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Título no Rio

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Fluminenses vencem nova edição do Rio-Minas de Futmesa

Mais uma vez, o troféu do Torneio Rio-Minas de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques ficará em solo fluminense. A Seleção do Rio de Janeiro conquistou o tricampeonato ao vencer Minas Gerais por 75 a 33, em confronto disputado no Petropolitano Foot-Ball Club, em Petrópolis. A competição foi realizada no formato 6 x 6, com seis rodadas de jogos entre os atletas das duas seleções.

Fluminenses vencem nova edição do Rio-Minas de Futmesa

Mais uma vez, o troféu do Torneio Rio-Minas de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques ficará em solo fluminense. A Seleção do Rio de Janeiro conquistou o tricampeonato ao vencer Minas Gerais por 75 a 33, em confronto disputado no Petropolitano Foot-Ball Club, em Petrópolis. A competição foi realizada no formato 6 x 6, com seis rodadas de jogos entre os atletas das duas seleções.

Na primeira rodada, o Rio de Janeiro abriu vantagem ao vencer por 15 a 3, com cinco vitórias e apenas uma derrota. Na segunda rodada, a equipe fluminense manteve o domínio absoluto e venceu todos os confrontos, fechando em 18 a 0 e ampliando o placar parcial para 33 a 3.

A terceira rodada teve nova vitória carioca, desta vez por 12 a 6. Na quarta rodada, o Rio voltou a vencer por 15 a 3, novamente com cinco vitórias e uma derrota, resultado que garantiu matematicamente o título por antecipação.

Na quinta rodada houve empate em 9 a 9. Já na sexta e última rodada, a equipe mineira reagiu e venceu por 12 a 6, diminuindo a diferença no placar final, que terminou em 75 a 33 para o Rio de Janeiro após as seis rodadas disputadas.

A Seleção do Rio atuou com Fábio Gama (Igor), Moacir (Rico), Marco Antônio, Márcio Pires (Cláudio Novelli), Vinicius Mendes e Luiz Carlos Oliver. A linha com Fábio Gama e Igor teve 100% de aproveitamento. Venceram três partidas cada um. Detalhe que Igor não sofreu gol em nenhum dos três jogos. O Friburguense esteve representado por Vinicius Mendes e Márcio Pires.

No individual, o atleta Igor Quintaes, do Vasco da Gama, conquistou o título ao vencer Léo Stumpf, do Tupi de Juiz de Fora (MG), por 4 a 3. A campanha do campeão foi marcada pela invencibilidade. Igor disputou 11 partidas ao longo do dia, somando oito vitórias e três empates, desempenho que garantiu o título de forma invicta em uma competição que reuniu atletas dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

A final foi equilibrada do início ao fim e decidiu o campeão apenas nos minutos finais, com Igor conseguindo vantagem mínima sobre o adversário mineiro: 4 a 3. O pódio foi completado por Egberto Gama, da Liga Campanhense de Futebol de Mesa, de Minas Gerais, que terminou na terceira colocação, após vencer Rodolfo (Vasco da Gama-RJ) por 8 a 7.

Na disputa da Série Prata, Moacir (Vasco da Gama-RJ) foi o campeão após superar Luiz Carlos (Petropolitano-RJ) na decisão. Flávio Scarpelli (Tupi-MG) completou o pódio na 3ª posição.

A competição reuniu 32 atletas, encerrando a programação do III Torneio Rio-Minas, organizado pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj) em parceria com a Federação de Futebol de Mesa do Estado de Minas Gerais (Fefumenge).

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    Friburguense foi representado por Vinicius Mendes e Márcio Pires, ajudando o Rio a vencer o desafio (Foto: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    No individual, o título também veio para solo fluminense, através do cruzmaltino Igor (Foto: Divulgação / AFFM)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Depressão na criança

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Criança também tem depressão e sente angústia. Depressão é diferente de angústia. Angústia pode ser sinônimo de ansiedade. Ansiedade todo mundo tem, mas nem todos têm ansiedade alta ou forte demais. Ansiedade é uma inquietude, uma sensação de vazio mesmo quando as coisas ao redor estão sob controle, é uma agitação mental, uma falta de serenidade.

Criança também tem depressão e sente angústia. Depressão é diferente de angústia. Angústia pode ser sinônimo de ansiedade. Ansiedade todo mundo tem, mas nem todos têm ansiedade alta ou forte demais. Ansiedade é uma inquietude, uma sensação de vazio mesmo quando as coisas ao redor estão sob controle, é uma agitação mental, uma falta de serenidade.

Diferente da ansiedade, a depressão é perda do ânimo, tristeza profunda que não passa, apatia, pensamentos predominantemente pessimistas, desesperança, perda do prazer e desinteresse no que antes dava prazer, ideias de morte, falta de energia, isolamento, tudo isto persistindo mais do que duas semanas.

As crianças não vivem a ansiedade e a depressão igual aos adultos. A depressão infantil atinge cerca de 1% de pré-escolares; quase 2% das crianças que já estão na escola e cerca de 5% de adolescentes. Alguns estudos dizem que nos adolescentes pode chegar perto de 9%.

