Blogs

Procedimento estético para o rosto e maquiagem para a Saúde

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Lucas Barros

Há algo de curioso — e, de certo modo, simbólico — quando um gestor público, no caso, o prefeito de Nova Friburgo, decide aparecer nas redes sociais exibindo procedimentos estéticos como se estivesse protagonizando a campanha de uma clínica de estética da cidade.

Não há ilegalidade nisso. Não há, sequer, proibição. Mas há momentos em que a forma fala mais alto que o ato. E, sobretudo, há contextos que exigem mais sensibilidade do que vaidade.

Há algo de curioso — e, de certo modo, simbólico — quando um gestor público, no caso, o prefeito de Nova Friburgo, decide aparecer nas redes sociais exibindo procedimentos estéticos como se estivesse protagonizando a campanha de uma clínica de estética da cidade.

Não há ilegalidade nisso. Não há, sequer, proibição. Mas há momentos em que a forma fala mais alto que o ato. E, sobretudo, há contextos que exigem mais sensibilidade do que vaidade.

Cuidar da própria imagem é legítimo. Todos cuidamos, em maior ou menor medida. O problema não está no procedimento, mas na mensagem que se escolhe transmitir em um município que enfrenta dificuldades evidentes na área da saúde, onde faltam respostas, estrutura e, muitas vezes, o básico.

Brilho na pele, escuridão na Saúde  

Enquanto alguns buscam atendimento nos hospitais e encontram filas, demora ou ausência, o que se vê na tela é um roteiro leve, bem iluminado, quase ensaiado. Enquanto alguns veem procedimentos estéticos com luvas, tudo limpo e organizado na clínica de estética, o popular encontra o hospital com enfermeiros atendendo sem insumos básicos.

É uma narrativa de quem se diz populista, mas que não dialoga com a realidade de quem depende e vive o sistema público de saúde do município. E é justamente essa desconexão que incomoda. Não pela estética em si, mas pela ausência de total senso de oportunidade em um momento que exige cuidado.

E, nesse cenário, cada gesto comunica. Cada publicação transmite uma mensagem. Quando a cidade vive um momento de fragilidade na saúde, o esperado não é leveza estética, mas firmeza de quem quer fazer acontecer. Não é o brilho de uma lente, mas a clareza de uma resposta para que não enxerga solução. Porque quem está na ponta não enxerga estética — enxerga ausência, dor e desamparo de não conseguir ser atendido.

A vida política exige leitura de ambiente. Exige entender o tempo, o lugar e, principalmente, as dores de quem está do outro lado – especialmente quem precisa de você, prefeito. Não se trata de proibir o gestor de viver sua vida privada, mas de compreender que, ao ocupar um cargo público, a linha entre o pessoal e o institucional se torna inevitavelmente mais tênue — especialmente quando se utiliza a própria rede social como ferramenta de comunicação pública.

Quando o retoque vai além do rosto

Mas ainda há um detalhe que agrava esse cenário e que não pode ser tratado como periférico. Não é a primeira vez que críticas ao governo municipal desaparecem das redes sociais. Comentários são apagados, manifestações de insatisfação são filtradas e o que deveria ser um espaço de diálogo se transforma, pouco a pouco, em vitrine controlada. Isso, sim, revela um problema mais profundo. Trata-se de uma vaidade - que nesse momento não tem qualquer significado estético.

Um agente público que utiliza suas redes como extensão de sua atuação política não pode tratar a crítica como um ruído a ser eliminado. Apagar comentários não resolve problemas — apenas os empurra para fora do campo de visão. E governar não é administrar percepção, é lidar com realidade, inclusive quando ela incomoda.

Esse comportamento, inclusive, já foi objeto de observação nesta coluna em outras ocasiões e voltou a ser destacado recentemente por diferentes portais de notícias da região. Não se trata, portanto, de um episódio isolado, mas de uma prática que se repete. E práticas reiteradas acabam revelando mais do que qualquer discurso cuidadosamente construído em roteiros e edições.

Há uma diferença importante entre comunicação e propaganda. Comunicar é prestar contas, explicar decisões, ouvir a população. Propaganda, por outro lado, constrói uma imagem — muitas vezes distante daquilo que se vive no cotidiano. Quando a segunda começa a substituir a primeira, transforma-se a gestão em narrativa, e não em entrega. Sim, podemos harmonizar o rosto, mas jamais, desarmonizar o debate.

Não é sobre estética, é sobre o que ele ignora

No fim das contas, a questão não é estética. É prioridade. Não é sobre o procedimento em si, mas sobre o momento em que ele é exposto e divulgado quase como uma propaganda. Não é sobre o vídeo, mas sobre o contraste que ele cria diante de uma população que ainda busca respostas básicas para problemas urgentes e o seu gestor está fazendo algo semelhante a um marketing.

Talvez o título dessa coluna diga mais do que parece. Procedimentos estéticos cuidam da superfície. A maquiagem cobre imperfeições, suaviza marcas e cria a ilusão de harmonia. Mas, na gestão pública, não é o rosto que precisa de ajustes — é a realidade que exige transformação.

No final, a população não espera um prefeito bem bonito e bem enquadrado em vídeo. Espera um gestor que encare, sem filtros e sem edição, os problemas que insistem em aparecer fora da tela. E esses, ao contrário de qualquer imagem e comentário, não podem ser apagados.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Você precisa mesmo comprar isso? – A compulsão por compras

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria?

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria? Pode existir uma diferença grande entre o que você realmente precisa e o que deseja.

