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Avançou

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Deputados aprovam a criação da primeira Universidade Federal do Esporte

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília-DF, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado. A proposta foi uma iniciativa do Governo Federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

Deputados aprovam a criação da primeira Universidade Federal do Esporte

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília-DF, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado. A proposta foi uma iniciativa do Governo Federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte. Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

"A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos", destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais. Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao Governo Federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

"A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor", destacou o deputado Júlio César Ribeiro.

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo. Para o líder do governo, deputado federal José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

"Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades", disse.

Contrário à proposta, o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é "eleitoreiro e populista". "O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã", disse.

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Após aprovação pelo Congresso Nacional, matéria será analisada pelo Senado (Foto: Freepik)
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Existem mulheres psicopatas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
por Cesar Vasconcellos

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Um psicopata tem um padrão de alteração de personalidade com comportamento antissocial, ausência de empatia, manipula muito e tem frieza emocional. É cruel, não sente culpa ou remorso, não se importa com os outros, não se arrepende por tratar mal os outros, mente com frequência, não respeita o direito dos outros.

Mesmo fazendo algo de bom para o psicopata, ele não retribui. Sempre culpa os outros, o ambiente, as circunstâncias quando as coisas dão errado, e usa o que outra pessoa fez como crédito seu a fim de subir na hierarquia na empresa, na igreja, na política. Nem toda pessoa com traços psicopáticos é criminosa. Psicopatia não significa necessariamente violência, pelo menos física.

O especialista e pesquisador em psicopatia em empresas, professor universitário em Londres, Dr. Cliver Boddy disse ao jornal The Guardian (26/02/2024): “Os psicopatas buscam dinheiro, poder e controle” e o “número de mulheres com esse transtorno neuropsiquiátrico pode ser muito maior do que se imaginava.”

Dr. Boddy diz que “Um conjunto de evidências, ainda que pequeno, mas crescente, descreve as psicopatas femininas como propensas a expressar violência verbalmente em vez de fisicamente, sendo essa violência de natureza relacional e emocional, mais sutil e menos óbvia do que a expressa por psicopatas masculinos”, e isso pode incluir espalhar boatos e mentiras para obter vantagens pessoais.

Ele crê que a ideia de ser pequeno o número de mulheres psicopatas se deve ao fato da subestimação dessa realidade já que os instrumentos de medição usaram amostras com predomínio de homens criminosos. Esses instrumentos falham na identificação de psicopatas mulheres e também na de psicopatas em empresas.

Sobre estatística o Dr. Boddy disse ao The Guardian que: “cerca de 23% dos homens, mesmo não sendo categoricamente psicopatas, têm características suficientes para serem problemáticos para a sociedade”, e que: "cerca de 12% a 13% das mulheres possuem um número suficiente dessas características para serem potencialmente problemáticas". Reconhecer a psicopatia em mulheres e homens é importante porque eles podem ter grande impacto no ambiente de trabalho, marginalizando, abusando e intimidando funcionários.

A violência praticada pela mulher é muito mais sutil, é silenciosa, com menos abuso físico e menos violência física. É mais fácil de disfarçar porque é no campo emocional que ela agride. A mulher psicopata exclui pessoas de grupos de amizade ou colegas na empresa, espalha boatos e fofocas. Em busca de promoção no trabalho, ela pode flertar e tentar seduzir seus chefes.

Dr. Boddy diz que não podemos afirmar que, por exemplo, quando duas pessoas parecem estar mentindo, o homem será o mais mentiroso. No abuso interpessoal ou conjugal, às vezes quem pratica é a mulher, não o homem. E ele comenta: “Nas decisões sobre quem cuidará das crianças após divórcios, por exemplo, não podemos automaticamente presumir que os filhos estariam melhor com a mãe se houver evidências de que ela é manipuladora, mentirosa e abusiva.”

A psicopatia surge por fatores genéticos e ambientais. O tratamento busca ajudar no controle e manejo dos comportamentos disfuncionais, através da psicoterapia, com resultados limitados principalmente em adultos. Não existem medicamentos específicos para a psicopatia, mas alguns podem aliviar sintomas de impulsividade, agressividade, ansiedade e depressão. Quando traços de psicopatia aparecem na infância ou adolescência como transtorno de conduta, as intervenções precoces aumentam as chances de melhora.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Brilhando

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Vinicius Gastin

Projeto Solução de Judô classifica duas atletas para o Brasileiro Regional

Projeto Solução de Judô classifica duas atletas para o Brasileiro Regional

As talentosas judocas do Projeto Solução colocaram Nova Friburgo novamente em evidência a nível nacional. O judô friburguense conquistou um importante resultado no último fim de semana, durante a disputa da Copa Torah, promovida pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), no Velódromo do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. As atletas Ana Sophia Martins Féu e Manuella Martins Mafort garantiram classificação para o Campeonato Brasileiro Regional (RJ–MG–ES–BA), que será disputado no fim de março, na cidade de Betim-MG.

