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terça-feira, 12 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Base do Frizão estreia na Copa Rio com derrotas para o Nova Iguaçu

O Friburguense não conseguiu bons resultados nos primeiros jogos pela Copa Rio de 2025, nas categorias Sub-17 e Sub-15. O Tricolor da Serra encarou o Nova Iguaçu fora de casa, e acabou perdendo as duas partidas pelo mesmo placar: 3 a 1. Os desafios pela primeira rodada aconteceram no último sábado, 09, no CT da equipe da Baixada Fluminense.

Base do Frizão estreia na Copa Rio com derrotas para o Nova Iguaçu

O Friburguense não conseguiu bons resultados nos primeiros jogos pela Copa Rio de 2025, nas categorias Sub-17 e Sub-15. O Tricolor da Serra encarou o Nova Iguaçu fora de casa, e acabou perdendo as duas partidas pelo mesmo placar: 3 a 1. Os desafios pela primeira rodada aconteceram no último sábado, 09, no CT da equipe da Baixada Fluminense.

O próximo compromisso do Frizão será em casa, e contra um dos grandes clubes do Rio de Janeiro: o Fluminense. Os duelos acontecem no sábado, 16, às 12h45 e 14h45, no estádio Eduardo Guinle, com entrada gratuita. O duelo com o Tricolor Carioca é o primeiro da sequência de embates consecutivos contra Vasco, Botafogo (também em casa) e Flamengo.

Na temporada de 2025, a competição conta com a participação dos oito times melhores classificados no Campeonato Estadual da Série A e os quatro melhores classificadas nos Campeonatos Estaduais das Séries A2, B1 e B2 Sub-17 de 2024. Desta forma, o torneiro reúne, além do Friburguense, as equipes do América, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Madureira, Maricá, Nova Iguaçu, Portuguesa, Resende, Vasco da Gama e Volta Redonda.

O regulamento prevê um único turno, onde todos se enfrentam. Ao final de 11 rodadas, os quatro primeiros colocados irão avançar para as semifinais.

Série A2 profissional

São Gonçalo e Bangu são os times que irão brigar pelo acesso à primeira divisão do futebol profissional do Rio em 2026. A primeira partida da grande decisão será nesta próxima quarta, 13, às 19h, em Moça Bonita. Já o jogo de volta acontece no domingo, 17, às 14h45, no Luso-Brasileiro.

Com uma atuação impecável, o São Gonçalo goleou o Olaria, por 3 a 0, na tarde do último sábado, 09, em Los Lários, em Xerém, na segunda partida da semifinal da Série A2 Carioca, carimbando a vaga para a decisão da competição. Anthony, Eberson e Di Maria marcaram os gols do Çalo, que havia empatado sem gols no jogo de ida da semifinal.

Já o Bangu, com um gol de Berê, venceu o Araruama, por 1 a 0, em Moça Bonita. Com o triunfo, o Alvirrubro da Zona Oeste (que havia empatado sem gols no primeiro jogo) garantiu a sua vaga na final, e a oportunidade de voltar à elite Estadual no mesmo ano da queda.

Sequência do Friburguense Sub-17 e Sub-15

16/ago, Sáb - Friburguense x Fluminense, Eduardo Guinle

23/ago, Sáb - Vasco da Gama x Friburguense, Nivaldo Pereira

30/ago, Sáb - Friburguense x Botafogo, Eduardo Guinle

06/set, Sáb - Flamengo x Friburguense, Gávea

13/set, Sáb - Friburguense x Maricá, Eduardo Guinle

20/set, Sáb - Resende x Friburguense, Trabalhador

27/set, Sáb - Friburguense x Volta Redonda, Eduardo Guinle

04/out, Sáb - Madureira x Friburguense, Aniceto Moscoso

11/out, Sáb - Friburguense x Portuguesa, Eduardo Guinle

18/out, Sáb - América x Friburguense, Giulite Coutinho

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    Frizão inicia, em casa, sequência dura contra os quatro grandes na Copa Rio Sub-17 e Sub-15 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Bangu avança à decisão da A2, e pode voltar à elite Estadual no mesmo ano do rebaixamento (Crédito: Úrsula Nery/Agência Ferj)

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Leão XIV: o tesouro das obras de misericórdia

terça-feira, 12 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"Não perder nenhuma ocasião para amar", onde quer que estejamos, foi a recomendação do Papa no Angelus deste segundo domingo do mês de agosto, Dia dos Pais, ocasião em que pediu a Maria para nos ajudar a sermos "sentinelas da misericórdia e da paz" em um mundo marcado por tantas divisões.

"Não perder nenhuma ocasião para amar", onde quer que estejamos, foi a recomendação do Papa no Angelus deste segundo domingo do mês de agosto, Dia dos Pais, ocasião em que pediu a Maria para nos ajudar a sermos "sentinelas da misericórdia e da paz" em um mundo marcado por tantas divisões.

