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Vida em movimento

sexta-feira, 03 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Mudanças impõem movimento na vida. Sejam elas voluntárias ou forçadas. Sejam desejadas ou inesperadas. Fazem parte da vida. Não há como evitar..., e nem como classificar cada mudança em “para melhor” ou “para pior”.  Vejo que é movimento e movimentar, pensando bem, é viver.

Mudanças impõem movimento na vida. Sejam elas voluntárias ou forçadas. Sejam desejadas ou inesperadas. Fazem parte da vida. Não há como evitar..., e nem como classificar cada mudança em “para melhor” ou “para pior”.  Vejo que é movimento e movimentar, pensando bem, é viver.

Reflito sobre isso enquanto observo caixas empilhadas na sala de alguém que decide trocar de casa, ou ainda quando vejo alguém de malas no aeroporto, prestes a partir. Mudança, física ou não, é sempre transbordo: de espaço, de rotina, de certezas. E se, no primeiro olhar, parece só bagunça e ruptura, em silêncio ela sempre guarda um convite — o de se reinventar.

Você já se viu paralisado diante de mudanças inesperadas? Às vezes, é como se alguém tivesse tirado o chão sob nossos pés. O que era confortável não existe mais. E o medo se veste de previsibilidade: queremos que tudo permaneça igual porque acreditamos que ali estamos seguros. Só que não estamos. Não necessariamente. Pode ser que estejamos apenas imóveis, e a vida pode pedir bem mais do que estagnação.

Tem momento pra tudo. Pra gritar e silenciar. Pra correr e repousar. Pra impulsionar e aguardar. Pra chegar e partir. Pra decidir ficar como está. Até isso é movimento. Não fazer nada é decidir permanecer e isso também é movimentar-se. A vida pede movimento. Pede o vento que desloca as folhas e também o que leva embora aquilo que já não serve. Pede o tempo que empurra os ponteiros sem nos perguntar se estamos prontos. Pede coragem para atravessar pontes que não voltam a ser as mesmas depois de pisadas.

As grandes mudanças não chegam sempre anunciadas. Às vezes, vêm sutis, quase imperceptíveis: o café que já não tem o mesmo gosto, o trabalho que perdeu o sentido, a energia que se esgota, o corpo que pede descanso ou novidade. Outras vezes, vêm em explosões: um amor que se despede, uma porta que se fecha, um recomeço inesperado.

No fundo, não importa como chegam. Mudanças são o lembrete de que estamos vivos. Quem não se move, endurece. Não tem jeito. Querendo ou não. E não falo apenas de grandes transformações. O simples gesto de mudar o caminho de todos os dias pode abrir novos encontros. Mudar um pensamento repetido pode clarear horizontes. Mudar o ritmo pode devolver leveza ao corpo.

É claro que nem sempre é fácil. Movimento incomoda. Mudança bagunça. É preciso desapegar do que parecia certo. É preciso confiar no invisível, aceitar não ter todas as respostas. Às vezes, é preciso suportar a travessia escura para, só então, reconhecer a beleza da manhã.

O que aprendi — e ainda aprendo — é que resistir ao movimento não nos impede de mudar. Apenas nos torna mais pesados. Quando aceitamos, quando nos deixamos levar pelo fluxo, descobrimos que a mudança pode ser, sim, um presente.

Há dias em que tudo parece desmoronar, mas, quando a poeira baixa, entendemos que aquilo era a vida abrindo espaço para o novo. Como quem reorganiza uma sala cheia de caixas: no meio da bagunça, há promessa de recomeço.

Mudanças e movimento são isso: convites. Convites para sair do lugar comum, para olhar o céu de outro ângulo, para habitar um corpo que já não é o mesmo, para permitir que a vida seja mais do que rotina repetida. E quando alguém me pergunta se tenho medo de mudar, confesso: tenho. Todos, temos. Mas aprendi que o medo não é inimigo — é só um sinal de que algo está vivo em nós. Afinal, só sente medo quem está prestes a atravessar.

No fim, é o movimento que nos faz. Somos feitos de ciclos, de idas e vindas, de encontros e despedidas, de fases da vida. E, se prestarmos atenção, perceberemos que toda mudança é também um gesto de esperança. Porque quem muda acredita que há sempre algo a ser encontrado do outro lado. Talvez seja isso que a vida pede de nós: não perfeição, não certezas, mas disposição para o movimento. Porque é nele que a vida realmente acontece.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Entre os melhores

quinta-feira, 02 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Rio de Janeiro conquista resultado histórico nos Jogos da Juventude 2025

O Time RJ encerrou sua participação nos Jogos da Juventude Caixa 2025, em Brasília, com um feito inédito: 80 medalhas conquistadas, sendo 28 de ouro, elevando a delegação do 4º lugar no primeiro bloco para a 2ª posição geral.

O desempenho confirma a força do esporte fluminense e ajuda a consolidar o Estado do Rio como um dos principais formadores de talentos esportivos do país. Todas as passagens aéreas e uniformes dos atletas foram custeados pelo governo do Rio de Janeiro. 

Rio de Janeiro conquista resultado histórico nos Jogos da Juventude 2025

O Time RJ encerrou sua participação nos Jogos da Juventude Caixa 2025, em Brasília, com um feito inédito: 80 medalhas conquistadas, sendo 28 de ouro, elevando a delegação do 4º lugar no primeiro bloco para a 2ª posição geral.

O desempenho confirma a força do esporte fluminense e ajuda a consolidar o Estado do Rio como um dos principais formadores de talentos esportivos do país. Todas as passagens aéreas e uniformes dos atletas foram custeados pelo governo do Rio de Janeiro. 

