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Despedida amarga

sexta-feira, 01 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Sub-20 do Frizão sofre derrota em última rodada da Série B1 Estadual

        Uma despedida que não condiz com o que foi a campanha do Friburguense. Sem chances de classificação e já projetando os próximos desafios, em especial a Série B1 profissional, o Tricolor da Serra acabou derrotado por 4 a 1 pelo Artsul, em jogo válido pela última rodada da Taça Corcovado Sub-20 — equivalente ao primeiro turno da terceira divisão estadual da categoria. A partida aconteceu na última quarta-feira (23), no Eduardo Guinle

Sub-20 do Frizão sofre derrota em última rodada da Série B1 Estadual

        Uma despedida que não condiz com o que foi a campanha do Friburguense. Sem chances de classificação e já projetando os próximos desafios, em especial a Série B1 profissional, o Tricolor da Serra acabou derrotado por 4 a 1 pelo Artsul, em jogo válido pela última rodada da Taça Corcovado Sub-20 — equivalente ao primeiro turno da terceira divisão estadual da categoria. A partida aconteceu na última quarta-feira (23), no Eduardo Guinle

        O Friburguense encerrou a sua participação com sete pontos conquistados, se mantendo na nona posição. A equipe está a oito pontos do quarto colocado, o Paduano, primeiro time na zona de qualificação para as semifinais. Foram duas vitórias, um empate e seis derrotas (sendo quatro delas nas últimas quatro rodadas). O aproveitamento final foi de 25,9%. O Frizão marcou nove gols e sofreu outros 15.

        A edição deste ano é disputada por dez clubes, em sistema de pontos corridos. Participam, além do Frizão, as equipes do Carapebus, Artsul, Bonsucesso, Campo Grande, Nova Cidade, Niteroiense, Paduano, São Cristóvão e Serrano. Na disputa da Taça Corcovado, equivalente à fase de classificação, todos se enfrentaram em turno único, e o Serrano acabou se sagrando campeão. A equipe de Petrópolis vai enfrentar Paduano nas semifinais, enquanto Artsul e São Cristóvão disputam a outra vaga na grande decisão.

        A caminhada teve início com a derrota para o Campo Grande, fora de casa, e continuou com a vitória sobre o Paduano, no Eduardo Guinle, o tropeço diante do Serrano, no Atílio Marotti, e a recuperação com novo triunfo, desta vez sobre o Carapebus. Logo após, o Tricolor empatou com o Nova Cidade, no Joaquim Flores, antes da sequência de derrotas para São Cristóvão, Niteroiense, Bonsucesso e Artsul. 

        O Friburguense, escalado pelo técnico Gedeil, foi a campo, na última quarta-feira, com Helder, Danilo, Guilherme, Isaque e Bryan; João Pedro, Ryan, Bernardo e Cadu; Juan e Miguel.

 

A campanha do Frizão Sub-20:

  • Campo Grande 1 x 0 Friburguense, Ítalo del Cima
  • Friburguense 3 x 1 Paduano, Eduardo Guinle
  • Serrano 3 x 1 Friburguense, Atílio Marotti
  • Friburguense 3 x 1 Carapebus, Eduardo Guinle
  • Nova Cidade 1 x 1 Friburguense, Joaquim Flores
  • Friburguense 0x1 São Cristóvão, Eduardo Guinle
  • Niteroiense 2x0 Friburguense, Concha Acústica de Niterói
  • Bonsucesso 1x0 Friburguense, Leônidas da Silva
  • Friburguense 1x4 Artsul, Eduardo Guinle
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    Despedida, em casa, não foi com resultado positivo: vários garotos serão usados no time principal (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Visconde e Bom Jardim carimbaram o passaporte para a decisão e vão disputar o título da Copa do Calcário 2025. Após dois confrontos eletrizantes, nas partidas de volta das semifinais, disputadas no domingo (27), foram conhecidos os finalistas da competição. Em Monnerat, a equipe da casa foi derrotada pelo Bom Jardim, por 2 a 0. Já em Visconde de Imbé, a Altense venceu o Visconde por 3 a 2, levando a decisão para os pênaltis, onde os mandantes venceram por 4 a 3. Com a melhor campanha no geral na competição, o Visconde fará a segunda partida da final em casa, no dia 17. O jogo de ida acontece neste domingo, dia 03. A competição é realizada pela Liga Desportiva de Macuco, com apoio da Ferj. (Crédito: HT Click)

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“O relógio só anda pra frente”

sexta-feira, 01 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

        Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

        Mas a vida é isso aí, Vida. Ela sendo ela. Cheia de riscos. Poderosa, intensa, surpreendente. E ela tem essa força para mudar tudo da noite para o dia, relativizar convicções, romper com devaneios, desnudar a realidade, impor desafios, apresentar obstáculos algumas vezes intransponíveis. E aí é que começa a complicar. Há surpresas na vida que são implacáveis, arrebatadoras, nos tira o chão, nos coloca no cantinho do castigo olhando para as paredes de forma severa, sem hora para acabar. Não vai adiantar reclamar com os pais, os diretores não vão poder fazer nada.