A compulsão por compras serve para mascarar dores emocionais que para a pessoa são difíceis de serem encaradas para serem resolvidas de forma construtiva e funcional. Enquanto reações químicas cerebrais produzidas pela excitação das compras atua no cérebro, a pessoa se sente bem. Ao retornar para casa, e colocar as bolsas de compras na cama ou na mesa, a onda cerebral de prazer já terá passado e a pessoa se defrontará com a sensação de vazio novamente.

Pessoas diferentes se envolvem em compulsões às vezes diferentes, mas tendo um mesmo objetivo: buscar alívio da angústia, da tristeza, da sensação de falta de sentido para viver. Esses sentimentos podem estar enraizados em sofrimentos vividos ao longo da infância, ou na juventude e mesmo na vida adulta, para os quais a pessoa ainda não encontrou solução. Comprar de forma compulsiva serve como um calmante e euforizante temporário.

O compulsivo para compras precisa perceber gatilhos que disparam a fissura para adquirir objetos. Gatilhos externos podem ser propagandas, promoções, novidades, notícias sobre o “último lançamento” de um produto. Gatilhos internos que disparam a fissura pelas compras podem ser tédio, ociosidade, estresse, orgulho, egoísmo, inveja, conflitos familiares e pessoais.

Um fator que colabora para a obsessão por compras é ligado à cultura de consumo, ao mundo consumista, ao que a Bíblia denomina “concupiscência dos olhos”, ou seja, desejos desenfreados para obter o que os olhos podem ver e os sentimentos desejam, mesmo sem ter lógica nisso. Mas, o que também contribui para o consumismo que se enquadra na compulsão para compras, além do vazio interior, pode ser a comparação social. Você vê que seu vizinho comprou um novo carro, e começa a cultivar o desejo de fazer o mesmo. Pode ser por inveja, por futilidade, ou por querer diminuir ou apagar o sentimento de ansiedade e tristeza que podem perturbar, na falsa impressão de que obtendo aquele objeto, tudo ficará bem.

O Senhor Jesus ensinou nos Evangelhos que maior coisa é dar do que receber. E recomendou que não coloquemos nosso coração nos bens materiais, mas nas coisas do Céu. Se seu sofrimento com vício em compras está machucando muito, peça ajuda a Deus para lidar com isso, reconsidere seu sentido para a vida, reflita sobre que sofrimentos você passou em sua vida infantil e talvez na adolescência que produziram angústia, tristeza que podem estar empurrando você para tentar obter alívio disso através de compras. Se necessário, procure ajudar profissional com psicólogo de boa referência.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

No pódio do Estadual de Futmesa

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Botonistas do Frizão são destaque na Série Prata Master

Botonistas do Frizão são destaque na Série Prata Master

A AFFM / Friburguense continua presente entre as principais potências do futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro. Durante a disputa da 3ª etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, Regra 12 Toques, categoria Master – Copa Manoel Gomes Tubino, no último fim de semana, no CT do Botafogo, o Tricolor colocou dois de seus botonistas entre os melhores da Série Prata. A competição reuniu os principais jogadores do estado, com a organização da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj).

O destaque da rodada foi Marcão, do Vasco da Gama, que conquistou o título da Série Ouro após superar Nelson Joazeiro, do Fluminense, na final. Assim como nas etapas anteriores, os atletas que não avançaram à fase principal seguiram na disputa em séries paralelas, mantendo o alto nível competitivo do evento.

Na Série Prata, domínio do Friburguense, com Christofer conquistando o título ao superar seu companheiro de equipe, Vinicius Mendes, na final. Santana, do Fluminense, garantiu o terceiro lugar. Já na Série Bronze, Sérgio Castro, do Flamengo, ficou com o título ao vencer Luiz Carlos Oliver, do Petropolitano, na decisão. Ricardo Schmidt, do Fluminense, completou o pódio na terceira posição.

Na categoria Adulto, o destaque da Série Ouro foi Hiêgo, ex-Friburguense e atualmente no Vasco da Gama, que conquistou o título vencendo João Victor, do Petropolitano, por 8 a 4 na final. Felipinho, também do Vasco, garantiu a terceira colocação, consolidando a força da equipe cruzmaltina no estadual deste ano. Antes de Hiêgo, Felipinho e Thiago Penna, ambos do Vasco da gama, venceram as etapas anteriores.

Na Série Prata, Rogerinho, do Fluminense, ficou com o título. Léo Muniz, do América, terminou como vice-campeão, e Pirica, do Friburguense, completou o pódio na terceira posição. Já na Série Bronze, Marcelinho, do América, conquistou o título. Santana, do Fluminense, ficou com o segundo lugar, e Márcio Pires, do Friburguense, fechou o pódio na terceira colocação.

Homenagem

A etapa recebe o nome de Copa Manoel Gomes Tubino, em homenagem à personalidade fundamental para a oficialização do futebol de mesa como esporte no Brasil. Em 29 de setembro de 1988, Manoel Gomes Tubino, então conselheiro-presidente do Conselho Nacional de Desportos (CND), por meio da resolução 14, acolheu o ofício 542/88 e o processo 23005.000885/87-18, com base na lei 6.251, de 8 de outubro de 1975, e no decreto 80.228, de 25 de agosto de 1977, sendo atendidos todos os requisitos técnicos necessários para o registro e a publicação no Diário Oficial.

A próxima etapa (Copa Rio) será realizada nos dias 16 e 17 de maio, no ginásio do Friburguense. Antes, porém, acontece a disputa da 36ª edição do Campeonato Brasileiro, em Campinas-SP, na sede do Guarani, com a presença de 33 atletas do Rio de Janeiro de um total de 248.

