade desse número.

Devido às limitações da receptividade adequada aos turistas, apesar dos grandes esforços de gestores e funcionários do Parque dos Três Picos, há dificuldade no controle de acesso e na fiscalização de visitantes que jogam seu lixo no local, depredam equipamentos e não cuidam da flora e fauna existentes. Até a caça e captura de animais silvestres podem ocorrer.

Há ainda o risco dos frequentes e devastadores incêndios, quase sempre provocados. Tem havido vários mutirões de limpeza e conscientização para minimizar tais impactos, numa ação coletiva e solidária que merece o agradecimento de toda a sociedade. Também são promovidas caminhadas organizadas por associações como o Centro Excursionista Friburguense, Grupo Eco-Desbravadores e pela AGEANF, a Associação de Gestores Ambientais de Nova Friburgo, entre outras, com finalidade recreativa e educativa.

Uma proposta: um Programa de Gestão Participativa

Para haver o turismo sustentável, não predatório, seguro, e com o devido grau de preservação ambiental, é necessário o esforço conjunto e integrado, coordenado pelos gestores do Parque dos Três Picos (Inea) com a colaboração da prefeitura através das Secretarias de Ambiente e Turismo, visando ordenar o fluxo de turistas e as atividades locais. Um Programa de Gestão Participativa que agregue Estado, Município, Polícia Militar, Guarda Municipal, iniciativa privada e sociedade civil coordenado pelo Parque é urgente e tudo indica que a situação irá melhorar.

Estão em curso várias iniciativas visando o ordenamento turístico com agendamento das visitas e limitação dos visitantes em horários determinados, entre outras medidas. Os atuais dois guardas-parque lotados no local passarão a ser quatro e contarão com um quadriciclo para maior agilidade e trânsito em locais de difícil acesso.

Tais iniciativas devem ter todo apoio e incentivo para progredirem, inclusive para garantir a boa imagem desse importante atrativo, garantindo a preservação ambiental e o retorno econômico esperado.

Além do controle do fluxo de visitantes com agendamento e limitação diária de pessoas, do controle de acesso de veículos, da criação de um sistema de sinalização e cartazes educativos e de manejo das trilhas, de equipar os pontos principais de observação, deve-se promover ações de restauração das espécies prejudicadas, com a colaboração de voluntários da sociedade civil.

Ações de educação ambiental num Programa de Gestão Participativa devem ser contínuas, com o incentivo à visitação de estudantes de todos os níveis e pesquisadores do Brasil e do exterior, num Programa Educacional que trabalhe os conceitos ecológicos e a importância da preservação do meio ambiente para a peculiar biodiversidade local.

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Adeus, Eldorado

sábado, 18 de abril de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 17 e 18 de abril de 1976

Após 36 anos em Friburgo, tradicional cinema dará lugar ao Bradesco  

Pesquisado por Laís Lima (*)  

Manchetes

Edição de 17 e 18 de abril de 1976

Após 36 anos em Friburgo, tradicional cinema dará lugar ao Bradesco  

Pesquisado por Laís Lima (*)  

Manchetes

Adeus, Eldorado O Cine Eldorado vai mesmo fechar as portas. A primeira parcela do dinheiro da venda já foi paga pelo banco Bradesco ao Eldorado. Até o mês de julho o cinema encerra suas atividades depois de 36 anos. Nesta edição, na coluna “Presença de Yvette”, uma análise saudosa do desaparecimento do cinema.

Rejuvenescimento e furo - O jornal O Globo recebeu uma informação dando conta que, em Friburgo, havia morrido, há cerca de um ano, um homem que sofreu processo de atrofia: aos 18 anos tinha o tamanho de um bebê. A notícia veio de Barra Mansa através da própria mãe da vítima. O Globo enviou dois repórteres a Friburgo que levantaram o caso junto à Casa dos Pobres. Os jornalistas se hospedaram no Hotel Floresta. Daí o assunto virou notícia nacional e esta semana já estavam visitando Friburgo jornalistas de São Paulo, Brasília e Minas.

