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Entre os primeiros

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Representando o Frizão, Vinicius Esteves fica entre melhores no Futmesa

A 4ª Etapa do Estadual Individual 2025 de Futebol de Mesa, da regra Dadinho, teve um atleta do Friburguense entre os primeiros colocados. O jovem Vinicius Esteves continua escrevendo sua história na modalidade, e desta vez alcançou a quarta colocação em sua categoria no evento. Além do botonista, fizeram parte da equipe Carlos André Lima Barbosa "Monstro" e Cesar Muniz, na Máster, e Wesley Areas, Hiago Azevedo e Anderson Coelho "Magrin" na categoria adulto.

Representando o Frizão, Vinicius Esteves fica entre melhores no Futmesa

A 4ª Etapa do Estadual Individual 2025 de Futebol de Mesa, da regra Dadinho, teve um atleta do Friburguense entre os primeiros colocados. O jovem Vinicius Esteves continua escrevendo sua história na modalidade, e desta vez alcançou a quarta colocação em sua categoria no evento. Além do botonista, fizeram parte da equipe Carlos André Lima Barbosa "Monstro" e Cesar Muniz, na Máster, e Wesley Areas, Hiago Azevedo e Anderson Coelho "Magrin" na categoria adulto.

As 60 mesas montadas do salão nobre do Club Municipal, na Tijuca, foram palco para os jogos entre os 148 botonistas presentes à etapa do mais promissor Estadual individual da história. Entre eles, apenas três subiram ao lugar mais alto do pódio, nas categorias Adulto, Máster e Sub-18: Paulinho Quartarone (Fluminense), Veras (Liga Fonte) e Arthur Kruger (Light).

No Adulto, o troféu conquistado por Quartone veio após uma final de alto nível contra Pitico, também do Tricolor Carioca, vencida por 4 a 2. A campanha até a glória teve nove vitórias e três derrotas em 12 partidas, com 43 gols marcados e 29 sofridos. Na disputa do terceiro lugar, entre o campeão da etapa passada José Augusto (América) e o friburguense Vinícius Esteves. Em um duelo de sete gols, o garoto rubro goleou por 6 a 1 e ficou com o bronze, restando ao atleta de Nova Friburgo a medalha de quarto lugar.

Na disputa da quinta colocação, Rodrigo Macieira, também do América, superou a surpresa da etapa de julho, o promissor Daniel Lou (Humaitá), por 4 a 1, enquanto, na decisão do sétimo lugar, Kaka (Duque de Caxias) derrotou Marcus Flavio (Flamengo), por 8 a 7.

Na categoria Máster, o veterano Veras (Liga Fonte) ditou o ritmo e sobrou. Foram dez vitórias e um único empate, com 30 gols marcados e dez sofridos. Na final, diante de Leal (Grajaú Tênis), campeão da etapa passada, Veras venceu por 4 a 2. O terceiro lugar ficou com Nunes (Vasco da Gama), que fez valer a vantagem do empate e buscou um 2 a 2 com BYK (Grajaú Tênis). Latino (Liga Fonte) terminou na quinta colocação, seguido por Beto (Kamikaze), Washington (Duque de Caxias) e Cesar (Cabofriense), fechando o pódio da etapa.

Com a presença de dez promissores garotos no Sub-18, quem fez a diferença foi Arthur Kruger. Após um começo irregular – com vitória, empate e derrota – o atleta da Light emendou seis triunfos seguidos (levando apenas dois gols nessas partidas) para terminar a competição, em pontos corridos, no primeiro lugar geral, com 22 pontos ganhos e 81,5% de aproveitamento. Ian Bazeth (Flamengo) e o campeão da última etapa, Felipe Drago (Vasco da Gama), terminaram em segundo e terceiro lugares. O pódio foi completado por Matheus (Embaixadores), Kristian Bazeth (Vasco da Gama), Bryan (Flamengo), Beto Coelho (São Cristóvão) e Bernardo (Humaitá).

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    Quarta colocação de Vinicius Esteves coloca novamente o Friburguense em destaque no futebol de mesa (Foto: Divulgação Fefumerj)

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    Renovação da tradicional modalidade: apesar das tecnologias, crianças continuam praticando (Foto: Divulgação Fefumerj)

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    Além de Vinicius, em destaque na foto, AFFM foi representada por outros integrantes da equipe (Foto: Divulgação Fefumerj)

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As biografias

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

De um modo geral, a biografia é um gênero literário não ficcional que narra a vida de alguém, mostrando sua história, os acontecimentos importantes decorrentes de conquistas, desafios e polêmicas. Abrange também suas opiniões, valores, crenças e atitudes. Enfim, é um gênero que contém registros a respeito dos modos como o biografado colaborou e participou da sua época. Aborda pessoas notáveis na arte, na política, nos esportes e na comunidade. Ou não.

De um modo geral, a biografia é um gênero literário não ficcional que narra a vida de alguém, mostrando sua história, os acontecimentos importantes decorrentes de conquistas, desafios e polêmicas. Abrange também suas opiniões, valores, crenças e atitudes. Enfim, é um gênero que contém registros a respeito dos modos como o biografado colaborou e participou da sua época. Aborda pessoas notáveis na arte, na política, nos esportes e na comunidade. Ou não. Certa vez, fui a Teresópolis e, conversando com um secretário da prefeitura, ele me falou que gostaria de escrever biografias de pessoas do povo, posto que possuíam vidas interessantes e colaboraram para o desenvolvimento da cidade, porém nunca foram notadas.

