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Entre montanhas e mercados: O caminho da internacionalização

quinta-feira, 18 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo nasceu em 1819 como a primeira colônia suíça planejada no Brasil. Desde o início, a cidade combinou a disciplina europeia com a inventividade brasileira, criando uma cultura de trabalho e qualidade que atravessa gerações de nascidos e residentes na conhecida “Suíça Brasileira”.

Essa herança se refletiu em fábricas, indústrias e serviços que deram fama à região serrana, transformando um pequeno povoado de colonos em um polo econômico de relevância nacional, tornando-se referência em moda íntima, fitness, metal-mecânico e turismo, atraindo visitantes e investidores.

Nova Friburgo nasceu em 1819 como a primeira colônia suíça planejada no Brasil. Desde o início, a cidade combinou a disciplina europeia com a inventividade brasileira, criando uma cultura de trabalho e qualidade que atravessa gerações de nascidos e residentes na conhecida “Suíça Brasileira”.

Essa herança se refletiu em fábricas, indústrias e serviços que deram fama à região serrana, transformando um pequeno povoado de colonos em um polo econômico de relevância nacional, tornando-se referência em moda íntima, fitness, metal-mecânico e turismo, atraindo visitantes e investidores.

Ao longo do século XX, Friburgo diversificou sua economia e mostrou talento para inovar. Mesmo após crises econômicas e tragédias naturais, a cidade sempre soube se reerguer, reforçando o espírito empreendedor que marca sua identidade. Hoje, esse mesmo impulso precisa ser canalizado para um novo desafio: conquistar o mercado global.

Os números recentes do comércio exterior deixam claro o tamanho da tarefa. Em 2024, exportamos cerca de 4,4 milhões de dólares, mas importamos 18,5 milhões, acumulando déficit superior a 76 milhões de reais. Para cada real que sai com produtos friburguenses, quatro entram de fora.

Essa balança negativa é mais do que um dado contábil; é um sinal de que precisamos ampliar horizontes e planejar a presença de Friburgo no cenário internacional. E, ao contrário do que muitos pensam, internacionalizar não significa apenas vender para fora. É criar competitividade, atrair investimentos, absorver tecnologia e gerar empregos de alta qualificação.

Cidades que se abrem ao mundo desenvolvem infraestrutura, elevam padrões de qualidade e oferecem mais oportunidades a seus cidadãos. Friburgo já tem tradição industrial, um polo universitário consolidado em nível nacional, empreendedores resilientes e um ecossistema de startups em expansão. O momento pede ousadia para transformar essas qualidades em estratégia.

 

Internacionalização: Um processo necessário

O especialista em internacionalização de negócios Vinicius Bittencourt, cofundador da Flow Vista, empresa com operações em 30 países, explica que, no campo industrial, o Brasil ainda tem muitas oportunidades de exportação, favorecidas pela isenção de impostos tanto em serviços quanto em produtos.

“Quando falamos de uma cidade como Nova Friburgo, é importante ver a criatividade como um motor de internacionalização. Serviços de tecnologia, marketing e até profissões como a advocacia podem ser exportados com competitividade. Mas, para aproveitar isso, é essencial investir em marketing internacional, para que nossas empresas sejam encontradas por parceiros e importadores.”

“As missões internacionais e a participação em eventos fora do país são fundamentais nesse processo, porque posicionam a cidade e abrem portas. Não podemos pensar apenas em grandes indústrias. Startups, empreendedores individuais e negócios criativos têm espaço lá fora. Programas de aceleração com foco global, conexão com investidores estrangeiros e cultura de inovação podem gerar empregos e soluções inovadoras — e Nova Friburgo tem talentos capazes de entregar isso”, conclui Vinicius.

 

Iniciativa na Câmara de Vereadores 

O vereador Marcos Marins, presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara de Vereadores de Nova Friburgo e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, destaca o papel do poder público nesse processo, desburocratizando processos, facilitando acesso ao crédito e abrindo canais de diálogo com  mercados internacionais.

“Nosso trabalho é criar pontes: facilitar acesso a crédito. Estamos elaborando propostas e indicações legislativas que incentivem a internacionalização das empresas friburguenses, impulsionem a economia local e gerem mais empregos qualificados. O setor privado é essencial, mas o governo deve oferecer as condições para que as oportunidades aconteçam, especialmente numa cidade que ocupa uma grande fatia

do mercado nacional em diversos setores”, explica Marcos Marins.

Transformar esse potencial em realidade exige união de esforços. Universidades podem formar profissionais com visão global, entidades de classe podem fomentar consórcios de exportação e certificações, enquanto empresários devem investir em inovação e sustentabilidade. O poder público, por sua vez, precisa buscar acordos e parcerias que tornem esse caminho menos burocrático e mais competitivo, permitindo

que a cidade conquiste mercados de maneira consistente.

Nova Friburgo já provou, ao longo de mais de dois séculos, que sabe se reinventar. Dos colonos suíços que transformaram a serra em lar produtivo aos empresários que fizeram da moda íntima uma marca nacional, a cidade demonstra talento e ambição.

Agora é hora de mostrar que também temos vocação global. Internacionalizar não é luxo: é uma necessidade para garantir que as próximas gerações encontrem aqui uma cidade vibrante, inovadora e plenamente conectada ao futuro.

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Especial

quinta-feira, 18 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Estadual de Basquete 3x3 em Nova Friburgo movimenta esporte, turismo e economia local

Um final de semana inesquecível para a comunidade do esporte de Nova Friburgo. Durante dois dias, no sábado e no domingos, dias 13 e 14 de setembro, o município sediou a etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3, marcando assim a consolidação da cidade como referência esportiva - e da modalidade - no estado do Rio de Janeiro. O evento reuniu o total de 27 equipes, distribuídas em quatro categorias, representando oito cidades diferentes.