As causas da depressão na criança são ligadas ao abuso moral, brigas constantes dos pais, separação dos pais, excesso de atividades exigidas das crianças com cobranças excessivas, expectativas altas demais em relação ao desempenho da criança em que ela sente que tem obrigação de cumprir tudo, mas como é demais mesmo, ela não consegue, se sente incapaz, culpada, e fica deprimida. Quanto ao fator hereditário, a criança pode herdar maior possibilidade de ter depressão se um dos pais ou outro parente próximo também teve este transtorno.

Os sintomas mais frequentes são: fadiga com diminuição da atividade, insônia, choro, diminuição da concentração, raciocínio lento, irritabilidade, rebeldia, tiques, medos, desesperança, isolamento, perda do interesse nos amigos, queda do apetite, ideias e tentativas de suicídio, tristeza podendo ou não estar presente, fobia escolar ou urinar na cama quando já conseguia controlar. Fisicamente podem haver dores de cabeça, nas pernas, costas, náusea, cólica intestinal e tonturas.

O tratamento da depressão na criança envolve: (1) os pais aceitarem a doença da criança. Em geral há negação por parte dos pais. Eles acham que a criança quer chamar a atenção, ou tem preguiça, ou podem ter vergonha de admitirem que o filho precisa de tratamento psicológico e psiquiátrico; (2) terapia familiar para que os membros da família possam receber orientações e obterem melhoras nos conflitos; (3) orientação educacional; (4) dieta natural, com eliminação das fontes de cafeína, chocolate, açúcar refinado, doces, achocolatados, dando alimentos integrais, frutas, legumes, verduras, leite de soja, etc.; (5) expor a criança ao sol por pelo menos 20 minutos ao dia porque ajuda a liberar serotonina; (6) animar e conduzir a criança a ficar ao ar livre junto à natureza o maior tempo possível ao invés de fechada entre quatro paredes ou em shoppings.

A criança ou o adolescente deprimido necessita ser avaliado por psiquiatra especializado nestas faixas etárias, para orientar o tratamento que, dependendo do nível depressivo, pode conter medicamentos ou não, e para encaminhar para terapia com psicólogo, caso o psiquiatra não faça o tratamento psicoterápico, e só o medicamentoso. Na maioria das vezes, o apoio familiar e o tratamento psicoterápico bastam para resolver a depressão da criança. Em alguns casos, só a partir dos 6 anos de idade, pode ser necessário, usar algum medicamento.

 “As crianças têm provações tão difíceis de suportar, tão penosas em sua natureza, como as pessoas de mais idade.” Ellen G. White, Orientação das Crianças, Casa Publicadora Brasileira, 1954, p. 129.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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A rigidez em um mundo que pede flexibilidade

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

“Eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim”
Essa fala ecoa de forma profunda. Evidencia medo, insegurança, resistência à mudança em um mundo que muda constantemente.

Mudamos de visão, de sentimento, de percepção, de opinião, de aceitação, de gosto, de pensamento, de estilo de vida, de postura, de comportamento, de organização interna e externa.

A nossa mente cria vários mecanismos que são sentidos no corpo, na nossa respiração, temperatura e em sensações que causam desconforto, trazendo constrangimento, seja para si mesmo ou para o outro.

“Eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim”
Essa fala ecoa de forma profunda. Evidencia medo, insegurança, resistência à mudança em um mundo que muda constantemente.

Mudamos de visão, de sentimento, de percepção, de opinião, de aceitação, de gosto, de pensamento, de estilo de vida, de postura, de comportamento, de organização interna e externa.

A nossa mente cria vários mecanismos que são sentidos no corpo, na nossa respiração, temperatura e em sensações que causam desconforto, trazendo constrangimento, seja para si mesmo ou para o outro.

O medo que nos silencia paralisa e, com ele, vem um grande barco à vela que pode naufragar a qualquer momento. A insegurança resiste, o “eu sempre fui assim” soa como uma âncora de defesa, mas que pesa mais que o esperado. Faz o barco ficar desequilibrado. A segurança escapa por entre as frágeis tramas da rede de pesca, que não se sustentam na maré agitada.

As inúmeras possibilidades de mudança bagunçam a falsa segurança, que traz a estagnação de forma cômoda, mas o barco precisa seguir. Passar por marés altas, baixas, serenas, confusas e turbulentas nos traz boas oportunidades de lidar com as nossas frustrações e proporciona bons momentos de aprendizagem.

Nosso crescimento e desenvolvimento socioemocional acontece de forma contínua. Dia após dia, vamos aprimorando e refazendo as nossas lentes que, às vezes, parecem sujas, rachadas, arranhadas, quebradas, embaçadas. Precisamos limpar e atualizar as nossas lunetas, para que a navegação fique mais leve, límpida, trazendo boas experiências para essa viagem mágica que é a nossa vida.

