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Homilia D. Pedro Cruz na posse canônica da Diocese

terça-feira, 09 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

            “Caríssimos irmãos no episcopado, D. Orani Tempesta, D. José Francisco, nosso metropolita, D. Gilson Silveira, presidente do Regional Leste 1, através de quem saúdo os demais bispos do nosso regional e, sobretudo do Regional Leste 2, onde até o momento exerci o meu ministério episcopal. Caros presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, leigos e leigas. Saúdo também meus familiares e amigos. Meu muito obrigado também ao padre Jorge Eduardo, vigário geral e, até então, administrador diocesano, pela boa condução e serviços prestados durante o período de vacância.

            “Caríssimos irmãos no episcopado, D. Orani Tempesta, D. José Francisco, nosso metropolita, D. Gilson Silveira, presidente do Regional Leste 1, através de quem saúdo os demais bispos do nosso regional e, sobretudo do Regional Leste 2, onde até o momento exerci o meu ministério episcopal. Caros presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, leigos e leigas. Saúdo também meus familiares e amigos. Meu muito obrigado também ao padre Jorge Eduardo, vigário geral e, até então, administrador diocesano, pela boa condução e serviços prestados durante o período de vacância. Uma saudação especial ao senhor prefeito de Nova Friburgo Johnny Maycon e às demais autoridades civis e militares.

            Como ouvimos na primeira leitura da liturgia festiva da padroeira da América Latina, Santa Rosa de Lima, Virgem consagrada aos pobres e de grande piedade eucarística e mariana, o apóstolo Paulo expressa o sentimento de um autêntico pastor misericordioso e atento às ovelhas do rebanho que Cristo lhe confiou. É importante que o bispo seja visto por todos através de um olhar de autêntica caridade pastoral. Este é o sentido da entrega da própria vida pela santificação de uma porção do povo de Deus a ele confiado. No coração do pastor está implícita a exigência de sua doação a um povo ou a uma comunidade.

            A chegada de um bispo em uma diocese sempre renova a esperança de todos, mas também gera expectativas. É uma oportuna ocasião para alavancar ainda mais a ação evangelizadora de toda comunidade diocesana com seus dons, carismas e ministérios. Nosso múnus é o de pregar o evangelho, manter os homens na fé; ser sinal de esperança para a igreja e para o mundo. O anúncio do evangelho deve ocupar um lugar especial no nosso ministério, pois fomos chamados e enviados para a santificação do povo que o Senhor nos confia.

            O célebre discurso sobre os Pastores de Santo Agostinho enfatiza a figura por excelência de Cristo Pastor. A verdadeira liderança pastoral que se espera de um bispo se baseia no amor, na caridade e no serviço, e não no poder ou busca de vantagens. O bom pastor é o homem do amor e da caridade. O amor é a essência do nosso ofício pastoral. Um verdadeiro pastor deve amar o seu rebanho, conhecer cada ovelha, estar disposto a dar a vida por ela, assim como fez Jesus. Ele deve ser também sinal de unidade para todo o rebanho. Os efeitos do “mundanismo” podem gerar divisão e discórdias no seio da igreja, e que são características dos maus pastores que continuamente se dividem entre si. A divisão não deve reinar entre nós. O mundo precisa, mais do que nunca, de unidade e de cuidado; virtudes que devem morar no coração de um bom pastor. O saudoso Monsenhor Lefort da Diocese da Campanha ao discursar na festa da dedicação da catedral diante de D, Inocêncio, disse: “O bispo é coração que intui. É palavra que apoia e ilumina. É amigo que se esquece. É companheiro de jornada. É alma cujos olhos descobrem nos filhos dos homens a fisionomia do Filho de Deus”.

            Dirijo-me, de modo particular aos irmãos presbíteros, nossos primeiros colaboradores. O Decreo Presbyterorum Ordinis recorda que “todos os presbíteros participam de tal maneira com os bispos no mesmo e único sacerdócio e ministério de Cristo. Os bispos, pelo dom do Espírito Santo dado aos presbíteros na sagrada ordenação, tem-nos como necessários cooperadores e conselheiros no ministério e múnus de ensinar, santificar e apascentar o povo de Deus” (PO, 7). Portanto, a união dos presbíteros com o bispo é tanto mais necessária em nossos dias. Nenhum presbítero pode realizar suficientemente a sua missão isoladamente, mas só num esforço comum com os outros presbíteros e com o seu bispo. Um bom padre está sempre pronto para um diálogo filial com o bispo, e o bispo deve refletir no seu ministério a imagem de um pai que estreita união e comunhão. A fecundidade de um pai que gera missão, confiança e compromisso.

            Caros irmãos, somos pastores para o povo de Deus. Esta é nossa missão que precisamos realizar juntos, porque somos homens da comunhão e da missão construída em todos os níveis. Evitemos o “pastoralismo autárquico e solitário”. “Num mundo marcado por crescentes tensões, até mesmo no seio das famílias e comunidades eclesiais, o sacerdote é chamado a promover a reconciliação e a gerar comunhão. Ajudar as pessoas a encontrarem a luz do Evangelho no meio das tribulações da existência. Ser leitores sábios da realidade e oferecer propostas pastorais que geram e regeneram a fé” (Leão XIV, dia mundial de oração pela santificação dos sacerdotes, 2025).