  • Foto da galeria

    Christofer e Vinicius fazem dobradinha no pódio master da Série Prata (Fotos: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Decisão entre botonistas do Tricolor reforça equipe como potência da modalidade no estado (Fotos: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Frizão esteve representado, na Master e no Adulto, com alguns dos seus principais atletas (Fotos: Divulgação / AFFM)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Regulamentado

quarta-feira, 15 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Governo define regras para sediar Copa do Mundo Feminina de 2027

Governo define regras para sediar Copa do Mundo Feminina de 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória 1.335, que cria o regime jurídico de proteção especial para a realização da Copa do Mundo Feminina da Federação Internacional de Futebol (Fifa) 2027 no Brasil. O texto, publicado no Diário Oficial da União, define regras sobre uso de marcas, símbolos oficiais, direitos de transmissão e exploração comercial do evento, com o objetivo de assegurar segurança jurídica para a competição, que vai ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades, com a participação de 32 seleções.

Pela medida, a Fifa passa a ser titular dos direitos de exploração comercial do torneio, incluindo logotipos, mascotes, troféus e direitos de mídia. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) adotará um regime especial para o registro de marcas ligadas ao evento. O texto também cria áreas de restrição comercial e publicitária ao redor dos estádios e dos espaços oficiais, para coibir o marketing de emboscada, além de prever sanções civis para uso indevido de símbolos, exibições públicas não autorizadas e venda irregular de ingressos.

A Fifa vai ter exclusividade na captação de imagens e sons, mas tem que liberar flagrantes de até 3% da duração das partidas para fins informativos a veículos sem direitos de transmissão. A medida não flexibiliza normas sanitárias, de defesa do consumidor nem de proteção à criança e ao adolescente. Para o governo, a Copa vai ampliar a visibilidade do futebol feminino e integrar uma estratégia de democratização do esporte, com foco na equidade entre mulheres e homens.

 

//////////////////////////////

 

Passo a frente

Brasil fortalece modelo integrado com metodologia multidisciplinar na Ginástica Artística

A Confederação Brasileira de Ginástica iniciou a temporada regida por um sistema multidisciplinar integrado, que conecta Seleção e clubes em uma estrutura única de desenvolvimento da ginástica artística no país. O modelo vem sendo continuamente aperfeiçoado desde sua implementação inicial, que remonta a 2013. O primeiro camping do ano traduz plenamente os conceitos de um método que evoluiu de um trabalho reativo para uma cultura preventiva.

“Em 2013, começamos a estruturar um trabalho multidisciplinar entendendo as particularidades da modalidade. A ideia é cercar o atleta com profissionais que garantissem que ele chegasse às competições nas melhores condições técnicas, físicas e emocionais. Consolidamos a tríade da performance: técnica, condição física e equilíbrio emocional”, explica Juliana Fajardo, gestora esportiva e coordenadora da Ginástica Artística.

Segundo Juliana, o conceito central permanece o mesmo desde então: atleta e treinador no centro do processo, cercados por uma equipe que sustenta o desenvolvimento integral. Além disso, o sistema amadureceu com o tempo. Se no início houve um modelo de seleção permanente concentrado, o aprendizado acumulado nos ciclos seguintes levou à construção de uma rede integrada entre clubes e seleção.

Exemplo dessa integração pode ser observado quando o olhar se dirige à área de fisioterapia. Atualmente, praticamente todos os clubes que atuam na modalidade contam com fisioterapeutas, o que configura um avanço estrutural significativo.

“Hoje temos um projeto que vem dando muito certo: a aproximação dos fisioterapeutas dos clubes com a seleção. Eles conhecem nossas formas de avaliação, o monitoramento de carga, os questionários de exposição e como pensamos a preparação do atleta para a performance”, destaca Álvaro Margutti, coordenador da equipe de fisioterapia da Seleção Brasileira de Ginástica Artística.

No primeiro camping do ano, que já serve de base para o planejamento da temporada, é realizado um mapeamento completo dos atletas. O modelo evoluiu significativamente ao longo dos anos. Se no início o foco era tratar lesões, hoje a atuação é preventiva e, mais do que isso, voltada à otimização do rendimento. A redução dos índices de lesão e o aumento da integração entre as áreas são indicadores concretos do sucesso do modelo.

 

  • Foto da galeria

    Preparação para receber o Mundial feminino envolve inúmeros detalhes e pontos a serem observados (Foto: imago)

  • Foto da galeria

    Trabalho interdisciplinar corrige rumos e reforça boa expectativa para a ginástica brasileira (Foto: Beto Noval/CBG)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Poesia, um ato de resistência

quarta-feira, 15 de abril de 2026
por Camilla Fiorito

Poesia, poesía, poésie, poesie, poesi, poezija, poetry, puisìa, költészet, filíocht, mele, poesis, poezie, poezja.

Os idiomas são inúmeros, mas poesia será sempre poesia. Melodias que trazem profundidade emocional ao coração, paixão aos olhos e musicalidade aos ouvidos.

Poesia, poesía, poésie, poesie, poesi, poezija, poetry, puisìa, költészet, filíocht, mele, poesis, poezie, poezja.

Os idiomas são inúmeros, mas poesia será sempre poesia. Melodias que trazem profundidade emocional ao coração, paixão aos olhos e musicalidade aos ouvidos.

