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A VOZ DA SERRA é uma sucessão de saudades!...

terça-feira, 01 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z novamente me levou para a infância, quando meus pais tinham o cuidado de nos oferecer, além dos livros, brinquedos que mexiam com a nossa imaginação e criatividade. O que a gente mais gostava era o poliopticon, que dava para montar binóculos, lunetas e até microscópio. Sem perder as datas mais inusitadas, o “Z” nos convidou a festejar o Dia Internacional do Lego, 28 de janeiro, brinquedo criado em 1934, que significa “brincar bem”. E brincam bem crianças e adultos, pois é fabuloso juntar as peças para ver o que vai dar.

O Caderno Z novamente me levou para a infância, quando meus pais tinham o cuidado de nos oferecer, além dos livros, brinquedos que mexiam com a nossa imaginação e criatividade. O que a gente mais gostava era o poliopticon, que dava para montar binóculos, lunetas e até microscópio. Sem perder as datas mais inusitadas, o “Z” nos convidou a festejar o Dia Internacional do Lego, 28 de janeiro, brinquedo criado em 1934, que significa “brincar bem”. E brincam bem crianças e adultos, pois é fabuloso juntar as peças para ver o que vai dar. Outra festividade está concentrada em 30 de janeiro – Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, por ter sido publicada, em 1869, “As Aventuras de Nhô-Quim”, a primeira história em quadrinhos brasileira.

E a magia das datas continua com 31 de janeiro, Dia Mundial dos Mágicos. São três datas que combinam muito bem, já que “brincar é colocar a imaginação em ação”. Entender que a brincadeira pode ser coisa séria é fundamental para o desenvolvimento da criança. Para o biólogo e pensador, Jean Piaget, “o jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para gastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral...”. Muitas vezes, o mais difícil é fazer com que o adulto tenha “jogo de cintura” e entenda a importância do “lúdico na infância, da ação à diversão”. A criança, naturalmente, tem o dom de se ocupar em seu mundo lúdico e respeitar, incentivando esse dom, é parte do processo educacional.

O que não pode acontecer é dar um “tilt” na educação infantil e querer padronizar o comportamento da criança aos padrões ditados como regras perpetuadas e engessadas. A propósito, Wanderson Nogueira nos trouxe à tona o termo “tilt”, uma gíria surgida lá pela década de 80, utilizada para “exemplificar” algo que parasse de funcionar. Qualquer coisa poderia dar um tilt, até mesmo uma pessoa. Por isso mesmo, Nogueira alertou: “Estamos precisando de preventivos: diversão, tanto quanto precisamos respeitar os nosso tilts e os tilts dos demais”. Que belo texto, meu amigo. Parabéns!

Como a minha memória não deu um tilt, não posso deixar de festejar, pois foi em 29 de janeiro de 2014, que A VOZ DA SERRA me deu a honra de me inserir no rol de seus colunistas, com a primeira edição desta coluna “Surpresas de Viagem”. São oito anos de roteiros imperdíveis, em deliciosas viagens de fim de semana, onde percorro o mundo sem sair de casa. A gratidão que eu tenho é algo incomensurável!

E, entre tantas surpresas na edição do último fim de semana, eis que na coluna “Sociais”, encontrei a querida Tininha Iunes, festejando aniversário em 30 de janeiro, fechando, com chave de ouro, o último domingo do primeiro mês do ano novo. Conheci Tininha na década de 70, uma pessoa cativante e de um carisma sem igual, doce e gentil com todos. Parabéns, querida!

Impressionante também a biografia do senhor Richard Ihns, celebrando em janeiro seus 70 anos de dedicação ao Rotary Clube de Nova Friburgo, sendo, portanto, o seu mais antigo associado, além dos muitos cargos e diretorias. Aos 94 anos de idade, sua vida é um exemplo de lutas, estudos e conquistas. Confesso que perdi o fôlego ao ler, em voz alta, a sua biografia.

“Grito de Carnaval: escolas de samba desfilam na Olaria do Cônego”. Ninguém faça confusão, porque a manchete está na coluna “Há 50 anos”, o destaque do jornal no último fim de semana de janeiro de 1972. Só podia mesmo ser coisa do passado, porque no presente ano de 2022, há incógnitas por todos os lados. O Carnaval adiado para maio. O retorno às aulas, meio indefinido, apesar de grande incentivo para o modo presencial. O Cão Sentado, na charge de Silvério, sonha diante das circunstâncias e indecisões. Que osso duro de roer!   

Para arrematar esta viagem de tantas datas e festejos, de conhecimentos surpreendentes, mais uma celebração – 30 de janeiro – Dia da Saudade. Um dia para recordar, quando temos saudade todos os dias. A sorte, o que nos conforta, é que a gente só tem saudade do que foi bom para nós. Saudade das pessoas queridas e dos momentos felizes. Bem se vê que a felicidade tem preço e rende muita saudade!...

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Aniversário comemorado

terça-feira, 01 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Aniversário comemorado

O jovem e simpático, Luiz Carlos da Costa Júnior (foto), passou o último fim de semana recebendo cumprimentos pela passagem de seu aniversário, celebrado no sábado, 29 de janeiro.

