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Águas da Mata Atlântica: sustentabilidade e fortalecimento da economia

terça-feira, 02 de junho de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!

Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma Prosa Sustentável e, desta vez, “embriagado” de boas ideias, propósito e um profundo orgulho de ver a sustentabilidade e o empreendedorismo local se transformando em realidade nas nossas montanhas!
Nova Friburgo é nacionalmente reconhecida por suas paisagens montanhosas, sua potência industrial e, cada vez mais, pela excelência de seu polo cervejeiro artesanal. Cruzando a fronteira do ecodesign, a EcoModas dá um passo inovador ao criar uma collab com indústrias da cidade para lançar sua própria linha de cervejas artesanais.
Mais do que uma bebida de alta qualidade, o produto foi minuciosamente projetado para se consolidar como o legítimo souvenir de Nova Friburgo — um presente que carrega a identidade, a pureza e a responsabilidade ecológica da nossa Região Serrana. Pelo fato de a sede da EcoModas estar posicionada em um dos principais atrativos turísticos do município, o teleférico, seus fundadores identificaram na própria linha de frente uma forte demanda dos visitantes por uma lembrança líquida que fosse verdadeiramente autêntica e representativa do território.
Com um forte simbolismo, este lançamento foi planejado para homenagear diretamente a Semana do Meio Ambiente que acontece nesta primeira semana de junho. A ideia do produto nasceu em 29 de março deste ano, durante as comemorações do aniversário da EcoModas.
Os rótulos, com ilustrações ricas e detalhadas, funcionam como verdadeiras janelas para as riquezas naturais do nosso município, rendendo um tributo às águas puras e cristalinas que brotam em nossas montanhas e escorrem pelo ventre da Mata Atlântica. É essa riqueza hídrica intocada que serve de base para os dois estilos lançados: a Brisa da Mata (uma cerveja Pilsen leve, clara, refrescante e perfeitamente equilibrada com 4,9% vol., ideal para todos os momentos) e a Seiva da Montanha (uma cerveja Session IPA autêntica, com 3,8% vol., amargor marcante de 60 IBU e notas lupuladas florais e herbáceas, sob medida para quem busca maior complexidade de sabor).
 
Fortalecendo a cadeia produtiva e a economia circular
É fundamental destacar o modelo de negócios integrado e desenhado para este projeto. Compreendendo que a EcoModas não atua como fabricante direta de bebidas, a marca identificou o imenso potencial da indústria cervejeira existente na região e a crescente demanda de seu público por produtos autênticos. Em vez de verticalizar a produção, a EcoModas optou por descentralizá-la, inserindo estrategicamente três outras empresas locais na cadeia de fornecedores, fomentando o cooperativismo e gerando impacto socioeconômico em rede.
O desenvolvimento da linha conecta os seguintes elos de excelência regional:
  • Lumiarina Cervejaria: Responsável pela elaboração técnica e intelectual das receitas. A empresa traz consigo a bagagem pioneira do projeto Ciclo do Vidro, iniciativa que permitiu trazer para Nova Friburgo um sistema que viabiliza o descarte correto de garrafas de vidro por qualquer cidadão para fins de reciclagem. Atualmente, o ponto coletor está localizado no SustentArp.
  • Cervejaria Pontal: Indústria que assume o rigoroso processo de envase e controle de qualidade das bebidas.
  • HN Comunicação Visual: Responsável pela confecção dos rótulos. Sob a ótica do upcycling, a empresa que é parceira de longa data da EcoModas produz os adesivos reaproveitando pontas e aparas de materiais gerados em sua própria rotina de produção, eliminando o desperdício de matéria-prima virgem.
Metas ecológicas e impacto comunitário
    Fiel ao seu manifesto regenerativo, cada lote dessa nova linha se traduz em floresta em pé. A EcoModas, que nasceu em 2010 em Nova Friburgo e já contribuiu com o plantio de mais de 35 mil árvores nativas, estabeleceu um compromisso técnico claro para este novo projeto: para cada 500 litros de cerveja produzidos, uma nova muda de árvore nativa é destinada ao plantio. E os resultados práticos dessa matemática verde já começaram a frutificar de forma altamente otimista.
Como fruto da campanha realizada no Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), dez mudas de Palmeira Juçara foram adotadas pela cliente e seguidora Catarina Wermelinger. O grande diferencial ecológico está na origem dessas plantas: elas foram cultivadas pela própria EcoModas reutilizando, como recipientes, cones de linhas descartados de sua confecção de moda sustentável — uma solução prática de upcycling que evita o uso de sacos plásticos tradicionais e ressignifica os resíduos do próprio processo produtivo.
Demonstrando como a responsabilidade socioambiental pode engajar comunidades, Catarina aproveitou o aniversário de seu neto para envolver os familiares e convidados na missão de plantar as mudas. O mutirão ecológico ocorreu em um sítio em Duas Barras, transformando uma celebração familiar em um ato coletivo de salvaguarda ambiental e recuperação do solo da região.
 
Consumo responsável e cidadania
A comercialização do produto é estritamente proibida para menores de 18 anos e traz o alerta indispensável: se beber, não dirija. Além disso, reforçando o cuidado com o pós-consumo, o próprio rótulo da cerveja contém dicas educativas e orientações para que o consumidor realize o descarte correto da embalagem.
Ao visitar o espaço conceito da EcoModas no alto do Teleférico, o público percebe que o portfólio vai muito além do vestuário ecológico. O que se oferece ali é um ecossistema vivo que estimula o empreendedorismo, fortalece a competitividade da indústria local, promove a sustentabilidade real e impulsiona o turismo de experiência de forma ética e integrada.
Ergam-se os copos: este é um brinde ao futuro sustentável da nossa terra!
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O verde que nos molda e o futuro que nos cobra: Nova Friburgo aos 208 anos!

terça-feira, 19 de maio de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável e, desta vez, em clima de “festa”.

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável e, desta vez, em clima de “festa”.

