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É preciso profissionalizar algumas secretarias

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

É preciso que as administrações municipais profissionalizem seus indicados para cargos comissionados, para que decisões tomadas, impactando a vida de muitas pessoas, não seja uma complicação a mais. Quando o assunto é trânsito, então, a situação é mais delicada por ter consequências sérias, em caso de acidentes. Podemos citar como exemplo a Rua Pastor Meyer, atrás do restaurante Esquina Dois, no Paissandu, e que já teve o seu sentido alterado várias vezes, confundindo muito a cabeça de motoristas e pedestres.

É preciso que as administrações municipais profissionalizem seus indicados para cargos comissionados, para que decisões tomadas, impactando a vida de muitas pessoas, não seja uma complicação a mais. Quando o assunto é trânsito, então, a situação é mais delicada por ter consequências sérias, em caso de acidentes. Podemos citar como exemplo a Rua Pastor Meyer, atrás do restaurante Esquina Dois, no Paissandu, e que já teve o seu sentido alterado várias vezes, confundindo muito a cabeça de motoristas e pedestres.

Acho que o responsável pela Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (Smomu) acorda e pensa: se os carros ao invés de seguirem em frente, dobrarem à direita da Igreja Luterana, será melhor para desafogar o trânsito do Paissandu. Meses depois chega à conclusão que não é bem assim e inverte o sentido da rua novamente voltando ao que era antes. O problema é que a circulação de veículos pelo Paissandu é muito mais complexa do que se pensa.

No bairro Cônego aconteceu a mesma coisa, agravado pelo interesse de prefeitos anteriores, na construção de um condomínio com 50 casas, o César Guinle, que é um desafio à lógica. Destaca-se que a famosa proteção ambiental que é exigida nesse tipo de empreendimento, foi uma piada de mau gosto, acobertada pelo órgão responsável para salvaguarda do meio ambiente. Em seguida, para facilitar o acesso dos moradores, alteraram a mão de duas ruas, a Presidente Kennedy que de mão dupla passou a ter o trânsito em direção à Via Expressa e a Clóvis Bevilaqua que passou a receber o fluxo de carros que entram no bairro, passando pelo Pavilhão das Artes.

A coisa se complica porque quem vem pela Clóvis Bevilaqua pode seguir três direções, uma à direita indo para a Praça de Sant´Anna, à esquerda para a Rua Barão de Lucena ou, em frente, para a Rua D.João VI. Como a placa de “Pare” da Rua D.João VI foi substituída pela placa do triângulo vermelho, que muita gente desconhece o significado e que é para alertar que a preferencial não é a sua, a circulação nessas vias passou a ser de risco, com possibilidade de colisões. Ainda mais que uma casa de esquina, com o seu muro, impede a visão de quem trafega pela Clóvis Beviláqua e tem de dobrar à esquerda.

Sem falar o poste de luz que, no meio da curva, ficou fora do calçamento. Se as mãos dessa via e a da Kennedy fossem invertidas, como era antigamente, seria muito menos perigoso. Mas, a entrada e saída dos moradores dessas 50 casas seria “prejudicada”.

O mesmo aconteceu na saída do edifício Garagem, na Rua Professor Menezes Vanderley, no Centro. Por causa de um colégio nessa rua, inverteram a sua mão e obrigaram seus moradores a acessarem a Avenida Comte Bittencourt, que margeia o Rio Bengalas, e dar uma volta muito grande, se quiserem passar para o outro lado do rio, ou seguirem em direção à Avenida Alberto Braune. Todos têm de retornar pela Rua Dante Laginestra virar à direita na praça e seguir pela avenida principal da cidade ou dobrar na Rua Augusto Cardoso. Na hora do rush, esse trajeto é complicado.

Trânsito é uma coisa séria, tanto é assim que as administrações passadas nunca deram solução para o grande nó dessa cidade que é a Praça Marcílio Dias. Claro que ao aumentar a sua dimensão que passou de um pequeno quadrado para um grande círculo, o prefeito Heródoto Bento de Melo deve ter se preocupado com o fator paisagismo, jamais com a futura expansão da cidade e seu trânsito. Mas, quadrada ou redonda, a circulação continuaria a ser o caos nosso de todo dia.

Nova Friburgo em 50 anos viu sua população aumentar cerca de duas vezes e meia, passando de 80 mil habitantes para os quase 200 mil de hoje. E, ao que me lembre a única obra de porte concluída nesse meio século foi a Via Expressa, iniciada no mandato do ex-prefeito Alencar Pires Barroso e concluída por Paulo Azevedo. Nosso material rodante triplicou e as nossas vias são as mesmas de sempre. É preciso, com urgência, repensar o trânsito da cidade, mas com pessoas que entendam do riscado.

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AVS é solidária e nos inspira nobres ações

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, celebrado na última sexta-feira, 18, foi amplamente abordado pelo Caderno Z do último fim de semana, trazendo-nos expressivas considerações sobre o tema. O psicólogo Teo Nascimento, coordenador de Psicologia na Clínica Revitalis, entrevistado por Christiane Coelho, considerou vários aspectos da doença do alcoolismo e orienta sobre quando a pessoa precisa procurar ajuda: “A partir do  momento em que se percebe um descontrole, ou seja, mesmo quando não se quer beber e acaba bebendo”.

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, celebrado na última sexta-feira, 18, foi amplamente abordado pelo Caderno Z do último fim de semana, trazendo-nos expressivas considerações sobre o tema. O psicólogo Teo Nascimento, coordenador de Psicologia na Clínica Revitalis, entrevistado por Christiane Coelho, considerou vários aspectos da doença do alcoolismo e orienta sobre quando a pessoa precisa procurar ajuda: “A partir do  momento em que se percebe um descontrole, ou seja, mesmo quando não se quer beber e acaba bebendo”. Sobre os tipos de tratamento, Teo destaca desde a internação em clínicas especializadas, frequência a grupos de ajuda mútua e a grupos dos Alcoólicos Anônimos.