Por esta razão, este colunista se une aos pais do aniversariante Luiz Carlos e Linete, as irmãs Viviane e Cristiane, a sobrinha Sara, demais familiares e muitos amigos, para parabenizar o Júnior com votos de muitas felicidades.

Indo vapt vupt

Aniversário comemorado

O jovem e simpático, Luiz Carlos da Costa Júnior (foto), passou o último fim de semana recebendo cumprimentos pela passagem de seu aniversário, celebrado no sábado, 29 de janeiro.

Por esta razão, este colunista se une aos pais do aniversariante Luiz Carlos e Linete, as irmãs Viviane e Cristiane, a sobrinha Sara, demais familiares e muitos amigos, para parabenizar o Júnior com votos de muitas felicidades.

Indo vapt vupt

Como parece que foi ontem que estávamos celebrando o Natal e a virada do ano, chegamos hoje ao primeiro dia de fevereiro, deixando para trás já o primeiro mês de 2022.

Betina debutou

Mesmo atrasado, vale parabenizar à querida jovem Betina Batista (foto) que completou 15 anos no último dia 19 de janeiro, para alegria toda especial dos pais Bruno e Flávia Dias Batista. A Betina, é neta da dra. Deise e do admirado dr. Batista, juiz que mercou época também em nossa cidade e é figura das mais queridas também no Nova Friburgo Country Clube.

Missa dos Sacoleiros

Como nossa cidade conta também com considerável quantidade de profissionais que atuam viajando por conta de vendas para confecções, na atividade popularmente chamada de sacoleiros, vale um convite para todos.

No próximo domingo, 6, às 9h, será celebrada missa em Ação de Graças pelos Sacoleiros na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no distrito de Riograndina.

Após a celebração haverá bênçãos das chaves e veículos utilizados por aquela classe profissional em suas atividades de trabalhos. Quem puder também levar suas doações de produtos de limpezas domésticas e pessoais, estará contribuindo para ajudar as familias necessitadas daquela comunidade.

Vinte em vinte e dois

É com carinho que, apesar do pequeno atraso registramos o 20° aniversário que o jovem Thiago de Carvalho (foto) comemorou  no último dia 21 de janeiro.

A coluna possui um carinho todo especial com o Thiago que desde o seu 1º ano de vida têm as comemorações dos seus aniversários registradas aqui. Nos orgulhamos ao constatar sua evolução, da criança de antes à transformação em um homem de bem, dedicado e trabalhador.

Ao Thiago, mais uma vez os nossos parabéns com votos sinceros de contínuas felicidades, sucesso e grandes realizações na vida.

Nova pizza Brasil

Mesmo sem desejar entrar na seara política, quer seja a favor ou contra quaisquer correntes ou eventuais candidatos, algo vem  dando o que pensar.

Trata-se da tal CPI da Covid, de tantas propalações midiáticas e falações de figuras políticas de Brasília, como ficou ou ficará? 

Apesar dos alguns desdobramentos judiciais lentos, será que sinalizará o surgimento de novo sabor de pizza em nosso país?

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Saber acolher Deus

terça-feira, 01 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

No último domingo, 30 de janeiro, o Papa Francisco discursou sobre a primeira pregação de Jesus na sua cidade, Nazaré. Em vez de receber aprovação, Jesus encontrou incompreensão e até hostilidade (cf. Lc 4, 21-30). Os seus concidadãos, mais do que uma palavra de verdade, queriam milagres, sinais prodigiosos. O Senhor não os realiza e eles rejeitam-no, pois dizem que já o conheciam desde criança, que é o filho de José (cf. v. 22) e outras coisas mais. Então, Jesus pronunciou uma frase que se tornou proverbial: “Nenhum profeta é bem aceito na sua pátria” (v. 24).

No último domingo, 30 de janeiro, o Papa Francisco discursou sobre a primeira pregação de Jesus na sua cidade, Nazaré. Em vez de receber aprovação, Jesus encontrou incompreensão e até hostilidade (cf. Lc 4, 21-30). Os seus concidadãos, mais do que uma palavra de verdade, queriam milagres, sinais prodigiosos. O Senhor não os realiza e eles rejeitam-no, pois dizem que já o conheciam desde criança, que é o filho de José (cf. v. 22) e outras coisas mais. Então, Jesus pronunciou uma frase que se tornou proverbial: “Nenhum profeta é bem aceito na sua pátria” (v. 24).

Jesus conhecia o seu povo, conhecia o coração do seu povo, conhecia o risco que estava a correr e previa a rejeição. Então podemos perguntar-nos: se é assim, se previa o fracasso, por que foi à sua cidade? Por que fazer o bem a pessoas que não estão dispostas a aceitá-lo? A resposta é simples: diante dos nossos fechamentos, Ele não retrocede: não põe limites ao seu amor. Perante os nossos fechamentos, ele vai em frente. Vemos um reflexo disto nos pais que estão conscientes da ingratidão dos filhos, mas não deixam de os amar e de lhes fazer o bem. Deus é assim, mas a um nível muito mais elevado. E hoje também nos convida a acreditar no bem, a nunca deixar de procurar fazer o bem.

