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Novo desafio

sábado, 21 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Equipe Amigas do Vôlei representa Friburgo na Supercopa Master

O voleibol segue em alta no município, e mais uma vez vai colocar Nova Friburgo em destaque no cenário estadual. A equipe Amigas do Vôlei NF vai representar a cidade na disputa da Supercopa, promovida pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, nas categorias 55+ e 59+. O evento é promovido no Rio, e reúne diversos times, de variadas localidades.

Equipe Amigas do Vôlei representa Friburgo na Supercopa Master

O voleibol segue em alta no município, e mais uma vez vai colocar Nova Friburgo em destaque no cenário estadual. A equipe Amigas do Vôlei NF vai representar a cidade na disputa da Supercopa, promovida pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, nas categorias 55+ e 59+. O evento é promovido no Rio, e reúne diversos times, de variadas localidades.

O Amigas do Vôlei é formado por mulheres atletas entre 40 e 67 anos, residentes em Nova Friburgo, que se uniu e montou um time informal de voleibol durante a pandemia. A maioria foi jogadora quando jovem, algumas competiram em suas escolas e em campeonatos interestaduais.

Na ocasião, em 2021, Marcilenia Marques foi procurada por várias amigas que buscavam um grupo de apoio para saírem do sedentarismo. Ali estavam mulheres que desenvolveram problemas psicológicos e/ou físicos como depressão, dificuldade de mobilidade, ganho de peso e ansiedade, devido às dificuldades provenientes dos anos de semi reclusão.

Lene, como é chamada carinhosamente, disponibilizou o campinho de sua casa, todas as sextas-feiras, para partidas de voleibol, conversas e integração. No início, eram cerca de dez mulheres, mas, ao término da pandemia, o grupo havia crescido para 20, e o campinho não comportava mais tantas pessoas. Teve início então a busca por quadras disponíveis na cidade.

Com a pandemia estabilizada, o Friburguense normalizou as atividades e as atletas, que já eram sócias, retornaram. O grupo que permaneceu jogando na quadra popular de Olaria — inclusive por não ter condições para custear o valor da mensalidade do clube — foi denominado Amigas do Vôlei.

Calendário de eventos

Outro passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo foi a criação de um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo 2026. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

Os torneios serão disputados por categorias masculinas e femininas, contemplando seis equipes de Nova Friburgo em cada categoria. Times de cidades vizinhas também serão convidadas. As datas sofreram uma pequena alteração, e a primeira atividade será promovida no próximo dia 4 de abril, um sábado, na categoria Infanto Feminino.

Cada equipe pode inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria. As competições irão acontecer nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria, José Pereira da Silva, em Duas Pedras, e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, com partidas disputadas sempre das 9h às 18h.

Na fase classificatória, as equipes serão divididas em dois grupos com três times cada, e dentro do grupo, todos jogam contra todos. Cada equipe realiza duas partidas nesta fase, contando as pontuações. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais.

Há premiações com troféus para o primeiro lugar e técnico, e medalhas para o vice-campeão e treinador. Também serão entregues certificados para os destaques de cada partida e para o atleta “MVP”dos Torneios, a serem escolhidos pela arbitragem.

Foto da galeria
Grupo de friburguenses segue firme com atividades e participações em eventos diversos (Foto: Divulgação Vnicius Gastin))
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Árvore não tem pressa

sexta-feira, 20 de março de 2026
por Paula Farsoun

É tanta informação que me confunde. E, talvez, essa frase nunca tenha sido tão verdadeira quanto agora. Acordamos com notificações. Dormimos com o celular ainda na mão. Entre uma tarefa e outra, deslizamos o dedo pela tela como quem procura alguma coisa que nem sempre sabemos exatamente o quê. Notícias, opiniões, vídeos curtos, análises longas, urgências que surgem do nada. Tudo parece importante. Tudo parece imediato. Tudo parece exigir uma resposta. E, no meio disso, a gente vai ficando cansado sem perceber. Um tipo de esgotamento diferente e até perturbador.

É tanta informação que me confunde. E, talvez, essa frase nunca tenha sido tão verdadeira quanto agora. Acordamos com notificações. Dormimos com o celular ainda na mão. Entre uma tarefa e outra, deslizamos o dedo pela tela como quem procura alguma coisa que nem sempre sabemos exatamente o quê. Notícias, opiniões, vídeos curtos, análises longas, urgências que surgem do nada. Tudo parece importante. Tudo parece imediato. Tudo parece exigir uma resposta. E, no meio disso, a gente vai ficando cansado sem perceber. Um tipo de esgotamento diferente e até perturbador.