"Vendei vossos bens e dai esmola": a recomendação de Jesus sobre "como investir o tesouro da nossa vida", narrada no Evangelho de Lucas da liturgia do último domingo, inspirou a reflexão do Papa Leão XIV, antes de rezar o Angelus com os milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, sob uma temperatura que beirava os 34°C.

E precisamente dirigindo-se a eles, explicou que com esse convite Jesus nos exorta "a não guardar para nós os dons que Deus nos deu, mas a usá-los generosamente para o bem dos outros, especialmente daqueles que mais precisam da nossa ajuda":

Trata-se não apenas de compartilhar os bens materiais que possuímos, mas também colocar em jogo as nossas capacidades, o nosso tempo, o nosso afeto, a nossa presença, a nossa empatia. Em suma, tudo o que faz de cada um de nós, nos desígnios de Deus, um bem único e inestimável, um capital vivo e pulsante que, para crescer, precisa ser cultivado e investido; caso contrário, seca e perde valor. Ou acaba perdido, à mercê daqueles que, como ladrões, se apropriam dele para simplesmente transformá-lo em objeto de consumo.

O amor torna-nos semelhantes a Deus

E "o dom de Deus que somos - ressaltou - não é feito para se exaurir dessa maneira", mas "tem necessidade de espaço, de liberdade, de relação para se realizar e se expressar, tem necessidade de amor, o único que transforma e enobrece todos os aspectos da nossa existência, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Deus". E não é por acaso - observou o Papa - que "Jesus pronuncia essas palavras a caminho de Jerusalém, onde se oferecerá na Cruz pela nossa salvação". E completou: “As obras de misericórdia são o banco mais seguro e rentável para confiar o tesouro da nossa existência, porque ali, como nos ensina o Evangelho, com "duas pequenas moedas", até uma viúva pobre se torna a pessoa mais rica do mundo.”

E para ilustrar, cita Santo Agostinho que a esse propósito, diz: "O que é dado será transformado, porque quem dá será transformado".

Não perder nenhuma oportunidade de amar

Para tornar mais claro o significado disso, o Santo Padre propõe como exemplo "uma mãe abraçando seus filhos: não é a pessoa mais bela e mais rica do mundo? Ou dois namorados, quando estão juntos: eles não se sentem como um rei e uma rainha?".

Neste sentido, a sua exortação:“Em nossas famílias, em nossas paróquias, na escola e em nossos locais de trabalho, onde quer que estejamos, procuremos não perder nenhuma oportunidade de amar. Esta é a vigilância que Jesus nos pede: habituar-nos a estar atentos, prontos e sensíveis uns aos outros, como Ele é conosco em cada momento.”

Ser sentinelas da misericórdia e da paz

Irmãs e irmãos - disse ao concluir - "confiemos a Maria este desejo e este compromisso: que Ela, a Estrela da Manhã, nos ajude a ser, num mundo marcado por tantas divisões, “sentinelas” da misericórdia e da paz, como nos ensinou São João Paulo II e como nos mostraram de forma tão bela os jovens que vieram a Roma para o Jubileu.

Fonte: Vatican News

 

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A Rosa de Hiroshima

terça-feira, 12 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A criatividade acontece. É reativa. Brota. Sai da pessoa como uma catarse, uma explosão natural da vontade de fazer ou dizer algo diferente, do ímpeto de buscar formas avançadas para estabelecer relações entre as coisas. A vida nos cutuca a ir além, a mostrar o que sentimos e pensamos através da palavra ou das expressões artísticas, como a literatura, a música, a pintura e tantas outras. O mundo é movimento puro e veloz, faz-se e refaz-se todos os dias através da natureza e das capacidades criativas dos seus habitantes. Vivemos em um planeta mutante.

A criatividade acontece. É reativa. Brota. Sai da pessoa como uma catarse, uma explosão natural da vontade de fazer ou dizer algo diferente, do ímpeto de buscar formas avançadas para estabelecer relações entre as coisas. A vida nos cutuca a ir além, a mostrar o que sentimos e pensamos através da palavra ou das expressões artísticas, como a literatura, a música, a pintura e tantas outras. O mundo é movimento puro e veloz, faz-se e refaz-se todos os dias através da natureza e das capacidades criativas dos seus habitantes. Vivemos em um planeta mutante.

Quem não é criativo? A criatividade desponta e evolui de acordo com as vontades pessoais e as experiências. Nasce do impulso decorrente da rebeldia, da tragédia e do prazer.  Da curiosidade, sempre teimosa e insistente pelas necessidades, como a de resolver problemas. De certo, o criativo não é um acomodado, nem preconceituoso, mas é uma pessoa corajosa capaz de tentar, tal qual fez Thomas Edson quando realizou mais de mil experimentos para criar a luz artificial. Ah, meu amigo, quem cria erra! Erra porque a inovação é um processo que precisa da liberdade para descortinar o inédito, adentrar caminhos desconhecidos e tentar mais uma vez.

