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Fim de uma era

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Fim de uma era
Uma das lojas mais tradicionais da Alberto Braune está encerrando as suas atividades. Com 40 anos de mercado, a Renver, uma das lojas de moda masculina mais procurada da cidade e região, fechará as portas. Antes, no entanto, está com a queima de seu grande estoque de roupas e acessórios a preço de custo. Os preços atrativos têm atraído centenas de seus clientes de longa data.

Fim de uma era
Uma das lojas mais tradicionais da Alberto Braune está encerrando as suas atividades. Com 40 anos de mercado, a Renver, uma das lojas de moda masculina mais procurada da cidade e região, fechará as portas. Antes, no entanto, está com a queima de seu grande estoque de roupas e acessórios a preço de custo. Os preços atrativos têm atraído centenas de seus clientes de longa data.

Loja histórica
A previsão é de que em abril todas as atividades sejam encerradas. Importante salientar, que apenas a loja da esquina com a Augusto Cardoso (a maior) deixará de existir. A outra loja, próxima à esquina da Fernando Bizzoto, seguirá aberta. Ainda não há definição de qual empreendimento se instalará no imóvel que será desocupado pela Renver. Que não seja mais uma farmácia!

Mudanças de mercado
A Renver já teve outras lojas e agora passará a ter apenas uma. Fruto de uma sociedade entre três empresários, ao longo do tempo as parcerias foram sendo desfeitas e a loja sobrevivente ficará apenas com um dos sócios. As mudanças de mercado, a cultura de compras na internet, entre outras mudanças de comportamento influenciam diretamente o comércio local.

Nostalgia e identidade
Por muitos anos e até hoje, a Renver é procurada para eventos variados, de casamentos a formaturas. Pastores, políticos, advogados, têm longa história com a loja que, por anos e anos, manteve crediário próprio, anotando na ficha, à mão, as compras parceladas. Funcionários de décadas de casa comprovam o bom ambiente e por vezes, fizeram às vezes de consultor aos compradores. Certamente, o fechamento da loja principal mexe com o coração e a identidade da cidade.            

Campeã de embriaguez no trânsito
Os municípios da Região Serrana foram os campeões dos flagrantes da operação Lei Seca com 1/4 de todo o Estado do RJ — 26% dos 19.952 mil motoristas dirigiam alcoolizados, para ser mais preciso. A Região empata com o Médio Paraíba, segundo informações do comando das blitzes.

Nova Friburgo quase 100%
Nas 2.689 ações de fiscalização realizadas ao longo do ano, 153.806 motoristas foram abordados e destes, 12,97% apresentavam sinais de alcoolemia. Ao longo de 2021 foram várias as operações ocorridas em Nova Friburgo. Duas, em especial, chamaram a atenção: na véspera do Dia dos Pais, de 50 veículos abordados na Avenida Euterpe Friburguense, 46 eram dirigidos por motoristas embriagados; no dia 3 de julho, no Paissandu, de 54 abordados, 52 estavam sob o efeito de álcool.

Em aberto
Também foram realizadas blitzes em Teresópolis e Petrópolis. Portanto, os números da Região são específicos para os três maiores municípios da Região que totalizou aproximadamente 5.180 motoristas embriagados flagrados pela operação. O relatório, no entanto, não detalhou os números específicos de cada município.

Aumento de 52%
Em comparação com os dois últimos anos, os números de 2021 mostraram que os índices de casos de alcoolemia aumentaram consideravelmente. No ano de 2020, foram flagrados 3.715 motoristas dirigindo sob o efeito de álcool. Lembrando que neste ano a Operação foi suspensa por sete meses, por conta da pandemia. Já no ano anterior, 2019, 13.119 casos de alcoolemia foram registrados, sendo o comparativo mais adequado para 2021. Ou seja, um aumento de 52%.

Falta de transporte público
A Operação Lei Seca atua diariamente desde 2009, através de ações de fiscalização e educação. Não se contesta a sua importância em salvar vidas. No entanto, o alto índice da Região Serrana expõe um problema pouco debatido: o transporte público precário. Em Nova Friburgo, não há ônibus de madrugada, há dificuldade em conseguir táxis (além do seu alto custo) e são escassos os carros de aplicativos de corrida, além da recusa de muitos motoristas a locais mais distantes.

Penas mais rígidas
Não custa lembrar que a penalidade da Lei Seca é composta por multa no valor de R$ 2.934,70, recolhimento da CNH e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. As consequências são as mesmas para quem tem sua embriaguez confirmada e para aqueles que se recusam a fazer o teste do bafômetro. Já o registro de concentração igual ou superior a 0,34 mg/L resulta em crime de trânsito. A pena a motorista embriagado nesse caso é de seis meses a três anos de detenção.  

Lei de Incentivo à Cultura
Ainda que Nova Friburgo não tenha uma tradição com as Leis de Incentivo à Cultura, agora é que complicou de vez. As mudanças na Lei Rouanet afetarão sobremaneira os produtores de eventos.  Entre as alterações está a diminuição do limite para o financiamento de projetos de até R$ 1 milhão para até R$ 500 mil. Redução do cachê limite para artistas em 93%, ou seja, de R$ 45 mil por apresentação para a limitação de R$ 3 mil. O novo valor praticamente inviabiliza até apresentações locais via incentivo.

Contabilidade
Tanto a lei de incentivo à cultura, como de esportes, esbarra não no empresariado em si, mas na contabilidade. Em Nova Friburgo, se não for feita uma capacitação e motivação para criar essa cultura nos profissionais de contabilidade, pouco se avançará.

Palavreando
“O que fazemos durante a vida e na vida dos outros é mais importante do que o certo da morte. Não importa se todos nós morreremos. O importante é como vivemos. A dimensão da morte é a vida”.

Está quase pronta a obra da nova entrada para a parte social do Nova Friburgo Country Clube. Ainda cercada, a obra tem um painel que mostra como ficará a nova recepção.