As biografias narram a vida não somente de indivíduos, mas de produtos como o Biscoito Globo, “Ó, o Globo!”, escrita por Ana Beatriz Manier (Editora Valentina, 2017). Também de instituições, como a da Fundação Getúlio Vargas, que começou a ser escrita por Luiz Simões Lopes, há 75 anos.

A própria pessoa pode escrever sobre sua trajetória existencial ao compor uma autobiografia, geralmente escrita em primeira pessoa. De um modo geral, contextualizam o biografado no momento social, político e cultural em que vive, o que oferece ao leitor um cenário amplo da vida, possibilitando maior compreensão das realizações, reações e impactos.

O biógrafo é um grande pesquisador na medida em que precisa narrar fatos com veracidade, cujos dados são obtidos de fontes diversas, como entrevistas, pesquisas em jornais, vídeos, documentários, livros e em outros âmbitos que possam oferecer informações válidas. Mesmo sendo críticas, escritas com humor ou lirismo, até romanceadas, as biografias são verdadeiros documentos que preservam a memória de um tempo histórico de pessoas, produtos e instituições. Inclusive, se faltar com a verdade, o escritor pode sofrer consequências desagradáveis e até jurídicas, como tanto se vê na mídia. 

Uma biografia instigante e atraente exige vocação literária e investigativa. É desejável que o escritor esteja envolvido afetivamente com o trabalho a fim de poder realizar uma abordagem cuidadosa sobre a vida do biografado. Também disposto a ir além das informações aparentes e perceber a pessoa na intimidade. E, principalmente, ser imparcial de modo que seu ponto de vista não interfira no texto narrativo.

O gênero biográfico surgiu no século I d.C., com Plutarco, historiador, ensaísta, biógrafo e filósofo grego. As sementes do gênero podem ser encontradas no Egito, onde há vestígios do registro biográfico de Faraós, sacerdotes e outras figuras. Como também no Antigo Testamento e com os heróis épicos das antigas sagas, germânicas e célticas.

Enfim, ao longo da história da civilização, o homem sentiu necessidade de registrar a vida de personalidades, seja por admiração e respeito ou pela vontade de assinalar suas realizações. Penso que escrever sobre a vida de pessoas significativas é um modo de guardar os heróis que ajudam a construir identidades.

Gosto de biografias porque sempre me encanto com os biografados e nunca deles me esqueço. Aliás, suas vidas são verdadeiras aventuras, causam no leitor um impacto até mais contundente do que as ficções. Como “Longo caminho para a liberdade: uma autobiografia”, por Nelson Mandela; “Leonardo Da Vinci”, por Walter Isaacson; e “Catarina, a grande: retrato de uma mulher”, por Robert K. Massie; e ainda as autobiografias de Rita Lee e Woody Allen, mais do que interessantes.

Agora mesmo estão ao meu lado duas biografias de Márcio Paschoal — “O cadafalso do sucesso: a história dos compositores e cantores Claymara e Heurico”, que narra a trajetória da dupla que fez sucesso, cantando o amor de diversas formas e estilos musicais. A segunda é uma biografia romanceada e bem-humorada “João Antônio e os Bee Gees” que conta os últimos anos de vida do escritor e jornalista (1927-1996), um dos grandes contistas brasileiros, ganhador de prêmios como o Jabuti e traduzido em diversos idiomas.

Enfim, vale a pena conhecer a trajetória de pessoas que realizaram a vida com emoção, criatividade e destemor. Além do mais, são leituras que podem atiçar nossos sonhos e amanhãs!

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Peregrinos porque chamados

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação.

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação. O tema proposto pelo Papa Francisco é a esperança, virtude pela qual se fundamenta toda a vocação e consequentemente toda a missão, por isso o convite para que todos sejam no mundo sinais de esperança.

O tema e o lema deste mês vocacional interpela a descobrir o amor de Deus e a ser homens e mulheres de esperança. A mensagem do Papa para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações é a fonte inspiradora para a temática proposta.

“Esse mês vocacional traz consigo algumas perguntas inquietantes: Quem sou eu? Quais qualidades possuo? Onde colocar em prática essas qualidades? Somente quando se responde a essas perguntas é que se descobre como se tornar “sinal e instrumento de amor, acolhimento, beleza e paz nos contextos onde vivemos”, afirma o padre Guilherme Maia Júnior, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

 

Tema do Mês Vocacional

O tema do mês vocacional “Peregrinos porque chamados” evidencia dois predicados cristãos: peregrinos e chamados. O primeiro deles remete a imagem do caminho, pois toda peregrinação consiste em alcançar uma meta, que precisa ser clara.

