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A tornozeleira de Bolsonaro

quarta-feira, 23 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Tenho evitado falar em política, mas chega um momento que não podemos nos omitir dos graves problemas que enfrentamos, com relação à ditadura da toga. As sanções impostas por Alexandre de Moraes, membro do STF, ao ex-presidente Jair Bolsonaro são inadmissíveis e fruto de um autoritarismo indescritível. Sem ainda ter sido julgado, Bolsonaro já se encontra em prisão domiciliar e com direitos inerentes a um ser humano cassado.

Tenho evitado falar em política, mas chega um momento que não podemos nos omitir dos graves problemas que enfrentamos, com relação à ditadura da toga. As sanções impostas por Alexandre de Moraes, membro do STF, ao ex-presidente Jair Bolsonaro são inadmissíveis e fruto de um autoritarismo indescritível. Sem ainda ter sido julgado, Bolsonaro já se encontra em prisão domiciliar e com direitos inerentes a um ser humano cassado. Proibi-lo de se comunicar com o próprio filho é fruto de uma mente doentia, típica dos indivíduos que chegam ao poder, não por mérito próprio, mas pelo famoso QI (quem indicou). Lembrem-se que a sua indicação para o STF foi pelas mãos de Michel Temer, que precisava de alguém para defendê-lo, no supremo, em caso de necessidade como aliás ocorreu.

Outro problema grave é a colocação de uma tornozeleira eletrônica numa pessoa que nem julgada ainda foi. O ex-presidente foi indiciado, a meu ver num processo fabricado e cujo fim, sua condenação, todos já sabemos. Mas, isso não capacita o Judiciário de colocar o dito aparelho, dessa maneira. Como o brasileiro é muito debochado e criativo, já existem lojas na Rua 25 de Março, em São Paulo, vendendo-as em plástico. Aliás, estava na hora desse deboche virar coisa séria e o povo passar a encarar com seriedade esses mandos e desmandos do Judiciário e tomar uma posição de descontentamento sério.

Por isso, bato palmas para a decisão do presidente americano de cassar o visto de entrada nos Estados Unidos para oito dos 11 membros do STF, inclusive de seus familiares. É até engraçado o fato de um cidadão brasileiro poder ter acesso a esse documento e, se quiser, pisar em solo americano e membros da mais alta corte do país terem tal regalia negada. Somente Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram poupados, talvez por não serem “vacas de presépio” como os demais, que comungam com todos os mandos e desmandos de Alexandre de Moraes.

“A perseguição política do ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão amplo que não só viola direitos básicos dos brasileiros, como também ultrapassa as fronteiras do Brasil para atingir americanos”, declarou o senador americano Marco Rubio, aliado de Donald Trump, ao justificar tal medida tomada.

Não vou discutir a taxa de 50% em cima dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, pois não estou de acordo com tal ato, que pune os brasileiros na sua totalidade. No entanto, talvez seja um puxão de orelhas em Luís Inácio, que sempre deixou bem clara a sua preferência de acordos comerciais com a China, a Rússia e outros países comunistas, em detrimento do comércio americano, velho e fiel parceiro comercial do Brasil. Se poderemos viver sem essa parceria, numa economia para lá de debilitada só o tempo dirá. Ainda mais com a gastança desenfreada do atual governo.

 Mas, há males que vem para o bem de todos. Com essa taxa, a exportação de carne bovina foi comprometida e, finalmente, a promessa de picanha na laje feita durante a campanha eleitoral de Luís Inácio, vai se concretizar. Sim, porque com certeza tal produto vai baratear no comércio interno e o menos favorecido vai poder comprá-la a baixo custo. Com a nova reforma tributária em gestação, a cerveja não deverá aumentar de preço, ao contrário do vinho, o que tornará o churrasco mais agradável.

Eu, se fosse Jair Bolsonaro, já teria pedido asilo americano desde que essa ´perseguição que lhe foi imposta começou. Com certeza ele seria transportado para solo americano e, de lá, teria muito mais condições de afrontar os mandos e desmandos do atual STF. Foi o que fez Charles de Gaulle, durante a segunda guerra mundial, ao se refugiar na Inglaterra e de lá ajudar a resistência francesa contra as forças nazistas. Bancar o mártir, em terras tupiniquins, em nada vai ajudar, pois suas ações serão completamente tolhidas.

Aliás, é curioso que Luís Inácio, preso e condenado, em três instâncias, por causa dos desvios de dinheiro, na operação Lava-Jato, teve todas as regalias que são negadas a um prisioneiro comum. Visitas íntimas, acesso ilimitado à internet e às redes sociais, poder receber as visitas quem quisesse, conversar com os filhos e outras quejandas mais. Até que numa ação surpreendente, Edson Fachin libertou-o da prisão e o tornou presidente da republiqueta chamada Brasil. Mas, essa já é outra história.

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Fim da linha

quarta-feira, 23 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Derrota fora de casa elimina Frizão Sub-20 da Série B1

        Um resultado para encerrar as chances de classificação para as semifinais da Série B1 do Campeonato Carioca Sub-20. O Tricolor da Serra enfrentou o Bonsucesso na última quarta-feira, 16, no Leônidas da Silva, e acabou derrotado pelo placar de 1 a 0. De fato, apenas a vitória interessava para manter as possibilidades de avançar para a próxima fase da competição.

Derrota fora de casa elimina Frizão Sub-20 da Série B1

        Um resultado para encerrar as chances de classificação para as semifinais da Série B1 do Campeonato Carioca Sub-20. O Tricolor da Serra enfrentou o Bonsucesso na última quarta-feira, 16, no Leônidas da Silva, e acabou derrotado pelo placar de 1 a 0. De fato, apenas a vitória interessava para manter as possibilidades de avançar para a próxima fase da competição.