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Um pouco mais do mesmo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A vida financeira corre sempre pelos mesmos caminhos, mas por sermos movidos pela emoção, trazemos sempre um pouco mais de aventura ao rotineiro. Digo isso, pois hoje vamos falar sobre política monetária; na última semana vimos mais um aumento – o oitavo consecutivo, chegando a 10,75% a.a. – de juros e é hora de voltar a praticar a realidade que fora exercida, quando nossa Selic via seus últimos momentos aos patamares de dois dígitos. Mas, então, se é mais do mesmo, porque tanta gente não sabe como aplicar as estratégias socioeconômicas ao contexto financeiro pessoal?

A vida financeira corre sempre pelos mesmos caminhos, mas por sermos movidos pela emoção, trazemos sempre um pouco mais de aventura ao rotineiro. Digo isso, pois hoje vamos falar sobre política monetária; na última semana vimos mais um aumento – o oitavo consecutivo, chegando a 10,75% a.a. – de juros e é hora de voltar a praticar a realidade que fora exercida, quando nossa Selic via seus últimos momentos aos patamares de dois dígitos. Mas, então, se é mais do mesmo, porque tanta gente não sabe como aplicar as estratégias socioeconômicas ao contexto financeiro pessoal? É esse o tema do texto.

Antes de mais nada, e serve como forma de relembrar o que já estudamos por aqui, vamos entender os conceitos por trás das metas de juros e inflação para chegarmos ao nosso objetivo: adequar o planejamento financeiro pessoal aos diferentes momentos econômicos de um país (e, até mesmo, realidades internacionais). Calculados através de complexas fórmulas matemáticas e muita pesquisa, as metas de inflação e juros balizam as estratégias das mais diversas políticas econômicas de uma nação e podemos sintetizar os dois possíveis cenários a termos específicos (e, pra variar, em inglês, como a maioria dos economistas gostam de rebuscar, de maneira quase desnecessária, o vocabulário técnico): hawkish e dovish.

Uma simples tradução, portanto, não seria capaz de elucidar seus significados, já que hawk significa falcão e, dove, pomba – em inglês. Pois vamos, então, aos conceitos. O termo hawkish refere-se a posturas mais inclinadas a juros altos e grande preocupação com inflação. Ao passo que Dovish representa cenários voltados a juros baixos e pequena preocupação inflacionária. Como exercício, antes de ir ao próximo parágrafo pare e reflita: qual postura o Banco Central está tomando neste momento em relação a sua política monetária?

[Parou?]

[Refletiu?]

Pois bem, depois de mais de cinco anos adotando postura dovish – já que vemos a Selic caindo desde 2016 –, chegamos a patamares recordes de juros com a Selic em 2,0% a.a. até que surgisse a necessidade de subidas significativas nesta taxa. Portanto, respondendo à minha pergunta, desde março de 2021 o BC impõe postura hawkish a suas decisões de estratégia monetária e econômica.

Reparou que agora eu associei estratégias econômicas ao contexto monetário? Chegamos onde eu queria! Pode parecer pouco relevante, mas os números que você acompanha no jornal têm impactos realmente muito fortes na sua realidade. Vou tentar simplificar ainda mais.

Postura hawkish

Juros altos, dinheiro caro e maior custo com dívidas públicas. Aqui, investidores optam por títulos públicos e bancários, devido à alta remuneração associada a pouco risco. Portanto, com pouco incentivo a crédito, consumo e investimento em setores produtivos observamos o baixo crescimento econômico.

Por outro lado, é momento de atrair capital estrangeiro!

Se você precisa recorrer a crédito, este não é o melhor momento; analise de maneira bastante criteriosa.

Postura dovish

Juros baixos, dinheiro barato e menor custo com dívidas públicas. Neste cenário, investidores precisam se expor ao risco dos mercados de capitais para alcançar rentabilidades mais expressivas. Isso incentiva os setores produtivos e possibilita maior crescimento econômico.

Com relação aos investimentos estrangeiros, este cenário pode desincentivar (ou tornar mais pontual) a entrada de capital.

Por fim, precisando de crédito, aqui você pode encontrar boas oportunidades.

É importante compreender como a dinâmica econômica (e monetária) pode ser relevante para o planejamento de suas estratégias pessoais e, até mesmo, empresariais.

Espero ter ajudado!

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Sopro do tempo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Mesmo quando a maré está mansa, não significa que mansa para sempre permanecerá. Basta o sopro do tempo, o rebolar das correntezas, a inspiração da deusa do mar e as ondas vêm. É o movimento natural. Não existe maré calma eterna. Existe vai e vem da natureza, reboliço dos ventos, e logo a onda vem. Nós não escolhemos seu tamanho, não dimensionamos seu perigo, nem prevemos sua velocidade.

Mesmo quando a maré está mansa, não significa que mansa para sempre permanecerá. Basta o sopro do tempo, o rebolar das correntezas, a inspiração da deusa do mar e as ondas vêm. É o movimento natural. Não existe maré calma eterna. Existe vai e vem da natureza, reboliço dos ventos, e logo a onda vem. Nós não escolhemos seu tamanho, não dimensionamos seu perigo, nem prevemos sua velocidade. Elas chegam e nossas escolhas passarão por estarmos dentro ou fora do mar, condicionarmos nosso fôlego, aprendermos a nadar, aguçarmos nossa sensibilidade para identificarmos eventual perigo, domarmos o espírito aventureiro, ou controlarmos o medo.

 A onda pode ser uma marola ou chegar com a força de um tsunami, sei lá, quem vai saber? Seja o que for, precisamos estar preparados para as mudanças que podem acontecer no minuto seguinte da vida. E que podem ser ótimas, mesmo se fáceis não forem.

Gosto de comparar a vida com a natureza, pois ao observarmos carinhosamente essa engrenagem divina maravilhosa, nos damos conta de que somos parte de tudo isso e não seus senhores soberanos.