A Copa Torah foi o primeiro grande compromisso da temporada e serviu como seletiva oficial para definir os três atletas de cada categoria que irão representar o Estado do Rio de Janeiro na primeira etapa do Campeonato Brasileiro.

Ana Sophia assegurou vaga na categoria pesado feminino Sub-13, enquanto Manuella conquistou a classificação no pesado feminino Sub-15, ampliando a presença friburguense na seleção estadual em 2026. No ano anterior, o município contou com apenas uma representante na equipe estadual — a própria Manuella, então competindo na categoria Sub-13. O resultado marca a conclusão de mais um ciclo de preparação, que incluiu o período de férias escolares e o Carnaval, reforçando o compromisso das atletas com a disciplina, a constância nos treinos e o alto rendimento esportivo. Com a classificação confirmada, a equipe técnica já iniciou o planejamento de um novo ciclo de treinamentos e competições, visando o Brasileiro Regional e os próximos desafios da temporada.

O Projeto Solução vai completar 20 anos em outubro, e oferece aulas gratuitas de artes marciais em Nova Friburgo. Os professores são voluntários e, para funcionar, o projeto conta com apoios de pessoas, empresas e doações. Durante as quase duas décadas, centenas de alunos já aprenderam sobre a prática esportiva e sobre disciplina, sendo um dos critérios básicos para participar do projeto tirar boas notas na escola.

De acordo com Carlos Eduardo Hespanha, coronel reformado da PM e criador do Projeto Solução, o nome do projeto veio no início de 2006 durante uma reunião com quatro amigos. O objetivo era criar uma instituição que pudesse fazer algum tipo de diferença na comunidade. “O nome solução tem a ver com ajuda, resolução de problemas, e é isso que a gente procura fazer através do esporte”, revelou Hespanha.

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    Manuella conquista a classificação no pesado feminino Sub-15, e estará presente no Brasileiro (Foto: Divulgação / Solução)

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    Projeto trabalha a disciplina e ainda releva talentos, Á exemplo de Ana Sophia e Manuella (Foto: Divulgação / Solução)

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    Ana Sophia foi destaque do Projeto durante mais uma participação em competições regionais (Foto: Divulgação / Solução)

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Por causa de um acento

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Robério Canto

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis

Não é que a última reforma ortográfica, entre outras coisas, eliminou alguns acentos!  A ideia tem adeptos e adversários. Eu estou nessa briga como a Suíça quando os outros países resolvem fazer guerra: na maior neutralidade. Cada um que ponha o assento se quiser e onde quiser.

Mas uma coisa nem mesmo os mais entusiasmados adeptos da abolição da escravatura e dos acentos podem negar: há casos e casos. Outro dia ouvi na TV que um autonomeado pastor havia arrebanhado a esposa do vizinho tanto para sua igreja quanto para sua cama, não sei se nessa ordem. Talvez a cama tenha vindo antes, muitas e estranhas conversões têm ocorrido embaixo dos lençóis. Simplificando, o tal homem havia entrado como o terceiro na relação conjugal, aliás, com a completa aquiescência do bom marido. Este, ouvido pela imprensa, mansamente declarou que, se assim era a vontade divina, ele aceitava dividir a companheira com aquele guia espiritual que havia revelado para ambos o caminho da salvação.

Mas o que tem isso a ver com reforma ortográfica?, perguntará o leitor. Pergunta pertinente, ainda que um pouco apressada. Tem a ver que, para assim proceder, o religioso dizia se basear na Bíblia. Bem sabemos que, lida ao pé da letra, o que não falta na Bíblia são coisas antibíblicas: guerras, assassinatos, traições, e assim vai. Às vezes até parece que o mundo estuda a Palavra Sagrada somente para fazer exatamente o contrário do que ela ensina.

Mas voltemos à pergunta do leitor apressado. “Para quem sabe ler um pingo é letra”, dizia um antigo ditado. Como nem os ditados antigos resistem ao racionalismo do mundo moderno, atualmente se diz que para quem sabe ler um pingo é pingo, só analfabeto é que acha que um pingo é letra. O fato é que, dependendo das circunstâncias, qualquer sinalzinho vale mais do que uma palavra inteira. E é aí que entra a história de dois pastores para uma só ovelha.