Estadual de Basquete 3x3 em Nova Friburgo movimenta esporte, turismo e economia local

Um final de semana inesquecível para a comunidade do esporte de Nova Friburgo. Durante dois dias, no sábado e no domingos, dias 13 e 14 de setembro, o município sediou a etapa do Campeonato Estadual de Basquete 3x3, marcando assim a consolidação da cidade como referência esportiva - e da modalidade - no estado do Rio de Janeiro. O evento reuniu o total de 27 equipes, distribuídas em quatro categorias, representando oito cidades diferentes.

O evento foi considerado um sucesso de público e organização, segundo os responsáveis, “reforçando o poder do esporte como instrumento de integração, fortalecimento do turismo e movimentação da economia local.”

Em quadra, as partidas foram bastante disputadas, com ótimo nível técnico e qualidade de atletas e equipe. Na categoria Sub-15, o Botafogo se sagrou campeão, bem como no Sub-17, através do Instituto Glorioso. No Sub-21 e no Adulto, quem levou a melhor e conquistou o primeiro lugar foi a equipe do IDEC (Reino Rio).

Além da competição, a programação contou com um momento cultural especial. Na segunda-feira, dia 15, cerca de 400 pessoas prestigiaram a exibição gratuita do documentário “Do Sonho à Glória”, no Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura. O filme emocionou o público ao resgatar os grandes momentos da seleção brasileira de basquete, suas conquistas, ídolos e a paixão de um país, narrada por seus protagonistas.

Realizado pelo Instituto Trilhando o Amanhã, juntamente com a Liga Serrana de Basquete, e chancela da FBERJ, o evento contou com a parceria das secretarias municipais de Cultura, Esportes e Lazer, e Educação, reforçando a importância da integração entre esporte e sociedade.

Segundo os organizadores, o Estadual 3x3 em Nova Friburgo cumpriu seu papel de incentivar a prática esportiva, oferecer lazer para a população e gerar impactos positivos para a cidade.

“A etapa foi um grande sucesso. Recebemos 27 equipes, de diversas cidades do Rio de Janeiro, onde tivemos um fomento ao desenvolvimento do esporte e da economia municipal. No Teatro, recebemos mais de 400 pessoas, crianças da rede municipal de ensino e diferentes apaixonados pela modalidade em Nova Friburgo. Agradecemos a todos os parceiros, à Prefeitura e a todos os que estiveram envolvidos, direta ou indiretamente, para que esse sonho pudesse ser realizado”, avaliou Calebe Ambrósio, um dos organizadores das atividades.

O Basquete 3x3 é uma versão reduzida do tradicional basquete e é visto como uma versão mais criativa do jogo, disputado com equipes de três jogadores. As partidas acontecem em espaço equivalente a uma metade da quadra, com apenas uma cesta. A modalidade possui regras específicas que deixam o jogo mais dinâmico se comparado ao basquete tradicional.

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    Participação feminina também foi destaque durante o evento em Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Etapa do Estadual reuniu atletas e equipes de oito cidades diferentes do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

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    Em quadra, as partidas foram marcadas por ótimo nível técnico e equilíbrio (Foto: Divulgação)

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    Fechando a programação, o evento no Teatro Municipal reuniu diversos estudantes e apaixonados pela modalidade (Foto: Divulgação)

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Brilhando

quarta-feira, 17 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Natane Vicente dirige equipe vice-campeã da Taça das Favelas 

Ela segue brilhando à beira do campo, orientando, escalando e dirigindo as suas equipes. A técnica friburguense Natane Vicente foi vice campeã da Taça das Favelas, no último final de semana. Além da oportunidade de disputar a decisão, outro fato entrou para a história: foi a primeira vez que um time de São Gonçalo chegou à final, sendo também a primeira vez que equipe da Natane jogou a competição, saindo da disputa da Série B.

Friburguense Natane Vicente dirige equipe vice-campeã da Taça das Favelas 

Ela segue brilhando à beira do campo, orientando, escalando e dirigindo as suas equipes. A técnica friburguense Natane Vicente foi vice campeã da Taça das Favelas, no último final de semana. Além da oportunidade de disputar a decisão, outro fato entrou para a história: foi a primeira vez que um time de São Gonçalo chegou à final, sendo também a primeira vez que equipe da Natane jogou a competição, saindo da disputa da Série B.

Na grande final, durante o tempo normal, o empate pelo placar de 2 a 2 fez com que a decisão do título fosse disputada nas penalidades. Em uma das mais longas disputadas de pênaltis da história da competição — se não for a maior —, 24 pênaltis foram cobrados, com placar favorável de 9 a 8 ao time adversário.

O reconhecimento ao trabalho de Natane rendeu a ela a oportunidade de integrar a comissão técnica da Seleção do Rio de Janeiro durante a fase nacional, reunindo um selecionado de cada estado. “Claro que gostaria muito de ter ganhado a final, mas foi um momento muito especial. Representamos a favela do Arrastão, de São Gonçalo. O jogo foi no final de semana passado, e inclusive foi transmitido pela Globo”, relata a treinadora.

Como jogadora, Natane Vicente teve passagens por Bahia, Volta Redonda e Duque de Caxias, clube pelo qual disputou o Estadual e o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino de 2017. A friburguense, formada em Educação Física, atua há alguns anos como professora e treinadora no Projeto Karanba, no Rio de Janeiro.