“O termo peregrinos pode ajudar as equipes e grupos vocacionais, organizados nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais, a redescobrir o valor do itinerário vocacional (despertar; discernir; acompanhar e cultivar). A peregrinação é composta de etapas, e redescobrir o valor e novas maneiras de realizar este itinerário é missão de cada animador vocacional. Essa necessidade, que é urgente, implica principalmente em empregar esforços e investimentos na etapa do discernimento”, explica o padre Guilherme.

Neste caminho, o Papa Francisco alerta toda a Igreja para focar seu olhar nos sinais de esperança que estão presentes no mundo, e que muito mais do que sinais palpáveis, são sinais onde reside a esperança: a paz, a vida (e sua transmissão), os encarcerados, os enfermos, os jovens, os migrantes, os fragilizados, os idosos e os pobres.

“Nestas indicações, percebe-se a presença de um grupo muito caro ao Serviço de Animação Vocacional: a juventude. Quando o papa fala dos jovens, na sequência sempre fala em sonhos e aqui reside o desabrochar da esperança. É missão de toda animação vocacional contribuir para que os jovens nunca parem de sonhar, para tanto as ações do SAV-PV precisam colaborar para entusiasmar essa nova geração de jovens e adolescentes, pois neles reside a esperança de um mundo diferente e melhor”, complementa o padre Guilherme.

O segundo predicado que traz o tema deste mês vocacional é chamados. Essa ação que Deus realiza em favor de cada pessoa exige uma resposta, portanto quando se fala de chamado, logo assimila-se esse termo com uma dimensão vocacional. A temática apresentada aponta o ser chamado como justificativa para peregrinar.

Fonte: CNB

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O caminho do Tricolor da Serra

sábado, 26 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense estreia em casa na Série B1 do Carioca

        O Friburguense, em busca de retomar, aos poucos, o seu lugar de destaque no futebol estadual, já conhece o caminho a ser percorrido na Série B1 do Campeonato Carioca deste ano. Em reunião do Conselho Arbitral, com presidentes de representantes dos clubes envolvidos na competição, foi definido o regulamento e sorteada a tabela da competição. O campeonato tem início previsto para o dia 6 de setembro, quando o Frizão irá receber o Carapebus, às 14h45, no Eduardo Guinle.

Friburguense estreia em casa na Série B1 do Carioca

        O Friburguense, em busca de retomar, aos poucos, o seu lugar de destaque no futebol estadual, já conhece o caminho a ser percorrido na Série B1 do Campeonato Carioca deste ano. Em reunião do Conselho Arbitral, com presidentes de representantes dos clubes envolvidos na competição, foi definido o regulamento e sorteada a tabela da competição. O campeonato tem início previsto para o dia 6 de setembro, quando o Frizão irá receber o Carapebus, às 14h45, no Eduardo Guinle.

        A sequência tricolor prevê um confronto difícil logo na sequência, contra um dos rebaixados da Série A2 - provavelmente já com mais ritmo, estrutura de trabalho parte do elenco mantido. A tabela aponta o clássico contra o Serrano para Nova Friburgo, e desafios complicados fora de casa, à exemplo dos duelos contra Artsul, Campo Grande e Paduano. O tradicional confronto contra o Bonsucesso será disputado no Eduardo Guinle.

O regulamento da Série B1 deste ano é semelhante ao das últimas edições. Serão 12 clubes, com todos jogando contra todos em turno único e 11 rodadas, com as quatro equipes primeiras colocadas se classificando para as semifinais, sendo a primeira colocada declarada campeã da Taça Corcovado.

Os semifinalistas serão divididos da seguinte forma: 1º x 4º e 2º x 3º, com partidas de ida e volta. Os dois primeiros colocados terão a vantagem de jogar por dois resultados iguais no agregado e poder decidir o segundo jogo em casa. Os dois que avançarem disputarão a final em dois jogos de ida e volta, com a melhor equipe classificada no turno ficando com a vantagem de jogar a segunda partida em casa. Os dois finalistas vão conseguir o acesso para a Série A2 Carioca em 2026.

        A tabela foi sorteada sem a homologação dos dois clubes últimos colocados da Série A2 de 2025, pois a competição ainda está sub judice. Porém, o sorteio foi realizado com as bolinhas levando em consideração a posição dessas duas equipes. A princípio, Duque de Caxias e Petrópolis foram rebaixados para a Série B1 do Carioca.

 

1ª rodada

  • Niteroiense x São Cristóvão
  • Bonsucesso x Artsul
  • Campo Grande x Serrano
  • Descenso A2 (11º colocado) x Descenso A2 (12º colocado)
  • Friburguense x Carapebus
  • Paduano x Nova Cidade

 

A sequência do Friburguense

06/set - Sáb - 14h45 - Friburguense x Carapebus - Eduardo Guinle

13/set - Sáb - 14h45 - Descenso A2 (12º) x Friburguense - a definir

20/set - Sáb - 14h45 - Friburguense x Serrano - Eduardo Guinle

27/set - Sáb - 14h45 - Artsul x Friburguense - Nivaldo Pereira

04/out - Sáb - 15h - Friburguense x Bonsucesso - Eduardo Guinle

11/out - Sáb - 15h - Campo Grande x Friburguense - Ítalo del Cima

18/out - Sáb - 15h - Friburguense x Descenso A2 (11º) - Eduardo Guinle

25/out - Sáb - 15h - São Cristóvão x Friburguense - Ronaldo Nazário

29/out - Qua - 15h - Paduano x Friburguense - Waldo Carneiro

1º/nov - Sáb - 15h - Friburguense x Niteroiense - Eduardo Guinle

8/nov - Sáb - 15h - Nova Cidade x Friburguense - Joaquim A. Flores

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    Frizão fará seu jogo de estreia, em casa, no estádio Eduardo Guinle (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Tricolor bateu na trave por classificação nas últimas temporadas, e vive expectativa pelo acesso à segundona do Rio (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Friburgo pode ter projeto piloto de trânsito

sábado, 26 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 26 e 27 de julho de 1975

