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No silêncio dos laboratórios, uma brasileira desafia a paralisia

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos um tempo em que o noticiário parece disputar nossa atenção pela exaustão. Tragédias, crimes, escândalos, disputas políticas e indignações fabricadas ocupam quase todo o espaço público. O barulho é constante, repetitivo e, muitas vezes, paralisante. Nesse cenário ruidoso, passam despercebidas as notícias que não gritam — aquelas que nascem no silêncio, no tempo lento da pesquisa científica, da observação meticulosa e da insistência paciente. Notícias de gente que insiste em produzir futuro em um país pouco acostumado a celebrá-lo.

Vivemos um tempo em que o noticiário parece disputar nossa atenção pela exaustão. Tragédias, crimes, escândalos, disputas políticas e indignações fabricadas ocupam quase todo o espaço público. O barulho é constante, repetitivo e, muitas vezes, paralisante. Nesse cenário ruidoso, passam despercebidas as notícias que não gritam — aquelas que nascem no silêncio, no tempo lento da pesquisa científica, da observação meticulosa e da insistência paciente. Notícias de gente que insiste em produzir futuro em um país pouco acostumado a celebrá-lo.

É nesse contexto que surge a trajetória de Tatiana Sampaio, médica e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Longe dos holofotes, ela vem conduzindo há décadas um trabalho científico que pode impactar diretamente a vida de pessoas que convivem com diferentes tipos de paralisia. Não se trata de promessa vazia nem de discurso motivacional, mas de ciência aplicada, construída com método, persistência e tempo.

Tatiana desenvolveu a polilaminina, um medicamento ainda experimental elaborado a partir de proteínas extraídas da placenta. A substância atua na regeneração dos nervos da medula espinhal, estimulando a reconexão de neurônios rompidos por lesões traumáticas. Em termos simples — e justamente por isso impressionantes — a proposta é restabelecer conexões que, até hoje, a medicina tratava como irreversíveis. Nesse cenário, a paralisia deixa de ser um ponto final absoluto e passa a admitir a possibilidade de uma vírgula.

É importante destacar: não estamos diante de uma descoberta repentina, dessas que surgem da noite para o dia e desaparecem com a mesma velocidade com que viralizam. A polilaminina é fruto de 25 anos de pesquisa, testes laboratoriais, experimentos, erros corrigidos, hipóteses revistas e persistência científica. Um trabalho longo, silencioso e, muitas vezes, invisível ao grande público. Recentemente, esse esforço alcançou um marco relevante: a Anvisa autorizou o início dos testes clínicos de fase 1 em humanos, destinados a avaliar a segurança da aplicação da substância diretamente na medula espinhal.

E é exatamente nesse ponto que o entusiasmo precisa caminhar ao lado da cautela. Testes de fase 1 não significam cura, nem indicam resultados imediatos. Significam responsabilidade. Significam que a ciência está fazendo o que precisa ser feito: avançar com rigor, respeitando protocolos, limites éticos e o tempo necessário para evitar falsas promessas. Entre um avanço de laboratório e um tratamento amplamente disponível, existe um caminho longo, que passa por múltiplas fases clínicas, análises estatísticas e avaliações regulatórias.

Celebrar a pesquisa de Tatiana Sampaio não é anunciar milagres, nem alimentar expectativas irreais em pacientes e famílias. É reconhecer que o Brasil ainda é capaz de produzir ciência de fronteira, mesmo em um ambiente historicamente hostil à pesquisa. É compreender que cada passo dado com cautela hoje evita frustrações profundas amanhã. Ciência séria não corre — ela avança.

Ainda assim, seguimos distraídos. Em uma semana, o país se mobiliza — com razão — pela morte do cachorro Orelha. Em outra, discute escândalos financeiros, crises bancárias, fraudes e disputas políticas barulhentas. Tudo isso importa. Mas chama atenção como boas notícias raramente ganham o mesmo espaço, o mesmo fôlego ou a mesma indignação coletiva. A ciência, quando não vira polêmica, vira silêncio.

Valorizar o trabalho de Tatiana Sampaio não é apenas celebrar uma cientista. É afirmar que o Brasil ainda produz futuro, mesmo quando parece afogado no presente. Seu trabalho nos autoriza a ter esperança — mas uma esperança adulta, que respeita o tempo da realidade e não confunde pesquisa séria com promessa fácil. Otimismo, sim. Pressa, não. Porque quando a ciência acerta, ela muda vidas. E isso exige método, paciência e respeito ao processo.

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Vai começar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Torneio Rio-Minas abre o ano do futebol de mesa para o Friburguense 

A expectativa é alta para brilhar nas mais diversas competições nesta temporada. A começar por um desafio interestadual. O Petropolitano Foot-Ball Club será a sede da terceira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 Toques, neste fim de semana, 31 de janeiro e 1º de fevereiro. As edições anteriores foram disputadas em Areal, na Região Serrana, em 2024, e em Juiz de Fora-MG, em 2025.

Torneio Rio-Minas abre o ano do futebol de mesa para o Friburguense 

A expectativa é alta para brilhar nas mais diversas competições nesta temporada. A começar por um desafio interestadual. O Petropolitano Foot-Ball Club será a sede da terceira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 Toques, neste fim de semana, 31 de janeiro e 1º de fevereiro. As edições anteriores foram disputadas em Areal, na Região Serrana, em 2024, e em Juiz de Fora-MG, em 2025.