Fujam da Avenida Roberto Silveira Se você continuar vivo não passe pela Avenida Roberto Silveira, que continua matando. Os seus trágicos seis quilômetros continuam na mira e sob a irresponsabilidade e esquecimento das autoridades municipais e estaduais. A única coisa a fazer é evitar, o quanto possível de usar aquela artéria como pedestre ou como motorista.

As pontes sofridas A maioria das pontes do eixo rodoviário estão destruídas. A Ponte do Caribé já não possui uma apara devido aos acidentes que ali ocorrem. É só a Prefeitura de Friburgo recompor que vem um carro ou caminhão para destruí-la. No último sábado houve mais um acidente. Um carro foi parar dentro do rio, logo depois de deixar a Avenida Euterpe para acessar o eixo. O motorista nada sofreu.

Fusão para um grande clube de futebol - Baseados no sucesso que vem sendo a participação dos clubes de Campos e Volta Redonda, dirigentes dos mais principais clubes de futebol de Nova Friburgo estudam a possibilidade de uma fusão para a constituição de um grande clube, capaz de ingressar na Federação do Rio de Janeiro. A VOZ DA SERRA irá colaborar com essa ideia, através de comentários mais esclarecedores dando exata noção do andamento da fusão.

Feliciano pode ser o nome A Arena de Friburgo continua a discutir um nome para a sucessão municipal. Feliciano Costa é um dos mais cotados. E ele aceita, se for o caso. Essa semana ele declarou que se for chamado a servir sua terra, aceitará a luta.

INPS, o que fazer? Muita gente está recriminando o INPS. A maioria dos médicos que atende, por esta unidade, só possui horário de atendimento dentro de cinco a seis meses. O que fazer, se há urgência no atendimento. E quem não tem dinheiro para pagar uma consulta de 150 cruzeiros?

SociaIs

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elvira Azevedo Gandur (17); Rosane Vieira, Eliana Maria, Márcio Cláudio, João Henrique Pereira, José Arnaldo e Layter Pontes (18); Johannes Eduard, Moacyr de Araújo, Oswaldo Torres, Maria Carmem, Relf Jansen e Jacir Anselmo (19); Ricardo Vassalo, Péricles Alves, Luiz Freitas, Zally Spinelli, Walma Alves, Virginia Azevedo e João Carlos (20); Marina Cúrio, Júpiter José, Aryosaldo Ventura, Ana Pinel, Walter Saldanha e Antonio Bento (21); Waldir Schuabb, José Afonso, Marilda Mesquita e Dário Salomão (22); Benedito Pedro, Mônica Cariello, Ednéia Heringer e Raphael Jaccoud (23). 

E mais

  • Bizzotto desmente negociações
  • Aleluia no Country 
  • Alencar luta pelo Centro de Saúde 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

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Postura firme

sexta-feira, 17 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Brasil terá ações de combate à manipulação de resultados

O Governo Federal instituiu, por meio de portaria interministerial, a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR). Coordenada pelo Ministério do Esporte, a iniciativa envolve também os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além da Polícia Federal (PF), e estabelece diretrizes para fortalecer a integridade das competições esportivas no país.

Brasil terá ações de combate à manipulação de resultados

O Governo Federal instituiu, por meio de portaria interministerial, a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR). Coordenada pelo Ministério do Esporte, a iniciativa envolve também os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além da Polícia Federal (PF), e estabelece diretrizes para fortalecer a integridade das competições esportivas no país.

A política define ações de regulamentação, prevenção, monitoramento, fiscalização e repressão a fraudes, com o objetivo de assegurar que os resultados esportivos sejam determinados exclusivamente pelo desempenho legítimo dos atletas. A medida também reconhece a integridade esportiva como um bem de interesse público, essencial para a credibilidade, a transparência e a confiança da sociedade no esporte.