Comecei a entender a poesia na adolescência. A arte era criada através de singelas expressões, que ficavam invisíveis aos olhos, mas latente no meu eu mais profundo. Assim como folhas e mais folhas que se juntavam, dia após dia, por anos. Aquilo que não conseguia ser dito em palavras e extrapolavam o peito, eram transformados em escritas únicas, com sentimentos puros. As letras ocupavam o papel com rapidez, a caneta e o lápis deslizavam por entre as linhas, transformando medo em bravura, dor em recomeço, tristeza em esperança.

Bravura, recomeço esperança. Cada palavra com seu significado e potência, que, quando juntas, formam uma suntuosa composição poética, onde o maior tesouro está prestes à se formar e ser revelado.

O olhar que contempla, o sorriso que confidencia, as lágrimas que caem, o corpo que treme, o ser que transborda. A poesia mexe com tudo e todos. Os sentimentos e as experiências vão se formando, ponto a ponto, onde o sentir e experienciar é vivido de forma singular por cada sujeito, por cada um de nós.

Poesia é um ato de resistência. Provoca e mostra que somos seres em constante movimento, com aprendizados e vivências. Deixa claro que a sensibilidade existe e os estímulos surgem de maneiras descritíveis e indescritíveis, decifráveis e indecifráveis. Que o profundo é real e se espalha em diversas direções, atingindo pontos que jamais pensamos ser alcançados.

A poesia move. Traz um turbilhão interno que queima como um vulcão em erupção. Acende faíscas, onde, anteriormente, pareciam estruturas serenas, como uma imensa plantação de lírios e lavanda.

A poesia desperta. Tira a inércia do sono intenso, deixando a procrastinação distante e trazendo alívio.

A poesia está ao nosso redor, mas para senti-la e vivê-la, é preciso tirar o véu que transpassa e esconde o que é belo. Está nas coisas mais simples e nas mais grandiosas. Perceber esse movimento é sair do piloto automático e resistir à um mundo de excessos.

Sinta, viva o momento!

A poesia transforma.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nova Friburgo se degrada a olhos vistos

quarta-feira, 15 de abril de 2026
por Max Wolosker

Na década de 1860, no século 19, a Baía de Guanabara deveria ser linda, pouco poluída, com um mar azul cristalino e muitas ilhas no seu interior. Existia um conjunto de ilhas, cuja maior com o nome de Sapucaia foi escolhida, a partir de 1865 para ser o vazadouro de lixo da cidade do Rio de Janeiro, o que degradou em muito o local. Em 1949 essas ilhas foram interligadas por um aterro, dando origem a atual Ilha do Fundão, para abrigar a cidade universitária, da então Universidade do Brasil.

Na década de 1860, no século 19, a Baía de Guanabara deveria ser linda, pouco poluída, com um mar azul cristalino e muitas ilhas no seu interior. Existia um conjunto de ilhas, cuja maior com o nome de Sapucaia foi escolhida, a partir de 1865 para ser o vazadouro de lixo da cidade do Rio de Janeiro, o que degradou em muito o local. Em 1949 essas ilhas foram interligadas por um aterro, dando origem a atual Ilha do Fundão, para abrigar a cidade universitária, da então Universidade do Brasil. Com isso, um lugar degradado deu origem a um excelente local de formação universitária para os jovens do Rio de Janeiro e do Brasil

Infelizmente, Nova Friburgo está tomando esse rumo, o da degradação, em função do descaso que a cidade vem recebendo a partir da entrada, em cena, de prefeitos despreparados, desconhecendo a história e a importância que essa cidade já teve, desde a sua fundação até o final da década de 1990 do século passado. Pode-se falar mal de César Guinle, Feliciano Costa, Amâncio Azevedo, José Eugênio Muller, Alencar Pires Barroso, Heródoto Bento de Melo ou de Paulo Azevedo, mas foram homens que além dos interesses pessoais fizeram muito por Friburgo e se preocuparam com seu papel dentre as cidades a serem lembradas no antigo Estado do Rio de janeiro e, do novo estado, após a fusão dos estados do Rio e Guanabara, a partir de 1º de julho de 1974, durante o governo do general Ernesto Geisel.

Houve uma época em que Friburgo só ficava atrás das cidades do Rio de Janeiro, Niterói, Campos e Petrópolis, dada a importância das suas belezas naturais, das suas indústrias, da sua rede hoteleira e da sua pujança cultural, com colégios ranqueados entre os melhores do estado, teatros e cinemas, estações de rádio e pelo menos dois jornais importantes. Era, também, um polo de atração turística, com seus inúmeros grandes hotéis.

A partir da derrota de Paulo Azevedo para Saudade Braga, em 2000, os ventos passaram a ter a direção sudeste, conhecido como um mau vento e a cidade começou seu calvário de declínio. Demerval Neto, Rogério Cabral, Renato Bravo e, atualmente, Johnny Maycon completaram a lista de alcaides que conseguiram descaracterizar a, então, Suíça Brasileira. Tanto é assim, que os outrora famosos encontros da Associação Fribourg-Nova Friburgo, que estreitavam os laços entre os dois países, com suíços sendo hospedados por famílias friburguenses e com a recíproca, no país helvético, praticamente, desapareceram.

A colonização suíça só permanece viva, na memória dos descendentes mais antigos e que viveram aqueles encontros memoráveis. A cidade se descaracterizou e perdeu seu charme. Posso afirmar isso, pois próximo de completar 50 anos morando aqui, acompanhei com desgosto a sua derrocada.