        E o tempo que parece voar, realmente passa rápido demais. Creio que um dia todos chegaremos a essa conclusão. E não dá para parar o relógio, colocar pilha fraca, sumir com o marcador. Ele não vai parar de passar e esse minuto em que penso essas palavras, também jamais voltará. Já dizia meu saudoso avô João: “o relógio só anda pra frente”. E é isso mesmo. Temos que aproveitar.

        Chega uma hora, em que precisamos entender que existir significa também tomar as rédeas dessa existência, assumir de alguma maneira as responsabilidades, consentir, abraçar as possibilidades, desfrutar dos segundos, valorizar todos os instantes. Precisamos também estar cientes de que acatar a postura ativa diante da vida, significa também não esperar a “papinha na boca”, a mão na testa, alguém como escudo e as respostas prontas para tudo. É aprender sobre amor próprio. A entender-se no mundo, reconhecer seu valor e polir seus defeitos.

        Independente de convicções religiosas, das aspirações que temos sobre o lado de lá, na crença que podemos nutrir sobre a vida depois do “fim”, fato é que essa roupagem assumida por essa vida é única e preciosa e não deve ser desperdiçada. Creio realmente que não estamos aqui a passeio. Temos missões urgentes a cumprir. Precisamos ser úteis ao bem da humanidade. Carecemos de sabedoria para escolhermos as pessoas com quem desejamos caminhar. Um dia, de uma maneira ou de outra, receberemos todos, a conta da vida. Que tenhamos feito boas escolhas.

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Reconhecimento

quinta-feira, 31 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Homenagens marcam final da Supercopa SAF em sua décima edição

       Uma marca que merece todo o reconhecimento. Afinal, na última década foram muitos os momentos que ajudaram a resgatar e fortalecer o futebol amador de Nova Friburgo. Antes da decisão da Supercopa SAF 2025, foram promovidas homenagens pelos 10 anos da competição que movimenta a modalidade no município.

Homenagens marcam final da Supercopa SAF em sua décima edição

       Uma marca que merece todo o reconhecimento. Afinal, na última década foram muitos os momentos que ajudaram a resgatar e fortalecer o futebol amador de Nova Friburgo. Antes da decisão da Supercopa SAF 2025, foram promovidas homenagens pelos 10 anos da competição que movimenta a modalidade no município.

O primeiro a receber as honrarias foi o representante da Comissão Organizadora e gerente administrativo do SAF Assistencial, Jailson Silveira. "Fico muito feliz e emocionado com esse reconhecimento. Quero agradecer a todos que colaboram conosco para o resgate do futebol amador da cidade."

Em seguida, foram prestadas homenagens ao diretor do Grupo SAF, Márcio Branco, pelo incentivo ao futebol amador de Nova Friburgo. "Fiquei muito feliz em receber essa homenagem. Quero dividir esse diploma com todos que fizeram e ainda fazem parte da Supercopa SAF. Muito obrigado a cada um pelo importante apoio em resgatar o futebol amador da cidade."

A diretoria do Nova Friburgo Futebol Clube e a coordenação da escolinha da agremiação ofereceram um certificado de reconhecimento à Comissão Organizadora da Supercopa SAF pelo trabalho desenvolvido no resgate do futebol amador da cidade. A entrega foi realizada pelos treinadores Vinicius Reis (Cabelo) e Victor Nideck (Vitinho), com a presença de Jailson Silveira, representante da Comissão Organizadora e do Grupo SAF.

 

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Brilharam

Equipe Hwoarang Do, de Nova Friburgo, é destaque em Open de Taekwondo

Talentos que se multiplicam, através de projetos e trabalhos desenvolvidos em uma cidade que parece ter a fórmula para produzir destaques no esporte. No último dia 27 de julho, a equipe Hwoarang Do, que treina na Academia Cardio Fitness, em Nova Friburgo, participou do 1º Open Casimiro de Abreu de Taekwondo, e os resultados obtidos pelos atletas, alunos do mestre Filipe Borges, faixa preta 4º Dan, foram muito comemorados.

No total, foram cinco atletas e seis medalhas de ouro conquistadas para Nova Friburgo. Fernando Moraes de Faria, de 37 anos, por exemplo, faixa ponta-verde, conquistou a medalha de ouro em poomsae. Já o garoto Daniel Chermont, de apenas 11 anos, faixa azul, foi também o primeiro colocado na sua categoria, em poomsae.