O processo criativo está presente nas diferentes áreas da vida; na família, na comunidade, na ciência, no trabalho, na política, nos esportes e, especialmente, nas artes.  É a performance mais autêntica que alguém pode ter, já que é um modo de pessoa dizer não! De reafirmar “eu sou”, “eu sinto”, “eu mostro” de maneira única e ímpar.

Está no mais profundo eu o ponto de partida da imaginação criativa, instância em que as ideias são gestadas. A seguir, amadurecidas pelo pensamento, essas ideias irão viabilizar os modos de realizá-las. A criatividade ganha sentido no princípio de realidade, a maior desafiadora da inteligência.    

Tenho sido tomada pela vontade de falar sobre a criatividade, até para entender como ela eclode e expressa a genialidade. Nada de receitas. Nada de rituais. Nada certo ou errado. Tudo verdadeiro. É a expressividade autêntica de quem a utiliza para externar a própria intuição.

E aí, encontro uma imensidão de temas a tratar. A começar pela criação do poema “A rosa de Hiroshima”, composta por Vinicius de Moraes, em 1954, quando ele trabalhava como diplomata na França, simbolizando o protesto às explosões da bomba atômica, que devastou as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, resultando na morte de mais de duzentas mil pessoas.

A bomba atômica é a síntese da maldade humana!   

A seguir, vinte anos depois, aproximadamente, Gerson Conrad compôs a música. E “Secos e Molhados”, com magnífica interpretação de Ney Matogrosso, a cantaram. Genialidade em cadeia, unindo a literatura, a música, a dança, o figurino, que resultou em mais do que um sucesso nacional, foi num grito que ecoa até hoje contra a guerra e suas terríveis consequências nas pessoas, animais, na natureza, nas questões econômicas e sociais.

A bomba de Hiroshima foi lançada há 80 anos, no dia 06 de agosto de 1945. Abaixo a poesia de Vinícius de Moraes, a “Rosa de Hiroshima”.

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A antirrosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada

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A VOZ DA SERRA é o veículo seguro nas vias da informação

terça-feira, 12 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

É comum o Caderno Z me lembrar de alguma canção. Como se fosse um fundo musical na minha cabeça, há temas que me soam com alguma familiaridade musical. E o que teria a ver isso com um tema que trata sobre “sexualidade madura”? Tem, sim, a ver com os versos de Martinho da Vila: “O amor não tem cor / não tem idade / não vê cara nem religião... o amor só precisa de um coração...”. Por isso mesmo, o amor acontece na maturidade e naturalmente vem com todas as nuances e demandas dos amores mais jovens. Os tabus ficaram nas vias do passado e a sexualidade é vivida intensamente.

É comum o Caderno Z me lembrar de alguma canção. Como se fosse um fundo musical na minha cabeça, há temas que me soam com alguma familiaridade musical. E o que teria a ver isso com um tema que trata sobre “sexualidade madura”? Tem, sim, a ver com os versos de Martinho da Vila: “O amor não tem cor / não tem idade / não vê cara nem religião... o amor só precisa de um coração...”. Por isso mesmo, o amor acontece na maturidade e naturalmente vem com todas as nuances e demandas dos amores mais jovens. Os tabus ficaram nas vias do passado e a sexualidade é vivida intensamente.

Por essas e outras razões, há dados que indicam um aumento expressivo em mulheres com 60 anos ou mais, contaminadas com o vírus HIV/Aids. A falta de liberdade para tocarem no assunto, devido ao modo como foram educadas, contribui para que a doença se desenvolva também nessa faixa etária, pois “muitas não utilizam a forma mais simples de prevenção, o preservativo. Sentem vergonha de sugerir o uso e não se sentem à vontade para conversar sobre o assunto com seus parceiros”.

Essas considerações são avaliadas pelos especialistas. Entretanto, há que se ressaltar que, muitas vezes, faltam até diálogos mais abertos entre os profissionais de saúde com os seus pacientes. Situação que se reverte, facilmente, com indicação e encaminhamento para profissionais capacitados. A melhor maneira de evitar constrangimentos é buscar a informação correta.  

Para garantir que a “sexualidade madura” seja exercida de forma segura, sem riscos para a saudade, o Caderno Z destaca procedimentos a serem observados: campanhas de prevenção direcionadas sobre a importância do uso de preservativos; acesso facilitado aos serviços de saúde, incluindo testes e tratamento da doença; combate ao estigma, para que as pessoas se sintam mais à vontade para obter ajuda. No mais é aproveitar o que de bom a vida pode oferecer. Na dose certa, o amor é um santo remédio.

Em "Há 50 Anos", a manchete era muito animadora.  "Heleno Nunes lidera e Luiz Mendes apoia: Jogos na TV liberados". Era o início da "arrancada" nas transmissões esportivas pela TV Rio, ao que foi acrescentado no anúncio da novidade que, “os torcedores friburguenses não poderiam ficar sem ver o futebol pela TV, principalmente pessoas idosas e os operários que não têm recursos para se deslocar ao Rio de Janeiro”. Aos poucos, a TV ia abrindo as fronteiras das coisas impossíveis.