“Parabenizo nossos atletas e comissões técnicas por esse resultado histórico, fruto de muito esforço, disciplina e dedicação. Investir no esporte é acreditar no futuro, abrir caminhos e transformar realidades. O Rio de Janeiro tem muito orgulho desse time, que mostrou ao Brasil toda a sua força e talento”, disse o governador Cláudio Castro.

As conquistas de ouro foram em oito modalidades: atletismo, wrestling, judô, ginástica artística, tiro com arco, natação, taekwondo, handebol e badminton.

“Foram 20 medalhas a mais do que no ano passado, com destaque para as 28 de ouro, que significa um aumento de mais de 20%. Isso mostra que os investimentos estão trazendo o retorno correto na qualidade técnica dos atletas. O Time RJ está no caminho certo”, destacou João Lucas Orsay, chefe da delegação.

No atletismo, as provas de velocidade e de revezamento foram marcadas por grandes atuações e um recorde de Pedro Cabelinho, enquanto no tatame o judô dominou, somando 12 medalhas no total e garantindo o título por equipes sobre Minas Gerais. O wrestling trouxe vitórias emblemáticas em categorias livres e greco-romanas, incluindo o ouro do indígena Lavozier Herminio Wadick Marubo, do povo Marubo, no Amazonas.

“Quando cheguei ao Rio, tive a chance de treinar forte e acreditar que esse dia viria. Hoje não luto só por mim, mas pelo meu povo e o Time RJ”, destacou o atleta.

Na ginástica artística, no tiro com arco e no taekwondo, o Time RJ também mostrou qualidade técnica e preparação, convertendo finais disputadas em títulos. A natação, o handebol e o badminton completaram a lista de modalidades em que o estado conquistou primeiro lugar, reforçando a diversidade e amplitude do projeto esportivo fluminense.

O judoca Rafael Alves Fonseca, campeão por equipes, resumiu o espírito da delegação. “É uma sensação única, por ser a primeira e minha última vez nos Jogos da Juventude. A união do time foi o que nos deu confiança para conquistar esse ouro. Tivemos dificuldades, mas acreditamos até o fim. Estar aqui, representando o Rio de Janeiro, me deixa feliz como atleta e como pessoa”, celebrou.

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    Rio de Janeiro encerra edição dos Jogos com um segundo lugar histórico (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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    Wrestling, uma das novidades da edição, trouxe bons resultados para os atletas do Estado (Fotos: Divulgação / Governo do Estado)

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Entre telhas coloniais e batatas fritas

quinta-feira, 02 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O casarão permanece ali, altivo, como um velho senhor que já viu gerações desfilarem diante de suas janelas. Suas paredes sabem de segredos que não foram escritos, suas telhas já ouviram a canção da chuva incontáveis vezes. Agora, de repente, esse guardião da memória veste um novo adorno: os arcos dourados de uma rede de fast-food que fala a língua da pressa.

O casarão permanece ali, altivo, como um velho senhor que já viu gerações desfilarem diante de suas janelas. Suas paredes sabem de segredos que não foram escritos, suas telhas já ouviram a canção da chuva incontáveis vezes. Agora, de repente, esse guardião da memória veste um novo adorno: os arcos dourados de uma rede de fast-food que fala a língua da pressa.

Há quem lamente, como se fosse uma derrota do passado. Mas talvez o casarão não tenha se rendido a nada: tenha apenas encontrado outro modo de continuar vivo. Ele, que já foi palco de tantas histórias, agora se abre para outras. Não se apaga o que foi; soma-se o que é. E Nova Friburgo, que carrega em seu nome o paradoxo do novo e do antigo, mostra mais uma vez que o tempo não destrói: ele transforma.

Outras cidades já aprenderam essa lição. Em São Paulo, um prédio histórico abriga o chamado Méqui 1000, onde a arquitetura antiga convive com a logomarca mundialmente reconhecida. No Rio, casarões do centro viraram cafés e livrarias que atraem turistas justamente pela mistura improvável, entre o antigo e o novo.

Em Lisboa, muitas padarias se tornaram pontos de visita obrigatória. Não porque resistiram intactas, mas porque aceitaram a parceria com o tempo. A história da cidade, afinal, não é museu parado, mas dinâmico e dando novos ares ao lugar em que tantas histórias passaram.

O antigo ainda pulsa na cidade em suas praças, nos trilhos da ferrovia esquecida, nas casas coloniais que insistem em sorrir para o presente. Essa memória não se desfaz porque uma fachada ganha outro uso. Ao contrário, ela se multiplica. O casarão do hambúrguer talvez se torne, no futuro, mais lembrado do que se estivesse fechado ou em ruínas. Pois a vida não se conserva na redoma, mas no uso que lhe damos.

Talvez se a Fábrica Rendas Arp não passasse pela reformulação de ser um Open Shopping, suas portas continuariam fechadas apenas às lembranças de quem já passou por lá. E muitas vezes, passava na frente sem nem lembrar que o espaço existia, se contentando em dizer: “já vivi tanta coisa aí por dentro”.

O mesmo para lojas em prédios antigos no centro da cidade, como a Estilo Livre, na esquina da Monte Líbano que possui um prédio lindo e super bem conservado. A verdade é que o coração se apega ao que conhece, como se cada janela da cidade fosse também uma janela da infância.

Talvez por isso seja tão duro ver a mudança de perto. Mas a vida é como um rio: nunca é a mesma de um dia para o outro. O casarão não deixa de ser casarão só porque abriga lanches rápidos. Ele continua sendo espaço de encontro e com um projeto que promete trazer ainda mais visibilidade para um local que estava esquecido.

