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Quando meu pai era gigante

quinta-feira, 07 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Quando eu era pequeno, meu pai era o homem mais forte do mundo. Ele alcançava coisas no alto dos armários, carregava sacolas pesadas com uma só mão e tinha um jeito de abrir os potes de palmito que parecia mágica. Bastava um giro do punho e lá estava ele, sorrindo com o vidro aberto, como quem vence uma batalha invisível.

Quando eu era pequeno, meu pai era o homem mais forte do mundo. Ele alcançava coisas no alto dos armários, carregava sacolas pesadas com uma só mão e tinha um jeito de abrir os potes de palmito que parecia mágica. Bastava um giro do punho e lá estava ele, sorrindo com o vidro aberto, como quem vence uma batalha invisível.

Meu pai era desses homens que falam pouco, observam e fazem muito. Tinha um jeito quieto de amar — fazia o café passado na hora certa, o almoço de domingo, tentava me ensinar a jogar bola — embora eu nunca tenha aprendido muito bem. Dizia “eu te amo” com gestos, com presença, com olhos atentos aos meus passos desajeitados.

Havia nos seus olhos um cansaço, desses que os anos vão empilhando sem cerimônia. Só entendi depois, que crescer e abdicar de si pelo outro também dói. E que ser pai talvez seja carregar o mundo nas costas fingindo que ele não pesa. Fingindo que está tudo sob controle mesmo quando nada está.

Meu pai parecia saber de tudo, até daquilo que eu nem sabia perguntar. Ele me ensinava coisas sem parecer que estava ensinando. Como puxar assunto com o vizinho, como respeitar o tempo das pessoas, como apertar a mão com firmeza e olhar nos olhos. Quando dirigia, mostrava os caminhos da cidade e os da vida. Quando se calava, ensinava sobre a importância do silêncio. Um mestre escondido no corpo de um homem comum.

Achava que ele nunca chorava. Um dia, o vi desabar em lágrimas como nunca imaginei. Descobri, então, que gigantes também choram. E que o amor, às vezes, escapa por onde a gente menos espera. Um olhar, um bilhete, um gesto que parece simples, mas guarda um mundo dentro. Desde então, passei a reparar mais.

O tempo passou — como passa para todos os filhos e todos os pais. E aquele super poderoso ser humano foi se tornando um homem. A força de carregar pesos descomunais foi sumindo. As dores, crescendo. O seu jeito apressado foi substituído por andar mais devagar, como quem conta os passos. E eu, que agora sou adulto, tento não esquecer que ele ainda é o meu herói.

No espelho, às vezes, vejo os traços dele nos meus. O mesmo franzido entre as sobrancelhas, a mesma forma de falar sozinho pela casa quando penso demais, a mesma calvície de quando eu o chamava de careca. Herdei dele não só o jeito de andar, mas um modo de ver o mundo com simplicidade. Como se o segredo estivesse nas coisas pequenas: o modo de trabalhar, de cuidar das pessoas, de ser forte quando o mundo desaba.

Hoje, quando ele fala, eu escuto como quem recolhe diamantes. Às vezes, frases curtas. Outras vezes, lições. Algumas ditas com esforço, outras em forma de piada. Mas todas carregam um tanto de sabedoria que só quem viveu muito e amou mais ainda consegue passar. Meu pai me ensina, todos os dias, que o amor não precisa ser barulhento para ser verdadeiro. Que o afeto mora na constância.

O Dia dos Pais não é sobre presentes embrulhados com fita. É sobre memória. Sobre a lembrança do colo, do cheiro da camisa, da gargalhada que parecia trovão. Sobre as vezes em que ele fez, mesmo cansado, só para garantir que tudo estava bem. Coisas que, agora adulto, reconheço como amor em estado puro.

Se seu pai está por perto, abrace. Se já partiu, feche os olhos e abrace mesmo assim. Eles continuam conosco, morando em detalhes que só a saudade sabe apontar: uma música antiga, o nome de uma rua, um conselho que vem do nada. E a gente sorri, meio triste, meio grato, como quem recebe uma visita inesperada da memória.

E se você não conheceu seu pai, certamente teve ao lado alguma figura que assumiu esse papel. Às vezes foi o avô, o tio, o padrasto. Outras vezes, uma mulher — forte, incansável — que precisou reunir em si o carinho de mãe e a firmeza de pai. Porque o amor paterno, mesmo disfarçado, sempre encontra um jeito de chegar.

Ser pai é um ofício sem manual, sem folga, sem hora certa para dormir. E ainda assim, tantos se dedicam com coragem. Se reinventam, aprendem com os filhos, erram, acertam, seguem. São nossos primeiros heróis. E às vezes, mesmo depois de tantos anos, continuam sendo. Basta um gesto, um cheiro, uma história — e de repente, somos de novo os filhos de alguém.

Eu olho pro meu pai hoje como quem relê um livro querido: o tempo pode ter passado pelas páginas, mas cada palavra ainda carrega um valor imenso. E me orgulho de ter sido, um dia, seu menino. Porque no fundo, sempre seremos. Crescer não apaga o vínculo — apenas nos coloca, pouco a pouco, no lugar deles. E só então entendemos o quanto é difícil ser gigante.

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O sucesso das manifestações públicas contra Moraes e Luís Inácio da Silva

quarta-feira, 06 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Como era de se esperar, o povo brasileiro, pelo menos aquele que pensa e é partidário da tríade família, liberdade e patriotismo, reagiu com mestria às manifestações do domingo último, 3 de agosto. O número de participantes em pelo menos 20 capitais brasileiras e outras cidades foi impressionante, só perdendo para a famosa marcha da família com Deus pela liberdade, nos idos da década de 1960, mais precisamente em 1964. "A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi um movimento político-religioso que ocorreu no Brasil em 1964.