Da charge de Silvério aos depoimentos sobre o Dia dos Pais há muito amor envolvido.  “Mas, afinal, o que é ser pai?” Há uma infinidade de definições e, juntando todas, parece que ainda ficamos a dever um algo mais sobre esse “herói”, que é sempre o primeiro ídolo dos filhos. Entre os entrevistados, as respostas têm sempre aquela conotação de amor e de reconhecimento. Interessante é que alguns filhos se tornaram pais e entendem a experiência paterna como um aprendizado, uma troca de valores e até de saberes, já que as novas gerações têm sempre algo novo a transmitir aos familiares. Aproveito aqui a data para festejar o amigo Antônio Coutinho Moreira, também um “paizão”, pela celebração de 66 anos de sua chegada à Acar-RJ. Que trajetória bonita, se destacando na profissão de engenheiro agrônomo, assumindo responsabilidades para as quais deu todo o seu amor e competência. Felicidades! Parte de tanto sucesso é compartilhado com sua doce Maria Nilce, esposa dedicada e minha amiga querida.

O “QQ”, grupo que se reúne “Quartas às Quatro” na padaria Dona Emília, da Rua Monte Líbano, está fazendo sucesso. Entre médicos e amigos, “o primeiro aniversário do grupo, em 18 de julho, foi festejado no mês passado, com entusiasmo, direito a bolo e muitas felicitações pela iniciativa do médico Renato Henrique Gomes da Silva. O grupo é bem animado e nos encontros sempre há brincadeiras permeadas por assuntos sérios...”. Falam sobre medicina e, acima de tudo, fazem questão de se confraternizarem, celebrando a vida em toda a sua plenitude.  A alegria é contagiante e bem se vê que rir ainda é o melhor remédio. Parabéns! Que seja o primeiro de muitos aniversários, merecidamente. 

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Um sábado especial

sábado, 09 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo In Fight terá treinos, lutas e Barboza, no próximo dia 16

Nova Friburgo In Fight terá treinos, lutas e Barboza, no próximo dia 16

A Praça Dermeval Barbosa Moreira, no Centro de Nova Friburgo, vai se transformar numa verdadeira arena para a demonstração de talentos, interação e corrente positiva por um expoente de Nova Friburgo nas artes marciais. Promovido pela Prefeitura de Nova Friburgo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, “Nova Friburgo In Fight” será realizado no próximo sábado, dia 16 de agosto, a partir das 16h. De acordo com a organização, o evento será dedicado às artes marciais e a inclusão social por meio do esporte.

O espaço da praça vai receber tatame aberto para treinos e apresentações nas modalidades jiu-jitsu, muay thai, MMA, boxe, defesa pessoal e outras artes marciais, de modo a proporcionar o acesso à prática esportiva, promover a integração entre atletas, projetos e a comunidade, além de estimular a iniciação nas artes marciais.

Para encerrar o dia, após os treinos e apresentações, será transmitido ao vivo o UFC 319, maior evento de MMA do mundo, que contará em seu card com um combate envolvendo o lutador friburguense Edson Barboza Junior, que enfrentará o americano Drakkar Klose na terceira luta, válida pela categoria peso médio.

O UFC 319 será aberto com a luta entre a brasileira Karine Silva contra a americana JJAldrich pela categoria peso mosca feminino. A também brasileira Jéssica Andrade vai encarar a mexicana Loopy Godinez, na categoria peso palha feminino; Diego Ferreira enfrenta o americano King Green pela categoria peso leve masculino; e Carlos Prates duela contra o americano Geoff Neal na categoria peso médio masculino. A luta principal da noite será a disputa de cinturão entre o sul-africano Dricus Du Plessis e o emiradense Khamzat Chimaev pela categoria peso médio.

O público-alvo do evento realizado em Nova Friburgo são os integrantes de projetos sociais, alunos e atletas de academias de artes marciais e a população em geral interessada no universo da lutas.

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    Luta de Barboza, pelo UFC, será transmitida logo após as atividades programadas para o evento (Foto: Divulgação UFC)

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    Praça Dermeval Barbosa Moreira recebe o Nova Friburgo In Fight, com diversas atrações até a noite (Foto: Arquivo AVS)

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    Na primeira partida da grande final da Copa do Calcário, o Bom Jardim fez valer o seu mando de campo, levou a melhor e venceu por 2 a 1, no confronto disputado no Estádio Edmo Figueira Rodrigues. Pelé marcou os dois gols dos donos da casa, com Vitinho anotando o tento do Visconde, em um jogo equilibrado. O segundo confronto da decisão acontece no próximo dia 17, às 14h30, em Visconde de Imbé, com vantagem do empate para a equipe bonjardinense. A competição é realizada pela Liga de Macuco, com apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). (Foto: Divulgação)

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Prefeitura depreda a Praça do Suspiro

sábado, 09 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição dos dias 9 e 10 de agosto de 1975

Manchetes:

Prefeitura depreda a Praça do Suspiro - Canteiro de obras para instalação do teleférico acaba com a tradicional Praça do Suspiro, ponto turístico de Friburgo. Jardins foram totalmente destruídos e a praça cercada. Um absurdo. 