O alcoolismo é uma doença grave e o profissional ressalta: “O conselho que dou é que a pessoa possa entender que está vulnerável e precisando de ajuda...”. É importante que amigos e parentes estimulem os dependentes a procurarem um acompanhamento, para que a pessoa “seja compreendida e não julgada”. Sabemos que a ingestão de álcool tem seu lado social, porém, há uma linha tênue entre o prazer e o vício. É preciso atenção com os jovens que começam por mera diversão e acabam nas redes da dependência.

O isolamento provocado pela pandemia levou e tem levado muitas pessoas a aumentarem o consumo de álcool, o que é uma fuga muito arriscada. O Grupo Nova Friburgo de Alcoólicos Anônimos este ano completa 70 anos de trabalho relevante em nossa cidade. Sempre de portas abertas por “mais um dia de sobriedade”!

O trabalho de Alcoólicos Anônimos tem muito a ver com o que Wanderson Nogueira nos apresentou na coluna “Palavreando”: “A vida das pessoas tem que importar. A vida das pessoas é mais do que mero detalhe em leis, discursos e estatísticas... Afinal, as pessoas são o motivo de existir das cidades, estados e países. É o nosso motivo de insistir na vida. E esse deve ser o motivo fundamental, essencial de toda ação para que a vida de todas as pessoas possa ser melhor, possa ser mais feliz... É preciso coragem, muita coragem para fazer o que tem que ser feito”. Parabéns, Nogueira, pelo brilho!

Justamente porque “a vida das pessoas tem que importar” é que a Casa Madre Roselli festeja, este ano, 70 anos de serviços humanitários em Nova Friburgo. O antigo casarão da Rua General Osório, 266, não tem beleza apenas por fora, pois, o interior de sua fachada abriga a beleza do trabalho de se doar pelos semelhantes. A brilhante reportagem de Christiane Coelho nos deu um panorama de que o trabalho está firme e cada vez mais intenso. “Quem quiser se voluntariar”, o convite foi feito pela vice-presidente da instituição, Carla Augusta. Que maravilha! Eu quero!!!

Eu sinto que a viagem de hoje está toda ligada ao texto de Wanderson Nogueira, pois, na homenagem do jornal, honrando a memória do professor Candido Mendes, vê-se que o ilustre senhor das letras, advogado, cientista político e imortal da Academia Brasileira de Letras foi um líder que soube “fazer, promover o diferencial, somar, enxergar os invisíveis, acreditar no coletivo, enfrentar a omissão...”. Fisicamente perdemos o professor Candido, mas seu legado garante sua presença viva na vida de todos nós, na vida do nosso país e até de quem o estiver conhecendo depois de sua derradeira partida, na última quinta-feira, 17. Sua existência é lição de vida.

A chuva continua em nossa cidade. Na charge de Silvério, o Cão Sentado cruzou até os dedos invocando sorte. Em Petrópolis, sim, a devastação nos entristece e nos remete às lembranças da tragédia climática de 2011. As medidas governamentais de emergência vão ajudar os moradores e empreendedores. Entretanto, sabemos que as perdas humanas são irreparáveis e essa é uma dor que se carrega para a vida toda. Em Nova Friburgo há várias ações solidárias em diversos pontos e toda ajuda é bem-vinda para socorrermos nossos irmãos da Cidade Imperial. A solidariedade é a essência dos seres e assim somos tocados pelo sofrimento alheio, porque “a vida de cada pessoa importa”. Dessa importância, o nosso discernimento tem que estar “convicto”!

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Nova doação a Adinf

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nova doação a Adinf

O Rotary Clube Nova Friburgo Suspiro, vem também contribuindo consideravelmente e desde 2008 com a Adinf, a Associação dos Diabéticos de Nova Friburgo, na medida em que tem feito doações possíveis, tais como ofertas de insulinas, cestas básicas, produtos dietéticos e materiais para consultório dentário e sala de podologia.

Nova doação a Adinf

O Rotary Clube Nova Friburgo Suspiro, vem também contribuindo consideravelmente e desde 2008 com a Adinf, a Associação dos Diabéticos de Nova Friburgo, na medida em que tem feito doações possíveis, tais como ofertas de insulinas, cestas básicas, produtos dietéticos e materiais para consultório dentário e sala de podologia.

Agora, ajuda se materializou com a entrega, na última sexta-feira, 18, com a doação de uma máquina de lavagem para facilitar na limpeza e higienização das dependências da Adinf, que funciona em um dos blocos da Fábrica Ypu e tem como atual presidente a dedicada Sonia Ibraim. Na foto, vemos o rotariano Laênio Stutz, em nome do clube de serviço, e demais companheiros, fazendo a entrega do equipamento às secretárias Flávia e Eliane daquela entidade.

Parabéns ao Haroldo

Desde já, o abraço de congratulações desta coluna, assim como de muitos dos seus amigos, boa parte deles que como este colunista, são torcedores do Botafogo, ao querido empresário do segmento de farmácias, Haroldo de Andrade Pereira.

Isso, por que o grande botafoguense Haroldo completa amanhã, 23, mais um aniversário natalício. Felicidades!

Amizade Suíço-Brasileira

Um grupo de bons amigos costumam se encontrar quase toda quinta-feira para um almoço de confraternização em diferentes locais, como ocorreu na semana passada com uma deliciosa caldeirada de frutos do mar no boteco da Cleide Carla, nesta oportunidade conforme mostra a foto (da esquerda para a direita) com Og, Ruy, Marcel, este colunista, Girlan, Lúcio, Ivanir, Neir e Jorge Queiroz.