Mas no que aconteceu em Nazaré encontramos outro aspecto. A hostilidade para com Jesus por parte dos “seus” provoca-nos: eles não foram acolhedores, e nós? Diante deste questionamento, o Papa ressalta que Jesus apresentou dois modelos de acolhimento: uma viúva de Sarepta, na Sidônia, e Naamã, o sírio. Duas figuras, que apesar de pagãs, acolheram os profetas: a primeira acolheu Elias, o segundo Eliseu. E concluiu: o modo de acolher Deus é estar sempre disponível, acolhê-lo e ser humilde. A fé passa por isto: disponibilidade e humildade. A viúva e Naamã não rejeitaram os caminhos de Deus e dos seus profetas; foram dóceis, não rígidos e nem fechados.

Jesus também segue o caminho dos profetas: apresenta-se como não o esperaríamos. Aqueles que procuram milagres não o encontrarão, aqueles que procuram novas sensações, experiências íntimas, coisas estranhas; aqueles que procuram uma fé feita de poder e de sinais exteriores não o encontrarão. Não, eles não o encontrarão. Apenas aqueles que aceitam os seus caminhos e desafios, sem queixas, sem suspeitas, sem críticas e nem caras feias, o encontrarão. Jesus, por outras palavras, pede-nos que O acolhamos na realidade cotidiana que vivemos; na Igreja de hoje, como ela é; naqueles que estão próximos todos os dias; na vida concreta dos necessitados, nos problemas das nossas famílias, nos pais, nos filhos, nos avós, ali acolhemos Deus.

E nós, somos acolhedores ou parecidos com os seus concidadãos, que pensavam saber tudo sobre ele? “Estudei teologia, fiz o curso de catequese... Sei tudo sobre Jesus!”. Sim, como um estulto! Não sejas estúpido, não conheces Jesus. Talvez, após tantos anos de fé, pensamos que conhecemos bem o Senhor, muitas vezes com as nossas ideias e julgamentos. O risco é acostumar-nos, acostumar-nos a Jesus. E como nos habituamos? Fechando-nos, fechando-nos à sua novidade, ao momento em que ele bate à porta e nos diz algo novo, ele quer entrar em nós. Devemos sair deste permanecer fixados nas nossas posições. O Senhor pede uma mente aberta e um coração simples. E quando uma pessoa tem uma mente aberta, um coração simples, tem a capacidade de se surpreender, de se maravilhar. O Senhor surpreende-nos sempre, esta é a beleza do encontro com Jesus. (Angelus, 30 jan. 2022 - Fonte: www.vatican.va)

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Ilusão e utopia

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Quinta-feira última, 27\01\2022, recebemos uma pérola no Clube Clássicos da Literatura, a Professora Glaucia Pereira Brito, que nos ofereceu uma palestra sobre Maria Firmina dos Reis (1822-1917), maranhense, primeira romancista brasileira,  esquecida durante décadas, cuja obra possui valor literário, histórico, cultural e social relevante.

Quinta-feira última, 27\01\2022, recebemos uma pérola no Clube Clássicos da Literatura, a Professora Glaucia Pereira Brito, que nos ofereceu uma palestra sobre Maria Firmina dos Reis (1822-1917), maranhense, primeira romancista brasileira,  esquecida durante décadas, cuja obra possui valor literário, histórico, cultural e social relevante.

Diante de uma apresentação impecável, suave e rica em detalhes a respeito da vida e da obra da escritora negra, viajamos na trajetória de uma inteligente mulher do século XIX, com uma escrita límpida, poética e reveladora da realidade brasileira da época, quando os negros, escravizados, eram prisioneiros das mais cruéis condições de sobrevivência. O Brasil está superando suas limitações para reconhecer e enaltecer a importância das contribuições que os negros trouxeram ao nosso país através do seu trabalho, suor e dor. É triste a discriminação que existe no Brasil, tradição cultural que ainda permeia a vida sobre seu solo.

Durante a exposição, falou-se rapidamente sobre a diferença nos modos com que autores constroem suas obras. Logo me reportei às primeiras aulas que assisti na universidade, quando estudei a obra do filósofo e pedagogo suíço, Pierre Furter, especialmente “Educação e Reflexão”, que tanto enriqueceu minha formação.

Depois da palestra, senti necessidade de pesquisar as diferenças entre ilusão e utopia, até porque fazem parte das nossas atividades mentais e emergem do contexto em que vivemos. As diferenças entre ambas são sutis e faz-se necessária a observação aguda dos modos de imaginar para distinguir uma da outra.

Tanto a utopia quanto a ilusão são processos criativos, porém a utopia possui a intenção de transformar a realidade concreta ao vislumbrar contextos perfeitos. Já a ilusão caminha em direção à fantasia e as representações mentais são configuradas de acordo com a realidade psíquica do sujeito. 

 As utopias tendem à permanência e são construídas como um projeto ou aspiração, enquanto a ilusão é transitória e fundamenta-se no pensamento mágico. A utopia é compromissada; a ilusão é livre. Ambas são inexistentes em sua concreticidade real e criadas através de narrativas, porém. 