            Na oportunidade e riqueza deste ano jubilar, que nos convida a sermos peregrinos de esperança, o nosso ministério será tanto mais fecundo se for enraizado no amor misericordioso, no perdão e proximidade, sobretudo dos pobres, das famílias e dos jovens, que buscam uma verdade que preencha a busca de sentido. O nosso tempo há uma profunda sede de infinito e salvação, mesmo que alguns centros de pesquisa apontem uma crescente vontade de alguns querem viver sem Deus e sem religião. O jubileu deve motivar toda a igreja, ministros ordenados, religiosos, batizados e batizadas, a “fazer de Cristo o coração do mundo” (Leão XIV, Encontro internacional de sacerdotes. 26/06/2025). Ele é o verdadeiro tesouro que encontramos e pelo qual deixamos tudo para possuí-lo, como vimos no Evangelho.

            Celebrar o jubileu é fazer memória agradecida pelos benefícios de Deus, é renovar juntos o impulso missionário; anunciar com coragem e amor o Evangelho de Jesus. Esta é uma proposta para seguirmos, guiados pelo Espírito Santo, com passos sinodais, no anúncio profético do Reino de Deus confiado a todos nós, sem exceção. Que todos os fiéis desta igreja particular de Nova Friburgo, com seus carismas e ministérios, se sintam corresponsáveis na missão evangelizadora que o Senhor da messe nos confia; com proximidade, escuta, diálogo e testemunho. Somente assim daremos razão de nossa esperança a todos que nos pedem (1Pd 3, 14).

            Que a Virgem Maria, sob o título da Imaculada Conceição, padroeira de nossa diocese, interceda pelo meu ministério frente a esta nova missão que o seu Filho, o Bom e Supremo Pastor, me confia a partir de hoje. Que não falte ao pastor o zelo e a entrega pelo rebanho, e nem ao rebanho a obediência ao Pastor.”

D. Pedro Cunha Cruz - Bispo da Diocese de Nova Friburgo

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Palavras de acolhida ao novo bispo, Dom Pedro Cruz

terça-feira, 02 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Na pessoa do cardeal do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, saúdo todos os prelados.

Caros padres e diáconos;

Queridos religiosos, religiosas, seminaristas e leigas consagradas;

Excelentíssimas autoridades civis e militares;

Caros leigos e leigas!

“Na pessoa do cardeal do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, saúdo todos os prelados.

Caros padres e diáconos;

Queridos religiosos, religiosas, seminaristas e leigas consagradas;

Excelentíssimas autoridades civis e militares;

Caros leigos e leigas!

Com imensa alegria e espírito fraterno, em nome do clero da Diocese de Nova Friburgo, dirijo esta saudação de acolhida ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, agradecendo a Deus pelo dom de sua vida e pela sua generosa resposta à missão episcopal confiada pelo Papa Leão XIV, para pastorear a nossa Igreja Particular de Nova Friburgo.

Hoje celebramos a posse do nosso sexto bispo diocesano. Dia 23 de agosto é véspera do falecimento de Dom Clemente, nosso primeiro bispo, e é antevéspera da Solenidade da Dedicação da nossa Catedral São João Batista. Também é dia de Santa Rosa de Lima, uma santa dominicana, assim como Dom Alano Maria Pena (nosso segundo bispo) é dominicano. Foi também no dia 23 de agosto que, há dois anos, os restos mortais de nosso terceiro bispo, Dom Rafael Llano Cifuentes, adentraram a Catedral, regressando à nossa Diocese. 

Dom Pedro, a sua nomeação é um sinal de esperança para este povo, profundamente enraizado na fé e na vivência do Evangelho. A Diocese de Nova Friburgo é uma Igreja rica em missão. Nossa história é tecida pelo chamado e pela resposta de homens e mulheres que, com coragem e fidelidade, assumiram sua missão no seio da Igreja. Temos um imenso território, marcado pela variedade de realidades. Os três Vicariatos são distintos entre si, mas são unânimes no que diz respeito ao fervor da fé. Carregamos, ainda, a sensibilidade com os pequenos do Reino, que sempre encontraram na Igreja um espaço de acolhida e esperança.

Sabemos que a missão do pastoreio é exigente e que os desafios de nosso tempo são muitos. Seu lema episcopal, Dom Pedro, é “Servo de Jesus Cristo”, e o senhor foi enviado, por nosso Senhor, à vinha de Nova Friburgo para servir, imitando a solicitude de Cristo, Bom Pastor, que “dá a vida pelas ovelhas” (cf. Jo 10, 11). 

“O Pastor é testemunha de esperança com o exemplo de uma vida firmemente ancorada em Deus e totalmente entregue ao serviço da Igreja. E isso acontece na medida em que ele é identificado com Cristo na sua vida pessoal e no seu ministério apostólico: (Papa Leão XIV: Jubileu dos bispos, 25 de junho de 2025).

Ao iniciarmos este caminho juntos, confiamos seu ministério à proteção materna da Imaculada Conceição, padroeira desta Igreja Particular. Que a Mãe de Jesus, tão venerada por nosso povo, interceda por seu pastoreio, fortalecendo-o na fé, na sabedoria e na ternura de quem ensina e conduz com amor. Também São João Batista interceda pelo senhor, Dom Pedro. 