Neste sábado, 31, às 14h, acontece o confronto entre as seleções do Rio de Janeiro e Minas Gerais, no formato 6 x 6, no qual os seis jogadores de cada equipe enfrentam os seis adversários ao longo de seis rodadas. Ao final, a equipe com maior pontuação será a vencedora.

Já no domingo, 1º, a partir das 9h, será disputada a competição individual, com 16 atletas de cada estado. Pelo Rio de Janeiro, participam representantes do Friburguense, Fluminense, Vasco, América, Humaitá e Petropolitano. Minas Gerais estará representada por atletas do Von Schmidt, Liga Campanhense, Grêmio Mineiro e Tupi.

Após a fase de grupos, haverá intervalo para almoço às 12h30, com o início da fase eliminatória previsto para 13h30. O encerramento da competição está programado para 16h. O Torneio Rio-Minas é organizado pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj) e pela Federação de Futebol de Mesa do Estado de Minas Gerais (Fefumenge).

Na disputa de seleções, o Rio de Janeiro venceu as duas edições anteriores: em 2024, por 70 a 37, e em 2025, por 77 a 26. Na edição individual de 2024, o campeão foi Nando (Vasco), que venceu na final seu companheiro de clube, Igor Quintaes, também do Vasco. Hiêgo, do América — atualmente no Vasco —, completou o pódio na terceira colocação.

Já na edição de 2025, o título ficou com Fábio Gama, da Liga Campanhense de Futebol de Mesa (LCFM), de Minas Gerais, que superou Nando (Vasco), campeão da primeira edição, na final. Marcos Antunes (Fluminense) completou o pódio na terceira posição.

 

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Vai melhorar?

CBF anuncia programa de profissionalização de árbitros de futebol

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional da história da entidade. O projeto prevê a contratação, por temporada, de equipes fixas para apitar as partidas profissionais do Brasileirão da Séria A, ao longo do ano. Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade. Eles contarão também com apoio técnico, psicológico e preparação física.

Ao todo, são 72 profissionais contratados, sendo 20 árbitros centrais (11 deles do quadro da Fifa, a Federação Internacional de Futebol), 40 assistentes (sendo 20 da Fifa), e outros 12 (também credenciados na Fifa) para atuarem como árbitros de vídeo (VAR). Ao final de cada ano, eles estarão passíveis a rebaixamento, pelo menos dois de cada função, com a consequente promoção de outros que tenham se destacado na temporada.

Até então, apesar de atuarem como profissionais de elite no esporte, os árbitros de futebol brasileiros não tinham vínculo formal com a CBF e recebiam por partida trabalhada, um ofício do tipo freelancer. Além da remuneração específica, segundo a CBF, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Eles receberão notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Também integrarão um ranking que será atualizado a cada rodada.

Os primeiros árbitros profissionalizados da confederação brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo. A rede de apoio incluirá preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo e com avaliações periódicas, técnicas e físicas.

Oficialmente, o novo programa começará em março, quando as contratações e o novo padrão de funcionamento da arbitragem estarão implantados. O valor investido no programa de profissionalização será R$ 195 milhões para os biênios 2026 e 2027.

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    Botonistas do Friburguense iniciam mais um ano com vários desafios importantes pela frente (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Rio de Janeiro e Minas Gerais colocam alguns dos seus principais talentos em mais uma edição do torneio (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Nova chance

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Ministério do Esporte publica edital do Bolsa Atleta 2026

O Ministério do Esporte publicou o edital do Programa Bolsa Atleta, que regulamenta a concessão do benefício para o próximo ciclo. As inscrições estão abertas e seguem até 6 de fevereiro de 2026, com previsão de publicação da primeira lista de atletas contemplados entre 23 e 27 de março. O cronograma também prevê prazo para complementação de documentos, interposição de recursos e divulgação da lista final até o fim de abril.

Ministério do Esporte publica edital do Bolsa Atleta 2026

O Ministério do Esporte publicou o edital do Programa Bolsa Atleta, que regulamenta a concessão do benefício para o próximo ciclo. As inscrições estão abertas e seguem até 6 de fevereiro de 2026, com previsão de publicação da primeira lista de atletas contemplados entre 23 e 27 de março. O cronograma também prevê prazo para complementação de documentos, interposição de recursos e divulgação da lista final até o fim de abril.

“O Bolsa Atleta é uma das políticas públicas mais importantes para o fortalecimento do esporte brasileiro. Com a publicação deste edital, damos início a um novo ciclo que garante previsibilidade, apoio financeiro e condições para que nossos atletas sigam treinando, competindo e representando o Brasil em alto nível. Nosso compromisso é assegurar que esse investimento chegue a quem está na ativa e dedicado ao esporte, valorizando o mérito e a trajetória de cada atleta”, destacou o ministro do Esporte, André Fufuca.