Caminhar pelas ruas de Nova Friburgo nas primeiras horas da manhã é um exercício de conexão que transcende o visível. Há uma poesia silenciosa na forma como a bruma abraça o Pico da Caledônia, ou no som discreto dos nossos rios que cortam a história urbana, lembrando-nos, a cada segundo, de onde viemos. Neste mês, quando nossa cidade celebra 208 anos, o meu olhar de escritor e de eterno apaixonado por este chão não consegue se fixar apenas nas luzes da “festa”. Ele se volta para as nossas raízes, para o nosso relevo e, principalmente, para o horizonte que estamos desenhando para as próximas gerações.

Fui agraciado com o título de cidadão friburguense em 2017, e não tenho medo de pecar pelo excesso de afeto ao afirmar: Nova Friburgo é, sem sombra de dúvidas, uma das cidades mais bonitas do Brasil. Fomos abençoados por uma geografia generosa, cercados por montanhas imponentes que guardam o que resta de mais precioso da nossa Mata Atlântica. Nossas cachoeiras, nossas florestas e o nosso clima outonal privilegiado formam um mosaico de riqueza natural hipnotizante. Temos em nosso DNA territorial um potencial para o ecoturismo e para o turismo consciente que supera, com folga, o de dezenas de municípios brasileiros que hoje têm nessa atividade sua principal matriz econômica.

No entanto, a beleza que nos deslumbra também precisa nos despertar. Como cronista do cotidiano friburguense e estudioso das causas ambientais, sinto o dever ético de apontar a nossa maior contradição: estimo, com dor, que Nova Friburgo ainda aproveita menos de 30% desse potencial de ecoturismo avassalador. Estamos sentados sobre uma mina de ouro verde, mas insistimos em fechar os olhos para este cenário.

Faltam-nos investimentos públicos consistentes e de longo prazo em turismo sustentável. Falta-nos uma infraestrutura ecológica que permita ao visitante e ao morador desfrutar das nossas trilhas e parques com segurança, sinalização e manejo adequado. Acima de tudo, falta-nos colocar a educação ambiental no centro da mesa de discussões, transformando o respeito à natureza em um valor cultural indissociável do ser friburguense. O turismo do futuro não é o de massa, predatório e efêmero; é o de experiência, aquele que preserva enquanto encanta, que gera renda mantendo a floresta em pé. E, nesse quesito, ainda engatinhamos de forma tímida.

Essa subutilização do nosso potencial caminha de mãos dadas com dores urbanas que já não podemos mais varrer para debaixo do tapete. Celebrar 208 anos exige maturidade para encarar os nossos gargalos. Nova Friburgo ainda padece com uma gestão inadequada de resíduos sólidos. O descarte incorreto de lixo nas encostas e nas margens dos rios é uma ferida aberta que sangra a cada temporada de chuvas. Carecemos de políticas públicas ambientais que sejam eficientes, contínuas e imunes às trocas de governos. A ausência de ações estruturadas de sustentabilidade urbana drena a nossa qualidade de vida e sufoca o brilho da nossa joia serrana.

Paralelamente ao poder público, há outra engrenagem que precisa de uma profunda autocrítica: o nosso setor corporativo. Ainda assistimos a um cenário onde muitas empresas centralizam excessivamente seus lucros, operando sob uma lógica obsoleta de extrair o máximo do município e devolver o mínimo. Investir em ações sociais, adotar práticas de governança socioambiental (ESG) e patrocinar projetos comunitários não são atos de caridade; são investimentos na sobrevivência do próprio mercado consumidor e na saúde do território que as abriga.

Nova Friburgo só resiste e pulsa porque se tornou um solo fértil para movimentos independentes, projetos sociais apaixonados, educadores ambientais incansáveis e coletivos de cidadãos que se recusam a aceitar a inércia. São empreendedores conscientes que trocam o plástico pela compostagem, marcas que desenham campanhas solidárias para apoiar instituições históricas da nossa cidade, e pessoas anônimas que, nos finais de semana, sobem as montanhas para plantar árvores e recolher o lixo que outros deixaram.

Olhar para trás, para estes 208 anos de história, nos dá a dimensão do quanto fomos fortes para superar tragédias e nos reconstruir. Mas olhar para a frente nos impõe uma responsabilidade coletiva inadiável. Neste aniversário, o meu desejo e o meu chamado a você é para que façamos um pacto de amor ativo por esta cidade. Que cobremos os governantes, que exijamos das marcas uma postura ética e, fundamentalmente, que mudemos nossa postura no dia a dia. Nova Friburgo merece mais do que parabéns e discursos inflamados na praça e nas redes sociais. Viva a nossa terra, viva o nosso povo, e que o nosso futuro seja tão grandioso e verde quanto as montanhas que nos cercam.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre

Foto da galeria
(Imagem criada por IA por Alex Santos)
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Carta para o futuro de Nova Friburgo

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Alex Santos

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Nova Friburgo é, por essência, um destino privilegiado. Cercada pela Mata Atlântica, com clima de serra e paisagens que unem montanhas, rios e cachoeiras. A cidade encanta por sua natureza, cultura e gastronomia. Mais do que isso, o turismo movimenta hotelaria, comércio e serviços, gerando emprego e renda. Não por acaso, o município está na categoria “A” do Mapa do Turismo Brasileiro, reconhecimento dado a destinos com forte impacto econômico e infraestrutura consolidada (Fonte: Rotas RJ).

E foi essa provocação que levei ao WCD. Durante o encontro, tivemos uma vivência com abelhas sem ferrão conduzida pela bióloga e companheira Adriana Santos, uma oficina de vasos autoirrigáveis e, principalmente, a construção coletiva de uma carta para o futuro de Nova Friburgo. Em tempo real, os participantes compartilharam palavras-chave em um grupo digital, criando um mosaico de ideias e sentimentos que agora se transforma em um legado coletivo para a nossa cidade.

Carta ao futuro de Nova Friburgo

Se você está lendo estas palavras, é porque, em algum ponto do tempo — que para nós ainda é presente — escolhemos desacelerar e nos reconectar. Paramos para escutar com atenção, sentir com verdade e refletir com responsabilidade sobre o caminho que estávamos traçando para a nossa cidade. Talvez você já esteja vivendo a Nova Friburgo que sonhamos. Talvez ainda esteja construindo esse cenário. De todo modo, fica aqui um lembrete essencial: o futuro não chega pronto — ele nasce todos os dias, nas escolhas de cada um de nós.