Natane foi jogadora do projeto e desde 2016 ajuda a educar times masculinos e femininos. O Projeto Karanba, fundado em 2006, é um braço a partir de uma ideia do ex- jogador de futebol profissional Tommy Nilsen. As raízes do norueguês proporcionam intercâmbios com o país natal.

Usando o futebol como instrumento, o Karanba ajuda crianças e jovens carentes, vindos de comunidades, a atingir desenvolvimento pessoal e educacional, oferecendo estrutura e os recursos necessários. O foco é a preparação para a vida adulta, através do aumento de esforços diários para a construção de pessoas íntegras para o futuro. A sede do projeto está localizada em Vista Alegre, no subúrbio carioca.

 

Desenvolvimento do futebol feminino

Na última semana, o presidente Lula enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que prioriza o desenvolvimento do futebol feminino como política pública nacional. O anúncio foi feito durante o encontro com a Seleção Brasileira de Futebol Feminino, no Palácio do Planalto.

Lula afirmou que o projeto vai garantir às organizações esportivas de futebol feminino os mesmos direitos e benefícios conferidos às de futebol masculino, inclusive os recursos financeiros. O texto também incentiva o futebol feminino de base e parcerias entre escolas, universidades e clubes de futebol para capacitação de talentos. Outro objetivo é combater a discriminação, a intolerância e a violência contra mulheres na prática do futebol.

O projeto de lei também prevê a garantia do direito das atletas durante a gravidez e após a gestação e o fortalecimento das categorias de base, com a profissionalização das atletas. Os times que estiverem na primeira, segunda, terceira e quarta divisões só poderão ter quatro atletas amadoras. Durante o encontro com as atletas, Lula também indicou que o governo pretende criar uma Universidade do Esporte.

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    Natane celebra mais um resultado importante para a sua carreira como técnica de futebol (Foto: Divulgação)

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    A equipe de São Gonçalo fez história durante a disputa da Taça das Favelas deste ano (Foto: Divulgação)

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    Destaque em seu time, técnica friburguense passa a integrar a comissão técnica da Seleção Carioca (Foto: Divulgação)

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O silêncio no processo de autodescoberta

quarta-feira, 17 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Quietude, paz, tranquilidade, calma, repouso, sossego, silêncio.

O silêncio nos acalma e também nos movimenta. 

Chega como um poderoso aliado no processo de autodescoberta. Nos faz encontrar desejos ocultos, novos sentimentos e a nossa verdadeira essência.

Soa como uma doce melodia, esvazia a mente, coloca o nosso eu profundo em evidência, dando direção como um grande maestro que direciona a sua orquestra. Sabe ser singelo, mas também ensurdecedor.

Quietude, paz, tranquilidade, calma, repouso, sossego, silêncio.

O silêncio nos acalma e também nos movimenta. 

Chega como um poderoso aliado no processo de autodescoberta. Nos faz encontrar desejos ocultos, novos sentimentos e a nossa verdadeira essência.

Soa como uma doce melodia, esvazia a mente, coloca o nosso eu profundo em evidência, dando direção como um grande maestro que direciona a sua orquestra. Sabe ser singelo, mas também ensurdecedor.

Quando estamos em silêncio, conseguimos sentir, perceber, conhecer e entender pontos e desencontros que não eram entendidos. Nele, temos aconchego, descanso, decisão, clareza, descoberta, cura. Uma imersão que traz uma conexão intensa.

As pausas, mesmo que curtas, nos proporcionam momentos silenciosos que nos conectam com calma, evidenciando leveza para o nosso centro interior, desacelerando a respiração que fica tumultuada em boa parte do nosso dia a dia.

Trazer esses desligamentos momentâneos para a nossa rotina é uma prioridade que precisa estar agendada, marcada, sem direito ao esquecimento, pois fazem parte do autocuidado que não pode ficar esquecido.

Cuidar do silêncio é cuidar de si mesmo. É investir em escuta, sabedoria, concentração, cautela, reflexão, criatividade, leveza, bem-estar.

Saber reconhecer o momento de se recolher em silêncio é identificar a hora que precisamos sair do piloto automático, dando lugar ao esvaziamento da ansiedade, do estresse, dos ruídos internos que causam um turbilhão, permitindo se acolher, entendendo e validando as emoções que borbulham e transbordam.

A autodescoberta vem com a prática do silêncio, compreendendo o seu funcionamento, trazendo vida e real propósito à sua existência, onde as suas ações condizem com a certeza dos seus valores e identidade. Torna possível tomar decisões mais complexas, com menos desgaste de energia e arrependimentos, fortalecendo a posição pessoal e social. Promove clareza, autenticidade e assertividade nas relações.

Desenvolver equilíbrio entre silêncio e conhecimento, desperta questionamentos e entendimentos sobre não aceitar o que está pronto e confortável.

Deixe o silêncio fazer parte. Traga na dose certa, como um forte aliado ao conhecimento interno que cerca e revela um potencial que muitas vezes não é revelado. Se permita sentir, ser e existir.

Se conhecer dentro da sua própria natureza, com plenitude e veracidade, é um processo complexo, mas maravilhoso. Compreenda e reflita sobre a importância de entender quem você realmente é.

Seja verdadeiro em sua descoberta e mergulhe profundamente em sua totalidade!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Resíduos têxteis: um desafio crescente e as soluções possíveis

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

 

Opa! Tudo verde?

Boras pra mais uma Prosa Sustentável!

O setor da moda é um dos mais dinâmicos do mundo, mas também um dos que mais geram impactos ambientais. De acordo com um relatório da Ellen MacArthur Foundation (2017), o equivalente a um caminhão de lixo de resíduos têxteis é aterrado ou incinerado a cada segundo no planeta. Estima-se que a produção global de roupas tenha dobrado entre 2000 e 2015, enquanto o tempo médio de uso de uma peça caiu em mais de 30%.