A falta de flexibilidade pode gerar muitos conflitos, assim como a flexibilidade em excesso, onde jogamos fora a nossa essência no mar, sem possibilidade de resgate. O oito ou oitenta, faz ou não faz, é isso ou aquilo, funcionamentos rijos ou soltos demais, nos tiram da fase de negociação, que é importante para mantermos o equilíbrio. Nenhum excesso é salutar.

A adaptação entra como uma grande convidada para essa aventura em águas que se modificam de forma incessante, onde a resolução de contingências passa a ser tratada sem a densidade que outrora fez parte.

Ser flexível é estar aberto à renovação, é ser adaptável. Não é ser permissivo ou passivo, mas, sim, se adaptar sem perder a sua essência, pois renovar faz parte desse mundo que vivemos.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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E o carnaval está chegando, todo cuidado é pouco

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração.

Estamos a três dias do carnaval, uma festa popular muito importante no calendário brasileiro. De acordo com a professora de História Juliana Bezerra, “o Carnaval tem sua origem na Antiguidade com festas aos deuses onde se permitia uma alteração na ordem social. Desta maneira, os escravos e servos assumiam os lugares dos senhores e a população aproveitava para se divertir. Ainda, segundo ela, na Babilônia, se realizava a comemoração das Saceias, onde era permitido que um prisioneiro assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração. Já na Grécia Antiga, havia festas para se comemorar a chegada da primavera onde estava permitido que toda população, sem distinção de nascimento, participasse do evento. Celebração semelhante ocorria no Império Romano, na Saturnália, quando as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber”.

“No Brasil, ele surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses. Este consistia numa brincadeira, quando as pessoas atiravam água, farinha, ovos e tinta umas nas outras. Por sua parte, os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre muitos outros ritmos musicais. No começo do século XX, com o objetivo de civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida. Por isso, as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e buquês de flores”.

Mas, é sempre necessário alertar as pessoas para que os folguedos carnavalescos não se tornem um problema sério, podendo comprometer esses quatro dias de lazer de maneira irremediável. Assim, nunca é demais passar alguns conselhos, que sempre ajudam nesses dias. Em primeiro lugar, sabemos que muitos aproveitam para viajar daí a necessidade de verificar se o meio de transporte disponível está em condições de enfrentar a estrada. Verificar os freios, o sistema elétrico (luzes de freio, faróis, lanternas), o nível do óleo e da água e a calibragem dos pneus é muito importante.

Outro ponto a destacar é traçar um roteiro de viagem que não seja cansativo, com paradas para descanso a cada três horas, no máximo. E ter ou o obsoleto mapa rodoviário ou os métodos mais modernos como o wazer ou o google maps. Mas, uma observação é importante, não confiar cegamente nesses dispositivos, pois nem sempre o roteiro proposto é o mais correto. E, muito importante, respeitar a sinalização das estradas, a velocidade máxima, não fazer ultrapassagens perigosas e ter em mente, sempre, que nesse período do ano, a pressa é uma inimiga da segurança.

Em segundo lugar, devemos no lembrar que estamos no verão onde o calor é intenso e isso requer uma série de cuidados. Com o sol forte, o uso de protetores solares é uma necessidade, para evitar queimaduras e a exposição intensa aos raios ultra violetas. As queimaduras podem ser graves, as do terceiro grau necessitando de internação hospitalar e o risco de câncer de pele aumenta muito em função de uma exposição prolongada. Além disso, transpira-se muito nessa época, daí a necessidade de se beber muita água, pois o risco de uma desidratação é muito alta, principalmente nas crianças e nos idosos.

Os cuidados com a alimentação também são muito importantes, pois comer em quiosques, produtos vendidos por ambulantes e em barraquinhas dispostas nos locais de passagem dos blocos, requer muito cuidado. A conservação do que é vendido, principalmente os perecíveis, nem sempre é adequada, o óleo para frituras dificilmente trocado no tempo correto e a higiene na preparação do que se vai oferecer, nem sempre seguindo a orientação segura. O risco de complicações intestinais está sempre presente e a falta de sanitários em número suficiente, um complicador a mais.

Em terceiro, apesar de mais delicado, é um assunto a ser abordado. Tantos homens e mulheres, devem ter sempre a mão uma quantidade razoável de preservativos. Os costumes mudaram, a permissividade é uma constante e, nos folguedos de Momo, essa quebra de barreiras morais que ainda persistem, são uma constante nesses quatro dias. A Aids, apesar de ter deixado de ser o terror dos anos 1990, não foi erradicada e é uma ameaça constante; mas não é só ela, pois temos assistido a um aumento crescente das doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a blenorragia (gonorreia), essas as mais conhecidas.

E, é sabido que o Carnaval liberta os instintos, tanto é assim que era conhecido, antigamente, o aumento do número de partos, nove meses após os folguedos momescos. Com o advento dos anticoncepcionais, esse risco diminuiu, mas persiste, pois na hora h, o esquecimento da tomada da pílula pode ser fatal. Daí, a importância do preservativo.