A atual legislação é um desastre, nas mãos de um jovem que tinha tudo para deixar seu nome gravado na história, mas que preferiu seguir a tônica que caracteriza os políticos brasileiros atuais: o descaso com a coisa pública. Nova Friburgo é hoje uma cidade esburacada, não importa o bairro, com um calçamento sem nenhum tipo de conservação, onde o que impera é a falta de conservação. Não é possível que o responsável pela supervisão das vias públicas não veja isso, A não ser que seu deslocamento pela cidade seja feito de helicóptero.

Trânsito caótico

O trânsito um horror sem que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana tome qualquer providência. O que ocorre em frente a Superpão, no Paissandu, é uma calamidade, onde motoristas chegam ao ponto de estacionarem em fila dupla, numa pista de rolamento, que já é por si só um caos. Não se vê no local, um agente sequer do referido órgão, para pôr ordem naquele descalabro. É um espanto que um acidente mais sério ainda não tenha ocorrido. Não para por aí, pois avanços de sinais, ultrapassagens perigosas, alta velocidade, circulação em áreas de contramão e imprudência são uma constante. A falta de educação de alguns motoristas de Friburgo é um caso de polícia. A omissão do poder público uma constante.

Lixo nas ruas

A sujeira da cidade salta aos olhos até dos menos observadores. Lixo nas ruas, não é culpa dos lixeiros, trabalhadores dignos e muitas vezes desprezados, mas da omissão das autoridades que não promovem uma campanha para educar a população, nem disponibilizam e fiscalizam locais para recolhimento de lixo, não executam uma capina regular nos locais que têm mato, o que propicia surgimento de ratos e outras pragas. Sem falar nos imóveis mal-conservados, que denotam o desleixo do proprietário e da falta de fiscalização, além de serem propícios para invasões.

Saúde: doença crônica

 A saúde pública é outro problema, onde o descaso com o Hospital Raul Sertã é uma constante. Recentemente, um documento divulgado por servidores daquele nosocômio elevou ainda mais a pressão sobre esse importante segmento da cidade. O texto foi definido pelos próprios trabalhadores como um verdadeiro pedido de socorro e reúne denúncias graves sobre falta de profissionais, ausência de materiais básicos e dificuldades em vários setores da principal unidade hospitalar da cidade.

Pão e circo

 Mas, justiça seja feita, o que não falta são festas para todos os gostos. A máxima de que para o povo basta pão e circo, é atribuída ao imperador romano Júlio César e nos lembra de uma realidade antiga, mas que ecoa até hoje: quando as pessoas são mantidas entretidas e com necessidades básicas supridas, tendem a não questionar ou buscar mudanças. “Pão e circo” representam mais do que comida e diversão; é uma estratégia para desviar a atenção daquilo que realmente importa.

Nova Friburgo pede socorro e cabe a nós moradores, restaurar a importância e pujança que ela já teve.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Um homem bom

terça-feira, 14 de abril de 2026
por Tereza Malcher

A vontade de escrever a respeito de uma pessoa boa nasceu durante a leitura do livro “O Colibri”, obra escrita por um dos mais importantes romancistas italianos da atualidade, Sandro Veronesi, tendo seu primeiro lançamento em março de 2019. O livro foi ganhador do prêmio Strega, em 2020, principal distinção da literatura italiana. O que me encantou no livro foi o protagonista, Marco Carrera, um homem bom. Será que é simples adjetivar uma pessoa como boa?

A vontade de escrever a respeito de uma pessoa boa nasceu durante a leitura do livro “O Colibri”, obra escrita por um dos mais importantes romancistas italianos da atualidade, Sandro Veronesi, tendo seu primeiro lançamento em março de 2019. O livro foi ganhador do prêmio Strega, em 2020, principal distinção da literatura italiana. O que me encantou no livro foi o protagonista, Marco Carrera, um homem bom. Será que é simples adjetivar uma pessoa como boa?

Tenho a impressão de que é tão complexo pensar na bondade quando estamos acostumados a viver num mundo carregado de maldades. Até porque o mal usa máscaras belas e sedutoras, cobrindo com criatividade uma personalidade cruel; a malevolência consegue ficar camuflada dentro das roupas de luxo. O mal, bonito pode lhe parecer. Mas o bem some com facilidade nas espumas do mar.

Marco Carrera é o Colibri, apelido que recebeu na infância devido sua baixa estatura. Sua postura diante das agruras o fez belo. Sua história me encantou a ponto de desejar conhecê-lo, apertar suas mãos e aplaudi-lo.  Acredito que o autor teve o intuito de abordar os valores que emergem quase imperceptíveis nos momentos cotidianos, traduzidos pelo modo calmo e sofrido do protagonista de se transformar ante os desafios, de encontrar força interior para seguir em frente e fazer sua vida continuar. Impressiona sua perseverança em ir até o fim, sabendo, inclusive, findar com dignidade. Através da leitura, posso dizer, constatei, mais uma vez, que o viver é a maior e melhor universidade que podemos cursar, cujos mestres possuem poucos buquês de rosas a nos presentear e muitos lenços de cambraia a nos oferecer.

Quem recebe a vida como desejaria? Por acaso, seria uma trajetória cheia de bondades? Perfumada por flores e repleta de facilidades? Não posso afirmar que uma vida boa é apenas legal. É simples demais. Quem fala de bondade está se referindo ao amor, sentimento que reúne os mais nobres valores, que está mais expresso nas ações do que nas palavras. Falar é um ato de dizer um pensamento ou emoção que pode construir, como também ferir e demolir. São pensamentos e sentimentos que exigem “mãos na massa”.