Com o resultado no Rio de Janeiro, o Tricolor da Serra permaneceu com sete pontos, ocupando a oitava posição. Restando apenas mais uma partida para o fim da primeira fase, equipe está a cinco pontos do quarto colocado, o Paduano, primeiro time na zona de qualificação para as semifinais. Encerrando a participação na competição, o Tricolor da Serra vai receber o Artsul nesta quarta-feira, 23, às 14h45, no Eduardo Guinle. A entrada é gratuita.

        A edição deste ano é disputada por dez clubes, em sistema de pontos corridos. Participam, além do Frizão, as equipes do Carapebus, Artsul, Bonsucesso, Campo Grande, Nova Cidade, Niteroiense, Paduano, São Cristóvão e Serrano. Na disputa da Taça Corcovado, equivalente à fase de classificação, todos se enfrentam em turno único. O primeiro colocado leva o título simbólico, e os quatro melhores avançam para as semifinais.

        A caminhada teve início com a derrota para o Campo Grande, fora de casa, e continuou com a vitória sobre o Paduano, no Eduardo Guinle, o tropeço diante do Serrano, no Atílio Marotti, e a recuperação com novo triunfo, desta vez sobre o Carapebus. Logo após o Tricolor empatou com o Nova Cidade, no Joaquim Flores, antes da sequência de derrotas para o São Cristóvão, Niteroiense e Bonsucesso. 

        O Friburguense, escalado pelo técnico Gedeil, foi a campo, na última quarta, com Helder, Danilo, Guilherme, Yuri e Bryan; Isaque, Ryan, Renan e Cadu; Juninho e Bernardo.

Tabela do Frizão Sub-20

Campo Grande 1 x 0 Friburguense, Ítalo del Cima

Friburguense 3 x 1 Paduano, Eduardo Guinle

Serrano 3 x 1 Friburguense, Atílio Marotti

Friburguense 3 x 1 Carapebus, Eduardo Guinle

Nova Cidade 1 x 1 Friburguense, Joaquim Flores

Friburguense 0 x 1 São Cristóvão, Eduardo Guinle

Niteroiense 2 x 0 Friburguense, Concha Acústica de Niterói

Bonsucesso 1 x 0 Friburguense, Leônidas da Silva

23/jul - Qua - 14h45 - Friburguense x Artsul, Eduardo Guinle

 

  • Foto da galeria

    Frizão Sub-20 encerra hoje sua participação na Série B1, em casa: alguns atletas irão compor plantel principal (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Uma das torcidas organizadas do Friburguense, a Rasta Tricolor promoveu, no último fim de semana, um jogo festivo para reunir alguns dos maiores ídolos da história tricolor. Nomes como Eduardo, Cadão, Ziquinha e outros marcaram presença, no evento realizado no antigo campo do Serrano, em Olaria. “Hoje realizamos o sonho da nossa torcida. Pudemos assistir craques que fizeram história no nosso clube. A nossa missão como torcida é manter a história do Frizão viva e contar para próxima geração. Só temos a agradecer a todos que nos ajudaram e fizeram parte desse dia histórico, e que seja o primeiro de muitos jogos. Agradecemos a parceria e ajuda que tivemos por parte do Friburguense, ao presidente Elberth, ao vice Márcio e ao jurídico Dr. Marlon, além do master do Friburguense social, que nos ajudou com os uniformes e bola para o jogo”, resumem os diretores da torcida, em postagem nas redes sociais. (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A amizade e o elo que sustenta

quarta-feira, 23 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Ah, a amizade! Aquela que se faz presente de tantas variadas formas, que enaltece, apoia, afaga, concorda, discorda, discute, mas respeita e cuida.

Sabe a hora de falar e silenciar. Faz a música do rádio tocar, transbordando melodia.

Os amigos são dotados de inúmeras características, tempos distintos, idades variadas, propósitos diferentes, mas estão ali. Perto ou longe, estão ali. Sempre como se fosse ontem.

Ah, a amizade! Aquela que se faz presente de tantas variadas formas, que enaltece, apoia, afaga, concorda, discorda, discute, mas respeita e cuida.

Sabe a hora de falar e silenciar. Faz a música do rádio tocar, transbordando melodia.

Os amigos são dotados de inúmeras características, tempos distintos, idades variadas, propósitos diferentes, mas estão ali. Perto ou longe, estão ali. Sempre como se fosse ontem.

Uma amizade consolidada pode ficar sem contato durante anos, que quando reaparece, a intimidade retorna, as gargalhadas ressurgem, os olhares se entrelaçam, o ombro chega, o silêncio comunica.

É como um livro que se abre exatamente na página em que foi fechado. A história segue viva, mesmo que o tempo tenha passado.

No último domingo, 20, foi comemorado o Dia do Amigo. Uma data que algumas pessoas aproveitam para homenagear. Mas será que esse reconhecimento precisa ser apenas em um dia? Será que precisamos enaltecer os amigos que amamos apenas em datas especiais?

Dizer o que sentimos para o outro, não precisa esperar data comemorativa. Pode acontecer, naturalmente, dia após dia. Sem momento marcado.

Sabemos que, ao longo da vida, as prioridades vão sendo outras, as responsabilidades mudam, as mudanças surgem constantemente.

Aqueles amigos que antes víamos com frequência, já não vemos tanto assim, mas isso não quer dizer que a sintonia do rádio não esteja na mesma vibração.

Amigo entende ausência sem cobrança, sente saudade com nostalgia e celebra a presença como um presente raro.