O turismo, para esse grupo, é partilha, conhecimento, saúde, experiência, cultura, paz e aventura. Viajar desperta alegria, liberdade, tranquilidade e curiosidade. E foi assim que olhamos para Nova Friburgo — como um refúgio de paz, de beleza, de natureza viva, de paisagens que abraçam, de nascentes que banham e de um equilíbrio que precisa ser cuidado todos os dias.

Imaginamos — e desejamos — que você esteja vivendo uma cidade onde as montanhas continuam respirando, onde as águas seguem limpas, onde o verde não foi substituído, mas valorizado. Uma cidade onde o turismo não sufoca, mas fortalece. Onde quem chega entende que não está apenas visitando, mas fazendo parte.

O turismo gera valor, renda, emprego e conhecimento, mas pode impactar a natureza, o meio ambiente, o cotidiano e gerar resíduos quando não há consciência. Por isso, ecoaram entre nós alertas sobre o descarte correto, a coleta seletiva, a limpeza urbana e o respeito aos espaços — pequenos gestos que, no tempo, definem grandes futuros.

E então veio a virada de chave. Escolhemos acreditar em um turismo que colabora, e não apenas consome. O turismo regenerativo, para nós, passou a ser responsabilidade, consciência, cuidado, equilíbrio e amor — por nós, pelos outros e pelo lugar que habitamos. Entendemos que cuidar é mais do que preservar: é melhorar, é devolver, é regenerar.

O turista ideal é consciente, educado e responsável — alguém que pisa leve, observa mais do que interfere, e deixa mais do que leva. Porque, naquele momento, concordamos sobre algo essencial: viajar deve deixar o lugar melhor.

Assumimos compromissos simples, mas transformadores: agir com exemplo, promover educação, oferecer ajuda e cultivar atitudes melhores. Porque entendemos que o futuro não se constrói com grandes discursos, mas com pequenas ações repetidas todos os dias.

A natureza, para nós, é vida. É tudo. É parte de quem somos. E pertencimento é isso: colaboração, escolha, consciência de que somos parte do todo. Somos moradores, visitantes, cuidadores. Somos, de alguma forma, todos turistas. Sustentabilidade deixou de ser conceito e passou a ser prática: cuidado, consciência, colaboração, reutilizar e postura de vida.

Esta carta não foi escrita por uma única pessoa. Ela nasceu da escuta. Da troca. Da soma de vozes que, naquele momento, escolheram não apenas pensar — mas se comprometer. Se hoje você vive uma Nova Friburgo mais viva, mais equilibrada, mais consciente… então valeu a pena. Se ainda não, que essa carta siga como lembrete.

Ao presente e ao futuro, deixamos este compromisso: cuidar, viver e regenerar Nova Friburgo — todos nós, todos os dias.

Saudações sustentáveis. Tudo verde, sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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Criatividade e sustentabilidade

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Alex Santos

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

O turismo regenerativo em pauta no WCD

Participe da minha atividade nesta quarta-feira, às 11h

Opa! Tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável!

Entre esta terça-feira, 21, e quinta, 23, Nova Friburgo se conecta a um movimento global que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: o World Creativity Day (WCD). Mais do que um evento, trata-se de uma grande rede colaborativa que reconhece a criatividade como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo.

Neste ano, toda a programação acontece na Arp (patrocinadora do evento), reunindo uma diversidade de atividades gratuitas e a presença de especialistas de diferentes áreas, promovendo encontros, aprendizados e, principalmente, conexões transformadoras.

Eu estarei à frente de uma dessas experiências, nesta quarta, 22, às 11h, no Espaço SustentArp. A atividade que proponho não é apenas para assistir. É para participar, construir e viver. Começaremos com um momento de interação em roda de conversa, onde convidarei todos os presentes a construírem juntos uma carta para o futuro de Nova Friburgo, que será publicada neste jornal na minha próxima coluna, no dia 5 de maio. Mais do que um exercício simbólico, essa carta será um registro coletivo de ideias, desejos e compromissos.

Para tornar essa construção ainda mais dinâmica e inclusiva, utilizaremos um grupo no WhatsApp como ferramenta tecnológica de participação em tempo real. Durante a atividade, farei perguntas e cada participante poderá contribuir com palavras-chave, formando um painel vivo de percepções sobre a cidade que queremos. É uma forma simples, acessível e extremamente potente de dar voz às pessoas.

Experiência com reflexão

Na sequência, seguiremos para um momento que encanta e, ao mesmo tempo, educa: a vivência com abelhas nativas sem ferrão, conduzida por Adriana Santos, formada em biologia, sendo também minha companheira e sócia. Teremos uma colmeia viva em uma caixa pedagógica com visor transparente, permitindo uma observação segura e próxima. Mais do que uma experiência curiosa, é um convite à reflexão: cerca de 70% dos alimentos que consumimos dependem da polinização. Proteger essas abelhas é proteger a vida, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas.

Colocando a mão na massa

Na oficina prática, os participantes irão produzir seus próprios vasos autoirrigáveis a partir de garrafas PET reutilizadas — materiais coletados no alto do Teleférico, onde a EcoModas incentiva o descarte correto de embalagens plásticas vazias de água mineral. Vale lembrar: uma garrafa plástica pode levar mais de 400 anos para se decompor na natureza. Ao reutilizá-la, evitamos que esse material siga para rios, mares, matas ou aterros, e ainda damos a ele uma nova função.

A atividade envolve etapas simples, mas carregadas de significado: corte, montagem com barbante de algodão, preparo com terra e o plantio de uma muda de planta. Cada participante leva seu vaso para casa — não apenas como lembrança, mas como um símbolo de cuidado contínuo. Um detalhe importante: o sistema autoirrigável também evita a proliferação do mosquito da dengue.