E há beleza nesse contraste. As telhas antigas, que já testemunharam carruagens, agora veem aplicativos de entrega estacionando na porta. As janelas que um dia guardaram silêncios, hoje refletem o néon da pressa. Não é contradição: é continuidade. Pois aquilo que muda também preserva, de outro modo, a essência do que sempre foi.

Nova Friburgo é o retrato da mudança. Nasceu do encontro de mundos distintos: suíços com brasileiros, montanha com cidade, inverno rigoroso com calor humano. Agora vive mais um desses encontros, e não será o último. Talvez a pergunta não deva ser se o novo destrói o antigo, mas como o antigo ensina o novo a ter raízes. Um McDonald’s dentro de um casarão não precisa ser símbolo de perda: pode ser símbolo de reinvenção.

Um dia, olhando para trás, alguém dirá: “Aqui, a cidade não deixou morrer um prédio. Ela lhe deu outra vida.” O arco dourado não apagou o frontão antigo, apenas o enquadrou de outro jeito. E, nesse convívio improvável, o casarão ganha novas histórias para contar. Pois a cidade, assim como as pessoas, só permanece viva quando aceita se reinventar.

E assim Nova Friburgo segue, equilibrando o ontem e o amanhã. Não se trata de escolher entre a saudade e o desejo, mas de aceitar que ambos cabem na mesma esquina. O casarão e seus novos inquilinos não são inimigos: são capítulos da mesma narrativa. A cidade permanece sendo o que sempre foi — um lugar onde o tempo gosta de se encontrar consigo mesmo, reinventando-se sem nunca deixar de ser memória.

O tempo não apaga os espaços públicos, apenas redesenha. E Nova Friburgo precisa entender isso.

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Quando você vai parar de reagir ao seu passado machucando pessoas injustamente no presente?

quinta-feira, 02 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe.

A criança vai moldando inconscientemente sua personalidade em função de como é o relacionamento dela com as pessoas importantes, geralmente pai e mãe, ao longo de sua infância. Quando a mãe, que em geral passa mais tempo com a criança, é uma pessoa agressiva verbalmente, fala com irritabilidade gratuita, não tem consciência do seu jeito bruto de falar, não resolveu seus problemas do passado com sua própria mãe agressiva ou com seu pai duro na forma de falar, essa criança precisa se defender desse jeito autoritário, crítico, impaciente de falar da mãe. Se for menina, infelizmente essa garota não teve a sorte de ter nascido e criada num ambiente familiar sereno, com uma mãe calma, gentil, que valoriza a filha.

Indo à praia é melhor passar um protetor solar para não ter a pele queimada pelos raios solares. As palavras duras de uma mãe ou pai abusivos verbalmente são como esses raios do sol que ferem a pele emocional. O creme protetor solar é como a defesa que a criança precisa construir para se proteger do impacto negativo da mãe abusiva com ela. Essa defesa é importante para que a criança consiga seguir em frente na vida sem sofrer uma lesão psicológica que machuque demais e até possa levá-la à uma crise psicótica, que é a pior crise emocional porque tira a pessoa da realidade e afeta negativamente todos os aspectos da vida dela.

Quando você usa um protetor solar, sua pele não está natural porque foi colocada uma substância sobre ela. Protege, mas isola. As defesas psicológicas que uma criança precisa construir de forma inconsciente em sua personalidade para lidar com o bombardeio de palavras e atos abusivos da mãe e/ou do pai, ou de outra pessoa influente na vida dela ao longo dos primeiros anos da vida, servem para protegê-la da destruição do respeito pessoal e tentar preservá-la na realidade, como uma capa de chuva que você veste para sair de casa num dia chuvoso.

A defesa protege, mas também afasta a pessoa dela mesma, do mais original e espontâneo dela. O creme não deixa sua pele ficar exposta como ela é. A capa de chuva que você veste, encobre sua roupa original. Uma mãe nervosa que grita e fala grosseiramente com a filha não porque a menina faz algo errado, pode agir assim porque pode ter trazido para a vida adulta as marcas e as reações de suas dores emocionais vividas em sua infância lá atrás, e porque ainda não aprendeu a lidar com elas, daí machuca as pessoas do presente por não resolver seus problemas do passado, os quais os indivíduos que convivem com ela hoje, em casa, no trabalho, na comunidade religiosa onde ela frequenta, não têm nada que ver com isso.

Crianças com um perfil de personalidade com mais facilidade para se defender ou se proteger diante de abusos do pai ou da mãe imatura, nervosa, autoritária, podem crescer sem traumas psicológicos que prejudicam o desenvolvimento acadêmico e de produção no trabalho. Elas conseguem reagir e podem se tornar produtivas materialmente. Talvez canalizam sua dor e frustração para a produção que gera riqueza material, quem sabe, por terem tido um pai ausente, frio, duro, ou uma mãe autoritária e abusiva verbalmente.

Já crianças com perfil de personalidade dócil, sem boas condições de autoproteção contra pais e mães descontrolados emocionalmente, embora podendo ser produtivos materialmente, são afetadas de tal modo que podem não conseguir ter sucesso financeiro ou outro sucesso, por serem sensíveis e vítimas do jeito duro e abusivo da mãe e ou do pai lidar com elas na infância.