E, um último alerta, tão importante quanto os demais. Modere o uso das bebidas alcóolicas, pois elas são fontes de problemas sérios. Uma pessoa alcoolizada perde o senso da realidade, pode se tornar agressiva, inconveniente e, principalmente, causadora de acidentes sérios, ao dirigir após consumo de álcool. Infelizmente, no Carnaval, o aumento do consumo “da marvada” é alto, pois muitos, para se divertirem, têm de estar “calibrados”.

Que todos tenham quatro dias de festas bem aproveitados, com muita saúde e muita paz. Mas, tenham cuidado, não ponham em risco a própria vida e a da família.

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O X da questão

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Use a sua inteligência: não sei qual, mas ela existe e é muito maior do que você pensa

A acreditar no que dizem alguns cientistas, é a mãe que transmite a inteligência aos filhos, com pequena contribuição dos pais. Não que eu desfaça do seu intelecto, leitor, mas o fato é que as mulheres são mais inteligentes do que os homens. Sempre? Também não! Só em 99% dos casos. E a razão, dizem os pesquisadores, é que elas possuem dois cromossomos X, onde residem os “genes da cognição”, enquanto os machos, coitados, têm apenas um xizinho. Esse é o X da questão.

Use a sua inteligência: não sei qual, mas ela existe e é muito maior do que você pensa

A acreditar no que dizem alguns cientistas, é a mãe que transmite a inteligência aos filhos, com pequena contribuição dos pais. Não que eu desfaça do seu intelecto, leitor, mas o fato é que as mulheres são mais inteligentes do que os homens. Sempre? Também não! Só em 99% dos casos. E a razão, dizem os pesquisadores, é que elas possuem dois cromossomos X, onde residem os “genes da cognição”, enquanto os machos, coitados, têm apenas um xizinho. Esse é o X da questão.

Mas como toda medalha tem dois lados, além das bordas, também há pesquisadores que não embarcam nessa canoa, ou pelo menos ficam com um pé na canoa e outro na praia. Para estes, a inteligência não é apenas um presente materno. Outros genes interferem, além de fatores ambientais, educação, convivência e toda sorte de estímulo que se receba ou não. Portanto, a sabedoria do seu filho, minha senhora, assim como a dos macacos e dos golfinhos (sem querer comparar!) é também obra paterna.

Esse assunto me fez lembrar um episódio ocorrido entre Bernard Shaw ─ genial, mas feioso, e uma atriz ─ lindíssima, mas um tanto burra. Ela lhe teria proposto casamento, sugerindo que os filhos herdariam a beleza da mãe e a inteligência do pai. Prudentemente, Shawn respondeu: “E se acontecer o contrário?” Sim, sempre há algum risco e, mesmo que não houvesse, não existe beleza ou inteligência, por maiores que sejam, que valham mais do que a voz que conforta, o abraço que acolhe, a mão que se estende.

Um consolo e um estímulo para quem julga ter uma cabeça mais dura que a Pedra do Cônego é a teoria das Múltiplas Inteligências, criada pelo psicólogo americano Howard Gardner. Segundo ele, além da inteligência linguística e matemática, merecidamente reconhecidas e valorizadas, existem pelo menos mais sete, tão importantes quanto. E, melhor ainda: ter uma predominante não exclui ter as outras.

Não vou me alongar no assunto, e não é por modéstia ou falta de espaço, é por ignorância mesmo. Quase nada conheço do assunto. Mesmo assim, me arrisco a dar um exemplo: a inteligência interpessoal, que é a capacidade de ter empatia, entender os outros e interagir com eles.  É ela que permite (e a falta dela dificulta) construir bons relacionamentos, atuar em grupo, amenizar desentendimentos, resolver conflitos.

E você, o que preferiria, se tivesse que escolher como companhia para a vida toda ou mesmo como simples companheiro de trabalho: um gênio em física quântica, ou um bom amigo, verdadeiramente solidário, capaz de comparecer, socorrer, compartilhar? Antes de responder, use a sua inteligência: não sei qual é, mas ela existe e é muito maior do que você pensa.

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Microconto: Bailarinas

Sabia que nenhum concorrente tinha como impedir sua vitória. Mas só ao pisar no palco é que sentiu a pedrinha na sapatilha. Ficou em segundo lugar.

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Alto nível

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Ministério do Esporte divulga edital de seleção para o Bolsa Atleta Pódio

O Ministério do Esporte publicou, no Diário Oficial da União, o edital de seleção para a categoria Atleta Pódio do programa Bolsa Atleta, referente ao ciclo 2025/2026. A categoria é a mais alta do programa e concede um benefício de R$ 5 mil a R$ 16.629 mensais. Ela é destinada a atletas de alto desempenho com foco em resultados em competições internacionais. O programa é um dos maiores do mundo em patrocínio direto a atletas.

Ministério do Esporte divulga edital de seleção para o Bolsa Atleta Pódio

O Ministério do Esporte publicou, no Diário Oficial da União, o edital de seleção para a categoria Atleta Pódio do programa Bolsa Atleta, referente ao ciclo 2025/2026. A categoria é a mais alta do programa e concede um benefício de R$ 5 mil a R$ 16.629 mensais. Ela é destinada a atletas de alto desempenho com foco em resultados em competições internacionais. O programa é um dos maiores do mundo em patrocínio direto a atletas.

A secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, destacou a importância da continuidade do programa. "Acompanho com entusiasmo e alegria o lançamento deste edital que reafirma o compromisso de garantir condições adequadas para que nossos atletas possam competir e representar o Brasil no mais alto nível”, comemorou. A secretária lembrou que o programa é um mecanismo de apoio fundamental para o esporte de alto rendimento no Brasil.

O objetivo é garantir condições adequadas de treinamento e participação em competições para atletas que não possuem patrocínio. “A categoria Atleta Pódio do programa Bolsa Atleta continua sendo uma referência na política de alto rendimento, ampliando oportunidades concretas de desenvolvimento e excelência", afirmou.

A bolsa mensal é paga pelo Governo Federal por um período de 12 meses e o valor é pago de acordo com a categoria, sendo a Pódio a que abrange os atletas com maior potencial e resultados em nível internacional.

A seleção para a categoria Atleta Pódio é feita por meio do edital e tem caráter diferenciado das demais categorias do programa (Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional e Olímpico/Paralímpico). Os atletas interessados devem se inscrever dentro do prazo estipulado no edital, por meio da plataforma digital no portal gov.br.

Para acompanhar o período de inscrições a recomendação é acessar o Portal do Ministério do Esporte e buscar o link direto. Os critérios de elegibilidade consideram, preferencialmente, atletas que estejam entre os 20 melhores do ranking mundial nas respectivas modalidades ou que tenham alcançado resultados de destaque em Jogos Olímpicos, Paralímpicos, Surdolímpicos, Mundiais e Pan-Americanos ou Parapan-Americanos.

Para concorrer, é preciso estar em plena atividade esportiva e ter participado de competições de alto nível no ano anterior à inscrição, apresentar o plano esportivo anual, com o detalhamento das competições previstas para o ciclo da bolsa e estar vinculado a uma entidade de prática esportiva (clube ou academia). Também é necessário não receber salário ou qualquer tipo de remuneração de entidade de prática desportiva vinculada ao Sistema Nacional do Desporto ou de entidade de administração do desporto.

Foto da galeria
Alison dos Santos, o Piu, é um dos atletas da Bolsa Atleta na categoria Pódio (foto: Gaspar Nóbrega / COB)
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Somos consequência das nossas decisões

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Nos primeiros dias deste ano, assisti ao documentário sobre a vida e a obra de Walt Disney, e à série baseada no livro “Ninguém nos viu partir”, um texto autobiográfico de Tamara Trottner. Ambos me fizeram refletir sobre as consequências das decisões que tomamos, que podem atingir a vida das pessoas, inclusive das gerações subsequentes. De certo, somos resultado das decisões políticas, familiares, grupais, culturais, institucionais e, especialmente, das nossas.

Nos primeiros dias deste ano, assisti ao documentário sobre a vida e a obra de Walt Disney, e à série baseada no livro “Ninguém nos viu partir”, um texto autobiográfico de Tamara Trottner. Ambos me fizeram refletir sobre as consequências das decisões que tomamos, que podem atingir a vida das pessoas, inclusive das gerações subsequentes. De certo, somos resultado das decisões políticas, familiares, grupais, culturais, institucionais e, especialmente, das nossas.

As decisões fazem parte da vida como falar, caminhar e comer. É tão rotineiro decidir que o fazemos, muitas vezes, automaticamente. Desde que acordamos tomamos decisões, das mais simples às mais complexas; todas nos trazem consequências posto serem regidas pela lei de causa e efeito.  Para toda e qualquer decisão há fatores emocionais, familiares, financeiros, dentre tantos outros desdobramentos envolvidos, o que torna o processo decisório mais ou menos complexo, uma vez que tais fatores possuem relações de interdependência entre si, com níveis de conflitos e dificuldades variáveis, funcionando como um todo.

O processo decisório é aprendizado de uma vida inteira, como um curso que temos de frequentar desde os primeiros anos até aos mais avançados. Vamos aprendendo a cada decisão que tomamos e com as consequências com as quais iremos nos deparar. A primeira cadeira desse aprendizado é aprender a pensar nos prós e nos contras, proposição que escutamos com frequência, contudo, eventualmente, não damos atenção. Eis um erro que pode nos ser fatal.

Com o documentário sobre a vida e a obra de Walter Elias Disney (1901-1966), fiquei tão admirada que procurei pelo livro “A árvore dos sonhos – a vida e a obra de Walt Disney”, editado em 2022. A biografia, escrita pelo escritor e jornalista brasileiro Maurício Nunes, mostra a trajetória de Disney, decorrente de processos decisórios autênticos, criativos e ousados, inteligentes e corajosos.

Desenhar foi uma habilidade que deu sentido à sua vida desde criança. Ele nunca se esqueceu do primeiro contato que teve com um lápis. Apesar da infância difícil pelas limitações financeiras e da severidade paterna, não desistiu do seu potencial. A arte orientou as suas decisões e, de decisão em decisão, enfrentou os mais terríveis desafios e dificuldades, além de superar críticas severas. Com determinação, construiu um mundo de fantasia, levando alegria a todos, das crianças aos idosos.