Conte com nossa orações, comunhão e amizade nesta caminhada!”

Padre Jorge Eduardo Coimbra do Almo

 

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Excelência Reverendíssima Dom Pedro, seja bem-vindo!

Em nome do clero da nossa diocese e da Pastoral Presbiteral queremos manifestar nossa acolhida desejando-vos um ministério fecundo entre nós!

Como colaboradores da ordem episcopal aqui estamos para colaborar com o ministério do senhor, seguindo os caminhos que o senhor nos apontar em prol da evangelização desta parcela do Povo de Deus! Conte conosco! Com nossa obediência, proximidade e orações!

Pedimos a Nossa Senhora Imaculada Conceição e São João Batista que intercedam pelo senhor!

Filialmente, a sua bênção!”

Padre Yves Mozer, coordenador da Pastoral Presbiteral da Diocese de Nova Friburgo

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Papa Leão: a porta estreita

terça-feira, 26 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Papa Leão XIV no Angelus do último domingo, 24: as palavras de Jesus “servem, antes de mais nada, para abalar a presunção daqueles que pensam que já estão salvos, daqueles que praticam a religião e, por isso, se sentem tranquilos”.

“Ao mesmo tempo que nós, às vezes, julgamos quem está longe da fé, Jesus põe em crise “a segurança dos crentes”. Foi o que destacou o Papa Leão XIV ao introduzir o Angelus deste domingo e comentar a imagem do Evangelho da “porta estreita”, usada por Jesus para responder a alguém que lhe perguntou se são poucos os que se salvam.

O Papa Leão XIV no Angelus do último domingo, 24: as palavras de Jesus “servem, antes de mais nada, para abalar a presunção daqueles que pensam que já estão salvos, daqueles que praticam a religião e, por isso, se sentem tranquilos”.

“Ao mesmo tempo que nós, às vezes, julgamos quem está longe da fé, Jesus põe em crise “a segurança dos crentes”. Foi o que destacou o Papa Leão XIV ao introduzir o Angelus deste domingo e comentar a imagem do Evangelho da “porta estreita”, usada por Jesus para responder a alguém que lhe perguntou se são poucos os que se salvam.

"Com efeito, diz-nos que não basta professar a fé com palavras, comer e beber com Ele celebrando a Eucaristia ou conhecer bem os ensinamentos cristãos. A nossa fé é autêntica quando envolve toda a nossa vida, quando se torna um critério para as nossas escolhas, quando nos torna mulheres e homens que se comprometem com o bem e apostam no amor, tal como fez Jesus".

O Senhor não quer, certamente, desanimar-nos, disse o Papa. “As suas palavras servem, antes de mais nada, para abalar a presunção daqueles que pensam que já estão salvos, daqueles que praticam a religião e, por isso, se sentem tranquilos. Na realidade, eles não compreenderam que não basta realizar atos religiosos se estes não transformam o coração: o Senhor não quer um culto separado da vida e não lhe são agradáveis sacrifícios e orações que não nos levam a viver o amor aos irmãos e a praticar a justiça”. “É bonita a provocação que nos chega do Evangelho”, acrescentou o Papa Leão.

Recordando que Jesus “não escolheu o caminho fácil do sucesso ou do poder”, mas, para nos salvar, atravessou a “porta estreita” da Cruz, o Papa salientou que Jesus é “a medida da nossa fé”, “a porta que devemos atravessar para sermos salvos, vivendo o seu mesmo amor e tornando-nos, com a nossa vida, agentes de justiça e paz”.

“Às vezes, isso significa fazer escolhas difíceis e impopulares, lutar contra o próprio egoísmo e gastar-se pelos outros, perseverar no bem onde parece prevalecer a lógica do mal, e assim por diante”. Mas – continuou –, ao ultrapassar esse limiar, descobriremos que a vida se abre diante de nós de uma maneira nova e, desde já, entraremos no espaçoso coração de Deus e na alegria da festa eterna que Ele preparou para nós”.

E o Santo Padre concluiu: “Invoquemos a Virgem Maria, para que nos ajude a atravessar com coragem a “porta estreita” do Evangelho, de modo que possamos abrir-nos com alegria à largura do amor de Deus Pai”.

Fonte: Vatican News

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Papa: agir segundo a verdade

terça-feira, 19 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Em sua reflexão, antes da oração do Angelus em Castel Gandolfo, Leão XIV lembrou que “agir na verdade custa, porque no mundo há quem escolha a mentira” e convidou os fiéis “a não responder à prepotência com vingança”.

Após presidir a Santa Missa em Albano Laziale na manhã do último  domingo, 17, o Papa Leão XIV dirigiu-se à Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, onde cumpre o seu período de descanso estivo, para encontrar milhares de fiéis e peregrinos e rezar com eles a oração mariana do Angelus.

Em sua reflexão, antes da oração do Angelus em Castel Gandolfo, Leão XIV lembrou que “agir na verdade custa, porque no mundo há quem escolha a mentira” e convidou os fiéis “a não responder à prepotência com vingança”.

Após presidir a Santa Missa em Albano Laziale na manhã do último  domingo, 17, o Papa Leão XIV dirigiu-se à Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, onde cumpre o seu período de descanso estivo, para encontrar milhares de fiéis e peregrinos e rezar com eles a oração mariana do Angelus.