A abordagem destes conceitos me aponta para estudos mais detalhados e amplos; por enquanto minhas reflexões são superficiais. Entretanto, eu me arrisco apontar para as obras de Márcia Medeiros, que nos oferece modos de ver e sentir a vida. Para o “O Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry, uma obra que desvela a beleza da humanidade. Para as histórias do “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato, um retrato de época do Brasil. 

Enfim, as pessoas deste planeta azulado, a safira do sistema solar, precisam da literatura através das múltiplas ilusões e utopias, criadas pelos sonhadores que desejam uma vida melhor.

 

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Escolas de samba desfilam na Olaria do Cônego

sábado, 29 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 29 e 30 de janeiro de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

Edição de 29 e 30 de janeiro de 1972
Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes:

  • Carnaval 1972: Neste dia 29, na “Olaria do Cônego” desfile de todas as escolas de samba e blocos, no primeiro grito real de carnaval. 
  • Uma luta que não é para um grupo e sim para Friburgo - Embora tenham recusado participar do novo diretório municipal do MDB, numeroso grupo resolveu reunir-se semanalmente, partindo para ações definidas e decisivas em torno da política municipal. Com autenticidade partidária, o grupo tomou a providência de dar a conhecer aos líderes emedebistas estaduais, inclusive ao almirante Amaral Peixoto os motivos da atitude que tomaram e a disposição que estão de, até afastarem-se do partido, a espera de que novos ventos soprem impulsionando benéficas situações que demonstrem disposição arregimentação de uma autêntica cúpula postergada por interesses de mando e de predomínio para conquistas de cargos e posições. O afastamento - que não significará, desligamento, pois uma luta sem tréguas, será travada contra os que tentarem impedir que o grupo caminhe em busca dos seus ideais.
  • Assim se desenvolve o desprestígio de um poder - Bastou que o Legislativo local fosse convocado extraordinariamente para que, em sua primeira reunião, mais de 25 proposições de títulos de cidadania friburguense fossem apresentadas, numa verdadeira enxurrada depreciativa para um poder que está carecendo de prestígio crescente. Não é possível que uma maioria de sensatos representantes do povo, seja enleada por minoria mais atuante no campo da caça ao voto, ainda que dita caçada importe em ridículo para a comunidade. Há que ser colocado um paradeiro nesta orgia de concessões de um título de relevância, como deve ser o de cidadão friburguense…  
  • Baptista de Moraes assume a diretoria da 9ª R.A., da Secretaria de Finanças - Nosso conterrâneo João Baptista Penna de Moraes, foi por ato dos mais acertados do governador Raimundo Padilha, nomeado para exercer as relevantes funções de diretor da 9ª R.A. da Secretaria de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, setor que  abrange Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Casemiro de Abreu, Macaé, Trajano de Moraes, Conceição de Macabu etc. Acatado e respeitado por seus superiores e colegas, Baptista de Moraes tem um passado que lhe garante o exercício da delegação com segurança e firmeza. 

Pílulas:

  • Um dos maiores fatores de êxito em qualquer agremiação é representado pela sinceridade de propósitos das respectivas dirigências, notadamente pelo cuidado, por parte das mesmas dirigências em somar e nunca em dividir forças, principalmente quando a divisão tem por principal objetivo a tentativa de causar cizânia em agrupamentos para predomínio de grupos ou grupelhos. Quando acontece o erro acima citado, o resultado é fatal. Não há remédio para o mal. Não há terapêutica que salve. Não há médico que obtenha sucesso sobre a moléstia. 
  • Anotem para a conferência dentro de dez meses: o futuro prefeito friburguense não vai ser assim qualquer um que pelo simples fato de desejar o cargo venha indicado por um conluio de interesses pessoais, com cartas marcadas, e, acenos a cargos - de deputado estadual e federal - secretário do prefeito, chefe disso e daquilo - distribuídos como se tudo fosse uma “casa da sogra”. A nossa comunidade vai ter, temos certeza, um chefe de executivo gabaritado, que não esteja circunscrito a compromissos com recursos do erário. A época das “barganhas” eleitorais já era. Quem tiver dúvida, tenha somente um pouquinho de paciência…     

Sociais:

  • A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elza Lúcia Meyer (29); Maria de Lourdes Cordeiro e Lívia Segal (30); Jair Folly, João Nicolau, Luiz Pinel Netto e Chamberlain Noé (31); Leonor Laginestra, Almir Ventura, Roberto Rangel Ventura, Hélio de Freitas Madureira, Renato Albino, Celina Spinelli e Rosane da Glória (1º de fevereiro); Celcyo Folly, Miguel Mastrângelo e Palmyra Buchardt (2); Jader Lugon, José Ventura e Nair Figueiredo Bizzotto (4). 

 

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Tilt

sábado, 29 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

“A gente tem muita paciência para erros da tecnologia, mas não temos a mesma paciência com o outro, com as pessoas”. À frase, que o sociólogo Dominique Wolton disse à minha turma de pós-graduação em Gestão Pública, acrescento que também não somos pacientes nem com a gente mesmo. 

Esse pensamento ecoou ainda mais interessante por conta de uma experiência que tive recentemente e pela qual todo mundo passa. Meu smartphone, do nada, simplesmente parou de funcionar. A tela preta, cheia de cores esquisitas pulando — tilt. 