Representando as mulheres, Maria Clara de Souza Silvério, com 13 anos, brilhou ao conquistar duas medalhas de ouro, em poomsae e em luta. Já os gêmeos Carlos Daniel e Matheus Henrique, de 13 anos, tratados como grandes promessas do esporte, alcançaram as suas medalhas de ouro em luta.

 “A equipe agradece à Prefeitura de Nova Friburgo, especialmente à Secretaria de Esportes, pelo apoio logístico e pelo transporte fornecido aos atletas e seus familiares, o que foi essencial para a participação no evento. Também expresso a minha gratidão ao Grão-Mestre Silva, líder do Clã Silva e representante da Handoryu no Rio de Janeiro, que me nomeou representante da arte marcial na região serrana. O agradecimento se estende ao Sensei Fábio Fernandes André, proprietário da Academia, pelo apoio contínuo aos atletas, à empresa Laços Criwall, pelo patrocínio, e, acima de tudo, ao Senhor Jesus”, resumiu o mestre Filipe Borges.

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    Márcio Branco e Jailson Silveira são reconhecidos por investimentos no futebol amador municipal (Foto: Rafael Seabra)

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    Equipes de talentos no taekwondo brilha em competição promovida no município de Casimiro de Abreu (Foto: Divulgação)

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61 Socos num Elevador

quinta-feira, 31 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A descida ao subsolo da nossa barbárie

O elevador subia. E o mundo, naquele instante, caía. Há lugares onde o tempo parece suspirar, onde o silêncio se instala entre um andar e outro, feito de aço, espelhos e rotina. O elevador é esse lugar de passagem, onde ninguém espera que algo aconteça. Mas naquele cubo metálico, o cotidiano foi rompido de forma brutal.

A descida ao subsolo da nossa barbárie

O elevador subia. E o mundo, naquele instante, caía. Há lugares onde o tempo parece suspirar, onde o silêncio se instala entre um andar e outro, feito de aço, espelhos e rotina. O elevador é esse lugar de passagem, onde ninguém espera que algo aconteça. Mas naquele cubo metálico, o cotidiano foi rompido de forma brutal.

O que deveria ser um trajeto breve tornou-se palco de uma violência que escancarou o que muitos ainda se recusam a ver: a fúria contra a mulher que decide ir embora. Juliana Garcia dos Santos, espancada com 61 socos dentro de um elevador, em Natal (RN), não é apenas o rosto machucado de mais uma vítima.

É o espelho da dor que tantas mulheres conhecem, mas que o mundo ainda tenta empurrar para debaixo do tapete. Os golpes não foram movidos por impulso. Foram entregues com método, com raiva fria, com a convicção de quem acredita ter o direito de punir. Aquela não era uma briga. Era um castigo por desobediência. Por dizer “não”. Por desejar liberdade.

Não chamemos de descontrole. Há uma lógica perversa por trás de cada gesto violento. Uma lógica que vem de longe, construída em silêncios e conivências, e que ensina — ainda hoje — que mulher é posse, que amor é dominação, que rejeição é ofensa. Essa lógica se disfarça de cuidado, se embala em presentes, se mascara em promessas.

Mas, no fundo, carrega uma vontade antiga de calar, submeter, punir. E é isso que os socos revelam: o fracasso de uma sociedade que ainda permite que amar seja sinônimo de machucar.

A agressão não começou ali, naquele minuto entre dois andares. Começou muito antes, nos dias em que o ciúme era chamado de zelo, em que as proibições vinham junto de “é para o seu bem”. Começou no isolamento dos amigos, no controle do celular, nas brigas por roupas ou horários. Começou nas pequenas humilhações cotidianas, aceitas porque “ele é assim mesmo”. A violência física foi apenas a última camada de uma prisão invisível, construída aos poucos, tijolo por tijolo, com aval do silêncio social.

Juliana tentou sair. E por isso apanhou. O corpo dela foi castigado não por erro algum, mas pela ousadia de escolher um novo caminho. Porque para o agressor, sair de casa, se afastar, pedir respeito — tudo isso era visto como rebeldia. E rebeldias, na cabeça de quem ama com ódio, devem ser sufocadas. Os socos, portanto, não buscavam apenas ferir: buscavam apagar a identidade, silenciar o desejo, reafirmar um poder que se sentia ameaçado.

Mas mesmo espancada, Juliana falou. Escreveu em um bilhete aquilo que sua boca, naquele momento, não conseguia dizer. Sua caligrafia trêmula tornou-se mais eloquente do que qualquer grito. Ali estava a força de uma mulher que, mesmo ensanguentada, se recusava a ser silenciada. E é esse bilhete que transforma dor em denúncia, medo em coragem, violência em memória. Um gesto pequeno que grita por todas as outras que ainda não conseguiram escrever.