Encarar desafios pode ser um treinamento grandioso de superação. Há um enorme prazer embutido nesse exercício contínuo superarmos a nós mesmos. Quão sem graça seria a existência se a vida fosse um marasmo contínuo do início ao fim. Bom, tenho que isso sequer seria uma opção já que querendo ou não, o dia a dia é repleto de novos desafios.

Por que não acolher cada um deles como uma nova chance, uma oportunidade premiada, um grande negócio a ser feito? Transformar o medo pelo novo por motivação para seu encontro pode ser transformador. Ao invés de vislumbrarmos a muralha amedrontadora que pode estar por vir, podemos escolher avistar o belo oceano na condição mais linda que o Universo pode ofertar.

Fácil não é. Mas nossa postura diante de um desafio vai gerar uma energia que pode ser positiva ou negativa, a depender de como estamos acolhendo esse movimento da vida. Abdicações, renúncias, esforço .... preparação. Preparar-se para a execução da nova etapa. E durante todo o processo é aconselhável o treinamento do sentimento de gratidão, pois certamente se estamos diante de desafios, é sinal de que estamos vivos e em atividade, o que já merece nosso mais profundo agradecimento.

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O caso Marotti e a luta pelo fim da violência contra a mulher

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Depois de dois anos e quatro meses, na última terça-feira, foi realizada a audiência que submeteu Rodrigo Marotti ao julgamento pelo tribunal do júri popular, pela 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo. O réu era acusado de dolosamente ter matado Alessandra Vaz e Daniela Mousinho. Contudo, o conselho de sentença – nome dado ao corpo de jurados julgadores - entendeu de forma diferente, restando a condenação por incêndio com resultado morte, previsto no art. 258 do Código Penal.

Depois de dois anos e quatro meses, na última terça-feira, foi realizada a audiência que submeteu Rodrigo Marotti ao julgamento pelo tribunal do júri popular, pela 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo. O réu era acusado de dolosamente ter matado Alessandra Vaz e Daniela Mousinho. Contudo, o conselho de sentença – nome dado ao corpo de jurados julgadores - entendeu de forma diferente, restando a condenação por incêndio com resultado morte, previsto no art. 258 do Código Penal.

Cabe salientar que o jornal A VOZ DA SERRA cobriu com exclusividade  o julgamento, sendo  o único veículo de imprensa a acompanhar a audiência desde as manifestações na frente do Fórum até a leitura da sentença criminal condenatória.

Do lado de fora do Fórum, o clima era de apoio e solidariedade aos familiares das vítimas, contando com cartazes, gritos por justiça e cruzes simbólicas representando a morte de mulheres, nas grades do prédio da Justiça. Havia muita expectativa acerca de uma eventual condenação do acusado à pena máxima.

Iniciada a audiência, o Ministério Público requereu o depoimento de muitas testemunhas oculares, amigos e familiares da vítima. As testemunhas oculares ouvidas foram alguns vizinhos que, logo de início, prestaram os primeiros socorros às vítimas recém-queimadas, momentos que geraram muita comoção e choros dentro do plenário pelo verdadeiro cenário de horror descrito por todos.

Posteriormente, a irmã da vítima, Andreza Vaz, prestou um depoimento muito emotivo. Com muita dor após ter que relembrar a figura da sua irmã, e conversas que tiveram, chorou  e teve que interromper o seu testemunho para respirar.  “Eu vou conseguir, eu sou forte”, disse ela antes de terminar sua fala e depois se juntar à plateia que assistia ao júri.

Após todas as testemunhas ouvidas e os debates orais entre Ministério Público e Defensoria, em conversa com os familiares das vítimas, que aguardavam a sentença final, era perceptível a esperança de que o acusado fosse condenado pelo duplo homicídio qualificado. Em conversa, Andreza Vaz afirmou: “A prisão por homicídio traz um conforto para a família, mas o sentimento continua sendo de impunidade, pela má aplicação da lei no Brasil”.

A leitura da condenação do acusado pelo crime de incêndio com resultado morte contou com a presença do réu, dos familiares da vítima e do acusado. Após a sentença, transtornados, muitos familiares da vítima desabaram em lágrimas, clamando por justiça. Houve um princípio de confusão e gritos por justiça que terminou com familiares deixando o fórum chorando copiosamente.

Fato é que no júri popular quem julga se o acusado não teve dolo em matar as vítimas não é juíza titular e presidente do ato, Simone Dalila Nacif Lopes, mas sim, sete cidadãos comuns, sorteados como jurados e juízes dessa causa. No caso, foram quatro homens e três mulheres.

A decisão não agradou  sociedade friburguense e muitas pessoas na`cidade  têm se questionado: “Por que sete pessoas leigas devem julgar uma causa de um crime tão barbaro?”. Bom, o sentimento de inconformação com o resultado de júri popular não vem de hoje, e caso semelhante aconteceu na recente condenação do caso da boate Kiss, por exemplo.

O júri popular é um instrumento antigo no Direito que data desde o século 5 antes de Cristo e que foi instituído no Brasil, desde 1822, pelo Imperador Dom Pedro I. O procedimento é adotado até hoje em crimes dolosos contra a vida, mas que traz suas controvérsias. 

Pelo lado romântico do Direito, os jurados – pessoas do povo - serem leigos e representantes do povo permite ao júri que seja um processo mais permeado pelo “bom senso” da sociedade no julgamento. Por outro lado, pela falta de conhecimento jurídico, há o questionamento sobre se não existe a possibilidade de que deixem de levar em conta provas por motivos emocionais, o que é comum.

Ademais, é importante ressaltar que a expectativa da população é que haja uma decisão do júri que coincida com a opinião pública e represente a sociedade, mas, em contrapartida, é importante lembrar que um jurado vota muito de acordo com a classe social, sexo, etnia e religião a que pertence, frustrando às vezes a vontade popular. 