O edital estabelece critérios, categorias e prazos para atletas das categorias olímpica, paralímpica e surdolímpica, internacional, nacional, de base e estudantil e considera resultados obtidos em competições realizadas ao longo de 2025, desde que reconhecidas pelo Ministério do Esporte. Para a secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, a abertura do novo edital reforça o papel estruturante do programa para o desenvolvimento esportivo do país.

“Temos a responsabilidade de conduzir esse processo com critérios de transparência, integridade e respeito aos atletas, garantindo que o recurso público chegue a quem realmente está em atividade e representando o país. Como atleta, sei o quanto esse apoio é decisivo para assegurar treino, competição e permanência no esporte. Este edital representa oportunidade, continuidade e segurança para milhares de atletas em diferentes fases da carreira”, afirmou Iziane.

O edital também detalha as etapas do processo seletivo, desde a inscrição no Sistema Bolsa Atleta, a análise documental, os critérios de prioridade conforme a disponibilidade orçamentária, até a assinatura do Termo de Adesão e o pagamento das parcelas mensais do benefício, concedido pelo prazo de até 12 meses.

O novo edital mantém e reforça a política de proteção às atletas gestantes, puérperas e adotantes e assegura a renovação da Bolsa Atleta mesmo nos casos em que a participação em competições tenha sido interrompida por motivo de gestação ou puerpério. Nessas situações, é permitido utilizar resultados esportivos obtidos antes da gravidez, além da possibilidade de acréscimo de até seis parcelas, respeitado o limite máximo de pagamento previsto. Durante esse período, também não é exigida a comprovação de plena atividade esportiva na prestação de contas.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente de forma online, por meio do portal gov.br, com envio de formulário e documentação comprobatória diretamente no Sistema Bolsa Atleta. Todas as informações, modelos de documentos e orientações estão disponíveis no site do Ministério do Esporte.

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Bolsa Atleta de 2026, com inscrições abertas, mantém diretrizes adotadas durante o ano passado (Foto: Mariana Raphael/MEsp)
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Nikolas acorda o Brasil

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere.

É claro que os esquerdistas de carteirinha e a imprensa comprada desse país se limitou a comemorar a descarga elétrica, que caiu, no último fim de semana, na Praça do Cruzeiro, em Brasília e feriu 89 pessoas, sendo que 47 tiveram de ser hospitalizadas. Nada sobre a caminhada épica promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um jovem político que contrasta com a classe política bolorenta e acomodada, com as benesses e os prazeres que o poder confere. Esquecem que foram eleitos, pelo povo, para defenderem os seus direitos e, principalmente, zelar pelos princípios democráticos que são o alicerce, ou deveriam ser, do Brasil. Num país sério, que nunca foi o nosso caso, desde seu descobrimento, pessoas como Alexandre de Moraes e Dias Toffolli, que são membros da mais alta corte do país, já deveriam ter sido afastados de suas funções, pelas atitudes tomadas em várias situações graves, que abalam ou abalaram o país. O caso Master que o diga,

Nikolas, ao contrário, pertence a ala jovem do parlamento, ainda não contaminado nem temerário de represálias, caso tomem medidas que contrariem os interesses maiores dos medalhões da república, pois, com certeza, não tem nada a esconder. Daí ter saído de Paracatu, Minas Gerais e caminhado cerca de 240 quilômetros, até a Praça do Cruzeiro, em Brasília. Aliás, esse foi o local mais visitado durante a construção da nova capital, em função de ser o ponto mais alto da região e de onde se tinha uma vista privilegiada da cidade que surgia. Anterior ao projeto de Lucio Costa, por causa do Cruzeiro ali instalado, o local nasceu tão importante quanto a própria cidade, que se construía aos seus pés.

Pois, foi nesse ponto histórico que a caminhada terminou, com cerca de 25 mil pessoas, num grande temporal que assolou Brasília naquele domingo, 25 de janeiro. Cercado por milhares de manifestantes, do alto de um carro de som, dirigiu um recado direto ao membro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes: “O Brasil não tem medo de você”, disse em tom desafiador. O deputado afirmou estar ali “acima de tudo para despertar o país”, pois passado o vendaval do mensalão, petrolão, Lava a Jato - esse abortado pela própria corte suprema, na pessoa de Edson Fachin - o país continuou sua sina de escândalos e corrupção. Aqueles que são honestos, cumpridores do dever, verdadeiros brasileiros, pensam sempre que não são cidadãos e, sim, otários.

Ainda não caiu no esquecimento o roubo promovido nas contas dos aposentados do INSS, a quebra de uma instituição que já foi orgulho desse país, os Correios (aliás, pobre Correios, pois basta entrar um governo do PT para ele quebrar), a panaceia do 8 de janeiro de 2023 e, o mais recente de todos, o escândalo do Banco Master, com seu rombo de R$ 41 bilhões. Aliás, não saberemos nem a metade desse “affair”, tamanho o número de graúdos da classe política envolvidos nessa liquidação. Como sempre, a apuração será mantida debaixo de sete chave, no famoso sigilo de justiça, na realidade um dispositivo para proteger figuras “importantes”.

Mas, o fato é que Nikolas deu uma demonstração de que se quisermos, conseguiremos muita coisa. É claro que não se pode contar com essa mídia fajuta e comprada do Brasil (da qual me envergonho, sendo jornalista) que a única coisa que noticiou foi o raio que caiu em Brasília, quando os manifestantes lá chegaram, pois chovia muito e com nuvens carregadas. Dos 89 atingidos, 47 foram medicados e destes, 11 demandaram cuidados médicos maiores.