Não é só cansaço físico. É um cansaço mental, difuso, que embaralha ideias simples, que tira a clareza das decisões pequenas, que nos faz sentir atrasados mesmo quando não estamos. É como se o excesso de informação criasse um ruído constante dentro da cabeça que não silencia nem quando tudo ao redor está quieto.

A verdade é que fomos tragados por esse movimento de consumir informação como se isso fosse, por si só, sinônimo de evolução. Não fomos ensinados a parar. Cada pessoa que vemos porta um smartphone junto ao corpo, como parte indissociável dele.

Acontece que nosso cérebro também precisa de intervalo. Que o silêncio não é perda de tempo. Que não absorver tudo é, na verdade, uma forma de proteção. E talvez seja por isso que, em algum momento, o simples se torna quase revolucionário. Olhar uma árvore, por exemplo. Pode parecer pouco. Pode parecer até ingênuo. Mas não é.

Uma árvore não tem pressa. Não disputa atenção. Não tenta convencer ninguém de nada. Ela só está ali, suficiente em si mesma. E, quando a gente se permite observar, algo dentro de nós começa a desacelerar também. O vento nas folhas, a textura do tronco, a sombra que se move devagar. Tudo isso acontece fora da lógica da urgência. E, por alguns instantes, a gente também pode sair dela.

Não se trata de ignorar o mundo. Nem de fugir das responsabilidades. Trata-se de lembrar que existe vida para além da enxurrada de estímulos. A pausa não é um luxo. É uma necessidade. Porque, sem pausa, a informação deixa de esclarecer e passa a confundir. Sem pausa, a gente perde o critério. Perde a sensibilidade. Perde até a capacidade de distinguir o que realmente importa.

Chega um momento em que, se conscientemente não praticarmos a pausa, não pararmos de buscar por mais e mais conteúdo, mais estímulos, respostas, explicações, interações, não vamos dar conta. Tenho batido nesta tecla por aqui, mas não apenas nos textos. Venho buscando praticar essas reflexões e os resultados têm sido muito bons, como esperado. Venho priorizando o tempo com mais qualidade, o contato com a natureza como prioridade, menos volume, mais afetos.

De vez em quando, é simplesmente parando e contemplando uma árvore que investimos nossa vida no que interessa, porque ressignificar o que andamos fazendo com nossas mentes conectadas é necessário. O vazio também abre espaço para o  mundo.

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Oportunidade

sexta-feira, 20 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Desafio da Ponte abre inscrições para a prova em agosto

O Desafio da Ponte Rio-Niterói volta ao calendário esportivo do Estado em 2026 e será realizado no dia 2 de agosto. As inscrições estão abertas, em lote antecipado destinado aos participantes da edição 2025 e aos corredores que preencheram o cadastro de interesse, pelo site oficial do Desafio da Ponte. Serão disponibilizadas oito mil vagas para a prova de 21 quilômetros, que oferece uma oportunidade rara: atravessar correndo a Ponte Rio–Niterói, com uma das vias totalmente fechada para os atletas.

Desafio da Ponte abre inscrições para a prova em agosto

O Desafio da Ponte Rio-Niterói volta ao calendário esportivo do Estado em 2026 e será realizado no dia 2 de agosto. As inscrições estão abertas, em lote antecipado destinado aos participantes da edição 2025 e aos corredores que preencheram o cadastro de interesse, pelo site oficial do Desafio da Ponte. Serão disponibilizadas oito mil vagas para a prova de 21 quilômetros, que oferece uma oportunidade rara: atravessar correndo a Ponte Rio–Niterói, com uma das vias totalmente fechada para os atletas.

Desafio em um cenário icônico

Em sua segunda edição desde a retomada, o evento figura entre as corridas mais icônicas do Brasil, conectando Niterói e Rio de Janeiro em um percurso que combina desafio físico, cenário histórico e vistas privilegiadas da Baía de Guanabara. Por se tratar de uma prova de alta exigência técnica, a inscrição está condicionada à comprovação de índice mínimo recente.

No momento da inscrição, atletas deverão apresentar resultado oficial, obtido a partir do dia 1º de janeiro de 2025, de: meia maratona (21 km) concluída em até duas horas e meia (homens) e duas horas e 35 minutos (mulheres) ou maratona (42 km) concluída em até cinco horas (homens) e cinco horas e dez minutos (mulheres). A prova utilizada como índice precisa ser de corrida de rua e chancelada por federação estadual, pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) ou pela World Athletics. Resultados da edição de 2025 da Maratona do Rio também são válidos como critério de participação.