 

Manchetes:

Edição de 26 e 27 de julho de 1975

 

Manchetes:

Friburgo pode ser sede de projeto piloto de trânsito – O chefe de Trânsito no Estado do Rio de Janeiro, comandante Celso Franco reuniu membros do Gabinete da Prefeitura Municipal para anunciar detalhes sobre a implantação de um Projeto Piloto no Trânsito em Friburgo. Nossa cidade servirá como centro de todas as experiências, que, futuramente, serão implantadas em outras cidades fluminenses. O projeto que começaria dentro de um mês, vai durar um ano para depois ser aplicado lentamente em outras cidades do noso estado.

Dante Magliano: uma carreira abruptamente cortada – Homens marcados pela fatalidade, cujas vidas são conturbadas por fatores alheios, na maioria das vezes, acontecimentos intempestivos, violentos ou inesperados que ficam fixados na passagem de cada um. Dante Magliano foi um deles. Uma longa e proveitosa participação na vida política do município, sem ser um político propriamente dito. Dantinho era um amigo, um grande amigo de “A Voz da Serra”, sua morte e os detalhes que a cercaram chocou toda a população friburguense.

Funrural: cuidado – Um grupo não identificado vem percorrendo distritos de Friburgo em nome do Funrural e ludibriando inúmeros lavradores. A última foi um septuagenário residente em Rio Bonito, que com uma promessa de aposentadoria perdeu 402 cruzeiros. Todos os representantes do Funrural têm documentação facilmente controlada.

Palestra de Roberto Pinto – O secretário geral da Prefeitura de Friburgo, o sr. Roberto proferiu uma brilhante palestra para professores e estudantes no Grupo Escolar Ribeiro de Almeida. O sr. Roberto Pinto enfocou problemas ligados à Saúde e Educação, prioritárias em qualquer governo, afirmando que elas são parte integrante para o desenvolvimento de uma nação ou comunidade. Devido a repercussão obtida por essa palestra, o secretário geral vem recebendo vários convites para que profira palestras em outros estabelecimentos escolares.

Federação proíbe TV nos Jogos - O presidente da Federação Carioca de Futebol, Otávio Pinto Guimarães, proibiu as três estações de TV do Rio de Janeiro de utilizarem o circuito fechado para transmissão dos jogos realizados no Maracanã. O motivo se deve a captação da imagem do futebol, direto, em circuito fechado, em alguns bairros do Grande Rio geradas para Juiz de Fora-MG mas absorvidas em Petrópolis e que causava retorno da mesma para o Rio. Em função disso as transmissões foram suspensas atingindo a TV Nova Friburgo.

Farmácia Brasil assaltada – Foi assaltada a Farmácia Brasil, situada na Avenida Alberto Braune, 10, de propriedade de Luis Teixeira. Os assaltantes foram dois menores que entraram no estabelecimento quando havia apenas um freguês sendo atendido e levaram uma máquina de escrever, dois grampeadores e 400 cruzeiros em dinheiro.

E mais: Agressão no Arraial de São Geraldo

 

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Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Paulo Braune e Romeu Anselmo Pereira (26); Edison Roberto e José Carlos Dantes (27); Aurora Ventura, Madre Lúcia e João Batista (28); Luciana Fiasca (29); Jorge Luiz (30); Humberto Chaves, Heitor Pires e Theodoro Franz (31) - Agosto: Maria Weidawer e Osmar Aguilera (1º); Celso Peçanha, Angelina Macedo e Angela Maria (2).

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Está chegando a hora

sexta-feira, 25 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Desafio da Ponte está de volta. Conheça o percurso

Desafio da Ponte está de volta. Conheça o percurso

        Retornando ao calendário esportivo após 12 anos, o Desafio da Ponte acontece no próximo dia 3 de agosto, um domingo. A coordenação do evento divulgou os detalhes do percurso de 21 quilômetros da prova. Largando próximo ao Caminho Niemeyer, em Niterói, e chegando no Boulevard Olímpico com Arena de Chegada na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, a prova atravessará a Ponte Presidente Costa e Silva, a conhecida como Ponte Rio-Niterói, que é a maior do hemisfério sul, com mais de 13 quilômetros de extensão. As inscrições estão encerradas.

        Descrevendo em detalhes, a largada em Niterói será nas proximidades do Caminho Niemeyer, na Rua Professor Plínio Leite, seguindo para a Avenida Feliciano Sodré, em direção à praça do pedágio da ponte. Os atletas seguirão até a base operacional e depois para a pista no sentido Niterói-Rio até aproximadamente o seu quilômetro 14, incluindo uma altimetria máxima de 72 metros na passagem pelo vão central e uma altimetria acumulada de cerca de 150 metros.