Para provar ao repórter que tinha direito àquela mulher, o religioso valeu-se da mesma passagem bíblica com que convencera os frequentadores do seu templo e que, com especial paciência e particular interesse, explicara ao marido. Diante das câmeras, solenemente apanhou as Escrituras e leu a recomendação divina, transmitida por Ezequiel: “Sim, você é uma esposa adultera”. Ali estava a prova: vinda de onde vinha, era mais que uma permissão, era uma ordem: “adultera”.

Mas vocês sabem como são esses repórteres, não se contentam com os próprios lenços, metem o nariz onde ninguém os chamou. No caso, o repórter meteu o nariz entre as páginas da Bíblia e foi logo acusando: “Mas tem acento no U. Não está escrito “adultera”, e sim “adúltera”.

O pastor mostrou-se verdadeiramente surpreso:

─ Ora, vejam só! Um sinalzinho tão pequeno, quase não se nota!

 Apesar da inelutável evidência ortográfica, o bom pastor não entregou os pontos e argumentou que, sim, havia cometido um erro, mas quase tão imperceptível quanto o acento que o causara. De modo que, estando o erro já consolidado, e uma vez que o marido não se opunha ao engenhoso arranjo religioso-conjugal, ele continuaria atuando como pastor para os fiéis em geral e, no caso particular daquela senhora, continuaria acumulando as funções de pastor do corpo e da alma.

E ainda tem gente que acha que os acentos não valem nada! Com eles ou sem eles pode-se adulterar até mesmo o Livro Sagrado! E não vai você agora sair por aí dizendo que eu estou criticando quem quer que seja. Por favor, não adultera o que eu escrevi!

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Microconto: No semáforo

Tinha medo de apanhar chuva e de morrer resfriada. Para não se molhar, atravessou a rua correndo. Pena que o sinal estava aberto para os carros.

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O ano, no Brasil, parece que vai começar

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Max Wolosker

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas.

É claro que não podemos nos esquecer da Semana Santa, que será celebrada daqui a pouco menos de 40 dias. Ou seja, como bem diz o nosso hino, “Deitado eternamente em berço esplêndido”. A partir de 22 de dezembro, ante véspera do Natal até o dia 1º do ano seguinte é só comemorações, aí emenda-se com as férias escolares e de muitos adultos, claro, é verão no hemisfério sul e as altas temperaturas são um convite para uma esticada nas praias do litoral ou, nos rios e lagos das montanhas. Só que em 2026 o carnaval chegou mais cedo, em meados de fevereiro, o que prolongou o famoso “niente far niente”, ainda mais que o mês é mais curto.
Estradas cheias, cuidado redobrado, pois essa época do ano é muito complicada. Como faço todos os anos, não passo as festas de Momo em Friburgo e optei por Monte Verde, no sul de Minas Gerais, na realidade a verdadeira Suíça Brasileira. Uma das cidades mais altas do Brasil, a 1.680 metros de altitude, em plena Serra da Mantiqueira. Na realidade trata-se de um distrito, cuja sede (município) é Camanducaia. Fica a 634 quilômetros de Friburgo o que me obrigou a dividir a viagem em duas etapas.
Pegamos a Dutra, na quinta feira e pernoitamos em Lorena, já em São Paulo. Se em dias normais, a circulação na rodovia mais importante do Brasil, com a gama de caminhões que por ali trafega já requer atenção redobrada, imagine-se na ante véspera do Carnaval, uma loucura. De Lorena até nosso destino, a melhor saída foi pegar a rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte-MG, também com um trânsito intenso. Chegamos na sexta feira, um pouco depois do almoço, para o nosso repouso momesco.
Monte Verde tem, no máximo, seis mil habitantes, com uma temperatura que lembra muito Friburgo nessa época, sendo que durante o dia gira em torno de 25 graus e à noite cerca de 14 graus. Já no inverno o bicho pega, atingindo zero grau ou menos, com facilidade, sendo que é comum, pela manhã geada e pequenas coleções de água com uma fina camada de gelo. Tanto que a época mais importante para o turismo local, é o inverno. Nesse ponto se assemelha muito a Campos do Jordão, que fica o outro lado da serra, mas essa cidade está no Estado de São Paulo.
Para quem quer fugir dos dias agitados das comemorações carnavalescas, é o local ideal, pois só temos consciência de ser carnaval por causa dos bailes infantis. A Avenida Monte Verde, a principal da cidade, fica cheia à tarde e à noite, pois é onde se concentram bares, restaurantes e o comércio local. E a gastronomia é variada, com a tradicional comida mineira, além da alemã e italiana. Desde a sua fundação, ela teve um grande afluxo de imigrantes oriundos da Hungria, Suíça, Alemanha, Rússia e Itália, sem falar de mineiros e paulistas, o que lhe dá um toque europeu nos tipos de construções e no trato com as pessoas, no seu dia a dia.
Pela manhã, o ideal são as caminhadas e visitas aos parques, que mantém o turista em pleno contato com a natureza e ajuda a desgastar as guloseimas comidas na véspera. Vale a pena uma visita ao Parque Oschim, uma área de 50 mil metros quadrados, com várias araucárias (arvore típica da região), lhamas, avestruzes, além de córregos e uma pequena queda d´água. No outro extremo da cidade fica o parque Villa leta, esse com cerca de 20 mil metros quadrados, cuja característica é uma imitação perfeita de um barco usados pelos vikings.
Fora isso pode-se visitar o pinheiro mais antigo da cidade, com cerca de 500 anos, e a trilha da pedra redonda de onde se tem uma visão de 360 graus de toda região da serra, do alto de seus quase dois mil metros de altitude. Outra trilha, também com uma vista exuberante a da pedra partida. Ambas têm uma caminhada de cerca de dois quilômetros, mas numa trilha sem muitas dificuldades.
Agora, para quem gosta de fondue, Monte Verde é um prato feito, com vários estabelecimentos oferecendo rodízios do delicioso prato suíço, popularizado pelos franceses. Uma curiosidade que merece ser comentada é a respeito da Casa do ApfelStrudel, famosa na região, com uma característica, desde às 16h até 21h, sai uma fornada de hora em hora. A guloseima é muito saborosa, mas a servida no restaurante Burgermeister, de Friburgo é muito melhor. Pelo menos foi o que eu e a minha esposa achamos.
Ao retornar soube que a Vilage do Samba foi a grande campeã do desfile do carnaval, com um enredo sobre o candomblé, uma homenagem às raízes afro-brasileiras. É o seu quarto título consecutivo, de um total de 30, ao longo da sua história. Parabéns aos componentes dessa vitoriosa escola de samba friburguense.
E que o Brasil, finalmente, comece o ano de 2026, aliás um ano muito importante para a política nacional.
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Fora de foco