Contudo, o procedimento previsto no Brasil é esse, e não há margens para se fazer diferente, a não ser mudar a lei.

É perceptível, ainda, uma reprovação social, muito grande em relação ao defensor público que defendeu o acusado e convenceu os jurados da causa a uma pena menos grave ao acusado. Fato é que ninguém no Brasil, por mais punitivista que a sociedade seja, poderá ser condenado sem que exista uma defesa justa dentro de um processo.  

Sem uma defesa, ninguém pode ser considerado culpado. E, caso seja, o processo não seria válido! A direito à defesa é extremamente importante para a democracia dentro de um processo. Não podemos confundir opiniões pessoais com ataques pessoais voltados a um profissional público que, respeitosamente, exerceu a função para a qual foi investido. O direito de defesa é garantido por lei para todos desse país.

Ao final, a magistrada, de modo técnico, proferiu a sentença levando em conta redução pela primariedade e os bons antecedentes do acusado. Em contrapartida, aumentou a pena por entender que a culpabilidade ultrapassou a normal do tipo, o sofrimento das vítimas e a agressividade da conduta. Em relação às circunstância genéricas, aumentou a pena por motivo torpe (financeiro) e em decorrência de violência de gênero.  Na terceira fase da dosimetria da pena, aumentou a pena devido à casa ser habitada, por resultar em morte e pelo concurso forma de crimes. Por fim, o acusado ainda foi condenado pelo furto, em repouso noturno, do carro da vítima Alessandra. Ao final, sua pena ficou em 19 anos, quatro meses e 70 dias-multa. 

A sentença completa do processo está disponível no site do Tribunal de Justiça, através do processo de número: 0250994-79.2019.8.19.0001.

Feminismo e feminicídio

A morte de Alessandra Vaz e Daniela Mousinho gerou enorme comoção na sociedade e muitos movimentos feministas acompanharam e se manifestaram, em solidariedade, distribuindo panfletos informativos por toda cidade e conversando com populares. 

A realidade mundial é que a violência contra a mulher atinge todas as classes sociais, etnias, religiões e que transcende muitas gerações. Vivemos numa verdadeira epidemia de mortes dentro da pandemia viral, ao ponto de o Brasil ser o quinto em número de feminicídios em todo planeta.

Segundo dados apurados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (ABSP), os crimes de feminicídio somaram 1.338 mortes somente em 2020. Isso gera a assustadora marca média de que uma mulher foi morta a cada sete horas no Brasil. 

Raisa Ribeiro, professora de Direito Constitucional, pesquisadora do Núcleo Interamericano de Direitos Humanos e escritora, explica que, historicamente, o Direito Criminal nunca se preocupou com o amparo jurídico das mulheres vítimas de violência e que os movimentos feministas tiveram fundamental importância na alteração dessa realidade.

Andreza Vaz, momento antes da sentença que não condenou o acusado pelo homicídio, disse: “As mulheres se sentem cada vez mais na necessidade de se unirem por se sentirem reféns de leis fracas e de homens violentos. Juntas somos mais fortes nunca fez tanto sentido nesse momento de dor”.

Está marcado para o próximo dia 23 novas manifestações em apoio aos familiares de Nahaty, mulher assassinada grávida juntamente com o seus pais. A solidariedade entre as mulheres tem amparado a dor de quem sofre e lutado, mesmo com passinhos de formiguinha, por justiça e maior voz na sociedade.

 

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Masculinidade Tóxica

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Talita Castelão é uma psicóloga doutora em ciências, conhecida minha e publicou um artigo com este título “Masculinidade Tóxica”. Vou compartilhar com você algumas ideias dela e as que tenho também sobre este assunto.

Talita Castelão é uma psicóloga doutora em ciências, conhecida minha e publicou um artigo com este título “Masculinidade Tóxica”. Vou compartilhar com você algumas ideias dela e as que tenho também sobre este assunto.

Quando você pensa em características comportamentais de um homem, o que lhe vem à mente? O mais comum é pensar que homem é forte sempre, nunca chora, não mostra sentimentos, só pensa em sexo, trabalho e futebol. Este perfil masculino não indica a normalidade, e faz parte do conceito de masculinidade tóxica. Em muitas culturas é passada essa ideia de homem para crianças e os meninos podem crescer com estas crenças, e que tem que transar na adolescência, não levar desaforo para casa, tudo uma bobagem sem fundamento científico.

A mídia divulga muitas notícias sobre machismo e seus efeitos negativos, especialmente tendo mulheres como vítimas. Mas vamos pensar no outro lado da questão que é o fato de homens sofrerem também, tanto por serem pressionados a terem um padrão de comportamento macho pré-determinado, quanto pela dificuldade que podem ter de expressar seu sofrimento e receberem apoio por pessoas e entidades que reconhecem os sofrimentos masculinos.

Já comentei em outro artigo que não conheço nenhum lugar onde exista uma Delegacia dos Homens. Você conhece? A verdade é que, mesmo sendo em número muito menor, existem mulheres agressivas que ferem fisicamente, agridem gravemente e matam homens. Afinal, por que existem penitenciárias femininas?

Também é mais comum a mulher buscar ajuda médica para questões clínicas, do que o homem. E é mais fácil a mulher procurar ajuda psicológica para problemas de casamento do que o homem. As causas destas diferenças não estão baseadas no fato de homens não terem sofrimentos, mas porque eles se sentem fracos em admitir que têm dores emocionais porque a cultura criou este conceito de homem forte não chorar, não ter medo, e por aí vai. Isto se torna um peso para o homem e prejudica a busca de ajuda que ele precisa e que está disponível.

Ainda se valoriza a masculinidade baseada na violência, na brutalidade, e a feminilidade na expressão de sentimentos, empatia, sensibilidade. Entretanto, existe violência praticada por mulheres e homens normais, sensíveis afetivamente. É lamentável que homens e mulheres ainda pensem assim, que homem tem que ser bruto e mulher tem que ser frágil.

