Andamos, corremos, passamos, fechamos, encontramos, procuramos, ganhamos, perdemos, intercalamos, sujamos, limpamos, cortamos, costuramos, colamos, saímos, chegamos, evitamos, conversamos.
Nos reunimos, frente a frente, lado a lado, sem o olhar necessário e cuidadoso, para que possamos seguir. As sutilezas ficam imersas como uma grande âncora atracada em águas profundas, esperando o aviso para continuar a grande navegação que tem pressa, hora e tempo curto para realizar todo percurso.
Andamos, corremos, passamos, fechamos, encontramos, procuramos, ganhamos, perdemos, intercalamos, sujamos, limpamos, cortamos, costuramos, colamos, saímos, chegamos, evitamos, conversamos.
Nos reunimos, frente a frente, lado a lado, sem o olhar necessário e cuidadoso, para que possamos seguir. As sutilezas ficam imersas como uma grande âncora atracada em águas profundas, esperando o aviso para continuar a grande navegação que tem pressa, hora e tempo curto para realizar todo percurso.
O piloto automático é ligado, sem trégua. As águas ficam rasas, fundas, calmas, agitadas e muito turbulentas, mas seguimos, com ou sem capitão, rumo à uma direção que entendemos ser a certa.
Os dias passam, as tardes começam, as noites chegam e o navegar continua da mesma forma, sem muitas apreciações da vista, do entorno ou das singelas miudezas que ficam na subjetividade do nosso dia a dia.
A falta de calma e paciência, atravessa a gentileza e a delicadeza das ações, que por menores que sejam, podem despertar uma grandiosidade que não se calcula, trazendo particularidades que despertam um poder inestimável para o outro que recebe e para quem realiza.
O afeto pode vir de diversas formas. Uma palavra, um sorriso, uma escuta atenta e empática, um olhar, uma posição do corpo, um gesto que, imperceptível ou não, na miudeza ou grandeza, transforma e revigora.
O poder do afeto estanca feridas, recentes ou passadas, seca lágrimas, ou abre a torneira para mais algumas, e aquece o coração mesmo no mais rigoroso inverno. Traz conforto, acolhimento e entendimento de que fomos percebidos ou percebemos alguém que, nem sempre, é o outro o qual temos total, um pouco ou nenhuma afinidade. Traz esperança, fortalece vínculos e transforma as nossas relações.
Mas como ser afetuoso em um mundo onde demonstrar afeto é visto como moeda de troca?
Hoje, vivemos um grande desafio, onde realizar delicadezas diárias não são bem vistas por muitos, seja nos núcleos pessoais, profissionais e familiares.
Me traz a memória de quando eu era mais nova. Ainda criança, gostava de presentear amigos e familiares com cartões produzidos por mim. Esse feito seguiu durante a minha adolescência e juventude, onde os papéis passaram a ser linhas e agulhas que davam vida a cachecóis de tricô, feitos à mão e com imenso carinho.
Conforme fui crescendo, as demonstrações de afeto passaram a furar a bolha do meio que vivo e sou inserida, porém, a sociedade, muitas vezes, não está pronta para isso, pois há quem não está pronto para receber aquilo que está sendo ofertado.
Como sempre digo: Aceite a gentileza! Faz bem!
Até a próxima quarta!
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