Tem amizade que mora dentro da gente. Que vira casa, coração aquecido, pouso, cheiro bom de café fresco e bolo saindo do forno.

Que ensina, que provoca, que mostra o mundo com outro olhar, com outro tempo. É chão, é asa. Firma e liberta.

Tem amigo que é pausa no caos, sopro leve no peito. Que traz presença, mesmo na ausência. Não precisa dizer muito, basta estar. Um silêncio conforta. Nos recorda de quem somos, mesmo quando nos esquecemos por um instante.

Não importa o tempo que ficamos sem ver e sair. A relação continua pulsando vida e cor.

Quando estamos com um amigo, a música toca de forma diferente, o som fica profundo, mais verdadeiro, trazendo inúmeros benefícios. Nos enche de alegria.

A sensação de plenitude se fortalece. A alma se reconhece. Porque a amizade verdadeira não passa, permanece. Floresce.

 

Até a próxima quarta!

…….

Contato:

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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A VOZ DA SERRA é o amigo nosso de cada dia

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

            O Caderno Z, atento a tudo o que diz respeito às emoções, nos convidou a festejar o Dia do Amigo, 20 de julho, com os versos de Canção da América, pois, “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração...”. A data foi instituída na Argentina pelo professor de Psicologia, Enrique  Ernesto, que se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969. Para ele, a alunissagem, mais do que “uma vitória científica, era uma oportunidade de se criar laços entres as nações. No Brasil, a data se oficializou em meados da década de 90.

            O Caderno Z, atento a tudo o que diz respeito às emoções, nos convidou a festejar o Dia do Amigo, 20 de julho, com os versos de Canção da América, pois, “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração...”. A data foi instituída na Argentina pelo professor de Psicologia, Enrique  Ernesto, que se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969. Para ele, a alunissagem, mais do que “uma vitória científica, era uma oportunidade de se criar laços entres as nações. No Brasil, a data se oficializou em meados da década de 90. A história de Amanda e Violeta é uma, entre tantas semelhantes que promovem o respeito, o carinho e a confiança.

            Eu costumo dizer que a amizade é o amor que nunca morre, pois está sempre isenta de cobranças, de picuinhas e de não-me-toques. A psicóloga Cláudia Saraiva pergunta: “Você já parou para pensar como se sente depois de uma boa conversa com um amigo?”. A resposta é sempre unânime, pois, é se é uma pessoa amiga, a sensação que se tem é a de grande bem-estar. A doutora acrescenta que essa sensação pode ser ”um dos mais eficazes remédios para a alma”. É certo, diz a médica: “Em casos de sofrimento psicológico, é essencial procurar ajuda. A amizade ajuda, mas não substitui a terapia”.

Hoje, a facilidade de se “fazer amigos” está bem mais fácil com o uso das redes sociais. É comum, de uma hora para outra, aumentarmos nossa relação de amizades, porque, não importa onde a pessoa more, a internet faz a ponte de forma até instantânea. Entretanto, há aquelas que surgem na infância e nos acompanham por toda a vida. Há aquelas que estão até em outros países, mas como diz a canção: “O que importa é ouvir a voz que vem do coração”... pois... qualquer dia,  amigo,  eu volto... a  te encontrar...”.

            Há, ainda, aquela amizade que criamos dentro de nós, sem que a tenhamos visto de forma presencial. Aquela pessoa que nos cativa por seu carisma e semblante calmo, como é o caso da minha amizade com Carminha Basílio, leitora assídua de A VOZ DA SERRA. Não a conheço pessoalmente. Nunca trocamos, sequer, um “oi” pelas ruas da cidade. Contudo, eu a vejo uma vez por ano na coluna “Sociais” por conta de seu aniversário em 16 de julho. Conheço seu filho, o Felipe, por nossas andanças pelo jornalismo. Conheço a sua nora, Karine. Mas, de fato, Carminha não me conhece. Mesmo assim, sou sua fã e desejo que o seu caminho seja sempre feliz, repleto de amizades. Outro aniversariante, Ricardo Rocha, festejando idade nova em 19 de julho. Felicidades,  muita disposição para ensinar dança e fazer do nosso povo -  o povo mais dançarino do mundo.

            Em “Há 50 Anos”, a manchete parecia um sonho: “Vereadores poderão receber  Cr$ 2.500 de subsídios”, o que seria o valor do salário mensal. Eu, então, penso:  em 1975, o salário-mínimo era de Cr$ 532,80, eles passariam a ganhar em torno de cinco salários. De lá pra cá, em 2025, a cota subiu bem e os rendimentos já passam de nove salários-mínimos, se é que estou fazendo a conta corretamente. Nunca fui boa em matemática! Se meu raciocínio estiver errado, me ajudem a melhorar nas contas. Alô, Rapiso, me ajuda!

            Falando em legislações, foi apresentado na Alerj, o projeto de lei de autoria da deputada estadual, Lilian Behring (PCdoB), visando autorizar, “por força de lei”, o ingresso e a permanência de cães de terapia e de assistência em locais públicos e privados, facilitando o acesso a diversos ambientes e melhorando a qualidade de vida de pessoas com deficiência ou em processo de reabilitação. Que beleza! Parabéns!

            Uma outra notícia que merece vivas e louvores: “Planetário de Nova Friburgo passará a se chamar Reinaldo Ivanicska”. O projeto, de autoria do vereador Cláudio Damião (PT) foi aprovado por unanimidade, na Câmara Municipal, na última quinta-feira, 17, fazendo jus ao homenageado. O professor Reinaldo tanto se dedicou não somente ao magistério, pois deixou um legado astronômico na edificação do nosso Planetário. De tanto pesquisar as estrelas, agora o professor é uma delas; a mais brilhante, aquela que brilha em nossos corações. Muito céu, Ivanicska! O infinito é todo seu!