A PNPEMR está fundamentada em princípios como integridade esportiva, ética, boa-fé, mérito esportivo, cooperação institucional e responsabilização. A proposta prevê atuação integrada entre órgãos públicos, entidades esportivas, operadores de apostas e organismos de integridade, com foco na construção de um ambiente esportivo seguro e confiável.

A implementação da política ocorrerá por meio de um Plano de Ação, instrumento de planejamento e coordenação que orientará a execução das diretrizes, dos objetivos e das medidas estabelecidas. As ações estão organizadas em quatro eixos: regulamentação, prevenção, monitoramento, fiscalização e repressão.

Ações

No eixo de prevenção, a política prevê ações de conscientização e capacitação voltadas a atletas, treinadores, árbitros, gestores e demais profissionais do esporte, além de campanhas sobre a importância do jogo limpo.

Também estão previstas a oferta de cursos e materiais educativos abertos ao público, bem como campanhas de comunicação voltadas à promoção da integridade e à preservação da imprevisibilidade dos resultados esportivos. Haverá, ainda, articulação com instituições de ensino para fortalecer a cultura da ética desde a base.

A política incentiva, ainda, a adoção de boas práticas por operadores de apostas, com foco na identificação de padrões suspeitos e no cumprimento das normas vigentes. No âmbito regulatório, cabe ao Ministério da Fazenda, por meio da SPA, exigir o reporte de operações suspeitas e o cumprimento de requisitos de integridade.

Uso de dados e fiscalização

No eixo de monitoramento e fiscalização, a política fortalece o uso de dados e o intercâmbio de informações entre instituições nacionais e internacionais, subsidiando o encaminhamento de casos às autoridades competentes.

Na repressão, a atuação integrada dos órgãos de segurança pública busca ampliar a eficiência das investigações, garantir a responsabilização penal e combater organizações criminosas envolvidas em fraudes esportivas, inclusive em articulação com redes internacionais.

A PNPEMR também prevê mecanismos de proteção a denunciantes e seus familiares, com garantia de preservação de identidade, além de medidas para proteger atletas e profissionais contra coação e aliciamento.

A coordenação da política ficará a cargo do Ministério do Esporte, responsável por articular e integrar as ações de promoção da integridade esportiva, fomentar boas práticas e fortalecer a cooperação entre entidades esportivas, órgãos públicos e organismos nacionais e internacionais.

Regulamentação

O Ministério da Fazenda terá papel estratégico na regulamentação, no monitoramento e na fiscalização do mercado de apostas esportivas, especialmente na modalidade de quota fixa. Caberá à pasta exigir dos operadores autorizados a adoção de políticas de integridade, mecanismos de detecção de irregularidades e comunicação de indícios de manipulação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública coordenará a atuação dos órgãos de segurança no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública, promovendo integração operacional, compartilhamento de informações e capacitação técnica para o enfrentamento da manipulação de resultados esportivos, inclusive com cooperação jurídica internacional.

Pela norma, compete à Polícia Federal exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União e investigar crimes de manipulação de resultados esportivos com repercussão interestadual ou internacional, sem prejuízo da atuação de outros órgãos de segurança pública, especialmente as Polícias Civis.

Também caberá à instituição manter e aprimorar sistemas de monitoramento, análise criminal e inteligência para identificar padrões suspeitos relacionados a manipulação de resultados, apostas irregulares e movimentações financeiras atípicas no esporte.

Além disso, deve promover a cooperação policial internacional e atuar de forma integrada, técnica e operacionalmente, com diversos órgãos e entidades, nacionais e estrangeiros, visando ao intercâmbio de informações e ao combate eficaz a essas práticas ilícitas.

A política contará, ainda, com um Comitê Gestor, que será instituído para acompanhar a implementação, monitorar resultados e propor aprimoramentos.