“A gente tem muita paciência para erros da tecnologia, mas não temos a mesma paciência com o outro, com as pessoas”. À frase, que o sociólogo Dominique Wolton disse à minha turma de pós-graduação em Gestão Pública, acrescento que também não somos pacientes nem com a gente mesmo. 

Esse pensamento ecoou ainda mais interessante por conta de uma experiência que tive recentemente e pela qual todo mundo passa. Meu smartphone, do nada, simplesmente parou de funcionar. A tela preta, cheia de cores esquisitas pulando — tilt. 

Tilt é um termo que ouço desde criança quando o cartucho do videogame não funcionava. Geralmente, não sei por que motivos, assoprávamos a fita, o tilt passava e lá íamos para a diversão. Tilt, nesse caso, é uma gíria para exemplificar algo que parou de funcionar. Também é usada para pessoas: ficou maluca.  

Telefone sem contatos, sem aplicativos do banco, de conversa, de jogos, de editor de fotos e de vídeos. O celular tem mais coisa que a carteira de couro que carrego no bolso. Sem poder falar com ninguém. Ficar sem o aparelho é quase como ficar sem um dos membros.

Uma pesquisa na internet me deu os caminhos: baixar um programa para atualizar o dispositivo. O aviso assustador: “Caso não seja possível atualizar, será necessário restaurar, o que significa que perderá todos os dados não salvos na nuvem”. 

Horas e horas — erro. Mais algumas horas e novo erro que sacramentava: restaurar. Sem alternativas, efetuei o procedimento que deu o erro 4103. Será que vai de 1 a 4103? Haja erro! Nova busca e a pior notícia: assistência técnica. Para a virtual, código de verificação no telefone. Oras, como fazer a verificação se o dito cujo está com defeito? 

Horas fora do mundo. Parentes e amigos preocupados com o sumiço. Estar fora da tecnologia te torna invisível. Por isso, a paciência irritante com a tecnologia é mais forte. Dia seguinte, salvo pela assistência. Na verdade, salvo pela experiência de um dos técnicos.

O primeiro não conseguiu resolver, o segundo matou a charada por caso semelhante em que quebrou a cabeça para conseguir salvar aparelho igual. Curto-circuito interno, por uma peça miúda. Peça desconectada, restauração efetuada, uso parcial permitido até que a peça fosse trocada. 

A saga é cotidiana em todos os cantos e se percebe pela quantidade enorme de lojas que consertam todo tipo de eletrônicos. Do mesmo modo, vemos a quantidade crescente de espaços que “curam” pessoas: farmácias, igrejas, consultórios de especialidades variadas, com destaques para psicologia e psiquiatria. Estamos dando tilt. 

Será que temos a mesma paciência com o tilt das pessoas como temos com nossos caros eletrônicos? 

Estamos precisando de preventivos: diversão. Tanto quanto precisamos respeitar os nossos tilts e os tilts dos demais. Talvez necessitemos mais da mesma paciência que temos com as tecnologias para com as pessoas. Porque se as tecnologias, inegavelmente, facilitam nossas vidas e por isso somos dependentes. 

As pessoas, inegavelmente, nos dão brilho aos dias e por isso somos livremente dependentes delas. Mas as tecnologias podem até faltar, chegamos até aqui sem muitas delas. Mas sem as pessoas não chegaríamos e seguimos sem chegar a lugar algum. 

Cuidar mais uns dos outros. Dar aquela assoprada carinhosa de vida como fazíamos no cartucho do videogame. Dar afagos, olhar sereno, abraçar as imperfeições que dão gosto ao cotidiano. 

Fazer do dia a dia – diversão e compartilhar dessa diversão. Afinal, festa vazia não é festa. Vazio é pior do que tilt.    

 

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Friburguense no Festival de Paris

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense no Festival de Paris
O ator friburguense Bernardo Dugin foi anunciado como um dos seis indicados ao Paris Shorts Films Awards, um dos mais importantes festivais internacionais de cinema independente do mundo. Ele concorre na categoria de melhor ator por sua atuação em “Baile de Máscaras”. Com filmes do mundo inteiro, o público de Paris se deliciará com as diversas produções, entre os dias 12 e 18 de março, quando ao final serão conhecidos os vencedores entre os indicados em 20 categorias.

     

Friburguense no Festival de Paris
O ator friburguense Bernardo Dugin foi anunciado como um dos seis indicados ao Paris Shorts Films Awards, um dos mais importantes festivais internacionais de cinema independente do mundo. Ele concorre na categoria de melhor ator por sua atuação em “Baile de Máscaras”. Com filmes do mundo inteiro, o público de Paris se deliciará com as diversas produções, entre os dias 12 e 18 de março, quando ao final serão conhecidos os vencedores entre os indicados em 20 categorias.

     

Mais um
Bernardo Dugin já conquistou o prêmio de melhor ator, pelo mesmo trabalho, no Festival Internacional de Cinema Cinemaz. No curta “Baile de Máscaras”, o ator friburguense dá vida a Miguel, um jovem que tem o sonho de passar um carnaval na cidade maravilhosa. Quando consegue realizar o sonho, não há carnaval no Rio por conta da pandemia. “Baile de Máscaras” vem agradando a crítica e arrebatado diversos prêmios. No Festival de Paris, concorre também na categoria de melhor curta, entre outras.