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Comunicar a esperança e o cuidado com a casa comum – parte 2

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Evangelho da Criação (encíclica Laudato Si - capítulo 2)

Nele, o universo fala do mistério da grandeza de Deus, questionando o ser humano e convidando-o, na contemplação, a reconhecê-lo (cf. Sb 13,1-9; Rm 1,19-20). Cada criatura traz uma mensagem e vive em ligação com os demais seres. A sabedoria da revelação bíblica confirma a revelação natural e a aprofunda com a apresentação do plano de Deus.

O Evangelho da Criação (encíclica Laudato Si - capítulo 2)

Nele, o universo fala do mistério da grandeza de Deus, questionando o ser humano e convidando-o, na contemplação, a reconhecê-lo (cf. Sb 13,1-9; Rm 1,19-20). Cada criatura traz uma mensagem e vive em ligação com os demais seres. A sabedoria da revelação bíblica confirma a revelação natural e a aprofunda com a apresentação do plano de Deus.

A fé nos oferece, assim, uma visão muito mais ampla e rica sobre a natureza, o universo, o homem e o verdadeiro sentido de sua harmonia e felicidade. Jesus é o nosso modelo de relação ecológica de cuidado, amor, respeito, libertação, equilíbrio... Estamos experimentando a "crise do antropocentrismo moderno" radical. O homem tornou-se dominador de tudo, explorador, violento, destruidor... Precisa aprender a cuidar.

Nada neste mundo nos é indiferente: tudo está em relação, "tudo     está estreitamente interligado" (LS 16), afirma o Papa que deu a vida pela proximidade de comunhão e amor a todos. Por isso, devemos promover uma consciência ecológica integral, econômica, social, cultural e humana (LS capítulo 4). Não basta simplesmente o esforço de cuidar da natureza, a ecologia ambiental.

O "relativismo prático" exerce uma forte influência, gerando a mentalidade de não se importar com as consequências sociais do próprio comportamento. O resultado disto é o desequilíbrio ambiental e social: a crise climática global e poluição do ar, o inadequado tratamento do lixo com a contaminação, a cultura do descarte, fruto do consumismo, perda da biodiversidade, a escassez de água potável e poluição de mares e rios, ameaças aos mananciais, a guerra hídrica, desgaste da qualidade de vida humana e indignidade social, falta de equidade, num desequilíbrio econômico (LS  capítulo 1).

Também a tecnologia, com suas inovações e conquistas científicas, que revela a inteligência, a criatividade e capacidade do ser humano, quando é desordenada gera a morte e a manipulação da vida, bitolando a sociedade numa visão de "globalização" que provoca a corrida pela produção, lucro, consumo, causando a injustiça, violência, a exclusão e a desigualdade social (LS capítulo 3). Esta é a raiz humana da crise ecológica. É necessário resgatar o sentido da dignidade do trabalho que não é só produção. Uma visão ampla de ecologia deve valorizar fundamentalmente o ser humano.

Devemos nos deixar guiar pelo princípio do bem comum, para cuidar do todo, considerando a dignidade e a vida do ser humano no centro da "ecologia integral". Todos temos uma séria responsabilidade para com as gerações futuras. Podemos relembrar o que brilhantemente nos diz a Constituição Pastoral Gaudium Et Spes do Concílio Vaticano II: "As alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo" (GS 1).

Para que haja esta solidariedade universal, esta comunhão no sentido de defesa da vida e da casa comum, é necessária uma "conversão ecológica" (capítulo 6) em vista de nossa harmonia, bem estar, paz social, alegria, segurança, qualidade de vida... É urgente investir numa educação e espiritualidade para a aliança entre a humanidade e o meio ambiente.

O saudoso Papa Francisco apresentou algumas linhas orientadoras da ação (LS capítulo 5): investir em mais diálogo sobre o meio ambiente na política internacional; também quanto a novas políticas nacionais e locais, com debates sinceros e honestos, amplos, em todos os níveis da vida social, econômica e política, para a plenitude humana, que estruturem processos de decisão transparentes, sem colocar em primeiro lugar a visão dos interesses; a política não deve estar submissa à economia; as religiões tem uma contribuição a dar em diálogo com as ciências.

É necessário promover e apoiar ações efetivas que visem à mudança do modelo econômico que ameaça a vida em nossa casa comum; desenvolver as pastorais e movimentos socioambientais, numa atuação socioeducativa.

Uma boa inspiração e base para a contribuição da nossa Igreja (Celam, CNBB, Ceama, Repam) para a COP 30, Conferência Internacional das Nações Unidas, com representantes de quase 200 países que discutirão metas e estratégias para o enfrentamento das mudanças climáticas, em novembro deste ano, em Belém-PA, pela primeira vez na região amazônica.

São Francisco de Assis nos deixou um maravilhoso exemplo de contemplação, humildade, respeito, de fraternidade, de amor aos pobres, ao mais frágil, de solidariedade, paz, alegria, sobriedade e harmonia, na comunhão com todos os homens e todas as criaturas. Ele repercutiu o modelo de Cristo que deve ser seguido por toda a Igreja  no Louvor constante e cotidiano da vida misericordiosa "...para que venha o vosso Reino de justiça, paz ,amor e beleza. Louvado sejas! Amém." (Oração Final).

