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Estudantes vivem experiências sustentáveis

terça-feira, 14 de julho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Opa! Tudo verde?

A nossa prosa de hoje conta a história de dois dias muito especiais que transformaram a EcoModas em uma verdadeira extensão da sala de aula. Em 24 de junho e no último dia 1º, nossa sede, no alto do Teleférico, recebeu 43 alunos do Colégio Nossa Senhora das Dores, com idades entre 9 e 12 anos. Embora as turmas tenham chegado de van, o verdadeiro passeio começou ao desembarcarem em um espaço cercado de natureza. Diante da vista privilegiada da cidade, os estudantes puderam conhecer um dos principais atrativos turísticos da região por uma nova perspectiva, contemplando Nova Friburgo do alto e despertando um sentimento genuíno de pertencimento, valorização da cidade e respeito pelo lugar onde vivem.

Estudos avançados nas áreas de neuroeducação e pedagogia ambiental comprovam que o aprendizado expandido para além dos muros escolares — a chamada place-based education (educação baseada no lugar) — potencializa a retenção do conhecimento, possibilita novas conexões de amizade e estimula a empatia ecológica nas novas gerações. Quando os jovens tocam, sentem e interagem de perto com soluções reais, as teorias abstratas dos livros didáticos dão lugar a uma percepção viva e sistêmica do planeta.

Foi exatamente esse ecossistema dinâmico e pedagógico que se revelou ao longo de mais de duas horas de imersão com cada uma das duas turmas. Os estudantes vivenciaram uma verdadeira jornada pela sustentabilidade: participaram de palestras interativas sobre o poder transformador das pequenas atitudes e os princípios da economia circular, exploraram uma área de ecodesign, onde móveis e objetos criativos ganham vida a partir de pneus, mangueiras de incêndio desativadas e diversos outros materiais que seriam descartados, e conheceram os bastidores da nossa produção consciente, responsável por desenvolver roupas e acessórios, e também os brindes e produtos sustentáveis fabricadas para outras empresas e instituições.

Ao entrarem na loja da EcoModas, a experiência ganhou ainda mais significado. Ao verem, tocarem e conhecerem roupas, acessórios e lembranças produzidos a partir do reaproveitamento de tecidos e com materiais de baixo impacto ambiental, os alunos perceberam que o empreendedorismo sustentável está muito além de um conceito teórico: é uma ferramenta concreta de transformação social, ambiental e econômica. Compreenderam que preservar o planeta também passa pelas escolhas cotidianas, inclusive pela forma como consumimos e nos vestimos.

Essa engrenagem da economia circular se fortalece ainda mais em nosso espaço, que hoje também funciona como uma vitrine para o empreendedorismo local, acolhendo e impulsionando o trabalho de 15 pequenos produtores artesanais de Nova Friburgo. Assim, cada criança entendeu que a sustentabilidade não se limita ao reaproveitamento de materiais, mas também valoriza pessoas, fortalece a economia regional e cria conexões capazes de gerar impactos positivos para toda a comunidade.

A teoria ganhou asas e cores no contato com o nosso viveiro educandário de mudas de Palmeira-juçara, cultivadas de maneira inovadora e pioneira através da reutilização de cones de linhas vazios gerados no próprio setor de costura da EcoModas. Esse aprendizado se conectou perfeitamente ao fascinante universo do meliponário de abelhas sem ferrão, onde os alunos compreenderam o papel vital da polinização para o enriquecimento da biodiversidade e, consequentemente, para a sobrevivência da própria humanidade. Logo depois, a turma pôde entender o ciclo completo da matéria orgânica, aprendendo sobre a transformação de resíduos em adubo através do funcionamento prático de uma composteira com minhocas californianas, percebendo como o que antes era visto como "lixo" pode se transformar em pura vida para a terra.

A bióloga e sócia fundadora da EcoModas, Adriana Santos, destacou o valor desse contato direto com a ciência viva, explicando que ver o entusiasmo dos estudantes é a maior recompensa deste tipo de atividade oferecida pela EcoModas. Para ela, como bióloga, conectar as crianças aos exemplos concretos de conservação ambiental e empreendedorismo sustentável estimula uma percepção que os livros sozinhos não conseguem proporcionar.

Para a guia de turismo Joseir, da Aguiar Turismo, que atua com turismo pedagógico há mais de 20 anos e que esteve acompanhando os alunos do CNSD, a imersão sustentável na EcoModas eleva o padrão das atividades extracurriculares da região. Ela pontuou que o circuito foi muito além da teoria tradicional, complementando o conteúdo programático da.

Quem também traduziu perfeitamente a pulsação desse dia foi a professora de Ciências e Português do colégio, Laudelina Borges, a Tia Lina, em uma emocionante carta de agradecimento enviada à nossa equipe: "Como professora, acredito que a verdadeira aprendizagem é aquela que ultrapassa os muros da escola e prepara as crianças para a vida. Cada atividade, cada conversa e cada experiência na EcoModas despertaram a curiosidade, a consciência e a esperança em um futuro mais sustentável. Ver os olhos das crianças brilhando ao aprender sobre o reaproveitamento de materiais, a reciclagem, a moda circular, o consumo consciente e a importância da preservação das abelhas, foi emocionante e enriquecedor. O conhecimento que toca o coração floresce e permanece."

O encerramento do circuito não poderia ser diferente: lançamento de bombas de sementes na vegetação do entorno do teleférico seguido de um quiz interativo que movimentou a turma com perguntas sobre o conteúdo aprendido, premiando os participantes com brindes ecológicos. Foi no término desse momento de pura descontração e aprendizado que um dos alunos resumiu o sentimento geral com uma espontaneidade contagiante: "Foi um passeio para não esquecer!".

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Uma história de amor em São Pedro da Serra

terça-feira, 30 de junho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? A prosa de hoje segue em tom poético e romântico para celebrar uma data muito especial.

Existem lugares que parecem ter sido desenhados pelo destino para mudar o curso das nossas vidas. Para mim, esse lugar tem nome, altitude e a calmaria característica da nossa região serrana: São Pedro da Serra. Foi ali, entre o misticismo acolhedor desse distrito de Nova Friburgo e a exuberante beleza da natureza, que a minha história com a Adriana começou.