As imagens da agressão circularam com força, invadiram telas, provocaram indignação. Mas o tempo das redes é breve, e a indignação cansa. Em poucos dias, a cena corre o risco de virar apenas mais uma entre tantas. Esquecida, arquivada, descartada. E é aí que mora o perigo: o de nos acostumarmos. O de assistirmos à barbárie com olhos cansados, sem nos perguntarmos o que podemos — e devemos — fazer para que ela não se repita.

O elevador, naquele dia, foi espelho. Mostrou a face de um mal que ainda se esconde em muitas casas, muitos relacionamentos, muitas rotinas. Mostrou que a violência contra a mulher não é exceção, mas sintoma. E que ela não acabará com leis apenas, mas com educação, com conversa, com coragem coletiva. Porque o problema não está só em quem agride, mas também em quem cala, quem desvia o olhar, quem relativiza o sofrimento alheio.

Todos sonhamos com um lugar de paz, com um horizonte bonito, talvez “Além das Montanhas”. Mas esse horizonte não será alcançado enquanto as mulheres precisarem temer o próprio lar, o próprio parceiro, o próprio caminho. A travessia para esse futuro exige que estejamos atentos nos espaços pequenos, nos corredores silenciosos, nos elevadores. Que sejamos companhia. Que sejamos voz.

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Pessoa impertinente

quinta-feira, 31 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A pessoa impertinente tem um comportamento inadequado, desrespeitoso ou inconveniente, apresentando atitudes ou palavras desagradáveis injustificáveis. A impertinência é uma maneira da pessoa demonstrar falta de boa educação e que pode causar desconforto, irritação e conflitos entre as pessoas envolvidas.

A pessoa impertinente tem um comportamento inadequado, desrespeitoso ou inconveniente, apresentando atitudes ou palavras desagradáveis injustificáveis. A impertinência é uma maneira da pessoa demonstrar falta de boa educação e que pode causar desconforto, irritação e conflitos entre as pessoas envolvidas.

A impertinência revela falta de respeito pelos outros por envolver interrupções constantes, ignorar opiniões alheias, fazer comentários ofensivos ou desconsiderar os sentimentos dos outros. Os impertinentes têm falta de empatia porque não se colocam no lugar dos outros e não consideram como suas palavras ou ações podem afetar negativamente as pessoas com quem se relacionam.

Impertinentes podem intencionar provocar ou irritar os outros, com comentários sarcásticos, brincadeiras de mau gosto ou atitudes provocativas com a finalidade de perturbar ou desestabilizar emocionalmente as pessoas. São atrevidos, inconvenientes, se intrometem em assuntos que não lhe dizem respeito. A pessoa com esse comportamento não respeita os limites e privacidade alheia, agindo de modo invasivo, pode ser rabugenta e reclamar demais, sempre insatisfeita, com tendência a encontrar defeito em tudo, e tem falta de tato. Pode incluir crianças que interrompem os idosos, incomodam os outros, gritam em locais de silêncio.

Consequências que surgem quando a pessoa age com impertinência incluem desconforto e irritação nas pessoas que são alvo desse comportamento. As atitudes de falta de respeito, opiniões inadequadas, sempre cortar a fala do outro, podem favorecer o surgimento de sentimentos negativos e atrapalhar o relacionamento, por causa da tensão emocional que a atitude impertinente favorece nos outros, podendo surgir brigas verbais e mesmo agressão física. Isso facilita o afastamento entre as pessoas e o desprazer no convívio, cortando vínculos importantes.

Ao lidar com alguém impertinente, mantenha a calma. Pense que você não é culpado da atitude desrespeitosa dela, já que você não causou isso, não pode controlar isso e não pode curar isso. Não se deixe levar pela irritação que aparece ao lidar com o impertinente, para evitar criar mais estresse e gerar mais conflitos.

Se o convívio com a pessoa impertinente é frequente, então estabeleça limites claros e firmes quando lidar com ela. Deixe claro para a pessoa que o comportamento dela não é adequado e que você não tolerará esse tipo de abuso, o que significa, por exemplo, que talvez terá que se afastar dela naquele momento depois de dizer que ela está agindo de forma inadequada e ela continuar assim.

Pode ser que a pessoa impertinente esteja assim em alguns momentos, não sendo uma característica crônica dela. Nesse caso, procure entender o ponto de vista dela, veja o que a está perturbando e pratique a empatia. Isso não significa que você vai justificar ou concordar com o comportamento inadequado dela, mas vai procurar compreender as motivações que a levam a agir dessa forma e incentivar outras formas de comunicação respeitosas e agradáveis.

Importante considerar que nem sempre será necessário responder a todas as provocações produzidas pelo impertinente. Em muitos casos, ignorar a impertinência pode ser a melhor estratégia a usar naquele momento. Ou seja, evite responder à provocação consciente ou não do impertinente.