A bondade, quando genuína, não tem intencionalidades. Nasce da vontade, como a rama de cerejeira rosa que surge no meio da mata. A bondade é um ato de generosidade e empatia. Pode ser até que o indivíduo bom seja considerado bobo. Como a bondade é gerada na força de caráter, no autocontrole e na simplicidade, torna-se imperceptível no meio de forças particulares conflituantes, interesses materiais e de poder.

Assim aconteceu, em Florença, com o personagem Marco, que experimentou a vida sem medo e com dignidade. Com uma narrativa brilhante, a leitura de suas sagas familiares, de sua imensa paixão desde os tempos de sua juventude por uma moça e dos seus lutos tocam o leitor adulto. Quem não tem medo de se aventurar vida afora, desvelando a sabedoria? Ah, como aprendemos com a ausência, sempre dolorosa. Quem não sabe o que é abrir a porta de um quarto vazio e ter de descobrir novos sentidos e finalidades?

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Assembleia Geral dos Bispos

terça-feira, 14 de abril de 2026
por CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, desta quarta-feira, 15 ao próximo dia 24, em Aparecida-SP, a próxima Assembleia Geral tendo como tema a votação e possível aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla escuta, participação e discernimento. A expectativa é que o episcopado consolide um documento que deverá orientar a ação pastoral da Igreja nos próximos anos, em sintonia com os desafios contemporâneos e com o caminho sinodal. 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, desta quarta-feira, 15 ao próximo dia 24, em Aparecida-SP, a próxima Assembleia Geral tendo como tema a votação e possível aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla escuta, participação e discernimento. A expectativa é que o episcopado consolide um documento que deverá orientar a ação pastoral da Igreja nos próximos anos, em sintonia com os desafios contemporâneos e com o caminho sinodal. 

Ao longo desse percurso, dois marcos se destacam: a carta dos bispos à Igreja, que deu início ao processo, e a mensagem enviada pelo Papa Francisco ao episcopado brasileiro, que confirmou e encorajou o caminho adotado. 

A carta à Igreja no Brasil: ponto de partida do caminho sinodal

Em 2022, durante a 59ª assembleia geral, os bispos divulgaram uma carta com o itinerário de construção das novas diretrizes. Mais do que um cronograma, o documento expressou uma escolha clara: trilhar um caminho sinodal, com ampla participação do Povo de Deus. 

Na carta, o episcopado reafirma o compromisso de construir “uma Igreja sinodal”, destacando a necessidade de avançar sem retrocessos, com mais escuta, diálogo e corresponsabilidade. O texto também aponta a urgência de uma Igreja mais fraterna, missionária e comunitária, capaz de responder aos desafios do tempo presente. Esse documento teve papel decisivo ao mobilizar dioceses, organismos e fiéis em todo o país, incentivando a participação ativa e o envio de contribuições.

Discernimento Pastoral

Em 2023, o processo avançou para o discernimento pastoral, com reflexões sobre os impactos da pandemia, as transformações culturais e digitais e desafios como a pobreza, a polarização e o enfraquecimento do senso de pertença eclesial. Nesse contexto, ganharam força as palavras-chave comunhão, participação e missão, que passaram a orientar a elaboração do texto. 

A carta do Papa Francisco: encorajamento e confirmação

Em 2024, durante a 61ª Assembleia Geral, o Papa Francisco enviou uma carta ao episcopado brasileiro na qual manifestou alegria pela elaboração das Diretrizes, destacando seu caráter sinodal. A mensagem foi recebida como sinal de comunhão com a Igreja no Brasil e como confirmação do caminho percorrido. O Papa encorajou os bispos a manterem viva a caridade, a busca pela verdade e o compromisso com o Evangelho, recordando que toda ação pastoral deve ser guiada pelo amor e pela entrega. 

Consolidação e aprofundamento em 2024

Ainda em 2024, os bispos trabalharam sobre um instrumento de trabalho que sistematizou as contribuições recebidas. A metodologia incluiu a “conversa no Espírito”, com grupos de discernimento voltados à escuta dos sinais dos tempos e à definição de caminhos pastorais. 

Equipe de elaboração e amadurecimento do texto

Em 2026, o documento chegou à sua 23ª versão, consolidando um caminho construído de forma colegiada, marcado pela escuta, pela corresponsabilidade e pelo método sinodal como eixo estruturante. O texto também incorpora inspirações do Papa Leão XIV e do magistério recente.

A assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e membro da Equipe de Elaboração das Diretrizes, Mariana Aparecida Venâncio, destaca a relevância do grupo nesse percurso: “Dom Leomar Brustolin foi designado para presidir a equipe e buscou constituí-la com bispos que representassem todo o Brasil. Além disso, ela conta com a assessoria de peritos e assessores da CNBB”, afirma. Para Dom Leomar, arcebispo de Santa Maria-RS, o trabalho da equipe tem favorecido um maior aprofundamento e comunhão entre os bispos

Versão final e votação em 2026

Em março de 2026, o Conselho Permanente da CNBB recebeu a versão final das Diretrizes. O documento está estruturado em seis capítulos, abordando desde a imagem da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais. Para Mariana Venâncio, um dos aspectos é a mudança na forma de organização do texto. Ela destaca o vínculo direto com o Sínodo: “Uma das referências dessas DGAE é o Sínodo da Sinodalidade. Ela se constitui como um grande instrumento de recepção, apontando o modo como a Igreja pode viver a sinodalidade em suas realidades, desafios e potencialidades”. 

Sobre a vigência do documento, Mariana ressalta que a decisão caberá ao conjunto dos bispos. O objetivo geral do texto, ainda a ser aprovado, é “evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos sacramentos”, com forte ênfase na missão, na comunhão e na participação. 