O Desafio da Ponte integra a principal plataforma de corridas de rua do país, mantendo padrão elevado de operação e entrega de experiência. A largada será na Rua Professor Plínio Leite, em Niterói, em frente ao Caminho Niemeyer. O percurso completo será divulgado em breve pela organização. Ao longo da prova, os atletas encaram cerca de 14 quilômetros de travessia pela Ponte Rio-Niterói, com a deslumbrante vista panorâmica da Baía de Guanabara.

Vencedores do ano passado

Na edição de retorno, no ano passado, os grandes vencedores foram os ugandenses Mark Kiptoo, campeão no masculino com o tempo de 1h03m22s, e Emily Chebet, campeã no feminino com 1h17m28s. Entre os brasileiros, os melhores colocados foram Miguel Morone, quinto lugar geral com um hora e nove minutos, e Glauciele Souza, quarta colocada geral com uma hora e 18 minutos.

Realizada em 2025, após mais de uma década sem acontecer, a retomada do Desafio da Ponte reuniu cinco mil corredores e evidenciou o forte interesse pela travessia da Ponte Rio–Niterói. Ao todo, 91% dos participantes correram a prova pela primeira vez, enquanto apenas 9% já haviam participado de edições anteriores - um dado que revela o alcance da retomada e o interesse de uma nova geração em viver a experiência de cruzar correndo um dos cartões-postais mais icônicos do Estado do Rio de Janeiro.

Reconhecido por seu forte caráter técnico e foco em desempenho, o Desafio da Ponte exige preparo específico dos participantes. O percurso de 21 quilômetros inclui o trecho que passa pelo vão central da Ponte, onde há ganho aproximado de 70 metros de altimetria, demandando estratégia, controle de ritmo e resistência. A exigência de índice mínimo reforça esse posicionamento e consolida a prova como um desafio voltado a atletas que buscam rendimento em um dos cenários mais emblemáticos do país.

Mais homens participando

        O perfil do público reforça a pujança regional do evento. A média de idade foi de 42 anos, com predominância masculina (66%) e participação feminina de 34%. A maioria dos corredores veio do Sudeste (96%), sendo 78% do Estado do Rio de Janeiro. Rio e Niterói concentraram juntos 70% dos participantes, refletindo o caráter simbólico de uma prova que conecta as duas cidades.

Foto da galeria
​Embora prova só acontece em março, inscrições já tiveram início este mês (Foto: Pedro Macedo/Desafio da Ponte)
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O STF tenta escrever certo por linhas tortas

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Lucas Barros

Há temas no Brasil que parecem resistir ao tempo — não porque sejam complexos, mas porque nunca foram enfrentados com a seriedade necessária. A punição de magistrados é um deles. Durante anos, assistimos a uma sucessão de casos em que juízes flagrados em condutas incompatíveis com o cargo eram “punidos” com a aposentadoria compulsória.

Há temas no Brasil que parecem resistir ao tempo — não porque sejam complexos, mas porque nunca foram enfrentados com a seriedade necessária. A punição de magistrados é um deles. Durante anos, assistimos a uma sucessão de casos em que juízes flagrados em condutas incompatíveis com o cargo eram “punidos” com a aposentadoria compulsória.

Na prática, deixavam o cargo, mas seguiam recebendo vencimentos pagos por todos nós. Não foram poucos os episódios. Casos de venda de decisões, favorecimentos indevidos, condutas éticas questionáveis e até situações mais graves terminaram da mesma forma: afastamento remunerado.

Casos emblemáticos

Episódios históricos, como o escândalo do TRT de São Paulo, ou investigações como a Operação Anaconda, ajudaram a consolidar essa percepção. A mensagem que se sedimentou foi perigosa — a de que, no topo do Judiciário, o erro não necessariamente implica punição proporcional.

E não se trata apenas de grandes esquemas. Em tempos mais recentes, o país assistiu a cenas que chocaram pela banalidade do abuso. Durante a pandemia, o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi flagrado humilhando um guarda municipal em uma praia, recusando-se a cumprir regras básicas e invocando sua posição como escudo.O episódio expôs, em escala cotidiana, uma distorção que já era percebida em casos mais complexos.

A mensagem que se consolidou ao longo do tempo foi perigosa — a de que, no topo da estrutura do Judiciário, o erro não necessariamente implicaria uma punição proporcional. E isso, para a sociedade, nunca pareceu razoável.

Mudança de rota

Recentemente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, trouxe uma inflexão relevante nesse cenário. Em decisão que repercutiu no meio jurídico, passou a admitir a possibilidade de punição de magistrados com a perda do cargo, e não apenas com a aposentadoria compulsória. Em termos práticos, trata-se de uma tentativa de alinhar a sanção à gravidade da conduta.