Já no Rio de Janeiro, a prova seguirá pelo Viaduto do Gasômetro em direção a descida para Avenida Rodrigues Alves e, em sua reta final, o percurso passará pela Rua Rivadávia Corrêa, acessando o Boulevard Olímpico e concluindo na Praça Mauá, onde estará localizada a Arena de Entretenimento do evento.

        “O Desafio da Ponte tem um percurso exigente, com muitas subidas e descidas, além de um cenário incomum, afinal, estamos falando de atravessar uma das pontes de maior extensão do mundo. Entre as grandes motivações para participar da prova estão justamente o seu percurso exclusivo e o objetivo inédito que ele proporciona aos corredores. São essas características que fazem o Desafio da Ponte ser um dos eventos mais atrativos para homens e mulheres que já estão acostumados à preparação de alta performance e à busca por superar limites pessoais”, contou João Traven, diretor da empresa organizadora do evento.

        Ao todo, o Desafio da Ponte terá oito pontos de hidratação, que estarão assim distribuídos ao longo do percurso: Arena de Largada (Km 0), Alça de Retorno na Base Operacional da concessionária EcoVias Ponte (Km 2.6), Km 5.2, próximo ao pórtico 12 da ponte (Km 9.2), próximo ao pórtico 6 (Km 13.1), Avenida Rodrigues Alves 1 (Km 16.1), Avenida Rodrigues Alves 2 (Km 19.1) e Arena de Chegada (Km 21).

        A largada, com início às 6h30, será no sistema de ondas, começando com os corredores de elite das categorias masculina e feminina. Em seguida, às 6h35, largam os atletas com deficiência (ACD). Depois, em intervalos de cinco minutos, as ondas serão divididas conforme os índices técnicos usados no ato da inscrição.

        No ato da inscrição, homens e mulheres precisaram comprovar ter completado, a partir de janeiro de 2024, prova de 21 quilômetros em tempo igual ou inferior a duas horas e 30 minutos ou prova de maratona (42 km) em tempo igual ou inferior a cinco horas. Os resultados obtidos nas provas de 21 km e 42 km das edições de 2024 e 2025 da Maratona do Rio são válidos como índice para o Desafio da Ponte.

 

Origem

        Criada em 1981, a Corrida da Ponte se tornou uma das provas mais desafiadoras e simbólicas do Brasil. Com seu percurso passando pela imponente Ponte Rio–Niterói, o evento não só testa os limites físicos dos corredores como também proporciona um dos cenários mais icônicos do estado do Rio de Janeiro.

        Realizada anualmente até 1986, a prova foi interrompida por questões operacionais e de tráfego na ponte. No entanto, sua importância permaneceu viva na memória dos atletas, culminando em seu grande retorno em 2011, com edições subsequentes em 2012 e 2013. A última edição, realizada em 2013, contou com oito mil corredores.

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Prova volta ao calendário estadual, e cenário emblemático e diferente dos demais eventos (Divulgação/Desafio da Ponte)
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Força de vontade

sexta-feira, 25 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O que move uma pessoa? Nem sempre é o amor. Nem sempre é a fé. Às vezes, nem mesmo a esperança. Acho que é tudo isso junto e mais alguns elementos. Necessidade. Propósito. Desejo. Força de vontade. Aliás, falemos sobre ela. Não faz barulho, não tem cor, não vira foto de rede social. Mas está lá — como uma raiz que ninguém vê, sustentando toda a árvore.

O que move uma pessoa? Nem sempre é o amor. Nem sempre é a fé. Às vezes, nem mesmo a esperança. Acho que é tudo isso junto e mais alguns elementos. Necessidade. Propósito. Desejo. Força de vontade. Aliás, falemos sobre ela. Não faz barulho, não tem cor, não vira foto de rede social. Mas está lá — como uma raiz que ninguém vê, sustentando toda a árvore.

Lembro quando ouvi que “vontade a gente não espera, a gente cria.” Na época, achei um pouco duro. Hoje entendo que era sabedoria das antigas. Porque esperar a vontade chegar pode ser o primeiro passo para ela nunca aparecer. A força, às vezes, vem depois do movimento, e não antes.

Já vivi dias em que levantar da cama parecia tarefa para um exército. Nada de grave, mas o corpo pesado, a alma em modo silencioso, e aquele questionamento: “Pra quê tudo isso?” E mesmo assim, eu fui. Escovei os dentes, abri a janela, coloquei café no fogo. Não porque queria — mas porque havia um compromisso comigo mesma: não me deixar para depois.

Essa é a verdadeira força de vontade. Ela aparece quando tudo o que a gente sente nos empurra para trás, mas alguma parte interna ainda insiste em ir para frente. É como remar contra uma correnteza interna — emocional, mental, às vezes até física. Mas remar mesmo assim. Não é heroísmo. Não é superação de novela. É escolha cotidiana. É compromisso com a gente, mesmo quando ninguém está olhando. Porque ninguém vê o esforço de quem decide continuar, mas quem vive isso sabe o tamanho do passo.