Homens querendo viver a masculinidade tóxica acabam perdendo a vida porque entram em brigas para provar que são machos, não procuram médicos e acabam tendo câncer de próstata, causam acidentes graves de trânsito por exibição orgulhosa no dirigir, talvez para impressionar as garotas e/ou competir com colegas, entram nas drogas para se enturmarem etc.

O relatório “Masculinidades e saúde na região das Américas”, divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde no fim de 2019, revelou coisas assustadoras como, nas Américas, um em cada cinco homens morre antes dos 50 anos de idade por causas ligadas à masculinidade tóxica. 

Faz parte deste conceito de masculinidade tóxica a ideia de que se o homem divide tarefas domésticas, faz compras de supermercado, ajuda a cuidar do bebê, ele é tido como um bobo e dominado pela esposa, como se fosse algo depreciativo ele praticar estas ajudas em sua família.

A verdade na vida é que homens e mulheres têm pontos fortes e pontos fracos em sua personalidade, ambos precisam de ajuda em alguns momentos de sofrimentos e isto não é fraqueza, é humanidade. Homem também precisa de apoio, acolhimento, suporte emocional. Isto é o normal. Não existem super-homens.

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Primeira visitação vinícola friburguense

quarta-feira, 09 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Primeira visitação vinícola friburguense
Após muita espera e ansiedade, chegou o grande dia. A vinícola de Nova Friburgo abrirá as portas para a primeira visitação à sua plantação e produção. E para a abertura haverá degustação e harmonização. A vinícola Terras Frias, localizada em Campo do Coelho, faz a primeira visita guiada no próximo dia 19, às 10h. Algumas adaptações no terreno foram feitas para receber o público, o que explica não ter tido a possibilidade como previsto, no fim do ano passado. 

Primeira visitação vinícola friburguense
Após muita espera e ansiedade, chegou o grande dia. A vinícola de Nova Friburgo abrirá as portas para a primeira visitação à sua plantação e produção. E para a abertura haverá degustação e harmonização. A vinícola Terras Frias, localizada em Campo do Coelho, faz a primeira visita guiada no próximo dia 19, às 10h. Algumas adaptações no terreno foram feitas para receber o público, o que explica não ter tido a possibilidade como previsto, no fim do ano passado. 

Harmonização com queijos
Com vagas limitadas, a experiência contará com uma harmonização sequencial com quatro tipos de vinhos e queijos, guiada pelo mestre queijeiro André Guedes. Dos quatro tipos de vinhos, três são com o rótulo friburguense da Terras Frias: Carbenet Franc Rosé; Carbenet Franc Tinto e Pinot Noir Tinto. O vinho branco que ainda não é produzido em Nova Friburgo, no entanto, é do mesmo enólogo da vinícola friburguense, Vagner Marchi.

Terras Frias
Haverá venda de vinhos no dia, com descontos especiais para os primeiros visitantes. As reservas devem ser feitas antecipadamente. Outras experiências de visitação devem ocorrer nas semanas seguintes, mas ainda não foi divulgado um calendário. O plantio da próxima safra já foi feito e a venda das primeiras garrafas foi considerada um sucesso.

Retorno presencial UERJ
Após adiar o retorno das atividades presenciais, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) liberou o retorno das atividades presenciais a partir do dia 16 de fevereiro, abrangendo também a unidade Nova Friburgo. A decisão se baseou na nota técnica emitida pela Pró-reitoria de Saúde, que citou a queda da infecção pela variante Ômicron no estado do Rio, nas últimas duas semanas.

Comprovante de vacina
A decisão do retorno presencial menciona ainda que a taxa de ocupação de leitos de UTI em pacientes de Covid-19 está dentro dos limites de segurança. O retorno das atividades administrativas, de ensino, pesquisa e extensão leva em conta ainda a manutenção dos protocolos de segurança. Entre eles, o uso de máscaras e a apresentação do comprovante de vacinação para poder acessar a instituição.

Ensino híbrido
A princípio, a volta das atividades presenciais na Uerj estava prevista para o dia 2 de fevereiro. Mas, no fim de dezembro, por causa do elevado número de casos de Covid-19 causados pela variante Ômicron, a universidade decidiu prorrogar a suspensão das atividades até o dia 15 de fevereiro. O calendário acadêmico aprovado pelo Conselho Universitário, que prevê atividades híbridas de acordo com as prerrogativas de cada unidade, segue em vigor.

Mulheres transmitem menos Covid
Por falar em pandemia, um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) trouxe dados que indicam que as mulheres são mais resistentes ao contágio pelo coronavírus. Outros estudos já indicavam que a frequência de homens que têm formas graves da Covid e que vão a óbito é muito maior que entre mulheres. Nesse estudo, especificamente, se analisou quem é mais resistente.

Mulheres são mais resistentes
Os pesquisadores coletaram informações de mais de 1.700 pessoas. Na maioria dos casos o homem é que tinha tido Covid antes e transmitido para a mulher ou era o único do casal que teve. Na análise da saliva, observou-se que os homens têm uma carga viral 10 vezes maior do que as mulheres. Como a Covid é transmitida pelas gotículas de saliva, isso explicaria porque os homens transmitem mais. Conclusão: “As mulheres são mais resistentes quando infectadas, e quando têm o vírus transmitem menos que os homens”.

Fraudes cibernéticas
Como tem noticiado A Voz da Serra, vem aumentando consideravelmente o número de fraudes pela internet, o que tem atormentado os friburguenses. Como não vivemos em uma ilha isolada do mundo, recente estudo revela que as redes sociais já acumulam 25% de todas as fraudes que acontecem, em um aumento de dezoito vezes em comparação com cinco anos atrás.