Edição dos dias 9 e 10 de agosto de 1975

Manchetes:

Prefeitura depreda a Praça do Suspiro - Canteiro de obras para instalação do teleférico acaba com a tradicional Praça do Suspiro, ponto turístico de Friburgo. Jardins foram totalmente destruídos e a praça cercada. Um absurdo. 

Heleno Nunes lidera e Luiz Mendes apoia: Jogos na TV liberados - O sr. Lair Macedo, após contato com o sr. Heleno Nunes, presidente da CBD informou que foram liberados os jogos do Campeonato Nacional em circuito fechado para Friburgo através da TV Rio obtendo de imediato o apoio de Luís Mendes, responsável pelo esporte naquela emissora. Ele deu todo o apoio ao movimento de liberação afirmando que “os torcedores friburguenses não poderiam ficar sem ver o futebol pela TV, principalmente pessoas idosas e os operários que não têm recursos para se deslocar ao Rio de Janeiro.

Friburgo terá Encontro das Classes Produtoras do RJ – A Associação Comercial e o Centro Industrial Nova Friburgo confirmaram a realização do I Pleinco, Reunião Plenária da Indústria e do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, a ser realizado nos dias 11 e 14 de setembro deste 1975. O principal objetivo da reunião é o de possibilitar aos empresários, através de palestras de autoridades, o conhecimento de programas, projetos, medidas e atividades a serem executadas e desenvolvidas na área do Novo Estado do Rio de Janeiro pelos governos Federal e Estadual.

Eixo Rodoviário, um ataque – O prefeito Amâncio Azevedo esteve na TV Rio no programa de Celso Franco e atacou o eixo rodoviário dizendo ser ele a causa principal dos acidentes de Nova Friburgo. Disse que o “moço “ que construiu o eixo não tinha imaginação para calcular o número de mortos e feridos, ocasionado pela construção do eixo. Será mais produtivo o prefeito reivindicar das autoridades do Estado uma solução para a Avenida Roberto Silveira. Ou tentar o prosseguimento das obras da Estrada Serramar.

Friburgo na TV Tupi - Programa Mauro Montalvão – No próximo dia 17 de agosto, o médico Célio Feres Monte Alto estará na TV Tupi, no Programa Mauro Montalvão, quando fará uma conferência sobre problemas ligados à varizes. O especialista friburguense apresentará slides e cartazes referentes ao assunto ao mesmo tempo em que fará uma exposição de métodos preventivos à doença.

Odontologia: 1ª Jornada – Será na próxima quarta-feira a 1ª Jornada Odontológica de Nova Friburgo, numa realização da Associação Brasileira de Odontologia, Autarquia Municipal de Ensino Superior, Faculdade de Odontologia Nova Friburgo e Centro Acadêmico Miguel Bittencourt. A jornada será realizada de quarta a domingo nos salões do Hotel Sans-Souci e terá a participação de grandes especialistas de odontologia que virão a Friburgo realizar conferências.

Julgamento do Caso Daflon poderá ter novo adiamento – Os advogados dos irmãos Azevedo interpuseram recurso contra o desaforamento do processo do processo para Niterói e agora a matéria será julgada em Brasília provocando um novo adiamento no julgamento previsto para o próximo dia 3 de setembro próximo em Niterói. Os advogados dos Azevedos - acusados da morte de Guido Daflon, na Câmara Municipal, consideram o desaforamento prejudicial para seus clientes e afirmam que nestes casos o procedimento  prevê o julgamento na comarca mais próxima, neste caso, Bom Jardim ou Cachoeiras de Macacu.

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim 

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Sorria, você está sendo filmado

sexta-feira, 08 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vivemos em uma era em que o olhar alheio se tornou tão comum quanto a própria respiração. Câmeras nos prédios, nos semáforos, nas lojas, nos aplicativos de entrega. Tudo registra tudo, e nós, muitas vezes, seguimos adiante como se nada estivesse acontecendo.

“Sorria, você está sendo filmado”, dizem os avisos em letras pequenas, discretas, quase imperceptíveis. Mas seria possível sorrir de verdade quando se sabe que cada gesto, cada passo, cada expressão pode estar sendo guardada, catalogada e analisada?   

Vivemos em uma era em que o olhar alheio se tornou tão comum quanto a própria respiração. Câmeras nos prédios, nos semáforos, nas lojas, nos aplicativos de entrega. Tudo registra tudo, e nós, muitas vezes, seguimos adiante como se nada estivesse acontecendo.

“Sorria, você está sendo filmado”, dizem os avisos em letras pequenas, discretas, quase imperceptíveis. Mas seria possível sorrir de verdade quando se sabe que cada gesto, cada passo, cada expressão pode estar sendo guardada, catalogada e analisada?   