A iniciativa, sob o ponto de vista moral, parece inquestionável. É difícil defender que um juiz que viole gravemente seus deveres continue sendo remunerado pelo Estado. A sociedade, que já convive com tantas desigualdades, não compreende — e nem aceita — a ideia de financiar uma espécie de “prêmio” àqueles que deveriam zelar pela lei. Nesse ponto, o desconforto social é legítimo.

Hierarquia legaI ou do tribunal?

O problema, no entanto, não está no objetivo, mas no caminho escolhido. A aposentadoria compulsória como sanção disciplinar não surgiu por acaso. Ela está prevista em lei, estruturando um modelo específico de responsabilização de magistrados.

E, no Estado de Direito, há uma premissa básica: aquilo que é estabelecido por lei, em regra, só pode ser modificado por outra lei. É justamente aí que surge o impasse. O Congresso Nacional, responsável por legislar sobre o tema, historicamente pouco avançou nessa discussão. Projetos de lei que poderiam rever o modelo de punição de magistrados não prosperaram, e o sistema permaneceu praticamente inalterado ao longo dos anos. A inércia legislativa, nesse caso, é evidente.

Diante desse vazio, o Supremo parece tentar ocupar o espaço deixado pelo Legislativo – que por sinal é um dos piores. A decisão do ministro Flávio Dino surge, nesse contexto, como uma resposta a uma demanda social legítima por maior rigor e responsabilidade. Mas, ao fazê-lo, levanta uma questão delicada sobre os limites dessa atuação.

Afinal, até que ponto é possível alterar, por via interpretativa, aquilo que a lei expressamente estabelece? Em um eventual caso concreto, prevalecerá o texto legal que prevê a aposentadoria compulsória ou o entendimento mais recente que admite a perda do cargo? Mais do que técnica, essa é uma discussão sobre segurança jurídica.

O polêmico tribunal federal

O Supremo Tribunal Federal, ao longo de sua história, já foi chamado inúmeras vezes a corrigir distorções do sistema. Em muitos casos, atuou como protagonista de mudanças relevantes. Mas há uma linha tênue entre interpretar a lei e, na prática, substituí-la.

O que se vê, nesse episódio, é uma tentativa clara de corrigir um problema real — e urgente. No entanto, ao optar por esse caminho, o STF acaba por tensionar os limites institucionais que sustentam o próprio Estado de Direito. E isso não pode ser ignorado.

No fim das contas, a Corte parece buscar um resultado correto, justo e pretendido por todos por um percurso questionável. A intenção é legítima. A demanda social é evidente. Mas o método adotado deixa dúvidas. E talvez seja essa a síntese do momento: o STF tenta escrever certo — mas, ao que tudo indica, por linhas tortas.

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Experiência diferente

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Edson Barboza empata luta pelo evento Hype Fighting Championship

       Uma experiência diferente para um dos grandes nomes das artes marciais de Nova Friburgo e do Brasil. Edson Barboza participou do Hype Fighting Championship Brasil, realizado no último dia 11, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. O veterano do UFC enfrentou o russo Shara "Bullet" Magomedov em uma luta de grappling (luta agarrada sem quimono), que terminou empatada. O evento destacou lutas de submission e boxe sem luvas.

Edson Barboza empata luta pelo evento Hype Fighting Championship

       Uma experiência diferente para um dos grandes nomes das artes marciais de Nova Friburgo e do Brasil. Edson Barboza participou do Hype Fighting Championship Brasil, realizado no último dia 11, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. O veterano do UFC enfrentou o russo Shara "Bullet" Magomedov em uma luta de grappling (luta agarrada sem quimono), que terminou empatada. O evento destacou lutas de submission e boxe sem luvas.

O destaque para o público consumidor nacional ficou por conta da revanche entre Jean Silva e Bryce Mitchell. Mas ao contrário do primeiro duelo entre os dois, nas regras do MMA, a disputa na luta agarrada não teve um desfecho definitivo e também terminou empatada.

        O duelo envolvendo Edson Barboza e Magomedov aconteceu de última hora, quando Jorge Masvidal desistiu e o friburguense entrou em seu lugar. Ambos são conhecidos principalmente por suas habilidades em trocação, ou seja, na luta em pé. No início, nenhum dos dois lutadores estava disposto a aceitar a posição de baixo, sem se expor demais na busca por uma queda. Eles lutaram no clinch por alguns momentos. A luta foi considerada um empate devido às regras vigentes.

        Pelo UFC, Edson Barboza, de 39 anos, esteve em ação pela última vez em dezembro de 2025, quando participou do UFC 323, em Las Vegas (EUA), e acabou nocauteado por Jalin Turner, ainda no primeiro assalto. Com o tropeço, o lutador de Nova Friburgo sofreu sua terceira derrota na principal liga de MMA do mundo. Antes, havia perdido para Lerone Murphy e Drakkar Klose. Sem conquistar uma vitória desde outubro de 2023, Barboza tem em seu cartel o total de 18 vitórias e 14 derrotas no Ultimate.