  •  Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça, chanceler da Diocese de Nova Friburg
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A poesia é um passarinho que pousa na minha janela

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Confesso que gostaria de ser poeta, ser capaz de pinçar palavras na Língua Portuguesa e colocá-las nos versos com delicadeza e simplicidade. Sempre que leio uma poesia fico pensando nas ideias contidas nas palavras porque a poesia gosta de conversar baixinho, fazendo quase um cochicho; ela não fala alto, nem faz discursos. Apenas quer se chegar para deixar um registro no leitor que percebe o valor de um poema. Em cada verso existe uma afetividade profunda, provavelmente porque o poeta não consegue expressá-la de outra forma que não seja através da escrita de um poema.

Confesso que gostaria de ser poeta, ser capaz de pinçar palavras na Língua Portuguesa e colocá-las nos versos com delicadeza e simplicidade. Sempre que leio uma poesia fico pensando nas ideias contidas nas palavras porque a poesia gosta de conversar baixinho, fazendo quase um cochicho; ela não fala alto, nem faz discursos. Apenas quer se chegar para deixar um registro no leitor que percebe o valor de um poema. Em cada verso existe uma afetividade profunda, provavelmente porque o poeta não consegue expressá-la de outra forma que não seja através da escrita de um poema.

Um poema chegou a mim não por acaso, veio de uma antiga amiga, Lila Maia, que publicou “Um rio a cada dia”, em cuja capa tem um coração vermelho vibrante e dele sai um sol. Ela me disse que é o de Frida Kahlo, pintora mexicana que trouxe ao mundo uma obra surreal, realista e feminista. Entretanto a vida dela é tão impactante quanto sua obra, posto que é uma mulher vencedora de desafios, uma sobrevivente que encontrou na arte a sua catarse, uma expressão inteligente e criativa.

O que me tocou no livro foi a beleza das poesias, tecidas com maestria e sentimento profundo. Mas especialmente, uma, “Os sapatos de minha mãe”, que pousou na janela da minha alma. É um poema que fala do amor de uma filha por sua mãe. Um amor que é fortalecedor.

Mas como alguém pode pensar que os sapatos revelam uma história de vida, a saudade, a feminilidade?

A relação mãe e filhos funda uma pessoa. É o amor que circunda a experiência de relacionamento ao longo da vida. É o cheiro. São os modos de olhar. O riso. O colo. O beijo. Os jeitos de amar cruzam os destinos de ambas. Não quero pesquisar a respeito do amor filial e maternal. Quero falar do meu sentir através deste texto em prosa porque é o estilo que sei escrever. Basta a sensação da presença que um filho possa transmitir à mãe ou ao contrário. Bastam os objetos deixados sobre as estantes ou mesmo dentro das gavetas do armário que trazem a sensação de estar ao lado, embalando, fortalecendo, mostrando de várias maneiras que vale a pena seguir em frente.

Sei que a ausência da presença possa ser mais comum do que gostaria que fosse. Talvez as dores que pairam sobre o mundo possam decorrer desse espaço vazio, escuro e triste. Cheio de vendavais.

Certa vez, escutei de minha prima, Ana Maria Campitelli, psiquiatra e psicanalista, e que, infelizmente, não está mais entre nós, a história de um amigo que se tornou médico depois de ter perdido sua mãe aos cinco anos de idade e ter sido abandonado pela família e quase deixado à própria sorte. A relação entre ele e a mãe o abasteceu de tal forma que superou os obstáculos do destino, tornou-se um médico respeitado, construiu família e amigos; teve uma vida plena. É belo ver pessoas que foram esculpidas por uma história de amor, mesmo que breve.

Mas, enfim, deixo o poema “Os sapatos da mãe”:

“O que amei naquela mulher de 1,55

Não foi a forma decidida de dizer não,

ou quando mantilha o limite

entre o pacote de biscoitos recheados de morango

e o prato de sopa que deveria ser tomado

sem direito a choro.

O que amei foram seus sapatos.

Tinha o par vermelho com saltos prateados,

meu preferido,

me fazia imaginar que um dia seria meu.

Nem sei quantos sapatos sem embrulho de presente lhe dei.

 

Anos mais tarde quando fui ao seu enterro

Abri o armário e fui tirando todos os sapatos de número 33.

Nenhuma daquelas caixas vazias pode me consolar:

 

calço 37.”

 

P.S.: O título foi um presente que Lila me deu numa conversa sobre seu livro. 

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Festa em azul e branco

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Estrela do Mar bate o Unidos do Alto e é bi da Supercopa SAF

Estrela do Mar bate o Unidos do Alto e é bi da Supercopa SAF

O brilho na grande final da Supercopa SAF de 2025 foi em azul e branco. Após retornar à disputa da competição, o Estrela do Mar conquistou o bicampeonato do principal evento de futebol amador de Nova Friburgo. E foi uma vitória incontestável, numa final contra um adversário difícil e não menos tradicional. Os 3 a 0 diante do Unidos do Alto no último domingo, 20, no estádio Márcio Branco, no Stucky, coroam uma campanha que ficará para sempre na história da Supercopa, eternizada também na galera de troféus da equipe de São Pedro da Serra.

Como de praxe, o dia da decisão foi marcado por diversas atividades e uma mega estrutura para receber torcedores, jogadores e proporcionar um grande espetáculo. Algo que se comprova já na arbitragem, conduzida por Marcelo de Lima Henrique (CBF-Ceará), sendo auxiliado por Danilo Oliveira e Lucas Castro (ambos CBF-RJ). Outro destaque foram os amistosos infantis, com a presença das escolinhas de futebol. Nova Friburgo, Grêmio de Conselheiro, Friburguense e Guerreirinhos/Fluminense participaram da atividade. Os jogos contaram com dois tempos de 20 minutos (Sub-11) e 25 minutos (Sub-13).