Como era de se esperar, o povo brasileiro, pelo menos aquele que pensa e é partidário da tríade família, liberdade e patriotismo, reagiu com mestria às manifestações do domingo último, 3 de agosto. O número de participantes em pelo menos 20 capitais brasileiras e outras cidades foi impressionante, só perdendo para a famosa marcha da família com Deus pela liberdade, nos idos da década de 1960, mais precisamente em 1964. "A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi um movimento político-religioso que ocorreu no Brasil em 1964. Foi organizada por setores conservadores da sociedade civil em resposta ao que percebiam como uma ameaça comunista ao país." Tal como agora, a sociedade finalmente percebeu o mal que o STF e o governo petista estão fazendo ao país.

De acordo com o jornal digital A Gazeta do Povo, os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a adesão de dezenas de milhares de brasileiros aos atos realizados neste domingo (3) contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro não participou porque teve sua liberdade restrita por medidas cautelares do Supremo. A expectativa da oposição a partir de agora é de que a mobilização ajude a pressionar o Congresso pela aprovação de pautas como da anistia aos presos do 8 de janeiro de 2023. “As manifestações aconteceram em pelo menos 20 capitais, com os maiores públicos registrados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém, Campo Grande e Porto Alegre. Segundo o senador Rogério Marinho, secretário-geral do PL, cerca de 70 cidades tiveram atos em todo o Brasil”.

Não sei se Alexandre de Moraes fará o gesto obsceno que fez durante a partida entre o Corinthians e o Palmeiras, pela Copa do Brasil, na última quarta feira 30, quando foi vaiado pelo público presente ao estádio. Aliás, é lamentável que um membro da mais alta corte do país, despido de qualquer verniz de educação, faça o que fez. Talvez, sentiu-se impotente para prender todo o estádio, colocar tornozeleiras eletrônicas ou praticar outros atos típicos dos que sentem o poder subir à cabeça. Aliás, o que ele está fazendo com o ex-deputado Daniel Silveira, com uma grave lesão na perna direita, pós ato cirúrgico por ele realizado, de acordo com o deputado federal Gustavo Gayer, é desumano. Impedir um ser humano de ter um atendimento médico hospitalar, necessário, é digno da gestapo, na época dos nazistas.

O grande problema do Brasil é que muitos de nossos deputados federais e senadores, talvez por terem alguma pendenga judicial, têm medo de assumir uma postura adequada com a atual realidade do Brasil. Daí, tanto Davi Alcolumbre, presidente do senado, como Hugo Mota, presidente da câmara, se recusarem a autorizar a abertura de impeachment contra Moraes. Aliás, não é só ele que merece tal destino, pois o que fez Edson Fachin ao devolver a liberdade a Luís Inácio da Silva, num malabarismo jurídico injustificável, com a anuência de seus pares do STF, desdenhando do trabalho de pelo menos três estâncias superiores, o tornou elegível e hoje, pasmem, é o presidente dessa republiqueta chamada Brasil. Mas, o STF fez mais, de acordo com a publicação do site https://noticias.stf.jus.br, em 19/12/2022, “A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A maioria do colegiado considerou a longa duração da prisão (mais de seis anos) e a mudança do contexto fático que a justificou. Caberá ao juízo de origem, avaliar a necessidade da aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão”. O caso, como era de se esperar, caiu no esquecimento e o ex-governador flana livre e solto pelas ruas da zona sul do Rio de Janeiro. No Brasil, só ladrão de galinhas cumpre pena de prisão.

Como disse, em recente entrevista, o ex-membro do STF Marco Aurélio Mello, a atual alta corte deixou de lado o seu verdadeiro objetivo que é o de defender e fazer cumprir os desígnios da Carta Magna do país. No momento, nega a independência dos três poderes e decide por conta própria assuntos que não são da sua competência e sim do legislativo. Vejamos os seguintes exemplos: 2011- STF cria união civil entre pessoas do mesmo sexo, 2012 - STF expande casos legais de aborto, 2019 - STF equipara homofobia ao crime de racismo, 2024 - STF permite drogas para consumo próprio, 2025 - Marco temporal indígena: STF anula tese do Congresso e 2025 - STF derruba decisão do Congresso sobre IOF. Para maiores informações consultar a Gazzeta do Povo, edição de 4 de agosto de 2025, com as devidas explicações para o fato de não serem competência da suprema corte do país.

Os ecos da manifestação de 3 de agosto de 2025, provavelmente, não serão noticiados pela imprensa comprometida do país, daí se entender por que esse mesmo STF e o governo federal querem amordaçar as redes sociais, hoje única fonte limpa e confiável de notícias de interesse da população. 

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Novas conquistas

quarta-feira, 06 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Atletas de Nova Friburgo se destacam no Campeonato Intermunicipal de Kickboxing

Atletas de Nova Friburgo se destacam no Campeonato Intermunicipal de Kickboxing

Nova competição, novas conquistas e experiências que contribuem para o crescimento pessoal e esportivo. No último domingo, dia 03, o Campeonato Intermunicipal de Kickboxing foi realizado na Vila Olímpica do Mato Alto, no Rio de Janeiro, reunindo dezenas de atletas. O evento, organizado pela Federação de Kickboxing do estado do Rio de Janeiro (FKBERJ), serviu como seletiva para a Copa Brasil da modalidade, a ser organizado pela Confederação Brasileira de Kickboxing (CBKB) na cidade de Cambé-PR, em setembro.