Opa! Tudo verde? A prosa de hoje segue em tom poético e romântico para celebrar uma data muito especial.

Existem lugares que parecem ter sido desenhados pelo destino para mudar o curso das nossas vidas. Para mim, esse lugar tem nome, altitude e a calmaria característica da nossa região serrana: São Pedro da Serra. Foi ali, entre o misticismo acolhedor desse distrito de Nova Friburgo e a exuberante beleza da natureza, que a minha história com a Adriana começou.

No dia 29 de junho, celebramos exatamente 25 anos de união — as nossas Bodas de Prata. Olhando para trás, é impossível não sorrir ao lembrar de onde tudo começou. Nosso primeiro olhar cruzou-se em meio à tradicional Festa de São Pedro da Serra. E veja só como as coisas são: dizem que Santo Antônio é o casamenteiro oficial, mas, no nosso caso, São Pedro resolveu dar uma força e usou as chaves do destino para abrir os nossos caminhos. Foi a vontade de Deus escrita nas linhas certas da nossa história.

Mas o início dessa caminhada, no meio de 2001, exigiu uma verdadeira engenharia romântica. Eu que morava em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e ela estudava em São Pedro da Serra. A distância era vencida pela insistência e pela saudade. Nosso contato dependia de fichas telefônicas e de sorte: eu ligava para o único orelhão que existia na escola dela, o C.E. José Martins da Costa. Como o recreio era barulhento e o horário do ônibus que a levava para casa depois da aula era pontual, adotei uma estratégia ousada: ligava no meio da aula em determinados dias da semana. Minha grande torcida era para que o diretor não atendesse o telefone, já que ele vivia reclamando que aquelas ligações intermináveis atrapalhavam os estudos dela — e com toda razão!

Quando a voz não dava conta, o amor corria pelo correio. Eram cartas longas, infinitas, escritas manualmente — relíquias que guardamos com carinho até hoje, como testemunhas daquele tempo de espera. Nessa época, eu utilizava o programa “Carta Social” dos Correios, que me permitia enviar envelopes pagando apenas R$ 0,01. O desafio era o limite rígido de peso de dez gramas por unidade e o teto de apenas cinco cartas por vez. Como nossa saudade acumulada pesava muito mais que isso, era simplesmente impossível resumir nosso amor em uma folha só. Para driblar essas regras, nossa contabilidade romântica ganhou contornos de literatura: as cartas eram “partidas” estrategicamente em histórias que se dividiam entre os envelopes e só se completavam umas nas outras. Era o nosso próprio romance em capítulos que ela ia desvendando a cada entrega.

Durante aqueles sete meses de namoro, o amor também exigia trabalho, persistência e alguns quilômetros a mais de estrada. Para conseguir vê-la nos fins de semana, eu passava os dias vendendo artesanatos nas praias de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. Cada peça vendida representava alguns reais a mais para custear a passagem de ônibus que embarcava em Rio das Ostras e seguia pela antiga estrada de chão até Lumiar. A viagem parecia longa, mas a saudade sempre tornava qualquer distância pequena.

Naqueles tempos simples, nossas hospedagens também carregavam o encanto da juventude e da amizade. Acampávamos no quintal da querida amiga Tereza Marchon, que anos mais tarde se tornaria nossa madrinha de casamento. Sob o céu estrelado da serra, entre barracas, conversas e sonhos compartilhados, construíamos silenciosamente os alicerces da vida que desejávamos viver juntos.

Com menos de 20 anos e nenhuma certeza material, decidimos dar um mergulho profundo no amor. Deixei o litoral e vim morar em Nova Friburgo graças a uma oportunidade na Superpão, que me contratou para atuar no setor de embalagens de pão de forma e pães especiais. Sete meses após o nosso primeiro beijo, que aconteceu bem perto da icônica Ponte do Amor de São Pedro da Serra, estávamos unindo as escovas de dentes em uma quitinete minúscula. Nossa mobília era apenas um colchonete de camping estendido no chão e uma cafeteira elétrica que ditava o ritmo dos nossos sonhos. Costumo brincar dizendo que me tornei um grande especialista em café nessa época, pois era café da manhã, café depois do café da manhã, antes do almoço e no almoço… Era café o dia inteiro para aquecer os nossos planos! E olha que eu nem tomava café antes!

Como a neblina que frequentemente envolve as montanhas friburguenses, a vida também nos apresentou dias frios e de pouca visibilidade. Enfrentamos a escassez de peito aberto. Houve momentos em que a incerteza era tão grande que, em nossa mesa, faltava até mesmo o alimento. Mas quem possui raízes fincadas na Serra e sustenta a fé em Deus não se deixa derrubar por qualquer vento.

Foi justamente nesse período de desafios que minha paixão pela escrita começou a se entrelaçar com o jornalismo. Encontrei nas páginas de A VOZ DA SERRA, graças ao incentivo e à confiança do grande Laercio Ventura, o espaço ideal para compartilhar meus olhares sobre o cotidiano friburguense. Textos e fotografias passaram a retratar as belezas, as histórias e as singularidades da cidade, especialmente no extinto caderno Light, quase sempre inspirados pela exuberante natureza da região, que desde cedo exerceu sobre mim um profundo encantamento.

Uma nova fase

Dividindo o mesmo colchonete, as mesmas palavras e sustentados pela mesma fé, em 2010 transformamos a nossa parceria e fundamos uma empresa de confecção guiados pelo sonho dela de ser costureira. O que nasceu como um propósito de respeito à Terra cresceu, ganhou o país e cruzou fronteiras, acumulando premiações municipais, estaduais, nacionais e até um reconhecimento internacional.

Dizem que a Ponte do Amor, em São Pedro da Serra, tem esse nome porque os casais que por ela passam deixam ali a promessa de uma vida inteira. Não sei se foi a energia do lugar ou a força do que sentimos, mas nós cruzamos aquela ponte e nunca mais soltamos as mãos. Há um quarto de século, Nova Friburgo me deu o meu maior presente, e cada folha que nasce nas árvores que plantamos hoje carrega um pedaço dessa história que começou com uma festa de padroeiro, um telefonema “clandestino” de orelhão, as bênçãos dos céus e uma vontade inabalável de florescer juntos.