Este encontro acabou tendo uma conotação duplamente especial, por duas razões oportunas: 1° - a presença no almoço, do suíço mais friburguense de todos, Marcel Augusto Schuwey e 2° - por que em 17 de fevereiro celebra-se o "Dia da Amizade Suíço-Brasileira". A data foi instituída pela lei municipal 1.659, assinada pelo então prefeito Alencar Pires Barroso, em 23 de dezembro de 1981.

Data única na vida

Independentemente do que muitas pessoas, em especial, os numerologistas possam ter o que explicar a respeito da data de hoje, repleta de dois, um fato incontestavelmente é correto e preciso: nunca mais haveremos de ter um dia como o que o calendário assinala hoje: 2 do 2 de 22.

Dia Internacional do Maçom

Por falar em data, o calendário comemorativo assinala que hoje, 22, é o "Dia Internacional do Maçom".

E já que fazemos este lembrete, vale à pena também saber por que desta comemoração ocorrer justamente hoje.

É que neste dia, no ano de 1732 nasceu em Westmoreland Country, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, George Washington, que além de ter sido o primeiro presidente (1796) e segundo (1792) - só não sendo o terceiro (1796) por ter recusado a reeleição dos EUA, foi um dos grandes nomes e mais expressivos nomes da história norte-americana de todos os tempos até falecer em 14 de dezembro de 1799 em decorrência de uma grave infecção na garganta.

Como além de tudo isso e por ter também dado seu nome a capital dos Estados Unidos, George Washington foi um dos maiores maçons da história da Ordem Maçônica no mundo e em decorrência disso, estabeleceu-se há muitos anos, a data de 22 de fevereiro como o Dia Internacional Maçom por ter sido o dia de nascimento dele.

Felicidades ao Alex

Vivas para o gente boa Alex Quintá Blanco Alfaya que estreou nova idade no último domingo, 20. Enviamos as congratulações com votos de muitas felicidades. O aniversariante é o atual presidente da Soamar-NF (Sociedade Amigos da Marinha de Nova Friburgo).

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Maria, modelo de educadora na sabedoria e no amor

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema "Fraternidade e Educação" e com o lema "Fala com sabedoria, ensina com amor" (Pr 31,26), cumpre o propósito deste evento organizado pela CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, desde 1964: "ser um caminho para que os cristãos vivam a espiritualidade quaresmal com o sentido de mudança e transformação pessoal rumo à solidariedade a um problema concreto da sociedade brasileira". A realidade da educação interpela e exige profunda conversão de todos.

A Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema "Fraternidade e Educação" e com o lema "Fala com sabedoria, ensina com amor" (Pr 31,26), cumpre o propósito deste evento organizado pela CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, desde 1964: "ser um caminho para que os cristãos vivam a espiritualidade quaresmal com o sentido de mudança e transformação pessoal rumo à solidariedade a um problema concreto da sociedade brasileira". A realidade da educação interpela e exige profunda conversão de todos. E ninguém melhor do que Maria, a nossa querida Mãe, para ser referência de uma nova educação que "promova o desenvolvimento pessoal integral, a formação para a vida fraterna e a cidadania" (Texto Base 05).

Maria é a grande educadora da sabedoria que vivia com integridade e fidelidade os valores da fé, da verdade, da justiça, da fraternidade, conforme a Palavra de Deus, fazendo da casa de Nazaré, com São José, a primeira escola das virtudes humanas essencialmente integradas ao sentido maior da vontade do Senhor. Num sólido testemunho de fé-vida, iluminou a infância e a juventude de Jesus, com os exemplos de trabalho, oração, fervor religioso, serviço missionário, partilha de caridade com os mais necessitados, responsabilidade com os deveres da justiça e comunhão social. Ensinava com amor o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, que recebeu dela em sua natureza humana, verdadeira e completa, toda a educação ética, religiosa, cultural, espiritual, cidadã, como servo do Pai, no desenvolvimento global de sua humanidade. Os primeiros passos, as primeiras palavras, orações, os conselhos e orientações, a interação dos sentimentos, das tarefas do dia a dia, o suporte e o preparo carinhoso da alimentação, na cumplicidade com o 'homem justo" e pai adotivo do Salvador.

Nossa Mãe das Graças nos apresenta, em sua eloquente humildade e fortaleza, que a base da educação é uma família consistente, alicerçada em Deus, diante dos desafios da vida. Isto nos faz refletir sobre a importância de investirmos em ações de evangelização e formação em favor das famílias, estruturando-as como base de educação integral da pessoa. Deve haver na sociedade e diversos ambientes educacionais uma verdadeira mudança de mentalidade, na busca de um "...caminho educativo integral que humanize, promova e estabeleça relações de proximidade, justiça e paz" (TB 06). Nos diversos âmbitos, a educação deve ser iluminada pela Palavra de Deus, encontrando-se meios eficazes que favoreçam processos mais adequados e criativos a fim de que ninguém seja excluído deste projeto de promoção social.

Maria, Mãe da dignidade humana, ensina com amor e testemunha a educação aberta às culturas, de ações verdadeiramente a serviço da vida, em especial, dos mais pobres. Ela nos convida a "refletir sobre os fundamentos do ato de educar. É encontro no qual todos são educadores e educandos. É tarefa da própria pessoa, da família, da Igreja e de toda a sociedade" (TB Ap.). Ela mesma aprendia muito de todo o processo histórico da encarnação-salvação, enquanto ensinava como mãe zelosa, guardando tudo em seu coração (cf  Lc 2, 16-21;41-51).

A Mãe de Nazaré foi a primeira discípula-missionária do Verbo. Foi a educadora exímia, capaz de escutar e ler nos sinais da história, dialogando e discernindo o caminho, à luz do Espírito, acolhendo com humildade o Mistério de Deus. Iluminam este escutar e discernir, as encíclicas Laudato Si, Fratelli Tutti, as propostas da economia de Francisco e de Clara, apresentadas pelo Papa Francisco.