Se você tem filho pequeno, filha pequena, ou mesmo adolescente, e vive lidando com ele/ela de forma nervosa, impaciente, abusiva verbalmente, é hora de parar com isso e tratá-la com respeito caso queira que essa criança cresça com razoável saúde mental. Não justifique seu comportamento constantemente abusivo, pensando consigo ou falando com os outros do que você sofreu no seu passado. Seu filho, sua filha, não tem culpa disso e merecem tratamento melhor do que o que você recebeu.

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

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Mais duas na conta

quarta-feira, 01 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Helena Barroso brilha e conquista competições de jiu-jítsu, com e sem kimono

        Ela segue brilhando e pavimentando o presente e o futuro dentro do esporte. Uma das boas revelações de Nova Friburgo nos últimos anos, Helena Barroso venceu a primeira edição do Campeonato Brasileiro Kids de Jiu-Jítsu sem kimono (NO Gi). O evento foi realizado no último dia 21 de setembro, na Arena Carioca 01, no Rio de Janeiro, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-jítsu.

Helena Barroso brilha e conquista competições de jiu-jítsu, com e sem kimono

        Ela segue brilhando e pavimentando o presente e o futuro dentro do esporte. Uma das boas revelações de Nova Friburgo nos últimos anos, Helena Barroso venceu a primeira edição do Campeonato Brasileiro Kids de Jiu-Jítsu sem kimono (NO Gi). O evento foi realizado no último dia 21 de setembro, na Arena Carioca 01, no Rio de Janeiro, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-jítsu.

Foram 1.417 atletas inscritos, e a friburguense do distrito de Lumiar se destacou ao conquistar o título na categoria Infantil 03 Pesadíssimo. Para chegar ao topo do pódio, a atleta da Soma Jiu-Jítsu Lumiar fez duas lutas, e venceu ambas por finalização.

        Bolsista da academia onde treina e uma das beneficiadas pelo programa Bolsa Atleta de Nova Friburgo — a mais jovem dentre todos os contemplados pelo recurso municipal —, Helena atualmente lidera o ranking da Internacional Brazilian Jiu-Jítsu Federation (IBJJF) com kimono, sendo este apenas o segundo ano em que compete federada.

        Um dos resultados que ajudam a reforçar a liderança foi conquistado no último dia 14 de setembro. A lutadora, com apenas 12 anos de idade, sagrou-se campeã do Campeonato Kids International 2025, realizado no Ginásio José Corrêa, em Barueri, São Paulo (competição promovida pela IBJJF). No evento, Helena fez duas lutas, vencendo a primeira por finalização e a segunda por pontuação. Antes, em agosto, ela já havia vencido o Open realizado em Vitória.

        “Agradeço muito a Deus por me permitir viver mais essa experiência incrível através do jiu-jítsu. Agradeço de coração a meus pais por serem meus maiores incentivadores e parceiros nessa jornada, e aos meus tios Adeumar e Fátima, e a minha prima Nathalia por me proporcionar essa viagem. Agradeço aos meus professores de jiu-jítsu Yuri Couto Ribeiro e Vander Gripp, aos meus parceiros e amigos de treinos, que fazem parte da minha evolução. Também agradeço ao meu preparador físico Lucas Ramos, à secretária de Esportes de Nova Friburgo, através do auxílio da Bolsa Atleta, e ao meu distrito de Lumiar”, resume a talentosa jovem.

        Helena Barroso ingressou no projeto Jiu-Jítsu Para a Vida, do professor Juramidam Gracie, no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, há cerca de dois anos. A dedicação à rotina de treinos, a técnica e a aptidão para a prática da modalidade logo despertou a atenção do treinador, que a incentivou a federar-se na Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu e participar de competições de alto rendimento. Desde então, a jovem atleta tem disputado e brilhado nas mais diversas competições. 

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    Primeira edição do Brasileiro Kids terá em sua história o título da atleta de Nova Friburgo (Fotos: Divulgação)

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    Conquista do International Kids consolida Helena Barroso na liderança do ranking da IBJJF (Fotos: Divulgação)

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    Menina prodígio, Helena Barroso segue brilhando e representando Nova Friburgo – e Lumiar – nas competições (Fotos: Divulgação)

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No próprio ritmo

quarta-feira, 01 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nosso ritmo, nosso balanço, nosso movimento, nosso caminhar.

Todos nós possuímos um tempo interno que muitas vezes não é compreendido prontamente.
Sentimos a música tocar, vibrando em um compasso que somente nós mesmos percebemos. E está tudo bem! O nosso ritmo não é uma corrida competitiva, onde há ultrapassagens, manobras mirabolantes e a ordem de chegada importa mais do que o trajeto.

Nosso ritmo, nosso balanço, nosso movimento, nosso caminhar.

Todos nós possuímos um tempo interno que muitas vezes não é compreendido prontamente.
Sentimos a música tocar, vibrando em um compasso que somente nós mesmos percebemos. E está tudo bem! O nosso ritmo não é uma corrida competitiva, onde há ultrapassagens, manobras mirabolantes e a ordem de chegada importa mais do que o trajeto.

A execução de todo o percurso é importante, pois faz parte de quem somos e de como funcionamos. Mesmo que o mundo nos apresse e possua ao redor diversas vibrações e estações, onde comparações são realizadas inúmeras vezes e esperamos do outro uma entrega de acordo com o que sentimos e desejamos, precisamos viver e despertar a consciência de que o ritmo faz parte de cada um, singularmente. E, quando estabelecemos esse entendimento, percebemos o outro também como um ser que possui ritmo individualizado dentro das suas especificidades e sentidos.