O paradoxo é cruel: queremos segurança, queremos praticidade, mas pagamos um preço alto demais. Nossa privacidade, essa velha companheira que sempre foi nossa, está desaparecendo aos poucos, e quase nunca percebemos. Aceitamos contratos longos de termos de uso, damos permissão para aplicativos acessarem nossas vidas, e, no fim, pouco sabemos sobre quem realmente nos observa. É como se tivéssemos vendido a intimidade em parcelas invisíveis, sem juros, mas sem retorno algum.

Há algo profundamente desconfortável em perceber que o cotidiano — o simples caminhar, o tomar um café, o sorrir para alguém na rua — pode ser registrado sem que possamos escolher se queremos ou não. A câmera não julga, não discrimina, apenas captura. Mas o que ela faz com esses dados depois? Quem se beneficia? Quem lucra com cada gesto que achávamos ser só nosso?   A resposta é nebulosa, e talvez seja isso o mais perturbador: vivemos cercados de olhos que não têm rosto e mãos que não apertamos, mas que, ainda assim, influenciam nossa vida de maneiras que mal percebemos.

E, no entanto, há uma estranha aceitação. Alguns chegam a se habituar, a sorrir para as câmeras, a posar para o mundo que os observa constantemente. Criamos, sem perceber, uma persona que existe mais para os outros do que para nós mesmos. Um “eu” performático, que sabe que está sendo filmado, avaliado, julgado. A intimidade se transforma em espetáculo, e o cotidiano se torna cena de cinema, só que sem direito a cortes ou ensaios.

O problema não está apenas na tecnologia, mas na forma como nos adaptamos a ela. Aceitamos que a vigilância seja parte do preço de viver em sociedade. Mas seria impossível imaginar um espaço — ainda que pequeno — em que pudéssemos nos desligar dessa constante sensação de estar sendo vigiado? Talvez o ponto não seja apenas resistir à tecnologia, mas redescobrir a capacidade de existir sem câmeras, de ser apenas humano, com o direito de errar, de tropeçar, de estar presente sem precisar registrar nada.

No final, “sorria, você está sendo filmado” é mais do que um aviso: é um convite a refletir sobre até que ponto queremos abrir mão de nossa privacidade em nome da conveniência. Sorrir, sim, mas não para a lente fria que tudo grava; sorrir para nós mesmos, para a liberdade de existir sem olhares permanentes, mesmo que por breves instantes. Talvez seja nesses instantes que ainda reste algum espaço para sermos realmente livres.

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Sempre no topo

sexta-feira, 08 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Inec / Silvana Gym domina conquistas no Torneio Estadual de Aeróbica

Um show de talento, leveza e beleza, algo rotineiro quando as ginastas friburguenses participam de qualquer evento ou apresentação. A equipe do Inec/Silvana Gym esteve presente no Torneio Estadual de aeróbica, realizado na Arena Carioca, no Rio de Janeiro, e voltou para Nova Friburgo com diversas conquistas e bons resultados.

Inec / Silvana Gym domina conquistas no Torneio Estadual de Aeróbica

Um show de talento, leveza e beleza, algo rotineiro quando as ginastas friburguenses participam de qualquer evento ou apresentação. A equipe do Inec/Silvana Gym esteve presente no Torneio Estadual de aeróbica, realizado na Arena Carioca, no Rio de Janeiro, e voltou para Nova Friburgo com diversas conquistas e bons resultados.

O time de atletas do Inec/Silvana Gym venceu praticamente todas as categorias em disputa, com destaque não só o aspecto coletivo, como também o individual. Ana Carolina Sanglard Teixeira Couto, Isabella Pascoal Bibá e Sofia Frossard Botelho formaram o trio infanto-juvenil campeão na categoria, enquanto no individual, Sofia Botelho foi a primeira colocada, com Maria Eduarda de Oliveira Silva em segundo lugar, e Maria Horato Félix em terceiro.

No individual infantil, as vencedoras foram Nicole de Oliveira Peçanha, Sofia Paulino Perrut e Ayla Ramos de Aguiar, enquanto no individual Juvenil, brilharam Maria Luysa Marques Ouverney, em primeiro, e Ester Xavier Inácio, na segunda colocação. Destaque ainda para o título de Matheus Vasconcellos de Souza no individual adulto masculino, e a segunda colocação de Maria Clara Saleme Mattos Wermelinger na categoria infantil nível 2.

Após celebrarem todas essas conquistas, as meninas focam as atenções e os treinamentos para as disputadas dos campeonatos Estadual e Brasileiro, já com a promessa e expectativas de novos espetáculos e desempenhos destacados. 