Tudo verde, tudo amor, sempre!

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(Foto: Arquivo pessoal)
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A burocracia do poder público está sufocando a sustentabilidade?

terça-feira, 16 de junho de 2026
por Alex Santos

Olá! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, para falar sobre o papel real das empresas e do poder público na construção do nosso futuro.

A governança ambiental contemporânea enfrenta um estrangulamento estrutural provocado por uma crença antiga: a de que o Estado é o único ou o principal agente capaz de resolver os passivos ecológicos — ou seja, os estragos acumulados no meio ambiente.

Olá! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, para falar sobre o papel real das empresas e do poder público na construção do nosso futuro.

A governança ambiental contemporânea enfrenta um estrangulamento estrutural provocado por uma crença antiga: a de que o Estado é o único ou o principal agente capaz de resolver os passivos ecológicos — ou seja, os estragos acumulados no meio ambiente.

A prática econômica revela que a arquitetura dos problemas ambientais modernos demanda uma velocidade de resposta que o setor público simplesmente não consegue entregar. Estamos lidando com desafios marcados pela complexidade molecular (como microplásticos impossíveis de filtrar por métodos tradicionais) e pela velocidade avassaladora do pós-consumo (o descarte diário de milhões de embalagens).

Independentemente de partidos ou de gestões, o Estado é lento por natureza. A verdadeira capacidade de mitigação e regeneração mudou de endereço: ela reside na descentralização do mercado.

Empresas de nova geração, particularmente as green-techs (startups de tecnologia verde) e as indústrias que operam na lógica de simbiose industrial (onde o resíduo de uma fábrica vira a matéria-prima de outra), já nascem com a inovação no DNA. Elas são desenhadas para resolver as chamadas externalidades negativas — os impactos colaterais gerados pela sociedade que o setor público sequer consegue mensurar em tempo hábil.

Frentes focadas no upcycling de polímeros complexos (que transformam plásticos difíceis de reciclar em novos produtos de alto valor), na engenharia de reversão de resíduos orgânicos (tecnologias que transformam toneladas de resto de comida em adubo e energia em poucas horas) e na descontaminação de matrizes hídricas não operam por decreto; operam por eficiência alocativa.

Em termos simples: o dinamismo privado descobriu que tratar o resíduo não precisa ser apenas um custo para cumprir leis, mas sim um vetor de valor econômico e inovação de processos. Transforma resíduos em ativos financeiros, ao mesmo tempo em que fortalece a reputação e a valorização da imagem institucional da empresa.

Por outro lado, o poder público opera sob a rigidez de orçamentos engessados. Embora o Estado detenha “rios de dinheiro” vindos dos impostos — recursos que poderiam contratar essas soluções ambientais de ponta —, ele esbarra na armadilha da burocracia. Os processos licitatórios tradicionais são analógicos e focados apenas na conformidade jurídica (papeladas e carimbos), e não na eficiência ecológica do resultado final.

O resultado dessa assimetria é a paralisia operacional. Enquanto uma empresa leva semanas para testar e aplicar uma tecnologia que despolui um rio, o Estado leva anos apenas para planejar um edital. Quando o aparato do poder público finalmente executa uma política ambiental, ela já nasce obsoleta. Limita-se a remediar sintomas superficiais por meio de ações de baixo impacto — o legítimo "café com leite" regulatório —, enquanto o mercado privado já desenvolveu, testou e escalou a solução definitiva.

A transição para uma economia de baixo carbono e desperdício zero não depende de mais leis centralizadas, mas sim da desoneração e do fomento às coalizões empresariais. São as empresas, unidas em rede, que possuem a agilidade necessária para operar a sustentabilidade na velocidade exigida pela física do planeta.

Saudações sustentáveis!

Referências Bibliográficas

TULLOCK, Gordon; SELDON, Arthur; BRADY, Gordon L. Falhas do governo: uma introdução à política da escolha pública. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 2005.

COASE, Ronald H. O problema do custo social. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 254, p. 237-279, maio/ago. 2010.

MCDONOUGH, William; BRAUNGART, Michael. Cradle to cradle: criar e reciclar para a eco-eficácia. Lisboa: Gatafunho, 2014.

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Águas da Mata Atlântica: sustentabilidade e fortalecimento da economia

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!

Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!
Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.
Mais do que uma bebida de alta qualidade, o produto foi minuciosamente projetado para se consolidar como o legítimo souvenir de Nova Friburgo — um presente que carrega a identidade, a pureza e a responsabilidade ecológica da nossa Região Serrana. Pelo fato de a sede da EcoModas estar posicionada em um dos principais atrativos turísticos do município, o teleférico, seus fundadores identificaram na própria linha de frente uma forte demanda dos visitantes por uma lembrança líquida que fosse verdadeiramente autêntica e representativa do território.
Com um forte simbolismo, este lançamento foi planejado para homenagear diretamente a Semana do Meio Ambiente que acontece nesta primeira semana de junho. A ideia do produto nasceu em 29 de março deste ano, durante as comemorações do aniversário da EcoModas.
Os rótulos, com ilustrações ricas e detalhadas, funcionam como verdadeiras janelas para as riquezas naturais do nosso município, rendendo um tributo às águas puras e cristalinas que brotam em nossas montanhas e escorrem pelo ventre da Mata Atlântica. É essa riqueza hídrica intocada que serve de base para os dois estilos lançados: a Brisa da Mata (uma cerveja Pilsen leve, clara, refrescante e perfeitamente equilibrada com 4,9% vol., ideal para todos os momentos) e a Seiva da Montanha (uma cerveja Session IPA autêntica, com 3,8% vol., amargor marcante de 60 IBU e notas lupuladas florais e herbáceas, sob medida para quem busca maior complexidade de sabor).
 