Despertar, levantar, arrumar, organizar, sair, produzir, exercitar, sentir, descansar são ações realizadas de acordo com o nosso funcionamento, entendimento e leitura de mundo. Nos culpamos e nos cobramos por não conseguirmos nos encaixar em tudo e em todos os ritmos impostos, muitas vezes pelos outros, mas muitas outras por nós mesmos.

Respeitar a forma como nos movemos e entender o nosso próprio ritmo, seja físico, social ou emocional, requer escuta interna, entendimento do corpo e percepção.

A percepção desse movimento fica camuflada como um camaleão no meio da floresta. Ela vai se moldando pelas nossas vivências, temores, desejos, sentimentos, fazendo parte do nosso processo de evolução. Com isso, lembramos do limite do nosso corpo, da necessidade de cuidar, parar e praticar as pequenas pausas ao longo do dia.

Realizar esse processo na sociedade em que vivemos, que dá ênfase à produtividade e a entregas a qualquer custo, pode ser de difícil manejo, mas necessário.

Aceitar o nosso ritmo mesmo quando tudo vai contra a nossa melodia, é fortalecer o nosso autoconhecimento. É viver com consciência e identificar o que é essencial. Que os momentos de marcha a ré podem existir e que desacelerar é preciso, ouvindo o próprio tempo, reforçando o compromisso com a verdade de quem realmente somos.

É deixar o equilíbrio e o cuidado fazerem parte da rotina, trazendo presença tanto nos dias mais expansivos como nos mais reservados.

Perceba seus movimentos conscientes e os mostre com clareza!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Primavera, beija-flor e o estado da sustentabilidade no Brasil

terça-feira, 30 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?
Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Com a chegada da primavera, renova-se a promessa de flores, cores e vida — mas também reacendem os dilemas ambientais que exigem urgência. O beija-flor, pequeno pássaro de asas rápidas e metabolismo intenso, é um dos mais sensíveis indicadores de qualidade ambiental: sua sobrevivência depende diretamente da disponibilidade de flores, néctar não poluído e habitat preservado.

Quantos beija-flores existem?

Opa! Tudo verde?
Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Com a chegada da primavera, renova-se a promessa de flores, cores e vida — mas também reacendem os dilemas ambientais que exigem urgência. O beija-flor, pequeno pássaro de asas rápidas e metabolismo intenso, é um dos mais sensíveis indicadores de qualidade ambiental: sua sobrevivência depende diretamente da disponibilidade de flores, néctar não poluído e habitat preservado.

Quantos beija-flores existem?

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), existem cerca de 360 espécies de beija-flores no mundo. O Brasil abriga aproximadamente 87 dessas espécies, sendo considerado o país com a maior diversidade de beija-flores do planeta. Eles estão distribuídos em diferentes biomas, do cerrado à Amazônia, e são fundamentais para a polinização de milhares de plantas.

Características fascinantes

  • São as únicas aves capazes de voar para trás.
  • Batem as asas em média 80 vezes por segundo, o que explica seu voo quase estático.
  • Possuem o metabolismo mais rápido entre as aves, com frequência cardíaca que pode ultrapassar 1.200 batimentos por minuto.
  • Alimentam-se basicamente de néctar e pequenos insetos para garantir proteínas.
  • Pesam em torno de três a seis gramas e medem entre seis e 20 centímetros, dependendo da espécie.

Venenos urbanos que ameaçam o beija-flor

Nas cidades, alguns inimigos silenciosos podem ser fatais:

  • Inseticidas e pesticidas usados em jardins e plantações.
  • Herbicidas que reduzem a diversidade de flores disponíveis.
  • Produtos de limpeza tóxicos descartados incorretamente no solo ou na água.
  • Até o açúcar refinado em excesso pode ser prejudicial se oferecido de forma inadequada em bebedouros.

Beija-flor, um símbolo espiritual

Além da biologia, o beija-flor carrega uma forte carga simbólica em diversas culturas. Para povos indígenas das Américas, ele representa leveza, alegria e resistência. Nas tradições espirituais, o beija-flor é visto como mensageiro da esperança e do amor, lembrando-nos de encontrar beleza nos pequenos instantes da vida. Sua capacidade de visitar centenas de flores diariamente é interpretada como um convite à resiliência e à busca de energia positiva.

Polinizadores em risco, produção em jogo

Um estudo da Escola Politécnica da USP, publicado em 2023, mostrou que quase 90% dos 4.975 municípios brasileiros poderão enfrentar significativa perda de espécies polinizadoras nos próximos 30 anos em razão das mudanças climáticas. Atualmente, cerca de 60% das culturas agrícolas do país dependem de polinizadores em maior ou menor grau.

Em 2018, relatório elaborado pela Embrapa, pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (Rebipp) estimou que os serviços de polinização prestados por animais — sobretudo abelhas, mas também aves como os beija-flores — representavam aproximadamente R$ 43 bilhões anuais para a agricultura brasileira.

O que a primavera pode nos ensinar — e o que fazer

A primavera oferece um espelho: se a natureza floresce com sol, chuva, flores e ar puro, também revela sua fragilidade quando esses elementos faltam. O beija-flor, que visita flor por flor, é o mensageiro do que está em risco.

Algumas ações concretas que podem ser cultivadas por cidadãos e gestores:

  1. Proteção de habitats naturais e corredores verdes — garantir diversidade de plantas nativas em jardins, parques e reflorestamentos.
  2. Políticas públicas voltadas à preservação de polinizadores — restrição ao uso de agrotóxicos nocivos e fomento à agroecologia.
  3. Investimento em ciência e monitoramento — ampliar inventários da biodiversidade e incentivar projetos de ciência cidadã.