Na sua meditação, o Santo Padre comentou o Evangelho do 20º Domingo do Tempo Comum (cf. Lc 12, 49-53), sublinhando que a missão de Cristo e a dos seus discípulos não está livre de contradições: “Hoje, o Evangelho apresenta-nos um texto exigente, no qual, com imagens fortes e grande franqueza, Jesus diz aos discípulos que a sua missão, e também a dos que o seguem, não é só ‘um mar de rosas’, mas é ‘sinal de contradição’ (cf. Lc 2, 34).”

Em seguida, o Papa recordou que a própria vida de Jesus é marcada pela rejeição e perseguição, apesar da mensagem de amor e justiça que anunciava. Assim também viveram as primeiras comunidades cristãs descritas nos Atos dos Apóstolos, pacíficas mas alvo de hostilidade.

 

Perseverança na verdade

O pontífice destacou que o bem nem sempre encontra acolhimento, mas pode gerar resistência e perseguição. Por isso, exortou à perseverança:

“Agir segundo a verdade tem um custo, porque no mundo há quem opte pela mentira e porque o diabo, aproveitando-se disso, muitas vezes procura impedir a ação dos bons. Jesus, porém, convida-nos, com a sua ajuda, a não desistir e a não nos conformarmos com esta mentalidade, mas a continuar a agir em prol do nosso bem e do bem de todos, mesmo de quem nos faz sofrer. Ele convida-nos a não responder à prepotência com a vingança, mas a permanecer fiéis à verdade na caridade. Os mártires dão testemunho disso derramando o seu sangue pela fé, mas também nós, em circunstâncias diferentes e de outro modo, os podemos imitar.”

 

O testemunho quotidiano

Leão XIV recordou que seguir a verdade exige sacrifícios também na vida cotidiana. Pais que educam os filhos, professores que formam seus alunos, profissionais e políticos que agem com honestidade: todos são chamados a pagar o preço da coerência evangélica, e evocou as palavras de Santo Inácio de Antioquia, que a caminho do martírio em Roma escreveu: "Não quero que sejais estimados pelos homens, mas por Deus; Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra."

Por fim, o Santo Padre confiou todos à proteção de Nossa Senhora: “Peçamos a Maria, Rainha dos Mártires, que nos ajude a ser, em todas as circunstâncias, testemunhas fiéis e corajosas do seu Filho, e sustenha os nossos irmãos e irmãs que hoje sofrem pela fé,” concluiu.

Fonte: Vatican News

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Leão XIV: o tesouro das obras de misericórdia

terça-feira, 12 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"Não perder nenhuma ocasião para amar", onde quer que estejamos, foi a recomendação do Papa no Angelus deste segundo domingo do mês de agosto, Dia dos Pais, ocasião em que pediu a Maria para nos ajudar a sermos "sentinelas da misericórdia e da paz" em um mundo marcado por tantas divisões.

"Não perder nenhuma ocasião para amar", onde quer que estejamos, foi a recomendação do Papa no Angelus deste segundo domingo do mês de agosto, Dia dos Pais, ocasião em que pediu a Maria para nos ajudar a sermos "sentinelas da misericórdia e da paz" em um mundo marcado por tantas divisões.

"Vendei vossos bens e dai esmola": a recomendação de Jesus sobre "como investir o tesouro da nossa vida", narrada no Evangelho de Lucas da liturgia do último domingo, inspirou a reflexão do Papa Leão XIV, antes de rezar o Angelus com os milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, sob uma temperatura que beirava os 34°C.

E precisamente dirigindo-se a eles, explicou que com esse convite Jesus nos exorta "a não guardar para nós os dons que Deus nos deu, mas a usá-los generosamente para o bem dos outros, especialmente daqueles que mais precisam da nossa ajuda":

Trata-se não apenas de compartilhar os bens materiais que possuímos, mas também colocar em jogo as nossas capacidades, o nosso tempo, o nosso afeto, a nossa presença, a nossa empatia. Em suma, tudo o que faz de cada um de nós, nos desígnios de Deus, um bem único e inestimável, um capital vivo e pulsante que, para crescer, precisa ser cultivado e investido; caso contrário, seca e perde valor. Ou acaba perdido, à mercê daqueles que, como ladrões, se apropriam dele para simplesmente transformá-lo em objeto de consumo.

O amor torna-nos semelhantes a Deus

E "o dom de Deus que somos - ressaltou - não é feito para se exaurir dessa maneira", mas "tem necessidade de espaço, de liberdade, de relação para se realizar e se expressar, tem necessidade de amor, o único que transforma e enobrece todos os aspectos da nossa existência, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Deus". E não é por acaso - observou o Papa - que "Jesus pronuncia essas palavras a caminho de Jerusalém, onde se oferecerá na Cruz pela nossa salvação". E completou: “As obras de misericórdia são o banco mais seguro e rentável para confiar o tesouro da nossa existência, porque ali, como nos ensina o Evangelho, com "duas pequenas moedas", até uma viúva pobre se torna a pessoa mais rica do mundo.”

E para ilustrar, cita Santo Agostinho que a esse propósito, diz: "O que é dado será transformado, porque quem dá será transformado".

Não perder nenhuma oportunidade de amar

Para tornar mais claro o significado disso, o Santo Padre propõe como exemplo "uma mãe abraçando seus filhos: não é a pessoa mais bela e mais rica do mundo? Ou dois namorados, quando estão juntos: eles não se sentem como um rei e uma rainha?".