 

A grande final

Com a bola rolando, o primeiro tempo foi marcado por jogadas em profundidade, lançamentos na área e de bolas paradas. O primeiro gol do Estrela do Mar foi marcado aos 9 minutos, em cobrança de falta de Breno Leal, um dos destaques da equipe do sétimo distrito. Na etapa complementar o Unidos do Alto buscava empatar a partida, principalmente em jogadas de bola parada e lances individuais.

Enquanto o Estrela do Mar valorizava a posse de bola e esperava o momento certo para resolver o confronto. Aos 36 minutos, a taça ficou ainda mais perto quando Mateus Conceição ampliou a vantagem. A festa ficou completa quando, aos 45 minutos, Roberto Jeferson deu números finais ao duelo.

Na primeira fase da Supercopa SAF, o Estrela do Mar conquistou duas vitórias, um empate e uma derrota. Marcou nove gols, sofreu quatro e terminou com saldo de cinco positivos. Os números garantiram 58,3% de aproveitamento. Na semifinal, superou o Amparo por 3 a 0, garantindo o título com este mesmo placar no confronto com o Unidos do Alto.

Na edição deste ano, o Grupo A contou com as participações de Santa Cruz, São Pedro, Amparo e Estrela do Mar. Já o Grupo B terá as equipes do Janela das Andorinhas (JDA), Unidos do Alto, São Lourenço e Friburgo Sporting.

 

Supercopa SAF 2025

 

1ª Rodada

Domingo (15 de junho)

Local: Estádio Manoel Cabral Sobrinho- São Lourenço

Unidos do Alto 3 x 1 Santa Cruz

Amparo 3 x 3 JDA                    

Friburgo Sporting 1 x 1 São Pedro   

Estrela do Mar 0 x 1 São Lourenço

 

2ª Rodada

Domingo (22 de junho)

Local: Estádio Guilherme Gripp - Amparo

Friburgo Sporting 3 x 3 Estrela do Mar

São Pedro 0 x 1 JDA

Santa Cruz 2 x 2 São Lourenço

Amparo 0 x 3 Unidos do Alto

 

3ª Rodada

Domingo (29 de junho)

Local: Estádio João Mendes da Silva - São Pedro

São Lourenço 1 x 1 Amparo

Santa Cruz 0 x 2 Friburgo Sporting

Estrela do Mar 2 x 0 JDA

São Pedro 0 x 1 Unidos do Alto

 

4ª Rodada

Domingo (6 de julho)

Local: Estádio Jove Aguinaldo Blaudt - Estrela do Mar

São Lourenço 0 x 1 São Pedro

JDA 3 x 1 Santa Cruz

Amparo 2 x 0 Friburgo Sporting

Estrela do Mar 4 x 0 Unidos do Alto

 

Semifinais

Domingo (13 de julho)

Local: Estádio Eduardo Guinle

Unidos do Alto 1 x 1 JDA

Estrela do Mar 3 x 0 Amparo

 

Final

Domingo (20 de julho)

Local: Estádio Márcio Branco

Unidos do Alto 0 x 3 Estrela do Mar

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    Festa em azul e branco: Estrela do Mar ergue a Supercopa pela segunda vez em sua história (crédito: Rafael Seabra)

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    Confronto com o Unidos do Alto foi equilibrado, prevalecendo a eficiência do Estrela (crédito: Rafael Seabra)

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    Gols na reta final do segundo tempo garantiram a festa do time do sétimo distrito (crédito: Rafael Seabra)

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    Estrela do Mar entra para a galeria dos bicampeões da competição municipal (crédito: Rafael Seabra)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A importância dos pássaros para o equilíbrio do ecossistema e manutenção do clima

terça-feira, 22 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde? 

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Coloridos, cantantes e muitas vezes discretos, os pássaros são muito mais do que símbolos da beleza natural. Eles exercem papéis essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas e têm influência direta na estabilidade climática do planeta. Em tempos de crise ambiental e aquecimento global, a presença e a proteção dessas espécies são mais importantes do que nunca.

 

Mais do que canto: a função ecológica das aves

Opa! Tudo verde? 

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Coloridos, cantantes e muitas vezes discretos, os pássaros são muito mais do que símbolos da beleza natural. Eles exercem papéis essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas e têm influência direta na estabilidade climática do planeta. Em tempos de crise ambiental e aquecimento global, a presença e a proteção dessas espécies são mais importantes do que nunca.

 

Mais do que canto: a função ecológica das aves

Pouca gente sabe, mas os pássaros são verdadeiros engenheiros ecológicos. Suas atividades colaboram de forma natural com a saúde ambiental. Espécies frugívoras, como o tucano-toco (Ramphastos toco), o jacu (Penelope obscura), o mutum-de-penacho (Crax fasciolata) e o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), são responsáveis por dispersar sementes por grandes distâncias. Ao se alimentarem de frutos e excretarem as sementes em locais distantes, essas aves colaboram diretamente para o crescimento de novas árvores, a recomposição de áreas desmatadas e o fortalecimento da biodiversidade nas florestas.

Outras espécies, como os beija-flores, incluindo o beija-flor-de-papo-branco (Leucochloris albicollis) e o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura), têm papel essencial na polinização de flores. Ao se alimentarem do néctar, transferem pólen de uma planta para outra, contribuindo para a reprodução de inúmeras espécies vegetais — muitas das quais dependem exclusivamente dessa interação para sobreviver.

Além disso, aves insetívoras, como as andorinhas e corujas, ajudam a controlar pragas agrícolas e urbanas, reduzindo a necessidade do uso de agrotóxicos e pesticidas, que também impactam negativamente o solo, a água e outras espécies.