Um marco para a Igreja no Brasil

A Assembleia de abril representa o ponto culminante de um processo de quase quatro anos, marcado por escuta, diálogo e amadurecimento coletivo. Caso aprovadas, as novas Diretrizes deverão orientar a ação evangelizadora da Igreja em um cenário de profundas transformações sociais, culturais e religiosas. 

Mais do que um documento, as DGAE expressam um modo de ser Igreja: sinodal, missionária e atenta aos sinais dos tempos. Sustentadas pela carta inicial dos bispos e confirmadas pelo encorajamento do Papa Francisco, elas apontam os rumos da evangelização no país para os próximos anos. 

Composição da Equipe de Elaboração das DGAE

Dom Leomar Antônio Brustolin | Arcebispo de Santa Maria (RS)
Dom José Altevir da Silva | Bispo de Tefé (AM)
Dom Pedro Carlos Cipollini | Bispo de Santo André (SP)
Dom Francisco de Sales Alencar Batista | Bispo de Mossoró (RN)
Dom Paulo Renato Campos | Bispo de Barra do Garças (MT)
Dom Jânison de Sá Santos | Bispo auxiliar de Fortaleza (CE)
Padre Abimar Oliveira de Moraes | PUC Rio
Padre Jean Poul Hansen | Secretário-executivo de Campanhas da CNBB
Mariana Aparecida Venâncio | Assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB

Fonte: CNBB

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Busca pelo topo

terça-feira, 14 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense Futsal se destaca no Carioca e conquista vitórias importantes

Um começo promissor, com desempenhos e resultados que permitem pensar em voos cada vez mais altos. O Friburguense Futsal vive um início de temporada positivo no Campeonato Carioca de Futsal 2026, e inclusive já desponta como uma das principais forças da competição nas categorias de base. No último fim de semana, o Frizão esteve em quadra para a disputa dos jogos válidos pela 3ª e 4ª rodadas da competição da Série Prata.

Friburguense Futsal se destaca no Carioca e conquista vitórias importantes

Um começo promissor, com desempenhos e resultados que permitem pensar em voos cada vez mais altos. O Friburguense Futsal vive um início de temporada positivo no Campeonato Carioca de Futsal 2026, e inclusive já desponta como uma das principais forças da competição nas categorias de base. No último fim de semana, o Frizão esteve em quadra para a disputa dos jogos válidos pela 3ª e 4ª rodadas da competição da Série Prata.

No último sábado, 11, atuando fora de casa, as equipes enfrentaram a Portuguesa e o Barra Futsal em confrontos de alto nível. O grande destaque ficou por conta da categoria Sub-14, que conquistou uma importante vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, mostrando organização, personalidade e eficiência dentro de quadra.

Nas demais categorias, o Frizão Futsal enfrentou o Barra Futsal, com resultados adversos — derrota por 6 a 1 no Sub-9; 6 a 0 no Sub-11, e 4 a 0 no Sub-13 — em jogos que exigiram muito das equipes e, segundo o corpo técnico, “servem como aprendizado dentro da competição.”

Destaque em casa

Já no domingo, 12, atuando em casa pela primeira vez nesta edição do Carioca, no Ginásio Helena Deccache, o cenário foi diferente. Com o apoio da torcida, o Frizão Futsal apresentou uma postura mais sólida e conquistou resultados importantes. No Sub-9, empate em 3 a 3 contra o Jacarepaguá T.C. Já no Sub-11, o Tricolor venceu pelo placar de 4 a 2, e no Sub-13, aplicou uma goleada de 7 a 1.

Segundo o coordenador do projeto, Sávio Badini, o desempenho é reflexo direto do trabalho que vem sendo realizado. “É fruto de muito trabalho sério, empenho e dedicação. Sabemos da responsabilidade de representar Nova Friburgo no cenário estadual e seguimos com seriedade, buscando evoluir a cada rodada e fortalecer ainda mais o projeto”, disse.

Na avaliação da comissão técnica, as atuações dentro de casa demonstraram evolução coletiva, intensidade e capacidade de reação das equipes, que conseguiram transformar o fator local em um diferencial importante. “O Frizão Futsal segue focado na sequência da competição, mantendo o compromisso com o desenvolvimento dos atletas e com a busca por novos resultados positivos no Campeonato Carioca.”

 

/////////////////////////////////////////////////

 

Novo tropeço

Frizão é novamente derrotado em jogo de cinco gols pela Série B2 Sub-20

Foi uma partida movimentada, com muitos gols, mas de placar desfavorável. O Friburguense enfrentou o Belford Roxo, no estádio Nélio Gomes, na Baixada Fluminense, e acabou sendo derrotado por 3 a 2. Os dois gols do Frizão foram marcados pelo meia Ryan. A partida foi válida pela segunda rodada da Série B2 Estadual de juniores, promovida pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Ainda sem pontuar, o Tricolor da Serra aparece na sétima colocação da Taça Maracanã (primeiro turno da competição), liderada por Santa Cruz e Paduano, com seis pontos cada. O time de Nova Friburgo volta a campo nesta quinta-feira, 16, quando recebe o Rio de Janeiro, às 15h, no Eduardo Guinle. Na partida de estreia, atuando em casa, a equipe havia sido derrotada pelo Paduano, pelo placar de 2 a 1.

Nesta segunda rodada, o Friburguense encarou o Belford Roxox com Thiago, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Juninho, Ryan e Gabriel; Maicon e Marcinho. O Frizão é comandado por Gedeil, que também foi técnico do time profissional durante a temporada de 2025.