Pior do que esse fenômeno natural, foram as manifestações nas redes sociais lamentando o fato do raio não ter matado ninguém. Típico de mentalidades tacanhas e obscuras. E como não podia deixar de ser, o sorriso irônico da apresentadora do Fantástico, ao divulgar esse triste episódio. Seria esse o papel decente de uma “repórter”?

 Algo tem de ser feito, pois por mais que se tente dar loas ao atual governo, a sina de escândalos que persegue o PT é uma constante e, apesar dos arroubos democráticos dos defensores do atual regime, nada mudou na dinâmica de atuação do partido do presidente da República. Por isso, o ato de Nikolas tem um significado muito importante, afinal é de um deputado jovem, com popularidade e, talvez, com condições de influenciar muitos dos nossos eleitores da sua idade, que estão se deixando levar pela propaganda maldita de velhos caciques, muito mais interessados na manutenção da situação atual, pois para eles é altamente interessante. Manter o povo dependente do governo para tudo, haja visto programas como o Bolsa Família, é uma garantia de votos não importa em qual eleição, um cabo eleitoral de peso.

 Li estarrecido, que o Estado do Pará, consolidou-se como um dos maiores beneficiários do Bolsa Família, com mais de 1,2 milhão de famílias recebendo o auxílio. Aliás, é um dos seis estados brasileiros com mais de um milhão de integrantes no programa. Ele prevê R$ 600 por domicílio, R$ 100 por cada criança de 0 a 6 anos e R$ 50 para gestantes e nutrizes e crianças de 7 a 12 anos.

Que venham outras caminhadas, ordeiras como sempre foram aquelas promovidas pela direita do país, com o objetivo maior de tentar colocar um fim na baderna que se tornou o Brasil de hoje. Essa é a única maneira de se tentar botar ordem na casa.

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Dizer “eu sinto”

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Sentimos.

Sentimos o caos, a vida, o amanhecer, o entardecer, o anoitecer.

As folhas das árvores caindo, a chuva descendo, as ondas do mar batendo, o vento soprando, a alegria transbordando, a tristeza fincando, a raiva desorientando, a ansiedade pulsando. A música vibrando, o carro andando, a roda girando, o sono chegando, o tempo passando.

Somos dotados de sentimentos e emoções que invadem o nosso ser sem pedir licença, transformando um dia sereno em uma tempestade ou vice-versa.

Sentimos.

Sentimos o caos, a vida, o amanhecer, o entardecer, o anoitecer.

As folhas das árvores caindo, a chuva descendo, as ondas do mar batendo, o vento soprando, a alegria transbordando, a tristeza fincando, a raiva desorientando, a ansiedade pulsando. A música vibrando, o carro andando, a roda girando, o sono chegando, o tempo passando.

Somos dotados de sentimentos e emoções que invadem o nosso ser sem pedir licença, transformando um dia sereno em uma tempestade ou vice-versa.

Falar sobre o nosso próprio sentir não é fácil. Às vezes, não conhecemos ou não sabemos nomear e descrever as emoções que transbordam dia após dia.

Lembro, quando mais nova, que a vergonha me encontrava por não conseguir falar com clareza o que eu sentia. Quiçá, por achar que sentia demais, diferente das outras pessoas, e por não entender todos os sentimentos que fazem parte da natureza humana.

Ao longo da minha caminhada pessoal e profissional, esse sentir foi ficando mais cristalino e, hoje, aqui me encontro, falando e trabalhando com desenvolvimento socioemocional. 

Voltar o olhar para o nosso interior, acolher e expressar sentimentos com autenticidade, sem ferir a si mesmo e ao outro, envolve abertura, entendimento, desenvolvimento.

Externalizar o que nos consome, evita que o sentir se transforme em correntes pesadas de chumbo, que carregamos sem precisar. E, se a voz falhar ou faltar, as palavras podem ser organizadas em letras que dançam no papel, para depois serem proferidas, com calma e verdade.

Respire fundo! Se permita dizer “eu sinto”! 

“Eu sinto tristeza quando você fala dessa forma comigo”, “Eu sinto o mundo vibrar quando estou ao seu lado”, “Eu entendo o seu ponto de vista, mas me sinto cansado”. “Eu sinto que não sou mais como antes”.

Frases que deixam de ser ditas e que, quando abraçadas, trazem transparência para a vivência, irradiando saúde socioemocional.

Essa prática pode trazer alguns desconfortos no início, mas, depois, o conforto vem como o passear em uma canoa no lago sereno. O peso carregado vai se dissolvendo, dando lugar a conexões mais puras e profundas.

Abandonar essas amarras, desperta uma comunicação mais assertiva e fluida, garantido que a nossa essência seja respeitada, resguardando o amor próprio e a paz, fortalecendo o bem-estar físico, social e emocional.

Até a próxima quarta!

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Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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O robô cozinheiro

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Pelo menos para uma outra coisa eles servem, se não, como é que iam existir mães e bebês?