Investimento, romance e venda
Muitos de nós já deve ter se deparado com situações de promessas tentadoras, seja para investimentos ou produtos muito baratos. O estudo conseguiu quantificar isso: 37% são investimentos, incluindo criptomoedas com potencial exponencial, 24% dos golpes são de relacionamentos, romance. Apenas em 3º lugar aparece o que talvez mais percebamos que são as tais compras. As ofertas tentadoras de produtos representam 14%.

Surpresa
Surpreendentemente, pessoas de 18 a 39 anos é o grupo que mais cai em golpes pelas redes sociais. Segundo a análise, esse grupo está duas vezes mais propenso a perder dinheiro nos estelionatos de redes sociais. No Brasil, acredita-se que depois do WhatsApp (troquei de número, salva esse), o roubo de perfis no Instagram seguido de venda de produtos falsos sejam os golpes com maior ocorrência. Quem nunca viu ou viveu, afinal, uma dessas situações? Cai quem quer?

Torneio de Robótica
Estão abertas até o dia 26, as inscrições para a etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League Challenge (FLL). Realizado pela Escola Firjan Sesi, o torneio é aberto para estudantes de 9 a 16 anos, de escolas públicas, privadas, ONGs ou que podem se juntar em um grupo de amigos sem o vínculo escolar.

Etapa regional
A competição propõe que estudantes criem robôs feitos com peças de Lego. Este ano, o torneio será realizado remotamente por causa da pandemia. Reunidos em times de dois a dez integrantes e liderados por dois técnicos adultos, os jovens têm como objetivo usar a imaginação e a criatividade para investigar problemas do dia a dia da sociedade moderna e buscar soluções inovadoras. O tema de 2022 trata de logística e transporte. Os mais bem colocados serão selecionados para a etapa nacional.  

Palavreando
“O tempo. Tão igual para todos nós, é o tempo. Enlaça, faz nó. Sem dó. O que nos concede é também nos aproximar do pó. Ao ponto que dar é o mesmo que tirar”.

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AVS: uma fonte segura para se beber informação!

terça-feira, 08 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z volta o seu olhar para o ano letivo de 2022, na abrangência de temas altamente oportunos. “É preciso planejar o imprevisível”. A frase é de Yan Navarro, doutor em didáticas específicas pela Universidade de Valência, na Espanha. Em suas considerações, Navarro ressalta o desafio da retomada do ensino presencial nas escolas, pois, “é preciso sair do modo sobrevivência e começar a planejar e a olhar para o futuro novamente”. É certo que a tecnologia trouxe benefícios que amenizaram o afastamento das escolas. Contudo, o ensino remoto não supre o contato presencial.

O Caderno Z volta o seu olhar para o ano letivo de 2022, na abrangência de temas altamente oportunos. “É preciso planejar o imprevisível”. A frase é de Yan Navarro, doutor em didáticas específicas pela Universidade de Valência, na Espanha. Em suas considerações, Navarro ressalta o desafio da retomada do ensino presencial nas escolas, pois, “é preciso sair do modo sobrevivência e começar a planejar e a olhar para o futuro novamente”. É certo que a tecnologia trouxe benefícios que amenizaram o afastamento das escolas. Contudo, o ensino remoto não supre o contato presencial.

O “Z” também aborda os temas TDA – TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em crianças e adolescentes. A médica psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa, explica: “trata-se de um funcionamento mental caracterizado por uma tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade ou excesso de energia”. A doutora Ana Beatriz tem vários livros sobre o comportamento humano, abordando, de forma clara e compreensível, a singularidade do autismo. Pensar para além do que a vista possa alcançar é o que tem feito o Rotary Club de Nova Friburgo com o projeto “De Olho no Futuro”, numa parceria firmada há 18 anos com a Secretaria Municipal de Educação para “intervir nas condições de saúde ocular dos alunos, propiciando melhora no rendimento escolar, reduzindo as taxas de evasão decorrentes de problemas visuais”.

Pensar no bem e cultivar bons hábitos é o caminho para um mundo melhor e, provavelmente, ainda temos esperanças, porque há muita gente fazendo o bem em prol das causas alheias. Wanderson Nogueira, em “Palavreando” sempre nos traz boas palavras em sua coluna e, desta vez, destaco: “Acreditar que o mundo pode ser mais pacífico de paz festiva para todos deve ser sonho e realização de cada um de nós. Um mundo mais prazeroso de viver, com felicidade de si para todos e por todos...”. Lindo!

A página de “Esportes” é um atrativo muito interessante e Vinicius Gastin faz com que tenhamos a sensação de que estamos também em campo. O Campeonato da Cidade percorre os bairros e há jogos acontecendo desde 21 de janeiro e final programada para 20 de março. O esporte é vida, movimento e emoção. Contudo, estamos tristes com o falecimento de Gerasime Bozikis, o Grego, apaixonado por esportes e pela nossa cidade, onde veio morar com a família, aos 16 anos de idade. Nascido em Atenas, Grego deixa saudades e um legado de realizações, inclusive, o projeto de transformar nossa cidade em “Casa da Seleção Brasileira de Basquete”.

Nesta terça-feira, 8 de fevereiro, festeja-se o Dia Internacional da Internet Segura. Talvez pouca gente saiba dessa comemoração, até porque a insegurança tem tomado conta das contas de muitos usuários. Os golpes crescem e chegam ao nosso paraíso serrano, entram pelas redes sociais, são links perigosos e uma variedade de fraudes praticadas via internet, um avanço que veio para o bem e se tornou uma faca de dois gumes. Como diz a canção de Caetano Veloso: é preciso estar atento e forte!

A vacinação infantil em Nova Friburgo precisa de uma injeção de ânimo para que os pais e responsáveis levem seus pequenos aos locais de vacinação. Uma observação importante na matéria de Adriana Oliveira: “A tampa do frasco da vacina é na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e pelos pais, mães e cuidadores que levarem as crianças para a vacinação”. Muito bem lembrado!