A equipe Kickboxing da Serra contou com a participação de dois atletas, que representaram Nova Friburgo na competição, conquistando duas medalhas de ouro e uma de prata. O atleta David Zsolt foi campeão da modalidade kick light, categoria 16/17 anos até 63kg.

Já Lucas Alexandre Novaes Breder foi campeão da modalidade point fight e ficou com um vice campeonato da modalidade light contact, na categoria 13 a 15 anos, até 63kg. Lucas é aluno de Gilberto Frossard, um dos principais nomes do kickboxing de Nova Friburgo, que dessa vez atuou como técnico na competição.

 

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Reta final

Jogos de ida das semifinais da A2 Carioca terminam com empate

Tudo igual nas duas partidas de ida das semifinais da Série A2 Carioca, a segunda divisão do futebol estadual. As partidas foram disputadas na tarde do último domingo (03). Tanto Olaria x São Gonçalo, no Lourival Gomes, na Rua Bariri, como Araruama e Bangu, no Lourival Gomes, em Saquarema, terminaram sem gols.

Com os resultados, “Çalo” e o Gigante da Zona Oeste levam vantagem no jogo de volta, podendo jogar pelo empate para avançarem a final. Já o Azulão da Leopoldina e a Arara terão de vencer por um triunfo simples para chegar à decisão.

Os dois confrontos vão acontecer no próximo sábado (09\08). O São Gonçalo enfrenta o Olaria, no Los Lários, em Xerém, às 14h45. Por sua vez, Bangu e Araruama medem forças em Moça Bonita, às 17 horas.

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    Atuando como técnico, Gilberto Frossard viu os mais jovens se destacarem na competição (Foto: Divulgação: Vinicius Gastin)

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    Equipe Kickboxing da Serra continua se destacando nos eventos realizados pelo Estado (Foto: Divulgação: Vinicius Gastin)

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    Intermunicipal serviu como seletiva para a Copa Brasil da modalidade (Foto: Divulgação: Vinicius Gastin)

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    Fábio Moraes, atleta de Nova Friburgo, voltou a brilhar em competição de artes marciais nos Emirados Árabes Unidos. O lutador participou, no último final de semana, do Mundial de Grappling Abu Dhabi (Abu Dhabi Grappling World Championship), e sagrou-se campeão na categoria 95kg + 36 anos. De acordo com Fábio, o evento é um dos mais expressivos e importantes da modalidade, o que reforça ainda mais o brilho da conquista. (Foto: Divulgação: Vinicius Gastin)

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Os descortinamentos que vêm e vão

quarta-feira, 06 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Os descortinamentos que vêm e vão são inúmeros.

Vivemos em uma era onde os julgamentos estão cada vez mais intensos, maiores, frequentes e violentos.

Palavras são ditas de forma desenfreada, sentimentos ficam perdidos no olhar para dentro e para fora, contemplando e percebendo detalhes que ficam esquecidos.

A percepção que o outro cria sobre cada um de nós nunca vai ser a verdade sobre quem realmente somos. São apenas recortes que pensam e julgam de acordo com o que presenciam em pequenas situações, em determinado momento.

Os descortinamentos que vêm e vão são inúmeros.

Vivemos em uma era onde os julgamentos estão cada vez mais intensos, maiores, frequentes e violentos.

Palavras são ditas de forma desenfreada, sentimentos ficam perdidos no olhar para dentro e para fora, contemplando e percebendo detalhes que ficam esquecidos.

A percepção que o outro cria sobre cada um de nós nunca vai ser a verdade sobre quem realmente somos. São apenas recortes que pensam e julgam de acordo com o que presenciam em pequenas situações, em determinado momento.

Uns irão nos achar uma pessoa muito calma, outros passiva demais ou até mesmo explosiva. Cada um vai ter uma impressão daquilo que pensam conhecer sobre a nossa personalidade.

No dia a dia, quem caminha lado a lado na nossa jornada, sabe como é o nosso real funcionamento, sem as interferências externas que ficam do lado de fora da porta da casa em diante, do nosso porto seguro. Mas, mesmo assim, nunca teremos a real verdade por inteiro.

O meio que estamos inseridos também traz inúmeras contribuições nesse desenvolvimento e nessa percepção que o outro acaba tendo sobre nós.

Se a nossa inserção social acontecer dentro de um espaço que nos traz desconforto, alterações de humor, de validação de quem somos, a tendência de mostrarmos um lado contrário daquilo dentro da nossa normalidade não é difícil de acontecer.

Isso me faz lembrar quando eu frequentava um lugar onde a maior parte das pessoas que ali estavam reunidas tinham valores morais muito diferentes dos meus. Por um momento, consegui estar ali sem muitas interferências internas, porém, com o passar do tempo, aquilo passou a me ferir internamente de forma avassaladora, pois o não querer estar já estava claro até mesmo diante dos sinais que o meu corpo revelava em suas sutilezas. 

Conviver com aquele que é diferente, seja em pensamentos, atitudes e bagagens de vida faz parte, existe e deve existir. No entanto, quando essa diferença agride a nossa moral e essência, o convívio acaba ficando bem mais difícil de acontecer. E, mesmo respeitando essas relações, entender que, muitas vezes, podem causar dano emocional é um processo, principalmente, tendo em vista que aquilo é sentido por você e não pelo outro, pois o conforto nas relações é de cada um e não igual para todos.