Assim como a primavera colore o mundo de esperança, cabe a nós florescer novos hábitos. O beija-flor nos lembra que cada gesto conta, por menor que pareça, para manter o equilíbrio da vida.

Saudações sustentáveis!

Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: UNSPLASH)
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Leão XIV: o catequista, pessoa de palavra

terça-feira, 30 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O Papa Leão XIV presidiu a missa do Jubileu dos Catequistas, neste domingo, 28, o 26º do Tempo Comum, na Praça São Pedro, em que instituiu 39 ministros da catequese. A celebração contou com a presença de 50 mil pessoas que estavam na Praça São Pedro e adjacências.

O Papa Leão XIV presidiu a missa do Jubileu dos Catequistas, neste domingo, 28, o 26º do Tempo Comum, na Praça São Pedro, em que instituiu 39 ministros da catequese. A celebração contou com a presença de 50 mil pessoas que estavam na Praça São Pedro e adjacências.

O pontífice iniciou sua homilia, recordando que "as palavras de Jesus nos falam de como Deus olha para o mundo, em todos os tempos e lugares". No Evangelho deste domingo, os olhos do Senhor observam "um pobre e um rico, quem morre de fome e quem se banqueteia diante dele, as vestes elegantes de um e, do outro, as chagas que os cães lambiam". "Mas não só", disse ainda o Papa Leão: "O Senhor vê o coração dos homens e, através dos seus olhos, nós reconhecemos um indigente e um indiferente".

Segundo o Papa, "Lázaro é esquecido por quem está à sua frente, mesmo à porta de casa, no entanto Deus está perto dele e lembra-se do seu nome. Não tem nome, porém, o homem que vive na abundância, porque se perde a si mesmo, esquecendo-se do próximo. Está perdido nos pensamentos do seu coração, cheio de coisas, mas vazio de amor. Os seus bens não o tornam bom".

“A história que Cristo nos conta infelizmente é muito atual. Às portas da opulência jaz hoje a miséria de povos inteiros, atormentados pela guerra e pela exploração. Com o passar dos séculos, parece que nada mudou: quantos Lázaros morrem diante da ganância que esquece a justiça, do lucro que espezinha a caridade, da riqueza cega diante da dor dos pobres!”

"No entanto, o Evangelho assegura que os sofrimentos de Lázaro têm um fim. As suas dores terminam, tal como terminam os festins do rico, e Deus faz justiça a ambos: «O pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado». Sem se cansar, a Igreja anuncia esta palavra do Senhor, para que converta os nossos corações", sublinhou.

O diálogo entre o homem rico e Abraão

A seguir, Leão XIV recordou que "por uma singular coincidência, este mesmo trecho evangélico foi proclamado precisamente durante o Jubileu dos Catequistas no Ano Santo da Misericórdia. Dirigindo-se aos peregrinos que vieram a Roma por essa ocasião, o Papa destacou que Deus redime o mundo de todo o mal, dando a sua vida pela nossa salvação. A sua ação é o início da nossa missão, porque nos convida a nos doar pelo bem de todos".

            O Evangelho deste domingo, "nos faz refletir sobre o diálogo entre o homem rico e Abraão". "Trata-se de uma súplica que o rico faz para salvar os seus irmãos e que para nós constitui um desafio", sublinhou o Papa. Ao falar com Abraão, ele afirma: «Se algum dos mortos for ter com eles, hão de arrepender-se». Abraão responde: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos».

Os catequistas são testemunhas de Jesus

"Com efeito, houve um que ressuscitou dos mortos: Jesus Cristo. As palavras da Escritura, então, não querem desiludir ou desanimar-nos, mas despertam a nossa consciência. Escutar Moisés e os profetas significa recordar os mandamentos e as promessas de Deus, cuja providência nunca abandona ninguém", disse ainda Leão XIV, sublinhando que o "Evangelho nos anuncia que a vida de todos pode mudar, porque Cristo ressuscitou dos mortos. Este acontecimento é a verdade que nos salva: por isso, deve ser conhecida e anunciada. Mas não basta. Deve ser amada: é este amor que nos leva a compreender o Evangelho, porque nos transforma, abrindo o coração à palavra de Deus e ao rosto do próximo".

“A este respeito, vocês, catequistas, são aqueles discípulos de Jesus que se tornam suas testemunhas: o nome do ministério que exercem vem do verbo grego katēchein, que significa instruir de viva voz, fazer ressoar. Isto quer dizer que o catequista é uma pessoa de palavra, uma palavra que pronuncia com a própria vida.”

O Papa destacou que "os primeiros catequistas são os pais, aqueles que primeiro nos falaram e nos ensinaram a falar. Assim como aprendemos a nossa língua materna, também o anúncio da fé não pode ser delegado a outros, mas acontece no lugar onde vivemos. Em primeiro lugar, nas nossas casas, ao redor da mesa: quando há uma voz, um gesto, um rosto que conduz a Cristo, a família experimenta a beleza do Evangelho".

Leão XIV recordou que "todos nós fomos educados na fé através do testemunho daqueles que acreditaram antes de nós. Enquanto crianças, adolescentes, jovens, depois como adultos e também como idosos, os catequistas acompanham-nos na fé, partilhando um caminho constante, como vocês fizeram hoje, na peregrinação jubilar".

“Nesta comunhão, o Catecismo é o «instrumento de viagem» que nos protege do individualismo e das discórdias, porque atesta a fé de toda a Igreja católica. Cada fiel colabora na sua obra pastoral, ouvindo questões, partilhando provações, servindo o desejo de justiça e verdade que habita a consciência humana.”