Outras lutas

        No principal embate do Hype FC, Arman Tsarukyan dominou Muhammad Mokaev. Mais forte e bem técnico, Tsarukyan controlou o combate e não deu espaços para o adversário, até encaixar um mata-leão. Mokaev não bateu e acabou apagando. Outro destaque foi o duelo entre Jean Silva e Bryce Mitchell - que se enfrentaram no ano passado no UFC, em confronto recheado de polêmica -, se reencontrando após a vitória de Jean, por finalização. Desta vez no grappling, os dois lutadores trocaram algumas provocações durante a semana, foram profissionais e terminaram o combate empatados.

        Antes dos combates de grappling, o evento contou com alguns confrontos de boxe sem luvas, com a maioria dos lutadores do Rio de Janeiro e região. Na luta principal da modalidade, Victor Felisberto e Bruno Guimarães fizeram um duelo muito movimentado e agressivo. Victor levou a melhor com a mão mais pesada e certeira, e venceu por nocaute no segundo round.

        O Hype Fighting Championship (Hype FC) é uma organização russa de lutas de alto impacto que desembarcou no Brasil neste mês, focando em eventos no Rio de Janeiro. O evento trouxe um formato misto, destacando lutas de boxe sem luvas (bare-knuckle) e lutas de grappling (agarradas/submission) com estrelas do UFC.

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    Decisão por empate na experiência de Edson Barboza em novo evento e formato (Foto: Hype FC/Bash T)

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    Mesmo sendo especialistas na luta em pé, Barboza e Magomedov travaram luta equilibrada no chão (Foto: Hype FC/Bash T)

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Evitando recaída na depressão com a retirada de antidepressivos

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

O estudo tem limitações, como por exemplo, do total de 17.379 participantes só 21% eram de pessoas com ansiedade excessiva e não se tentou outras estratégias de retirada da medicação. Desse total de participantes, a idade média era de 45,2 anos e tempo médio de uso da medicação antidepressiva foi de 45,9 semanas (quase 11 meses), 67,5% eram mulheres, 87,9% de raça branca, com 60 estudos (79%) investigando depressão e 16 (21%) investigando ansiedade.

Para pessoas com transtorno de ansiedade que pode se manifestar através de crise de pânico, fobia simples, fobia social, ansiedade generalizada entre outros, e depressão de moderada à grave, a recomendação é que o tratamento envolva psicoterapia e medicação por um tempo. Cada caso é um caso, de maneira que, por exemplo, uma pessoa com depressão moderada ou grave pode reagir bem melhor do que outra pessoa com o mesmo nível depressivo.

Outra coisa importante é que os mesmos medicamentos psiquiátricos ou outros, podem funcionar de maneira diferente em pessoas diferentes. Na média dos indivíduos diagnosticados com depressão de moderada à grave, o uso da medicação antidepressiva teria como ideal ser usada de seis meses a um ano. Mas existem variantes disso e alguns podem precisar mais tempo de uso. A diferença envolve fatores como a estrutura da personalidade do deprimido, recursos psicológicos que ele tem ou não tem para lidar com a depressão, intensidade do estado depressivo, tipo de perda que provocou os sintomas depressivos, apoio social, significado emocional da perda, disposição em aprender a administrar suas dores emocionais, entre outros fatores.

O uso por tempo indeterminado de certos medicamentos antidepressivos pode causar disfunção sexual e embotamento afetivo. Infelizmente é comum ocorrer recaída no caso da depressão, após a retirada da medicação. Essa análise de 76 estudos científicos (metanálise) buscou verificar que tipo de estratégias de redução da medicação teriam melhores resultados para evitar a recaída nos sintomas.

A pesquisa incluiu as seguintes estratégias de interrupção do uso do antidepressivo: (1) interrupção abrupta; (2) interrupção rápida (menos de quatro semanas); (3) redução lenta (acima de quatro semanas) e (4) redução da dose para 50% da dose mínima efetiva, com ou sem suporte psicológico.

Os achados foram: (1) A redução lenta com apoio psicológico preveniu recaídas de forma semelhante à continuação do antidepressivo em dose padrão; (2) A continuação em dose padrão com apoio psicológico e a continuação em dose reduzida também superaram a descontinuação abrupta e  (3) A redução rápida com apoio psicológico e a redução lenta isolada (sem esse apoio), não demonstraram diferença significativa em comparação com a interrupção abrupta.