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    Equipe de Nova Friburgo domina praticamente todas as categorias do torneio estadual (Foto: Divulgação)

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    O infanto-juvenil é uma das categorias dominadas pelas ginastas friburguenses (Foto: Divulgação)

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    Ayla Ramos, Sofia Paulino e Nicole de Oliveira venceram na categoria individual infantil (Foto: Divulgação)

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    Após mais uma competição com muitas vitórias, foco volta para campeonatos Estadual e Nacional (Foto: Divulgação)

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    Inec / Silvana Gym também teve destaques masculinos durante a competição (Foto: Divulgação)

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    O Nova Friburgo Futebol Clube participou de três amistosos contra a Escolinha Pé de Moleke (Sumidouro), pelas categorias Sub 9, 11 e 13. As partidas foram disputadas na manhã do último sábado, 2, no Estádio Municipal Paulo Freitas, em Sumidouro. No Sub-9, o Nova Friburgo venceu por 5 a 1, com gols de Lucca (duas vezes), João Pedro, Miguel e Brayan. Na categoria Sub-11, a equipe empatou em 2 a 2, com os gols marcados por Enzo Lemos e Samuel. Já o Sub-13 perdeu pelo placar de 3 a 2, sendo Cauã Lopes e Bebê os autores dos gols do time verde-rubro. (Foto: Divulgação)

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Quando meu pai era gigante

quinta-feira, 07 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Quando eu era pequeno, meu pai era o homem mais forte do mundo. Ele alcançava coisas no alto dos armários, carregava sacolas pesadas com uma só mão e tinha um jeito de abrir os potes de palmito que parecia mágica. Bastava um giro do punho e lá estava ele, sorrindo com o vidro aberto, como quem vence uma batalha invisível.

Quando eu era pequeno, meu pai era o homem mais forte do mundo. Ele alcançava coisas no alto dos armários, carregava sacolas pesadas com uma só mão e tinha um jeito de abrir os potes de palmito que parecia mágica. Bastava um giro do punho e lá estava ele, sorrindo com o vidro aberto, como quem vence uma batalha invisível.

Meu pai era desses homens que falam pouco, observam e fazem muito. Tinha um jeito quieto de amar — fazia o café passado na hora certa, o almoço de domingo, tentava me ensinar a jogar bola — embora eu nunca tenha aprendido muito bem. Dizia “eu te amo” com gestos, com presença, com olhos atentos aos meus passos desajeitados.

Havia nos seus olhos um cansaço, desses que os anos vão empilhando sem cerimônia. Só entendi depois, que crescer e abdicar de si pelo outro também dói. E que ser pai talvez seja carregar o mundo nas costas fingindo que ele não pesa. Fingindo que está tudo sob controle mesmo quando nada está.

Meu pai parecia saber de tudo, até daquilo que eu nem sabia perguntar. Ele me ensinava coisas sem parecer que estava ensinando. Como puxar assunto com o vizinho, como respeitar o tempo das pessoas, como apertar a mão com firmeza e olhar nos olhos. Quando dirigia, mostrava os caminhos da cidade e os da vida. Quando se calava, ensinava sobre a importância do silêncio. Um mestre escondido no corpo de um homem comum.

Achava que ele nunca chorava. Um dia, o vi desabar em lágrimas como nunca imaginei. Descobri, então, que gigantes também choram. E que o amor, às vezes, escapa por onde a gente menos espera. Um olhar, um bilhete, um gesto que parece simples, mas guarda um mundo dentro. Desde então, passei a reparar mais.

O tempo passou — como passa para todos os filhos e todos os pais. E aquele super poderoso ser humano foi se tornando um homem. A força de carregar pesos descomunais foi sumindo. As dores, crescendo. O seu jeito apressado foi substituído por andar mais devagar, como quem conta os passos. E eu, que agora sou adulto, tento não esquecer que ele ainda é o meu herói.

No espelho, às vezes, vejo os traços dele nos meus. O mesmo franzido entre as sobrancelhas, a mesma forma de falar sozinho pela casa quando penso demais, a mesma calvície de quando eu o chamava de careca. Herdei dele não só o jeito de andar, mas um modo de ver o mundo com simplicidade. Como se o segredo estivesse nas coisas pequenas: o modo de trabalhar, de cuidar das pessoas, de ser forte quando o mundo desaba.

Hoje, quando ele fala, eu escuto como quem recolhe diamantes. Às vezes, frases curtas. Outras vezes, lições. Algumas ditas com esforço, outras em forma de piada. Mas todas carregam um tanto de sabedoria que só quem viveu muito e amou mais ainda consegue passar. Meu pai me ensina, todos os dias, que o amor não precisa ser barulhento para ser verdadeiro. Que o afeto mora na constância.

O Dia dos Pais não é sobre presentes embrulhados com fita. É sobre memória. Sobre a lembrança do colo, do cheiro da camisa, da gargalhada que parecia trovão. Sobre as vezes em que ele fez, mesmo cansado, só para garantir que tudo estava bem. Coisas que, agora adulto, reconheço como amor em estado puro.

Se seu pai está por perto, abrace. Se já partiu, feche os olhos e abrace mesmo assim. Eles continuam conosco, morando em detalhes que só a saudade sabe apontar: uma música antiga, o nome de uma rua, um conselho que vem do nada. E a gente sorri, meio triste, meio grato, como quem recebe uma visita inesperada da memória.