Fortalecendo a cadeia produtiva e a economia circular
É fundamental destacar o modelo de negócios integrado e desenhado para este projeto. Compreendendo que a EcoModas não atua como fabricante direta de bebidas, a marca identificou o imenso potencial da indústria cervejeira existente na região e a crescente demanda de seu público por produtos autênticos. Em vez de verticalizar a produção, a EcoModas optou por descentralizá-la, inserindo estrategicamente três outras empresas locais na cadeia de fornecedores, fomentando o cooperativismo e gerando impacto socioeconômico em rede.
O desenvolvimento da linha conecta os seguintes elos de excelência regional:
  • Lumiarina Cervejaria: Responsável pela elaboração técnica e intelectual das receitas. A empresa traz consigo a bagagem pioneira do projeto Ciclo do Vidro, iniciativa que permitiu trazer para Nova Friburgo um sistema que viabiliza o descarte correto de garrafas de vidro por qualquer cidadão para fins de reciclagem. Atualmente, o ponto coletor está localizado no SustentArp.
  • Cervejaria Pontal: Indústria que assume o rigoroso processo de envase e controle de qualidade das bebidas.
  • HN Comunicação Visual: Responsável pela confecção dos rótulos. Sob a ótica do upcycling, a empresa que é parceira de longa data da EcoModas produz os adesivos reaproveitando pontas e aparas de materiais gerados em sua própria rotina de produção, eliminando o desperdício de matéria-prima virgem.
Metas ecológicas e impacto comunitário
    Fiel ao seu manifesto regenerativo, cada lote dessa nova linha se traduz em floresta em pé. A EcoModas, que nasceu em 2010 em Nova Friburgo e já contribuiu com o plantio de mais de 35 mil árvores nativas, estabeleceu um compromisso técnico claro para este novo projeto: para cada 500 litros de cerveja produzidos, uma nova muda de árvore nativa é destinada ao plantio. E os resultados práticos dessa matemática verde já começaram a frutificar de forma altamente otimista.
Como fruto da campanha realizada no Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), dez mudas de Palmeira Juçara foram adotadas pela cliente e seguidora Catarina Wermelinger. O grande diferencial ecológico está na origem dessas plantas: elas foram cultivadas pela própria EcoModas reutilizando, como recipientes, cones de linhas descartados de sua confecção de moda sustentável — uma solução prática de upcycling que evita o uso de sacos plásticos tradicionais e ressignifica os resíduos do próprio processo produtivo.
Demonstrando como a responsabilidade socioambiental pode engajar comunidades, Catarina aproveitou o aniversário de seu neto para envolver os familiares e convidados na missão de plantar as mudas. O mutirão ecológico ocorreu em um sítio em Duas Barras, transformando uma celebração familiar em um ato coletivo de salvaguarda ambiental e recuperação do solo da região.
 
Consumo responsável e cidadania
A comercialização do produto é estritamente proibida para menores de 18 anos e traz o alerta indispensável: se beber, não dirija. Além disso, reforçando o cuidado com o pós-consumo, o próprio rótulo da cerveja contém dicas educativas e orientações para que o consumidor realize o descarte correto da embalagem.
Ao visitar o espaço conceito da EcoModas no alto do Teleférico, o público percebe que o portfólio vai muito além do vestuário ecológico. O que se oferece ali é um ecossistema vivo que estimula o empreendedorismo, fortalece a competitividade da indústria local, promove a sustentabilidade real e impulsiona o turismo de experiência de forma ética e integrada.
Ergam-se os copos: este é um brinde ao futuro sustentável da nossa terra!
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O verde que nos molda e o futuro que nos cobra: Nova Friburgo aos 208 anos!

terça-feira, 19 de maio de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável e, desta vez, em clima de “festa”.

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável e, desta vez, em clima de “festa”.

Caminhar pelas ruas de Nova Friburgo nas primeiras horas da manhã é um exercício de conexão que transcende o visível. Há uma poesia silenciosa na forma como a bruma abraça o Pico da Caledônia, ou no som discreto dos nossos rios que cortam a história urbana, lembrando-nos, a cada segundo, de onde viemos. Neste mês, quando nossa cidade celebra 208 anos, o meu olhar de escritor e de eterno apaixonado por este chão não consegue se fixar apenas nas luzes da “festa”. Ele se volta para as nossas raízes, para o nosso relevo e, principalmente, para o horizonte que estamos desenhando para as próximas gerações.

Fui agraciado com o título de cidadão friburguense em 2017, e não tenho medo de pecar pelo excesso de afeto ao afirmar: Nova Friburgo é, sem sombra de dúvidas, uma das cidades mais bonitas do Brasil. Fomos abençoados por uma geografia generosa, cercados por montanhas imponentes que guardam o que resta de mais precioso da nossa Mata Atlântica. Nossas cachoeiras, nossas florestas e o nosso clima outonal privilegiado formam um mosaico de riqueza natural hipnotizante. Temos em nosso DNA territorial um potencial para o ecoturismo e para o turismo consciente que supera, com folga, o de dezenas de municípios brasileiros que hoje têm nessa atividade sua principal matriz econômica.

No entanto, a beleza que nos deslumbra também precisa nos despertar. Como cronista do cotidiano friburguense e estudioso das causas ambientais, sinto o dever ético de apontar a nossa maior contradição: estimo, com dor, que Nova Friburgo ainda aproveita menos de 30% desse potencial de ecoturismo avassalador. Estamos sentados sobre uma mina de ouro verde, mas insistimos em fechar os olhos para este cenário.

Faltam-nos investimentos públicos consistentes e de longo prazo em turismo sustentável. Falta-nos uma infraestrutura ecológica que permita ao visitante e ao morador desfrutar das nossas trilhas e parques com segurança, sinalização e manejo adequado. Acima de tudo, falta-nos colocar a educação ambiental no centro da mesa de discussões, transformando o respeito à natureza em um valor cultural indissociável do ser friburguense. O turismo do futuro não é o de massa, predatório e efêmero; é o de experiência, aquele que preserva enquanto encanta, que gera renda mantendo a floresta em pé. E, nesse quesito, ainda engatinhamos de forma tímida.

Essa subutilização do nosso potencial caminha de mãos dadas com dores urbanas que já não podemos mais varrer para debaixo do tapete. Celebrar 208 anos exige maturidade para encarar os nossos gargalos. Nova Friburgo ainda padece com uma gestão inadequada de resíduos sólidos. O descarte incorreto de lixo nas encostas e nas margens dos rios é uma ferida aberta que sangra a cada temporada de chuvas. Carecemos de políticas públicas ambientais que sejam eficientes, contínuas e imunes às trocas de governos. A ausência de ações estruturadas de sustentabilidade urbana drena a nossa qualidade de vida e sufoca o brilho da nossa joia serrana.