Por fim, agir, ter passos e metas, um projeto de vida, fonte de uma nova sociedade. A Educação planejada de forma "sinodal", interativa, discernindo os melhores caminhos, políticas públicas, meios específicos, recursos, investimentos, junto às escolas, universidades e outros espaços educativos, com um serviço pastoral. Maria é a mulher da ação, numa profunda espiritualidade que transforma a oração e os ensinamentos em atos de amor solidário, como o serviço a Isabel, a cooperação com os discípulos, dando suporte ao seu filho na sua árdua missão, até aos pés da cruz, em comunhão com os apóstolos, como Mãe da Igreja, participando das ações e múnus da comunidade apostólica, inundada também pela luz de Pentecostes.

Nesta linha do Agir-trnasformar é que o profético Papa Francisco apresenta o Pacto Educativo Global que impulsiona esta campanha e propõe educar para um novo humanismo, com a iluminação dos princípios cristãos. Que Maria, Mãe da Educação, abençoe este projeto e interceda junto ao Filho Mestre, Educador, derramando as graças necessárias para esta humana renovação social.

Boa Campanha da Fraternidade a todos!

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo. Esta coluna é publicada às terças-feiras.

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Contrapontos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Ao ler o conto de Antônio Carlos Vianna, “Dona Katucha”, do seu livro de contos
“Jeito de Matar Lagartas”, Companhia das Letras, eu me deparei com algumas
questões relevantes sobre o envelhecer, a etapa da vida que evolui para a morte,
processo inevitável e implacável. É caracterizada por transformações corpóreas e
mentais degenerativas, que tocam as emoções, a cognição, a sexualidade e a
espiritualidade não somente daquele que envelhece, mas das pessoas que com ele
convivem. É contextual por mais solitário que o sujeito seja.

Ao ler o conto de Antônio Carlos Vianna, “Dona Katucha”, do seu livro de contos
“Jeito de Matar Lagartas”, Companhia das Letras, eu me deparei com algumas
questões relevantes sobre o envelhecer, a etapa da vida que evolui para a morte,
processo inevitável e implacável. É caracterizada por transformações corpóreas e
mentais degenerativas, que tocam as emoções, a cognição, a sexualidade e a
espiritualidade não somente daquele que envelhece, mas das pessoas que com ele
convivem. É contextual por mais solitário que o sujeito seja.
Dona Katucha quer se manter eternamente jovem, possuindo dificuldades em
aceitar o momento fronteiriço que está vivendo. Os anos de envelhecimento
contornam o tempo de vida e delineiam a finitude. O envelhecimento e a morte fazem
parte da vida saudável. Mas o que seria de nós caso a morte não existisse e fôssemos
eternamente adolescentes? Quanta inteligência criativa Oscar Wilde teve para
escrever “O Retrato de Dorian Gray”! Será que Antônio Carlos Vianna se inspirou nessa
obra universal e inquestionável?
Ao ler o delicado trabalho da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, médica
especialista em Cuidados Paliativos, em seu livro “A Morte é um Dia que Vale a Pena
Viver”, editado pela Casa da Palavra, eu me pus a refletir sobre a vida. O
envelhecimento e a morte nos remetem à vida, que é soberana nas etapas existenciais
pelas quais passamos, mesmo no momento da morte. É plena pelas incontáveis
possiblidades que temos para experimentar as circunstâncias nas quais estamos
inseridos.
As biografias! A dos que participaram, de algum modo, da construção das
civilizações, como Nelson Mandela, Charles Chaplin e Santo Agostinho. Por que
também não falar de Rita Lee? Quando o indivíduo mergulha em suas ideias e
vontades toca a vida de muitos e move seu destino pelos seus esforços e talentos. Não
é necessário nascer em berço de ouro. É preciso fortalecer os tesouros guardados em
nossas células.

Viver a vida é superar o medo de ser feliz. E de sofrer. O sofrimento e a felicidade
são dualidades intrínsecas à existência. Se as emoções são únicas, tão particulares
quanto as impressões digitais, o envelhecer é individual. Se podemos ter em mãos o
livre arbítrio, decidimos nosso modo de viver, mesmo nas situações em que não
podemos ter escolhas. Eis, portanto, a sabedoria que construímos nos anos vividos,
que nos aponta para formas de enfrentamento e superação. A inteligência e a
criatividade são nossas parceiras, embora nem sempre utilizadas.
Ah, as palavras de Rainer Maria Rilke, devem ser guardadas em mesinhas de
cabeceira para que possamos ter coragem para enfrentar a vida, em todos seus
mistérios, desafios, tristezas e maravilhas. Posto que a todo instante é preciso tomar
decisões e agir. Fazer algo. O viver sem bravura e perseverança é o mesmo que ter a
vida e não conseguir vivê-la com méritos.
O processo de viver é desencadeado pelas relações de causas e consequências. O
envelhecer é resultado de como vivemos épocas passadas, do modo como ocupamos o
espaço na família, nas comunidades, no trabalho e nas relações amorosas e sociais. A
maneira como ocupamos os espaços é essencial para o nosso equilíbrio físico,
cognitivo, emocional e espiritual. Quando o buscamos com plenitude, estamos
inteiros, dialetizando, a mente, o corpo, as emoções e a espiritualidade.
O envelhecer nos é inquietante!