Outros trabalhos
Atualmente, Bernardo Dugin pode ser visto na Netflix, onde integra o elenco do filme “M8- Quando a morte socorre a vida”. O filme chegou a concorrer para ser o brasileiro indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas acabou preterido por “Deserto Particular” que, no entanto, não passou de fase e está fora da premiação. “M-8” acompanha a vida de Maurício (Juan Paiva) que acaba de ingressar na renomada Universidade Federal de Medicina. Na sua primeira aula de anatomia ele conhece M8, o cadáver que servirá de estudo para ele e os amigos.

Filme e novela
Durante o semestre, o mistério da identidade do corpo só poderá ser solucionado depois que ele enfrentar suas próprias angústias. Bernardo interpreta Thiago, o namorado de um dos estudantes de medicina. Recentemente, Bernardo fez parte do elenco da novela bíblica da Record, Gênesis, onde na fase seis, deu vida a Nanum. Infelizmente, “Baile de Máscaras”, ainda não está disponível para o público em geral.    

Friburguense nas finais
Tem friburguense entre os escolhidos para um reality show de música gospel, considerado como o primeiro do gênero no país. Trata-se do DOM, transmitido 100% online pelo canal oficial da EAD UniCesumar. Entre mais de três mil inscritos, Abraão Alencar (27) passou na seleção de apresentações diante dos jurados e com votos pela internet. Ele será um dos 32 participantes das etapas principais.

O reality
As etapas entre os escolhidos serão em três episódios nos dias 13, 16 e 20 de fevereiro e a final no dia 23. O vencedor terá um contrato de cinco anos com a maior gravadora do Brasil; destaque editorial Deezer no lançamento; produção de áudio de três músicas assinadas por Johny Essi; produção audiovisual de uma música; contrato de gestão de carreira artística e uma bolsa de estudos 100% de curso de design musical.

Rumo à Sampa
A etapa presencial de eliminatórias acontecerá em São Paulo e Abraão Alencar se apresentará, ao vivo, para os jurados artísticos e técnicos. Ao todo o Estado do Rio conquistou sete vagas entre os 32 finalistas. Na sua apresentação, Abraão se destacou com um medley das músicas de Thalles Roberto: Meu Mundo, História Escrita Pelo Dedo de Deus e Deus me Ama.

Dados do emprego
A divulgação dos dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro de 2021 e consequentemente do acumulado do ano só deverá ocorrer no próximo dia 31. A divulgação estava prevista para ontem, 27, mas a Secretaria Nacional de Trabalho anunciou que por problemas de agenda adiaria a apresentação dos dados. A divulgação acontece sempre um mês depois, ou seja, os dados de janeiro, por exemplo, só serão conhecidos no final de fevereiro.

Expectativas
Até novembro, Nova Friburgo acumulava um saldo positivo de 2.855 postos de trabalho formais, superando e muito o ano anterior em que o saldo foi de 620 empregos a menos. Certamente, o município fechará 2021 com um saldo positivo. O mesmo otimismo, no entanto, já não é previsto para o início de 2022, quando se aguarda um saldo negativo depois de 12 ou 13 (depende dos números fechados de dezembro) meses seguidos de saldos positivos e de altas.    

Serviços domésticos
Pouco se falou e é até difícil constatar, por conta da grande informalidade, mas uma pesquisa dá conta de que o emprego doméstico no Brasil caiu 13,26% nos últimos dois anos de pandemia. No Estado do Rio de Janeiro a estimativa é ainda mais alarmante, atingindo 41,2%. O motivo é óbvio: o isolamento social levou as próprias pessoas a fazerem os serviços domésticos, dispensando esses profissionais.

Novas realidades
Nova Friburgo deve ter tido resultados semelhantes aos do Estado do Rio, ainda que a pesquisa não faça o recorte local. Imagina-se a tendência. E, apesar da diminuição das restrições, no final do ano passado, a recuperação do setor foi baixa. Nesse caso, a inflação e o consequente aperto financeiro das famílias pode ser a melhor explicação. A mesma pesquisa revela também que houve redução salarial de 16%.

Palavreando
“As tecnologias, inegavelmente, facilitam nossas vidas e por isso somos dependentes. As pessoas, inegavelmente, nos dão brilho aos dias e por isso somos livremente dependentes delas. Mas as tecnologias podem até faltar, chegamos até aqui sem muitas delas. Mas sem as pessoas não chegaríamos e seguimos sem chegar a lugar algum”. Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

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Sem barulho

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nem todo mundo quer o barulho a todo instante. Nem toda hora é hora para expressar uma opinião. Aliás, não necessariamente temos opinião formada sobre todas as coisas o tempo todo. Tem gente que gosta de ficar quietinho. Que precisa maturar suas ideias. Que prefere retrair para depois avançar. Há silêncios necessários. Pausas estratégicas. Pensamentos que precedem as falas. Um passinho de cada vez.