A conclusão da equipe de pesquisa ao comparar os diferentes tipos de redução da medicação antidepressiva foi que a redução gradual junto com o suporte psicológico foi tão eficaz quanto a continuação do antidepressivo em dose padrão com ou sem apoio psicológico associado, para prevenir recaída no ano seguinte. Parece que a redução gradual do medicamento antidepressivo junto com o apoio psicológico pode prevenir cerca de uma recaída em cada cinco pessoas em comparação com a interrupção abrupta ou redução rápida. Veja como que a psicoterapia é importante para quem tem um diagnóstico de depressão, e não só a medicação, a qual em geral não precisa ser prescrita nos casos de depressões leves, mas somente nas moderadas e graves ou severas.

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
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Renascendo no caos

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Renascer, renovar, ressurgir no descontrole, na desordem, nos descontrola em um todo, trazendo movimentos que não conseguimos nomear.

O desequilíbrio e a confusão nos tira do centro. Emergir, aflora, desponta aquilo que procuramos guardar na nossa caixa, onde muitas facetas de nós mesmos se encontram. Traz ódio, tristeza, indignação, medo, decepção, cobrança, desalento, desconforto, insegurança que fazem com que a saúde mental fique inteiramente desorganizada.

Renascer, renovar, ressurgir no descontrole, na desordem, nos descontrola em um todo, trazendo movimentos que não conseguimos nomear.

O desequilíbrio e a confusão nos tira do centro. Emergir, aflora, desponta aquilo que procuramos guardar na nossa caixa, onde muitas facetas de nós mesmos se encontram. Traz ódio, tristeza, indignação, medo, decepção, cobrança, desalento, desconforto, insegurança que fazem com que a saúde mental fique inteiramente desorganizada.

O caos desorganiza nossos sentimentos. Nossas emoções se entrelaçam, o entender e nomear aquilo que se mistura dentro do corpo se torna obscuro, o estresse fica fomentado e a intensidade elevada.

É como se estivéssemos nos movendo em terras hostis não habitadas. A coragem de se mover com segurança e bravura diminui. As movimentações ficam como um andar à cavalo sem cela e ferradura em trajetos montanhosos, sinuosos e rochosos. Difícil de seguir e continuar.

As antenas emergenciais e a autocobrança ficam em alerta total, questionando o controle que precisa estar em ordem diariamente, em todos os instantes. Mas, ao mesmo tempo, as transformações são realizadas dentro de um espaço que traz horas, minutos e segundos limitados para autorregulação emocional e comportamental. O relógio não para. A vida precisa seguir, ir à diante, mesmo com todas as adversidades que cercam a nossa trajetória.

Quando o controle desmorona, evidencia um excesso. Excessos que vamos nos permitindo avançar em diversos pontos da nossa rotina. O excesso de trabalho, o excesso de tarefas que desenvolvemos na rotina pessoal, o excesso que a sociedade espera que cada um de nós realize, o excesso daquilo que foi dito e escutado, o excesso em dar conta de tudo e de todos. Não, nenhum excesso é vigoroso. Excede o limite daquilo que é apropriado e saudável.

Dentro desse cenário, o caos se destaca e nos ensina muito. Torna claro o extrapolar. E a percepção dos extrapolamentos é algo necessário e libertador, nos lembra da hora crucial daquilo que não podemos mais deixar passar.

Respire, se conecte. Realinhe a estrutura, acolha as suas emoções com compaixão e calma, organize o corpo e os sentimentos, traga o que é essencial dentro do que precisa realizar.

Cada dia é um novo momento possível para seguir uma nova direção, atraindo mudanças significativas para o seu crescimento.

Seja resistência!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

 

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Desafio pra base

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense participa da Série B2 Estadual Sub-20 a partir de abril

Friburguense participa da Série B2 Estadual Sub-20 a partir de abril

Mantendo a tradição de investir na base e pinçar novos talentos, o Friburguense terá um novo desafio para a sua categoria Sub-20. Após sorteio realizado na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foi definida a tabela da Série B2 Estadual de juniores, com participação do Tricolor da Serra e mais sete equipes. A estreia será contra o Paduano, no dia 2 de abril, uma quinta-feira, às 15h, no Eduardo Guinle. Alguns dos atletas utilizados nesta competição poderão compor o time profissional no segundo semestre, quando o Frizão terá a Série B2 do Campeonato Carioca como desafio.

Nesta edição, as oito equipes se enfrentam em turno único, classificando quatro times para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty. O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos vai ser declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Na primeira rodada, além de Friburguense x Paduano, se enfrentarão Santa Cruz x Belford Roxo, Serra Macaense x Rio de Janeiro  e 7 de Abril x Paraty.