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
por Camilla Fiorito

Foco. Paro. Perco. Acho. Volto. Recomeço.

Focar em um mundo que se apressa e se perde em uma rolagem infinita em um objeto que passou a ser desejo de consumo de uma sociedade é um desafio constante.

As horas passam e ficamos na inércia que criamos e desenhamos dentro de um escopo que parece perdido.

Pausamos para alimentar nossa alma que clama por descanso. Um descansar que não desacelera e luta como se estivesse em uma grande batalha, onde o ciclo vicioso chega como um forte vilão.

Foco. Paro. Perco. Acho. Volto. Recomeço.

Focar em um mundo que se apressa e se perde em uma rolagem infinita em um objeto que passou a ser desejo de consumo de uma sociedade é um desafio constante.

As horas passam e ficamos na inércia que criamos e desenhamos dentro de um escopo que parece perdido.

Pausamos para alimentar nossa alma que clama por descanso. Um descansar que não desacelera e luta como se estivesse em uma grande batalha, onde o ciclo vicioso chega como um forte vilão.

O corpo recua, contorce contra a força da natureza que não se deixa vencer em um primeiro momento, mas se rende no vão de um espaço que ficou perdido.

O tic tac do relógio continua marcando cada pedaço que se estende em infinitos instantes que escapam, se perdem, se confundem.

A contemplação passa a ser secundária, o perceber o outro e se perceber ficam adormecidos em um sono profundo, que quiçá sabemos se acabará. O ler o livro que gosta, tomar uma xícara de chá à tarde, parar para o café, respirar com calma, escutar a música que relaxa, cuidar do corpo e da mente são ações que escapam de um autocuidado que não pode ficar para depois.

Mas será que conseguimos sair desse ciclo incansável e constante?

Dia após dia, o canto dos pássaros, os raios do sol pairando sobre a face, a brisa nos cabelos, o bater das ondas do mar, a fluidez da cachoeira, o cheiro das flores, os galhos das árvores se movimentando, as folhas caindo, o sol nascendo e se pondo, a lua subindo, a estrela surgindo e a chuva chegando acontecem sem sequer percebermos o deslumbramento de cada momento.

Quando achamos o foco de volta e despertamos o recomeço, o apreço se entrega à reflexão, a paz começa a se aproximar. A respiração, antes curta e acelerada, passa a ser sentida com calma e os detalhes perdidos são resgatados, admirados.