 

Opa! Tudo verde?

Boras pra mais uma Prosa Sustentável!

O setor da moda é um dos mais dinâmicos do mundo, mas também um dos que mais geram impactos ambientais. De acordo com um relatório da Ellen MacArthur Foundation (2017), o equivalente a um caminhão de lixo de resíduos têxteis é aterrado ou incinerado a cada segundo no planeta. Estima-se que a produção global de roupas tenha dobrado entre 2000 e 2015, enquanto o tempo médio de uso de uma peça caiu em mais de 30%.

No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) aponta que o país descarta cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, grande parte sem destinação adequada. Esse descarte ocorre em costureiras, facções, indústrias e até mesmo no pós-consumo, quando roupas usadas são jogadas no lixo comum.

Além do impacto direto no acúmulo de resíduos sólidos, a moda também é uma das indústrias que mais consome recursos naturais. A produção de uma única calça jeans pode demandar cerca de 5 mil litros de água, segundo estudo da Water Footprint Network, além do uso de pesticidas no cultivo do algodão e produtos químicos em processos de tingimento e acabamento.

O problema vai além do lixo

Quando esses tecidos chegam aos lixões ou aterros, a decomposição dos materiais sintéticos, como poliéster e nylon, pode levar séculos. Além disso, liberam microplásticos que contaminam solos e oceanos, entrando na cadeia alimentar.

Alternativas em curso

Diante desse cenário, empresas e organizações têm buscado soluções inovadoras. A economia circular no setor têxtil já apresenta modelos como a reciclagem mecânica de fibras, a reutilização criativa (upcycling) e projetos de logística reversa para estimular o retorno das roupas usadas.

No Brasil, um exemplo é a EcoModas Soluções Sustentáveis, empresa sediada em Nova Friburgo (RJ), que há 15 anos atua transformando resíduos têxteis em produtos sustentáveis. A iniciativa já reaproveitou milhares de peças, incluindo uniformes empresariais em desuso, convertendo-os em bolsas, mochilas, estojos e outros.

Voz da transformação

Para Adriana Santos, fundadora da EcoModas, o resíduo têxtil precisa ser entendido como um recurso, não como um problema:

“Cada pedaço de tecido que é descartado carrega junto energia, água e trabalho humano. Quando reutilizamos e transformamos esse material em brindes sustentáveis corporativos, estamos preservando recursos naturais e mostrando que é possível unir moda, responsabilidade social e cuidado ambiental. A moda precisa deixar de ser descartável e passar a ser regenerativa.”

Polo de moda íntima de Nova Friburgo

Em meio a esse cenário, Nova Friburgo se destaca como um dos maiores polos de moda íntima do país, oficialmente reconhecida como Capital Nacional da Moda Íntima pela Lei nº 14.883/2024, sancionada em junho de 2024 (segundo publicação do Jornal O Dia, 2024).

De acordo com informações disponibilizadas pela Prefeitura de Nova Friburgo (2024), o município responde por cerca de 25% da produção nacional, fabricando aproximadamente 114 milhões de peças por ano nos segmentos de lingerie, praia, fitness e roupas de dormir, e gerando em torno de 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Grande parte dessa produção utiliza poliéster e poliamida, fibras sintéticas amplamente escolhidas pela elasticidade, secagem rápida, durabilidade e brilho. Mas essas mesmas características trazem sérios desafios ambientais: os sintéticos são derivados do petróleo, liberam microplásticos a cada lavagem e podem levar séculos para se decompor quando descartados inadequadamente.

O papel do consumidor

Embora as soluções industriais e empreendedoras sejam fundamentais, o papel do consumidor é decisivo. Prolongar o ciclo de vida das roupas, optar por peças de maior qualidade, apoiar marcas responsáveis e destinar corretamente peças em desuso são atitudes que contribuem para reduzir a pressão sobre o planeta.

O futuro da moda sustentável

Segundo a ONU, a indústria da moda é responsável por cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. A tendência, portanto, é que cada vez mais empresas sejam cobradas a apresentar práticas sustentáveis, seja por legislações, seja por consumidores mais conscientes.

Saudações sustentáveis!

Tudo verde sempre!

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(Foto: Pixabay)
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O Papa recorda os mártires

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Em memória dos novos mártires, Leão XIV recorda aqueles que testemunharam “a fé sem nunca usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força fraca e mansa do Evangelho”. Assim como a Irmã Dorothy Stang, "empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma»”.

Em memória dos novos mártires, Leão XIV recorda aqueles que testemunharam “a fé sem nunca usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força fraca e mansa do Evangelho”. Assim como a Irmã Dorothy Stang, "empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma»”.

Neste domingo, 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz para muitos cristãos do Oriente e do Ocidente, o Papa Leão presidiu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma celebração em memória dos novos mártires e testemunhas da fé do século XXI com a participação de representantes das Igrejas Ortodoxas, das Antigas Igrejas Orientais, das Comunhões cristãs e das Organizações ecumênicas que aceitaram o convite feito pelo Pontífice.