Força de vontade também é não cair na cilada da comparação. A gente olha para o outro e pensa: “nossa, fulano é tão disciplinado”. Mas talvez o fulano só tenha aprendido a dar pequenos passos todos os dias, mesmo sem plateia, mesmo sem motivação. Força de vontade não é mágica, é treino. E não é sobre vencer sempre. É sobre tentar mais uma vez. Errar de novo, mas melhor. Recomeçar com cansaço, mas sem desistência. Ter força de vontade é lavar a louça quando tudo em você queria o sofá. É retomar o projeto depois de meses parado. É dizer “vou tentar” mesmo com medo de falhar.

Já percebi que quem tem força de vontade não necessariamente tem tudo sob controle. Mas tem um tipo de fé particular: a de que continuar vale a pena, ainda que o destino seja incerto. É essa força que move a mãe solo que acorda às 5h para trabalhar e cuidar dos filhos. É ela que sustenta o estudante que revisa pela terceira vez o mesmo conteúdo, mesmo sem entender tudo. É a força de vontade que faz alguém seguir em frente após um luto, uma perda, uma decepção.

Ela não vem de fora. Não está nos livros, nos vídeos motivacionais, nem nos conselhos bem-intencionados. Vem de dentro. E às vezes vem fraca. Mas a gente só precisa de um fio. Há dias em que esse fio se rompe. Aí é preciso descanso, pausa, recolhimento. Força de vontade não é obrigatoriedade, nem martírio. Ela também precisa de fôlego. E tudo bem parar um pouco, desde que não seja para sempre.

No fundo, força de vontade é uma conversa constante entre você e você mesmo. Uma troca silenciosa que diz: “não vai ser fácil, mas vai valer.” E, se for para acreditar em algo neste mundo de tantos ruídos e distrações, que seja nisso: na delicada e potente força que mora em querer seguir, mesmo que seja só mais um dia. Mesmo que seja só mais um passo.

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Traços de personalidade de uma pessoa má

quinta-feira, 24 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Num artigo publicado pela BBC News Brasil em 25 abril de 2019, foi explicado sobre caraterísticas de comportamento que podem revelar se uma pessoa é má. Vamos ver isso a seguir. https://www.bbc.com/portuguese/geral-48047457

Num artigo publicado pela BBC News Brasil em 25 abril de 2019, foi explicado sobre caraterísticas de comportamento que podem revelar se uma pessoa é má. Vamos ver isso a seguir. https://www.bbc.com/portuguese/geral-48047457

Existem pessoas más, ruins, perversas. A Psicologia não consegue explicar completamente a origem disso. Não tenho dúvidas de que existe uma soma de fatores psicológicos e espirituais no comportamento humano. No dia a dia não lidamos só com dificuldades psicológicas, mas também com as do campo espiritual.

O apóstolo Paulo deixa isso claro em sua carta aos Efésios capítulo 6, versículo 12: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Jesus Cristo muitas vezes Se referiu à presença de seres espirituais maus enquando Ele vivia entre os seres humanos. Ver por exemplo: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.” João 14:30.

Dentre as centenas de pessoas que Jesus curou, muitas estavam enfermas por causa dessa guerra espiritual, e foram libertas de seres diabólicos. Por exemplo: “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” Lucas 13:16.

Reduzindo problemas comportamentais aos ligados à dimensão psicológica, uma pessoa má tem características como o narcisismo, com fantasias de ter poder ilimitado, desejando sempre a admiração de todos. Tendo psicopatia, não sente empatia pelos outros, não se importando com os sentimentos ou interesses de outras pessoas. A pessoa má apresenta comportamento cínico e usa estratégias para obter benefícios pessoais. É fria emocionalmente, sem humildade, podendo ser corrupta.

Outra característica da pessoa má é o sadismo, ou seja, tendência de se envolver em comportamentos cruéis ou agressivos em busca de prazer ou dominação. Sádica é a pessoa que gosta de causar sofrimento nos outros.

Minna Lyons, pesquisadora da escola de psicologia da Universidade de Liverpool, diz que é importante estudar esses comportamentos entre pessoas em geral, não só nas diagnosticadas com distúrbio de personalidade, para ver como essas características se entrelaçam com outros comportamentos.

A pessoa má com psicopatia pode apresentar comportamentos antissociais, incluindo agressividade e impulsividade, mas nem todos que têm traços psicopáticos são violentos ou criminosos. A psicopatia não é uma doença mental em si, mas um conjunto de características que podem estar presentes em pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Psicopatas podem parecer amigáveis e bem-sucedidos, o que pode dificultar a identificação do transtorno. Eles estão por aí na sociedade, em qualquer posição e função.

Os psicopatas e o fascínio que exercem entre as pessoas foram debatidos no 3º Congresso de Psicologia do Cerrado (2016) no Centro Universitário de Várzea Grande. Para o psicólogo Shouzo Abe, especialista em Psicologia Jurídica, a maioria dos psicopatas não são diagnosticados e com base nos sintomas, pode-se suspeitar que muitos atuam como políticos. Para explicar sua teoria, Abe afirma que “o sinal mais forte do transtorno de personalidade antissocial é não se importar com a morte e/ou sofrimento do outro e não sentir culpa ou remorso das suas ações, e quando um político rouba milhões de áreas como a saúde, por exemplo, ele está tirando a vida de pessoas e em muitos casos, sem sentir nada a respeito disso.”