Realizar essa atividade no Dia da Terra torna tudo ainda mais simbólico. É um lembrete claro de que o futuro não é algo distante — ele está sendo construído agora, nas escolhas que fazemos todos os dias. Se tem algo que aprendi ao longo da minha trajetória é que grandes transformações começam com pequenos movimentos — especialmente quando feitos de forma coletiva. O WCD é isso: um espaço de encontro, escuta e ação. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Para mais informações, acesse o link:
https://worldcreativityday.com/brazil/nova-friburgo/home ./ Nos vemos lá — para pensar, construir e cultivar, juntos, um novo futuro para Nova Friburgo.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Criei um imã de geladeira para pagar a faculdade de turismo

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Cada peça é criada de forma individual e artesanal. Após pintar e montar as madeiras, escrevo as frases à mão com tintas especiais, renovando constantemente as mensagens. Não há um padrão fixo — as palavras mudam, os sentimentos se reinventam, e assim cada imã nasce único. Em todos eles faço questão de incluir “Nova Friburgo”, reforçando o valor turístico e afetivo que a cidade carrega.

Essa singularidade tem despertado o interesse dos visitantes, que encontram no produto um souvenir autêntico, personalizado, simples e repleto de significado. E, em cada peça, também deixo impresso meu carinho por esta cidade que me acolheu e me presenteou, em 2016, com o título de cidadão friburguense — um reconhecimento que carrego como quem guarda um abraço permanente.

Os imãs passaram a ser comercializados na loja EcoModas, no teleférico, onde atuo, e tiveram excelente aceitação desde o início. Após a validação inicial da ideia — aprovada pela sócia e esposa — foi desenvolvido um MVP (Produto Mínimo Viável), permitindo aprimoramentos progressivos com base no comportamento real dos consumidores. Observou-se que muitos turistas que adquirem outros produtos ecológicos da loja quase sempre incluem também o imã na compra. A combinação de preço acessível, estética artesanal e mensagem positiva transforma o produto em uma lembrança significativa e de alto valor simbólico.

Educação e propósito em cada peça

A comercialização dos imãs contribui diretamente para custear minha graduação recém-iniciada em Gestão de Turismo — uma escolha motivada pela compreensão do papel estratégico que o setor exerce no desenvolvimento econômico e nos impactos sociais e ambientais dos destinos. Nesse sentido, o produto desenvolvido assume também um papel formativo em minha trajetória pessoal e profissional.

Dentro desse contexto, o imã acaba contribuindo ainda mais amplamente para o turismo do que aparenta à primeira vista. Ele funciona como um agente de promoção territorial, levando o nome da cidade para outros lugares e mantendo viva a memória da experiência do visitante. Paralelamente, realizamos atividades constantes com turistas em nossa sede, incluindo ações de educação ambiental e o fornecimento de bombas de sementes que são lançadas nas matas da região para enriquecer a Mata Atlântica, envolvendo crianças, jovens e adultos.

Um dos objetivos, a médio prazo, é estabelecer parcerias com empreendimentos do setor turístico, possibilitando que esses parceiros ofereçam este mesmo imã como uma lembrança sustentável aos seus clientes.

Tamanho do mercado

Embora não exista um dado oficial específico sobre o tamanho do mercado de souvenirs no Brasil, sua relevância pode ser compreendida dentro do contexto do turismo: em 2025, turistas estrangeiros injetaram cerca de US$ 7,9 bilhões (aprox. R$ 41,5 bilhões) na economia brasileira, e considerando que entre 10% e 20% dos gastos de viagem são destinados a compras, estima-se que o segmento de souvenirs e artesanato tenha movimentado entre R$ 4 bilhões e R$ 8 bilhões no período, evidenciando seu potencial para negócios criativos e locais.

Além disso, as projeções para 2026 indicam que o turismo deve alcançar US$ 167,6 bilhões, representando cerca de 7,7% do PIB e sustentando 8,2 milhões de empregos, o que reforça o setor como um dos pilares do desenvolvimento nacional e destaca a importância de investir em qualificação e experiências mais sustentáveis e transformadoras.

Produzir um souvenir sustentável enquanto estudo turismo é algo simbólico para mim. O imã representa exatamente o tipo de experiência turística em que acredito: aquela que valoriza o território, respeita o meio ambiente e gera impacto positivo real. Hoje, cada pessoa que leva um desses imãs para casa não leva apenas uma lembrança — leva uma história, uma mensagem escrita à mão e a certeza de que está apoiando um projeto de vida que conecta educação, turismo e sustentabilidade.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
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Morador de Friburgo pode passear no teleférico, nos dias úteis, doando um quilo de alimento

terça-feira, 24 de março de 2026
por Alex Santos
Foto de capa
(Foto: divulgação)

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

A proposta nasce com um olhar muito claro: envolver os moradores da cidade em uma experiência que vai além do passeio turístico. A partir desta semana, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, qualquer morador pode trocar o ingresso do teleférico por um quilo de alimento não perecível. É um gesto simples, acessível, mas carregado de significado.

Ao embarcar nessa experiência, partindo da Praça do Suspiro, o visitante sobe até o primeiro estágio do teleférico, onde está a sede da EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche. Na EcoModas, abrimos as portas da nossa loja sustentável, onde é possível ver na prática o que é economia circular, mobiliários e esculturas com ecodesign e apresentação de um pouco daquilo que construímos desde 2010. A loja também oferece moda sustentável, experiências, café, artesanatos e diversos outros produtos feitos na cidade.

Mas o que mais me encanta nesse projeto é o que ele provoca nas pessoas. Cada alimento arrecadado será destinado, inicialmente, ao Bloco da Jurema, um projeto social que realiza um trabalho fundamental na nossa cidade com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ou seja, o passeio se transforma em alimento na mesa de quem precisa.

Além do social, ação ambiental

Cada morador de Nova Friburgo que participar desta ação também receberá uma bomba de sementes para que seja lançada no trajeto do morro do teleférico. Com isso, queremos estimular um gesto coletivo de regeneração e impacto social positivo. É como se cada visitante deixasse uma marca positiva no caminho, ajudando a devolver vida à paisagem que tanto nos orgulha e que por alguns anos foi afetado por incêndios florestais. As sementes utilizadas são de árvores nativas como Embaúba, Aroeira e Palmeira-juçara.