Nem todo mundo quer o barulho a todo instante. Nem toda hora é hora para expressar uma opinião. Aliás, não necessariamente temos opinião formada sobre todas as coisas o tempo todo. Tem gente que gosta de ficar quietinho. Que precisa maturar suas ideias. Que prefere retrair para depois avançar. Há silêncios necessários. Pausas estratégicas. Pensamentos que precedem as falas. Um passinho de cada vez.

A coisa está tão confusa que não raras vezes o julgamento social recai justamente sobre quem opta por não estabelecer o conflito, aliás, mais um conflito dentre os tantos existentes. Há que se entender que tem gente que opta pela paz e que de uma maneira mais singela expõe para o mundo a que veio. De passagem, claro, mas não indiferente.

Conceitos preestabelecidos. Comportamentos repetitivos. Ecos inconscientes levando a lugar nenhum. Outras tantas manifestações alcançando os fins pretendidos. E além. De um lado, pensamentos e sentimentos sem voz. De outro, o grito. E a coexistência entre eles faz da sociedade um ambiente plúrimo, consistente e complexo. E que bom que seja assim. Liberdades liberadas. Expressões expressadas. Silêncios, silenciados.

Tem gente que acha que tem monstro esperando o apagar da luz. Tem gente que quer ser o monstro, ou o amigo do monstro. Tem ainda aqueles que não acreditam em monstros. E outros que acendem a luz. Todos existindo e coexistindo, enriquecendo a diversidade, construindo pontes, tecendo diálogos, abrindo mentes, restaurando coisas, salvando gente, defendendo ideologias, batalhando por si, por todos. Qual valor tem essa liberdade? Incalculável.

E se pudesse sucumbir ao silêncio, talvez fosse para dizer sobre ética e liberdade, para levantar essas bandeiras e gritar que a censura não passará, a mitigação das liberdades individuais não passará, que estado de exceção não passará. Que evoluir democraticamente é muito para não continuar.

Que o silêncio pode fazer todo sentido para um e ou outro nesse momento e enquanto ele for, apenas, opcional.

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Nova Friburgo é referência financeira!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Precisamos comemorar, o motivo é nobre.

No início do último mês de 2021 recebi uma ligação em meu escritório que mudaria o rumo do que vinha sendo planejado para 2022: era a FG Investimentos, escritório de investimentos credenciado ao BTG Pactual – o maior banco de investimentos da América Latina. Pedro Magliano, meu sócio, foi quem intermediou os primeiros contatos do que viria a se tornar uma grande e promissora parceria, mas falaremos disso daqui há pouco. Por ora, vamos voltar ao tema principal deste espaço.

Precisamos comemorar, o motivo é nobre.

No início do último mês de 2021 recebi uma ligação em meu escritório que mudaria o rumo do que vinha sendo planejado para 2022: era a FG Investimentos, escritório de investimentos credenciado ao BTG Pactual – o maior banco de investimentos da América Latina. Pedro Magliano, meu sócio, foi quem intermediou os primeiros contatos do que viria a se tornar uma grande e promissora parceria, mas falaremos disso daqui há pouco. Por ora, vamos voltar ao tema principal deste espaço.

Esta é uma coluna de Educação Financeira, portanto, indispensável não tratar do comportamento do mercado e suas inovações. Contudo, que tal entendermos primeiro o que foi a Delta e o que é a FG? Ambos são definidos como escritórios de Agentes Autônomos de Investimentos e atuam como intermediários contratados entre investidor e corretora de valores. São escritórios como esses, os responsáveis por conectar – de forma prática e profissionalizada – você e seus objetivos através de investimentos via mercado financeiro. Consegui trazer didática à explicação? Bom, não custa definir ainda mais como funciona a dinâmica de uma assessoria de investimentos, afinal, é minha profissão. Basicamente, seu assessor é o profissional certificado e regulamentado capaz de selecionar e executar as melhores estratégias para a sua carteira de investimentos.

A propósito, já conhece seus objetivos? Estratégias servem para alcançá-los; se não os definir com clareza a tarefa torna-se ainda mais difícil (quiçá impossível). Talvez esse texto te ajude a entender melhor o que busca com seus investimentos. Segurança financeira, sucessão patrimonial, diversificação de portfólio e rentabilidade, por exemplo, são possibilidades de metas e defini-las vai te proporcionar vivenciar as melhores experiências de investimento.

Agora que você já sabe do que se trata o serviço do Agente Autônomo de Investimentos e talvez já tenha mais esclarecida a dinâmica do mercado, já podemos retomar o assunto principal deste texto. Afinal, é por isso que estou aqui: para explanar minha mais sincera admiração ao que vem sendo construído ao longo de décadas pela equipe que hoje compõe a FG Investimentos, um dos principais escritórios de investimentos do maior (e faço questão de repetir) banco de investimentos da América Latina. Já se deu conta de que você pode encontrar isso em Nova Friburgo? Nossa cidade é gigante!