Pelo menos para uma outra coisa eles servem, se não, como é que iam existir mães e bebês?

Há anos, participei de um encontro cujo tema era a criação dos filhos, situação em que, na época, eu me encontrava, ou, mais propriamente, me desencontrava, com três filhos pequenos e tentando ensinar português a sei lá quantos alunos: eram talvez duzentos: pareciam milhões. Os palestrantes cobriram as mulheres de elogios, todos muito merecidos, sem dúvida. Merecidos e insuficientes, porque elas merecem ser louvadas em prosa e verso, merecem toda a literatura já escrita no mundo.

Foi naquele encontro que conheci o conceito de “maternagem”, que é algo mais do que maternidade. É a maternidade acrescida daquela mensagem que, em silêncio, o coração materno diz ao recém-nascido: “Eu te amo, fique tranquilo”. O bebê reencontra a paz quando é colocado no colo da mãe pela primeira vez.  Ele estava navegando no paraíso e, de repente, foi atirado para fora das águas tranquilas que o agasalhavam. Ao ser abraçado pela mãe, ele descobre que pode voltar a dormir em segurança, e que o mundo aqui fora também pode ser um bom lugar para se viver.

Mas, lá pelas tantas, comecei a me sentir uma vassoura sem piaçaba, uma faca enferrujada, uma colher sem cabo, uma lâmpada queimada. Enfim, um imprestável utensílio doméstico. Ousei então perguntar para que serviam os pais. A resposta que me deram pouco me consolou: “Para dar apoio às mães”.  Calei a boca, mas no fundo achava, e acho, que pelo menos para uma outra coisa eles servem, se não, como é que iam existir mães e bebês?

Agora, tantos anos depois, leio que uma empresa alemã criou um robô que cozinha melhor do que o mais consagrado dos chefs internacionais. Já preparou um cardápio de cento e oitenta pratos, e quem provou diz que são deliciosos. Basta deixar os ingredientes à mão e fazer o pedido, ou os pedidos, porque o danado é capaz de preparar dezenas de refeições ao mesmo tempo e em poucos minutos. Infelizmente, nem adianta você, caro leitor, ou leitora ainda mais cara, querer reservar mesa para um romântico jantar a dois. No momento, saborear as maravilhas desse mestre-cuca está um pouco além dos trocados que você tem no banco. É coisa para o garfo do trilionário Elon Musk.

Até aí tudo bem, sou a favor de todos os progressos, sobretudo o progresso gastronômico. E espero o dia que há de vir em que até assalariado brasileiro poderá sentar-se à mesa e pedir ao garçom: “Traz aqui o robô cozinheiro que eu quero fazer meu pedido diretamente a ele”. Enfim, sonhar não custa nada, é mais barato do que um prato de angu.  

A essa altura, você estará pensando que eu fiz uma sopa maluca, comecei na maternidade e acabei na cozinha. Não é bem assim. É que o robô também lava e arruma as louças e talheres, com robótica perfeição. Diante dessa notícia, eu me lembrei daquele encontro de que falei acima, no qual me senti um inútil, diante da multiplicidade de talentos femininos. Eis que atualmente meu maior orgulho é lavar a louça das refeições. Ponho os pratos, copos e talheres brilhando e me sinto um herói, digno da admiração e do respeito da família e da sociedade. Pois até essa última glória me vai ser tirada, pois tão logo o robô cozinheiro esteja nas lojas, minha mulher vai querer comprar um e aí o que me restará? Dar apoio ao robô, e olhe lá!

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Microconto: Acidente

Saiu do bar já meio tonto e viu os faróis brilhando no cruzamento das ruas. Quando abriu os olhos, só via máscaras, tubos, fios e luzes que piscavam.

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Retorno

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

NFFC volta a fazer parte da Federação Estadual de Futmesa

Após um breve período de licença, o Nova Friburgo Futebol Clube está de volta à Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj). Desta forma, o município passa a ter mais um representante na entidade, que já conta com a AFFM / Friburguense. O retorno foi celebrado pela Federação, que destacou a “continuidade ao processo de interiorização do esporte”. O clube será representado por Wesley Áreas da Silva, que participará das competições na regra Dadinho.

NFFC volta a fazer parte da Federação Estadual de Futmesa

Após um breve período de licença, o Nova Friburgo Futebol Clube está de volta à Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj). Desta forma, o município passa a ter mais um representante na entidade, que já conta com a AFFM / Friburguense. O retorno foi celebrado pela Federação, que destacou a “continuidade ao processo de interiorização do esporte”. O clube será representado por Wesley Áreas da Silva, que participará das competições na regra Dadinho.

A equipe verde e rubro vem investindo na modalidade ao longo dos últimos anos, com alguns acontecimentos marcantes durante o período. Em 2021, por exemplo, aconteceu a inauguração oficial do Espaço destinado para a prática do Futebol de Mesa na sede de Conselheiro Paulino. As salas receberam o nome de dois abnegados colaboradores do clube: Carlos Erich Kramer (Chiminga) e Paulo Maduro.

Participantes de competições diversas, a equipe buscou novos ares em terras mineiras, retornando em 2024, após dois anos, às competições no Estado do Rio de Janeiro. No período, o NFFC conquistou um título individual no Mineiro Série Prata, um sexto lugar no Brasileiro de equipes, um título da Série Cobre, um campeonato estadual de equipes e um terceiro lugar.