"Aos pés da cruz de Cristo, nossa salvação, descrita como a 'esperança dos cristãos' e a 'glória dos mártires'”, o Papa recordou dos "audaciosos servos do Evangelho" justamente com "o olhar voltado para o Crucificado", que 'tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores':

"Muitos irmãos e irmãs, ainda hoje, por causa do seu testemunho de fé em situações difíceis e contextos hostis, carregam a mesma cruz do Senhor: como Ele, são perseguidos, condenados, mortos. [...]. São mulheres e homens, religiosos e religiosas, leigos e sacerdotes, que pagam com a vida a fidelidade ao Evangelho, o compromisso com a justiça, a luta pela liberdade religiosa onde ela ainda é violada, a solidariedade com os mais pobres. Segundo os critérios do mundo, eles foram 'derrotados'. Na realidade, como nos diz o Livro da Sabedoria: «Se aos olhos dos homens foram castigados, a sua esperança estava cheia de imortalidade»."

A esperança desarmada dos mártires da fé

Durante o Ano Jubilar, continuou o Papa a cerca de quatro mil pessoas presentes na basílica, celebramos "a esperança destes corajosos testemunhos de fé":

"É uma esperança cheia de imortalidade, porque o seu martírio continua a difundir o Evangelho num mundo marcado pelo ódio, pela violência e pela guerra; é uma esperança cheia de imortalidade, porque, apesar de terem sido mortos no corpo, ninguém poderá silenciar a sua voz ou apagar o amor que deram; é uma esperança cheia de imortalidade, porque o seu testemunho permanece como profecia da vitória do bem sobre o mal. Sim, a deles é uma 'esperança desarmada'. Eles testemunharam a fé sem nunca usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força frágil e mansa do Evangelho."

Leão XIV recorda Irmã Dorothy Stang morta no Pará

O Papa Leão, então, procurou dar alguns exemplos dos mártires, porque seriam muitos, já que, "infelizmente, apesar do fim das grandes ditaduras do século XX, ainda hoje não acabou a perseguição aos cristãos; pelo contrário, em algumas partes do mundo, aumentou". Ele citou o Padre Ragheed Ganni, sacerdote caldeu de Mossul, no Iraque, que renunciou à luta para testemunhar como se comporta um verdadeiro cristão; o Irmão Francis Tofi, anglicano e membro da Melanesian Brotherhood, que deu a vida pela paz nas Ilhas Salomão; e também foi ao Brasil para recordar a religiosa americana que lutou durante décadas na região amazônica contra o desmatamento e pelos direitos dos pequenos agricultores e trabalhadores:

“Penso na força evangélica da Irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma».”

Dorothy Stang tinha 73 anos quando foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005. A religiosa em missão no Brasil por quase 40 anos, morreu com a Bíblia na mão. E essas mortes, disse o Papa, "não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar". E Leão XIV acrescentou: e "queremos preservar a memória juntamente com os nossos irmãos e irmãs das outras Igrejas e Comunidades cristãs. Desejo, portanto, reiterar o compromisso da Igreja Católica em guardar a memória dos testemunhos da fé de todas as tradições cristãs".

A Comissão para os Novos Mártires no Vaticano

O Pontífice enalteceu, assim, o trabalho desenvolvido pela Comissão para os Novos Mártires instituído pelo Papa Francisco em 2023, junto ao Dicastério para as Causas dos Santos, que colabora com o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Desde então, mais de 1600 mártires do século XXI foram reconhecidos pelo Vaticano, num testemunho que "é mais eloquente do que quaisquer palavras: a unidade vem da Cruz do Senhor".

Queridos irmãos, um pequeno paquistanês, Abish Masih, morto num atentado contra a Igreja Católica, tinha escrito no seu caderno: «Making the world a better place», «tornar o mundo um lugar melhor». Que o sonho desta criança nos incentive a testemunhar com coragem a nossa fé, para sermos juntos fermento de uma humanidade pacífica e fraterna.

Fonte: Vatican New

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Por que ler o “O Pequeno Príncipe”?

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vocês podem imaginar uma juíza utilizando o texto de um livro para justificar e ilustrar a sua sentença? Pois é, isso aconteceu de fato. Carolina Mascarein, titular do Juizado de Família, Infância e Adolescência nº. 4 de Corrientes, na Argentina, determinou que um pai, que havia solicitado deixar de pagar a pensão dos seus filhos, lesse “O Pequeno Príncipe” para que pudesse refletir sobre a importância da empatia e da consciência do seu papel paterno. A juíza argumentou que a obra transmite valores como o amor, o respeito, a amizade e o cuidado com os demais.

Vocês podem imaginar uma juíza utilizando o texto de um livro para justificar e ilustrar a sua sentença? Pois é, isso aconteceu de fato. Carolina Mascarein, titular do Juizado de Família, Infância e Adolescência nº. 4 de Corrientes, na Argentina, determinou que um pai, que havia solicitado deixar de pagar a pensão dos seus filhos, lesse “O Pequeno Príncipe” para que pudesse refletir sobre a importância da empatia e da consciência do seu papel paterno. A juíza argumentou que a obra transmite valores como o amor, o respeito, a amizade e o cuidado com os demais. Ainda observou que, ao ler o livro, ele poderia entender que as obrigações parentais não se efetivam somente com o dinheiro, mas com amor, compreensão e presença. E ressaltou que “o essencial não é visível aos olhos”. Finalmente, exigiu que o pai tivesse uma semana para ler o livro e, então, se apresentasse para comentar o que aprendeu com a leitura.

“O Pequeno Príncipe” é uma obra para todas as idades e pode ser lida diversas vezes durante a vida, posto que, a cada leitura, é possível apreender novas questões sobre o viver. A começar pela dedicatória. Saint Exupéry escreveu o livro durante a 2ª. Guerra Mundial, e ele sofria profundamente por saber que seu melhor amigo, Léon Werth, estava na França, em plena guerra, sentindo fome e frio, por quem nada poderia fazer, apenas tocar na criança que esse amigo um dia fora. Porque esse amigo poderia compreender qualquer coisa como todas as crianças.