Paralelamente ao poder público, há outra engrenagem que precisa de uma profunda autocrítica: o nosso setor corporativo. Ainda assistimos a um cenário onde muitas empresas centralizam excessivamente seus lucros, operando sob uma lógica obsoleta de extrair o máximo do município e devolver o mínimo. Investir em ações sociais, adotar práticas de governança socioambiental (ESG) e patrocinar projetos comunitários não são atos de caridade; são investimentos na sobrevivência do próprio mercado consumidor e na saúde do território que as abriga.

Nova Friburgo só resiste e pulsa porque se tornou um solo fértil para movimentos independentes, projetos sociais apaixonados, educadores ambientais incansáveis e coletivos de cidadãos que se recusam a aceitar a inércia. São empreendedores conscientes que trocam o plástico pela compostagem, marcas que desenham campanhas solidárias para apoiar instituições históricas da nossa cidade, e pessoas anônimas que, nos finais de semana, sobem as montanhas para plantar árvores e recolher o lixo que outros deixaram.

Olhar para trás, para estes 208 anos de história, nos dá a dimensão do quanto fomos fortes para superar tragédias e nos reconstruir. Mas olhar para a frente nos impõe uma responsabilidade coletiva inadiável. Neste aniversário, o meu desejo e o meu chamado a você é para que façamos um pacto de amor ativo por esta cidade. Que cobremos os governantes, que exijamos das marcas uma postura ética e, fundamentalmente, que mudemos nossa postura no dia a dia. Nova Friburgo merece mais do que parabéns e discursos inflamados na praça e nas redes sociais. Viva a nossa terra, viva o nosso povo, e que o nosso futuro seja tão grandioso e verde quanto as montanhas que nos cercam.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre

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Carta para o futuro de Nova Friburgo

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Alex Santos

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Nova Friburgo é, por essência, um destino privilegiado. Cercada pela Mata Atlântica, com clima de serra e paisagens que unem montanhas, rios e cachoeiras. A cidade encanta por sua natureza, cultura e gastronomia. Mais do que isso, o turismo movimenta hotelaria, comércio e serviços, gerando emprego e renda. Não por acaso, o município está na categoria “A” do Mapa do Turismo Brasileiro, reconhecimento dado a destinos com forte impacto econômico e infraestrutura consolidada (Fonte: Rotas RJ).

E foi essa provocação que levei ao WCD. Durante o encontro, tivemos uma vivência com abelhas sem ferrão conduzida pela bióloga e companheira Adriana Santos, uma oficina de vasos autoirrigáveis e, principalmente, a construção coletiva de uma carta para o futuro de Nova Friburgo. Em tempo real, os participantes compartilharam palavras-chave em um grupo digital, criando um mosaico de ideias e sentimentos que agora se transforma em um legado coletivo para a nossa cidade.

Carta ao futuro de Nova Friburgo

Se você está lendo estas palavras, é porque, em algum ponto do tempo — que para nós ainda é presente — escolhemos desacelerar e nos reconectar. Paramos para escutar com atenção, sentir com verdade e refletir com responsabilidade sobre o caminho que estávamos traçando para a nossa cidade. Talvez você já esteja vivendo a Nova Friburgo que sonhamos. Talvez ainda esteja construindo esse cenário. De todo modo, fica aqui um lembrete essencial: o futuro não chega pronto — ele nasce todos os dias, nas escolhas de cada um de nós.

O turismo, para esse grupo, é partilha, conhecimento, saúde, experiência, cultura, paz e aventura. Viajar desperta alegria, liberdade, tranquilidade e curiosidade. E foi assim que olhamos para Nova Friburgo — como um refúgio de paz, de beleza, de natureza viva, de paisagens que abraçam, de nascentes que banham e de um equilíbrio que precisa ser cuidado todos os dias.

Imaginamos — e desejamos — que você esteja vivendo uma cidade onde as montanhas continuam respirando, onde as águas seguem limpas, onde o verde não foi substituído, mas valorizado. Uma cidade onde o turismo não sufoca, mas fortalece. Onde quem chega entende que não está apenas visitando, mas fazendo parte.

O turismo gera valor, renda, emprego e conhecimento, mas pode impactar a natureza, o meio ambiente, o cotidiano e gerar resíduos quando não há consciência. Por isso, ecoaram entre nós alertas sobre o descarte correto, a coleta seletiva, a limpeza urbana e o respeito aos espaços — pequenos gestos que, no tempo, definem grandes futuros.

E então veio a virada de chave. Escolhemos acreditar em um turismo que colabora, e não apenas consome. O turismo regenerativo, para nós, passou a ser responsabilidade, consciência, cuidado, equilíbrio e amor — por nós, pelos outros e pelo lugar que habitamos. Entendemos que cuidar é mais do que preservar: é melhorar, é devolver, é regenerar.

O turista ideal é consciente, educado e responsável — alguém que pisa leve, observa mais do que interfere, e deixa mais do que leva. Porque, naquele momento, concordamos sobre algo essencial: viajar deve deixar o lugar melhor.

Assumimos compromissos simples, mas transformadores: agir com exemplo, promover educação, oferecer ajuda e cultivar atitudes melhores. Porque entendemos que o futuro não se constrói com grandes discursos, mas com pequenas ações repetidas todos os dias.

A natureza, para nós, é vida. É tudo. É parte de quem somos. E pertencimento é isso: colaboração, escolha, consciência de que somos parte do todo. Somos moradores, visitantes, cuidadores. Somos, de alguma forma, todos turistas. Sustentabilidade deixou de ser conceito e passou a ser prática: cuidado, consciência, colaboração, reutilizar e postura de vida.

Esta carta não foi escrita por uma única pessoa. Ela nasceu da escuta. Da troca. Da soma de vozes que, naquele momento, escolheram não apenas pensar — mas se comprometer. Se hoje você vive uma Nova Friburgo mais viva, mais equilibrada, mais consciente… então valeu a pena. Se ainda não, que essa carta siga como lembrete.

Ao presente e ao futuro, deixamos este compromisso: cuidar, viver e regenerar Nova Friburgo — todos nós, todos os dias.