Depois daquela ligação, foi hora de botar as cartas na mesa e entender como a Delta seria incorporada por uma gigante. Fácil, trazendo ainda mais valor à experiência de nossos clientes! Mas como? Além disso, a Maffer Soluções Financeiras – que tem a FG Investimentos como um braço de suas operações – é responsável por proporcionar a mais completa experiência financeira aos seus clientes. Assessoria de investimentos, câmbio, seguros e consórcios são capazes de tornar o ambiente financeiro mais acessível e dinâmico a todos que atribuem valor à saúde de suas finanças pessoais e empresariais.

Portanto, lembra quando falamos sobre objetivos? Nós também temos os nossos; e por tê-los com clareza, sabemos que vamos chegar lá. Friburgo está vivendo essa história, e vai ser incrível vivê-la com você, leitor. Quer fazer parte do que está sendo construído e do mundo de possibilidades que acaba de se abrir para nós? Vamos juntos, vai ser uma honra!

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A dura realidade enfrentada pelo setor de eventos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

As campanhas de vacinação trouxeram esperança de que estaríamos mais perto de retomar a rotina normal, mas o avanço da cepa variante trouxe muitas incertezas que pareciam superadas. O surgimento da Ômicron mexeu muito com a programação dos grandes eventos no início desse ano e quem trabalha no ramo está com medo.

O drama dos artistas e produtores

As campanhas de vacinação trouxeram esperança de que estaríamos mais perto de retomar a rotina normal, mas o avanço da cepa variante trouxe muitas incertezas que pareciam superadas. O surgimento da Ômicron mexeu muito com a programação dos grandes eventos no início desse ano e quem trabalha no ramo está com medo.

O drama dos artistas e produtores

O setor era responsável por movimentar, anualmente, R$ 250 bilhões em eventos corporativos e R$ 17 bilhões em eventos sociais por todo país. Porém, o cenário atual é de restrições e cancelamentos – o que gera medo tanto para quem atua no ramo quanto para aqueles que contratam esse tipo de serviço.

 Com mais de 15 anos de atuação, o produtor de eventos Raphael Lengruber Lack, conhecido como “Sopinha”, da Lack Produções, explica que parte considerável da receita gerada pelos eventos é essencial para a manutenção de empregos na nossa cidade.

“Pode não parecer, mas o dinheiro que muitas pessoas precisam para manter as contas em dia vem dos eventos. À cada cancelamento, perco não somente a minha renda como deixo de gerar empregos para equipe de segurança, recepcionistas, equipe de som e de iluminação, artistas, garçons, caixas, organizadores, decoradores etc. A cada evento para duas mil pessoas, mais de 100 famílias são empregadas, direta e indiretamente.”

Não somente produtores, mas trabalhadores do setor de eventos vivem sob um sentimento de incerteza e dúvida a respeito de um provável e repentino cancelamento das atividades, que ficaram paralisadas por um longo período. A DJ Bruna Petribú, relata o drama de ter passado meses sem receber um real sequer e teme novos decretos restritivos.

“Não digo nem que tive uma fonte de renda prejudicada, tive uma fonte de renda cortada. Vi meus ganhos reduzidos a zero por meses. Com a retomada dos eventos no final do ano, a minha agenda voltou a ficar cheia, mas no atual momento, o sentimento que fica é o da incerteza com o dia de amanhã, com os novos decretos por conta dos casos de coronavírus. Tenho buscado viver uma semana por vez, mas a procura por trabalhos diminuiu muito e alguns eventos acabam sendo cancelados na última hora.”

Dois pesos e duas medidas

Produtores culturais de Salvador protestaram contra o governador do Estado da Bahia, por meio da campanha “Pega Leve Rui Costa”, após decretos estaduais que cancelaram e adiaram diversos shows. O grupo busca mostrar que a classe não pode ser a única responsabilizada pelo aumento do número de casos. “Sofremos sozinhos as penalidades como se fossemos os vilões da pandemia e os únicos responsáveis pela propagação do vírus”.

E de fato, o grupo não está errado. Mesmo sendo responsável pela geração de muitos empregos, o setor que não é bem visto por parte da sociedade e acaba sendo o mais prejudicado pelos decretos restritivos. Contudo, se percebermos, no nosso dia-a-dia, muitas práticas contribuem igualmente para a disseminação do vírus, mas não são tratadas com a mesma intensidade pelos governos.

As pessoas continuam andando na rua sem máscara e não há nenhuma fiscalização por parte dos agentes públicos, como deveria ser feito. As academias de musculação e de crossfit não fiscalizam o uso de máscara que foi quase abolido em seus interiores. Nos templos religiosos há aglomerações e o não respeito ao distanciamento social. Em alguns restaurantes, comidas ficam expostas e sem a devida proteção, com as mesas cada vez mais próximas uma das outras para angariar mais clientes.

Enfrentamos uma época difícil em que as medidas de segurança contra a Covid-19 precisam ser tomadas, mas não somente à um setor. Em Nova Friburgo, restrições aos eventos foram impostas e a tendência é de piora com o avanço dos casos.

Mas é preciso olhar para os eventos, não somente como lazer, mas acima de tudo, como empregos, num setor que viu sua renda ser reduzida a zero por mais de um ano. Dar a mesma atenção às outras atividades é primordial, para que não haja dois pesos e suas medidas, no combate de uma doença que tanto ceifa vidas.

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