Na convivência diária com um impertinente que não muda o jeito abusivo de ser, você precisa ter momentos de alívio, estando com familiares e amigos agradáveis com quem o respeito funciona, ficando sozinho para meditar, orar, ler, ou realizar outra tarefa agradável para você.

Aceite que você não pode mudar o comportamento impertinente da pessoa, mas pode mudar a forma como reage a ele. E pode se proteger.

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

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A importância dos nossos rituais e nossas tradições

quarta-feira, 30 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Será que construímos nossos rituais e nossas tradições?

Ao longo da nossa jornada, vamos realizando tradições e rituais que aprendemos desde pequenos.

Sem perceber, não questionamos se aquilo faz parte, cabe no nosso momento de vida ou se acreditamos no que realizamos. Apenas fazemos.

Alguns têm rituais pela manhã, ao acordar, antes de levantar, antes de sair, ao chegar, antes de dormir, ao longo do dia. Outros os apresentam em viagens, chegadas e partidas.

Será que construímos nossos rituais e nossas tradições?

Ao longo da nossa jornada, vamos realizando tradições e rituais que aprendemos desde pequenos.

Sem perceber, não questionamos se aquilo faz parte, cabe no nosso momento de vida ou se acreditamos no que realizamos. Apenas fazemos.

Alguns têm rituais pela manhã, ao acordar, antes de levantar, antes de sair, ao chegar, antes de dormir, ao longo do dia. Outros os apresentam em viagens, chegadas e partidas.

Os rituais são importantes para o nosso bem estar e saúde emocional. Realizá-los nos direciona dentro da nossa vivência.

Assim como as tradições. Aquelas que vamos praticando e fortalecendo ao longo do tempo. As que realizamos em comemorações, conquistas e até mesmo sem nenhuma data específica, apenas reproduzimos de geração em geração.

Rituais e tradições representam quem nós somos, o que acreditamos e percebemos da nossa leitura de mundo. E deixar no passado o que não faz parte da gente e sim do outro, é muito delicado. Traz tantos sentimentos que ficam guardados na caixa de memórias, que trancamos no nosso íntimo diário.

Desconstruir isso é lento, leva tempo. Me lembro quando comecei a perceber que alguns rituais e algumas tradições que faziam parte do meu dia a dia não me pertenciam e não faziam mais sentido. Eram apenas reproduções do que vivi antes da minha vida adulta. Com isso, criei meus rituais e, hoje, além de algumas tradições antigas, tenho as que desenvolvi junto com meu marido e minha filha, ao longo da nossa história, nessas quase duas décadas.

Modificar esses momentos, abrir um caderno em branco e começar a escrever os nossos próprios rituais, manter tradições e desenvolver as nossas próprias não é tão simples de acontecer. Há tanto para quebrar, questionar, recomeçar, reorganizar e, principalmente, acreditar.

O sentido das nossas escolhas nos move, proporciona conforto interno. O que não está adaptado fica aquém daquilo que nos tranquiliza internamente.

Modificar aquilo que fazíamos na infância, adolescência e juventude até a vida adulta, traz medo. Porém, reescrever transferindo para nós mesmos aquilo que acreditamos, traz conforto. Afaga e acolhe.

Nos revela uma vida com aconchego, sem amarras. É como olhar para a luz do farol e ver que o caminho até a praia faz sentido. Que o nado é livre.

Manter o que faz sentido, criar seus próprios rituais e suas tradições pode te surpreender.

Aproveite as folhas do seu caderno e escreva. Crie, recrie e se reinvente.

Até a próxima quarta!

 

.........

Contato:

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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A cidade é delapidada sem que haja reação de seus habitantes

quarta-feira, 30 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A casa onde morou o Dr. Raul Sertã, segundo informações apuradas, foi vendida para a rede de fast food McDonald´s e, provavelmente, vai ser transformada em mais uma lanchonete do grupo. Pobre cidade de Nova Friburgo que assiste inerte a delapidação de seu patrimônio histórico. O tradicional clube de Xadrez, um referencial na cidade, por muitos anos, vai ser demolido para dar lugar a mais um empreendimento residencial. Literalmente, a cidade desceu da sela para a cangalha, sem que a população movesse uma vírgula, cobrando de seus vereadores, uma posição em defesa do seu patrimônio.

A casa onde morou o Dr. Raul Sertã, segundo informações apuradas, foi vendida para a rede de fast food McDonald´s e, provavelmente, vai ser transformada em mais uma lanchonete do grupo. Pobre cidade de Nova Friburgo que assiste inerte a delapidação de seu patrimônio histórico. O tradicional clube de Xadrez, um referencial na cidade, por muitos anos, vai ser demolido para dar lugar a mais um empreendimento residencial. Literalmente, a cidade desceu da sela para a cangalha, sem que a população movesse uma vírgula, cobrando de seus vereadores, uma posição em defesa do seu patrimônio. Foi em função disso que cunhei a frase de que o maior inimigo de cidade é o próprio friburguense.