Saudações sustentáveis. Tudo verde, sempre!

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(Foto: Divulgação)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Criatividade e sustentabilidade

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Alex Santos

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

Neste ano, toda a programação acontece na Arp (patrocinadora do evento), reunindo uma diversidade de atividades gratuitas e a presença de especialistas de diferentes áreas, promovendo encontros, aprendizados e, principalmente, conexões transformadoras.

Eu estarei à frente de uma dessas experiências, nesta quarta, 22, às 11h, no Espaço SustentArp. A atividade que proponho não é apenas para assistir. É para participar, construir e viver. Começaremos com um momento de interação em roda de conversa, onde convidarei todos os presentes a construírem juntos uma carta para o futuro de Nova Friburgo, que será publicada neste jornal na minha próxima coluna, no dia 5 de maio. Mais do que um exercício simbólico, essa carta será um registro coletivo de ideias, desejos e compromissos.

Para tornar essa construção ainda mais dinâmica e inclusiva, utilizaremos um grupo no WhatsApp como ferramenta tecnológica de participação em tempo real. Durante a atividade, farei perguntas e cada participante poderá contribuir com palavras-chave, formando um painel vivo de percepções sobre a cidade que queremos. É uma forma simples, acessível e extremamente potente de dar voz às pessoas.

Experiência com reflexão

Na sequência, seguiremos para um momento que encanta e, ao mesmo tempo, educa: a vivência com abelhas nativas sem ferrão, conduzida por Adriana Santos, formada em biologia, sendo também minha companheira e sócia. Teremos uma colmeia viva em uma caixa pedagógica com visor transparente, permitindo uma observação segura e próxima. Mais do que uma experiência curiosa, é um convite à reflexão: cerca de 70% dos alimentos que consumimos dependem da polinização. Proteger essas abelhas é proteger a vida, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas.

Colocando a mão na massa

Na oficina prática, os participantes irão produzir seus próprios vasos autoirrigáveis a partir de garrafas PET reutilizadas — materiais coletados no alto do Teleférico, onde a EcoModas incentiva o descarte correto de embalagens plásticas vazias de água mineral. Vale lembrar: uma garrafa plástica pode levar mais de 400 anos para se decompor na natureza. Ao reutilizá-la, evitamos que esse material siga para rios, mares, matas ou aterros, e ainda damos a ele uma nova função.

A atividade envolve etapas simples, mas carregadas de significado: corte, montagem com barbante de algodão, preparo com terra e o plantio de uma muda de planta. Cada participante leva seu vaso para casa — não apenas como lembrança, mas como um símbolo de cuidado contínuo. Um detalhe importante: o sistema autoirrigável também evita a proliferação do mosquito da dengue.

Realizar essa atividade no Dia da Terra torna tudo ainda mais simbólico. É um lembrete claro de que o futuro não é algo distante — ele está sendo construído agora, nas escolhas que fazemos todos os dias. Se tem algo que aprendi ao longo da minha trajetória é que grandes transformações começam com pequenos movimentos — especialmente quando feitos de forma coletiva. O WCD é isso: um espaço de encontro, escuta e ação. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Para mais informações, acesse o link:
https://worldcreativityday.com/brazil/nova-friburgo/home ./ Nos vemos lá — para pensar, construir e cultivar, juntos, um novo futuro para Nova Friburgo.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Criei um imã de geladeira para pagar a faculdade de turismo

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Cada peça é criada de forma individual e artesanal. Após pintar e montar as madeiras, escrevo as frases à mão com tintas especiais, renovando constantemente as mensagens. Não há um padrão fixo — as palavras mudam, os sentimentos se reinventam, e assim cada imã nasce único. Em todos eles faço questão de incluir “Nova Friburgo”, reforçando o valor turístico e afetivo que a cidade carrega.

Essa singularidade tem despertado o interesse dos visitantes, que encontram no produto um souvenir autêntico, personalizado, simples e repleto de significado. E, em cada peça, também deixo impresso meu carinho por esta cidade que me acolheu e me presenteou, em 2016, com o título de cidadão friburguense — um reconhecimento que carrego como quem guarda um abraço permanente.

Os imãs passaram a ser comercializados na loja EcoModas, no teleférico, onde atuo, e tiveram excelente aceitação desde o início. Após a validação inicial da ideia — aprovada pela sócia e esposa — foi desenvolvido um MVP (Produto Mínimo Viável), permitindo aprimoramentos progressivos com base no comportamento real dos consumidores. Observou-se que muitos turistas que adquirem outros produtos ecológicos da loja quase sempre incluem também o imã na compra. A combinação de preço acessível, estética artesanal e mensagem positiva transforma o produto em uma lembrança significativa e de alto valor simbólico.

Educação e propósito em cada peça

A comercialização dos imãs contribui diretamente para custear minha graduação recém-iniciada em Gestão de Turismo — uma escolha motivada pela compreensão do papel estratégico que o setor exerce no desenvolvimento econômico e nos impactos sociais e ambientais dos destinos. Nesse sentido, o produto desenvolvido assume também um papel formativo em minha trajetória pessoal e profissional.

Dentro desse contexto, o imã acaba contribuindo ainda mais amplamente para o turismo do que aparenta à primeira vista. Ele funciona como um agente de promoção territorial, levando o nome da cidade para outros lugares e mantendo viva a memória da experiência do visitante. Paralelamente, realizamos atividades constantes com turistas em nossa sede, incluindo ações de educação ambiental e o fornecimento de bombas de sementes que são lançadas nas matas da região para enriquecer a Mata Atlântica, envolvendo crianças, jovens e adultos.

Um dos objetivos, a médio prazo, é estabelecer parcerias com empreendimentos do setor turístico, possibilitando que esses parceiros ofereçam este mesmo imã como uma lembrança sustentável aos seus clientes.

Tamanho do mercado

Embora não exista um dado oficial específico sobre o tamanho do mercado de souvenirs no Brasil, sua relevância pode ser compreendida dentro do contexto do turismo: em 2025, turistas estrangeiros injetaram cerca de US$ 7,9 bilhões (aprox. R$ 41,5 bilhões) na economia brasileira, e considerando que entre 10% e 20% dos gastos de viagem são destinados a compras, estima-se que o segmento de souvenirs e artesanato tenha movimentado entre R$ 4 bilhões e R$ 8 bilhões no período, evidenciando seu potencial para negócios criativos e locais.