Neste sentido, a sua exortação:“Em nossas famílias, em nossas paróquias, na escola e em nossos locais de trabalho, onde quer que estejamos, procuremos não perder nenhuma oportunidade de amar. Esta é a vigilância que Jesus nos pede: habituar-nos a estar atentos, prontos e sensíveis uns aos outros, como Ele é conosco em cada momento.”

Ser sentinelas da misericórdia e da paz

Irmãs e irmãos - disse ao concluir - "confiemos a Maria este desejo e este compromisso: que Ela, a Estrela da Manhã, nos ajude a ser, num mundo marcado por tantas divisões, “sentinelas” da misericórdia e da paz, como nos ensinou São João Paulo II e como nos mostraram de forma tão bela os jovens que vieram a Roma para o Jubileu.

Fonte: Vatican News

 

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A amizade pode mudar o mundo

terça-feira, 05 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim".

"A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim".

Mais de um milhão de jovens lotaram a área de Tor Vergata para estar juntos com o Papa Leão XIV durante toda a Vigília do Jubileu dos Jovens e para participar da Missa celebrada pelo Pontífice na manhã de domingo. Vem à mente a pergunta seca e direta de Jesus no Evangelho de Mateus quando, referindo-se a João Batista e seus discípulos, pergunta: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então?" (Mt 11,7).

Os jovens responderam de muitas maneiras, por exemplo, enchendo com sua energia festiva as ruas, praças, espaços públicos e meios transportes da Cidade Eterna, uma alegria e uma "barulho" (para usar as palavras de João Paulo II e Francisco) que permanecerão por muito tempo impressos na memória dos romanos. E eles responderam também lá, durante a vigília, fazendo perguntas, de certa forma dirigindo a pergunta de Jesus ao seu Vigário, dirigindo-se a ele com suas próprias perguntas, perguntas de significado. E o Papa respondeu, abraçando-os e acompanhando-os; ele não os abandonou. Lembrando-lhe o que Bento XVI gostava de repetir: quem crê nunca está sozinho.

A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim. Nessa perspectiva, o "comentário" mais eficaz sobre este momento intenso da vida da Igreja nas periferias de Roma está contido nos versos do poema "Emaús", de David Maria Turoldo:

 

Enquanto o sol já se põe,
tu ainda és o viajante que explica
as Escrituras e nos dás o conforto
com o pão partido em silêncio.
Ilumina ainda os corações e as mentes
para que possam sempre ver o teu rosto
e compreender como o teu amor
nos alcança e nos impulsiona para mais longe.

 

Tor Vergata como Emaús. Do pôr do sol ao amanhecer, das trevas que descem para uma nova luz cheia de esperança. O Papa Leão também destacou isso em sua homilia na Missa da manhã de domingo, enfatizando a transição dos dois discípulos do medo e da desilusão para a alegria diante da surpresa de um encontro inesperado, um encontro face a face.

Aquela imensa multidão de jovens foi a Tor Vergata para ver um rosto. E assim ser tocados pelo amor. Não para "fazer" algo, mas para "ser". Não fazer. Ficar também em silêncio. Não falar. Quando muito, cantar. Estar em silêncio e cantar, juntos. Não sozinhos. Ser protagonistas nas relações, reconhecendo que tudo é um relacionamento. 

O Papa Leão disse isso claramente em resposta às perguntas que os jovens lhe fizeram: «...todos os homens e mulheres do mundo nascem filhos de alguém. A nossa vida começa com um vínculo e é através de vínculos que crescemos (...). Buscando apaixonadamente a verdade, não apenas recebemos uma cultura, mas transformamo-la através das escolhas de vida. A verdade, com efeito, é um vínculo que une as palavras às coisas, os nomes aos rostos. A mentira, pelo contrário, separa estes aspectos, gerando confusão e mal-entendidos».

A verdade também é, portanto, um vínculo, uma relação, que hoje vive uma grande crise nesta era do niilismo (de nihil, isto é, de ne-hilum: sem fio, sem vínculo). Verdade que jamais pode ser separada do amor, que é a relação por excelência. Quando uma pessoa diz que está "em um relacionamento", está dizendo que ama alguém. Mais uma vez, quando se trata de amor, não se trata de "fazer" algo, mas de "ser", estar com alguém. Não há nada mais belo, especialmente os jovens sabem disso, do que "estar com", com a pessoa amada, com amigos. Quando se está junto, o tempo desaparece, sua corrente se rompe, o krònos se torna kairòs, um tempo rico em promessas e significados, em alegria plena, e o significado recupera o terreno perdido pelo excesso de fazer e ter que fazer que ocupa a vida cotidiana.

A experiência gratuita de estar em companhia já é uma antecipação do paraíso. Eis porque que Leão, citando seu amado Agostinho, concentrou suas palavras no tema da amizade, essa dimensão que está no coração da existência dos jovens e a eles recordou que o grande santo africano «Também ele passou por uma juventude tempestuosa, porém não se conformou, não silenciou o clamor do seu coração. Agostinho procurava a verdade, a verdade que não decepciona, a beleza que não passa. E como a encontrou? Como encontrou uma amizade sincera, um amor capaz de dar esperança? Encontrando Aquele que já o procurava: Jesus Cristo. Como construiu o seu futuro? Seguindo a Ele, seu amigo desde sempre». E concluiu com estas vibrantes palavras repletas de esperança: «A amizade pode realmente mudar o mundo. A amizade é um caminho para a paz». Eis o amor que alcança e impulsiona para mais além.