Esse movimento ganha ainda mais força por acontecer em um momento muito especial. No próximo dia 29, celebramos os 16 anos da EcoModas — uma história construída com muitos desafios, aprendizados e, principalmente, propósito. Ao mesmo tempo, o teleférico completa 50 anos de existência neste ano, sendo um dos atrativos turísticos mais visitados de Nova Friburgo. Unir essas duas histórias em uma ação como essa é, para mim, algo extremamente significativo e positivo.

Do ponto de vista das agendas globais, o projeto “Passaporte Verde e Solidário da EcoModas no Teleférico” dialoga diretamente com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos falando de combate à fome (ODS 2), ao estimular a doação de alimentos; consumo e produção responsáveis (ODS 12), ao promover consciência e educação ambiental; e ação contra a mudança do clima (ODS 13), ao incentivar práticas de regeneração e conexão com a natureza.

Mas, mais do que números e metas, estamos falando de cultura — e cultura se constrói com vivência, com conexão e com pertencimento. O que buscamos com essa iniciativa é justamente despertar nos moradores esse olhar mais atento e afetivo sobre a própria cidade. Queremos que o friburguense se reconheça como parte ativa desse movimento, não apenas como espectador. Que passe a enxergar Nova Friburgo com novos olhos, valorizando seus espaços, sua história e, principalmente, seu papel na transformação do território.

Turismo, para nós, não é apenas receber bem quem vem de fora. É, antes de tudo, cuidar de quem já está aqui. É fortalecer o vínculo da população com a cidade, criando experiências que gerem orgulho, consciência e participação. Entendemos que quando o morador se envolve, o turismo ganha alma. E quando há pertencimento, qualquer iniciativa deixa de ser pontual e passa a se tornar um verdadeiro movimento de transformação coletiva.

Acredito profundamente que iniciativas como essa fortalecem o posicionamento de Nova Friburgo como um destino que vai além da beleza natural. Um destino que pensa, que age, que se movimenta em direção a um futuro mais equilibrado. “Para nós, é uma grande satisfação integrar uma iniciativa que une solidariedade, sustentabilidade e valorização de quem vive em Nova Friburgo. O Teleférico de Nova Friburgo sempre foi um símbolo da cidade, parte da nossa história e da memória afetiva de tantas pessoas. Essa parceria com a EcoModas reforça exatamente esse propósito: ir além do turismo e transformar o teleférico em uma plataforma de impacto positivo, conectando experiência, consciência e benefício real para a comunidade”, comenta Rodolfo Acri, proprietário do teleférico.

Seguimos acreditando que pequenas atitudes, quando bem direcionadas, têm o poder de gerar grandes transformações. E talvez essa seja a maior mensagem do “Passaporte Verde e Solidário”: não é preciso fazer muito, mas é essencial fazer juntos.

Regras do “Passaporte Verde e Solidário”

  •  Benefício exclusivo para moradores de Nova Friburgo;
  • Obrigatória a apresentação de comprovante de residência no nome do participante, junto com documento oficial com foto;
  • O benefício é válido apenas para o titular dos documentos apresentados. Acompanhantes deverão adquirir ingresso integral, incluindo crianças;
  • Uso individual, pessoal e intransferível;
  • Válido ao longo do ano de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (exceto feriados e período de férias escolares);
  • Acesso limitado ao primeiro estágio do teleférico (onde estão a EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche);
Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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Após quase 16 anos, EcoModas pode virar patrimônio socioambiental

terça-feira, 10 de março de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Hoje, nossa prosa sustentável segue em uma direção muito especial. Para honra e glória de Deus, tenho a oportunidade de ver o trabalho que há mais de 15 anos venho desenvolvendo ao lado da minha esposa ser reconhecido no âmbito municipal. Mais do que uma conquista pessoal, trata-se do reconhecimento de uma trajetória construída com propósito, dedicação e compromisso com a sustentabilidade e com a nossa cidade.

Opa! Tudo verde?

Hoje, nossa prosa sustentável segue em uma direção muito especial. Para honra e glória de Deus, tenho a oportunidade de ver o trabalho que há mais de 15 anos venho desenvolvendo ao lado da minha esposa ser reconhecido no âmbito municipal. Mais do que uma conquista pessoal, trata-se do reconhecimento de uma trajetória construída com propósito, dedicação e compromisso com a sustentabilidade e com a nossa cidade.

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal propõe reconhecer a EcoModas como Patrimônio Socioambiental do município. A proposta é de autoria do vereador Cláudio Damião (PT) e aguarda decisão do prefeito Johnny Maycon (PL), para entrar em vigor. Vale destacar que esse reconhecimento possui caráter simbólico e institucional e não gera qualquer custo para o município.

Na minha visão, trata-se de uma forma de valorizar e fortalecer uma iniciativa que se destaca pelas práticas de sustentabilidade, economia circular e educação ambiental. As ações da EcoModas já foram reconhecidas em premiações relevantes no Brasil, consolidando o projeto como uma referência em iniciativas que unem empreendedorismo, impacto socioambiental e engajamento comunitário.

Segundo o autor do projeto, a proposta já avançou em etapas do processo legislativo. O texto recebeu parecer favorável da Comissão de Turismo, Integração Regional, Relações Exteriores, História e Patrimônio, da Câmara, e foi encaminhado ao Executivo em 31 de outubro de 2025, por meio da Fundação Dom João VI, para análise técnica. Atualmente, o processo segue nessa etapa, aguardando o retorno do parecer.

Trajetória

Fundada em 2010, a empresa nasceu em uma casa no bairro Olaria e foi construída ao longo dos anos enfrentando diversos desafios. Naquele período, realizávamos facção de lingerie para outra empresa e, paralelamente, começava a surgir um pequeno projeto de produção de mudas nativas a partir do reaproveitamento de sacolas plásticas utilizadas nas embalagens de bojos de sutiãs. Com o tempo, a iniciativa se consolidou como um projeto friburguense voltado à inovação socioambiental no setor de confecção.

Hoje, a EcoModas desenvolve ações que envolvem reaproveitamento de resíduos têxteis, moda sustentável, educação ambiental, economia criativa e circular, turismo sustentável e projetos comunitários, conectando empreendedorismo, preservação ambiental e impacto social positivo.