Além disso, as projeções para 2026 indicam que o turismo deve alcançar US$ 167,6 bilhões, representando cerca de 7,7% do PIB e sustentando 8,2 milhões de empregos, o que reforça o setor como um dos pilares do desenvolvimento nacional e destaca a importância de investir em qualificação e experiências mais sustentáveis e transformadoras.

Produzir um souvenir sustentável enquanto estudo turismo é algo simbólico para mim. O imã representa exatamente o tipo de experiência turística em que acredito: aquela que valoriza o território, respeita o meio ambiente e gera impacto positivo real. Hoje, cada pessoa que leva um desses imãs para casa não leva apenas uma lembrança — leva uma história, uma mensagem escrita à mão e a certeza de que está apoiando um projeto de vida que conecta educação, turismo e sustentabilidade.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Morador de Friburgo pode passear no teleférico, nos dias úteis, doando um quilo de alimento

terça-feira, 24 de março de 2026
por Alex Santos
Foto de capa
(Foto: divulgação)

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

A proposta nasce com um olhar muito claro: envolver os moradores da cidade em uma experiência que vai além do passeio turístico. A partir desta semana, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, qualquer morador pode trocar o ingresso do teleférico por um quilo de alimento não perecível. É um gesto simples, acessível, mas carregado de significado.

Ao embarcar nessa experiência, partindo da Praça do Suspiro, o visitante sobe até o primeiro estágio do teleférico, onde está a sede da EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche. Na EcoModas, abrimos as portas da nossa loja sustentável, onde é possível ver na prática o que é economia circular, mobiliários e esculturas com ecodesign e apresentação de um pouco daquilo que construímos desde 2010. A loja também oferece moda sustentável, experiências, café, artesanatos e diversos outros produtos feitos na cidade.

Mas o que mais me encanta nesse projeto é o que ele provoca nas pessoas. Cada alimento arrecadado será destinado, inicialmente, ao Bloco da Jurema, um projeto social que realiza um trabalho fundamental na nossa cidade com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ou seja, o passeio se transforma em alimento na mesa de quem precisa.

Além do social, ação ambiental

Cada morador de Nova Friburgo que participar desta ação também receberá uma bomba de sementes para que seja lançada no trajeto do morro do teleférico. Com isso, queremos estimular um gesto coletivo de regeneração e impacto social positivo. É como se cada visitante deixasse uma marca positiva no caminho, ajudando a devolver vida à paisagem que tanto nos orgulha e que por alguns anos foi afetado por incêndios florestais. As sementes utilizadas são de árvores nativas como Embaúba, Aroeira e Palmeira-juçara.

Esse movimento ganha ainda mais força por acontecer em um momento muito especial. No próximo dia 29, celebramos os 16 anos da EcoModas — uma história construída com muitos desafios, aprendizados e, principalmente, propósito. Ao mesmo tempo, o teleférico completa 50 anos de existência neste ano, sendo um dos atrativos turísticos mais visitados de Nova Friburgo. Unir essas duas histórias em uma ação como essa é, para mim, algo extremamente significativo e positivo.

Do ponto de vista das agendas globais, o projeto “Passaporte Verde e Solidário da EcoModas no Teleférico” dialoga diretamente com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos falando de combate à fome (ODS 2), ao estimular a doação de alimentos; consumo e produção responsáveis (ODS 12), ao promover consciência e educação ambiental; e ação contra a mudança do clima (ODS 13), ao incentivar práticas de regeneração e conexão com a natureza.

Mas, mais do que números e metas, estamos falando de cultura — e cultura se constrói com vivência, com conexão e com pertencimento. O que buscamos com essa iniciativa é justamente despertar nos moradores esse olhar mais atento e afetivo sobre a própria cidade. Queremos que o friburguense se reconheça como parte ativa desse movimento, não apenas como espectador. Que passe a enxergar Nova Friburgo com novos olhos, valorizando seus espaços, sua história e, principalmente, seu papel na transformação do território.

Turismo, para nós, não é apenas receber bem quem vem de fora. É, antes de tudo, cuidar de quem já está aqui. É fortalecer o vínculo da população com a cidade, criando experiências que gerem orgulho, consciência e participação. Entendemos que quando o morador se envolve, o turismo ganha alma. E quando há pertencimento, qualquer iniciativa deixa de ser pontual e passa a se tornar um verdadeiro movimento de transformação coletiva.

Acredito profundamente que iniciativas como essa fortalecem o posicionamento de Nova Friburgo como um destino que vai além da beleza natural. Um destino que pensa, que age, que se movimenta em direção a um futuro mais equilibrado. “Para nós, é uma grande satisfação integrar uma iniciativa que une solidariedade, sustentabilidade e valorização de quem vive em Nova Friburgo. O Teleférico de Nova Friburgo sempre foi um símbolo da cidade, parte da nossa história e da memória afetiva de tantas pessoas. Essa parceria com a EcoModas reforça exatamente esse propósito: ir além do turismo e transformar o teleférico em uma plataforma de impacto positivo, conectando experiência, consciência e benefício real para a comunidade”, comenta Rodolfo Acri, proprietário do teleférico.

Seguimos acreditando que pequenas atitudes, quando bem direcionadas, têm o poder de gerar grandes transformações. E talvez essa seja a maior mensagem do “Passaporte Verde e Solidário”: não é preciso fazer muito, mas é essencial fazer juntos.

Regras do “Passaporte Verde e Solidário”

  •  Benefício exclusivo para moradores de Nova Friburgo;
  • Obrigatória a apresentação de comprovante de residência no nome do participante, junto com documento oficial com foto;
  • O benefício é válido apenas para o titular dos documentos apresentados. Acompanhantes deverão adquirir ingresso integral, incluindo crianças;
  • Uso individual, pessoal e intransferível;
  • Válido ao longo do ano de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (exceto feriados e período de férias escolares);
  • Acesso limitado ao primeiro estágio do teleférico (onde estão a EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche);
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Após quase 16 anos, EcoModas pode virar patrimônio socioambiental

terça-feira, 10 de março de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Hoje, nossa prosa sustentável segue em uma direção muito especial. Para honra e glória de Deus, tenho a oportunidade de ver o trabalho que há mais de 15 anos venho desenvolvendo ao lado da minha esposa ser reconhecido no âmbito municipal. Mais do que uma conquista pessoal, trata-se do reconhecimento de uma trajetória construída com propósito, dedicação e compromisso com a sustentabilidade e com a nossa cidade.