E, assim começa o livro, mostrando como é difícil para a criança se fazer compreender pelos adultos, que pedem e buscam tantas explicações. Ele o publicou há mais de oitenta anos, e as relações entre crianças e adultos eram diferentes das de hoje. Mas será que eram mesmo tão diferentes? O que Saint Exupéry transmite nos faz avaliar os hiatos que ainda existem não somente entre pais e filhos, mas em todos os níveis das relações. Por estarmos inseridos num mundo tão virtual, cercado de Inteligências Artificiais, qual o espaço de afeto entre as pessoas? Estar presente de corpo e alma é bem diferente da presença virtual, uma instância que não há o calor do abraço, apenas fazemos os emojis enviar sentimentos. Só nas primeiras páginas do livro há tantas reflexões a serem feitas e assuntos a serem conversados, principalmente com crianças.

Outro ponto que a leitura surpreende são as questões: as crianças se sentem sozinhas? Têm com quem conversar? Não se trata de conversar sobre banalidades quotidianas, mas sobre assuntos que elas, de fato, sentem vontade de falar. E, nós também temos com quem conversar sobre os assuntos que nos tocam? Os psicoterapeutas atendem pessoas que falam de si para resolverem suas questões existenciais, mas não podem ocupar o lugar de um amigo. Por mais que gostem e respeitem seus pacientes, não se fazem presentes na vida deles como tal.

Como é especialmente acolhedor ter um amigo para conversar.

O mundo imaginário e criativo da criança é mostrado com imensa simplicidade por Saint Exupéry quando o principezinho entende que não se precisa de perfeições e ter boa aparência para se fazer escutar e entender. “É muito simples: a gente só vê bem quando vê com o coração.”

E, nesse sentido, a criança é insaciável: quer saber das coisas e pergunta e pergunta, precisa de respostas e respostas, porque para ela é difícil entender as coisas da vida. Afinal de contas, está chegando num mundo a ser desvendado; decifrado. A criança é inteligente e seu imaginário tem riquezas.

O Pequeno Príncipe veio de um asteroide e, quando chega em nosso planeta, observa a vida sem fazer julgamentos. De que mundo vieram as crianças? De onde nós viemos? Como estamos vivendo aqui? Aqui o Pequeno Príncipe sente-se sozinho e quer encontrar amigos. Não é também o que queremos? Quantos amigos temos e quantas pessoas nos percebem como tal? Somos pais, professores, avós, mas somos amigos das crianças?

A casa onde vivemos não é perfeita. A casa do Principezinho é um asteroide tão pequeno que ele pode ver o pôr do sol quarenta e quatro vezes num só dia. Além disso, há vulcões que devem ser limpos e baobás que possuem imensas raízes que precisam ser podadas. Entretanto, lá, ele possui uma rosa frágil com apenas quatro espinhos que não pode se defender sozinha, mas é orgulhosa e teimosa. Quantas metáforas delicadas! Quem não precisa tratar de suas erupções? Ou cortar as raízes dos conflitos? E cuidar das pessoas de quem gosta, como ele cuidou da rosa no seu asteroide? “Pois foi a ela que sempre irreguei, foi ela que pus sob uma redoma. Foi ela que eu protegi com um para-vento. Foi por ela que matei as larvas (salvo duas ou três, por causa das borboletas). Foi a ela que eu ouvi se queixar ou se vangloriar ou, às vezes, se calar. Porque ela é a minha rosa”.

O livro nos traz não somente essas, mas muitas questões a serem refletidas com frequência para que possamos compreender melhor a vida. Muitas vezes tão difícil de ser vivida. Quando Saint Exupéry escreveu “O Pequeno Príncipe” fora do seu país, a França passava por um momento de vida conturbado e sofrido.

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Novo revés

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense é superado pelo Petrópolis e acumula segunda derrota na Série B1

O Friburguense segue sem pontuar no Campeonato Carioca da Série B1. Diante de um cenário típico da segundona estadual, com gramado ruim e adversário fisicamente forte, o Tricolor da Serra acabou sendo derrotado por 1 a 0 pelo Petrópolis, no sábado, 13, no estádio De Los Lários, em Xerém. O gol foi marcado por Matheus Goiano.

Friburguense é superado pelo Petrópolis e acumula segunda derrota na Série B1

O Friburguense segue sem pontuar no Campeonato Carioca da Série B1. Diante de um cenário típico da segundona estadual, com gramado ruim e adversário fisicamente forte, o Tricolor da Serra acabou sendo derrotado por 1 a 0 pelo Petrópolis, no sábado, 13, no estádio De Los Lários, em Xerém. O gol foi marcado por Matheus Goiano.

O Friburguense foi a campo com João Carlos, Igor Gomes, Ronaldo, Maurício e Johnny; Ryan Alves, Ryan Silva, Nathan Gabriel e Barrozo; Israel e Léo Reis. Ou seja, em relação ao jogo de estreia, a equipe de Nova Friburgo teve mudanças, com a formação de uma dupla de zaga diferente e o retorno do meia Barrozo ao clube. Ainda assim, o Frizão acabou sendo superado, amargando o seu segundo revés na competição.

O Tricolor da Gedeil recebe o Serrano no próximo domingo, 21, às 14h45, no Eduardo Guinle. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, a preços que variam entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20.

Além do Petrópolis, algoz do Friburguense, Bonsucesso, Serrrano e Campo Grande também venceram na segunda rodada da Série B1. Destaque para o triunfo do Cesso sobre o São Cristóvão, por 2 a 0, no clássico da Zona Norte, no Ronaldo Nazário. Outro bom triunfo conquistou o Campo Grande, por 2 a 1, sobre o Univassouras, no NIvaldo Pereira, em Austin.