E se você não conheceu seu pai, certamente teve ao lado alguma figura que assumiu esse papel. Às vezes foi o avô, o tio, o padrasto. Outras vezes, uma mulher — forte, incansável — que precisou reunir em si o carinho de mãe e a firmeza de pai. Porque o amor paterno, mesmo disfarçado, sempre encontra um jeito de chegar.

Ser pai é um ofício sem manual, sem folga, sem hora certa para dormir. E ainda assim, tantos se dedicam com coragem. Se reinventam, aprendem com os filhos, erram, acertam, seguem. São nossos primeiros heróis. E às vezes, mesmo depois de tantos anos, continuam sendo. Basta um gesto, um cheiro, uma história — e de repente, somos de novo os filhos de alguém.

Eu olho pro meu pai hoje como quem relê um livro querido: o tempo pode ter passado pelas páginas, mas cada palavra ainda carrega um valor imenso. E me orgulho de ter sido, um dia, seu menino. Porque no fundo, sempre seremos. Crescer não apaga o vínculo — apenas nos coloca, pouco a pouco, no lugar deles. E só então entendemos o quanto é difícil ser gigante.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Competir ou ajudar?

quinta-feira, 07 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Competição no casamento infelizmente ocorre com mais frequência do que seria bom acontecer. Também em outros tipos de relacionamento existe competição em vez de cooperação. E isso estressa, podendo levar, por exemplo, à síndrome de esgotamento ou burnout.

Em empresas, no comércio, nos serviços públicos e mesmo em organizações religiosas existe competição. A inveja pode motivar isso. O ciúme também. Um quer puxar o tapete do outro e isso pode, às vezes, ser feito de forma cruel porque a pessoa fica cega para a malignidade que a domina e a faz machucar os outros.

Em certos casos o esposo ou esposa, pode ter uma atitude competitiva no casamento por ter copiado o papel de competidor no modelo que via no relacionamento de seus pais. E pode se tratar de uma pessoa autoritária que costuma agir com espírito de competição talvez sem perceber. A pessoa pode ter habituado a agir assim, crê ser isso normal e que não precisa de ajuste.

Na mentalidade competidora o que está implícito é: “sou melhor que você”, “vou te derrubar”, “você que se vire”, “sou mais importante do que você”, “sou o mais preferido de todos”. Na mente competidora disfuncional existe a influência de espírito narcisista, egocêntrico, vaidoso, de vingança, de orgulho, de crueldade, de ambição desmedida. A pessoa está dominada por isso e pode se achar livre.

Creio que o modelo perfeito a ser copiado quanto à competição é Jesus Cristo. Analisando Seu comportamento ao viver aqui, não achamos nada de competição. Mesmo com os que agiam para com Ele de forma agressiva, Jesus não manifestava um espírito competidor, mas ajudador, perdoador, repreendedor, altruísta. É admirável!

No casamento, esposo e esposa, podem adotar um papel competitivo para com o cônjuge por vingança ou reação agressiva porque o companheiro ou companheira não preenche tudo o que se esperava dele, dela, quanto à carinho, atenção, valorização. É como se fosse uma punição impulsiva. A frustração no casamento pode levar homens e mulheres a terem atitude de competição gerando um clima de estresse, angústia e piora da frustração.

Quando você cultiva uma atitude mental de “como posso te ajudar?”, sem depender de como é tratado, isso desmonta a crueldade competitiva e pode ajudar para que a pessoa cruel se perceba e possa, então, escolher se tornar gentil ou continuar com competição talvez por orgulho, arrogância, falta de autocontrole emocional.

Sinais de comportamento competitivo no casamento incluem: 1- Se gabar de ser melhor que o cônjuge, depreciar as conquistas dele. 2 - Pequenas discussões que se transformam em lutas de poder. 3 - Exagerar em se achar certo em seu ponto de vista. 4 - Invejar o que o outro conseguiu.

Também a mentalidade de competição pode surgir no casamento por insegurança de um dos dois sobre seu valor como pessoa e suas habilidades. Se ambos são proativos e empreendedores no trabalho, isso pode invadir o relacionamento familiar e perturbar a harmonia no casal. Se ambos não falam claramente de suas necessidades e sentimentos, isso favorece o surgimento de competição. Alguns esposos ou esposas ao não se sentirem apreciados, podem reagir com atitudes competitivas na tentativa de conseguir reconhecimento.

Para melhorar o relacionamento evitando competição, pode ajudar: 1- Reconhecer que existe o espírito de competição e ver como isso está prejudicando o relacionamento. 2 - Falar com sinceridade, sem agressão verbal, sobre seus sentimentos de insegurança, se for o caso, e como o outro pode ajudar para valorizar a pessoa. 3 - Trabalhar em sua mente para trocar a mentalidade de competição para a de cooperação, considerando que ambos estão no mesmo time. 4 - Manifestar gratidão sempre que o outro ajudar em algo, mesmo simples, ou por ter demonstrado disposição de ajudar. Um bom casamento é construído num clima de ajuda mútua, parceria, trabalho em equipe, respeito, e não competição.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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