Futsal no Campeonato Carioca

Nas quadras, o Friburguense também vai se destacando. A equipe de Futsal do Tricolor da Serra entrou em quadra pela primeira rodada Campeonato Carioca 2026 no último fim de semana, em um desafio que envolve o enfrentamento contra grandes equipes do Estado do Rio de Janeiro nas categorias de base.

A equipe Sub-14, atuando fora de casa, empatou pelo placar de 3 a 3 com a equipe do Bradesco Seguros. As demais categorias enfrentaram o Olaria, obtendo duas vitórias e uma derrota. O revés aconteceu no Sub-9, pelo placar de 2 a 0. No sub-11, o Frizão venceu por 3 a 0 e, no Sub-13, a vitória foi consolidada por 2 a 0.

Na Série Prata da competição estadual, os meninos das categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13 encaram, além do Olaria, as equipes do Jacarepaguá, São Gonçalo Futsal e Barra Futsal. Já no Sub-14, o desafio é contra grandes camisas do futsal carioca, à exemplo do Botafogo, Maria da Graça, Portuguesa e Bradesco Seguros.

A tabela do Friburguense

02/abr - Qui - 15h - Friburguense x Paduano, Eduardo Guinle

09/abr - Qui - 15h - Belford Roxo x Friburguense, Nélio Gomes

16/abr - Qui - 15h - Friburguense x Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

23/abr - Qui - 15h - Paraty x Friburguense, a definir

30/abr - Qui - 15h - Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle

07/mai - Qui - 15h - Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr

14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle

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    Friburguense faz a estreia na B2 Estadual Sub-20 no estádio Eduardo Guinle (Foto: Divulgação)

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    Nas quadras, jovens atletas do Friburguense participam do Carioca Série Prata, em quatro categorias (Foto: Arquivo pessoal)

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O 171 americano está desgraçando o Botafogo

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Max Wolosker

O artigo 171 do Código Civil trata do crime de estelionato, que se configura quando alguém, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, induz ou mantém alguém em erro, com o objetivo de obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio. Em termos mais simples, o estelionato é o ato de enganar alguém para obter algo de valor de forma desonesta.

O artigo 171 do Código Civil trata do crime de estelionato, que se configura quando alguém, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, induz ou mantém alguém em erro, com o objetivo de obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio. Em termos mais simples, o estelionato é o ato de enganar alguém para obter algo de valor de forma desonesta.

Essa é a opinião formada por muitos torcedores do Botafogo, para explicar a desastrosa atuação do presidente da SAF alvinegra, John Textor, que em pouco mais de quatro anos, já que ela foi criada em 2022, coincidindo com a volta do alvinegro da Rua General Severiano, à elite do futebol brasileiro, levou os torcedores da glória à loucura. Em 2023, o clube nadou e nadou, durante no Campeonato Brasileiro, mas morreu na praia, pois depois de liderar a competição por um bom tempo. Acabou chegando em quinto lugar. No entanto, essa classificação lhe deu o direito de disputar a pré-Libertadores do ano seguinte.

Veio, então, o ano mágico de 2024, onde o time com algumas contratações pontuais, passou a sobrar em relação aos seus adversários, e conquistou os dois mais importantes torneios da temporada, o Campeonato Brasileiro de Clubes e a Libertadores da América. Dava gosto ver aquele time jogar com atletas do quilate de um Luís Henrique, Igor Jesus, Marlon Freitas, Almada, Alexandre Barboza e Bastos, entre outros. Por culpa da CBF, a participação no mundial de clubes daquele ano foi pífia, pois dois dias após a conquista do brasileirão, em 11 de dezembro, o Fogão tinha seu primeiro compromisso, quando foi derrotado pelo Pachuca do México por 3 a 0 e deu adeus à competição, após uma viagem internacional de mais de 15 horas.

Mas, o ano de 2025 mal começara e os desmandos de John Textor começaram. De uma só canetada perdeu seu técnico vencedor, o português Arthur Jorge e 14 jogadores, entre titulares e reservas imediatos, de uma só vez. Ou seja, o novo técnico teria de começar do zero, para remontar um time vencedor. Só que Textor, de futebol não entende nada e demorou mais de dois meses para contratar um novo “professor”. Foram quatro, Arthur Jorge que saiu em janeiro, Renato Paiva que só começou a trabalhar em março, Davide Ancelotti, sem nenhuma experiência, o Botafogo foi o primeiro time profissional que ele treinou, mas que durou até dezembro, quando pediu demissão por não concordar com algumas atitudes da diretoria de futebol. Com a saída de Ancelotinho veio o argentino Martin Anselmi, com resultados catastróficos até agora.