A vida vem sem a tecla pausar. Descortinar aquilo que não faz parte é difícil. Viva, se respeite e dê o seu limite. 

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

 

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Alerta

terça-feira, 05 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Mortes de ciclistas somam quase 15 mil na última década no Brasil

Muitos friburguenses já adotaram a bicicleta como seu meio principal de transporte. De fato, pedalar se tornou uma escolha cada vez mais comum nas cidades brasileiras, também como um hábito de lazer ou esporte. As vantagens da bike renderam até data comemorativa — Dia Mundial da Bicicleta —, instituído em 03 de junho pela ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de incentivar o uso desse modal que, além de sustentável, também proporciona saúde para os seus usuários.

Mortes de ciclistas somam quase 15 mil na última década no Brasil

Muitos friburguenses já adotaram a bicicleta como seu meio principal de transporte. De fato, pedalar se tornou uma escolha cada vez mais comum nas cidades brasileiras, também como um hábito de lazer ou esporte. As vantagens da bike renderam até data comemorativa — Dia Mundial da Bicicleta —, instituído em 03 de junho pela ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de incentivar o uso desse modal que, além de sustentável, também proporciona saúde para os seus usuários.

Esse hábito saudável, no entanto, esconde um lado preocupante: o aumento das mortes de ciclistas no trânsito. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no período de 2014 a 2024, foram registrados 14.834 óbitos de ciclistas no Brasil. A pasta pontua que os dados de 2024 são preliminares e sujeitos a alterações. Portanto, o número de mortes no ano passado (1.288, o que representa, em média, quase quatro mortes por dia), pode ser ainda maior.

Especialista alerta

Nos acidentes envolvendo bicicleta, quando a vítima sobrevive, é comum que ocorram lesões que exigem tratamento especializado, como fraturas nos membros superiores e inferiores, lesões ligamentares e traumas articulares. Por isso, a proteção individual torna-se essencial para minimizar esses riscos, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (Sbrate), médico especialista João Grangeiro.

 “O capacete é o principal aliado na proteção da cabeça e deve ser usado sem exceção. Ele reduz significativamente o risco de lesões graves, como fraturas cranianas e traumatismos encefálicos. Joelheiras, cotoveleiras e outros equipamentos também são fundamentais para aumentar a segurança”, fala.

Mais do que usar os itens de proteção, é fundamental que os ciclistas adotem hábitos que aumentem sua segurança no trânsito, como manter a atenção ao redor, observando o tráfego de carros, motos, pedestres e também de quem pedala. Quando possível, dê preferência às ciclovias, que oferecem um ambiente mais seguro para a prática.

Zelar pela manutenção da bicicleta é outro ponto que deve fazer parte desses cuidados. Verificar regularmente freios, pneus e demais componentes é fundamental para garantir que o equipamento esteja em boas condições de uso e evitar falhas que podem causar acidentes. Além disso, sempre que possível, é recomendável optar por trajetos mais seguros, longe de vias com tráfego intenso ou maior risco.

“O ciclismo é uma atividade extremamente benéfica para a saúde e para a mobilidade urbana, mas precisa ser praticado com responsabilidade”, salienta o presidente Grangeiro.

“A combinação de equipamentos de proteção, atenção no trânsito e manutenção adequada da bicicleta faz toda a diferença na prevenção de acidentes e, principalmente, na redução de lesões graves. Assim, é possível aproveitar tudo o que o ciclismo oferece, sem colocar a vida em risco”, conclui.

Foto da galeria
Hábito saudável e prático requer cuidados, com números que chamam a atenção (Crédito: Freepick)
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A amizade pode mudar o mundo

terça-feira, 05 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

"A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim".

"A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim".

Mais de um milhão de jovens lotaram a área de Tor Vergata para estar juntos com o Papa Leão XIV durante toda a Vigília do Jubileu dos Jovens e para participar da Missa celebrada pelo Pontífice na manhã de domingo. Vem à mente a pergunta seca e direta de Jesus no Evangelho de Mateus quando, referindo-se a João Batista e seus discípulos, pergunta: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então?" (Mt 11,7).

Os jovens responderam de muitas maneiras, por exemplo, enchendo com sua energia festiva as ruas, praças, espaços públicos e meios transportes da Cidade Eterna, uma alegria e uma "barulho" (para usar as palavras de João Paulo II e Francisco) que permanecerão por muito tempo impressos na memória dos romanos. E eles responderam também lá, durante a vigília, fazendo perguntas, de certa forma dirigindo a pergunta de Jesus ao seu Vigário, dirigindo-se a ele com suas próprias perguntas, perguntas de significado. E o Papa respondeu, abraçando-os e acompanhando-os; ele não os abandonou. Lembrando-lhe o que Bento XVI gostava de repetir: quem crê nunca está sozinho.

A religião é, antes de tudo, relação. Este foi um dos temas centrais do diálogo durante a vigília do sábado à noite, uma conversa ao pôr do sol, um pouco como a da noite de Emaús, quando o dia já estava chegando ao fim. Nessa perspectiva, o "comentário" mais eficaz sobre este momento intenso da vida da Igreja nas periferias de Roma está contido nos versos do poema "Emaús", de David Maria Turoldo:

 

Enquanto o sol já se põe,
tu ainda és o viajante que explica
as Escrituras e nos dás o conforto
com o pão partido em silêncio.
Ilumina ainda os corações e as mentes
para que possam sempre ver o teu rosto
e compreender como o teu amor
nos alcança e nos impulsiona para mais longe.