Essa cidade tem história, que aos poucos vai sendo esquecida, engolida pela ganância de construtores e aproveitadores. Veja o bucólico bairro do Cônego, com seu trânsito caótico, em função da autorização da construção de condomínios, que brotam do solo como verdadeiras ervas daninhas. Some-se a isso a falta de educação dos que chegam de fora, trazendo as mazelas de suas cidades, parando em fila dupla e, muitas vezes, tripla, prejudicando o direito de ir e vir das pessoas. Há muito, nesse maldito estado, abandonou-se o conceito básico de que o direito de uma pessoa termina quando começa o da outra.

Nova Friburgo era uma cidade atraente, com sua população provinciana, mas educada; no inverno, as pessoas se vestiam bem e comparava-se a Av. Alberto Braune com a Av. XV de Novembro, em Curitiba, famosa por seus edifícios históricos, lojas e restaurantes, onde, na estação fria, as pessoas faziam questão de se vestirem bem. Hoje, na Alberto Braune, depois da invasão de Friburgo, principalmente da baixada fluminense, bermudão, chinelão e camisetas regata é o que mais se vê. A poluição sonora e visual é uma constante e o trânsito um transtorno. O que é pior, não se vê por parte do poder público nenhum tipo de ação, seja por campanhas educativas, seja por fiscalização e punição. O que acontece em frente ao Super Pão é uma visão escancarada da falta de civilidade da população e da inépcia do poder público.

Mas, voltando ao início dessa matéria, não teria sido mais adequado para a cidade, que o poder público desapropriasse aquela área ou a comprasse, com o auxílio do BNDES, para transformá-la numa área cultural e de lazer? A criação de um museu histórico da cidade, como já foi sugerido em comentários, no Facebook, num artigo publicado pela historiadora Janaína Botelho. Um outro comentário que faz sentido, é esse: “Friburgo está igual a um queijo suíço. Terrenos desmatados e imóveis derrubados por todo lado... McDonald's? Continua uma ideia ruim...”

E pensar que a família Sertã está incorporada, em definitivo, à história de Friburgo. Vejamos parte da sua importância: Uma instituição beneficente foi fundada no dia 28 de abril de 1918 sob o nome de Associação de Caridade de Nova Friburgo que tinha como provedor o engenheiro Farinha Filho.  Em 1º de maio de 1921 passa a ser denominada de Benemérita Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Nova Friburgo. Na gestão do provedor Acácio Borges, o empresário Raul Sertã doa à instituição um terreno, no final da Rua General Osório, no valor de 120 contos de réis, a maior doação até então recebida. Nesse terreno foi edificado o Hospital Santo Antônio, também chamado de Hospital Regional de Nova Friburgo, hoje Hospital Raul Sertã, com instalações iniciais bem mais modestas do que as atuais. A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia administrava esse hospital. As irmãs da Ordem de São Vicente de Paulo auxiliavam na hotelaria do hospital preparando as refeições e lavando a roupa dos pacientes. Na realidade, Raul Sertã era médico e foi ele que fundou a primeira casa de saúde particular da cidade.

Creio que Raul Sertã deve estar dando cambalhotas, em seu túmulo, ao ver o imóvel construído pelo seu pai, o português Antônio Lopes Sertã, ser transformado num ponto comercial. O atual prefeito teria dado uma importante contribuição para a cidade e para suas futuras campanhas eleitorais, se tivesse contribuído para um melhor aproveitamento desse imóvel, principalmente na área cultural. 

Infelizmente, a sina de Nova Friburgo continua em marcha. O passar inexorável do tempo a destruir sua memória. Talvez, fosse hora de sua população acordar e lutar pela preservação do que restou da sua memória.

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Não quebre a corrente

quarta-feira, 30 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edwiges é também protetora dos endividados, e pode ser essa a razão de me encaminharem esses papeizinhos

Edwiges é também protetora dos endividados, e pode ser essa a razão de me encaminharem esses papeizinhos

Certa senhora (nunca menciono as senhoras incertas), atualmente meio gorduchinha, teve a gentileza de me ofertar uma simpatia para perder peso. Um tanto descrente dessas fórmulas miraculosas, ainda não coloquei em prática os sábios conselhos ali contidos. Na verdade, tenho medo de ganhar peso e perder simpatia, e esta já é bem pouca. Se bem que, na velha casa dos meus avós, um galho de árvore benzido foi, durante toda a minha infância, uma infalível simpatia contra raios e tempestades. O mundo podia desabar lá fora que nada nos assustava, protegidos que estávamos, senão pelo galho de árvore atrás da porta, ao menos pela fé que tínhamos nele.