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“A Friburgo atual - em franco progresso”

sábado, 19 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 19 e 20 de fevereiro de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes:

Edição de 19 e 20 de fevereiro de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes:

  • “A Friburgo atual - em franco progresso” - O marechal Odylio Denys, que residiu em Friburgo e estudou no Colégio Caribé, ao lado de fluminenses ilustres, entre eles - Macarino de Freitas, Platão Garcia, Olavo Tostes, todos de marcada atuação na vida jurídica do nosso Estado, esteve visitando nossa terra para rever velhos amigos e enamorar-se por nossas belezas. O grande revolucionário teve um encontro com Nelson Kemp, seu companheiro das batalhas cívicas, ao lado de Nilo Peçanha, pugnando pelos governos para o povo. Correu a cidade, recebendo homenagens, como as da prefeitura e do Colégio Nova Friburgo, onde o professor Amaury Muniz, teceu-lhe vibrante hino de saudação patriótica. Comovido e enternecido, o marechal agradeceu e voltou ao Rio, onde, entusiasmado, escreveu longa missiva ao jornalista Kemp, dizendo-lhe: “Logo que me for possível, irei aí de novo, tal boa impressão que trouxe da Friburgo atual - em franco progresso.”  
  • Muito bem! Honra ao mérito! - Pelo bonito espetáculo proporcionado à nossa população que foi o Carnaval 1972, dada as providências tomadas, especialmente no que se referiu aos serviços públicos, admirados e proclamados pelos quatro cantos da cidade, e, ainda aos substanciais auxílios prestados aos blocos, escolas de samba etc. O prefeito Feliciano Costa merece rasgados elogios, o que não nos furtamos a fazê-lo nesta edição, como legítimo porta-voz da população. O que desejamos especialmente salientar, é o arejamento administrativo colocado em prática pela chefia do Executivo, cuja equipe de auxiliares está a merecer, também, francos encômios, pela atividade desenvolvida nos setores relacionados com a prestação de serviços durante o período carnavalesco. Honra ao mérito! 
  • Padilha diz a Fitipaldi que o Estado do Rio pode ter autódromo - A construção de um autódromo no Estado do Rio passou a ser assunto prioritário da administração fluminense e o governador Raimundo Padilha designou o chefe do Gabinete Civil, Mário Gliosci, para que coordene os estudos de sua viabilidade. A promessa foi feita pelo governador ao presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Evânio Leme Nunes Galvão, e aos irmãos Emerson e Wilson Fitipaldi, que compareceram ao Palácio Nilo Peçanha para agradecer o apoio dado pelo governo Padilha ao automobilismo, com a realização do 1º Rally dos Mil Quilômetros fluminenses, que será realizado anualmente. 
  • "Decoração 72” - A firma Contal, com escritório de contabilidade e administração na Rua Almirante Barroso, 14, instituiu importante concurso com o objetivo de escolher e premiar a mais bela ornamentação interna dos clubes da cidade, no carnaval deste ano. A iniciativa das mais inteligentes e oportunas, obteve êxito total. A Comissão Julgadora foi composta de jornalistas e cronistas… 

Pílulas:

  • Enganaram-se os que, fantasiados de líderes, vestiram capa de dirigência emedebista e já agora pensam que estão nivelados aos maiores, podendo deitar catedra em movimentos partidários. Na política, como de resto em quase todas as histórias, os postos são galgados paulatinamente, pelos serviços prestados, pelo valor que representam, e, nunca pelo que os caras pensam que são… 
  • Em março serão abertas as estradas que levarão ao pleito de 15 de novembro. O percurso nas ditas vias não será fácil. Pode-se ganhar partidas de pôquer blefando, mas eleições somente se vence com votos. E votos não se conquista com “matemáticas” próprias. 
  • O carnaval no Country, na Sociedade e no Xadrez esteve acima das melhores perspectivas. Mais uma vez, Friburgo manteve a tradição, apresentando o melhor carnaval do Estado do Rio. A ordem imperou, a animação ultrapassou a tudo quanto pudesse ser esperado, os foliões brincaram a valer e os serviços públicos estiveram impecáveis. 
  • Como tivemos dias maravilhosos de sol, as estradas que conduzem ao nosso município não decepcionaram, e, devido a obras de reforma da serra, em dois pequenos trechos, o trânsito ficou sofrível. 
  • Mais de 40 mil turistas aqui estiveram, prestigiando o nosso carnaval, que diga-se de passagem esteve excelente. As escolas de samba merecem um registro muito especial: apresentações monumentais, luxuosas fantasias, ótima coreografia, música excelente. Merecem parabéns, os diretores das organizações que muitíssimo orgulham a nossa cidade. 

Sociais:

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Clóvis de Jesus (19); Rozette Haiut (20); Vinicio do Lago Zamith, João Amélio e Vera Lúcia Lima da Silva (21); Tufic Salim Milled, Haiffa Abicalil e Renato Heindenfelder (22); Márcio Ventura, Maurício Ventura, Max George Cleff e Ernesto Pereira de Faria (24).
Foto da galeria
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Convicto

sábado, 19 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A fé move as pessoas, o idealismo reforça a recusa em esmorecer perante as fraquezas e intrigas alheias, mas é a coragem que determina o poder que temos em mudar o mundo. Mudar nossos bairros, nossa cidade, nossa realidade, a si mesmo. Mudar os lugares e a lida cotidiana, no entanto, só faz sentido se for pelas pessoas. 

A fé move as pessoas, o idealismo reforça a recusa em esmorecer perante as fraquezas e intrigas alheias, mas é a coragem que determina o poder que temos em mudar o mundo. Mudar nossos bairros, nossa cidade, nossa realidade, a si mesmo. Mudar os lugares e a lida cotidiana, no entanto, só faz sentido se for pelas pessoas. 

A vida das pessoas tem que importar. A vida das pessoas é mais do que mero detalhe em leis, discursos e estatísticas. A vida de cada pessoa importa. Afinal, as pessoas são o motivo de existir das cidades, estados e países. É o nosso motivo de insistir na vida. E esse deve ser o motivo fundamental, essencial de toda ação para que a vida de todas as pessoas possa ser melhor, possa ser mais feliz. 