 

Tor Vergata como Emaús. Do pôr do sol ao amanhecer, das trevas que descem para uma nova luz cheia de esperança. O Papa Leão também destacou isso em sua homilia na Missa da manhã de domingo, enfatizando a transição dos dois discípulos do medo e da desilusão para a alegria diante da surpresa de um encontro inesperado, um encontro face a face.

Aquela imensa multidão de jovens foi a Tor Vergata para ver um rosto. E assim ser tocados pelo amor. Não para "fazer" algo, mas para "ser". Não fazer. Ficar também em silêncio. Não falar. Quando muito, cantar. Estar em silêncio e cantar, juntos. Não sozinhos. Ser protagonistas nas relações, reconhecendo que tudo é um relacionamento. 

O Papa Leão disse isso claramente em resposta às perguntas que os jovens lhe fizeram: «...todos os homens e mulheres do mundo nascem filhos de alguém. A nossa vida começa com um vínculo e é através de vínculos que crescemos (...). Buscando apaixonadamente a verdade, não apenas recebemos uma cultura, mas transformamo-la através das escolhas de vida. A verdade, com efeito, é um vínculo que une as palavras às coisas, os nomes aos rostos. A mentira, pelo contrário, separa estes aspectos, gerando confusão e mal-entendidos».

A verdade também é, portanto, um vínculo, uma relação, que hoje vive uma grande crise nesta era do niilismo (de nihil, isto é, de ne-hilum: sem fio, sem vínculo). Verdade que jamais pode ser separada do amor, que é a relação por excelência. Quando uma pessoa diz que está "em um relacionamento", está dizendo que ama alguém. Mais uma vez, quando se trata de amor, não se trata de "fazer" algo, mas de "ser", estar com alguém. Não há nada mais belo, especialmente os jovens sabem disso, do que "estar com", com a pessoa amada, com amigos. Quando se está junto, o tempo desaparece, sua corrente se rompe, o krònos se torna kairòs, um tempo rico em promessas e significados, em alegria plena, e o significado recupera o terreno perdido pelo excesso de fazer e ter que fazer que ocupa a vida cotidiana.

A experiência gratuita de estar em companhia já é uma antecipação do paraíso. Eis porque que Leão, citando seu amado Agostinho, concentrou suas palavras no tema da amizade, essa dimensão que está no coração da existência dos jovens e a eles recordou que o grande santo africano «Também ele passou por uma juventude tempestuosa, porém não se conformou, não silenciou o clamor do seu coração. Agostinho procurava a verdade, a verdade que não decepciona, a beleza que não passa. E como a encontrou? Como encontrou uma amizade sincera, um amor capaz de dar esperança? Encontrando Aquele que já o procurava: Jesus Cristo. Como construiu o seu futuro? Seguindo a Ele, seu amigo desde sempre». E concluiu com estas vibrantes palavras repletas de esperança: «A amizade pode realmente mudar o mundo. A amizade é um caminho para a paz». Eis o amor que alcança e impulsiona para mais além.

Fonte: Vatican News

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A VOZ DA SERRA é uma constante de credibilidade e sucesso

terça-feira, 05 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Escolhido para ser o “Agosto Dourado”, o oitavo mês teve a honra de receber a incumbência de difundir e estimular o aleitamento materno. O Caderno Z sempre coloca em pauta temas de relevância e, muitas vezes, assuntos que me trazem boas lembranças. Antes de ter minhas filhas, eu achava que eu não tinha vocação para ser “boa mãe”. Entretanto, para minha surpresa, amamentei minhas duas filhas e a segunda, até os seis meses de idade, sem qualquer outra alimentação. Apenas o peito. E Confesso: foi a mais sublime missão que a maternidade me proporcionou. É mágico, prazeroso.

        Escolhido para ser o “Agosto Dourado”, o oitavo mês teve a honra de receber a incumbência de difundir e estimular o aleitamento materno. O Caderno Z sempre coloca em pauta temas de relevância e, muitas vezes, assuntos que me trazem boas lembranças. Antes de ter minhas filhas, eu achava que eu não tinha vocação para ser “boa mãe”. Entretanto, para minha surpresa, amamentei minhas duas filhas e a segunda, até os seis meses de idade, sem qualquer outra alimentação. Apenas o peito. E Confesso: foi a mais sublime missão que a maternidade me proporcionou. É mágico, prazeroso.

        Além do prazer do contato – mãe e bebê, o aleitamento materno é a melhor proteção para as crianças e para a saúde das mães.  Como nem tudo é um mar de rosas, amamentar requer, antes de tudo, paciência, força de vontade e abnegação. É um processo de doação que pode até ser doloroso, quando provoca fissuras nos mamilos e surge aquela impressão de que o leite “é fraco”. O pediatra de minhas crianças, doutor Waldir Bastos, sempre aconselhava: “Se as vovós quiserem dar chazinhos, faz o chazinho, sim, e dá para vovó se acalmar!”. É preciso também que a família, que não pode dar o peito, dê apoio. O que se vê, em alguns casos, são pessoas aconselhando: “dá mamadeira que o bebê dorme a noite toda!”. É preciso entender que o bebê chora mesmo. Nem sempre é fome. Há um período de adaptação do novo ser ao novo modo de vida. Luzes em excesso, barulhos, banhos, vestir roupas, ser sacolejado para “nanar”, usar fraldas, inconstância das temperaturas e outros acontecimentos, tudo é novidade para aquele ser que saiu do útero.