O livro autobiográfico “Ninguém nos viu partir”, editado em 2024, da autora mexicana Tamara Trottner, narra a sua experiência traumática quando seu irmão mais velho e ela, então com cinco anos, foram sequestrados pelo pai como vingança, quando ele constatou estar sendo traído pela mãe.

O sequestro durou três anos aproximadamente através de uma fuga insana e cruel pela França, Itália, África do Sul e Israel, escondendo os filhos da mãe e seus investigadores e da Interpol também. As consequências das decisões insensatas, manipuladoras e mentirosas do pai e respectivos avós paternos se tornaram desastrosos e deixaram marcas tão dolorosas nas crianças que ela, Tamara, quando adulta, revisitou suas memórias em uma autobiografia a fim de se liberar do passado.

Ao transformar sua dor em narrativa, Tamara ofereceu ao mundo a reflexão sobre as decisões fundamentadas no rancor, vingança, manipulações e mentiras, que podem arrastar vidas a um estado de sofrimento.

Casais podem se separar por motivos vários. Entretanto os filhos precisam ser respeitados em suas inteirezas afetivas, morais e físicas. Os impactos emocionais na vida dos filhos podem abranger tristezas, angústias, inseguranças, além de adoecimentos físicos e emocionais que podem perdurar por um tempo indeterminado, talvez pela vida inteira.

Essas biografias possuem riquezas em seus valores. A beleza da obra de Disney e a tragédia nas vidas de Tamara e seu irmão nos oferecem motivos para refletir sobre nossas decisões e as profundas repercussões que podem causar no outro e em nós.

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A VOZ DA SERRA é brilhante, empolga e sensibiliza, sem perder o foco dos fatos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Não se pode embarcar no Carnaval sem antes seguir o que manda o figurino na charge de Silvério, pois o melhor acessório para uma boa fantasia é carregar um guarda-chuva. Na charge, o Rei Momo sugere que é melhor prevenir do que remediar já que as intempéries são como os antigos mascarados que apareciam nas esquinas, assustando as crianças. Aliás, o uso de uma sombrinha, certamente, é um recurso muito oportuno para quem quiser fazer piruetas e malabarismos, pois ela ajuda a manter o equilíbrio, sendo uma das razões de a dança do frevo utilizá-la em suas coreografias. Valeu, Silvério!

Não se pode embarcar no Carnaval sem antes seguir o que manda o figurino na charge de Silvério, pois o melhor acessório para uma boa fantasia é carregar um guarda-chuva. Na charge, o Rei Momo sugere que é melhor prevenir do que remediar já que as intempéries são como os antigos mascarados que apareciam nas esquinas, assustando as crianças. Aliás, o uso de uma sombrinha, certamente, é um recurso muito oportuno para quem quiser fazer piruetas e malabarismos, pois ela ajuda a manter o equilíbrio, sendo uma das razões de a dança do frevo utilizá-la em suas coreografias. Valeu, Silvério!

Laís Lima, com supervisão de Henrique Amorim,  nos trouxe a página 10, “nota 10” nas coordenadas da folia momesca. A preparação da passarela do samba transforma a Avenida Alberto Braune no verdadeiro “sambódromo friburguense” por onde passarão blocos de animação, escolas de samba, crianças fantasiadas, correias, brincadeiras, enfim, até quarta-feira de cinzas, é só alegria.

Entretanto, os preparativos evoluíram muito e agora pensa-se em tudo, pois a logística montada inclui “postos médicos, torres de observação e mais de 140 banheiros químicos. Estão previstos espaços para inclusão, com áreas destinadas a pessoas com deficiência, casa sensorial e até fraldário. E tem muito mais! Aconselho que se cole a página 10 na porta de casa para seguir a programação e, no mais, entrar na folia. Afinal, temos um dos melhores carnavais do Estado do Rio de Janeiro!

A coluna “Sociais” veio repleta de aniversariantes. Ilana, a garotinha que vi nascer na família Girlan Guilland e Rose, transformou-se na mulher que tomou as rédeas do sucesso na arte da “sevirologia”. Seu novo ciclo, iniciado no último dia 3, promete as mais incríveis “gambiarras”. O irmão Ilan e o eterno namorado, Caio Magarão se juntaram aos pais para um feliz encontro de parabéns.

O conceituado doutor Max Wolosker teve dia 7, um sábado bem festivo entre amigos e familiares. Abrilhantando o domingo, 8, o estimado médico Renato Henriques, leitor assíduo do jornal, merece nosso aplauso por seus dons de ser humano impecável, solidário e abrangente, criador do grupo “QQ”, já tradicional na cidade. Na segunda, 9, duas queridas, Margarida Ventura Chaves, com uma plêiade familiar de astros e estrelas.