Por isso reconheço e louvo a boa intenção dessas pessoas que querem nos salvar a aparência, a saúde e, coisa ainda mais difícil, a alma. Frequentemente encontro na minha caixa de correspondência uma folha manuscrita contendo a “Verdadeira Oração de Santa Edwiges”. Meus amigos, santa poderosa está aí, capaz de fazer milagres que até a Deus custariam algum esforço. Por exemplo, diz a autora (suponho que seja mulher) que, se eu distribuir treze cópias da oração, receberei uma grande herança. Rememoro toda a minha árvore genealógica e concluo que ela não passa de um galho seco. Entre meus parentes laterais, colaterais, ascendentes e descendentes, só encontro gente de bolso vazio. Mas Edwiges é também protetora dos endividados, e pode ser essa a razão de me encaminharem esses papeizinhos.

Mas a carta cita vários exemplos para provar que não está falando sem base. O fazendeiro John Mills, do Ohio, ouviu os bons conselhos e herdou cento e trinta mil dólares de uma tia irlandesa que, ao morrer, teve a feliz ideia de dividir a fortuna entre o gato de estimação e o sobrinho desconhecido. Shiri Panka, do Paquistão, embora sendo budista e não acreditando em Santa Edu, ou em qualquer outra santa católica, resolveu não arriscar, copiou a carta treze vezes com pena de ganso, mandou as cópias para a família da esposa e no dia seguinte encontrou uma dúzia de elefantes em seu quintal. Aproveitou a sorte e abriu uma empresa de transporte. Já o Sr. Adhemar Tírio, do interior da Bahia, recebeu a corrente e jogou-a fora. Resultado: uma semana depois, a sogra mudou-se para a casa do infeliz, acompanhada de um papagaio desaforado. Arrependido, Adhemar Tírio reatou a corrente e, coincidência ou não, a velha morreu na semana seguinte, tendo o papagaio, logo depois, virado galeto.

Realmente, não vale a pena ser cético. Respeitemos, ainda que sem cumprir, simpatias, correntes e tudo o mais com que pessoas de boa fé e boa vontade queiram melhorar nossa vida. Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa fã vilania, já disse alguém antes de mim (ou será que a frase não é bem assim?).

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A um passo da taça

quarta-feira, 30 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Futsal vence em casa e está na grande final da Copa da Lagosta 2025

Friburguense Futsal vence em casa e está na grande final da Copa da Lagosta 2025

Um grande passo para um objetivo cada vez mais real num futuro próximo. Com objetivo de formar, em breve, um time profissional da modalidade, o Friburguense Futsal, na categoria Adulto, garantiu vaga na grande final da Copa da Lagosta 2025. A partida que selou a classificação foi realizada na noite desta segunda-feira, 28, no Ginásio Helena Deccache, na sede do Tricolor da Serra. O Frizão goleou o time de Casimiro de Abreu pelo placar de 6 a 1, confirmando a superioridade já mostrada no jogo de ida — quando havia vencido por 8 a 1 fora de casa.

A partida, marcada por grande atuação coletiva e apoio incondicional da torcida, teve presença de autoridades, parceiros e um público expressivo, transformando o ambiente do ginásio e formando uma atmosfera de caldeirão. O clima de festa foi combustível para o desempenho dominante da equipe, que segue invicta na competição.

Com o resultado, o Friburguense Futsal avança para a final da Copa da Lagosta, e enfrentará o Tábua FC, de São Fidélis, no próximo sábado, dia 02 de agosto, com horário ainda a ser definido. A partida será disputada fora de casa, em São Fidélis.

"Foi uma noite histórica para o nosso projeto. Ver o ginásio cheio, o apoio da torcida e a entrega dos nossos atletas é a prova de que estamos no caminho certo", destacou Sávio Badini, coordenador do Friburguense Futsal.

O time adulto é a mais recente conquista do projeto, que já se destaca na formação de atletas por meio das categorias de base e vem se consolidando como uma força crescente no futsal regional. Conforme A VOZ DA SERRA noticiou recentemente, há um projeto ambicioso para colocar Nova Friburgo em destaque no mundo do futsal: levar o nome da cidade para o Campeonato Carioca de Futsal Profissional, organizado pela Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro (FFSERJ).

TRAJETÓRIA COM METAS

Com um trabalho consolidado nas categorias de base, o Friburguense Futsal acumula conquistas importantes nos últimos anos. Em 2024, a equipe representou Nova Friburgo na Copa Mundo do Futsal, realizada em Foz do Iguaçu (PR), a maior competição de futsal de base das Américas. A participação colocou os atletas friburguenses em disputa com equipe da Colômbia, Argentina, Paraguai entre outros países.