A precipitação e a necessidade de urgência vão dando lugar àquilo que é essencial: nós mesmos.

Se encontrar, olhar para si e se resgatar, mesmo no íntimo profundo, transforma cada dia em uma imersão, traz foco. Foco na própria vida, vivência, escolha, energia, tempo.

Separe os seus minutos mesmo quando a prostração teimar em ir embora, a resistência interna aparecer, o afobamento insistir em ficar. Seja o ponto central do seu momento!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

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Homenagem aos cachorros de rua

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Tomada pelo amor aos animais e pela tristeza, devido ao episódio recente de violência contra o Cão Orelha, que comoveu o Brasil, vou escrever esta coluna em homenagem aos cachorros de rua. No nosso país, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 20 milhões de cachorros que sobrevivem nas ruas. A ideia de sobreviver é mais adequada pelas circunstâncias em que eles vivem dado à precariedade com que passam os dias. Cada um deles tem uma história de abandono. Soltos nas ruas dos bairros das cidades e nas estradas, estão sujeitos à própria sorte.

Tomada pelo amor aos animais e pela tristeza, devido ao episódio recente de violência contra o Cão Orelha, que comoveu o Brasil, vou escrever esta coluna em homenagem aos cachorros de rua. No nosso país, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 20 milhões de cachorros que sobrevivem nas ruas. A ideia de sobreviver é mais adequada pelas circunstâncias em que eles vivem dado à precariedade com que passam os dias. Cada um deles tem uma história de abandono. Soltos nas ruas dos bairros das cidades e nas estradas, estão sujeitos à própria sorte. Passam fome, sede, sofrem violências, além de estarem vulneráveis aos acidentes, como atropelamentos. Eles têm a integridade física e a emocional ameaçadas diariamente.

Os cães de rua merecem o nosso respeito, afeto e atenção. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou o Projeto de Lei 419/2023, de autoria do Legislativo, que reconhece o “Vira-Lata Caramelo” como uma expressão de relevante interesse cultural do Estado de São Paulo. Todas as cidades deveriam ter tal reconhecimento, o que faria com que os cães tivessem maior acolhimento dos habitantes, das instituições públicas e das empresas. Além do que se faz necessário a atenção com os cachorros devido ao cuidado com a saúde pública, posto que podem, como todo ser humano maltratado, transmitir doenças.  

Sinto-me feliz por ter adotado duas cadelas de rua. A Deia e a Pipa. Ambas estavam abandonadas e em estado precário. Ao acolhê-las tive a oportunidade de lhes oferecer uma vida digna. A Deia ficou conosco por mais de dez anos e faleceu já bem velha. Faz cinco anos que pegamos a Pipa no alto da estrada e ela está linda. Os cães adotados nos olham com o brilho da gratidão, expressam afeto profundo e estão sempre prontos a nos oferecer presença e solidariedade. A felicidade deles é estar ao nosso lado.

Certa vez, escutei dizer que os cães, não somente os de rua, são anjos que permanecem em nossas vidas em momentos especiais. Posso até dizer, por experiência própria, que estão ao nosso lado em situações difíceis e nos consolam com suas atitudes e gestos, na maioria das vezes silenciosos. Os cães possuem missões com os humanos, e, nós, também, com eles, ao torná-los, através da convivência, seres mais evoluídos.

Eu me encanto com Nova Friburgo pelo cuidado com que a população tem com os cachorros de rua. Certa vez, andando, de manhã, pela Rua Monte Líbano, vi um lojista colocando a vasilha de ração e água na porta da loja. Parei e admirei, sorridente. Então, ele me disse: eles vêm lá do alto das Braunes para comer todos os dias. Nos dias seguintes, quando ia para o centro, via cachorros descendo em passos firmes. Meu coração aplaudia os lojistas.

Faz tempo que li o livro da Lygia Bojunga, “Os colegas”, clássico da literatura infantil, premiado pelo Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro em 1971. A escritora recebeu pelo conjunto de sua obra o Prêmio Christian Andersen, considerado o Prêmio Nobel da Literatura Infantil. “Os colegas” aborda a amizade entre animais abandonados: os vira-latas Virinha e Latinha, o coelho Cara de Pau, a cachorrinha Flor-de-Lis e o urso Voz de Cristal. Eles enfrentam o abandono e a solidão, constroem um lar, experimentam aventuras até encontrarem um modo criativo de viver. Guardo-o com carinho na estante e, agora mesmo, estou com ele em minhas mãos com a séria intenção de o reler.