        Além de “dourado”, temos o Agosto Verde que reforça a “importância de cuidar da primeira infância”, numa celebração que abrange crianças de zero a seis anos. Há estudos que indicam que as “conexões cerebrais” se formam até o sexto ano de vida. Tudo o que a criança recebe de estímulos, desde alimentação, socialização e demais cuidados nesse período, têm “impacto direto no seu futuro”. Violência infantil nem é bom falar. É de cortar o coração da gente. Qualquer que seja a agressão, deve ser combatida e até punida, conforme o caso. Respeitar a criança como um ser que não só aprende, mas que nos ensina muito, inclusive, a não perdemos a nossa “criança interior”, é a tônica da boa educação. A criança merece que se use verbo o “expor”, com diálogos, inteiração e conscientização, para que nem seja necessário conjugar o verbo “impor”.

        Saindo do Caderno Z, numa outra extremidade temática, está o cuidado com o idoso. Nem sempre aquele ser que cuidou dos filhos, que deu tudo de si para os seus familiares, consegue ter o mesmo retorno quando envelhece. Sempre ouvi dizer: “um pai consegue criar 12 filhos, mas 12 filhos não cuidam de um pai”. Sem críticas, cada família reage como pode ou acha que deve agir. Para amenizar a situação, a profissão de cuidador de idosos está em alta, embora, ainda, sem regulamentação estabelecida. Nem sempre a velhice chega cercada de carinhos, de netinhos rodeando e filhos dedicados, preocupados com o bem-estar dos pais. O contrário também acontece com aqueles idosos que se distanciam. De qualquer forma, os profissionais cuidadores podem se especializar para que os cuidados sejam amplos e abrangentes. Porém, acima de tudo, é necessário que, além da capacitação, os cuidadores desenvolvam “habilidades de comunicação, empatia e paciência”. Sem dúvida alguma, é uma profissão relevante e admirável.

        Em “Sociais”, Paula Farsoun festejou idade nova no último dia 31 e, certamente, mereceria outra torta da “Docelis”. Lembra, amiga? Felicidades e votos de muita saúde. Outra querida, Suely, que trabalhou em A VOZ DA SERRA por muitos anos, festejando aniversário no segundo dia de agosto. Parabéns, amiga! Boas corridas e muita sorte!  Parabéns ao “Cozinhando com Amigos” – Ronaldo Lo Bianco e Vanessa Moraes, da Taverna do Chilo, festejando a ideia que já deu certo: “unir pessoas que gostam de cozinhar e receber amigos para jantar”.  E o “Agosto Suíço” já começou! Dança, gastronomia, música e homenagens à cultura dos nossos colonizadores suíços. Salve!

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A espera e o crepúsculo

terça-feira, 05 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O primeiro texto que li quando comecei a cursar o mestrado em Educação, na PUC-Rio, foi o de Rubem Alves (1933 – 2014), escritor, psicanalista, educador e teólogo. Ele dizia que tinha um caderno em que fazia anotações das suas ideias, das situações que vivenciava ou observava. Era um texto simples que li com facilidade e prazer. Não tinha palavras complexas, mas tudo o que ali estava escrito ficou borbulhando em meus pensamentos.

O primeiro texto que li quando comecei a cursar o mestrado em Educação, na PUC-Rio, foi o de Rubem Alves (1933 – 2014), escritor, psicanalista, educador e teólogo. Ele dizia que tinha um caderno em que fazia anotações das suas ideias, das situações que vivenciava ou observava. Era um texto simples que li com facilidade e prazer. Não tinha palavras complexas, mas tudo o que ali estava escrito ficou borbulhando em meus pensamentos.

Há pouco tempo fui ao lançamento de uma grande amiga escritora de livros infantojuvenis e me deparei com um livro dele, “Ostra feliz não faz pérola”, que continha os textos anotados em seus cadernos. Adquiri a obra sem pestanejar.

Se ele guardava seu caderno no bolso, imagino que fosse perto do coração porque os textos foram escritos com pleno amor pela vida. Sem ser tendencioso, ele escreveu com a simplicidade de quem experimenta os dias com os olhos abertos para a alma da vida.

Guardo o livro na cabeceira e vou lendo a qualquer momento. Basta abri-lo aleatoriamente e me vejo diante de um texto tocante, que me faz pensar... Pensar. As ideias de Rubem Alves ficam ativas em mim, mexendo com as que guardo, fazendo-me revê-las. Esse livro com as anotações de uma pessoa cheia de sabedorias fluidas me fez concluir que não há ideias banais.

Será que pensar nos pores do sol é superficial ou apenas corriqueiro? Para Rubem Alves e Saint-Exupéry o entardecer tem profundos sentidos. Ah!, o pôr do sol no Arpoador é um poema de infinitos versos. É o findar de um dia para algumas horas depois permitir o amanhecer de outro; novo e diferente, que jamais irá repetir o anterior. Para Rubem Alves, somos seres crepusculares. Para Sain-Exupéry, o pôr do sol tem uma tal doçura que vale a pena esperá-lo.

A espera e o crepúsculo. O findar depois do acontecer.

O ocaso é uma metáfora que guarda a beleza do terminar e representa aquele momento tão esperado, em que “crepusculamos”*.   

Quantas vezes, milhares, todos os dias, passamos pelo pôr do sol ou a ele nos referimos com banalidade?

Não tenho um caderno do lado do meu coração, mas tenho um bloco de capa preta que ganhei do meu editor e que o uso para anotações importantes, como o registro de ideias que compuseram o texto para esta coluna.