Em “Há 50 Anos”, para o Carnaval de 1972, a Sociedade Esportiva Friburguense contratava o “afamado” conjunto “Banda Los Gringos” para abrilhantar seus bailes e matinês no Reinado de Momo. Que saudade dessa banda maravilhosa que encantou a era dos bailes dourados em Nova Friburgo. Enquanto isso, neste ano, sem Carnaval, a previsão é de muita chuva para este fevereiro. Um tremendo abacaxi, conforme as previsões na charge de Silvério. Pelo menos, com sombrinha, dá para se dançar um bom frevo. “Acho que a chuva ajuda a gente a se ver...”. Vamos sonhar!

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Nova idade, amanhã!

terça-feira, 08 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Nova idade, amanhã!

Amanhã, 9 de fevereiro, o dia será da querida e admirada Sra. Marilda Berbert (foto) completar seus 82 anos de idade, para satisfação e felicidade toda especial do seu amado esposo Carlos Arnaldo Berbert, o conhecido e admirado Juca, assim como também de suas maravilhosas filhas Denise e Sineida, genros David e Walter, netos & netas

Maria Fernanda, Bernardo, Vinicius, Ana Luiza, Rachel e demais familiares.

Nova idade, amanhã!

Amanhã, 9 de fevereiro, o dia será da querida e admirada Sra. Marilda Berbert (foto) completar seus 82 anos de idade, para satisfação e felicidade toda especial do seu amado esposo Carlos Arnaldo Berbert, o conhecido e admirado Juca, assim como também de suas maravilhosas filhas Denise e Sineida, genros David e Walter, netos & netas

Maria Fernanda, Bernardo, Vinicius, Ana Luiza, Rachel e demais familiares.

Então ficam antecipados nossos votos de felicidades e parabéns à estimada aniversariante do dia de amanhã, Marilda Berbert.

Aniversariou domingo

Quem passou este domingo, 6, recebendo cumprimentos de familiares e muitos amigos, foi o querido médico Dr. Leonard Floriano Portilho Eyer.

Por isso, se juntando aos que cumprimentaram esta querida figura de nossa cidade, nós também desejamos ao Dr. Leonard votos de felicidades, sucessos e tudo de bom.

Sentimento e importância eterna

Se no basquete bem sabemos que existem as cestas de chuá, a que aconteceu neste final de semana foi a cesta de chorar e muito triste.

Infelizmente, perder o grande Grego, Gerasime Bozikis, de fato foi algo bastante sentido por muita gente de Nova Friburgo apaixonada pelo basquetebol, que, no entanto conseguiu deixar sua semente germinada de fato para que Nova Friburgo se transforme na capital brasileira desta modalidade esportiva.

Por isso e pela perda extremamente significativa, já se pensam e merecidamente, em uma forma de homenagear à altura e para sempre marcar em Nova Friburgo, o nome de Gerasime "Grego" Bozikis.

Marcus Vinícius, mais um!

Quinta-feira passada, 3, o querido garotão Marcus Vinícius Garcia Sales Teixeira, na foto bem acompanhado da amada avó Célia Werneck, completou seus 16 anos de idade.

Por esta alegre razão, os cumprimentos desta coluna são endereçados ao aniversariante Marcus Vinicius, de forma extensiva aos seus pais, o simpático casal Marcele Werneck Garcia e Marcus Lima Sales Teixeira, bem como também para seus irmãos João Victor, Manuela, Theo e outros familiares.

Vivas ao Dr. Renato!

O médico e boa praça friburguense Renato Henrique Gomes da Silva, que dispensa maiores apresentações, está aniversariando nesta terça, 8. Nossos cumprimentos com desejos saúde, paz, felicidades e grandes realizações.

Eleição no Maria Teresa

A atuante Associação de Moradores do Parque Maria Teresa, tendo à frente seu dedicado presidente Emílio Alonso, está se movimentando para, em cumprimento ao seu estatuto regimental, realizar eleição para escolha do seu novo presidente ou renovação do mandato do atual por mais dois anos.

O pleito, programado para o salão da Igreja daquele bairro, será realizado no dia 12 de março, das 9 às 11horas.

 

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Um olhar para a educação

terça-feira, 08 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

A chegada do mês de fevereiro traz consigo um importante tema para nossa reflexão: a educação.

Falar de educação no Brasil parece ser uma tarefa esgotada e estéril, pois todas as reflexões parecem desencadear num diálogo em que todos falam e ninguém se escuta. Mas, apesar de ser uma empreitada difícil e muitas vezes silenciada, não se pode deixar de clamar a atenção sobre tão importante tema para a formação pessoal e coletiva de nossos jovens e crianças.

A chegada do mês de fevereiro traz consigo um importante tema para nossa reflexão: a educação.

Falar de educação no Brasil parece ser uma tarefa esgotada e estéril, pois todas as reflexões parecem desencadear num diálogo em que todos falam e ninguém se escuta. Mas, apesar de ser uma empreitada difícil e muitas vezes silenciada, não se pode deixar de clamar a atenção sobre tão importante tema para a formação pessoal e coletiva de nossos jovens e crianças.

É notório o quanto a educação no Brasil sofre com o descaso e incompreensão dos que nos governam. Faz-se cada dia mais urgente uma política transformadora educacional que garanta o acesso a uma formação de qualidade a todos os indivíduos.

A urgência e gravidade desta transformação se acentuaram com pandemia da Covid-19. Afastados das salas do ambiente escolar, os alunos sofreram grandes danos na formação acadêmica-intelectual e social.

A nova realidade fez aumentar a diferença entre aqueles que tinham mais dificuldades de aprender; afastou muitos da educação por falta de condições de acesso às plataformas digitais; exigiu do educador se reinventar e se adaptar às novas tecnologias, novas metodologias, transformando-se. Infelizmente, ainda nos deparamos com o lastimoso e progressivo esvaziamento do sentido e do valor da ‘educação’ e o descaso com os profissionais que dedicam suas vidas no auxílio aos pais na nobre tarefa de educar os filhos.