Fonte: Vatican News

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Peregrinos porque chamados

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação.

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação. O tema proposto pelo Papa Francisco é a esperança, virtude pela qual se fundamenta toda a vocação e consequentemente toda a missão, por isso o convite para que todos sejam no mundo sinais de esperança.

O tema e o lema deste mês vocacional interpela a descobrir o amor de Deus e a ser homens e mulheres de esperança. A mensagem do Papa para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações é a fonte inspiradora para a temática proposta.

“Esse mês vocacional traz consigo algumas perguntas inquietantes: Quem sou eu? Quais qualidades possuo? Onde colocar em prática essas qualidades? Somente quando se responde a essas perguntas é que se descobre como se tornar “sinal e instrumento de amor, acolhimento, beleza e paz nos contextos onde vivemos”, afirma o padre Guilherme Maia Júnior, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

 

Tema do Mês Vocacional

O tema do mês vocacional “Peregrinos porque chamados” evidencia dois predicados cristãos: peregrinos e chamados. O primeiro deles remete a imagem do caminho, pois toda peregrinação consiste em alcançar uma meta, que precisa ser clara.

“O termo peregrinos pode ajudar as equipes e grupos vocacionais, organizados nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais, a redescobrir o valor do itinerário vocacional (despertar; discernir; acompanhar e cultivar). A peregrinação é composta de etapas, e redescobrir o valor e novas maneiras de realizar este itinerário é missão de cada animador vocacional. Essa necessidade, que é urgente, implica principalmente em empregar esforços e investimentos na etapa do discernimento”, explica o padre Guilherme.

Neste caminho, o Papa Francisco alerta toda a Igreja para focar seu olhar nos sinais de esperança que estão presentes no mundo, e que muito mais do que sinais palpáveis, são sinais onde reside a esperança: a paz, a vida (e sua transmissão), os encarcerados, os enfermos, os jovens, os migrantes, os fragilizados, os idosos e os pobres.

“Nestas indicações, percebe-se a presença de um grupo muito caro ao Serviço de Animação Vocacional: a juventude. Quando o papa fala dos jovens, na sequência sempre fala em sonhos e aqui reside o desabrochar da esperança. É missão de toda animação vocacional contribuir para que os jovens nunca parem de sonhar, para tanto as ações do SAV-PV precisam colaborar para entusiasmar essa nova geração de jovens e adolescentes, pois neles reside a esperança de um mundo diferente e melhor”, complementa o padre Guilherme.

O segundo predicado que traz o tema deste mês vocacional é chamados. Essa ação que Deus realiza em favor de cada pessoa exige uma resposta, portanto quando se fala de chamado, logo assimila-se esse termo com uma dimensão vocacional. A temática apresentada aponta o ser chamado como justificativa para peregrinar.

Fonte: CNB

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Comunicar a esperança e o cuidado com a casa comum – parte 2

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Evangelho da Criação (encíclica Laudato Si - capítulo 2)

Nele, o universo fala do mistério da grandeza de Deus, questionando o ser humano e convidando-o, na contemplação, a reconhecê-lo (cf. Sb 13,1-9; Rm 1,19-20). Cada criatura traz uma mensagem e vive em ligação com os demais seres. A sabedoria da revelação bíblica confirma a revelação natural e a aprofunda com a apresentação do plano de Deus.

O Evangelho da Criação (encíclica Laudato Si - capítulo 2)

Nele, o universo fala do mistério da grandeza de Deus, questionando o ser humano e convidando-o, na contemplação, a reconhecê-lo (cf. Sb 13,1-9; Rm 1,19-20). Cada criatura traz uma mensagem e vive em ligação com os demais seres. A sabedoria da revelação bíblica confirma a revelação natural e a aprofunda com a apresentação do plano de Deus.

A fé nos oferece, assim, uma visão muito mais ampla e rica sobre a natureza, o universo, o homem e o verdadeiro sentido de sua harmonia e felicidade. Jesus é o nosso modelo de relação ecológica de cuidado, amor, respeito, libertação, equilíbrio... Estamos experimentando a "crise do antropocentrismo moderno" radical. O homem tornou-se dominador de tudo, explorador, violento, destruidor... Precisa aprender a cuidar.

Nada neste mundo nos é indiferente: tudo está em relação, "tudo     está estreitamente interligado" (LS 16), afirma o Papa que deu a vida pela proximidade de comunhão e amor a todos. Por isso, devemos promover uma consciência ecológica integral, econômica, social, cultural e humana (LS capítulo 4). Não basta simplesmente o esforço de cuidar da natureza, a ecologia ambiental.

O "relativismo prático" exerce uma forte influência, gerando a mentalidade de não se importar com as consequências sociais do próprio comportamento. O resultado disto é o desequilíbrio ambiental e social: a crise climática global e poluição do ar, o inadequado tratamento do lixo com a contaminação, a cultura do descarte, fruto do consumismo, perda da biodiversidade, a escassez de água potável e poluição de mares e rios, ameaças aos mananciais, a guerra hídrica, desgaste da qualidade de vida humana e indignidade social, falta de equidade, num desequilíbrio econômico (LS  capítulo 1).