Sinto vontade de anotar uma sensação que tenho quando ando pelas ruas de Nova Friburgo: o comportamento dos motociclistas que fazem crescer as estatísticas de acidentes no trânsito. Na sua maioria são jovens, cheios de dias pela frente para viver, projetos a realizar, pessoas a amar. Será que eles reconhecem o valor da vida? Sabem o quanto ela é frágil e efêmera?

Que dó! Que pena perder uma vida pela irresponsabilidade ao transitar nas ruas. Que tristeza presenciar o quanto a velocidade causa um prazer insensato e imediato.

E o prazer de poder viver mais um dia? De vislumbrar as possibilidades de realizar propósitos? De estar bem para as pessoas significativas e não lhes trazer dores e lutos? 

Viver é uma decisão de instante a instante. É gostar do próprio corpo como uma joia rara. De reconhecer as suas partes como as melhores amigas. De utilizá-las com alegria e paz.

Que opção é essa de jogar tudo para o alto?

Enfim, todos os dias, temos motivos para fazer registros no caderno de anotações. Usar o caderno é uma forma de reconhecer que somos seres de limitações e que temos a necessidade de entender o viver.

*Criei o verbo “crepuscular não por brincar com a palavra, mas para buscar um sentido mais sensível de findar.

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Julgamento tem 20 testemunhas: Caso da Daflon

sábado, 02 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edições dos dias 2 e 3 de agosto de 1975

 

Manchetes

Julgamento tem 20 testemunhas: Caso da Daflon – O julgamento dos irmãos Azevedo está marcado para o dia 3 de setembro próximo e serão arroladas 20 testemunhas durante o júri. Cinco testemunhas serão de defesa, e outras 15 de acusação. A defesa terá seis horas para falar. A acusação terá 3 horas. O promotor designado será o Hélio Lutterbach.

Edições dos dias 2 e 3 de agosto de 1975

 

Manchetes

Julgamento tem 20 testemunhas: Caso da Daflon – O julgamento dos irmãos Azevedo está marcado para o dia 3 de setembro próximo e serão arroladas 20 testemunhas durante o júri. Cinco testemunhas serão de defesa, e outras 15 de acusação. A defesa terá seis horas para falar. A acusação terá 3 horas. O promotor designado será o Hélio Lutterbach.

Alencar: O povo é quem quer – O vereador Alencar Barroso falando a A Voz da Serra, comentou o lançamento de sua candidatura a prefeito, dizendo: “O povo friburguense quer minha candidatura, estou recebendo diariamente manifestações de solidariedade e apoio. Minha candidatura foi lançada pelo povo humilde da minha terra e não o decepcionarei, sou candidato”. Alencar ainda disse que quando teve a coragem de se lançar a Deputado Federal, foi contestado por muitos, ridicularizado por alguns e boicotado por poucos integrantes do seu partido.

Italo Reassume – O vice-prefeito Italo Spinelli, após viagem à Alemanha, para participar de um Curso de Administração reassumiu, na última terça-feira, dia 29 de julho, suas funções como Diretor do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgotos).

Modesto de Mello: Um problema curioso - Moradores da Rua Modesto de Mello nos procuraram para reclamar das medidas, ali adotadas pelo Detran, proibindo o estacionamento em uma das laterais da citada artéria. Como do outro lado existe um ponto de táxi, cujos carros ocupam quase sempre toda a extensão da rua, os moradores da Modesto de Mello se vêem numa situação curiosa: estão proibidos de ter carros.

Correio Chega em Nova Friburgo – Já está circulando o Correio Friburguense, adquirido por um grupo de publicitários e jornalistas do Rio de Janeiro. A redação do Jornal está situada no Ed. Comércio e Indústria, sala 603. O Jornal iniciou sua nova fase com a edição que circulou ontem em todas as bancas.

Duas gerações se encontram – Uma festa esportiva foi organizada visando homenagear antigos valores do futebol friburguense ao mesmo tempo que é demonstrada a força da nova geração.

 

Pílulas

Uma administração é sempre lembrada por realizar grandes e importantes obras ou, em sentido oposto para fazer pequenas, incríveis e absurdas obras. O segundo caso parece ser o do atual Prefeito que assola Nova Friburgo. Sua administração, pelo menos desta vez, vai ser marcada por obras faraônicas que nunca chegaram a seguir serem começadas, e curtas pequenas no tamanho, mas enormes no absurdo.

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Entre os maiores

sábado, 02 de agosto de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Base do Frizão se prepara para a Copa Rio, tendo os grandes como adversários

        O trabalho realizado nas divisões de base pelo Friburguense rende frutos dentro e fora de campo. No caminho para figurar novamente entre os maiores do Estado do Rio entre os profissionais, os meninos terão a oportunidade de dar esse primeiro passo e, de certa forma, começar a reposicionar o Tricolor da Serra onde ele merece estar.

Base do Frizão se prepara para a Copa Rio, tendo os grandes como adversários

        O trabalho realizado nas divisões de base pelo Friburguense rende frutos dentro e fora de campo. No caminho para figurar novamente entre os maiores do Estado do Rio entre os profissionais, os meninos terão a oportunidade de dar esse primeiro passo e, de certa forma, começar a reposicionar o Tricolor da Serra onde ele merece estar.

        O Frizão participará da Copa Rio de 2025 nas categorias Sub-17 e Sub-15. Na temporada de 2025, a competição contará com a participação dos oito times melhores classificados no Campeonato Estadual da Série A e os quatro melhores classificadas nos Campeonatos Estaduais das Séries A2, B1 e B2 Sub-17 de 2024.