A ação das aves também beneficia diretamente o solo: seus excrementos são fontes ricas de nutrientes e ajudam a fertilizar áreas degradadas. E quanto mais árvores crescem, mais carbono é capturado da atmosfera, o que contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

 

Pássaros e clima: uma relação direta

Estudos científicos já mostraram que florestas regeneradas com a ajuda da fauna nativa, especialmente aves, podem sequestrar até 30% mais carbono do que áreas em regeneração sem a presença de animais. Esse dado, conforme estudo publicado na Nature e em pesquisas da BirdLife International, reforça o papel das aves no combate às mudanças climáticas — ainda que de forma indireta, sua contribuição é vital.

No entanto, essa cadeia natural está em risco. De acordo com a BirdLife International, mais de 1.400 espécies de aves estão ameaçadas de extinção em todo o mundo. No Brasil, segundo dados recentes do ICMBio, pelo menos 160 espécies estão nessa situação.

 

Ameaças constantes

Entre os principais fatores que ameaçam a sobrevivência das aves estão o desmatamento, a fragmentação de habitats, o uso descontrolado de agrotóxicos, as mudanças climáticas, o avanço urbano sobre áreas naturais e o tráfico de animais silvestres — um dos crimes ambientais mais lucrativos do mundo.

Alguns exemplos emblemáticos são a ararinha-azul, que chegou a desaparecer da natureza, e o mutum-de-alagoas, considerado extinto por décadas e recentemente reintroduzido em seu habitat natural graças a esforços de conservação.

 

O que o cidadão pode fazer

A proteção das aves não é responsabilidade exclusiva de governos ou organizações ambientais. Pequenas ações cotidianas fazem diferença. Entre elas:

 

* Plantar árvores nativas em quintais, parques e áreas públicas, oferecendo abrigo e alimento para aves locais;

* Evitar o uso de agrotóxicos e produtos químicos em jardins e plantações;

* Não comprar ou manter aves silvestres em cativeiro;

* Apoiar e divulgar o trabalho de ONGs ambientais que atuam na preservação de espécies ameaçadas;

* Participar de projetos de observação de aves e ciência cidadã, que ajudam a mapear espécies e monitorar a biodiversidade.

 

Canais de denúncia e fiscalização

Crimes ambientais, como o tráfico de aves, a destruição de ninhos ou a derrubada ilegal de árvores, podem e devem ser denunciados. Para isso, o cidadão pode acionar os seguintes órgãos:

 

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente)

Linha Verde: 0800 61 8080

Site: www.ibama.gov.br

 

ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

Site: www.icmbio.gov.br

 

A defesa das aves é a defesa do nosso próprio futuro. Elas são termômetros da saúde ambiental e agentes ativos no equilíbrio da vida na Terra. Proteger os pássaros é proteger florestas, rios, solos, o ar que respiramos e o clima que precisamos manter estável. E a boa notícia é que todos podemos fazer parte disso.

Como dizia o ambientalista Aldo Leopold: "A conservação é um estado de harmonia entre o homem e a terra." Que saibamos escutar não só o canto dos pássaros, mas também o alerta que eles nos enviam.

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Título em casa

sábado, 19 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Márcio Pires é campeão da Copa Rio Master de Futmesa 12 toques

Jogando literalmente em casa, o atleta Márcio Pires, do Friburguense, brilhou. O botonista foi o grande campeão da Copa Rio – equivalente à 4ª etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, Regra 12 toques, categoria master (48+). A competição foi disputada no último sábado, 12, durante a etapa realizada em Nova Friburgo.

Friburguense Márcio Pires é campeão da Copa Rio Master de Futmesa 12 toques

Jogando literalmente em casa, o atleta Márcio Pires, do Friburguense, brilhou. O botonista foi o grande campeão da Copa Rio – equivalente à 4ª etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, Regra 12 toques, categoria master (48+). A competição foi disputada no último sábado, 12, durante a etapa realizada em Nova Friburgo.

Inicialmente prevista para ocorrer no ginásio do Friburguense Atlético Clube, a competição acabou sendo transferida para a sede da Associação Friburguense de Futebol de Mesa (AFFM), mas manteve o alto nível técnico e o espírito esportivo entre os participantes. Com um desempenho quase perfeito, Márcio venceu 10 dos 11 jogos disputados no sistema de pontos corridos – em que todos os 12 atletas se enfrentaram ao longo de 11 rodadas.

Evandro Gomes, do Vasco da Gama, terminou como vice-campeão, seguido por Christofer, também do Friburguense, na terceira colocação. Moacir Henze, do Vasco, completou o pódio com a quarta posição.

A etapa fez parte do calendário oficial da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro e contou com a participação de botonistas experientes representando tradicionais clubes do estado.

Dadinho

No domingo, 13, pelo menos 64 botonistas de 16 agremiações se reuniram na sede do Botafogo Futebol de Mesa, na Lapa, na capital, para realização da 5ª etapa do Campeonato Estadual de Dadinho Retrô, organizado pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj). Divididos em dez grupos com sete ou oito participantes cada, a primeira fase foi bastante disputada, com Carlos “Monstro” (Friburguense), Paulo Quartarone (Fluminense), Nunes (Vasco da Gama) e Sabóia (AAL Futmesa) alcançando as melhores campanhas dentre os 32 botonistas e conseguindo  avançar para as fases eliminatórias.

Iniciada a fase eliminatória, os favoritos, com a vantagem do empate, não deram espaço para zebras. Todos os 16 melhores classificados fizeram valer seu favoritismo e se classificaram em seus confrontos. Ressaltem-se as goleadas de 9 a 5 de Quartarone sobre Serginho (Flamengo), e de 6 a 3 de Carlos Belga (Flamengo) sobre Tomás (Vasco da Gama).