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Polícia Federal terá funções de polícia judiciária da União para investigar possíveis crimes (Foto: Divulgação / Ministério do Esporte)
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Vale a pena

sexta-feira, 17 de abril de 2026
por Paula Farsoun

Seguimos pela vida como a costura uma colcha de retalhos. Ou ao menos tentando costurar. O tempo tem a gentileza de nos devolver em forma de sabedoria aquilo que antes parecia apenas experiência acumulada e sem sentido. Certos episódios têm uma força pedagógica muito contundente. A dor, a perda, as rupturas, os recomeços forçados. Situações que exigem de nós uma capacidade quase imediata de adaptação, como aqueles cursos intensivos em que tudo precisa ser aprendido de uma vez. Na vida, isso funciona, ainda que, muitas vezes, à revelia da nossa vontade.

Seguimos pela vida como a costura uma colcha de retalhos. Ou ao menos tentando costurar. O tempo tem a gentileza de nos devolver em forma de sabedoria aquilo que antes parecia apenas experiência acumulada e sem sentido. Certos episódios têm uma força pedagógica muito contundente. A dor, a perda, as rupturas, os recomeços forçados. Situações que exigem de nós uma capacidade quase imediata de adaptação, como aqueles cursos intensivos em que tudo precisa ser aprendido de uma vez. Na vida, isso funciona, ainda que, muitas vezes, à revelia da nossa vontade.

Viver, por si só, já exige coragem e um tanto de lucidez. Há períodos em que tudo parece difícil demais, como se a existência estivesse apenas nos testando. Mas, curiosamente, são esses mesmos períodos que costumam anteceder algo novo. E o novo sempre chega. Se aceitarmos essa dinâmica como parte do caminho, talvez possamos nos permitir um exercício diferente: agradecer antes mesmo da virada acontecer. Sem adiar. Sem condicionar. Porque, às vezes, o “depois” não concede o tempo que imaginamos ter.

A gratidão tem algo de silenciosamente poderoso. Conecta-nos a algo maior, que transcende. É como se esse sentimento nos envolvesse em uma espécie de proteção sutil. Como se, ao agradecer, abríssemos espaço para que o inesperado se tornasse mais leve.

Recordo-me de uma conversa simples, mas profundamente marcante, com um homem que enfrentava grandes dificuldades. Ele falava pouco, mas dizia o essencial. Contou-me, com serenidade, o que considerava ser o segredo para uma vida com mais sentido. Começar o dia agradecendo. Apenas isso, mas com verdade. Acordar já é motivo suficiente. Abrir os olhos, enxergar a luz, perceber o próprio corpo funcionando, cada gesto cotidiano transformado em um reconhecimento do que se tem. Desde então, tento repetir esse exercício. Às vezes, falho miseravelmente. Mas tento e comumente venço o desafio.

Ser grato não significa ignorar as dores. Significa reconhecê-las sem perder de vista o que ainda nos sustenta. É entender que o corpo pode falhar, mas ainda nos conduz. Que o dia pode não ser como planejado, mas ainda assim é uma oportunidade. Que os sonhos podem não ter se concretizado, mas a possibilidade de lutar permanece intacta.

Gratidão também se aprende. Treina-se. Cultiva-se. E, quando praticada, ela se expande. Cria um ciclo que retroalimenta o próprio sentimento. Em contraste, há essa tendência quase automática de reclamar de tudo... do clima, do trabalho, da ausência dele, das pequenas contrariedades que, somadas, parecem ocupar espaço demais. Imagine a força disso, quando multiplicada. Agora imagine se essa mesma energia fosse direcionada ao agradecimento.

Não quero, lá na frente, olhar para trás e perceber que vivi sem perceber o valor do que tinha. Aquela amarga sensação de que a felicidade estava ali, mas passou despercebida. Não quero desperdiçar o presente por falta de reconhecimento.

Ser grato é uma escolha. E, entre tantas possíveis, talvez seja uma das mais transformadoras. Comece agora. Vale a pena.

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