            O especialista em Psicologia Jurídica disse: “Os maiores psicopatas estão na política.” “Mas é claro que para afirmar que determinado político é psicopata, não é tão simples. É um processo que demanda tempo”, esclarece o psicólogo no artigo do site do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso. (https://crpmt.org.br/noticias/os-piores-psicopatas-estao-na-politica-afirma-especialista-em-psicologia-juridica)

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Todos perguntam...

quinta-feira, 24 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Fazer exercício físico no inverno queima mais calorias? Especialistas respondem

Quando a temperatura cai, como nesta época do ano, é comum que a vontade de se exercitar diminua. Ainda mais no frio típico de Nova Friburgo, que acaba sendo um convite ao sedentarismo e a uma alimentação menos balanceada e saudável. Porém, quem busca o emagrecimento ou a manutenção da boa forma, tem bons motivos para espantar a preguiça.

Fazer exercício físico no inverno queima mais calorias? Especialistas respondem

Quando a temperatura cai, como nesta época do ano, é comum que a vontade de se exercitar diminua. Ainda mais no frio típico de Nova Friburgo, que acaba sendo um convite ao sedentarismo e a uma alimentação menos balanceada e saudável. Porém, quem busca o emagrecimento ou a manutenção da boa forma, tem bons motivos para espantar a preguiça.

Estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, descobriu que o corpo aumenta a taxa metabólica para produzir calor quando exposto a temperaturas mais baixas, com a necessidade de manter a temperatura corporal estável (próximo a 36,5 graus). Dessa forma o organismo precisa trabalhar mais para manter sua temperatura ideal.

“O esforço extra exige mais energia, fazendo com que o gasto de glicogênio muscular e a beta-oxidação de gorduras seja mais intensa. Isso ajuda a explicar por que a prática de exercícios no frio pode contribuir para alguns gastos extras de calorias, não se trata de uma solução isolada para a perda de peso, mas sim de um fator complementar” explica o coordenador da UPX Sports, Zair Cândido.

O exercício físico quando praticado no inverno auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, combate à depressão sazonal e melhora a qualidade do sono. A exposição ao frio faz com que o corpo se adapte gradualmente às condições climáticas.

“Com a mudança de estação, aumentam os casos de problemas relacionados ao sistema respiratório, como dores de garganta, viroses e estados gripais. Manter uma rotina ativa com exercícios físicos é uma estratégia eficaz para reforçar o sistema imunológico”, diz Cândido.

Estudos de Harvard indicam que um dos fatores que contribuem para a depressão sazonal durante o inverno é a redução da exposição ao sol. Essa ausência de luminosidade pode interferir na produção de serotonina e aumentar a melatonina — hormônio responsável pela  regulação  do ritmo circadiano.

“A produção desse hormônio em excesso, pode afetar o humor, provocando falta de energia, isolamento social e mais vontade de ingerir comidas calóricas. Nesses casos, a atividade física ajuda a equilibrar os hormônios e, dependendo do tipo de exercício, ainda permite contato maior com os raios solares”, comenta.

Dentre outros fatores, a prática de exercícios físicos influencia diretamente o sono, favorecendo as fases mais profundas — especialmente o sono REM, essencial para a regeneração do corpo e o reforço da imunidade. O desgaste gerado pela atividade física contribui para um sono de qualidade, com menos interrupções durante a noite e maior tempo total de sono. O resultado é um repouso mais eficaz e restaurador. A recomendação é priorizar atividades indoor, como musculação, spinning ou até caminhadas na esteira, pois, por serem realizadas em ambientes fechados, com temperatura mais controlada, contribuem para resultados mais satisfatórios.

Apesar disso, atividades ao ar livre também apresentam seus benefícios — podendo melhorar o humor e aumentar a produção de vitamina D —, o importante é adaptar o treino quando necessário. Independentemente da atividade escolhida, existem cuidados gerais que devem ser considerados especialmente em dias de frio como se aquecer antes de iniciar a atividade física, adequar o vestuário à intensidade do frio, ao tipo de atividade e à duração do exercício, se alimentar e hidratar bem consumindo nutrientes adequados nas quantidades ideais.

Outras recomendações para manter uma rotina saudável mesmo em temperaturas baixas incluem identificar os horários em que se sente mais disposto e com mais energia para treinar, o pode contribuir para que vire um hábito, e não apenas um “esforço”.

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Treinos no inverno podem trazer benefícios, desde que praticados com regularidade e de forma cuidadosa (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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O brasileiro cansou da política ou só aprendeu a ignorar?

quinta-feira, 24 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Todo mundo já ouviu — ou já falou — aquela famosa expressão: “Ah, política não é pra mim”. O problema é que, enquanto você foge da política, ela continua decidindo o valor do seu aluguel, a qualidade do seu ônibus e o preço do seu arroz. Fingir que ela não existe só faz bem para quem quer se esconder dela.