Grande destaque da primeira fase, na qual ele e Quartarone venceram todos os seus jogos, Monstro, do Tricolor da Serra, deixou a competição ao ser derrotado por Belga pelo placar de 5 a 1. Na grande final. Quartarone, vencedor de duas das três etapas disputadas por ele este ano no Dadinho Retrô, marcou seis gols e terminou o campeonato como campeão, com mais uma bela goleada – 6 a 1 - faturando o título invicto, com 100% de aproveitamento.

 

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Dia pra história

Final da Supercopa SAF conta, além do jogo, com programação especial

Melhores equipes da fase de grupos, Unidos do Alto e Estrela do Mar vão disputar a grande final da Supercopa SAF de 2025 neste domingo, 20, às 13h45, no estádio Márcio Branco, no Stucky. Com um título cada, os dois times brigam pelo bicampeonato da competição, em um dia que, além da partida, contará com diversas atrações, conforme divulgou a Comissão Organizadora da competição.

A programação completa prevê amistosos infantis das categorias Sub-11 e Sub-13, entre às 9h e 13h, recreação gratuita para crianças, em parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, e show com Brendha Moraes, logo após a bola parar de rolar e a taça ser entregue ao vencedor. A entrada é totalmente gratuita.

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    Márcio Pires foi o grande destaque na categoria master, conquistando o título em Nova Friburgo (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Competição no município reuniu botonistas de diversos clubes do Estado do Rio (Foto: Divulgação / Fefumerj)

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    Estádio Márcio Branco, mais uma vez, será o palco da final da Copa SAF com diversas atrações durante o dia (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Vereadores poderão receber 2.500 cruzeiros de salários

sábado, 19 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 19 e 20 de julho de 1975

Manchetes

Edição de 19 e 20 de julho de 1975

Manchetes

Vereadores poderão receber CR$ 2.500 de subsídios - Os atuais vereadores da Câmara Municipal de Nova Friburgo poderão, ainda este mês, ser beneficiados com a regulamentação de um projeto que restaura a remuneração. A possibilidade é baseada em uma recente lei sancionada pelo presidente da República General Ernesto Geisel. Com a lei parlamentar que estabelece critérios para a fixação dos valores, o atual presidente da Câmara de Friburgo, vereador Manoel Carneiro de Menezes, expediu ofícios à Assembleia Constituinte, à prefeitura e ao IBGE para que forneçam elementos necessários à confecção do projeto que restabelecerá a remuneração dos vereadores friburguenses. Nas próximas reuniões o assunto deverá ser novamente discutido e apreciado pela Câmara.

Heródoto também não será candidato – Em carta dirigida à Arena e lida em plenário em sua última reunião, o engenheiro Heródoto Bento de Mello, além de diversas considerações, ratificou sua disposição de não aceitar qualquer candidatura. Na próxima edição publicaremos na íntegra a carta desse político friburguense.

Orelhões destruídos – A direção da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), em Nova Friburgo, falando à reportagem de  AVS, lamentou os fatos ocorridos na madrugada do último sábado para domingo, quando orelhões foram destruídos em nossa cidade. Os orelhões são aparelhos importados de custo elevado, e a CTB acredita que a ideia de destruição não partiu dos friburguenses. O primeiro orelhão foi destruído na Avenida Alberto Braune, em frente ao número 262. O segundo, na Rua Oliveira Botelho, onde o gesto de vandalismo chocou a companhia telefônica.

Dante Magliano sofreu atentado - Na noite da quinta-feira passada o advogado Dante Magliano, 37 anos, ao fechar o portão de sua residência na Rua Moisés Amélio, 80, foi atingido por um tiro na testa. O fato ocorreu às 21h40. Ele foi levado para o Hospital São Lucas onde se encontra no CTI (Centro de Tratamento Intensivo). Até ontem à noite os médicos do São Lucas afirmaram que seu estado era muito delicado.

Praça Getúlio Vargas:  flores e reforma - Motivo de contrastes críticos deste jornal, o abandono em que se encontra a nossa principal praça parece que será revisto pela atual administração municipal. Pelo menos é o que informou o Departamento de Imprensa e Divulgação da Prefeitura de Friburgo que, em seu boletim do último dia 16, trouxe declaração do prefeito Amâncio de Azevedo, que afirmou ter tomado conhecimento da decisão da colônia Japonesa em colaborar na remodelação daquele logradouro. O prefeito mostrou-se entusiasmado.

Teleférico – Há algum tempo, um colunista deste jornal que ficou famoso com o pseudônimo de JB, abordou semanalmente os problemas relacionados ao teleférico de Friburgo, uma das promessas da campanha eleitoral do prefeito Amâncio de Azevedo. O referido colunista caracterizava-se pelo tom jocoso e muito bem humorado em que se abordava o problema, mas de tanto insistir, sempre com muita verve, acabou por impacientar, o sr. prefeito, que, afinal, cansado da jocosidade semanal do colunista, acabou de determinar uma concorrência para a construção do equipamento turístico.

 

Pílulas

Parabéns ao Detran por ter proibido parcialmente o estacionamento nas ruas transversais à Avenida Alberto Braune. A medida já se impunha e fizemos um apelo aos moradores e lojistas da Avenida Nossa Senhora de Fátima para que essa medida seja tomada também naquela artéria que é estreita e sem saída. As autoridades deveriam sempre, conforme bem disse o dr. Hélio Maia em seus arquivos: pensar primeiro no homem, no pedestre, e não prejudicá-los em benefícios dos automóveis.

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim
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