Instalada no alto do teleférico, a empresa também passou a desempenhar um papel importante no acolhimento e na orientação de turistas. A localização em um dos principais pontos turísticos do município favorece o contato direto com turistas brasileiros e estrangeiros, que encontram no espaço informações atualizadas sobre atrativos naturais, históricos e culturais da região. Muitos chegam com roteiros pesquisados na internet, mas buscam na equipe da EcoModas orientações práticas sobre acessos, segurança e novas experiências na cidade, transformando o local em um ponto de apoio ao turismo sustentável.

Atualmente, cinco hotéis indicam a EcoModas aos hóspedes como uma experiência sustentável. Dentro dessa proposta, promovemos atividades ligadas ao turismo regenerativo, incentivando as pessoas a irem além da contemplação e participarem de ações que contribuem para a conservação ambiental da região. Entre essas iniciativas está a distribuição de bombas de sementes com espécies nativas, que podem ser lançadas em áreas verdes indicadas da cidade, contribuindo para o enriquecimento florestal e para o fortalecimento da biodiversidade local.

Sustentabilidade 

Outro destaque é a loja sustentável, que reúne produtos próprios — como roupas e acessórios desenvolvidos com práticas de baixo impacto ambiental — além de itens criados por cerca de 15 pequenos produtores e artesãos locais, o espaço funciona como vitrine da criatividade e da economia local.

Desde sua fundação, a EcoModas também desenvolve um projeto inovador de produção de mudas florestais a partir do reaproveitamento de cones de linhas de costura industrial, resíduos gerados pela própria confecção e por outras empresas do setor. Esses cones, que normalmente seriam descartados, passam a ser utilizados como recipientes para o cultivo de mudas, transformando um resíduo da indústria têxtil em recurso para a restauração ambiental.

A iniciativa já possibilitou o cultivo e o plantio de mais de 35 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, entre elas a palmeira-juçara, espécie que sofre ameaças. Cerca de 90% dessas mudas foram destinadas a áreas do próprio município, contribuindo para o fortalecimento da vegetação nativa e para ações de enriquecimento florestal. Ao longo dos anos, foram realizadas oficinas, mutirões de plantio e atividades de educação ambiental envolvendo estudantes, moradores, empresas e visitantes.

Para Adriana Santos, sócia-fundadora da EcoModas, o reconhecimento representa um incentivo para ampliar o impacto positivo da iniciativa: “Ser reconhecida como patrimônio socioambiental de Nova Friburgo seria uma grande honra. Desde o início, nosso propósito foi mostrar que é possível empreender valorizando a natureza, as pessoas e a cidade”, afirma. Formada em Biologia, Adriana também coordena as atividades de educação ambiental realizadas na empresa.

Caso o projeto seja sancionado, a medida poderá reforçar institucionalmente a relevância da EcoModas e ampliar oportunidades de parcerias e novos projetos ligados à sustentabilidade e ao turismo, beneficiando também a cidade. O momento coincide com uma data simbólica: no próximo dia 29, a EcoModas completará 16 anos de atuação.

Para mim, ver a EcoModas caminhar para esse reconhecimento vai além de um gesto institucional. É perceber que cada muda plantada, cada peça reaproveitada e cada visitante que passou por nossas ações ajudou a construir uma história de cuidado com Nova Friburgo. Agora, a decisão está nas mãos do prefeito Johnny Maycon — e seguimos na torcida para que ela seja favorável.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Transformando resíduos de comunicação visual em novos ciclos produtivos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Foto: Adriano José

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Na minha trajetória escrevendo sobre ESG — e também atuando diretamente nessa área — tenho observado um desafio crescente e ainda pouco debatido nos bastidores corporativos: o destino de banners e lonas publicitárias após o fim de campanhas. Produzidos em larga escala e com baixa reciclabilidade, esses materiais costumam ter vida útil curta e frequentemente acabam descartados como resíduos sólidos, ampliando impactos ambientais sérios, visto que tal material é derivado do petróleo podendo levar muitos séculos para se decompor.

Hoje, o descarte inadequado desses materiais deixou de ser apenas um problema ambiental e passou a integrar diretamente a agenda reputacional das empresas. Em um contexto em que práticas de ESG influenciam decisões de mercado, a gestão responsável de resíduos tornou-se um indicador concreto de compromisso socioambiental — e também de credibilidade institucional. É preciso considerar, ainda, o impacto negativo na imagem corporativa: imagine uma lona publicitária com a logomarca da empresa boiando em um rio, visível para todos. Aquilo que foi criado para promover a marca pode, rapidamente, transformar-se em um símbolo de descuido ambiental, gerando percepção negativa e prejuízos à reputação de qualquer negócio.

Números que mostram o impacto

Como integrante da EcoModas, acompanho de perto iniciativas que buscam soluções práticas para esse problema. Desde 2010, alguns projetos já desenvolvidos já possibilitaram a transformação de um pouco mais de sete toneladas de banners e lonas em novos produtos ecológicos para empresas de diferentes regiões do Brasil.

Esse volume representa não apenas resíduos desviados de aterros, mas também redução indireta de impactos ambientais, como economia de matéria-prima virgem, diminuição da demanda por novos plásticos e menor emissão associada à produção de materiais promocionais convencionais.

Para Adriana Santos, responsável pela criação das peças, “cada material tem características próprias, e nosso trabalho é estudar o melhor aproveitamento possível. Quanto mais inteligente for o design, maior é o reaproveitamento e menor o descarte”, observa.

Do passivo ambiental ao ativo estratégico

Na prática, banners que perderam sua função original podem ser convertidos em bolsas, estojos, carteiras e nécessaires utilizados em ações institucionais, kits corporativos e campanhas promocionais. Essa substituição de brindes tradicionais por itens reaproveitados ajuda empresas a alinhar comunicação, branding e responsabilidade ambiental.

O processo segue critérios técnicos: cálculo da área disponível de material, dimensionamento dos produtos possíveis e definição proporcional da produção. Esse planejamento garante melhor aproveitamento da matéria-prima e transparência de resultados — dados que podem inclusive compor relatórios de sustentabilidade corporativa.