O resultado dessa atuação, que na realidade era para Textor recuperar o dinheiro que investira, sem se preocupar com os destinos do glorioso, não tardaram a aparecer. Terminou o Brasileirão de 2025 em sexto lugar e se despediu da Libertadores nas quartas de final, eliminado que foi pela LDU do Equador. No cariocão nem classificado foi, para as finais, contentando-se em disputar a Taça Rio, com os times do quinto ao oitavo lugar. Perdeu também a Recopa (disputa entre os campeões da Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior (2024) e a Supercopa (disputa entre os campeões do Brasileirão e da Taça Brasil).

Mas, Textor começou a enfrentar problemas com a Eagle, responsável pelo Botafogo no modelo de Sociedade Anônima do Futebol, onde os demais acionistas dessa holding, querem o seu afastamento. Além disso, os problemas com o Lyon, clube da primeira divisão francesa, também pertencente à Eagle, levaram ao seu afastamento. Tudo isso se refletiu no departamento de futebol do alvinegro, que apesar de contratar novos jogadores, enfrentou um transfer-ban imposto pela Fifa, como punição ao clube por não ter cumprido um compromisso financeiro, quando da aquisição do jogador argentino Thiago Almada.

Quando o transfer-ban foi finalmente suspenso, o time já tinha sido eliminado do Carioca de 2026 e caiu frente o Barcelona de Guaiaquil, na terceira fase da Libertadores, não conseguindo a classificação para a fase de grupos. No Brasileirão ocupa a vice lanterna da competição. Na realidade, Textor enganou a torcida com um grande time em 2024 e desmanchou o time no ano seguinte e não se ganhou mais nada, retornando-se ao desempenho pífio da era pré SAF.

Para complicar mais ainda a vida do Botafogo e deixar a torcida mais preocupada, os próximos compromissos são o Palmeiras nesta quarta-feira, 18, Bragantino, no próximo sábado,  21 e Atlético Paranaense, dia 29, todos fora do Rio de Janeiro. Haja coração.

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Novidade

terça-feira, 17 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Com linguagem acessível e exemplos do cotidiano, o guia propõe um processo de letramento anticapacitista, começando pela forma como nos expressamos. Ao tratar do capacitismo linguístico, o material orienta a substituição de termos ultrapassados por expressões corretas e respeitosas, explicando por que palavras como “portador de deficiência”, “deficiente mental” ou “surdo-mudo” desumanizam e reforçam estigmas históricos. Mais do que listar o que não deve ser dito, o guia convida à reflexão sobre o impacto das palavras na construção de relações e ambientes.

No esporte, o guia é direto ao afirmar que o desempenho de atletas com deficiência não deve ser narrado como exceção ou superação pessoal. O esporte, destaca o material, é resultado de trabalho, treino, talento e estratégia. Colocar a deficiência como elemento central da narrativa distorce o sentido da prática esportiva e reforça estereótipos.

O conteúdo também aborda situações recorrentes no ambiente de trabalho e no convívio social, como a infantilização de adultos com deficiência, a exclusão de processos decisórios, a presunção de incapacidade para liderar projetos ou a desigualdade de reconhecimento e remuneração. Em todos esses casos, o capacitismo se manifesta de forma estrutural, indo além de atitudes individuais.

Outro eixo central da publicação é a interseccionalidade. O guia reconhece que o capacitismo se entrelaça a outros preconceitos, como racismo, sexismo, LGBTQIAPN+fobia, classismo, etarismo e xenofobia, ampliando desigualdades e barreiras. Enfrentá-lo exige, portanto, um olhar atento à complexidade das experiências e ao protagonismo das pessoas com deficiência.

Para o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Araújo, o guia representa um passo decisivo na transformação cultural necessária para garantir inclusão efetiva no esporte e na sociedade.

“O Guia Capacitista em Desconstrução é essencial porque transforma consciência em ação. Ele mostra como o capacitismo aparece no dia a dia e como isso cria barreiras que afastam pessoas com deficiência do esporte e da vida em sociedade. O desafio é cultural e diário. É rever práticas, linguagem, estruturas e a forma como acolhemos as pessoas. O esporte é uma das ferramentas mais poderosas para essa mudança, mas só cumpre esse papel quando a inclusão é real”, observa Araújo.

“O recado presente no guia é simples: respeito e acessibilidade não são favor. São direitos. E o guia é um passo concreto para acelerar essa transformação”, complementou.

Em 2025, o Ministério do Esporte também lançou o Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que reúne bases conceituais, orientações para avaliação, planejamento de intervenções e monitoramento de resultados, ampliando o acesso à prática esportiva em diferentes contextos.

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Guia integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, diversidade e acessibilidade (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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