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A Copa e as surpresas que a cerca

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
Copa do Mundo. Momento esperado por muitos, mas também ignorado por tantos outros.
E está tudo bem, pois cada um de nós somos dotados de percepções, leitura de mundo, gostos e interesses comuns ou incomuns, dentro da visão diversa.
Volto à 1994. Nova Friburgo. Meus treze anos.
Que doce lembrança! A Avenida Campesina (rua da feira) enfeitada por nós com muita alegria. Éramos adolescentes, que morávamos tanto naquela rua quanto na Leuenroth. Nos encontrávamos, conversávamos, decidíamos e comprávamos as tintas xadrez necessárias para que pudéssemos pintar os paralelepípedos, as calçadas e os postes.
A forma como nos organizávamos, com autonomia e união, trazia para aquele momento boas risadas e cooperação. Era um grande evento!
Cada pó colorido misturado em suas bacias individuais, ganhava cor com o balançar dos pincéis e água. A euforia, a espera e o momento despertavam tanta vida, que o instante passava com uma rapidez que surpreendia.
Todos os minutos eram valiosos. O trabalho final era nosso. Nossa autoria. Uma produção maravilhosa em equipe, assim como acontecia em outras ruas espalhadas pela cidade, que linda ficava nesse momento tão especial.
Mas não só de ornamentação a Copa se revela. A alegria de se trazer povos diversos, menos favorecidos ou não, para as competições, revelam superação e força. Contagia e traz esperança.
Um breve alento de que muitas coisas são possíveis é lançado. O acreditar toma conta de várias nações que ali se encontram buscando o tão sonhado título. Ou, até mesmo, se fortalecem na presença do simples estar.
O jogo começa, a bola rola, a espera parece infinita, em um mundo particular. Os passes são acompanhados, sentidos, vividos. Os jogadores se movimentam como instrumentos musicais em uma grande orquestra. O tempo acaba. O resultado chega.
Uns continuam, outros precisam retornar.
As reflexões são feitas, as mudanças analisadas, as rotas reavaliadas, os sonhos renovados. Os momentos singulares chegam ou não ao fim.
O balanço do que deu certo é realizado. Como um pêndulo, vai de um lado a outro. O desejo de voltar novamente para um novo começo, com ou sem vitória, fica latente. Voltar para poder viver toda essa singularidade que toma conta e preenche o esperançar.
Assim é o nosso caminhar, recheado de erros, acertos e surpresas que nos fazem repensar.
Até a próxima quarta!
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Contato
Site: www.camillafiorito.com.br
Instagram: @camilla.fioritoeduc

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
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