Impacto social além do ambiental

Outro ponto relevante é o efeito social desse modelo produtivo. A confecção dos itens prioriza contratação de mão de obra local, estimulando geração de renda, valorização de habilidades artesanais e fortalecimento da economia regional. Isso amplia o alcance da iniciativa, que deixa de atuar apenas na esfera ambiental e passa a contribuir também para desenvolvimento social.

Na prática, isso significa que um resíduo corporativo descartado em uma ponta da cadeia pode se transformar em oportunidade de trabalho e renda em outra — um exemplo concreto de como a economia circular conecta diferentes dimensões da sustentabilidade.

Uma mudança de lógica

Tenho defendido cada vez mais a ideia de que sustentabilidade corporativa não depende somente de grandes tecnologias, mas de mudanças de mentalidade. Quando empresas passam a enxergar seus próprios resíduos como recursos reaproveitáveis e regenerativas, elas deixam de lidar com o descarte como problema isolado e passam a tratá-lo como parte estratégica de sua operação.

Produtos desenvolvidos a partir de banners que seriam descartados ganham novos significados, contam outras histórias e ainda se transformam em instrumentos de educação ambiental. Mais do que itens reutilizados, eles representam uma forma concreta de vivenciar a sustentabilidade e a economia circular — de maneira visível e autêntica.

No fim das contas, iniciativas desse tipo mostram que a chamada “missão sustentável” não é um conceito abstrato. Ela se materializa em números, processos, pessoas envolvidas e resultados mensuráveis — elementos que transformam discurso ambiental em prática concreta.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

créditos
Foto: Adriano José
Modelo: Ingridh Adames
Make: Cássia Juliana
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Foto: Adriano José
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Um carnaval que planta o futuro em São Pedro da Serra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Em meio à música, às cores e à celebração coletiva do carnaval no distrito de São Pedro da Serra, uma iniciativa chama atenção por ir além da folia e deixar marcas duradouras no território. Durante o carnaval de 2026, nós, da EcoModas Soluções Sustentáveis, participaremos do desfile do bloco carnavalesco Olha Eu Aí com uma ação simbólica e concreta: a distribuição de 26 mudas nativas da Mata Atlântica, todas de Palmeira-juçara. O número faz referência ao ano da ação e marca o caráter experimental da iniciativa.

As mudas são cultivadas em nosso viveiro próprio, instalado junto à sede sustentável da EcoModas, localizada no alto do teleférico de Nova Friburgo. Ao longo dos anos, esse espaço se tornou referência regional em educação ambiental, turismo ecológico e práticas de regeneração ambiental. Desde 2010, atuamos de forma contínua com soluções baseadas na natureza e já contribuímos para o plantio de mais de 35 mil mudas, reafirmando nosso compromisso com a Mata Atlântica.

A ação carrega também um forte componente de economia circular. Cultivamos as palmeiras juçara em cones vazios de linhas de costura industrial — resíduos reaproveitados tanto da própria confecção da EcoModas quanto de confecções tradicionais de lingerie de Nova Friburgo. Na prática, mostramos que resíduos industriais podem ganhar novas funções ambientais, educativas e simbólicas.

Nossa história com São Pedro da Serra é antiga e afetiva. Conheci Adriana Santos, minha companheira de vida e de trabalho, há 25 anos, justamente durante uma festa na localidade. Adriana é bióloga e responsável técnica dos projetos ambientais e pelo desenvolvimento dos produtos sustentáveis da EcoModas. Eu atuo como escritor e sou responsável pela área comercial e pelo desenvolvimento dos projetos socioambientais da empresa. Essa relação com o território atravessa tudo o que fazemos.

A muda como parte do desfile

Durante o desfile, as mudas não serão apenas entregues ao público, mas distribuídas pelos próprios integrantes do bloco Olha Eu Aí, fortalecendo o caráter coletivo da ação. Para garantir segurança e praticidade durante a festa, cada muda será entregue em seu cone reutilizado, acompanhada de uma alça de ombro que permite o transporte ao longo do percurso sem danificar a planta.

Cada alça traz ainda uma etiqueta com QR Code, que direciona o participante para uma página digital com informações sobre a iniciativa, orientações de plantio e conteúdos educativos sobre a importância da Palmeira-juçara para a Mata Atlântica. A proposta é transformar o gesto simbólico de receber uma muda em um convite à continuidade do cuidado após o carnaval.

Ao longo de mais de 15 anos de atuação, a EcoModas tem sido reconhecida e premiada por integrar moda sustentável, educação ambiental, reflorestamento, economia circular e impacto social positivo. Levar esse trabalho para o carnaval reforça uma ideia que considero essencial: grandes eventos culturais também podem ser espaços de regeneração ambiental e transformação coletiva.

Um carnaval que rompe com o descartável

Em um cenário marcado pelo descarte excessivo em grandes eventos, essa ação se diferencia ao substituir brindes efêmeros por vida. Em vez de resíduos ao final da festa, propomos plantio, regeneração e responsabilidade ambiental. A iniciativa dialoga diretamente com a identidade do bloco Olha Eu Aí, conhecido pelo reaproveitamento criativo de materiais e pela valorização do fazer coletivo.

Como define o diretor de carnaval do bloco, Rodrigo Lima, o conceito que guia o desfile é simples e poderoso: “Nada se perde, tudo se transforma”. Mais do que uma ação pontual, a distribuição das mudas reforça o carnaval como espaço de educação ambiental, pertencimento comunitário e cuidado com o território.

Em 2026, o bloco Olha Eu Aí desfila com o enredo “As mãos que nos alimentam”, celebrando as pessoas que trabalham, cuidam, plantam, cozinham, costuram, ensinam e mantêm viva a cultura popular. A narrativa une natureza, fé e cultura, exaltando as águas como origem da vida e conduzindo o cortejo por um simbólico “rio de emoção”.

O desfile é composto por seis alas que contam essa história a partir das mãos: as que plantam, as que produzem o alimento, as que fazem o artesanato, as que transmitem saberes e as que sonham. Crianças abrem o cortejo, seguidas pelas alas temáticas, enquanto os tradicionais bonecões e a pipoca completam a festa pelas ruas da vila.