Outras obras literárias contam histórias que envolvem a relação dos cães com seus donos. O livro “Marley e eu” é uma história emocionante baseada em fatos. O escritor e jornalista John Grogan conta relação com seu cão ao longo de treze anos, tempo em que Marley fez parte da sua vida familiar. O livro foi publicado em 2005, nos Estados Unidos. É considerado um best seller.

O que aconteceu recentemente com o vira-lata Orelha cortou o coração de todos nós. Espero que sua trágica morte se transforme em alerta para a atenção e respeito com os cachorros de rua, que as penalidades contra os animais sejam mais rigorosas. Que eles, sucumbidos ao abandono, sejam acolhidos pelas energias universais como seres abençoados.

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Quaresma, Fraternidade e Moradia

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

O tempo da quaresma como renovação da vida cristã, nos convida a reencontrar o nosso verdadeiro rosto cristão através da oração e caridade, a fim de modelarmos nossa imagem àquela de Cristo; assim é que poderemos viver uma comunhão mais profunda no seu mistério de morte e ressurreição. É tempo de nós percorrermos o itinerário batismal de penitência e conversão. Tempo liturgicamente forte de mudança de vida, que nos insere ainda mais no Mistério de Cristo. É tempo de esperança, pois iniciamos nossa caminhada rumo à Páscoa de nosso Salvador Jesus Cristo.

O tempo da quaresma como renovação da vida cristã, nos convida a reencontrar o nosso verdadeiro rosto cristão através da oração e caridade, a fim de modelarmos nossa imagem àquela de Cristo; assim é que poderemos viver uma comunhão mais profunda no seu mistério de morte e ressurreição. É tempo de nós percorrermos o itinerário batismal de penitência e conversão. Tempo liturgicamente forte de mudança de vida, que nos insere ainda mais no Mistério de Cristo. É tempo de esperança, pois iniciamos nossa caminhada rumo à Páscoa de nosso Salvador Jesus Cristo.

Os quarenta dias que percorremos é um tempo de graça e de benção, marcado pela escuta da Palavra de Deus, da reconciliação com Deus e com os irmãos. É um tempo em que a igreja, com amorosa insistência, nos chama a mudar de vida. Tempo de oração, jejum, de partilha e gestos solidários; de direcionarmos a misericórdia de Deus aos mais necessitados.

A liturgia deste tempo forte e pedagógico nos prepara para a grande solenidade da Páscoa, que é o centro e ápice da nossa fé. Cada mensagem semanal nos leva a uma renovação espiritual, convidando-nos a viver este retiro olhando para o alto (oração), para si mesmo (jejum) e para o outro (esmola). É uma experiência de fé que nos transforma pessoalmente e o que está ao nosso redor, isto é, toda realidade do nosso mundo que ainda precisa ser atingida pela força renovadora da Palavra de Deus. Por isso, é importante intensificar a oração, a escuta da Palavra de Deus e a caridade. É um itinerário de obediência a Deus e entrega aos irmãos. O cristão testemunha ainda mais o Evangelho da misericórdia com sinais internos e externos.

Para nós cristãos, todos os dias deste tempo rico nos animam e fazem com que olhemos mais de perto a nossa vida e condição. A conversão é um processo permanente, seja em nível pessoal ou social. Conversão significa uma mudança de sentido ou de rumo. Acreditamos que nunca é tarde para optar pelo bem e abandonar o mal, pois Deus, no seu amor infinito e misericordioso, está sempre pronto a nos acolher e abraçar, como fez com o filho pródigo.

Nosso itinerário é sempre de um retorno ao primeiro amor e à fonte de todo bem e de toda graça. Esta é a razão pela qual repetimos, incansavelmente, neste recolhimento espiritual a célebre passagem bíblica: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2). Portanto, temos que aproveitar esta graça que passa diante de cada um de nós. Não deixemos que ela passe em vão.

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: Fraternidade e Moradia, e por lema: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1, 14). A Igreja do Brasil, através desta campanha, quer sensibilizar todas as pessoas sobre o problema da moradia em nosso país. Como sabemos, a casa é lugar de vida, de dignidade e convívio familiar, mas, infelizmente, nem todos tem acesso a este direito basilar. Neste sentido, “a campanha da Fraternidade 2026 é um chamado à solidariedade e à ação concreta afim de que todas as pessoas tenham um lugar para viver com dignidade, como filhos e filhas de Deus” (Texto-Base, p. 11). A falta de moradia digna, para grande parte da população em nosso país, revela um quadro de desigualdade ou desequilíbrio econômico e social que persistem.