Assim, mudar o mundo só faz sentido se for para melhorar a vida das pessoas e consequentemente a nossa. O mundo não está um lugar nada fácil para se viver. 

É preciso coragem, muita coragem para fazer o que tem que ser feito. Dar a cara à tapa, insistir, teimar na fé, combater o mal não são missões das mais simples. 

Mas também não precisamos complicar tanto, nem se render à preguiça, ao pessimismo ou às narrativas que nos tentam empurrar como roteiros fechados. O enredo de existir é obra em aberto que não aceita verdades prontas da boca de facínoras ou de nossos próprios pensamentos que ocultam traumas. 

É admirável quem age no sonho de revoluções cotidianas, altruisticamente, mais do que propriamente para tentar ter fama. Fazer, promover o diferencial, somar, enxergar os invisíveis, acreditar no coletivo, enfrentar a omissão. É preciso coragem nessa profissão de fé que faz chamamento, urgente e necessário, para se combater as desigualdades, o preconceito, o ódio gratuito às mulheres, a marginalização da população LGBTQIA+. Proteção aos vulneráveis e desprotegidos, pois são eles (nós) que estão em risco permanente. Ensina essa profissão de fé que há situações que não se debate, se combate.     

Construir de forma coletiva, de fato, requer certa abnegação. Que sentido há no individualismo? Que vocação há na gana do poder? Que motivação apaixonante há na vaidade vazia? Nenhum para a primeira pergunta. Nenhuma para a segunda pergunta. Nenhuma para a terceira pergunta. Mas na resposta há sentidos que diferirão os que passarão daqueles que são bons e até invencíveis nessas pequenas grandes batalhas coletivas, para o coletivo e para si mesmo. 

Esses que sobrevivem nas suas profissões de fé podem até aparentar abatimento pela luta árdua e interminável, mas serão os que de fato herdarão a terra. Juntos! Esperançosos sempre, temerosos jamais! E há muito das lutas coletivas dentro dos nossos combates particulares consigo mesmo. Mas em ambos há um objetivo comum: alcançar a felicidade, se permitir a felicidade. E, não há felicidade plena se ao lado o irmão chora ou se não se está contente internamente. É preciso que você seja seu melhor amigo e da sua consciência também.   

As dúvidas são sementes paralíticas. Que essas sementes daninhas sejam arrancadas. Convoque para si, convoquemos para nós, coragem repleta de amor, do tipo que impede observar tudo passivamente. Injustiças são injustiças e têm que ser derrotadas com esforço incansável. Há que se preservar e garantir o maior dos direitos a todos: o de ser feliz, sem que se faça o mundo triste. 

A grandeza dos nossos sonhos nos concede garantias de que, através de nossas atitudes, toda luta vale à pena e pode e deve ser até prazerosa. Quando os propósitos se tornam maiores até do que a realidade vigente, não há nada que possa impedir a caminhada. Um passo de cada vez, hora veloz, outra mais lento – não importa – se convicto. 

 

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Não vacinados morrem mais

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Não vacinados morrem mais
Pelo menos metade das últimas mortes por Covid-19 em Nova Friburgo foi de moradores que não se vacinaram. Só nesta semana o município computou sete óbitos, todos de vítimas com comorbidades, segundo informações da prefeitura. Mesmo com 904 mortes registradas desde o início da pandemia e com os dados de que pessoas não vacinadas correm mais risco de morrer, nem a prefeitura, nem a Câmara de Vereadores aventam a possibilidade de instituir o passaporte de vacinação como forma de motivar a imunização entre os friburguenses.

Não vacinados morrem mais
Pelo menos metade das últimas mortes por Covid-19 em Nova Friburgo foi de moradores que não se vacinaram. Só nesta semana o município computou sete óbitos, todos de vítimas com comorbidades, segundo informações da prefeitura. Mesmo com 904 mortes registradas desde o início da pandemia e com os dados de que pessoas não vacinadas correm mais risco de morrer, nem a prefeitura, nem a Câmara de Vereadores aventam a possibilidade de instituir o passaporte de vacinação como forma de motivar a imunização entre os friburguenses.

Passaporte de vacina
Se nos espaços municipais a exigência não ocorre, como em boa parte dos municípios fluminenses, algumas instituições locais exigem o comprovante de vacinação. É o caso do fórum, da Defensoria Pública e das universidades Uerj e UFF. Alguns eventos, mesmo sem a obrigação imposta pela prefeitura, tem exigido a carteirinha de vacinação e faz o aviso já na compra dos ingressos que não vacinados não poderão entrar nas festas.         

Números não mentem
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, as pessoas que não são vacinadas contra a Covid-19 têm 97 vezes mais chances de morrer de Covid-19 do que as pessoas que são vacinadas e recebem a dose de reforço. O estudo mostra que o número médio de mortes semanais para aqueles que não foram vacinados foi de 9,7 por 100 mil pessoas, mas apenas 0,7 por 100 mil pessoas para aqueles que foram vacinados.

Dose de reforço é fundamental
Para quem não completou o ciclo vacinal esse número cai de 97 para 14 vezes o risco de morrer de Covid-19. Dados do sistema de vigilância Covid-NET, mostram que 54% das pessoas hospitalizadas por Covid-19 com mais de 65 anos não são vacinadas, apesar de somente 12% das pessoas nessa faixa etária não serem vacinadas em geral. Apenas 8% dos pacientes hospitalizados neste conjunto de dados foram vacinados e receberam a dose de reforço. Tendências vistas em todas as faixas etárias.