Compromisso com a justiça e a paz

"É assim que os catequistas ensinam, ou seja, deixam um sinal interior: quando educamos na fé, não damos uma lição, mas plantamos no coração a palavra da vida, para que ela dê frutos de vida boa. Ao diácono Deogratias, que lhe perguntou como ser um bom catequista, Santo Agostinho respondeu: «Expõe tudo de modo que quem te ouça, ouvindo, acredite; acreditando, espere; e esperando, ame»", frisou o Papa.

Leão XIV convidou a fazer nosso este convite. "Lembremo-nos de que ninguém dá o que não tem. Se o rico do Evangelho tivesse caridade para com Lázaro, teria feito o bem, não só ao pobre, mas também a si mesmo. Se aquele homem sem nome tivesse fé, Deus o teria salvado de todo o tormento: foi o apego às riquezas mundanas que lhe tirou a esperança do bem verdadeiro e eterno".

“Quando também nós somos tentados pela ganância e pela indiferença, os muitos Lázaros de hoje recordam-nos a palavra de Jesus, tornando-se para nós uma catequese ainda mais eficaz durante este Jubileu, que é para todos tempo de conversão e perdão, de compromisso com a justiça e a busca sincera da paz.”

Fonte: Vatican News

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Aplausos à Nise da Silveira

terça-feira, 30 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

As superações diárias: do amanhecer ao canto da coruja da madrugada. Quantas mulheres fazem essa trajetória com a coragem dos heróis. As guerreiras, muitas vezes silenciosas e invisíveis, fazem a vida delas, e a dos seus acontecerem. Lutam. Como sempre foram laboriosas, se em tempos antigos, se em tempos atuais, ora pois sim, elas continuam a hastear suas bandeiras pelos quatro cantos do mundo. Com independência e vivacidade, entoam o hino da sobrevivência criativa e inteligente.

As superações diárias: do amanhecer ao canto da coruja da madrugada. Quantas mulheres fazem essa trajetória com a coragem dos heróis. As guerreiras, muitas vezes silenciosas e invisíveis, fazem a vida delas, e a dos seus acontecerem. Lutam. Como sempre foram laboriosas, se em tempos antigos, se em tempos atuais, ora pois sim, elas continuam a hastear suas bandeiras pelos quatro cantos do mundo. Com independência e vivacidade, entoam o hino da sobrevivência criativa e inteligente.

São mulheres que tomaram as rédeas dos seus destinos. Através das biografias ou autobiografias têm suas histórias contadas nas páginas dos livros que merecem ser lidas e relidas.

Hoje, vou me dedicar à Dra. Nise da Silveira, médica psiquiatra, que revolucionou a doença mental no Brasil ao desenvolver métodos de tratamento humanizados, recorrendo à arte, ao contato com animais e ao aprofundamento das relações afetivas entre médicos, enfermeiros e demais agentes com os pacientes.

Escolhi Nise da Silveira porque a conheci na Casa das Palmeiras – Nise da Silveira. Tinha uma amiga que fazia trabalhos voluntários na Casa e, com insistência, me convidou para conhecê-la. Sentei-me num canto de uma sala grande, onde os pacientes faziam atividades de cerâmica, desenho e pintura. O ambiente era alegre e movimentado. A Dra. Nise, já bem idosa e de cadeiras de rodas, chegou, percorreu a sala, indo de paciente a paciente, até que se aproximou de mim com o olhar firme e brilhante e disse: “É preciso trabalhar com eles”. E seguiu a visita. Aqueles breves instantes me tocaram no fundo da alma. Senti vontade de continuar lá, junto dos pacientes, observando-os e interagindo. Assim passei uma tarde que jamais esqueci.

“Nise da Silveira, uma psiquiatra rebelde”, escrita pelo mestre da literatura Ferreira Gullar, revela a longa vida de uma mulher (1905-1999) que difundiu a psicologia junguiana, recorrendo à arte e à terapia ocupacional para restaurar vínculos dos pacientes com a realidade. A doença mental se tornou um desafio imenso para ela, decidindo tratar corajosamente as pessoas como seres humanos. Em seu trabalho ela aprendeu a “buscar a beleza nas coisas aparentemente feias”. Com esse olhar dedicado, foi capaz de retirar de cada paciente uma poesia colorida.

Em seu belíssimo trabalho, a Dra. Nise descobriu verdadeiros artistas, que produziram obras nos ateliês terapêuticos. Ela fundou, em 1952, o Museu de Imagens do Inconsciente (MII) que reúne mais de 350 obras, entre telas, papéis, modelagens e poemas. O Museu foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, em 2003.

Durante séculos, os doentes eram confinados, recebiam eletrochoques, eram submetidos à lobotomia, dentre outros métodos agressivos. Sua visão, através da formação acadêmica na Faculdade de Medicina da Bahia, estudos e pesquisas nos campos da psiquiatria, troca de cartas com Jung, Nise reinterpretou e reescreveu o tratamento psiquiátrico, reconhecendo que os assombros dos manicômios pouco ou quase nada resgatavam o paciente para a vida.

Com o ímpeto de curar, a Dra. Nise percebeu, em suas pesquisas, o valor do animal, enquanto coterapeutas. Ah!, os animais e seus poderes são capazes de melhorar e estabilizar as relações afetivas dos pacientes. Fato que foi observado a partir dos cuidados que uma interna em um hospital teve com uma cadela abandonada. Tal processo foi escrito em seu livro “Gatos, a emoção de lidar”, publicado em 1998.