Dentre os destaques, Jonas Kojala participou da 8ª etapa da tradicional Copa Eldorado, na Arena Eldorado, em Juiz de Fora-MG, evento que reúne os melhores jogadores mineiros e atletas de diversos outros estados. Com ótima campanha, o botonista faturou o 2º lugar, com 21 pontos, no sistema de pontos corridos. Foram seis vitórias, três empates e duas derrotas.

Outro desempenho destacado foi o de César Muniz, que levou o Nova Friburgo ao lugar mais alto do pódio, conquistando o título da Série Ouro do 2º Torneio Centro-Oeste de Futebol de Mesa, na modalidade Dadinho. A competição reuniu 25 atletas de oito estados do país.

Durante o ano passado, no encerramento das comemorações dos 44 anos de fundação da agremiação verde rubro, foram promovidas partidas amistosas entre o Futmesa do NFFC e o Eldorado Futmesa (ADPM). As partidas, pelo modalidade Dadinho, foram no Salão Social do Parque Aquático, em Conselheiro Paulino.

Participaram da atividade os atletas Jonas Kojala, Tiago Spitz, Fabrício Maduro, Wesley Areas e Anderson Magrin (NFFC) e Renato Souza, Rogério Silva, Silvino Júnior, João Paulo e Bruno Calinçane. O amistoso terminou com NFFC 13 x 29 Eldorado Futmesa. Na oportunidade foram entregues diplomas, carta e boton de reconhecimento a Jonas Kojala (coordenador do Futmesa do NFFC) e Renato Souza (representante do Eldorado Futmesa (ADPM).

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    Torneio durante o ano passado foi um dos eventos comemorativos pelo aniversário do clube (Foto: Divulgação Vnicius Gastin)

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    NFFC, novamente filiado, volta às disputadas na categoria Dadinho (Foto: Divulgação Vnicius Gastin)

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Artivismo e educação ambiental

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!
Em meio à deslumbrante natureza no alto do Teleférico de Nova Friburgo , eu desenvolvo, junto à EcoModas, um espaço onde arte, sustentabilidade e educação ambiental se encontram de forma concreta e acessível: o Jardim da Reciclagem. Mais do que um ambiente expositivo, o local vem se consolidando como um território de “artivismo” — um movimento que une arte e ativismo socioambiental para provocar reflexão, mudança de comportamento e impacto positivo.
As obras presentes no jardim são criadas, em sua maioria, por mim e, em muitos casos, busco algum profissional que possa executar algo que eu não consigo fazer. Com um olhar atento às possibilidades e à ressignificação dos materiais, utilizo itens descartados como extintores antigos, mangueiras de incêndio sem uso, plásticos, metais e objetos encontrados em caçambas pelas ruas. Cada escultura transforma aquilo que seria lixo em narrativas visuais que falam sobre consumo, natureza, biodiversidade e responsabilidade coletiva. É onde a arte deixa de ser apenas estética e passa a escoar com propósito.
 
O que é artivismo e onde ele nasceu
O termo artivismo surge da junção das palavras arte e ativismo e ganha força a partir da segunda metade do século XX, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, em meio a movimentos sociais, ambientais e políticos. Desde então, essa linguagem se espalhou pelo mundo por sua capacidade de dialogar com públicos diversos, ultrapassando barreiras acadêmicas e técnicas.
Seu principal objetivo é provocar consciência e engajamento, utilizando a arte como um meio de comunicação direto, sensível e crítico. Diferente da arte contemplativa tradicional, o artivismo convida o observador a refletir sobre seu papel no mundo e sobre os impactos de suas escolhas cotidianas. No contexto ambiental, tornou-se uma ferramenta poderosa para abordar temas como crise climática, poluição, descarte inadequado de resíduos, preservação da biodiversidade e economia circular.
 
O Jardim da Reciclagem
No Jardim da Reciclagem da EcoModas, o artivismo assume uma função educativa clara. Ali está o ExtintoVivo, um boneco criado com cinco extintores de incêndio e um aspirador de pó queimado. É sempre marcante observar a reação das pessoas que param para fotografar ao lado da obra, muitas vezes surpreendidas ao descobrir os materiais que a compõem.
Também fazem parte do espaço três Minions construídos com pneus reutilizados, que alegram o ambiente e arrancam gargalhadas das crianças, além dos Iluminaldos — duas lâmpadas queimadas fixadas em tubos plásticos (que enrolam tecidos das confecções de lingerie da cidade) e com braços feitos de cordas navais encontradas numa praia na Região dos Lagos.
Cada obra funciona como um ponto de diálogo, despertando curiosidade e facilitando a compreensão de temas complexos de forma simples e visual. Crianças, jovens, universitários, turistas e visitantes vivenciam ali uma experiência que vai além da observação: trata-se de aprendizado sensorial, provocação e troca.
As esculturas ajudam a traduzir conceitos como:
  • reaproveitamento de materiais e economia circular;
  • impactos do descarte incorreto de resíduos;
  • relação entre consumo, meio ambiente e qualidade de vida;
  • importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade local.
Durante as atividades educativas promovidas no espaço, o jardim se transforma em uma verdadeira sala de aula a céu aberto, onde o aprendizado acontece por meio da experiência, do contato direto com a arte e da reflexão coletiva.
Impactos mensurados e resultados concretos
O artivismo desenvolvido no Jardim da Reciclagem também gera impactos mensuráveis. Todas as obras são produzidas a partir de materiais que seriam descartados, contribuindo diretamente para a redução de resíduos enviados a aterros e para a valorização do reaproveitamento.
Além disso, o espaço já recebeu:
  • estudantes das redes pública e privada;
  • universitários de diferentes áreas;
  • turistas nacionais e internacionais;
  • empresas em ações de ESG, educação ambiental e sensibilização de equipes.
 