Opa! Tudo verde?

Hoje, nossa prosa sustentável segue em uma direção muito especial. Para honra e glória de Deus, tenho a oportunidade de ver o trabalho que há mais de 15 anos venho desenvolvendo ao lado da minha esposa ser reconhecido no âmbito municipal. Mais do que uma conquista pessoal, trata-se do reconhecimento de uma trajetória construída com propósito, dedicação e compromisso com a sustentabilidade e com a nossa cidade.

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal propõe reconhecer a EcoModas como Patrimônio Socioambiental do município. A proposta é de autoria do vereador Cláudio Damião (PT) e aguarda decisão do prefeito Johnny Maycon (PL), para entrar em vigor. Vale destacar que esse reconhecimento possui caráter simbólico e institucional e não gera qualquer custo para o município.

Na minha visão, trata-se de uma forma de valorizar e fortalecer uma iniciativa que se destaca pelas práticas de sustentabilidade, economia circular e educação ambiental. As ações da EcoModas já foram reconhecidas em premiações relevantes no Brasil, consolidando o projeto como uma referência em iniciativas que unem empreendedorismo, impacto socioambiental e engajamento comunitário.

Segundo o autor do projeto, a proposta já avançou em etapas do processo legislativo. O texto recebeu parecer favorável da Comissão de Turismo, Integração Regional, Relações Exteriores, História e Patrimônio, da Câmara, e foi encaminhado ao Executivo em 31 de outubro de 2025, por meio da Fundação Dom João VI, para análise técnica. Atualmente, o processo segue nessa etapa, aguardando o retorno do parecer.

Trajetória

Fundada em 2010, a empresa nasceu em uma casa no bairro Olaria e foi construída ao longo dos anos enfrentando diversos desafios. Naquele período, realizávamos facção de lingerie para outra empresa e, paralelamente, começava a surgir um pequeno projeto de produção de mudas nativas a partir do reaproveitamento de sacolas plásticas utilizadas nas embalagens de bojos de sutiãs. Com o tempo, a iniciativa se consolidou como um projeto friburguense voltado à inovação socioambiental no setor de confecção.

Hoje, a EcoModas desenvolve ações que envolvem reaproveitamento de resíduos têxteis, moda sustentável, educação ambiental, economia criativa e circular, turismo sustentável e projetos comunitários, conectando empreendedorismo, preservação ambiental e impacto social positivo.

Instalada no alto do teleférico, a empresa também passou a desempenhar um papel importante no acolhimento e na orientação de turistas. A localização em um dos principais pontos turísticos do município favorece o contato direto com turistas brasileiros e estrangeiros, que encontram no espaço informações atualizadas sobre atrativos naturais, históricos e culturais da região. Muitos chegam com roteiros pesquisados na internet, mas buscam na equipe da EcoModas orientações práticas sobre acessos, segurança e novas experiências na cidade, transformando o local em um ponto de apoio ao turismo sustentável.

Atualmente, cinco hotéis indicam a EcoModas aos hóspedes como uma experiência sustentável. Dentro dessa proposta, promovemos atividades ligadas ao turismo regenerativo, incentivando as pessoas a irem além da contemplação e participarem de ações que contribuem para a conservação ambiental da região. Entre essas iniciativas está a distribuição de bombas de sementes com espécies nativas, que podem ser lançadas em áreas verdes indicadas da cidade, contribuindo para o enriquecimento florestal e para o fortalecimento da biodiversidade local.

Sustentabilidade 

Outro destaque é a loja sustentável, que reúne produtos próprios — como roupas e acessórios desenvolvidos com práticas de baixo impacto ambiental — além de itens criados por cerca de 15 pequenos produtores e artesãos locais, o espaço funciona como vitrine da criatividade e da economia local.

Desde sua fundação, a EcoModas também desenvolve um projeto inovador de produção de mudas florestais a partir do reaproveitamento de cones de linhas de costura industrial, resíduos gerados pela própria confecção e por outras empresas do setor. Esses cones, que normalmente seriam descartados, passam a ser utilizados como recipientes para o cultivo de mudas, transformando um resíduo da indústria têxtil em recurso para a restauração ambiental.

A iniciativa já possibilitou o cultivo e o plantio de mais de 35 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, entre elas a palmeira-juçara, espécie que sofre ameaças. Cerca de 90% dessas mudas foram destinadas a áreas do próprio município, contribuindo para o fortalecimento da vegetação nativa e para ações de enriquecimento florestal. Ao longo dos anos, foram realizadas oficinas, mutirões de plantio e atividades de educação ambiental envolvendo estudantes, moradores, empresas e visitantes.

Para Adriana Santos, sócia-fundadora da EcoModas, o reconhecimento representa um incentivo para ampliar o impacto positivo da iniciativa: “Ser reconhecida como patrimônio socioambiental de Nova Friburgo seria uma grande honra. Desde o início, nosso propósito foi mostrar que é possível empreender valorizando a natureza, as pessoas e a cidade”, afirma. Formada em Biologia, Adriana também coordena as atividades de educação ambiental realizadas na empresa.

Caso o projeto seja sancionado, a medida poderá reforçar institucionalmente a relevância da EcoModas e ampliar oportunidades de parcerias e novos projetos ligados à sustentabilidade e ao turismo, beneficiando também a cidade. O momento coincide com uma data simbólica: no próximo dia 29, a EcoModas completará 16 anos de atuação.

Para mim, ver a EcoModas caminhar para esse reconhecimento vai além de um gesto institucional. É perceber que cada muda plantada, cada peça reaproveitada e cada visitante que passou por nossas ações ajudou a construir uma história de cuidado com Nova Friburgo. Agora, a decisão está nas mãos do prefeito Johnny Maycon — e seguimos na torcida para que ela seja favorável.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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