A Campanha da Fraternidade é um modo peculiar da igreja do Brasil viver a quaresma, despertando a consciência de todos os fiéis e da sociedade no geral, sobretudo do poder público, no âmbito da moradia digna e da universalidade deste direito. “A moradia digna é base para a efetivação do direito à cidadania e dos direitos humanos” (Texto-Base, p. 21).

Que este tempo quaresmal, rico e forte no caminho de nossa santificação, nos ajude a refletir e lutar contra um modelo social excludente, onde a moradia seja uma realidade para poucos e uma situação ainda inadequada para uma parte expressiva de nosso povo; pois viver de forma digna não deve ser um privilégio para alguns, mas um direito de todos os filhos e filhas de Deus. Uma santa quaresma a todos.

D. Pedro Cunha Cruz

Bispo diocesano de Nova Friburgo – RJ

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Transformando resíduos de comunicação visual em novos ciclos produtivos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Foto: Adriano José

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Na minha trajetória escrevendo sobre ESG — e também atuando diretamente nessa área — tenho observado um desafio crescente e ainda pouco debatido nos bastidores corporativos: o destino de banners e lonas publicitárias após o fim de campanhas. Produzidos em larga escala e com baixa reciclabilidade, esses materiais costumam ter vida útil curta e frequentemente acabam descartados como resíduos sólidos, ampliando impactos ambientais sérios, visto que tal material é derivado do petróleo podendo levar muitos séculos para se decompor.

Hoje, o descarte inadequado desses materiais deixou de ser apenas um problema ambiental e passou a integrar diretamente a agenda reputacional das empresas. Em um contexto em que práticas de ESG influenciam decisões de mercado, a gestão responsável de resíduos tornou-se um indicador concreto de compromisso socioambiental — e também de credibilidade institucional. É preciso considerar, ainda, o impacto negativo na imagem corporativa: imagine uma lona publicitária com a logomarca da empresa boiando em um rio, visível para todos. Aquilo que foi criado para promover a marca pode, rapidamente, transformar-se em um símbolo de descuido ambiental, gerando percepção negativa e prejuízos à reputação de qualquer negócio.

Números que mostram o impacto

Como integrante da EcoModas, acompanho de perto iniciativas que buscam soluções práticas para esse problema. Desde 2010, alguns projetos já desenvolvidos já possibilitaram a transformação de um pouco mais de sete toneladas de banners e lonas em novos produtos ecológicos para empresas de diferentes regiões do Brasil.

Esse volume representa não apenas resíduos desviados de aterros, mas também redução indireta de impactos ambientais, como economia de matéria-prima virgem, diminuição da demanda por novos plásticos e menor emissão associada à produção de materiais promocionais convencionais.

Para Adriana Santos, responsável pela criação das peças, “cada material tem características próprias, e nosso trabalho é estudar o melhor aproveitamento possível. Quanto mais inteligente for o design, maior é o reaproveitamento e menor o descarte”, observa.

Do passivo ambiental ao ativo estratégico

Na prática, banners que perderam sua função original podem ser convertidos em bolsas, estojos, carteiras e nécessaires utilizados em ações institucionais, kits corporativos e campanhas promocionais. Essa substituição de brindes tradicionais por itens reaproveitados ajuda empresas a alinhar comunicação, branding e responsabilidade ambiental.

O processo segue critérios técnicos: cálculo da área disponível de material, dimensionamento dos produtos possíveis e definição proporcional da produção. Esse planejamento garante melhor aproveitamento da matéria-prima e transparência de resultados — dados que podem inclusive compor relatórios de sustentabilidade corporativa.

Impacto social além do ambiental

Outro ponto relevante é o efeito social desse modelo produtivo. A confecção dos itens prioriza contratação de mão de obra local, estimulando geração de renda, valorização de habilidades artesanais e fortalecimento da economia regional. Isso amplia o alcance da iniciativa, que deixa de atuar apenas na esfera ambiental e passa a contribuir também para desenvolvimento social.

Na prática, isso significa que um resíduo corporativo descartado em uma ponta da cadeia pode se transformar em oportunidade de trabalho e renda em outra — um exemplo concreto de como a economia circular conecta diferentes dimensões da sustentabilidade.

Uma mudança de lógica

Tenho defendido cada vez mais a ideia de que sustentabilidade corporativa não depende somente de grandes tecnologias, mas de mudanças de mentalidade. Quando empresas passam a enxergar seus próprios resíduos como recursos reaproveitáveis e regenerativas, elas deixam de lidar com o descarte como problema isolado e passam a tratá-lo como parte estratégica de sua operação.