Mesmo placar foi a vitória do Leão da Serra sobre o Duque de Caxias, no Atílio Marotti, na Cidade Imperial. No confronto do Norte Fluminense, Carapebus e Paduano ficaram no 0 a 0, no Ferreirão, em Cardoso Moreira. O placar também ficou zerado no embate entre Nova Cidade e Niteroiense, no Joaquim Flores, em Nilópolis.

Seis equipes lideram a Taça Corcovado, com quatro pontos: Paduano, Bonsucesso, Campo Grande, Serrano, Carapebus e Niteroiense, o que reforça o equilíbrio da competição. Frizão e São Cristóvão são os dois únicos times que ainda não pontuaram.

A Série B1 conta com 12 clubes, e todos jogam contra todos em turno único e 11 rodadas. As quatro equipes primeiras colocadas se classificam para as semifinais, sendo a primeira colocada, declarada campeã da Taça Corcovado. Os semifinalistas jogam partidas de ida e volta. Os dois que avançarem vão disputar a final, com a melhor equipe classificada no turno, tendo a vantagem de jogar a segunda partida em casa. Os dois finalistas conquistam o acesso para a Série A2 Carioca em 2026.

 

 

Sequência do Friburguense

Friburguense 0x1 Carapebus, Eduardo Guinle

Petrópolis 1x0 Friburguense, De Los Lários

21/Set, Dom, 14h45 - Friburguense x Serrano, Eduardo Guinle

27/Set, Sáb, 14h45 - Artsul x Friburguense, Nivaldo Pereira

04/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Bonsucesso, Eduardo Guinle

11/Out, Sáb, 15h - Campo Grande x Friburguense, Ítalo del Cima

18/Out, Sáb, 15h - Friburguense x Duque de Caxias, Eduardo Guinle

25/Out, Sáb, 15h - São Cristóvão x Friburguense, Ronaldo Nazário

29/Out, Qua, 15h - Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro

01/Nov, Sáb, 15h - Friburguense x Niteroiense, Eduardo Guinle

08/Nov, Sáb, 15h - Nova Cidade x Friburguense, Joaquim A. Flores

 

 

Classificação da Série B1

1º- Paduano, 04 pts

2º- Bonsucesso, 04 pts

3º- Campo Grande, 04 pts

4º- Serrano, 04 pts

5º- Carapebus, 04 pts

6º- Niteroiense, 04 pts

7º- Duque de Caxias, 03 pts

8º- Petrópolis, 03 pts

9º- Artsul, 01 pt

10º- Nova Cidade, 01 pt

11º- Friburguense, 00 pt

12º- São Cristóvão, 00 pt

  • Foto da galeria

    Frizão sofre segunda derrota na B1, atuando fora de casa, em Xerém (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Clássico contra o Serrano, em Nova Friburgo, será o próximo compromisso do Tricolor (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A VOZ DA SERRA é a certeza de uma comunicação coerente, imparcial

terça-feira, 16 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Costumava-se dizer, ou melhor, eu ouvia em minha infância que tudo o que criava vínculo era “uma cachaça”.  Conversar com alguém, usar determinada roupa, frequentar algum lugar, tudo, enfim, que se fazia em repetidas vezes, era apelidado de cachaça. Sinal de que essa bebida, totalmente brasileira, sempre esteve no topo das preferências do nosso país. E volta e meia, ela reaparece no Caderno Z, com mais e mais novidades.

Costumava-se dizer, ou melhor, eu ouvia em minha infância que tudo o que criava vínculo era “uma cachaça”.  Conversar com alguém, usar determinada roupa, frequentar algum lugar, tudo, enfim, que se fazia em repetidas vezes, era apelidado de cachaça. Sinal de que essa bebida, totalmente brasileira, sempre esteve no topo das preferências do nosso país. E volta e meia, ela reaparece no Caderno Z, com mais e mais novidades. A “Da Quinta”, nossa vizinha do município do Carmo, já completou 100 anos em 2023, é detentora de vários títulos, com alto padrão de qualidade e sua fama percorre o mundo.

A “pinga” marcou um período em que era usada como mercadoria para escambo, valendo como moeda nas trocas por escravos. Esse passado conturbado deu alicerce para a evolução de marcas e o produto, outrora difundido nas classes menos favorecidas, passou a ser bem-vindo nas altas sociedades. Interessante é que a cachaça surgiu “como consequência do melaço produzido no engenho”. O nome ‘pinga’ passou a ser utilizado porque “a fervura do caldo produzia um vapor que se condensava no teto e gotejava”.

Mas não é somente como bebida que a cachaça ganhou destaque no Brasil. A culinária brasileira fez da aguardente uma aliada na gastronomia nacional, tanto nos pratos salgados quanto nas sobremesas. Nas marinadas, tornando-se uma grande aliada para flambar carnes e frutas. Molhos e caldas em pratos sofisticados e na massa de pastel seu uso dá crocância e leveza após a fritura. Além do mais, a cachaça harmoniza com queijos, adaptando-se muito bem numa receita bem brasileira de fondue. Vale experimentar, quem sabe, criar combinações e encantar os convidados.

Quem pensou que o frio estava indo embora, se enganou. Previsto para o fim de semana, a charge de Silvério veio bem agasalhada, de gorro, cachecol e pulôver. O tempo passa, a tecnologia avança, a medicina dá passos largos na cura de doenças, o comércio exibe vitrines maravilhosas, tudo poderia fluir para um mundo novo e melhor. Contudo, há coisas que atravancam a paz que é tão cobiçada. A exemplo, ainda precisamos de projetos que gerem leis de proteção a menores de idade a serem “proibidos de participar de eventos com nudez ou apologia ao crime”. E como se não bastasse, menores expostos a uma sexualidade precoce, vítimas de violência sexual, com a criação de demais legislações ressaltando que “nenhuma liberdade artística ou cultural pode se sobrepor à proteção integral e prioritária da infância...”.