Além disso, as equipes formadas por jovens talentos se destacam em diversas competições regionais e estaduais, frequentemente chegando às fases decisivas e se consolidando entre as principais forças do futsal do interior do Rio de Janeiro.

“Acho que a gente já conseguiu levantar o futsal de Nova Friburgo, e mostrá-lo para todo o estado, país e o mundo. Isso mostra que o nosso trabalho está bem fundamentado e fixado, buscando pavimentar o restante do caminho. Queremos crescer o projeto para outras categorias para médio prazo”, explica Sávio Badini.

O objetivo final é estruturar a equipe profissional para disputar o Campeonato Carioca de Futsal e levar o nome de Nova Friburgo para o cenário estadual da modalidade. Para avançar nesse sonho, o Friburguense Futsal busca parcerias, apoiadores e patrocinadores. No primeiro momento, a ideia é formar um time com jogadores de Nova Friburgo e região, já tendo nomes mapeados para iniciar o trabalho. A rotina de treinos seria, a princípio, dividida com outras tarefas profissionais, mas no curto prazo, a meta é avançar para uma dedicação exclusiva.

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    Frizão adulto faz história e já tem a oportunidade de conquistar um título a nível estadual (Crédito: Dudu Correa)

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    Projeto avança em suas etapas, com a meta de formar um time profissional na cidade (Crédito: Dudu Correa)

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    Boa presença de público mostra o crescimento do interesse dos friburguenses pelo futsal (Crédito: Dudu Correa)

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Peregrinos porque chamados

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação.

O Mês vocacional em agosto de 2025 , convida a Igreja no Brasil celebra a 44ª edição do mês vocacional, fazendo desta iniciativa um grande mutirão de animação vocacional nas comunidades espalhadas por todas as regiões do país. Este ano é marcado pelo jubileu ordinário, ou seja, a Igreja vive um Ano Santo, onde cada um é convidado a fazer um caminho de oração, penitência e de realização autêntica da vocação. O tema proposto pelo Papa Francisco é a esperança, virtude pela qual se fundamenta toda a vocação e consequentemente toda a missão, por isso o convite para que todos sejam no mundo sinais de esperança.

O tema e o lema deste mês vocacional interpela a descobrir o amor de Deus e a ser homens e mulheres de esperança. A mensagem do Papa para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações é a fonte inspiradora para a temática proposta.

“Esse mês vocacional traz consigo algumas perguntas inquietantes: Quem sou eu? Quais qualidades possuo? Onde colocar em prática essas qualidades? Somente quando se responde a essas perguntas é que se descobre como se tornar “sinal e instrumento de amor, acolhimento, beleza e paz nos contextos onde vivemos”, afirma o padre Guilherme Maia Júnior, assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

 

Tema do Mês Vocacional

O tema do mês vocacional “Peregrinos porque chamados” evidencia dois predicados cristãos: peregrinos e chamados. O primeiro deles remete a imagem do caminho, pois toda peregrinação consiste em alcançar uma meta, que precisa ser clara.

“O termo peregrinos pode ajudar as equipes e grupos vocacionais, organizados nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais, a redescobrir o valor do itinerário vocacional (despertar; discernir; acompanhar e cultivar). A peregrinação é composta de etapas, e redescobrir o valor e novas maneiras de realizar este itinerário é missão de cada animador vocacional. Essa necessidade, que é urgente, implica principalmente em empregar esforços e investimentos na etapa do discernimento”, explica o padre Guilherme.

Neste caminho, o Papa Francisco alerta toda a Igreja para focar seu olhar nos sinais de esperança que estão presentes no mundo, e que muito mais do que sinais palpáveis, são sinais onde reside a esperança: a paz, a vida (e sua transmissão), os encarcerados, os enfermos, os jovens, os migrantes, os fragilizados, os idosos e os pobres.

“Nestas indicações, percebe-se a presença de um grupo muito caro ao Serviço de Animação Vocacional: a juventude. Quando o papa fala dos jovens, na sequência sempre fala em sonhos e aqui reside o desabrochar da esperança. É missão de toda animação vocacional contribuir para que os jovens nunca parem de sonhar, para tanto as ações do SAV-PV precisam colaborar para entusiasmar essa nova geração de jovens e adolescentes, pois neles reside a esperança de um mundo diferente e melhor”, complementa o padre Guilherme.

O segundo predicado que traz o tema deste mês vocacional é chamados. Essa ação que Deus realiza em favor de cada pessoa exige uma resposta, portanto quando se fala de chamado, logo assimila-se esse termo com uma dimensão vocacional. A temática apresentada aponta o ser chamado como justificativa para peregrinar.

Fonte: CNB

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