Outra querida é a nossa Marilda Lima Berbert, que nos encanta por sua existência doce e suave de quem fez das flores a arte para embelezar noivas e eventos. Seu esposo, Juca, meu primo, as filhas e a netinha formam o elenco para brindar as luzes de Marilda. Avançando para o dia 13, Gilse Ventura é a estrela de Layse e Gildásio, que expande seu brilho e faz a festa colhendo primaveras no verão. E nesse rol de estrelas não poderia faltar mais uma: David Massena, uma das pessoas mais cultas e inteligentes que conheço. Na sexta, 13, é justo que seu aniversário, algumas vezes, seja no Carnaval pela pessoa que reflete anos luz de brilho intenso. A todos, parabéns!

No próximo dia 5 de março, às 18h, será lançado no Clube Monte Líbano, na Lagoa, zona sul carioca, o livro “Antologia dos Ex-Alunos do Colégio Nova Friburgo”. A obra é uma coletânea de momentos vividos na época de ouro da gloriosa “Fundação”. Nossa diretora do jornal, Adriana Ventura, ex-aluna, também participa das memórias. O Colégio Nova Friburgo deixou saudades, até para quem não teve o privilégio de fazer parte de sua existência. São muitos significados. Sua geração discente criou estilos de vida, de moda, de comportamento e, sem intenção, tornou-se a grande “influencer” para os jovens da época, em especial, os friburguenses. Parabéns aos idealizadores do livro. Essa história merece ser contada e anunciada aos quatro cantos do mundo. Que beleza! 

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Nos preparativos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Atividade física, boa alimentação e descanso são dicas para curtir o Carnaval

Uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros e friburguenses, o Carnaval terá início na próxima sexta-feira, 13. Para quem gosta de curtir ao máximo todos os dias de folia, algumas dicas são importantes e podem fazer total diferença para não perder nenhum momento.

Atividade física, boa alimentação e descanso são dicas para curtir o Carnaval

Uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros e friburguenses, o Carnaval terá início na próxima sexta-feira, 13. Para quem gosta de curtir ao máximo todos os dias de folia, algumas dicas são importantes e podem fazer total diferença para não perder nenhum momento.

Os exercícios, por exemplo, são uma parte fundamental. Os mais valiosos para o período são aqueles que contribuem com a melhora da condição aeróbica; o fortalecimento muscular das pernas, quadril e costas; o equilíbrio; e a coordenação motora. Vale sempre ressaltar a importância de fazer uma avaliação médica da atual condição física.

Mesmo com a programação cheia de atividades de carnaval, é possível encaixar um treino leve antes de sair para a folia. O segredo está no planejamento. Acordar um pouco mais cedo para fazer uma caminhada, um treino de yoga ou até uma sessão rápida de musculação. Quem consegue manter uma rotina de exercícios, mesmo que mais curta, está mais preparado para manter o ânimo.

A diversão do carnaval pode ser intensa, e com a energia extra, o risco de desidratação também aumenta. Seja durante os desfiles ou em uma tarde de sol, manter-se hidratado é essencial para garantir que você se sinta bem e tenha energia para aproveitar cada momento. A dica é beber água constantemente, mesmo quando não sentir sede. Para quem for tomar bebidas alcoólicas, o ideal é intercalar com água para evitar a desidratação.

Embora o carnaval seja famoso pelas comidas de rua, como os petiscos e frituras, é possível fazer escolhas mais saudáveis, como snacks nutritivos, frutas, nuts ou barrinhas de cereais. Outra dica é tentar incluir uma porção de proteína magra em suas refeições.

Mesmo com todo o agito, a orientação é não se esqueça de descansar. O sono de qualidade é fundamental para a recuperação muscular e para manter o bem-estar durante os dias de festa. O ideal é garantir, sempre que possível, sete a oito horas de sono por noite para ter disposição e aproveitar a folia com energia e sem cansaço excessivo. Caso o carnaval esteja bastante agitado, cochilos durante o dia ajudam a repor as energias e a não comprometer o rendimento nos dias seguintes.

Em Nova Friburgo, a folia se espalha por pontos estratégicos do Centro, como a Avenida Alberto Braune, as praças Dermeval Barbosa Moreira e Getúlio Vargas, além da Rua Oliveira Botelho (Rua da Cerveja). Além dos desfiles de escolas e blocos, há opções de matinês infantis, concursos de fantasia, shows e o temático Carnapride. Também há programação nos distritos, além da possibilidade de buscar locais mais tranquilos para descanso.

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    Manter uma rotina minimamente saudável pode ajudar a aproveitar, ao máximo, as atrações do Carnaval (Foto: arquivo/Setesc)

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    Programação em Nova Friburgo conta com diversos blocos, escolas e shows: cuidados contribuem para repor energia (Foto: Henrique Pinheiro)

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Um carnaval que planta o futuro em São Pedro da Serra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Em meio à música, às cores e à celebração coletiva do carnaval no distrito de São Pedro da Serra, uma iniciativa chama atenção por ir além da folia e deixar marcas duradouras no território. Durante o carnaval de 2026, nós, da EcoModas Soluções Sustentáveis, participaremos do desfile do bloco carnavalesco Olha Eu Aí com uma ação simbólica e concreta: a distribuição de 26 mudas nativas da Mata Atlântica, todas de Palmeira-juçara. O número faz referência ao ano da ação e marca o caráter experimental da iniciativa.