        Desta forma, o torneiro irá reunir, além do Friburguense, as equipes do América, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Madureira, Maricá, Nova Iguaçu, Portuguesa, Resende, Vasco da Gama e Volta Redonda. As partidas, a princípio, vão acontecer nos horários de 12h45 e 14h45, sendo que o time juvenil é sempre o primeiro a entrar em campo. Em sua caminhada, o Tricolor irá receber Fluminense e Botafogo no Eduardo Guinle. Os jogos de estreia acontecem no próximo sábado, dia 09, contra o Nova Iguaçu, fora de casa.

        “Com relação à base, nós iniciamos um trabalho após a pandemia, também no pós queda do Friburguense para a Série B1. Entendemos que, devido à distância da primeira divisão e a falta de calendário, o processo ficaria mais longo. Então, passamos a focar mais na base e conseguimos ter bons resultados dentro de campo. Essa competição que vamos disputar é fruto disso, por ter chegado à semifinal no ano passado, junto com Resende, América e Maricá. Aí teremos Nova Iguaçu, Volta Redonda, Portuguesa e Madureira, times que vêm da primeira divisão como os quatro melhores classificados e mais os quatro grandes”, revelou o gerente de futebol Friburguense, José Siqueira, o Siqueirinha.

Grandes expectativas

        O regulamento prevê um único turno, onde todos se enfrentam. Ao final de 11 rodadas, os quatro primeiros colocados irão avançar para as semifinais. O Frizão já se prepara há algumas semanas para essa disputa, com expectativa alta e objetivos bem definidos. Alguns ex-atletas, inclusive, aprovam o trabalho e apostam no clube para que seus filhos desenvolvam a carreira, como são os casos de Bidu, Gedeil e Hugo, além de projetos ligados a esses jogadores, a exemplo de Merica, Abedi e do empresário Evandro.

“A gente sabe que é um campeonato diferente, que exige plantel, uma condição psicológica dos atletas diferente do que foi feito até agora nos Estaduais. Como começa dia 09, estamos treinando, após terminar a última competição há uns 15 dias, e temos mais um tempo. Queremos que dê frutos no futuro. A gente fala muito de resultado, de estar entre os quatro primeiros, ganhar de algum grande. Essa expectativa é natural para o jogador. Mas a verdadeira vitória para um time de menor investimento está na estratégia. Esse ano, por exemplo, já colocamos duas promessas no Flamengo, um no Botafogo, um no Atlético-MG e já tínhamos um no América-MG. São jogadores, patrimônios do clube, que estão em grandes vitrines, e no futuro podem ajudar o Friburguense”, resume.

Marca do Friburguense

        Siqueira, inclusive, reforça que o clube irá dividir atenções entre a Copa Rio das duas categorias e a disputa profissional. O dirigente enxerga a oportunidade de consolidar o trabalho feito com os garotos, ajudando também a recolocar a marca do Friburguense em evidência no futebol do Rio de Janeiro.

        “É uma competição forte, onde todos jogam contra todos, e a gente já inicia no dia 09 fora de casa, contra o Nova Iguaçu, e já tem o segundo jogo aqui, contra o Fluminense, no dia 16. Sai pra pegar o Vasco e depois recebe o Botafogo. O campeonato traz a gente de volta ao cenário da primeira divisão na base e estamos tratando isso com muito carinho, alinhando tudo em dias separados, pra não deixar nada acontecer de forma ‘invisível’. O profissional sempre será o carro-chefe, é o que faz tudo acontecer em um clube de futebol. Mas se voltarmos tudo só para o profissional, desalinha o trabalho que iniciamos há dois anos”, explica.

        Reforçando todo esse foco, Siqueira revela que há a possibilidade de alterar os dias e horários dos jogos do time profissional do Friburguense na Série B1 do Carioca. O campeonato tem previsto para o final de semana do dia 06 de setembro, quando o Frizão irá receber o Carapebus, no Eduardo Guinle.

        “As competições vão mexer com a nossa rotina. estamos estudando pedir, junto à Federação, trazer os jogos da base para o sábado e fazer as partidas do profissional aos domingos. Ainda vamos conversar com a Ferj sobre isso. Quem sabe até uma segunda, à noite”, pondera.

A sequência do Friburguense Sub-17 e Sub-15

  • 09/ago, Sáb - Nova Iguaçu x Friburguense, CT Nova Iguaçu
  • 16/ago, Sáb - Friburguense x Fluminense, Eduardo Guinle
  • 23/ago, Sáb - Vasco da Gama x Friburguense, Nivaldo Pereira
  • 30/ago, Sáb - Friburguense x Botafogo, Eduardo Guinle
  • 06/set, Sáb - Flamengo x Friburguense, Gávea
  • 13/set - Sáb - Friburguense x Maricá, Eduardo Guinle
  • 20/set, Sáb - Resende x Friburguense, Trabalhador
  • 27/set, Sáb - Friburguense x Volta Redonda, Eduardo Guinle
  • 04/out, Sáb - Madureira x Friburguense, Aniceto Moscoso
  • 11/out, Sáb - Friburguense x Portuguesa, Eduardo Guinle
  • 18/out, Sáb - America x Friburguense, Giulite Coutinho
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    Base do Friburguense teve ótimas campanhas em 2024, se credenciando a voltar a estar entre os grandes este ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Com foco dividido, Frizão poderá ter partidas do profissional, em casa, remanejadas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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