Uso de imagem por academias
A Justiça entende que o uso de imagem de alunos de academias necessita de autorização expressa e que não vale a autorização de imagem assinada no contrato de matrícula. Quase ninguém lê os contratos com as academias de ginástica, mas quase todos incluem uma cláusula que autoriza o uso de imagem de seus alunos em redes sociais. No entanto, uma decisão desta semana, está tornando nula essa cláusula.

Prudência
Uma academia terá que indenizar uma aluna por uso de imagem nas redes sociais sem autorização expressa. A alegação da academia de que, além da autorização expressa ao assinar o contrato, a representante legal também autorizou o uso da imagem de forma tácita e verbal ao se permitir fazer parte das imagens fotografadas.

Não basta estar escondido no contrato
A decisão da turma que julgou o caso já no recurso destacou que a academia usou as imagens da autora para fins comerciais, uma vez que foram utilizadas para publicidade nas redes sociais. Segundo o colegiado, o uso das imagens para essa finalidade “exige autorização expressa do seu titular ou do seu representante (…), e não somente o que está contido em cláusula de contrato de adesão”.

Direito do consumidor
Ainda que caso isolado, a decisão deve gerar jurisprudência, ou seja, decidir acerca de outros processos semelhantes. Para salvaguardar as academias, a turma destacou que cláusulas de uso de imagem devem ser mencionadas e esclarecidas no momento da assinatura do contrato de forma clara e destacada para que não viole limitação de direito do consumidor, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

O retorno
Depois de dois anos de não realização por conta da pandemia, o ator, produtor e diretor teatral, Bernardo Dugin, anuncia a abertura das inscrições para seu já consagrado curso de teatro. Neste ano, com três turmas: adolescentes, crianças e adultos. Como novidade, para além do universo da improvisação teatral, haverá exercícios de interpretação para audiovisual. 

Diversão e aprendizado
As aulas acontecerão às segundas-feiras, no Friburgo Shopping. As inscrições, assim como outras informações, podem ser feitas e obtidas pelo telefone/WhatsApp 21 979 497 107. Quem já fez o curso recomenda pela leveza e, claro, pelos aprendizados adquiridos. O curso é voltado não só para quem quer fazer teatro, mas para todos que falem em público ou tem dificuldades de se colocar. A imersão, além de divertida, geralmente termina com uma apresentação coletiva. 

Só oito
Agora só restam oito participantes entre os mais de três mil inscritos. Abraão Alencar, representante de Nova Friburgo no primeiro reality show de música gospel do Brasil, continua na competição após mais uma eliminatória. O Dom Reality UniCesumar deu a difícil missão aos jurados de em nova rodada de apresentações escolher oito dos 16 classificados. Abraão foi um dos oito que seguem na competição.

Mais uma etapa
Nessa fase da competição que termina na próxima quarta-feira, 23, Abraão Alencar interpretou com maestria a música “Furioso Oceano”, de Jhonas Serra. As caras e bocas dos jurados durante a apresentação já entregavam: o representante de Nova Friburgo seguirá para a fase seguinte. E assim se confirmou quando do anúncio dos oito eliminados e dos oito classificados. A nova fase que manterá apenas quatro participantes está marcada para este domingo, 20.

Na torcida
Caso se classifique nessa etapa, Abraão Alencar representará Nova Friburgo na grande final, marcada para o dia 23. Para acompanhar essa trajetória, os episódios anteriores estão no YouTube e o programa inédito também pode ser assistido pelo canal EAD Unicesumar, às 21h30. O Estado do Rio é o que tem mais representantes na próxima fase, três. São Paulo vem na sequência com dois. Completando os finalistas, SC, DF e PR com um representante cada. 

Premiação de impulso
O campeão do reality vai obter um contrato de cinco anos com a gravadora Destaque, editorial Deezer no lançamento, produção de áudio de três músicas assinadas por Johny Essi, produção de audiovisual de uma música pela Multiforme Filmes, contrato de gestão de carreira artística com Paulo Alberto e uma bolsa de estudos 100% do curso Design Musical. Vale a torcida, afinal é o nome de Nova Friburgo em destaque.

Palavreando
“O enredo de existir é obra em aberto que não aceita verdades prontas da boca de facínoras ou de nossos próprios pensamentos que ocultam traumas”.

Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

Siga Friburgo no Instagram traz o registro de Fellipe Faustino, do alto do Pico do Caledônia, a 2.219 metros de altitude. A trilha para o espaço está reaberta. Ainda que os dias nublados não permitam ver toda a paisagem, estar acima das nuvens sem estar em um avião é magnífico.

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Fundos de Investimento na Bolsa de Valores?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Parecem infinitas e desconexas, mas as alternativas de investimentos via mercado financeiro são interligadas e tudo pode se tornar mais fácil quando identificam-se os diferentes produtos e classes de ativos antes mesmo de questionar suas qualidades. É o que faremos hoje: entender o que é umExchange Traded Fund (ETF) e como eles podem fazer parte da sua carteira de investimentos.

Parecem infinitas e desconexas, mas as alternativas de investimentos via mercado financeiro são interligadas e tudo pode se tornar mais fácil quando identificam-se os diferentes produtos e classes de ativos antes mesmo de questionar suas qualidades. É o que faremos hoje: entender o que é umExchange Traded Fund (ETF) e como eles podem fazer parte da sua carteira de investimentos. Já como forma de elucidar um pouco mais o que estamos para abordar, é importante entender que – basicamen te – os ETFs funcionam exatamente como fundos de investimentos, porém, negociados diretamente entre as contrapartes (comprador x vendedor) através da Bolsa deValores.