Há indivíduos que perderam a capacidade do bom senso, do caráter, da educação e assim criamos leis para determinar comportamentos que devem ser óbvios e exercidos naturalmente. Da mesma forma, “mulheres vítimas de violência ganham isenção de taxas em concursos”, no Estado do Rio de Janeiro, em concursos públicos. Bonita lei sancionada pelo governador Cláudio Castro. Lei que, inclusive, insere a mulher vitimada na busca de oportunidades de refazer a vida. Mas, como ou quando deixaremos de ter que criar leis para reparar os males causados pela violência? Perdemos a liberdade enquanto a violência se expande. Falta algo mais no combate ao crime, que eu nem sei o que é, mas sei que deve existir.

“Felicidade no trabalho exige mais do que benefícios superficiais” – A manchete lança uma reflexão sobre o que é ser feliz no trabalho. “Não se trata de estar feliz todos os dias, mas de saber que há um sentido por trás da rotina”. Na psicologia organizacional são três os fatores para o bem-estar no trabalho: “propósito, pertencimento e progresso”. “Propósito é a relevância no que faz. Pertencimento é a ligação a uma equipe em que há respeito e cooperação. E progresso é aprender, evoluir e ser reconhecido, inclusive, financeiramente”. Que os patrões leiam a matéria e os funcionários colaborem!

Nada mais louvável do que festejar os 80 anos do Colégio Cêfel / IGP. São oito décadas dedicadas ao fortalecimento da educação em Nova Friburgo. Merecida homenagem também à diretora Regina Schlupp, uma estrela que reflete o brilho de sua alma, espargindo a luz do conhecimento no processo educacional da cidade. Parabéns!...  

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Celebrar e correr

sábado, 13 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Corrida vai celebrar os 48 anos do Grupamento de Bombeiros de Nova Friburgo

Um dos motivos de orgulho de Nova Friburgo, o 6º Grupamento de Bombeiros Militar (6º GBM) vai comemorar os seus 48 anos de existência promovendo uma atividade esportiva no município.

O Desafio Forte Apache será uma corrida comemorativa, marcada para acontecer no dia 28 de setembro, um domingo, com largada às 08h. As inscrições podem ser feitas através do site eucorro.com.br.

Corrida vai celebrar os 48 anos do Grupamento de Bombeiros de Nova Friburgo

Um dos motivos de orgulho de Nova Friburgo, o 6º Grupamento de Bombeiros Militar (6º GBM) vai comemorar os seus 48 anos de existência promovendo uma atividade esportiva no município.

O Desafio Forte Apache será uma corrida comemorativa, marcada para acontecer no dia 28 de setembro, um domingo, com largada às 08h. As inscrições podem ser feitas através do site eucorro.com.br.

A concentração, largada e chegada vão acontecer na sede do 6º GBM, situado na Praça da Bandeira, no bairro Vila Nova. De acordo com os organizadores, o evento “contempla algumas provas secundárias de caráter voluntário e recreativo após a corrida, com atrações para conhecimento do público desde prevenção de incêndio a formas de resgate e socorro, até palestras e ações de prevenção a desastres”.

A corrida terá distâncias de 4 km e 8 km, sendo que o menor percurso poderá ser completado com caminhada ou corrida, ambas no sentido Conselheiro Paulino. A estrutura oferecida para os participantes contará com marcações no percurso, postos de apoio e hidratação com água, aos 2, 4 e 6 quilômetros.

A premiação será feita com troféus para os três primeiros no geral Feminino e Masculino, além de medalhas especiais para os três primeiros colocados, de cada faixa etária: até 19 anos, 20 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59, 60 a 69, e acima de 70 anos.

A idade mínima para participação na categoria adulto será de 12 anos para 04 km, e de 15 anos para 08 km. Os atletas poderão se inscrever nas categorias Masculino, Feminino, Bombeiro Feminino e Bombeiro Masculino. Também ocorrerão gincanas temáticas da rotina do Bombeiro Militar, com participação voluntária, recreativa e limitada, com premiação representativa.

“Será um evento de importante marco para a cidade, trazendo a força e robustez da corporação e sua importância para Nova Friburgo e região”, projetam os organizadores.

Ao se inscrever o atleta receberá uma sacochila com uma camisa alusiva ao evento e um numeral com chip para apuração dos resultados, além de material promocional dos patrocinadores. O numeral deverá ser fixado na frente da camiseta. A entrega dos kits será no sábado, dia 27, no mesmo local onde será a concentração do evento.

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    Grupamento de Bombeiros de Nova Friburgo celebra aniversário com evento esportivo (Foto: Arquivo AVS)

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    Após ser derrotado em casa no jogo de estreia do Campeonato Carioca da Série B1, o Friburguense volta a campo neste sábado, 13, quando encara o Petrópolis, às 14h45, no estádio De Los Lários, em Xerém, pela segunda rodada da Taça Corcovado, a fase de classificação da competição. Para este compromisso, a expectativa é de que alguns dos reforços já acertados com o clube estejam à disposição e sejam relacionados pelo técnico Gedeil. O próximo jogo em casa do Tricolor será no dia 21, domingo, quando recebe o Serrano, no Eduardo Guinle, no duelo conhecido como Clássico da Serra. (Créditos: Dudu Correa)

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