É inevitável pensar que esta grande transformação só será possível quando houver um comprometimento integral da comunidade brasileira. “Não transformaremos o mundo, se não mudarmos a educação […] O pacto educacional, um pacto educativo que se cria entre a família, a escola, a pátria, a cultura, rompeu-se profundamente e já não se consegue consertar. O pacto educacional que se rompeu significa que tanto a sociedade como a família e as diversas instituições delegam a educação aos agentes da educação, aos docentes que — geralmente mal pagos — carregam nos seus ombros esta responsabilidade e, se não obtêm bons resultados, são repreendidos” (Papa Francisco. Discurso por ocasião do IV Congresso Mundial de Scholas Occurrentes, 5 de fevereiro de 2015).

Seguindo a consciência de que educar é um ato que envolve toda a sociedade, isto é, não está restrito à escola, se faz necessário destacar as palavras do Papa Francisco aos participantes na Plenária da Congregação para a Educação Católica: “Educar é um gesto de amor, é dar vida. E o amor é exigente, requer que utilizemos os melhores recursos, que despertemos a paixão e que nos coloquemos a caminho com paciência, juntamente com os jovens. [...] Os jovens têm necessidade de qualidade do ensino e igualmente de valores, não apenas enunciados, mas testemunhados. A coerência é um fator indispensável na educação dos jovens. Coerência! Não se consegue fazer crescer, não se pode educar, sem coerência: coerência e testemunho” (13 fev. 2014).

Desta forma, cabe a nós assumir com compromisso e como uma verdadeira ‘comunidade educativa’ o progresso no campo da educação. Construindo uma cultura que dá o devido valor à formação integral do indivíduo, que seja capaz de ultrapassar o limite da técnica e responsabilizar-se também pela formação moral do indivíduo.

Foto da galeria

Padre Aurecir Martins de Melo Junior é assessor diocesano da Pastoral da Comunicação. Esta coluna é publicada às terças-feiras.

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Em busca da lucidez plena

segunda-feira, 07 de fevereiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra

Os conceitos são relevantes para que possamos saber com o que estamos lidando, fazendo ou mesmo querendo. São concepções que definem o modo como nos posicionamos diante das situações.

No Clube de Leitura Vivências, refletindo a respeito do livro “Amores Improváveis”, de Edney Silvestre, nós nos deparamos com a palavra “criatura” e conversamos livremente sobre o que pensávamos a respeito. Particularmente, não gosto da palavra, talvez porque tenha mais consoantes do que vogais. Ou porque minha avó se referia à “criatura” quando havia algo recriminativo em alguém.

Os conceitos são relevantes para que possamos saber com o que estamos lidando, fazendo ou mesmo querendo. São concepções que definem o modo como nos posicionamos diante das situações.

No Clube de Leitura Vivências, refletindo a respeito do livro “Amores Improváveis”, de Edney Silvestre, nós nos deparamos com a palavra “criatura” e conversamos livremente sobre o que pensávamos a respeito. Particularmente, não gosto da palavra, talvez porque tenha mais consoantes do que vogais. Ou porque minha avó se referia à “criatura” quando havia algo recriminativo em alguém.

Fui cutucada pela vontade de saber como somos definidos pelos diferentes conceitos que nos dão significados. A literatura, enquanto arte da palavra, se utiliza de todos os conceitos para expor-se e cumprir seus propósitos, o que me mostra que é uma arte que harmoniza os modos como somos tomados pelas diferentes áreas da produção do conhecimento.

Mas, afinal de contas, quem somos: criatura, ser, pessoa, sujeito, indivíduo? Ou somos um somatório de ideias, como confetes coloridos que dançam ao vento antes de tombarem ao chão?

De fato, os cidadãos são seres de identidade e possuem características intrínsecas. Temos um registro de nascimento que nos nomeia, informa a data e o local onde nascemos, a paternidade e a maternidade. Somos registrados como criaturas vivas. Temos existência concreta e própria. Não somos, por conseguinte, personagens ou seres imaginados.  

Nascemos situados num contexto natural, social, econômico e cultural, somos sujeitos subordinados a condições pré-estabelecidas, que podem ser modificadas pela ação das pessoas através do tempo. A pessoa é um indivíduo único capaz de interagir e transformar. Se o sujeito é subordinado às regras e circunstâncias, sua pessoa, usando a consciência que adquire ao longo da vida, é capaz de conquistar o livre-arbítrio, na medida em que desenvolve capacidades e responsabiliza-se pelos seus atos. Por meio das experiências existenciais, aprimora seu modo individual de ser, estar e de fazer, definindo uma personalidade, tornando-se único no mundo.   

Agora algo me ocorre. A saúde é consequência do desenvolvimento das capacidades físicas e mentais que nos permitem integrar e aprimorar os conceitos que nos dão significados.

Ah, a literatura, em cada texto, tem a sabedoria de nos mostrar quem podemos ser.

O fazer desta coluna me evidencia que pensamos e desejamos tantas coisas, mas nunca podemos esquecer da nossa existência real, que se concretiza através de uma corporeidade, única dimensão constitutiva e construtiva que expressa a humanidade que temos e a vida que possuímos, através da qual fazemo-nos presente no mundo.

Desse e apenas desse modo, segundo Pierre Furter, somos seres em educação permanente, na medida em que estamos em constante processo de desenvolvimento e transformação. Vivemos num eterno despertar provocado pelas habilidades e conhecimentos que as experiências nos oferecem. Tocamos, de momento a momento, em todos os seres que abrigamos, na criatura, no indivíduo, no sujeito, na pessoa. Somos, enfim, seres em busca da lucidez plena. Como o que sucede neste instante.

Salve a literatura!

 

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