As mudas são cultivadas em nosso viveiro próprio, instalado junto à sede sustentável da EcoModas, localizada no alto do teleférico de Nova Friburgo. Ao longo dos anos, esse espaço se tornou referência regional em educação ambiental, turismo ecológico e práticas de regeneração ambiental. Desde 2010, atuamos de forma contínua com soluções baseadas na natureza e já contribuímos para o plantio de mais de 35 mil mudas, reafirmando nosso compromisso com a Mata Atlântica.

A ação carrega também um forte componente de economia circular. Cultivamos as palmeiras juçara em cones vazios de linhas de costura industrial — resíduos reaproveitados tanto da própria confecção da EcoModas quanto de confecções tradicionais de lingerie de Nova Friburgo. Na prática, mostramos que resíduos industriais podem ganhar novas funções ambientais, educativas e simbólicas.

Nossa história com São Pedro da Serra é antiga e afetiva. Conheci Adriana Santos, minha companheira de vida e de trabalho, há 25 anos, justamente durante uma festa na localidade. Adriana é bióloga e responsável técnica dos projetos ambientais e pelo desenvolvimento dos produtos sustentáveis da EcoModas. Eu atuo como escritor e sou responsável pela área comercial e pelo desenvolvimento dos projetos socioambientais da empresa. Essa relação com o território atravessa tudo o que fazemos.

A muda como parte do desfile

Durante o desfile, as mudas não serão apenas entregues ao público, mas distribuídas pelos próprios integrantes do bloco Olha Eu Aí, fortalecendo o caráter coletivo da ação. Para garantir segurança e praticidade durante a festa, cada muda será entregue em seu cone reutilizado, acompanhada de uma alça de ombro que permite o transporte ao longo do percurso sem danificar a planta.

Cada alça traz ainda uma etiqueta com QR Code, que direciona o participante para uma página digital com informações sobre a iniciativa, orientações de plantio e conteúdos educativos sobre a importância da Palmeira-juçara para a Mata Atlântica. A proposta é transformar o gesto simbólico de receber uma muda em um convite à continuidade do cuidado após o carnaval.

Ao longo de mais de 15 anos de atuação, a EcoModas tem sido reconhecida e premiada por integrar moda sustentável, educação ambiental, reflorestamento, economia circular e impacto social positivo. Levar esse trabalho para o carnaval reforça uma ideia que considero essencial: grandes eventos culturais também podem ser espaços de regeneração ambiental e transformação coletiva.

Um carnaval que rompe com o descartável

Em um cenário marcado pelo descarte excessivo em grandes eventos, essa ação se diferencia ao substituir brindes efêmeros por vida. Em vez de resíduos ao final da festa, propomos plantio, regeneração e responsabilidade ambiental. A iniciativa dialoga diretamente com a identidade do bloco Olha Eu Aí, conhecido pelo reaproveitamento criativo de materiais e pela valorização do fazer coletivo.

Como define o diretor de carnaval do bloco, Rodrigo Lima, o conceito que guia o desfile é simples e poderoso: “Nada se perde, tudo se transforma”. Mais do que uma ação pontual, a distribuição das mudas reforça o carnaval como espaço de educação ambiental, pertencimento comunitário e cuidado com o território.

Em 2026, o bloco Olha Eu Aí desfila com o enredo “As mãos que nos alimentam”, celebrando as pessoas que trabalham, cuidam, plantam, cozinham, costuram, ensinam e mantêm viva a cultura popular. A narrativa une natureza, fé e cultura, exaltando as águas como origem da vida e conduzindo o cortejo por um simbólico “rio de emoção”.

O desfile é composto por seis alas que contam essa história a partir das mãos: as que plantam, as que produzem o alimento, as que fazem o artesanato, as que transmitem saberes e as que sonham. Crianças abrem o cortejo, seguidas pelas alas temáticas, enquanto os tradicionais bonecões e a pipoca completam a festa pelas ruas da vila.

Desfile do Bloco Olha Eu Aí

  • Data: próximo sábado, 14
  • Concentração: 17h, no Largo do Estrela
  • Desfile: 18h, em direção ao Coreto
  • Encerramento: 20h30, na quadra esportiva de São Pedro da Serra

A palmeira juçara e a preservação da Mata Atlântica

A escolha da palmeira juçara (Euterpe edulis) é estratégica. Espécie nativa e símbolo da Mata Atlântica, ela desempenha papel fundamental na manutenção da biodiversidade, servindo de alimento para mais de 60 espécies de animais silvestres. Sua polpa também é rica em nutrientes e utilizada na alimentação humana. Historicamente ameaçada pelo corte ilegal do palmito, a juçara tornou-se um dos principais focos das ações da EcoModas em restauração florestal.

Em São Pedro da Serra, o carnaval não termina na quarta-feira de Cinzas — ele segue crescendo, muda a muda, raiz a raiz, no território e na consciência de quem participa.

Saudações Sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: IA)
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