Também a tecnologia, com suas inovações e conquistas científicas, que revela a inteligência, a criatividade e capacidade do ser humano, quando é desordenada gera a morte e a manipulação da vida, bitolando a sociedade numa visão de "globalização" que provoca a corrida pela produção, lucro, consumo, causando a injustiça, violência, a exclusão e a desigualdade social (LS capítulo 3). Esta é a raiz humana da crise ecológica. É necessário resgatar o sentido da dignidade do trabalho que não é só produção. Uma visão ampla de ecologia deve valorizar fundamentalmente o ser humano.

Devemos nos deixar guiar pelo princípio do bem comum, para cuidar do todo, considerando a dignidade e a vida do ser humano no centro da "ecologia integral". Todos temos uma séria responsabilidade para com as gerações futuras. Podemos relembrar o que brilhantemente nos diz a Constituição Pastoral Gaudium Et Spes do Concílio Vaticano II: "As alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo" (GS 1).

Para que haja esta solidariedade universal, esta comunhão no sentido de defesa da vida e da casa comum, é necessária uma "conversão ecológica" (capítulo 6) em vista de nossa harmonia, bem estar, paz social, alegria, segurança, qualidade de vida... É urgente investir numa educação e espiritualidade para a aliança entre a humanidade e o meio ambiente.

O saudoso Papa Francisco apresentou algumas linhas orientadoras da ação (LS capítulo 5): investir em mais diálogo sobre o meio ambiente na política internacional; também quanto a novas políticas nacionais e locais, com debates sinceros e honestos, amplos, em todos os níveis da vida social, econômica e política, para a plenitude humana, que estruturem processos de decisão transparentes, sem colocar em primeiro lugar a visão dos interesses; a política não deve estar submissa à economia; as religiões tem uma contribuição a dar em diálogo com as ciências.

É necessário promover e apoiar ações efetivas que visem à mudança do modelo econômico que ameaça a vida em nossa casa comum; desenvolver as pastorais e movimentos socioambientais, numa atuação socioeducativa.

Uma boa inspiração e base para a contribuição da nossa Igreja (Celam, CNBB, Ceama, Repam) para a COP 30, Conferência Internacional das Nações Unidas, com representantes de quase 200 países que discutirão metas e estratégias para o enfrentamento das mudanças climáticas, em novembro deste ano, em Belém-PA, pela primeira vez na região amazônica.

São Francisco de Assis nos deixou um maravilhoso exemplo de contemplação, humildade, respeito, de fraternidade, de amor aos pobres, ao mais frágil, de solidariedade, paz, alegria, sobriedade e harmonia, na comunhão com todos os homens e todas as criaturas. Ele repercutiu o modelo de Cristo que deve ser seguido por toda a Igreja  no Louvor constante e cotidiano da vida misericordiosa "...para que venha o vosso Reino de justiça, paz ,amor e beleza. Louvado sejas! Amém." (Oração Final).

  •  Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça, chanceler da Diocese de Nova Friburg
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Comunicar a esperança e o cuidado com a casa comum

terça-feira, 15 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Parte 1

Parte 1

 Vivendo intensamente o Ano Santo Jubilar da Esperança iniciado no final de 2024 pelo Papa Francisco e, com a sua Páscoa definitiva, continuado em 2025 pelo Papa Leão XIV, celebrando os dez anos da profética Encíclica "Laudato Si ", somos chamados a comunicar este amor misericordioso de Deus, num encontro fecundo da Igreja que se aproxima dos seus filhos, os abraça, especialmente os mais necessitados e sofridos, os mais pobres e desamparados, os mais pecadores e perdidos, para libertá-los e promovê-los , no resgate de sua dignidade de filhos do Senhor, no sentido de uma ecologia integral.

"A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. E se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus" (Mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais).

Nesta perspectiva da esperança amorosa que assume a vida do outro e do mundo para redimi-los e salvá-los, estendendo as graças do Mistério Pascal de Cristo a todas as pessoas e realidades, a Igreja missionária no Brasil (CNBB) organiza, há várias décadas, a Campanha da Fraternidade, refletindo, conscientizando, partilhando as temáticas que envolvem a relação do homem com Deus, dos homens entre si e dos homens com a natureza; vendo, com a colaboração das ciências específicas, os desafios para a realização da justiça e do Plano de Amor de Deus; julgando à luz do Evangelho, da Sagrada Escritura e Sagrada Tradição, com a palavra do seu Magistério; agindo, através das propostas e linhas, projetos e gestos concretos; celebrando sempre na caminhada eclesial na purificação continuada de um testemunho da manifestação misericordiosa do dar a vida pela libertação dos irmãos, o que prepara penitencialmente o coração de todos nós, cristãos, para a vitória da ressurreição do Senhor no chão de cada história e de cada comunidade.

Neste sentido, sua temática refletida e proposta concreta se estendem por todo o ano e por toda a missão permanente da Igreja. 