Arte, sustentabilidade e turismo ecológico
Inserido em um dos mais visitados atrativos turísticos de Nova Friburgo, o Jardim da Reciclagem também exerce um papel estratégico no fortalecimento do turismo ecológico e de experiência. Quem sobe o teleférico não encontra apenas paisagem e lazer, mas uma proposta cultural e educativa integrada ao território.
Esse tipo de iniciativa amplia o tempo de permanência do visitante, qualifica a experiência turística e agrega valor ao destino, alinhando-se às novas demandas do turismo contemporâneo, que busca significado, aprendizado e conexão com o local visitado.
 
Quando a arte inspira mudança
O artivismo presente no Jardim da Reciclagem reafirma nossa missão como um negócio de impacto positivo. Provocamos a reflexão, geramos consciência e inspiramos mudanças reais. Cada obra carrega não apenas criatividade, mas uma mensagem clara sobre responsabilidade ambiental e o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais sustentável.
Assim, a arte deixa de ser apenas forma e passa a ser linguagem, ferramenta e ação — um convite permanente para repensarmos a forma como consumimos, descartamos e nos relacionamos com o planeta.
Saudações sustentáveis!
Tudo verde sempre!
Foto da galeria
Jardim da Reciclagem EcoModas (Foto: Divulgação)
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Poderá a alma de um livro ser artificial?

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando me fiz esta pergunta, algo dentro de mim, possivelmente vindo de algum canto da minha alma, começou a reagir negativamente. Não! Como posso falar sobre uma instância abstrata, que não vemos, não tocamos ou ouvimos, mas sentimos sua existência e força, que subsiste ao tempo, às mudanças e à morte. Está na alma o princípio da individualidade, o registro histórico da experiência existencial, quer seja nesta vida ou em outras. É possível que seja o princípio mais abrangente do universo e que exista nas diferentes formas de existências; em todos os seres.

Quando me fiz esta pergunta, algo dentro de mim, possivelmente vindo de algum canto da minha alma, começou a reagir negativamente. Não! Como posso falar sobre uma instância abstrata, que não vemos, não tocamos ou ouvimos, mas sentimos sua existência e força, que subsiste ao tempo, às mudanças e à morte. Está na alma o princípio da individualidade, o registro histórico da experiência existencial, quer seja nesta vida ou em outras. É possível que seja o princípio mais abrangente do universo e que exista nas diferentes formas de existências; em todos os seres.

O livro é um objeto elaborado pela alma humana, capta-a em cada palavra!

O célebre verso de Fernando Pessoa no poema “Mar Português (tudo vale a pena se a alma não é pequena...), ao se referir à grandeza dos esforços de um navegador para atravessar o Cabo Bojador que, para tal, precisa superar diversos níveis de dificuldade e desafio, nos mostra que esta força invisível é também capaz de sustentar atos impossíveis.

Para falar da alma é necessário se destacar a liberdade, ou melhor, o livre arbítrio para tomar decisões autênticas e realizar vontades pessoais em todos as etapas dos processos de realização, experimentando com plenitude um turbilhão de emoções decorrentes. A alma tem inteireza e não se reparte em frações como um quebra-cabeça.

O autor, diante de um projeto literário, sempre desafiador, vê-se, inicialmente à frente de uma página em branco, sedenta de texto, em que a ausência de ideias e palavras é um desafio tão assustador quanto é para o navegador atravessar o Cabo Bojador.

Mas, de repente, do espanto, da admiração e da estranheza aos fatos da vida, as palavras vão surgindo, riscando a brancura do papel, desenhando frases, compondo um texto, seja em que estilo literário for. É um momento que tem um pouco de magia, que expõe emoções e percepções do autor, que possui o cansaço infinito do trabalho. Ah, é muito trabalho! É um tempo a perder de vista em que ele escreve, lê, corrige, reescreve, e vai, de solavanco em solavanco, compondo sua obra literária. É aí que a alma literária do livro é gestada com significação.

Amigo leitor, é verdade que se eu for num site de Inteligência Artificial, escrever uma ideia e pedir para que me apresente um texto, terei, numa fração de minutos, um texto pronto feito por um robô. Um texto que pode ser até perfeito. Mas sem alma!