A propósito, por já termos falado sobre, começaremos por aqui. No Brasil, temos apenasuma bolsa de valores (B3), mas ao redor do mundo existem diversas outras e cada uma delas tem seus índices de referência baseados em critérios específicos. Basicamente, esses critérios englobam determinadas empresas que se enquadram em características predefinidas e, assim, está pronta uma carteira de investimentos: diversificada entre si e com empresas enquadradas no que você acredita. Para exemplificar ainda mais, essas características podem ter a ver com governança, sustentabilidade, tamanho do patrimônio das empresas, distribuição de dividendos ou, até mesmo, empresas estrangeiras.

Abaixo, vou listar alguns ETFs (com seus respectivos códigos de negociação) e caracterizá-los para você entender ainda mais sobre o assunto e ganhar autonomia para seus novos estudos a partir daqui. Lembrando, é claro, que nenhum destes se enquadra como recomendação; aqui, meu único objetivo é mostrá-los para você, leitor, sem me preocupar em passá-los por um crivo de análise aprofundada e qualidade dos ativos.

· BOVA11 - Bus ca refletir a performance, do Índice Bovespa(composto por cerca de 70 das maiores empresas do Brasil);

· ECOO11 - Busca refletir a performance do Índice Carbono Eficiente (composto por empresas com maior responsabilidade ambiental);

· GOVE11 - Busca ref letir a performance doÍndice Governança Corporativa Trade (composto po r empresas com padrões de governançacorporativa diferenciados);

· SMAL11 - Busca refletir a performance do Índice Small Cap (composto por empresas commenor capitalização na B3);

· IVVB11 - Busca refletir a performance do Índice S&P500 (composto pelas 500 maiores companhias de capital aberto dos EUA).

· HASH11 - Busca refletir a performance do índic e Nasdaq Crypto(reflete, globalmente, o movimento do mercado de criptoativos).

Investimentos em ETFs costumam ser mais simples e, apesar da volatilidade, tem liquidação em dois dias úteis e pode ser uma porta de entrada para novos investidores na Bolsa de Valores. Contudo, lembre-se sempre de analisar se os investimentos são condizentes com as características buscadas por você e tem a ver com o seu perfil de investidor. Serão sempre estes detalhes o grande divisor entre boas e más experiências no mercado financeiro; portanto, atente-se a elas para fazer boas escolhas.

 

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Retorno diferente

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Volta às aulas: tudo novo. De novo. É chegado o momento do retorno, do semestre novo na faculdade, do fim das férias escolares, do início do ciclo do meio do ano (aquele que parece passar super rápido culminando com as festas de final de ano). Várias pessoas mudam os cortes de cabelos. Sorrisos revigorados. Encontros não programados. Alunos desfilam uma ou outra roupa nova. Cadernos recém-saídos das estantes das papelarias ganham espaço. Pastas organizadas nos computadores. Energia renovada. Não é assim? Ou era...

Volta às aulas: tudo novo. De novo. É chegado o momento do retorno, do semestre novo na faculdade, do fim das férias escolares, do início do ciclo do meio do ano (aquele que parece passar super rápido culminando com as festas de final de ano). Várias pessoas mudam os cortes de cabelos. Sorrisos revigorados. Encontros não programados. Alunos desfilam uma ou outra roupa nova. Cadernos recém-saídos das estantes das papelarias ganham espaço. Pastas organizadas nos computadores. Energia renovada. Não é assim? Ou era...

Bom, para alguns eu acho que sim. O retorno esconde uma certa magia e disposição, apesar de um estoque inegável cansaço, pois não necessariamente as férias de meio de ano significam tempo à disposição e descanso. Mas ainda assim é uma pausa e o reinício é um tanto interessante. E retornar agora, depois de tudo? Encarar a vida de um “pós pandemia que não acabou”? Essa dinâmica ganha uma nova roupagem quando falamos em um retorno diferente. Não somos mais os mesmos. Fomos inebriados por um longo hiato ... vivemos, nesse meio tempo, sentimentos, experiências inimagináveis. E muitos de nós, não parou, não descansou, não assimilou. Voltamos sem ter ido, num pós-caos - e ainda durante o caos. Voltamos sobreviventes. E exaustos. É esquisito, não é? Não vou mentir: percebo olhares ao longe, suspiros de cansaço, abraços mais distantes, uma insegurança no ar que transcende a emoção de “estar de volta”. Para além das máscaras, de maneira geral, confesso estar vendo olhares mais abatidos. Talvez seja o meu olhar que tenha mudado.

 Quais são as novidades? Quem vamos conhecer? Quem vamos reencontrar? Quais as metas a perseguir, os desafios a percorrer? O que vamos aprender juntos? Dá até um frio na barriga. Recomeços são muito interessantes e podem ser presságios de ricas experiências. A vida é repleta de momentos como a volta às aulas. São sequências de ciclos a serem orquestradas muitas vezes com maestria, outras nem tanto.

Esse grande barato dos reencontros com o ambiente que nos acolhe por longas jornadas e com as pessoas que dão vida a ele não pode ser ofuscado pela correria incessante que os tempos de hoje não raras vezes nos impõem. Tenho a sensação de que a vibração com que começamos etapas novas ditam o ritmo e a cadência do período vindouro. O que esperar das misteriosas semanas que estão por vir? Não podemos prever as adversidades, nem as mudanças, muito menos as próximas surpresas. Mas uma coisa não podemos negar: querendo ou não todas elas acontecem. Invariavelmente. De uma maneira ou de outra. Como tiverem de ser.

Então, que estejamos prontos para acolher o que está por vir começando pelo dia de hoje repleto das sementes que pretendemos colher. É leveza que eu quero? Então que eu seja leve. É emoção que espero? Então deixo o sentimento fluir. São sorrisos sinceros? Então que eu sorria - com a alma!  Se a “volta às aulas” da vida contar com nossa parcela de contribuição positiva para equilibrar esse “velho mundo” com o “tudo novo”, estou certa de que essa longa jornada contará com um sabor especial. 

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