O torneio

A edição deste ano da Série B2 conta com a participação de oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos será declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Além da disputa pelo título, outro aspecto importante é a observação de alguns atletas que poderão compor o time profissional no segundo semestre. Mantendo a política dos últimos anos, a tendência é que o Frizão mantenha um plantel com diversos jogadores jovens para a disputa da Série B2 do Campeonato Carioca, única competição prevista o time principal em 2026.

Tabelão do Frizão na B2 Sub-20

  • Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle
  • Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes
  • 16/abr - Qui - 15h – Friburguense x Rio de Janeiro, Eduardo Guinle
  • 23/abr - Qui - 15h – Paraty x Friburguense, a definir
  • 30/abr - Qui - 15h – Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle
  • 07/mai - Qui - 15h – Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr
  • 14/mai - Qui - 15h – Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle
  • Foto da galeria

    Friburguense segue se destacando na competição estadual, com boas atuações individuais e coletivas (Foto: Leo Borges)

  • Foto da galeria

    Trabalho desenvolvido em Nova Friburgo rende frutos e resultados importantes para o clube (Foto: Leo Borges)

  • Foto da galeria

    Gedeil comanda os garotos do Friburguense na competição estadual (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA mais jovem, moderno e sempre confiável

terça-feira, 14 de abril de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério, vamos engrossar a fileira da campanha “Não à violência contra as mulheres”. O Cão Sentado, sempre alerta, é personagem característico dos traços sensíveis de seu autor que não mede esforços nem linhas para transmitir o que há de urgente na pauta jornalística. O assunto não se esgota porque a violência persiste, mesmo diante da criminalização, sob pena de condenação.  Valeu, Silvério!

Na carona da charge de Silvério, vamos engrossar a fileira da campanha “Não à violência contra as mulheres”. O Cão Sentado, sempre alerta, é personagem característico dos traços sensíveis de seu autor que não mede esforços nem linhas para transmitir o que há de urgente na pauta jornalística. O assunto não se esgota porque a violência persiste, mesmo diante da criminalização, sob pena de condenação.  Valeu, Silvério!

Mas que surpresa maravilhosa. O Caderno Z voltou para enriquecer o nosso fim de semana! E nós vamos embarcar na aventura de viajar meio mundo. Nossa diretora, Adriana Ventura, disse tudo: “Retornamos com o Caderno Z para devolver à Nova Friburgo o seu roteiro afetivo...”. A afetividade sempre foi a marca dos temas abordados e, no período de sua ausência, uma saudade insistente nutria esperanças de seu regresso, pois quem é bom sempre volta.

Boas-vindas a Marcelo Gonzales que agora integra a equipe e nos trouxe, na seção “Personalidade”, a artista Tuini, que se define: “Hoje a arte é um alicerce essencial em minha existência”. Em “Vozes da Serra”, a pergunta em realce: “Qual a importância da arte em sua vida?” – Eu penso: A arte é a melhor parte da gente!

Se na criança está difícil controlar o tempo de uso do celular, imagina a dificuldade quando se trata de pessoas idosos. Na matéria apresentada, uma família enfrenta o problema com uma idosa, de 67 anos. Diz um familiar: “Antes, ela gostava de sentar-se na varanda, conversar, ver televisão com a gente. Aos poucos, foi ficando mais isolada, sempre com o celular na mão...”. A orientação da área de saúde é a de que nessas situações, o apoio da família é fundamental e a redução do uso das telas deve ser feita de forma gradual, evitando mudanças bruscas que possam gerar ainda mais ansiedade.

Em “Há 50 Anos”, um dos destaques – “Imperatriz de Olaria nasce forte” – Tomava posse, em 1976, a diretoria da escola de samba Imperatriz de Olaria em solenidade com muito chopp e alegria. O presidente do conselho deliberativo é o dr. Ido Rodrigues e seu presidente é David Urias Wilheim... A festa, no salão do Roqueano foi um sucesso. Parabéns, comunidade da Imperatriz! Meio século de vermelho e branco, colorindo a nossa vida. Na coluna também foi homenageado o então diretor de A VOZ DA SERRA, Laercio Ventura, nascido em 14 de abril - nosso eterno inesquecível, Laercio!

Duas lindezas aniversariando em abril. No dia 15, próxima quarta-feira, a exuberante Tânia Montechiari, no auge de seu brilho, festejará com sua encantadora família. Felicidades! Outra querida, presença marcante na vida friburguense, Regina Schlupp,  na sexta-feira, 17, receberá as merecidas felicitações, frutos de seu carisma e reconhecimento por sua dedicação ao ensino friburguense. Abraços e parabéns!

O quarto mês do ano também tem datas importantes, além do feriado do dia 21, pois em 13 de abril comemora-se o Dia do Hino Nacional Brasileiro. A história de sua composição é bem interessante, porque a música foi composta antes da existência da letra, quase 80 anos. E diga-se, de passagem, “que composição!”. É comum ouvir críticas de que a letra deveria ser mais popular para o entendimento. Sou contra. O Hino Nacional que mantenha o seu vocabulário e quem não souber, que vá ao dicionário pesquisar.

Outra coisa que me “inquieta” é quando se fala: “vamos executar o Hino Nacional...” – isso porque o verbo executar é sempre usado na área criminal para dizer que alguém cometeu um “assassinato”. Isso chega a doer em meus ouvidos. Quem sabe, poderíamos pensar em algo mais louvável, muito mais respeitoso! Um verbo amigável, inspirador...

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.