Desfile do Bloco Olha Eu Aí

  • Data: próximo sábado, 14
  • Concentração: 17h, no Largo do Estrela
  • Desfile: 18h, em direção ao Coreto
  • Encerramento: 20h30, na quadra esportiva de São Pedro da Serra

A palmeira juçara e a preservação da Mata Atlântica

A escolha da palmeira juçara (Euterpe edulis) é estratégica. Espécie nativa e símbolo da Mata Atlântica, ela desempenha papel fundamental na manutenção da biodiversidade, servindo de alimento para mais de 60 espécies de animais silvestres. Sua polpa também é rica em nutrientes e utilizada na alimentação humana. Historicamente ameaçada pelo corte ilegal do palmito, a juçara tornou-se um dos principais focos das ações da EcoModas em restauração florestal.

Em São Pedro da Serra, o carnaval não termina na quarta-feira de Cinzas — ele segue crescendo, muda a muda, raiz a raiz, no território e na consciência de quem participa.

Saudações Sustentáveis! Tudo verde sempre!

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(Foto: IA)
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Artivismo e educação ambiental

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!
Em meio à deslumbrante natureza no alto do Teleférico de Nova Friburgo , eu desenvolvo, junto à EcoModas, um espaço onde arte, sustentabilidade e educação ambiental se encontram de forma concreta e acessível: o Jardim da Reciclagem. Mais do que um ambiente expositivo, o local vem se consolidando como um território de “artivismo” — um movimento que une arte e ativismo socioambiental para provocar reflexão, mudança de comportamento e impacto positivo.
As obras presentes no jardim são criadas, em sua maioria, por mim e, em muitos casos, busco algum profissional que possa executar algo que eu não consigo fazer. Com um olhar atento às possibilidades e à ressignificação dos materiais, utilizo itens descartados como extintores antigos, mangueiras de incêndio sem uso, plásticos, metais e objetos encontrados em caçambas pelas ruas. Cada escultura transforma aquilo que seria lixo em narrativas visuais que falam sobre consumo, natureza, biodiversidade e responsabilidade coletiva. É onde a arte deixa de ser apenas estética e passa a escoar com propósito.
 
O que é artivismo e onde ele nasceu
O termo artivismo surge da junção das palavras arte e ativismo e ganha força a partir da segunda metade do século XX, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, em meio a movimentos sociais, ambientais e políticos. Desde então, essa linguagem se espalhou pelo mundo por sua capacidade de dialogar com públicos diversos, ultrapassando barreiras acadêmicas e técnicas.
Seu principal objetivo é provocar consciência e engajamento, utilizando a arte como um meio de comunicação direto, sensível e crítico. Diferente da arte contemplativa tradicional, o artivismo convida o observador a refletir sobre seu papel no mundo e sobre os impactos de suas escolhas cotidianas. No contexto ambiental, tornou-se uma ferramenta poderosa para abordar temas como crise climática, poluição, descarte inadequado de resíduos, preservação da biodiversidade e economia circular.
 
O Jardim da Reciclagem
No Jardim da Reciclagem da EcoModas, o artivismo assume uma função educativa clara. Ali está o ExtintoVivo, um boneco criado com cinco extintores de incêndio e um aspirador de pó queimado. É sempre marcante observar a reação das pessoas que param para fotografar ao lado da obra, muitas vezes surpreendidas ao descobrir os materiais que a compõem.
Também fazem parte do espaço três Minions construídos com pneus reutilizados, que alegram o ambiente e arrancam gargalhadas das crianças, além dos Iluminaldos — duas lâmpadas queimadas fixadas em tubos plásticos (que enrolam tecidos das confecções de lingerie da cidade) e com braços feitos de cordas navais encontradas numa praia na Região dos Lagos.
Cada obra funciona como um ponto de diálogo, despertando curiosidade e facilitando a compreensão de temas complexos de forma simples e visual. Crianças, jovens, universitários, turistas e visitantes vivenciam ali uma experiência que vai além da observação: trata-se de aprendizado sensorial, provocação e troca.
As esculturas ajudam a traduzir conceitos como:
  • reaproveitamento de materiais e economia circular;
  • impactos do descarte incorreto de resíduos;
  • relação entre consumo, meio ambiente e qualidade de vida;
  • importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade local.
Durante as atividades educativas promovidas no espaço, o jardim se transforma em uma verdadeira sala de aula a céu aberto, onde o aprendizado acontece por meio da experiência, do contato direto com a arte e da reflexão coletiva.
Impactos mensurados e resultados concretos
O artivismo desenvolvido no Jardim da Reciclagem também gera impactos mensuráveis. Todas as obras são produzidas a partir de materiais que seriam descartados, contribuindo diretamente para a redução de resíduos enviados a aterros e para a valorização do reaproveitamento.
Além disso, o espaço já recebeu:
  • estudantes das redes pública e privada;
  • universitários de diferentes áreas;
  • turistas nacionais e internacionais;
  • empresas em ações de ESG, educação ambiental e sensibilização de equipes.
 
Arte, sustentabilidade e turismo ecológico
Inserido em um dos mais visitados atrativos turísticos de Nova Friburgo, o Jardim da Reciclagem também exerce um papel estratégico no fortalecimento do turismo ecológico e de experiência. Quem sobe o teleférico não encontra apenas paisagem e lazer, mas uma proposta cultural e educativa integrada ao território.
Esse tipo de iniciativa amplia o tempo de permanência do visitante, qualifica a experiência turística e agrega valor ao destino, alinhando-se às novas demandas do turismo contemporâneo, que busca significado, aprendizado e conexão com o local visitado.
 
Quando a arte inspira mudança
O artivismo presente no Jardim da Reciclagem reafirma nossa missão como um negócio de impacto positivo. Provocamos a reflexão, geramos consciência e inspiramos mudanças reais. Cada obra carrega não apenas criatividade, mas uma mensagem clara sobre responsabilidade ambiental e o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais sustentável.
Assim, a arte deixa de ser apenas forma e passa a ser linguagem, ferramenta e ação — um convite permanente para repensarmos a forma como consumimos, descartamos e nos relacionamos com o planeta.
Saudações sustentáveis!
Tudo verde sempre!
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Jardim da Reciclagem EcoModas (Foto: Divulgação)
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