A alma do autor alimenta a alma do leitor, que por sua vez alimenta a do autor. É uma retroalimentação. Obras compostas por inteligências humanas sobrevivem ao tempo como os clássicos: “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, publicado em 1862; as peças de Shakespeare, lançadas no final do século XVI e início do século XVII e o romance “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes lançado no início do século XVII. Foram obras criadas para serem lidas por pessoas humanas. São livros que possuem almas imortais. O mesmo podemos dizer sobre a obra de Lewis Carol, “Alice no País das Maravilhas” publicada em 1865.

Noutro dia li que um cientista da robótica estava preocupado com um robô doméstico que ele havia criado. O tal robô era capaz de dar um soco na cabeça de alguém com tamanha força que poderia matar. Ainda estamos engatinhando nesses processos de criação artificial. Que conteúdo um robô literário pode apresentar às crianças? Hoje, em 2026, os robôs são planejados, administrados e comandados por humanos. Mas amanhã... Que preocupações éticas os humanos terão ao demandar temas aos robôs para serem lidos por crianças e adolescentes?

É, meu amigo, 2026 vai nos obrigar a pensar sobre o fazer literário e suas consequências futuras.

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A VOZ DA SERRA é uma voz que amplifica o conhecimento

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

           A embarcação na charge de Silvério veio me levar para os anos 90, quando minhas filhas eram crianças e a lista de material escolar era o sufoco no primeiro mês do ano. Os preços exorbitavam tanto nos caprichos da carestia que o financiamento era feito em 12 meses, já esbarrando na nova compra de material do ano seguinte. Diferente da minha infância, quando os livros eram passados de irmão para irmão e até para primos ou vizinhos. A pasta de carregar o material era usada o ano inteiro e só se comprava outra caso rasgasse ou se danificasse.

           A embarcação na charge de Silvério veio me levar para os anos 90, quando minhas filhas eram crianças e a lista de material escolar era o sufoco no primeiro mês do ano. Os preços exorbitavam tanto nos caprichos da carestia que o financiamento era feito em 12 meses, já esbarrando na nova compra de material do ano seguinte. Diferente da minha infância, quando os livros eram passados de irmão para irmão e até para primos ou vizinhos. A pasta de carregar o material era usada o ano inteiro e só se comprava outra caso rasgasse ou se danificasse. Lápis, borracha, apontador e demais componentes da lista eram comprados apenas se fossem necessários mesmo. Nada de invenção de moda!...

            Entretanto, agora na geração de minha neta, na “volta às aulas”, o Procon já identificou que “60% dos itens da lista tiveram aumento de preço”. Por outro lado, “40% apresentaram redução de preço e em alguns casos, as variações foram positivas...’.  “Especialistas destacam que planejar as compras, comparar preços entre diferentes estabelecimentos sempre dão bons resultados. A mãe de dois estudantes, Karen Moutran, contou que em vez de ir às papelarias, ela passou a aproveitar a compra coletiva feita pelo sistema de cooperativa, desenvolvido pela escola dos filhos. Outros pais dão preferência para as compras online, pela praticidade do conforto e pelas ofertas imperdíveis de algumas plataformas.

A compra do material escolar envolve pesquisa e sola de sapato nas buscas. Mas, acima de tudo, envolve muito amor, pois mais um ano letivo se inicia, trazendo novas esperanças, conhecimentos, novas amizades e mais memórias afetivas.

            Boa notícia LaÍs Lima nos trouxe sobre a taxa de feminicídios em Nova Friburgo. Felizmente, nossa cidade “mantém índices abaixo da média nacional”. Enquanto isso, o Brasil tem novo recorde, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Os números são alarmantes, desde a “tipificação do crime”. Nova Friburgo possui “uma rede estruturada de proteção à mulher”, pois temos o único sistema da Região Serrana que conta “simultaneamente com um Centro de Referência da Mulher e uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher”. Parabéns, cidade!

            “Janeiro Branco” é o mês que reforça a importância do cuidado com a saúde mental”. Mais do que oportuno, já que é o tempo de renovar propósitos e esperanças. É também o mês de ilustres aniversariantes. Na última quinta-feira, 22, completou mais um ciclo, o querido Dalton Carestiato, pessoa que tem história na vida friburguense, amigo das causas sociais, relevante no Rotary, na Carestiato Editores, meu amigo e amigo da trova. Outra ilustre, do dia 24, Vanderleia, “Abrace Essa Ideia” e se abrace em nossos abraços. Flávio Stern, do dia 25, pessoa da mais alta qualidade, da Acianf, do Trilhas do Araçari e de tantas outras referências. Parabéns, queridos e querida. Felicidades!

            O doutor Bernardo Furrer, médico e ambientalista, une os seus pendores para elucidar, em sua coluna de fim de semana, assuntos relevantes que nos posicionam diante da mais estreita ligação com o meio ambiente. No terceiro artigo da série sobre o que é o ICMS Ecológico, o colunista alertou sobre o seu devido uso,  destacando que a sociedade deve se manifestar  “nos variados graus da sua representatividade...”.  Mais adiante, Furrer ressalta trecho de Jacylene Ramos Penedo, do seu livro “Suspiros do Universo”: “Que não sejamos desmatadores, mas jardineiros da esperança. Que cuidemos de cada folha como se fosse uma criança”. Muito grata ao doutor Bernardo por seus conhecimentos. Então, pessoal, vamos aprender com quem sabe! O Planeta agradece...

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