Todo mundo já ouviu — ou já falou — aquela famosa expressão: “Ah, política não é pra mim”. O problema é que, enquanto você foge da política, ela continua decidindo o valor do seu aluguel, a qualidade do seu ônibus e o preço do seu arroz. Fingir que ela não existe só faz bem para quem quer se esconder dela.

Tem gente que não assiste mais jornal, não vota com convicção, não sabe o nome do vereador da própria cidade. E, sinceramente? Dá pra entender. A política brasileira virou sinônimo de escândalo, decepção e promessas que morrem no palanque. É um ciclo de expectativas frustradas que esgota até o mais otimista dos brasileiros.

Mas será que o brasileiro realmente desistiu? Ou será que ele só cansou de se importar sozinho? Enquanto alguns gritam nas redes, muitos já não acreditam que vale a pena reclamar. A sensação é de que tudo já está decidido por cima. A política virou um jogo de cartas marcadas — e ninguém quer mais jogar.

 

Cada vez menos “Policarpos Quaresmas”

Lá no começo do século 20, Lima Barreto já deu um aviso que seguimos ignorando: a política não costuma tratar bem quem acredita demais nela. A obra “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” conta a história de um homem apaixonado pela pátria, pela cultura nacional, pela ideia de um país mais justo.

Policarpo era um servidor público metódico, honesto, obcecado por fazer do Brasil uma grande nação — e que, por isso mesmo, acabou morrendo nas mãos do próprio sistema em que confiava. Para uma narrativa publicada em 1915, o texto soa estranhamente bem atual.

Quaresma se apaixonou pela política como quem ama com fé cega. Tentou mudar o idioma oficial, defendeu uma agricultura nacionalista, e por fim se alistou na Revolta da Armada, acreditando que poderia ajudar o Brasil de verdade. No entanto, a política que ele tanto venerava o triturou como mais um número — um idealista perdido entre a indiferença do Estado e o cinismo dos poderosos. Morreu traído pelo exato país que queria consertar.

Hoje, ser Policarpo Quaresma virou quase um insulto. A paixão pela política dá lugar à desconfiança, o engajamento vira piada, e o idealismo é confundido com maluquice.

O brasileiro moderno prefere se proteger do que se envolver, rir do que se frustrar, ignorar do que se decepcionar. Ninguém quer morrer pela pátria — e muito menos morrer de decepção por ela. Aos poucos, estamos deixando de ser Quaresmas. E talvez o Brasil e Nova Friburgo nunca tenha precisado tanto de alguns.

 

Sentimento de apatia

Essa apatia coletiva não surgiu do nada. Ela é o resultado de anos de corrupção exposta, de representações que não representam e de instituições que parecem viver num mundo à parte. O cidadão comum olha para a prefeitura ou para a Câmara de Vereadores e não se vê ali. Parece tudo distante, sujo, inatingível — então pra quê se envolver?

O problema é que o silêncio político não é neutro. Ele é terreno fértil para oportunista. Quando a maioria se afasta, quem se aproxima são justamente os que mais se beneficiam da ausência do povo. A política, como a natureza, não tolera vácuos: se você sai, alguém entra. E nem sempre com boas intenções.

A descrença virou moda. E junto com ela, vieram os discursos perigosos: “todos são iguais”, “tem que fechar tudo”, “precisamos de alguém que mande de verdade”. Frases aparentemente simples, mas que escondem um desejo autoritário, travestido de impaciência. Cansamos da política... e começamos a flertar com soluções fáceis.

Enquanto isso, a democracia vai perdendo força, mas de forma silenciosa. Ninguém derruba a politicagem com tanques mais — é no cansaço, na indiferença, no tanto faz. O voto vai ficando vazio, o debate raso, o interesse ausente. E quando a gente percebe, quem fala por todos já não representa ninguém.

É claro que ninguém é obrigado a virar militante. Mas também não dá pra viver como se política fosse algo opcional, como se fosse possível se esconder da cidadania. Ela tá no IPTU, na fila do SUS, no preço do gás, no tarifaço, nas práticas contra a lei. Fugir dela não resolve. É como ignorar o vazamento do teto achando que a água vai cansar primeiro.

 

Somos cansados sobreviventes

Talvez o Brasil não precise de mais heróis. Heróis são para as epopeias, e a vida, no fundo, é feita de prosa, café e de cansaço. A política, com suas fanfarras e seus discursos urgentes, passa do lado de fora da janela como um desfile barulhento – e com bastante irregularidades fiscais. Nós, de dentro, apenas espiamos por uma fresta da cortina.

O nosso patriotismo – e não no sentido partidário, deixe-se claro - virou uma coisa doméstica, silenciosa. Mora no armário, junto com os retratos amarelados e as contas do mês. Cuidamos dele como quem cuida de um bibelô frágil, com medo de que uma lufada de vento o derrube da estante.

A verdade é que a Pátria, essa ideia que fez o pobre do Quaresma sonhar tão alto, para nós, encolheu. Hoje, ela tem o tamanho exato da nossa desesperança de um jogo com cartas marcadas, corrupção e TikTok. E ultimamente ficamos assim, vivendo em pontas de pés ao redor dele. Em silêncio. Para não fazer barulho e acordar a dor.

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