 O tema escolhido neste ano foi "Fraternidade e Ecologia Integral" , com o lema "Deus viu que tudo era muito bom" (Gn 1, 31)). Neste objetivo é ricamente uma campanha que busca a justiça socioambiental em plena comunhão com a Encíclica Laudato Si (Louvado Sejas) e a sua atualização, a "Laudate Deum", ambas do mesmo saudoso Papa Francisco, aprofundando o sentido da nossa corresponsabilidade humano-cristã pelo meio ambiente, unidos todos, cristãos e não cristãos e todos os homens de boa vontade por uma mesma causa  - a preservação do planeta - a nossa casa comum. (Continua na próxima semana)

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo

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Diocese acolhe o novo bispo

terça-feira, 08 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha, bispo diocesano nomeado.

Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha, bispo diocesano nomeado.

Como brisa suave que anuncia novos tempos, recebemos com jubilosa esperança a notícia de sua nomeação como novo bispo da Diocese de Nova Friburgo. Nossa diocese, vasta em território e rica em diversidade, se estende por montanhas e vales, litoral e serras, unindo os três vicariatos — Norte, Litoral e Sede — em um só corpo e em um só espírito. Somos um povo espalhado em 19 municípios e reunido em 60 paróquias, e que agora se une em um mesmo sentimento: o de acolhê-lo com um coração imenso, generoso e profundamente aberto à sua presença e ao seu pastoreio.

Queremos também expressar nossa profunda gratidão ao Santo Padre, o Papa Leão XIV, pela solicitude com que olhou para nossa diocese ao escolher Vossa Excelência como nosso novo pastor. Reconhecemos, neste gesto, o carinho e a atenção da Igreja que, como mãe, cuida com zelo de cada porção do povo de Deus.

Acreditamos que este novo tempo será marcado pela graça de Deus e pelo vigor pastoral que Vossa Excelência trará ao nosso meio. O povo de Deus — clero, religiosos e religiosas, leigos e leigas — já se alegra com a perspectiva de caminhar ao seu lado, como irmãos e irmãs, sob a luz do Evangelho.

Recebê-lo como nosso pastor é motivo de gratidão. Queremos assegurar-lhe, desde já, nossas orações e nossa disposição sincera de colaborar com dedicação e alegria em sua missão episcopal. Que esta nova etapa seja fecunda, marcada pelo diálogo, pela escuta e pela construção de uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e viva.

Seja muito bem-vindo entre nós, Dom Pedro! Que o Espírito Santo o conduza sempre com sabedoria e fortaleza. Conte com o nosso afeto, respeito e apoio constante.

Fraternalmente,

Padre Jorge Eduardo Coimbra do Almo

Administrador Diocesano

Pela Diocese de Nova Friburgo

Papa Leão XIV nomeou Dom Pedro Cunha Cruz como novo Bispo de Nova Friburgo

O Papa Leão XIV nomeou na última quarta-feira, 2, Dom Pedro Cunha Cruz como bispo da Diocese Nova Friburgo, transferindo-o da Sede Episcopal de Campanha, município do sul de Minas Gerais. Dom Pedro nasceu na cidade do Rio de Janeiro, aos 16 de junho de 1964. É bacharel em filosofia pela Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II, (1984 – 1985). De 1987 a 1990 fez seus estudos de Filosofia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e de Teologia na Faculdade de Teologia, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), entre 1986 e 1990. Em Roma, obteve Mestrado em Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana em 1996 e Doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Santa Cruz, de 1993 a 1997.

EM 4 de agosto de 1990 recebeu a ordenação presbiteral. No mesmo ano foi vigário da Paróquia Cristo Operário e Santo Cura d’Ars. No ano seguinte foi pároco da Paróquia São Francisco de Assis. De 1991 a 1993 foi Diretor dos Estudantes no Seminário São José. Em 1998 foi pároco da Paróquia Santa Teresa de Jesus; a partir de 2003 foi pároco da paróquia Santa Rita de Cássia, no centro histórico do Rio. Ainda foi professor de Filosofia na PUC-Rio e diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II, na Arquidiocese do Rio de Janeiro e diretor do Instituto de Teologia da mesma arquidiocese.

Em 24 de novembro de 2010 foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Recebeu a ordenação episcopal em 5 de fevereiro de 2011. Na Arquidiocese do Rio de Janeiro exerceu os seguintes encargos: vigário geral; animador do Vicariato Episcopal Leopoldina e Urbano, Iniciação Cristã e Catequese; Escola de Fé e Política; Liturgia; Música Sacra; Arte Sacra; das Pastorais Sociais; Curso de Doutrina Social da Igreja; Pastoral Vocacional; Seminário Arquidiocesano; Comissão de Ordem e Ministérios; professor do Seminário São José e da PUC-Rio.

No dia 20 de maio de 2015, foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo-coadjutor da Diocese de Campanha, onde foi apresentado em 11 de julho do mesmo ano, e passou a auxiliar o bispo diocesano, Dom Diamantino Prata de Carvalho. Em 25 de novembro de 2015, Dom Pedro recebeu a nomeação de bispo diocesano de Campanha.

Dom Pedro é bispo referencial da Pastoral da Educação e Cultura do Regional Leste 2 e também referencial da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. Na Diocese de Campanha, desde 5 de novembro de 2015, Dom Pedro Cunha Cruz é o 7º bispo diocesano. Sua posse na Diocese de Nova Friburgo será no dia 23 de agosto, às 9h, na Catedral São João Batista. (Fonte: CNBB)

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