Como ela observou a presença de mandalas na pintura dos pacientes, estabeleceu uma troca de correspondência com o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Karl Jung. As obras dos seus pacientes foram apresentadas numa mostra denominada “A Arte e a Esquizofrenia”, no Segundo Congresso Internacional de Psiquiatria”, em Zurique, Suíça, em 1957. A seguir, foi estudar no Instituto Karl Gustav Jung em dois períodos, num total de quatro anos.

Dra. Nise da Silveira foi uma mulher atenta à vida e ofereceu a quem adoece mentalmente orquídeas brancas, abrindo as janelas dos hospitais e mostrando paisagens inéditas, novos nasceres do sol.

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A VOZ DA SERRA é informação, saúde, cultura, lazer e muito mais

terça-feira, 30 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Não sei como fui me lembrar de um fato. Eu tinha uns doze anos, morava na Filó e brincando com meu irmão na varanda da nossa casa, levei um tombo, quebrei o braço. Era véspera de Natal e o médico no plantão da clínica ortopédica engessou meu braço. E permaneci com o tal gesso durante dois meses, indo tirá-lo no fim de fevereiro e depois do carnaval. Quando o enfermeiro cortou o gesso, eu não sentia meu braço. Chorei, pois estava totalmente sem força braçal. Que sensação horrível. Fui liberada sem qualquer orientação para “exercitar” corretamente o braço.

        Não sei como fui me lembrar de um fato. Eu tinha uns doze anos, morava na Filó e brincando com meu irmão na varanda da nossa casa, levei um tombo, quebrei o braço. Era véspera de Natal e o médico no plantão da clínica ortopédica engessou meu braço. E permaneci com o tal gesso durante dois meses, indo tirá-lo no fim de fevereiro e depois do carnaval. Quando o enfermeiro cortou o gesso, eu não sentia meu braço. Chorei, pois estava totalmente sem força braçal. Que sensação horrível. Fui liberada sem qualquer orientação para “exercitar” corretamente o braço. Ninguém falava em fisioterapia. Em Pilates? Nem pensar. Tive que me restabelecer na marra.

        Mas o que é Pilates? O Caderno Z veio nos explicar pontos importantes dessa prática que tem suas raízes na Primeira Guerra Mundial, criada pelo alemão Joseph Pilates que usou as técnicas dos exercícios para tratar os internados em campos de prisioneiros. Os resultados foram obtidos usando elementos de artes marciais, ioga, ginástica e dança. Contudo, com o passar dos tempos, o método foi se modernizando, se diversificando, dando origem a diferentes tipos como o pilates clássico, o contemporâneo e o solo. Germana Mussi, diretora do Espaço Pilates destaca: “A consciência corporal que uma pessoa ganha com o Pilates vai deixá-la em ótimas condições para se sair bem em qualquer outra modalidade física ou esportiva”. Germana explica: “É a mente que esculpe o corpo... Para ganhar força, flexibilidade e mobilidade tem que aprender a fazer direito... o corpo saudável vai muito além da estética, tem que ser funcional... força não pode trazer rigidez”. O Pilates se populariza e já é a segunda atividade física mais praticada no Brasil”...  É a “conexão Pilates, mente e corpo” e traz benefícios até para pessoas com Alzheimer”. Voltando ao pensamento de Joseph Pilates: “O apogeu da vida deve ser em 70 anos e a idade avançada não antes dos 100 anos”. Que beleza de perspectiva!

        Se viver saudável é a busca dos seres humanos, morrer sendo um doador de órgãos pode ser também um grande mérito. Dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e o Ministério da Saúde lança programa para valorizar equipes hospitalares e ampliar número de doadores. O maior desafio é a conscientização das famílias sobre a importância da doação. Para se tornar um doador basta manifestar sua vontade em vida e comunicar o fato aos familiares para que a escolha seja respeitada.

        Em “Sociais”, em destaque o casal Roosevelt e Adnea completando 57 anos de casamento. A VOZ DA SERRA tem sido o arauto das celebrações do querido casal, ano a ano, divulgando a duradoura união. Agora festejando “Bodas de Lápis-Lazúli”, que é uma pedra preciosa simbolizando a clareza mental, a força, a vitalidade e a profundidade do amor que se desenvolve ao longo de uma união. Parabéns, queridos. Que possamos festejar muitos e muitos momentos desse casal que expressa juventude e amor.

        Que beleza também é o Encontro da Família Erthal em Bom Jardim. São 45 anos que a família se reúne numa grandiosa festa de confraternização, reverenciando, merecidamente a memória do patriarca, o imigrante alemão Johann Erthal que chegou ao Rio de Janeiro em 1826 para atuar como ferreiro nos batalhões do então imperador Dom Pedro I. Outra homenagem também ao familiar José Erthal, em memória. Aplausos!

        “Independência, escolhas e novos rumos sociais” – este é o “avanço da mulher solteira”. Está mais do que provado que “ser solteira, sem filhos deixou de ser sinônimo de fracasso”. Isso passou a ser “uma escolha consciente e empoderada”. Liberdade e não dar satisfação do que faz estão no topo dos anseios das novas mulheres. O mais importante em toda essa mudança é buscar felicidade.  Sendo assim, sempre vai valer a pena.

        A União de Moradores do Parque Dom João VI deu provas de que a união faz a força. Trata-se do empenho comunitário dos seus moradores na sinalização do bairro. O antigo sonho virou realidade e tem até placa de “boas-vindas”. Sua população, formada por 1.116 habitantes partilha a máxima: Nova Friburgo. Eu amo. Eu cuido! Parabéns!

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