“Não me sinto preparada, mas vou assim mesmo”. A frase tem me acompanhado como quem segura a porta para o vento entrar, sem pedir licença, sem medir consequências. Fico pensando que chegamos à vida adulta achando que, em algum momento, uma sirene invisível tocaria avisando: “agora sim, você está pronta”. Que ilusão mais bem elaborada. Porque a verdade, minha gente, é que raramente estamos prontos. E ainda assim seguimos.
Seguimos porque a vida não aceita aperto de pausa, não concede prorrogação, não devolve o ingresso. Ela acontece e a gente vai acontecendo junto, tropeçando,...