Produtos desenvolvidos a partir de banners que seriam descartados ganham novos significados, contam outras histórias e ainda se transformam em instrumentos de educação ambiental. Mais do que itens reutilizados, eles representam uma forma concreta de vivenciar a sustentabilidade e a economia circular — de maneira visível e autêntica.

No fim das contas, iniciativas desse tipo mostram que a chamada “missão sustentável” não é um conceito abstrato. Ela se materializa em números, processos, pessoas envolvidas e resultados mensuráveis — elementos que transformam discurso ambiental em prática concreta.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

créditos
Foto: Adriano José
Modelo: Ingridh Adames
Make: Cássia Juliana
Foto da galeria
Foto: Adriano José
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A VOZ DA SERRA coloca nossa cabeça para raciocinar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso.

Enquanto as passagens intermunicipais sobem quase 12%, vamos pegar carona na charge de Silvério que já vem prevenindo sobre o aumento. O dragão da carestia foi o primeiro a inaugurar o preço, pois de Nova Friburgo para o Rio de Janeiro, a passagem passa a custar mais de R$ 80. As demais linhas têm preços diferenciados, de acordo com as localidades. O Carnaval passou e ficam as pegadas ou, melhor dizendo, as pegadinhas dos aumentos. A gente cai na real e quem se machuca é o nosso bolso. Na década de 70, o cantor Jair Rodrigues gravou uma canção em que os versos até hoje fazem sentido: “Depois do carnaval eu vou tomar juízo, há muito que eu preciso me regenerar...”.

Ao contrário de antigamente, quando as rádios não tocavam mais marchinhas e sambas, hoje é difícil “sair do carnaval”. Tem festas nas quadras, desfiles das campeãs, cervejadas e muita badalação, o ano inteiro, pois o selo “Cervejaria Fluminense” está aprovado e “pode impulsionar microcervejarias do interior”. Nossa cidade se destaca com a produção de cervejas artesanais. Tamanho é o empenho da produção que virou tradição a “Rua da Cerveja”, na Oliveira Botelho. É bonito de apreciar e, mais ainda, de provar.

Nova Friburgo não brinca em serviço. A Associação InovaFri Valley comemorou seu primeiro ano de atuação formal na última quinta-feira, 19, no Corredor Cultural da Arp. Representantes do meio acadêmico, empresarial, governamental e sociedade civil marcaram presença, fazendo jus ao objetivo de “fortalecer a inovação e a tecnologia em nosso município. O presidente da entidade, Rodrigo Sena, ressaltou que antes mesmo da formalização, o grupo já atuava em iniciativas como o Movimento Serra do Silício.

Em “Sociais”, presença de ilustres na coluna. Alex Alfaya, atual presidente da Soamar, brindou com amigos e familiares mais um ciclo chegando em sua vida exemplar, na sexta-feira, 20. Dionathan da Silva Medeiros, no sábado, 21, festejou seus áureos 34 anos, ao lado da linda esposa Mayara Duarte e uma constelação de fãs que a sua simpatia cativa. Para o dia 26, dá tempo ainda de a cidade preparar um grande festejo para o querido Tony Ventura que colhe mais uma primavera. Amigos e familiares formarão uma orquestra de vivas. A esposa Faninha (nossa parente) com filhos e netos regendo o coral.

Além do esplendor de nossas agremiações carnavalescas, que fizeram a festa do carnaval friburguense, temos gente daqui arrasando na Viradouro, campeã no Rio. Tarcísio Zanon, natural de Cantagalo, carnavalesco e Guto Intérprete, que sempre dá aquele show, com sua voz possante de longo alcance. Essas duas joias reluziram na Sapucaí e certamente, somaram pontos para a vitória da vermelho e banco de Niterói.

Vinicius Gastin nos trouxe a lista dos contemplados com o “Bolsa Atleta” municipal. Parabéns aos contemplados e que o investimento traga mais e mais oportunidades para o esporte que, acima de tudo, contribui para um mundo melhor.  Outra boa notícia, sinal de responsabilidade, é a classificação de Nova Friburgo como finalista em projeto nacional voltado para a redução de riscos de desastres climáticos. A base de todo o processo começou com o projeto “Riograndina Resiliente”, entre 2023 e 2025.

A Prefeitura de Nova Friburgo anunciou que vai terceirizar o serviço de iluminação pública em nossa cidade. A empresa que vencer a concorrência vai receber “mais de R$ 147 milhões, num contrato de 13 anos, com repasse mensal de R$ 1,05 milhão. É muito dinheiro, minha gente! Será que não temos engenheiros, técnicos, profissionais qualificados aqui, capazes de assumirem essa empreitada?

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